segunda-feira, 23 de março de 2020

Eternizado para o Mundo - Por: Maria Ferreira Dutra



Eternizado para o mundo

Por: Maria Ferreira Dutra


Era uma tarde de domingo, ele estava ali sentado em meio aos seus livros.
Tudo era muito azul e branco, flocos caíam sobre o seu rosto e ele, como se nada tivesse acontecendo parecia ler um bom livro.

Folhas voavam e subiam com o vento frio, que tomava conta do local.
E ele ali parado aguentando o tempo gélido. Me aproximei colocando a minha mão sobre a sua cabeça e levantando o seu rosto percebi que seus óculos encontravam-se embaçados; suas mãos firmes, seguravam o livro de uma forma a não querer soltar e perder. Era muito carinho e amor pelas obras.

Eu estendi a mão de forma a cumprimentá-lo, seu sorriso era um sorriso congelado, alegre, gostoso de se ver. Provavelmente ele lia um livro bom, tamanha era a sua alegria.
Eu o convidei a seguir viagem, pedi para que ele deixasse a sua casa, e parecia feliz em seguir comigo, percebi que já estava mesmo na hora dele ir.



Ancioso, a única coisa que me Perguntou foi se poderia continuar a ler, escrever e ensinar, pois era a coisa mais linda que ele sabia fazer. Eu respondi que sim, que em qualquer lugar que estivesse, ele seria lembrado, e ao chegar em minha casa, ele não acreditou, reconheceu ali vários escritores como: Machado de Assis, Mario de Andrade, Euclides da Cunha, Caio Fernando Abreu, Fernando Gular, Carlos Heitor Cony, Aurélio B. de Holanda Ferreira, Carlos Nascimento Silva, Rubens Fonseca, Ivan Rubino Fernandes, Nelson Rodrigues, Ana Lee, Sônia Rodrigues, Rosa Amanda Strauz, Euclides da Cunha, Edgar Allan Poe, Franz  Kafka, Graphic Novel e Monteiro Lobato.

Uma voz no fundo o cumprimentou perguntando se lembrava dele, e o nosso viajante respondeu que sim, que ele era o Graciliano Ramos, que o leu e indicou muitas obras dele como a "Vidas Secas", "Angustia" entre outras.

O nosso viajante sorriu achando que estava sonhando, pois como ele poderia ter encontrado com todos eles ali?

O nosso viajante é convidado a se sentar por Machado de Assis que estava na primeira carteira, e o recem chegado pergunta para todos, o que ele estava fazendo ali naquele belo domingo.
- Eu, seu condutor celestial e todos aqui, achamos que você já havia cumprido muito bem o seu papel na terra, por isso achamos que era hora de você se juntar a nós.

- Mas isso siguinifica que eu morri?
- Não mestre, nós escritores, nunca morremos. Somos imortalizados pelas nossas obras. Seu legado viverá para sempre. Hoje, a cadeira de número 3521 é sua. Pode se posicionar à frente que a lousa é toda sua.

- Obrigada Carolina Maria de Jesus.

Agora que todos conheceram espiritualmente o nosso novo membro, vou pedir que cada um se dirija a sua sala, pois a sala 326 será ocupada pelos novos alunos do nosso recém chegado.


"Lápide 1937 -18 -02 -20 
Estarei sempre vivo em suas mémorias e em qualquer plano"
 Joaquim da Silveira Mestre foi professor primário e secundário. 
Escritor do livro: "A leitura e seus ensinamentos", entre outros.


Escrito por Maria Ferreira Dutra

Obs: Onde se lê 3521 leia Céu  3 representa a letra 'C', "E" representa a letra 5  e  21 a letra U.







quinta-feira, 19 de março de 2020

Neculai enfrenta o Coronavirus







Neculai enfrenta o Coronavirus

Por Adriano Siqueira e
Maria Ferreira Dutra

Mayara Desade estava na floresta do Ibirapuera e caminhava tranquilamente até o local marcado para se encontrar com o seu namorado Fernando Wood. Eles sempre se encontravam por lá. Gostam daquele local e curtiam a tarde juntos.
Fernando tinha o poder de entrar e sair das árvores. Usava o poder do portal que unia todas as árvores acima de cinquenta anos.
Mayara forrava uma mesa de madeira com uma toalha toda florida e colocou uma cesta em cima que tinha muitos alimentos para passarem a tarde juntos.
Ela olhava atentamente a árvore esperando o Fernando chegar.
Ele aparece saindo da árvore mas ele não estava muito bem. Tossia muito e suava. Estava tonto. Ele pedia para ela se afastar dele e chamar ajuda.
Mayara usou os seus monitores virtuais. De longe ela conseguiu ampliar a energia tecnológia do seu corpo e com isso juntou varios monitores em um só. Direcionou para que ficasse bem em cima do Fernando e ela mandou os dados para o seu pai, o Neculai.

Ele pediu para que ela se afastasse e chamou a sua empresa para que eles viessem buscar o Fernando. Em poucos minutos dois carros aparecem e saem seis homens protegidos e o levam para o hospital particular.
Mayara fica aflita com o estado do Fernando e pede para o seu pai se ele a deixaria ir com a equipe, mas o Neculai não permite e pede para ela fazer exames em outro local.

Neculai se levanta da sua cadeira no escritório e olha para a janela. Pensa no que passou esses dias. Em todo o mundo existe indicios da infecção do coronavirus e entre seus amigos a Deise, a Laiza, Dona Helena e Danze Down estava contaminados e todos poderiam morrer a qualquer momento.
China Girl estava verificando o local de onde saiu a doença. Ela conhecia bem a China e poderia ser muito útil o seu conhecimento. Passava periodicamente as imagens e dados coletados no laboratório em que estava e os medicos e cientistas verificavam todos os detalhes do virus e da doença.
Neculai sabia que o mundo precisava urgente de uma cura e que poderia ter aparecido através de ratos ou morcegos. O que seria muita ironia o mundo ser castigado por animais ligados ao vampirismo.

Neculai sabia também que ele sobreviveria e todos os vampiros e criaturas fantásticas que o acompanhavam. Mas o mundo precisa da raça humana. Ele se sentiria muito solitário e sem forças para continuar. A China Girl tem poderes que ele ainda não conhece bem e ainda não sabem como usá-los para esse tipo de problema.

Eles chegaram a pensar que a cura poderia vir de algum deles. Mas o tempo era um fator fundamental. A pandemia era algo que exigia uma solução rápida e mesmo assim, muitos iriam perecer.
Chegou a  pensar em seus inimigos. Chygadcarius e a Bruxa Fefe poderiam ajudar, porém eles estavam morando no castelo do Mordov e seu exercito protegiam a região para qualquer caso de invasão. Mordov ameaçava em cadeia nacional que não ajudaria o mundo pois por ele tudo ja estava condenado e caso ele fosse ameaçado usaria mísseis termonucleares para acabar como mundo mais rapidamente.

Neculai esperava por dados que a China Girl coletava e enviava para o seu laboratório. Porém a espera era uma angústia. Tudo tornava-se lento e demorado. Os testes para a cura levariam dois dias e nesse tempo muitos morreriam.

Karina estava com a Laiza. Ela tinha sido autorizada a ficar com ela por ser imune ao virus e por não infectar ninguém.

Laiza estava com febre e tossia muito elas se abraçavam e ficavam juntas. Karina pensava se poderia morder a Laiza e transforma-la em vampira. Mas a Laiza se recusou. Ela tinha esperança que a cura viria e com a população sabendo da existência dos vampiros seria algo muito conflitante a debater. Seriam os vampiros os responsáveis para curar uma pandemia? A pergunta era simples e a resposta também, pois todos se tornariam vampiros e a raça humana estaria em extinção.

Neculai deixa o seu escritório e acaba enfrentando uma multidão querendo que ele os transformem em vampiros e com muita calma diz que não tem poderes para transformar ninguém em vampiro e que infelizmente todos deveriam ter calma e paciência pois ele também procurava a cura para a sua mãe e seus amigos.

Alguns na multidão xingaram a atitude do Neculai em recusar a salvar vidas e ele se defendeu dizendo que o vampirismo não salvaria a humanidade, mas sim a extinguiria.

Neculai consegue entrar no seu carro e falar com a China Girl. Ela o conforta e diz que estavam fazendo de tudo para encontrar logo a cura.

Sidoire e o cavalo alado Raio voaram pela cidade de São Paulo e foram até o local onde o Fernando estava internado. O estado dele era muito delicado e perigoso. Ele devia estar doente já fazia algum tempo. Seu corpo estava muito dolorido e os remédios já não tinham muitos efeitos.
Eles se aproximaram do leito onde ele estava e o Raio cheirou as folhas de árvore que o Fernando tinha amarrado com um pedaço de cipó.
Raio cheirou as folhas causando uma irritação no seu nariz espirrando de imediato no corpo do Fernando.
Os médicos rapidamente afastaram o Raio e o Sidoire do local.

Sidoire bronqueou com o Raio. Disse que ele nao deveria ter espirrado no Fernando, mas o Raio se defendeu dizendo que não sabia que era alérgico aquelas folhas.

De repente uma correria no local e vários medicos e cientistas entraram na sala onde estava o leito do Fernando.

Sidoire ficou preocupado e esperou pelo pior. Fernando estava muito debilitado e naquele momento ele achava que era o fim.

Porém não foi isso que aconteceu. De alguma forma ele estava melhorando e de forma muito rápida. Alguns médicos apontaram para o Raio, incluindo o Fernando que estava lúcido.

Neculai tinha acabado de chegar no local e os médicos disseram o que aconteceu.

Rapidamente a China Girl estava passando mais detalhes sobre o virus e a forma como ele passa pelo ar. Isso poderia ser usado quando o antidoto estivesse pronto.

Os médicos conseguiram mais folhas da árvore que o Fernando pegou e com isso o Raio espirrou várias vezes. Isso era esgichado no corpo de um humano e esse era o antídoto.

Com o antídoto preparado Neculai precisava agora de muitas criaturas voadoras para jogar esse antídoto para o mundo.

Ele pensou por algum momento e voltou com a resposta.

Podemos borrifar o antidoto pelo celular com a ajuda da China girl e seus poderes.

Com isso a China Girl recebe o antidoto trazido pelo Neculai e juntos eles ligam para muitos medicos de todo o mundo e assim eles apontam o celular para os pacientes e todos começam a melhorar.

Será um grande dia de trabalho, graças a alergia do cavalo alado chamado Raio mundo foi salvo.

Por Adriano Siqueira e
Maria Ferreira Dutra

terça-feira, 17 de março de 2020

Os Caminhos da lua - conto - lobos




Os caminhos da lua
Por Adriano Siqueira e Wellington Purcino

Dois meses depois.

Local: Rua Augusta, Casa Noturna -Wolfance

Daniel Santini entra na casa noturna com facilidade. Sua credencial permite que ele investigue qualquer lugar mesmo sem nenhum mandato de busca.
Ele passa por várias pessoas que estavam dançando, o cheiro de bebida, cigarros e cachorros tomavam completamente o ambiente. Lentamente e com muitos encontrões ele vai até o balcão de bebidas onde encontra a Patrícia, pede uma bebida e senta ao seu lado.



- Você está atrasado Daniel.
Daniel revira os olhos sem mexer a cabeça, perguntando-se quem era o chefe ali.
 Pegue este livro. Ele vai te proteger dos lupinos que estão aqui, Karmem fez exatamente o que pediu. Como isso ajudará a se proteger? – Perguntou Patricia tentando entender as loucuras de Daniel.
- Logo você entenderá.
Com o livro em mão, girou a cadeira em direção ao salão, nessa posição podia observar todo que ali estavam.
- Todos os Lupinos? – Daniel perguntou olhando em todas as direções.
- Só 3.
- Aqui tem mais de 40.
Patricia ainda precisava aprender muito, quase todos ali eram lupinos, uns deixavam bem a vista o que eram, já a maioria fazia o máximo para se esconder por segurança.
- E eles te odeiam pelo que fez com o Pedro.
- Pedro estava fora de controle. Ele se matou por amor, por amor a dona da Alcateia. Melina.
- Os lobos nunca vão acreditar nessa história pois você matou a Melina.
- É o ciclo da vida, e além do mais os caminhos da lua são carregados de morte. Melhor Irmos.
- Eles estão no escritório logo no primeiro andar. Lucian está no comando agora. Qualquer movimento suspeito proteja este livro.
- Tudo aqui é Suspeito Patrícia

 Passando novamente pelo salão, agora em direção ao local mais escuro onde há uma porta que praticamente ninguém conseguir ver. Daniel a via facilmente, Patricia demorou alguns segundos mas logo conseguiu vê-la também.
 A música que era em rítmo das discotecas dos anos 80 foi substituída por uma batida mais forte, Daniel a conhecia bem, gostava daquela música, sorriu quando começou a apreciar Yuve Yuve Yu mentalmente.

Os dois sobem as escadas para o primeiro andar. Alguns que estavam no caminho, provocavam Daniel com empurrões e provocações.
A batida daquela música o deixava tranquilo, sabia que era desnecessário gastar energia com Lupinos de segunda classe.
 Ao entrar no escritório, Daniel é agarrado com força e jogado na mesa. Já estavam sendo aguardados.
Com o rosto na mesa, pode ver de relance um quadro que conhecia de outras épocas, muitas estrelas que formavam vários caminhos em direção a Lua.  Os Caminhos da Lua.
 Patricia fica contra a parede tentando ficar o mais longe possível daqueles monstros.
 Nenhum deles se quer olhou para ela, queriam Daniel não ela.


 Lucian estava agarrando pelo colarinho mas o liberta rapidamente quando vê o livro nas mãos do Daniel.
Afastando-se vai em direção a Patricia, passa as mãos em cabelo, a cheira e argumenta.
- Precisamos de mais mulheres em nossa alcateia.
- Sou domadora de leões. Lobos eu domei quando tinha 10 anos.
Lucian sorriu. Gostava da audácia daquela mulher.
Olhou irritado para o Daniel, que pressentiu algo, instintivamente levantou o livro.
 Lucian pegou uma estaca de ferro saltou em direção a Daniel e enfiou-a no livro que soltou uma grande quantidade de um pó brilhante Prata.



 Lucian entrou em contato com o pó e assustado, gritou pelos guardas.
 Um lobisomem entrou no escritório mas recebeu tiros de balas de prata, Patricia havia sacado a arma que tinha ganho de Daniel um mês antes, nele haviam balas de prata, o Lobisomem gritou e queimou completamente.
Karmem como sempre havia feito perfeitamente uma arma contra os Lupinos, prata em pó em grande quantidade era venenoso e matava lentamente, diferente da bala que matava instantaneamente, o pó entrava no organismo mas tinha cura. Essa técnica ajudava em casos de tortura. Informações eram facilmente tiradas de suas vítimas. As Maquiagens de Karmem era algo que utilizava em suas investigações a muito tempo.
Lucian começou a gritar, seu corpo estava queimando por dentro, a dor era insuportável, aquele pó o estava matando lentamente de dentro para fora.
 Daniel se aproximou e tirou um vidro com um liquido vermelho e mostrou para ele.
- Deve tomar isso em um minuto ou o pó de prata que estava no livro vai comer todo o seu corpo.
- Me dê logo esse antídoto Daniel ou todos os lobos daqui vão te mastigar.
- primeiro eu quero a cura que vocês tem para o corona vírus, em segundo, não, não vão me mastigar, até por que antes disso você ira virar pó e eu estarei longe daqui. Como vai ser? – Falou Daniel calmamente.
- Vocês humanos estão condenados. Nossa alcateia teve um aumento significante por causa desse vírus. Vamos dominar a Terra.
- Um minuto Lucian, depois disso você não vai dominar mais nada.
- Depois caçaremos outras criaturas. Fadas, Sereias, Vampiros. Todos irão se curvar aos lobos.
- Trinta segundos, seu tempo está acabando.
- Eu prefiro morrer do que trair o meu povo.
- Que assim seja.
Daniel se afasta e vê Lucian gritar e queimar.
 Fora do escritório, Daniel escuta passos, agindo rapidamente pega uma cadeira e joga contra a  janela quebrando seus vidros e abrindo caminho.
Daniel olha para cima e logo em seguida pergunta para a Patricia.
- Onde estâ o helicóptero que fazia parte do plano para nos resgatar?
Patricia responde apontando para um carro modelo Brasília branca.
- Foi aquilo que enviaram para você.
Na lateral do carro havia um adesivo preto escrito Helicóptero.

Daniel escuta muitos lobisomens forçando a porta.
Ele pega a mão da patricia e eles pulam em cima dos carros até chegar na Brasilia. Ligam o carro e descem a rua Augusta até chegar da Avenida Nove de Julho.

Foi uma missão sem sucesso, mas agora Daniel sabe o que os lobisomens pretendem.

Por Adriano Siqueira e
Wellington Purcino

sexta-feira, 13 de março de 2020

Academia poetica brasileira

Novo site da Academia Poetica Brasileira

https://www.mhariolincoln.com






Família Neculai encontra os monstros na Sexta 13

Muitas ilustrações da Família Neculai junto com muitos monstros conhecudos em homenagem a sexta-feira 13

Ideia de Maria Ferreira Dutra
Arte: Adriano Siqueira