Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma Vampira na cidade - parte 3 - Stefany Albuquerque

Uma Vampira na cidade - parte 3
escrito por Stefany Albuquerque


Já é de manhã e Dri continua a dormir. Saio sem que ele perceba e vou até o chuveiro. O lobisomem continuava no chão, completamente nu.

— Está admirando o que exatamente?

Levo um susto, era o Dri.

— Nada... Eu... Só vim tomar um banho apenas isso e ele estava no chão.

— Humm sei, mas vai tomar banho sozinho?

— Achei que estivesse dormindo?

— Sim, mas eu não estou.

— Ok! Podemos resolver isso depois. Temos que dar um jeito nesse lobisomem. Está impregnando o banheiro todo.

— Mas... Já é de manhã, não podemos sair.

— Nós não, mas eu tenho alguém que pode.

Saio do banheiro em direção a sala, pego meu celular, mas antes ligar, o Dri pergunta:

— Vai chamar quem?

— Alguém que você conhece muito bem.

Dri fica pensativo.

— Oi querido, saudades. Preciso de um favor seu e tem que ser agora!

Dri fica olhando para mim.

— Sabe onde estou.

Desligo o celular e ele me olha pensativo e argumenta:

— Ainda não sei quem é.

— Então vai descobrir logo. Vamos! tenho que me arrumar.

Entramos no banho. Dri nunca foi muito bom em se controlar, seus toques suas caricias estava nos levando a uma segunda rodada.

— Dri... assim não vou querer sair daqui.

— E quem disse que é para você sair.

Ele me aperta mais junto ao seu corpo.

— Dri vamos ter visita e você...

— Tudo bem.

Ele sai do chuveiro. Me olha e arremessa uma toalha com força.

— Quanta delicadeza.

— Quer mais querida?

— Não! não.

Começo a rir.

— Está rindo de quê?

— Nada! Só desse seu jeito de criança mimada quando não ganha o que quer.

Ele me olha com fúria e fala bem seco:

— Então se arrume vou pegar algo para beber.

E sai em direção a cozinha. Saio rapidamente do banheiro e vou até o quarto me arrumar. Neste momento, alguém bate na porta.

— Atenda para mim querido.

— Pode deixar.

Termino de fechar o zíper do meu vestido e ouço um barulho de vaso quebrando. Corro até a sala.

— O que vocês estão fazendo?

Eles olham assustados para mim. Os dois se largam e começam a se ajeitar.

— Olá Morticia! Há quanto tempo.

— Olá Henrique, vejo que está muito bem, já está se pegando com Dri.

— Bom... Foi ele quem começou...

Dri o interrompe e responde:

— Eu comecei? Até parece! Quem foi que disse que veio para ver...

— Vocês querem, pelo menos uma vez, deixarem de ser crianças e agirem como adultos. Dri eu o chamei para nos ajudar com os corpos, Henrique, eu não o chamei para provocar o Dri.

— Tudo bem! Me desculpe! Mas o que está havendo aqui, este lugar esta cheirando a lobisomem, quase não senti o seu cheiro.

— Eu e Dri estamos sendo perseguidos  por lobisomens há dois dias. Eles estavam atrás do meu colar.

— E o que esse colar tem de tanto valor assim?

— Um microchip que tem os dados de vampiros, demônios e outras criaturas que vivem nesta região.

— humm... Ouvi falar de uma vampira que estava devastando a cidade, mas não achei que era você.

Ele vai até o sofá e senta.

— Ok! Mas ainda não sei qual o meu papel nessa historia.

Dri balança a cabeça em forma negativa e vai até o outro sofá. Eu continuo falando com Henrique:

— Você vai limpar essa bagunça para mim, e me ajudar com esses lobisomens, esse chip não pode ficar no poder deles.

— Bom! Pelos corpos que aqui estão, creio eu que sejam do grupo Lacrost. Eles não brincam em serviço matam sem dó. E não costumam falhar. Sem mencionar nas armas que eles usam.

— Já conheço suas armas. Então vai me ajudar?

— O que ganho com isso?

Henrique pisca para mim e Dri se levanta do sofá e vai em direção ao Henrique. Corro e o seguro.

— Calminha querido!

— Você vai ganhar um soco nessa sua cara peluda.

Henrique começa a rir.

— Vamos parar com isso! Que mania. Olha Henrique, eu te dou as armas que eles têm ok?

— Não é muita coisa, mas vou te ajudar pelos velhos tempos. Vou limpar esta bagunça.

— Dri quero que venha comigo até o quarto.

Ele me olha sem nenhum humor.

— Querido por que tanto ódio?

— Até parece que você não sabe.

— Não se esqueça ele só esta aqui para nos ajudar. Apenas isso.

— Se ele continuar com essas indiretas vou ser obrigado a extravasar minha raiva.

— Vou conversar com ele, mas prometa que será tolerante. Não se esqueça que ele me conhece há muito tempo. Nosso laço de amizade é muito forte.

— Espero que fique só na...

Antes que ele terminar eu o beijo com força deixando-o completamente surpreso e sorrindo.

— Agora vamos ajudar a embrulhar os “presentes”.

Terminamos de embrulhar os corpos e Henrique saí com eles.

— Vamos limpar essa bagunça, antes que as camareiras tenham um ataque do coração.

Começamos a limpar o apartamento rapidamente.

— Morticia por que o chamou? Poderia ter chamado qualquer outra pessoa, mas tinha que ser logo ele?

— É que ele tem lobisomens infiltrados, em vários grupos além de ser a melhor fonte que tenho.

— Não estou com ciúmes, só queria saber o porquê de ele estar sempre nas suas batalhas.

— Um grande amigo lembra?

— Sim, vamos mudar de assunto pois nós já terminamos aqui.

Ele rapidamente me deita no sofá.

— Sabe Morticia... Você ficou linda nesse vestido querida.

— É! Eu acho que não vi você se trocar.

— Isso porque você estava no quarto, e eu na sala. Sou rápido.

— não parece ainda não tirou o meu vestido.

Ele sorri.

— ainda está de tarde, temos que nos ocupar com algo.

Pego em sua mão e a coloco em meu seio e digo:

— então se ocupe com isso.

Ele começa a me acariciar com toques selvagens. Quando de repente escuto a porta bater e o Dri diz espantado:

— Eu não acredito que ele já volto?

— Acho que sim Dri.

Arrumo meu vestido e abro a porta.

Uma caixa foi deixada no chão.

   Não é o Henrique! É uma caixa.
A trago para dentro da sala e a coloco sobre a mesa.
— Não tem cartão por fora e está bem fechada.
— Sim Dri, mas isso vem do Henrique.
Como sabe?
— Sinto o cheiro dele.
Dri se senta no sofá e fica intrigado e curioso. Abro a caixa e dentro um carta.
“querida, estou em busca de informações a respeito do chip, vou te deixar segura com o meu amigo Claudinei, que está do lado de fora do prédio em uma van vermelha. Ele é um lobisomem evite provoca-lo. Ele não tem senso de humor. Aqui vai a roupa que você deve usar e Dri também, o endereço está no verso da carta, beijos em sua boca”
“beijos em sua boca” ele não tem um pingo de respeito.
Sento no colo de Dri
— É e nem eu meu querido.
Ele sorri.
— Vamos temos que sair daqui antes que mais deles apareçam. O endereço que está no verso é no centro, vamos nos arrumar.
—  Tudo bem, e esse tal de Claudinei você o conhece?
— Não, mas se é amigo do Henrique é nosso amigo também.
— Seu amigo querida, para mim tudo que vem dele é inimigo.
— Seu bobo.
— É eu sou bobo?
Ele rapidamente me levanta dando um tapa em meu bumbum. O agarro rapidamente e o lanço no sofá.
— Não faça isso novamente.
Ele sorri.
Logo a porta de entrada cai atrás de nós. Rapidamente olhamos para a porta. Um homem de pele negra e olhos verdes, forte e selvagem. Seu sorriso era irônico, dava para ver a maldade nos seus olhos. O que faz dele um ótimo aliado, ele pode matar sem dó.
— Ele está te incomodando minha Lady.
— Não, mas...
Dri se manifesta.
— Quem é você?
— Sou o guardião de Lady Morticia. Meu nome é Claudinei. Henrique comentou sobre você Lord Dri, disse que eu deveria manter você longe de Lady Morticia.
Manifesto-me com raiva.
— Vou te explicar três coisinhas básicas. Primeiro: Henrique não manda em mim e sim eu é quem mando nele. Dois: Dri é meu parceiro e mais do que isso é o meu “amado” jamais o tocará e jamais ira ofendê-lo. E três, eu o chamo quando precisar, não quero que apareça do nada quebrando as coisas. Sente meu cheiro e sabe quando estou em perigo e neste momento eu não estou em perigo. Estamos entendidos?
—  Não sou quem pensa que sou minha Lady. Não recebo ordens de você, então não pense que...
Antes que ele termine, corro até ele e o seguro pelo pescoço, o empurro contra a parede.
— Não levante a voz para mim lobisomem, assim como Henrique, não tolero desonra.
Aperto mais seu pescoço.
— Entendeu?
— Sim.
— Acho que não ouvi.
— Sim... My Lady.
O solto fazendo com que ele caia no chão. Ele sai rapidamente.
Nossa por um momento achei que ele fosse revidar.
— Não estou de bom humor agora Dri.
— Acho que o Henrique errou quando disse que ele não tinha senso de humor.
— Gracinha. Vamos se vista, temos que sair daqui. Vamos para o centro.
— E o que tem no centro.
— Ele só deu o endereço, talvez ele queira que nós o investigue.
Dri olha para a caixa.
— São trajes a rigor de uma festa de gala.


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