Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Uma Vampira na Cidade - Parte 11 - por Adriano Siqueira

Uma Vampira na Cidade - Parte 11 - por Adriano Siqueira



Não importa o quanto a natureza pode mostrar suas belezas e perigos. Sempre ela vai surgir para deixarmos alertas de quem realmente manda no mundo é ela. A natureza pode mudar o mundo em pouco tempo e tudo que a gente conhece hoje já não existirá amanhã. Por isso quando vejo meus amigos e Minerva tentando ser a dona deste mundo... vejo que... mesmo que ela consiga. A natureza vai destruí-la. Como já aconteceu antes. O poder faz com que as realezas fiquem cegas e quando chega a destruição eles lamentam por só pensarem no poder. Tudo isso passa por minha mente enquanto me recupero da dor do aperto no pescoço que o Henrique me deu.

Ele agora anda para o encontro da Minerva e beija a sua mão.
Estou de joelhos. Me recuperando. Tento distrair a atenção deles para me fortalecer.




— Nunca vai vencer Minerva. Não importa com quem estará. Você sempre será uma fracassada.
— Ha há há! Você está de joelhos Morticia e ainda tem a petulância e a audacia de dizer que não vou vencer? Olhe quem está ao meu lado. Henrique... seu amigo... talvez amante. E olhe ali amarrado e indefeso... O “poderoso” Lord Dri. Pense bem nas suas próximas palavras que irá dizer, pois podem ser as últimas.
— Então por que não sai deste troninho de debutante e luta comigo? Por que não mostra ao mundo o seu poder lutando comigo? Todos aqui estão cansados de ouvir você dizer que é “última bolacha do pacote”. E quer saber? Para mim você é uma vaca petulante com síndrome de Cinderela. Esperando seu Príncipe Encantado que nunca virá. Uma vadia piriguete que só quer aparecer com uma coroa na cabeça. Vem aqui enfrentar uma mulher de verdade. Uma mulher que sabe muito bem colocar as vadias como você no lugar.
— Como ousa se dirigir a mim com estas palavras sujas sua imunda! Se prepara que vou arracar todos os fios do seu cabelo e lustrar a sua cabeça com a minha bota.
— Então vem! Vem que quero chutar a sua bunda siliconada tão forte que vai subir por seus peitos!

Minerva estava enfurecida. Se levantou com suas garras a frente. Se eu queria uma encrenca eu acabei de conseguir. Henrique não se moveu. Apenas sorriu e cruzou os braços. O Dri estava inconsciente. Alguem precisava acordá-lo e acho que sei como fazer isso.

Minerva agarrou meu pescoço e eu soquei várias vezes a sua barriga, depois segurei minhas duas mãos e levantei para cima me livrando das suas mãos. Finalmente pulei e dei várias piruetas no ar até chegar no Dri.
Dei um tapa nele e ele abriu os olhos. Ficou olhando para os lados tentando entender o que estava acontecendo e eu gritei.

— Me ajuda Dri!

Ele rolou para os lados tentando se livrar das cordas que o amarravam. Henrique estava correndo para impedir que ele se soltasse, mas era tarde. Dri agarrou o Henrique e o jogou para longe. Eles começaram a brigar com muita vontade.

Minerva me agarrou por trás e colocou seu braço no meu pescoço. Segurei seu braço e abaixei indo para trás e empurrei seu corpo para frente. Ela caiu e coloquei minhas duas pernas em seu pescoço. Henrique joga uma faca de prata em minhas mãos e corre para evitar que o Dri perceba e estrague o plano mas o Dri começa a socar o Henrique com fúria enquanto eu tento enfiar a fala de prata no peito da Minerva. Ela me segura e grita.

— Me mate... mas o Lord Dri mata o Henrique antes. Dois amigos... o que vai fazer? Vai me matar e dar tempo para que o Henrique morra? Veja como o Lord está furioso com ele.

Ela tem razão. Dri está insano. Ele vai matar o Henrique em pouco tempo.

Largo a Minerva e vejo o Dri prestes a dar o golpe fatal no Henrique.

Eu o empurro para a parede e bato a sua cabeça várias vezes... Ele começa a sangrar.

— Henrique é inocente Dri. Era só um plano para matar a Minerva.
— Não!! Eu vi ele te bater. Ninguém toca em você sem pagar.

Ele estava louco... eu preciso usar meu poder nele.

— Olhe pra mim Dri. Olhe bem fundo nos meus olhos.

Vejo ele olhar pra mim... começo a ver o seu passado e a contar para ele.

— Você era um bravo caçador... iria matar os vampiros da sua região. Foi até o castelo e tentou pegar o mais poderoso Matheus. Mas ele era esperto e você foi pego de surpresa ... Ele prendeu você e como maldição o transformou em um vampiro. Matheus fugiu do castelo mas disse para todos da aldeia que você era o vampiro que matava todos por lá. Você fugiu. Foi para um outro reino. Fraco... foi salvo por uma Bruxa. Shyenne. Ela deu abrigo no seu castelo e viveram por lá algum tempo... até a irmã dela chegar no castelo e tentar seduzi-lo, mas você a negou e como vingança ela entregou vocês para os humanos que raptaram a Shyenne e a enforcaram... Eram muitos... você sofreu... correu para ter forças para se vingar mas naquela noite tudo estava escuro e chovia muito. Os raios apareceram e você foi transportado para o século 21 tomando o lugar de um humano... Desde então você passou a usar o nome de Lorde Danny Ray I, mas assinava como Lord D.R.I. Tentou comprar um castelo e teve que sofrer por uma semana enfrentando várias vampiras. Mais tarde uma deusa veio ao mundo para transformar você em Rei, mas você recusou. Foi ai que eu o conheci. E hoje você assim... meu... sempre meu....
 
— Seu...

Parece que ele voltou ao normal. Eu o largo e ele cai no chão... olha para baixo e diz.

— Eu não consigo mais segui em frente. Acho que vou precisar sempre de você por perto.
— Sempre que quiser. Agora vamos ver como está o Henrique.

Minerva havia sumido. Mas Henrique estava lá. Consciente e inteiro.

 
Continua.
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