domingo, 8 de novembro de 2009

Vitória - por Adriano Siqueira



- Vitória -
Autor: Adriano Siqueira


— Esconjuro—te, maldita criatura vampírica...
Antes que eu terminasse o vampiro pulou para cima de mim com suas garras.
Estava täo faminto que parecia um animal. Eu conseguia sentir o seu cheiro de mofo por todo o lugar. Peguei a estaca e enfiei nele uma, duas... Quatro vezes... Até que ele gritou e caiu.
Mesmo cansado e ferido com a luta, eu estava feliz por ter dado conta dele sozinho, já que meus amigos estavam no chão, junto àquela fera, completamente mortos!
Tudo estava acabado. Porém, aquele cheiro de mofo não acabava...
Olhei para minhas mãos... O sangue que estava nelas começava a sumir! Eu me sentia mais forte, e meu reflexo no espelho estava desaparecendo!
Não... Estava me transformando naquele animal!
Por sorte, eu era o único vivo naquela sala e o sol estava nascendo.
Corri em direção a janela e pulei.
Finalmente... Vou morrer, mas levo a maldição comigo!
Durante a queda, olho para a janela e vejo a criatura rindo; eu fui enganado!
No meio da luta, ele me hipnotizou e tudo que eu tinha visto era ilusão!
Infelizmente, a queda da janela era a única realidade nisso tudo...

Autor: Adriano Siqueira

A Conquista do Vampiro - por Adriano Siqueira



Vejo você, sentada, quieta e raramente olha para os lados.
Está em seu mundo.
Completamente do jeito que gosto.
Aproximo aos poucos.
Sou discreto.
Peço um favor. Nada demais. Digo algo apenas para ter a sua atenção.
Geralmente sou atendido e você já está olhando em meus olhos.
Falo por eles, mas você jura que estou falando com a boca.
Você ouve tudo que quer ouvir... O assunto é sempre você, neste momento, só você importa.
Você mostra as partes do livro da sua vida que interessam, mas na verdade, estou te lendo completamente.
Diz os seus desejos, eu mostro que sou um deles e que também sou o portal do mundo que realmente quer. Irresistível, sedutor, amigo, companheiro.
Finalmente você me abraça e me leva.
Faço você acreditar nisso.
Adoro fazer pensar que está no poder, que tem tudo em suas mãos.
Adoro quando você diz que me quer para sempre. Mesmo sabendo que o para sempre termina de manhã.
Pode ter certeza de uma coisa...
Nunca vou te esquecer.

Autor Adriano Siqueira

O Clube dos Cinco Vampiros - por Adriano Siqueira




- Corram para o fundo da casa!

Eclipse, o vampiro, é ágil no comando. Suas experiências em dirigir tropas foram adquiridas nas varias batalhas que participou.Esta batalha não será menor. O Ritual macabro que se inicia trará grandes poderes para os bruxos de Rockwood. Neste exato momento, eles estão caçando a fórmula mais preciosa dos seus rituais... O sangue dos vampiros!Por isso, atacam sem piedade. Seus cavalos alados cobrem a noite com suas asas e criam terríveis vendavais confundindo seus inimigos.Eclipse sabe que deve proteger os cinco vampiros a qualquer preço. Nocte, Escuridão, Obscuro, Sombrio e Neblina. Eles são fortes, foram treinados por ele, mas devem ser reservados para uma batalha maior.

Enquanto os cinco se escondem dentro da casa eclipse corre na direção do inimigo. Um dos cavalos o persegue e quando vai atacar, Eclipse volta repentinamente e dá um soco no cavalo jogando-o ao chão. O bruxo que estava em cima do cavalo voa em sua direção, mas Eclipse o agarra no ar e quebra o pescoço dele antes que ele diga algum encantamento. Logo em seguida o vampiro pega o cavalo desacordado pelas pernas e roda o cavalo várias vezes, lançando em direção as tropas voadoras que vinham em sua direção. Finalmente um encanto de gravidade é pronunciado fazendo o corpo do Eclipse pesar o triplo do seu peso caindo sem esperanças de ajuda.

Neblina - > - Vocês vão ficar aqui parados?
Sombrio - > - Está com a mente embaçada minha cara? Esquece que o Eclipse é o mais experiente para lutar?
Obscuro - > - Comentário típico de quem usa uma máscara.
Nocte - > - Parem com isso! Neblina tem razão.
Sombrio - > - Oh! Finalmente a Nocte chega! Obscuro! Aonde vai? Eclipse disse para ficarmos aqui!
Obscuro - > - A Escuridão... Não está aqui! Temos que achá-la.

Os bruxos aceleram em sua direção, mas são desviados por uma mancha escura.A Vampira Escuridão derruba três bruxos com seu golpe surpresa. O encanto é quebrado e Eclipse agradece a vampira, mas foi um erro. Um bruxo atravessa uma lança por seu corpo. A escuridão vê os olhos de Eclipse fechando... Até que seu corpo vai se transformando em cinzas...Voltando para a parte da frente da casa. Os quatro vampiros encontram a Escuridão ajoelhada tentando segurar entre seus dedos as cinzas de um herói, de um mito.
Os bruxos riem e comemoram a destruição do mais poderoso vampiro da terra. A guerra acabou. Os bruxos voltam para Rockwood para anunciar as novidades ao rei.
O vampiro Obscuro segura levemente os ombros da Escuridão.
Escuridão - > Ele nos ensinou tudo... Tudo para nada! Vou destruí-los. Um por um!
Obscuro - > Nós vingaremos a sua morte! Mas não hoje!

Ele pega um pouco das cinzas e passa em seu rosto e cabelos. Os outros fazem o mesmo.

Obscuro - > Agora! Cada um de nós tem uma chama acesa dentro da nossa alma. Ela vai queimar até ter um bruxo vivo em rockwood!!!Eles levantam as mãos e gritam para avisar o inferno que o melhor vampiro do mundo está chegando e atrás dele...Seguirá um rio de mortes!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CONVITE - DEBATE SOBRE VAMPIROS - COM ADRIANO SIQUEIRA

VEJAM AS FOTOS DO EVENTO: http://adoravelnoite.blogspot.com/2009_11_01_archive.html#5759712243501438323

VEJA TAMBÉM MAIS FOTOS NO
http://www.aumanack.com/index.php?option=com_content&view=article&id=8805:vampiros-e-lobisomens&catid=1&Itemid=2

No dia 07 de Novembro aconteceu o debate sobre vampiros

Organizado por Alan Uemura, o evento foi na Livraria Cultura Bourbon Shopping Pompéia - Rua Turiassu, 2100 - São Paulo/SP 14h

Palestrantes: escritores Adriano Siqueira, J.Modesto, Juliano Sasseron, Alan Uemura (organizador do evento), Silvia Penhalbel (Revista Sci-fi News) e Natasha (Fã clube Twilight Universe)

Abraços Adriano Siqueira

sábado, 31 de outubro de 2009

Especial dia das Bruxas - Adriano Siqueira



Shyenne X Vampiros

Por Adriano Siqueira


Dois demônios alados tentam tomar o cantil do nosso amigo Hades que estava andando calmamente pelo deserto:
— Saiam malditos!
Lançando raios de sua mão, ele tenta afugentar os demônios. Quando vê uma enorme fortaleza que aparece, do nada, atrás de uma duna enorme.
— Mas... que diabos?!
Vários demônios alados começam a sair daquela fortaleza. Mesmo um bruxo com enormes poderes como Hades näo conseguiria deter tamanha invasão.
— Eles entraram no mundo real!

******

Shyenne e Lord Dri estavam andando no deserto...
Lord> — Shy, você tem certeza que estamos no lugar certo?
Shy> — Eu nunca errei, Lord! Além do mais, quem você pensa que é para questionar-me?
Lord> — Ei! Estou vendo alguém ali, naquela duna, com um binóculo!

Shyenne, ao chegar perto do humano, pergunta:
— Quem é você?
— Sou Denis... Denis Klein. Eu pesquiso perturbações sismológicas e acho que esta é bem estranha! Tanto quanto vocês!

******
Dentro da Fortaleza, Hades, amarrado com uma corda que inibe seus poderes, conversa com seu anfitrião:
Hades> — Você acha que esta corda pode deter-me, Demônio Idiota?
— Não, eu não acho. Mas logo você estará morto mesmo...

O demônio olha para o visor e vê nossos amigos chegando perto da fortaleza.
— Preparar tropa de ataque! Nâo quero ninguém vivo!
Quando o Demônio olha para a cadeira, vê que Hades havia sumido.

— Procurem-no! Eu o quero vivo!
Depois de todos saírem da sala, Hades reaparece na cadeira...
— Foi uma bela ilusão, Shyenne... Agora está tudo bem.
— Eu que ensinei! — diz Lord Dri.

Enquanto Shyenne desamarra Hades, ela explica como o achou e de como é importante ter a aura de um bruxo.
Shy> — Denis, você pode reverter o processo para os demônios voltarem ao lugar de onde vieram?
Denis> — Estou tentando... Pronto! Tudo isso vai virar cinzas, temos que sair daqui agora!
Shy> — Hades, você está livre...
Hades> — Obrigado, Shyenne! Lord, você pode voar. Leve o Denis para fora. Eu vou me transportar junto com a Shyenne!

Lord> — Ah não! Eu levo a Shyenne e você leva o menino...
Shy> — MILORD!!

Lord> — Tá! Tá! Eu levo o cara, pronto... Que gente mais mal humorada.
Quando o Lord chega com o Denis em um lugar seguro, as explosões começam a destruir toda a fortaleza.
Lord> — Fez um bom trabalho, Denis. Espero encontrá-lo mais vezes para jogar um xadrez
Denis> — Obrigado, Vampiro. Eu que agradeço pela aventura. Mas onde estäo os seus amigos bruxos?
Lord> — Amigos não! A Shyenne é minha...
PLUFT!
Hades e Shyenne aparecem na frente dos dois...
Shy> — Oi... Desculpa a demora... foi um passeio muiiiiito legal!
Lord> — Ei, Hades! Explica para mim o que significa o "Muiiiito Legal".

O que você fez com ela, seu Mad Max metido a bruxo?!
Hades> — Esse Morto-vivo é amigo seu, Shyenne?! Talvez eu o leve como meu troféu... Como lembrança desta aventura!
Shy> — Pode deixar, Hades. Esse vampiro temperamental é responsabilidade minha...
Hades olha para Shyenne, dá um sorriso e desaparece...


Autor: Adriano Siqueira

Especial dia das Bruxas - Adriano Siqueira





A Noite do Lobo

Aventura com Lord Dri e Lady Shy

Por Adriano Siqueira


Eu tentava andar, mas minhas pernas estavam muito cortadas... Precisava avisar Shyenne que aquela fera estava indo para seu castelo pois, o amuleto que ela guardava, deixava os Lobisomens imortais!


Estava desmaiando e meus poderes de Vampiro estavam enfraquecidos.


******
Shy> — Sua visita é uma agradável surpresa, Warwolf! Você sempre foi bem-vindo ao meu castelo!


Warwolf> — Eu vim atrás de algo valioso, Shyenne... O amuleto da vida eterna, que você guarda!
Shy> — É. Eu imaginei que você viria atrás dele cedo ou tarde... Ele pode mesmo dar vida eterna a vocês, lobisomens. Entenda minha posição; eu não posso dar o amuleto! Existe muito perigo em jogo...
Warwolf> — Você não entende, Shyenne... Meus amigos já sabem deste amuleto e chamaram o guerreiro lobo para pegá-lo... estou aqui para protegê-lo e não deixar que este lobo consiga o que quer!


A águia de Shyenne entra no castelo e começa a voar pela sala em círculos.
Shy> — Minha deusa! É o Lord! Ele está ferido, lá fora!
Warwolf> — Foi o lobo! Sinto cheiro dele... está perto!
Shy> — Eu vou buscá-lo. Fique aqui e proteja o amuleto!
Lord> — Eu já estou aqui! Quase morri... Aquela fera é muito forte!


A águia foi em direçäo ao Lord mas, no meio do caminho, ela cai.


Shy> — Lancis... Minha águia! O que aconteceu?
Ela não se movia... parecia morta.


Warwolf> — Shyenne, corra para o amuleto!
Sem dizer mais nada, Warwolf pula em direção ao Lord, ou ao que parecia ser ele, já que agora era um Lobo de três metros. Os lobos tem o poder de mudar a sua aparência.
— Eu quero o Amuleto!
A luta dos dois lobos era muito violenta. Suas garras cortavam tudo!


Shyenne estava no seu quarto, agora, protegendo o amuleto.
A porta do seu quarto é completamente destruída... O lobo estava sedento por sangue... seus dentes estavam para fora:
— Eu quero o amuleto!
— Acho que näo! — eu apareço, bem na hora, na janela do quarto, e pulo em direção ao grande lobo.
Warwolf> — Traga ele para cá, Lord!
Bem que eu tentei... Ele era forte! Minha força estava aumentando; Era Shyenne usando seus poderes para me tornar mais forte... Eu consegui empurrei a fera em direção ao Warwolf.
Warwolf a pega e arranca-lhe o coração!
Tudo estava terminado.
— Mas... e a águia?
Shy> — Ela está bem, Lord! Quando ela ia atacar o lobo disfarçado de Lord eu a fiz dormir para que ela näo pudesse ser devorada pelo monstro!


Lord> — O Warwolf tinha como conhecer minha aura de vampiro, mas você, Shyenne, como descobriu???
Shy> — Milord!
Lord> — É... está bem. Afinal você é uma bruxa!
Warwolf> — Minha missão terminou... Um abraço, amigos.


Autor: Adriano Siqueira

ESPECIAL DIAS DAS BRUXAS - CONTOS DE BRUXAS - ADRIANO SIQUEIRA




O Amor de Shy
Por Adriano Siqueira

Eram sete horas da noite...Shyenne estava em seu quarto, acendendo velas para a Deusa Lua. A delicadeza de suas mãos, faziam com que as chamas dançassem em sua volta, como se o vento seguisse cada passo seu. Seus olhos estavam brilhando, não apenas por causa as velas mais por estarem como um espelho que absorvia e iluminava o brilho daquele quarto. Sua pele, um pouco arrepiada do vento que vinha levemente da janela, trazia o cheiro do orvalho da floresta, suas roupas leves e brancas levitavam, seguindo o curso do vento.

Shyenne sabe que o vento nos traz boas e más noticias, dependendo da maneira como ele invade nosso lar e nos abraça, ele pode ser uma otima fonte de informação.
Uma vez mais, Shyenne olhou para a janela. Ele estava atrazado novamente. Olhou para o chão e notou uma leve nevoa branca que a rodeava. Era o Lord Dri, ele sempre gostava de chegar daquela maneira, bem devagar, silencioso, calmo. eles se abraçam e se beijam como da primeira vez, quando ele estava preso no calabouço deste castelo, todos os meses no dia 30 ele vinha procurá-la.

Seus olhos cheio de desejo brilhavam como fogo, a paixão daquele olhar era clara, suas mãos acariciavam o cabelo da Shyenne, e os dois trocavam sussuros enlouquecedores, tão difíceis de escutar, que as velas "falavam" mais alto!
Era impossível saber qual dos dois estava mais apaixonado, os rostos não se moviam, apenas o corpo dos dois estavam se movendo, como uma dança sem musica. Uma valsa silenciosa.
A noite era longa, mas os dois não pareciam se preocupar com horas, dias ou meses. Eles só queriam um ao outro.

Este clima, de carinho e sensualidade e silêncio era levemente distorcido pelo som do vento e de certos gemidos que saia de vez em quando entre o casal, risos e sussuros são trocados como a leve chuva que começava a cair, atingindo as folhas da floresta, deixando o ar levemente umidecido e o quarto cada vez mais quente.


Mais uma vez o toque do Lord Dri no rosto da Shyenne era notado, mais uma vez Shyenne deitada com o Lord sussura levemente em seu ouvido e o faz rir, Mais uma vez, os olhos de Shyenne brilha e o Lord a abraça em forma de carinho.


Outras historias ja foram contadas sobre grandes amores e paixões, mas um amor, de tamanha estrutura e afinidade, ira demorar muito para ser parecido com esse! Pois não existe, no mundo, um amor tao sincero como este é.


E assim será,... Por muito e muito tempo.


Autor Adriano Siqueira

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Entrevista de Adriano Siqueira para a rádio UNESP


A entrevista de Adriano Siqueira (colecionador, escritor e dono do Adorável Noite) que fala sobre vampiros e o difícil começo para divulgar esta cultura e de como começou a moda dos vampiros no Brasil está no programa Perfil Literário, da Rádio Unesp FM, que está disponível para ser ouvida ou baixada no endereço:

http://aci.reitoria.unesp.br/radio/perfil_literario

A entrevista está numerada como 180.


Abraços e tenham uma Adorável Noite.
http://www.adoravelnoite.com/
http://www.adoravelnoite.blogspot.com/
http://www.contosdevampiroseterror.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Prazer Eterno - por Adriano Siqueira




Cadastre-se no The Tred, dizia um site de vampiros!
Cadastre-se e seja um de nós... Eterno e cheio de prazeres!
É lógico que eu queria isso... Quem não quer? Mentira? Claro que era! Mas a ansiedade misturada com a curiosidade não deixava que eu recuasse. Então, deixando as ironias de lado, eu cliquei no botão cadastrar... um bonito visual feito acho que em flash apareceu... Cores bonitas! Visuais gráficos muito bons, porém achei um exagero fazer um visual desse apenas para um cadastro simples, mas fiquei lá olhando... Até que apareceram olhos... Olhos de uma mulher... As cores agora formavam a sua face e sua boca, muito sexy com um batom vermelho, e as mãos mexendo no cabelo estavam como que dançando na tela!
Eu queria copiar aquilo - era magnífico, mágico e místico. Quando ouvi sua voz, fiquei quase que hipnotizado! Então eu dei o comando "Print-Screen" por instinto (costumava fazer isso para copiar algo interessante, assim fica mais fácil para ver on-line as imagens na net) rezando para conseguir capturar a imagem!
— Então você me quer?
-Claro! Claro que sim! Como faço? Eu quero! - eu digitava afoito no teclado, como se estivesse falando com ela cara a cara, e clicava no meio do rosto dela, tentando achar um botão ou abrir um link.! De alguma maneira, não poderia terminar ali, eu precisava continuar. Desesperado por pensar que o programa travou ou que tivesse simplesmente caído a linha, ouvi mais uma vez a voz dela...
— Venha...!
Naquele exato momento, eu sentia meu corpo sofrer transformações que eu não conseguia explicar. Estava tonto e meus olhos estavam distorcendo tudo o que viam - já não conseguia mais identificar nem as letras do teclado. A cor da minha camisa se misturava com as cores da mesa e do computador... Tudo ficou de uma cor só! Uma cor rubra! Eu sentia que estava cego... Aquela cor estava por todo o lugar e meu corpo estava flutuando, como se estivesse em uma grande piscina... Mas respirando!
Um túnel se formou à minha frente e uma pequena luz apareceu. No final desse túnel, uma mulher acorrentada e perdida em desejos insanos, pois eu não via nada naquele lugar para ter o tanto de prazer que ela aparentava ter, por causa dos movimentos que fazia com o rosto. Aquele sorriso, como se ela estivesse mesmo vivendo momentos de luxúria e sedução! Achei que ela estava sonhando ou drogada!
Antes que eu olhasse para os lados e percebesse que as nuvens de cor rubra tinham se transformado em paredes, ela acordou do que mais parecia um pesadelo e gritou para mim:
— Corra! Saia daqui... Sou investigadora de sites da Internet e isso não real é...
— Por quê? O que está havendo?
Nada! Nenhuma resposta. Do jeito que ela acordou, ela voltou a ter aquele sorriso. Fechando os olhos e voltando a um prazer que não entendia!
Uma mulher apareceu. Diferente do que eu achava que encontraria lá (uma vampira ou uma bruxa), vi apenas uma mulher com asas de anjo. Chegou perto de mim e disse que seu nome era Cristina e que eu teria o prazer que tanto procurava! Não como aquela mulher que estava lá vivendo feliz e sempre satisfeita de prazeres, sejam eles quais forem, mas que seria melhor bem melhor que aquilo!
Ela segurou meu braço e foi me levando para um lugar alto e mostrou para mim que não tinha só aquela mulher, mas muitas pessoas estavam da mesma maneira que ela.
— Sonhos, meu cavaleiro. Aqui todos eles se realizam!
— Não estou vendo nada! Estou vendo apenas muitas pessoas aprisionadas!
Cristina me abraçou e disse bem baixo.
— Eles são felizes. Cuido bem deles. Você! Eu quero você para me ajudar, para ficar comigo! Embora aqui tenha muitas pessoas, eu me sinto só. Eles não me desejam... - Apareceu um espelho e ela olhou como se estivesse em transe como eles: Eu sou tão linda! Tão linda e ninguém ali embaixo sonha comigo! Uma rainha com reino e súditos, mas sem rei. Juntos, realizaremos todos os seus desejos... Eternamente!
Talvez ela não estivesse mentindo. Afinal, todos tinham seus sonhos particulares. E, mesmo assim, não deixava de pensar se ela fez essa proposta a todos que entraram no seu reino, e que a resposta "não quero, sua bruxa" era uma resposta perigosa e mortal! Em todo o caso, o jogo estava apenas começando.
Uma cama, com várias luzes e móveis do estilo colonial apareceram a minha volta, e aquele lugar onde estávamos se transformou em um verdadeiro paraíso. Era real? Era minha mente que ela estava lendo? Afinal, eu estava mesmo ali?
Debatendo minhas dúvidas, as palavras dela estavam ficando mais altas. Dominar, ser Rei tendo sua companhia para sempre! Ela sabia que eu estava procurando uma saída!
Quando meus dedos passaram pelo seu cabelo, senti que uma parte parecia ter tocado meu teclado. Um calafrio correu a minha espinha. Será?
Um computador apareceu no quarto!
— Era isso que queria, meu rei?
Ela tentava me persuadir. Entendi!
Sentei no computador... Tentei imaginar o começo de tudo... O site... The Tred... Cristina me guiando... O maldito Print-Screen, que agora eu acionava e seu rosto ficava preso na tela - preso e claro. Um demônio apareceu... O encanto estava quebrado para mim e finalmente via a sua horrível face! Mas, e ela?
Gritando de raiva, Cristina me jogou a metros de distância. Fiquei bem no fundo do quarto. Aquela criatura monstruosa via a sua face como realmente era, quase que hipnotizada. Presa a sua própria imagem, o mundo que a cercava estava desaparecendo, com ela junto! Eu não sabia como sair disso, então corri para o túnel – para onde todos estavam correndo apavorados.
Cada um voltava para sua realidade e a destruição me seguia...
Até que finalmente encontrei meu quarto!
O prazer eterno permanece prazer?

Autor: Adriano Siqueira

Procura-se um Vampiro - Por Adriano Siqueira




Eu não me lembrava de nada. Todos estavam no chão com marcas no pescoço!
Fiquei impressionado com as cenas de terror que estava vendo.
Havia um retrato da família toda reunida, porém tinha uma pessoa na foto que não estava lá no chão. Um homem que só poderia ser eu mesmo. Provavelmente, eu era o pai da família que agora não existia mais!
Fui para a delegacia mais próxima tentando manter o sangue frio e a calma para que tudo pudesse ser resolvido.
Chegando lá, fui jogado no chão e ameaçado por um policial. Eles não queriam me ouvir. Talvez por estar com sangue por todo o corpo!
A minha sorte é que uma policial apareceu e impediu que eles atirassem. Ela conversou com eles por um tempo e depois vieram a mim mais calmos. Então eu disse a eles que não lembrava do que tinha acontecido, mas que minha família tinha sido vítima de um vampiro.
Embora a história fosse completamente louca, eles acreditaram. Então entrei no carro com eles para levá-los para a minha casa.
Quando cheguei, havia um homem gritando muito no meio da rua.
Alguns policiais saíram do carro e foram falar com ele.
Depois de uns cinco minutos de conversa, os policiais foram para o carro e disseram para que eu saísse e falasse com o cara!
“Mas e se ele fosse o vampiro que atacou a minha família?”, eu disse, assustado
O policial disse para eu me acalmar, que tudo não passava de um engano! Então saí do carro para ver o homem. Estava com medo!
O cara gritava muito e conforme fui chegando perto seu rosto me pareceu familiar...
Oh não! Aquele homem apavorado era eu? Não pode...
O policial vendo que eu tinha ficado aterrorizado com tudo, chegou bem perto de mim e me mostrou um espelho, mas o meu reflexo não aparecia.
O policial me explica que minha amnésia, talvez tenha acontecido porque estávamos em solo sagrado... Ali mesmo, fôra contruida a primeira igreja da cidade. Eu fiquei sentando no chão com as mãos na cabeça, calado. Meu corpo já sentia os primeiros raios do sol...


Autor: Adriano Siqueira