quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uma Vampira na Cidade - Capítulo Final - por Stefany Albuquerque


Uma Vampira na Cidade - Capítulo Final - por Stefany Albuquerque



Seu sangue ruim, de gosto amargo encheu-me de sede.
— Quero mais.
Minerva me olha assustada.
— Como ousa...
Antes que ela termine de falar eu interrompo.
— Chega dessa baboseira, já estou cansada de ser boazinha. Eu quero ver sangue escorrendo por entre os meus dedos.
Dri fica atento nos olhando.
— Não se preocupe querido é melhor que fique ai, e bem caladinho. Agora vou fazer o que eu deveria ter feito há muito tempo.
Corro em direção a Minerva, ela começa a rosnar para mim.
— Rosnar não vai fazer você escapar de mim.
A agarro pelo braço e a derrubo no chão, rapidamente ela passa suas garras em minha perna, fazendo um enorme corte.
— Ai!! Sua vaca! Rasgou minha meia calça nova, vai pagar por isso.
Alguns homens aparecem e Henrique também.
— Vejo que estão ocupadas.
— Solte o Dri e se virem com o resto Minerva é minha.
Henrique luta com alguns homens os levando até o corredor. Ele volta e começa a arrebentar as cordas que prendem Dri.
— Como sempre eu tenho que te salvar.
— cala a boca, já fiz muito por você também.
Os dois saem em direção o corredor enquanto eu e Minerva nos pegamos no chão.
— Vamos acabar com isso logo.
Minerva me empurra com força fazendo com que eu bata a cabeça na parede. Ela se levanta e ergue suas mãos, um vento forte começa a tomar conta do lugar. A porta se fecha e as janelas também.
— Sente o vento cortante, vou acabar com você de uma vez por todas.
— Não, se eu acabar antes com você.
O vento fica mais forte, ela gesticula suas mãos em minha direção, o vento troca de rumo vindo em minha direção. Não podia me mecher, o vento chegava a fazer cortes em meu rosto e em meu corpo.
Ela começa a rir e adverte:
— É inútil lutar com uma deusa como eu, você é apenas uma vampira qualquer. Uma mestiça de sangue sujo.
O vento começa a mudar de curso novamente. Ela me olha assustada.
— O que está acontecendo?
Ela mira novamente para mim, mas o vento tomou seu próprio curso, ele girava em círculos em volta de nos. Levanto devagar com a cabeça baixa.
— Você me subestima demais Minerva. Só precisava ouvir de você tais ofensas para declarar a sua sentença de morte. Não imaginou o poder que tenho em minhas.
Ela começa a andar para trás até encostar-se à porta, ela tenta abri-la mais está trancada e o vento a impede de tocar na maçaneta.
— Deixe-me sair Morticia! Sou a mãe de minha espécie! Não pode me matar!
— Não ligo.


Seguro rapidamente suas mãos as colando na parede. Ela fica se debatendo, mas quanto mais ela se meche mais o vento a machuca.
— Pare Morticia posso dar a você o que você...espere... O que há com seus olhos? Estão vermelhos. Você...
Antes que ela termine.
— Sim eu estou furiosa, e como você disse o Demônio que á dentro de mim esta aflorando. E quer ter um a conversinha com você.
Começo a irradiar calor, minhas mãos começam a ficar quente. Ela começa a gritar, logo ouço batidas na porta.
— Morticia o que está acontecendo ai?
— Não se metam em meus assuntos.
— Querida não pode matá-la.
— Posso! está me subestimando?
Começo a queimar mais os braços de Minerva ela cai de joelhos no chão. Largo suas mãos e agarro seu pescoço.
— Escute bem sua vaca, não tenho piedade nenhuma com você, merece morrer, mas tenho um trato e esse trato requer você viva. Mas ninguém mencionou... inteira.
A agarro pelos cabelos e jogo no chão novamente, ela cai com o rosto no chão. Antes que ela se levante. Dou vários pontapés em seu estomago.
— Morticia! Pare! Vai matá-la.
Ergo minhas mãos e canalizo o vento.
— Nunca mais vai esquecer desse sangue ruim.
O vento se direciona a Minerva. Fazendo vários cortes em seu rosto e em seu corpo todo. Ela desmaia.
A porta se abre e Dri e Henrique ficam a me olhar.
— Morticia o que houve com você?... Seus olhos.
— Dri eu...
Caio no chão inconsciente.



— Ela ainda está desacordada?
— Sim Henrique e acho que foi pelo esforço que ela teve em acabar com o seu “amorzinho”
— Não é hora para ironias. Estamos bem e é isso o que importa.
— Mas será que ela está bem, faz mais de 12 horas que ela não acorda.
— Minerva também, falando nisso meus homens chegaram. Eles vão levá-la para um laboratório para ver se conseguem um herdeiro. Depois disso Minerva vai ser presa e entregue ao chefe do clã dessa cidade.
— E o que acontece depois?
— Não sei. É decisão deles. É meu amigo parece que você vai continuar virgem.
Henrique sorri.
— Não sou virgem. E você não tem nada a ver com isso.
— Não, mais eu tenho.
— Morticia!
— Não tem nem como descansar aqui, vocês passam o tempo todo discutindo.
— Você está bem Morticia?
— Acho que sim Henrique.
— O que te fez desmaiar?
— Dri a sua voz fez com que eu parasse. Isso me fez desmaiar.
— Bom, eu só fiz o que devia fazer.
Henrique se manifesta.
— Morticia temos que conversar a sós.
— Dri pode ser sair por alguns minutos?
— Não, sei não, acho melhor eu ficar.
— Saia logo seu virgem.
Dri e Henrique ficam se encarando por um tempo.
— Dri depois nos conversamos, deixe-me com Henrique.
— Só vou porque ele pediu.
Dri sai do quarto e fecha a porta.
— O que foi Henrique.
— Meu trabalho acaba aqui, meu clã arrumou confusão com alguns clã de vampiros e tenho que ir.
— Achei que você morava aqui.
— Não, aqui é apenas um lugar memorável.
— Como assim?
— Você se lembra do verão que passamos aqui?
— Verão? Humm. Sei... Quando tivemos de lutar contra bruxas. Foi um verão maravilhoso.
— Essas são as lembranças que guardo de você meu amor.
— Amor?
— Sim, amor.
Desconverso.
— E Minerva? Ela morreu?
— Não, mas você a deixou bem ferida, meus homens a levaram para um laboratório. Como havíamos planejado.
— Então, acabou.
— Sim.
— Bem... Acho que agora posso descansar em paz.
— É... Você ainda tem o chip. Use-o para se proteger. Mas não confio no Dri, ainda acho que sou melhor que ele.
— Talvez, mas quem disse que o que eu quero é o melhor?
— No fundo eu sei que você me ama. Temos muito mais que uma simples historia, temos uma vida.
— É o que você espera que eu diga? Que não o amo? Eu o amo sim. Mas meu coração já não pertence mais a você querido.
— Agora Dri é o seu amor?
— Dri, assim como você, não tem apenas uma simples historia comigo, não foi ele que veio até mim e sim eu que fui até ele. Ele faz parte de minha vida há um bom tempo, eu o desejo. Quantas vezes já não nos encontramos? Eu, você e ele? Dri é o meu escolhido.
— Sabe que ele é livre para seguir suas escolhas, ele pode te deixar.
— Se isso acontecer, vou ter você.
— Será? Tenho minhas duvidas.
— Por um momento, enquanto você se fazia de servo da Minerva, achei mesmo que havia me abandonado e desistido de mim. Mas depois que você me deu a faca, as coisas mudaram. E vi que jamais você iria me abandonar. Sei que já está cansado de correr atrás de mim, de esperar uma resposta que não vai ter. Mas veja bem, não é melhor assim? Você me tem em seus melhores momentos. Eu sempre vou ser sua Henrique, mas não posso entregar tudo de mim a você. Meu coração pertence ao Dri.
Ele derrama lagrimas.
— Nunca havia me dito tais coisas, Morticia. Por um lado eu até concordo com você, mas um dia ainda vou ter seu coração de volta para mim. E isso é uma promessa.
Ele me beija tão forte que arrepia minha pele, suas mãos selvagens passeiam pelo meu corpo e me  aperta ao seu.
— Não vá muito longe querida. Quero estar lá quando precisar de mim.
— E vai estar.
Ele me beija novamente e sai em direção a porta.



Dri aparece, me olhando com o canto dos olhos.
— O que foi?
— O que foi? Até parece que não sabe.
— Vai começar o ciúmes, ele foi embora Dri.
— Será? Por que eu estive pensando, ele sempre está onde nos estamos.
— Pura coincidência.
— Não acho. Você não tem jeito. Sempre quer mais.
Levanto e deixo o lençol cair, meu corpo fica completamente nu. Vou em sua direção.
— É... Eu sempre quero mais. Vamos tirar essa virgindade de novo?
Sorrio.
— Morticia... Não tem graça.
— E quem disse que é para ter? Eu não quero graça eu quero ver você sem graça.
— Eu ainda estou bravo com você...
Passo minhas mãos em seu peito descendo aos poucos até chegar em sua barriga. Ele me segura em seus braços.
— Ah... Quer saber... Esquece.
Ele me beija e aos poucos me leva para cama, deita sobre meu corpo. Então ele diz:
— Esquece,... Porque agora eu quero você.


Fim




Agradecemos a leitura desta saga e esperamos que tenham apreciado. 
Está história foi produzida da seguinte forma. A Stefany escrevia uma parte e eu lia para ela e assim foi sendo produzido. Nos lemos e comentamos juntos todos os capítulos. Foi uma forma de ficar atento as passagens da história. Abraços e obrigado para todos vocês. 
Adriano Siqueira e Stefany Albuquerque


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