domingo, 23 de setembro de 2012

Uma Vampira na cidade - Parte 02 - Adriano Siqueira


Uma Vampira na cidade - parte 2 - Adriano Siqueira



Quando cheguei no apartamento senti algo estranho, mas não quis alarmar o Dri. Então comecei a fazer algumas perguntas para ele.
— Dri... Sei que lobisomens não gostam muito de vampiros e demônios mas hoje parece que todos eles querem nossas cabeças e ainda não descobri o porquê.
— Talvez por você ser um pouco dos dois. Vampiro/demônio.
Eu entro e ainda sinto que meu apartamento está muito estranho.
— Mas isso não é motivo suficiente para sermos caçados a noite toda não acha?
— Acho que deveríamos pensar nisso depois. Queria ficar um pouco mais com você. Senti-la bem perto.
— Tudo bem Dri. Vamos fazer assim Eu vou tomar um banho e você faz algo paraa gente beber ok?
— Você manda Mortícia.
Eu dou uma piscada para ele e tiro a minha roupa na sua frente mas antes de jogar as roupas no sofá eu pego uma faca de prata e enrolo rapidamente na toalha e entro no banheiro. Escuto o Dri falando sobre como era bom os velhos tempos em que não existiam muitas batalhas e que sempre estávamos comemorando nossas noites com muita intensidade.
O banheiro era grande. A banheira estava escondida por uma cortina escura Não dava para saber se tinha alguém ali. Eu tinha que ser rápida se quisesse sair viva.
Dei três rápidas facadas na cortina... Um lobisomem uivou de raiva e de dor e pulou em cima de mim. O Dri bateu na porta do banheiro.
— Nossa Mortícia! Você faz um barulho e tanto para tomar banho. Precisa de algo?
— Toalha! Toalha! A minha molhou!
Continuei dando vários golpes no Lobisomem enquanto ele tentava me morder.
— Ok! Já vou trazer algumas!
Eu corro e pego meu secador de cabelos e ligo jogando ar quente nos seus olhos. O lobo se irrita mais. Pego o cabo do secador e enrolo no seu pescoço com força e pergunto gritando...
— Por que está demorando para trazer uma toalha!
— A gaveta do seu guarda-roupa tem tudo menos toalha!
Eu subo em cima do lobisomem e aperto mais o seu pescoço. Até que ele finalmente cai sem vida. Eu dou uma pausa e olho para os lados. O Dri ainda não voltou.
Retiro a faca do peito do lobisomem e abro a porta do banheiro cuidadosamente. O apartamento estava todo bagunçado. Os moveis fora do lugar. Vejo dois lobos mortos no chão e o Dri ferido. Corro até ele e me diz:
— Parece que este apartamento não é mais seguro.
— Vamos sair daqui Dri.
A porta abre e dois homens entram. Eu e o Dri estavamos pronto para atacá-los quando um deles diz sorrindo:
— Mas já estão partindo? A noite ainda mal começou... Meu nome é Felipe. Vocês tem algo que eu quero. A cruz que você usa Mortícia. Ela pode nos ajudar a encontrar alguns demônios que nos deve muito. Em troca os lobos desta cidade vão parar de persegui-los.
— Eu não barganho com humanos. Vejam o que fizeram com meu apartamento.
— Seu apartamento não é nada comparado com o que vamos fazer com vocês.
— Não lhe darei nada.
O outro homem que não havia se apresentado tirou uma enorme arma do seu sobretudo e atirou no Dri. Eram duas pequenas varetas de madeira que entraram no corpo dele ligados por um fio elétrico descarregando uma enorme carga eletrificada. Ele gritava muito. E o homem desligou fazendo o Dri desmaiar. Felipe riu e novamente perguntou.
— Tem certeza que não vai colaborar? Temos carga para fritar este vampiro.
— Parem com isso ou vão saber exatamente como sou quando fico zangada.
— A cruz!
— Toma e nos deixe em paz!
Joguei e eles pegaram e saíram.




Depois de algum tempo o Dri acordou ele olhou para mim e perguntou:
— O que tinha naquela cruz Mortícia.
— Um microchip com endereços de algumas criaturas do outro lado da cidade incluindo alguns demônios.
— Temos que avisa-los.
— Tudo no seu tempo Dri. Já está amanhecendo. Temos que repor nossas energias e depois iremos atrás deles.
— Não precisava fazer isso... Eu aguentaria.
— Eles te matariam. Já vi aquela arma antes. Sei quem as faz e sei onde ele vive. Amanhã iremos visitá-lo. Certamente ele vai colaborar.
— Você tem um jeito encantador de pegar informações.
Eu ri e olho para o Dri e respondo:
— Sim! Ninguém resiste aos meus toques e jeitos.
— É eu vi! O lobisomem no seu banheiro descobriu de uma forma bem dolorosa.
— Agora Venha Dri. Vamos cuidar das nossas feridas.



Eu tiro as nossas roupas e o levo para a cama. Toco em suas feridas bem vagarosamente. Ele fica deitado com as pernas abertas... Passo a lingua em cada ponto ferido e ele faz o mesmo. Como gatos quando se lavam. Arranho as suas pernas e passo a língua em seguida. Ele faz o mesmo em cada parte do meu corpo. Assim fortificamos a nossa pele. Logo em seguida, nos beijamos para lamber novamente. Fazemos isso por alguns minutos até que subo por cima dele e fico com a minha cintura se mexendo dando mais prazer para o Dri. Ele agarra a minha cintura e força para frente e para trás deixando-me em puro êxtase. Vou até os seus lábios, beijo e fico chupando a sua língua. Ele me empurra mais forte e arranha minhas pernas me fazendo gemer. Naquele momento não existia mais nada. Apenas nossos corpos e nossa energia estavam em evidência. Nossas mentes atravessavam vários mundos diferentes. Nossos passados eram revelados um para o outro e quando tínhamos alguma surpresa logo já estávamos em outra época e nossas emoções se mesclavam em um banquete de sedução e ira sexual, nos deixando ao comando do nosso próprio corpo até que visualizamos uma grande energia passando em nossos corpos. Nossas mãos estavam brigando uma com as outras para ver quem conseguiria segurar quem. Estávamos em um grande movimento constante para alcançar o clímax e transpirávamos muito. Eu implorava por mais e mais. Arranhava muito o corpo do Dri até que um gemido surgiu em meus lábios seguido de um grito que deve ter feito toda a vizinhança acordar. O Dri também começou a gemer e me segurou com força até que senti que estava jorrando todo o seu liquido dentro de mim. Ficamos na mesma posição por alguns minutos e finalmente nos beijamos. Deitei-me ao lado dele. Passei minhas mãos suavemente em seu peito e percebi que os seus ferimentos e os meus já haviam sumido. Ficamos ali. Olhando um para o outro até que adormecemos.

Continua...


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