Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Morticia vai a caça - parte 03 - por Stefany Albuquerque


Morticia vai a caça - parte 3 - Por Stefany Albuquerque



 Visto novamente meu vestido e seguro nas mãos, as minha sandálias.
— Onde pensa que vai?
Escuto a voz de Igor, olho para cama e o vejo desmaiado.
— Estou ficando louca, ele está desmaiado.
— Louca! Você vai estar se sair daqui agora.
— Está em meus pensamentos não é?
— Sim, e você pensa que vai a onde?
Ele some da cama.
— Não estou te prendendo aqui, mas se quer ser quem você era, é melhor esquecer esse tal de Dri.
Ele estava na sala sentado no sofá a me olhar com cara de bravo.
— Você tem que entender que sou assim agora e que...
Antes que eu termine, ele me interrompe.
— Vou com você e te mostrarei que não precisa dele.
— Não! Você não vai!
— Não é uma questão de decisão, é uma certeza. Eu vou e não tente me impedir.
Arrumamos-nos rápidos e saímos em direção à garagem.
— Meu carro está logo ali.
— Me deixe adivinhar... o Porsche Cayenne.
— Errou... A BMW M3 preta.
Ele sorri.
— Achei que apreciava mais velocidade... Como um Porche.
— Entre no carro e pare de falar besteira.
Entramos no carro em direção a ao Luna Di Crapri. Coloco o cinto.
— BMW não faz o meu estilo.
— Não perguntei, Igor.
— O que ele tem de especial?
— Glamour meu querido, Glamour.
— Mas voltando ao assunto...
O interrompo.
— Sabia que a Bmw atinge 100 km em 5.9 segundos.
— Não mude...
Antes que ele termine entro drifitando em uma curva, ele bate com a cabeça no teto do carro. Começo a rir.
— Não sabe dirigir não!
— Machucou muito? Ha ha ha.
— Não teve graça Morticia.
— Isso que dá quando não se coloca o cinto.
— Agora vai me dar aulas de trânsito.
— Pare de ser bobo. Chegamos.
Entrando no restaurante um rapaz vem nos atender.
— Boa noite senhora e boa noite senhor, desejam uma mesa?
— Estou esperando um amigo.
— Se seu amigo tiver reserva ele deve estar na lista, posso ver se ele já esta aqui, senhora.
— Tudo bem seu nome é...
— Morticia estou aqui.
Dri acena com a mão. Vou até ele e Igor fica sentando no bar.
— Quanto tempo Morticia.
— Não deveria estar aqui.
— Realmente não deveria, mas estou.
— O que quer?
— Você me mandou cartas, mas nenhuma era para mim e sim para Victorio Antony.
— Ele quer o chip, não posso dar a ele.
— Bom não é o que parece.
— Leu as cartas.
— Não, mas acho que pediu algo em troca.
— Por que acha isso?
— Você é sedenta pelo sangue de seus amigos e inimigos, agora só basta saber se ele é seu amigo ou inimigo.
— Na verdade não sei dizer. Encontramos-nos há muito tempo, uma simples troca de olhar nada mais. Mas acho que podemos descobrir. Foi bom te ver tenho algo para entregar a ele.
— Não é o chip.
— Sim, mas não aquele chip.
— Como assim?
— Este contém somente às informações que ele precisa.
— Se começar a dar essas informações a todo mundo logo não precisará mais desse chip.
— É só esta vez.
— Acho que ele é um amigo agora.
— É o que eu espero.
Entrego em suas mãos uma carta.
— Está aqui dentro.
— Sim esta é a minha ultima carta para ele.
— Ok.
— Mudando de assunto, desde quando tem um segurança?
— Segurança? Do que está falando?
— Daquele cara de cabelo comprido sentado ao bar. Ele não para de nos observar.
Olho para Igor.
— Só um minuto Dri.
Saio da mesa e vou à direção a Igor.
— como um observador você é terrível.
— Por que esta ofensa?
— Pare de encenar, vamos Dri já o viu.
Caminhamos até a mesa onde Dri estava.
— E esse quem é?
— Lorde Igor D’shelder. E você deve ser Dri.
— Lorde Danny Ray I... Lord Dri para os amigos.
Igor olha com uma cara de poucos amigos para Dri.
— Bom vamos sentar.
Eles sentam um secando o outro.
— Fará o que eu te pedi, Dri?
— Sim. Mas me diga Igor se assim posso o chamar...
Igor o interrompe.
— Lorde Igor, é assim que todos têm que me chamar.
Antes que Dri responda grosseiramente Igor me manifesto.
— Engraçado Igor, eu não o chamo de lorde.
— Você é uma exceção.
— Vamos parar de arrogância aqui e conversar como adultos. O que quer de mim Dri, acho que não veio para falar de Victorio apenas.
— Não, mas das pessoas que estão atrás dele e de qualquer um que o ajudar.
— Não tenho nada a ver com isso, as cartas foram enviadas á você para que não soubesse que eram minhas.
— Eles estão atentos, principalmente Minerva e...
— Não quero saber, eu tenho outros problemas para resolver.
Igor se manifesta.
— Morticia está em busca de outro ser, do qual você não vai ajudar em nada colocando essas ideias em sua cabeça.
— Você não sabe de nada Igor, eu conheço Morticia há mais tempo que você. Não venha me dizer como tenho que agir com ela.
Igor se levanta com rapidez e agarra o pescoço de Dri, rapidamente corro em sua direção e retiro suas mãos do pescoço de Dri.
— Abaixe sua mão Dri. Igor poderia perfurar seu coração com um só golpe, tudo isso antes de enforcá-lo.
Eles abaixam as mãos e as pessoas ao redor batem palmas achando que era uma encenação.
— Bravo senhores.
Diz o garçom.
 Igor passa por ele e o empurra, sai em direção ao carro.
— Seu segurança é meio nervoso demais, não acha?
— Você sempre tem que brigar com todos os homens que saem comigo.
— Por que será?
— Dri não sei por quê? Você foge de mim quando chego perto de você, de seu coração. Agora fica ai com ciúmes e mesmo assim não faz nada para ganhar meu coração.
— Está falando bobagem Morticia.
Ele me agarra e me beija, as pessoas ficam a nos olhar caladas.
— Não pense que eu vou esquecer.
— E não é para esquecer querida. Espero que venha ao meu encontro novamente.
Fico a olhar ele.
— O que foi Morticia, por que está me olhando desse jeito?
— Dri se eu deixasse de ser quem eu sou agora, isso mudaria alguma coisa entre nós?
— Do que você esta falando?
— Sim ou não?
— Não... Eu acho.
O beijo e saio rapidamente em direção à recepção.
— Entregue isso ao homem que estava comigo.
A recepcionista balança a cabeça em forma de concordância. Saio do restaurante e entro no carro. Igor estava segurando o volante e com a cara fechada.
— Ele...
Igor me interrompe.
— Então agora você esta pronta.
— Sim... Acho que sim.
Ele começa a dirigir de volta a ao hotel. Ele estaciona o carro na garagem e abre a porta para mim.
— Venha Morticia, tenho algo para te mostrar. Quando disse a você que a trataria como merece não estava brincando.
Entramos no elevador e fomos até o quarto. Os Serviçais provavelmente estiveram no quarto, pois estava tudo arrumado e sem machas de sangue. Igor retirou a camisa e se sentou no sofá esticando a mão em minha direção. Caminho até ele e me sento ao seu lado, sua mão desliza em meu rosto.
— Pelo jeito Dri não vai se importar com sua mudança.
— Ouvi toda a conversa, não é?
— Sim, mas quero iniciar a nossa. Voltamos ao Brasil por um propósito apenas, o de encontrar seu pai. Estou aqui para te ajudar, mas isso só vai acontecer se deixar.
— Como assim?
— Preciso invadir sua mente.
— Mas você já faz isso, sempre lê meus pensamentos até quando eu não quero que leia.
— Não é bem assim Morticia, leio apenas o que você me deixa ler. Eu digo invadir por completo, até onde está sua primeira força, sua primeira aparição.
Levanto com rapidez e saio de perto dele.
— Não, isso está indo longe demais Igor, vai descobrir coisas que não deve saber, vai ver o quanto fui má e o quanto eu sou sem coração.
— Mas Morticia, todos nos somos sem coração.
Ele chega perto de mim e encosta minha mão em seu peito.
— Vê? não á nada a bater aqui, não á sentimento, não á nada a pulsar. Somos secos e sem vida. Você tem um grande poder em suas mãos e não usa porque tem medo de como as pessoas agiriam com você, mas não tem com o que se preocupar, porque são elas quem tem que ter medo e devem respeitar você.
— Igor isso não esta certo, eu posso destruir o mundo.
— Então o faça se for preciso, se sua natureza pede isso.
— Não.
— Não negue quem você é. Seu pai ia querer isso, ele era assim. E acho que é até hoje.
— Meu pai teria orgulho de mim se me visse como estou hoje.
— Sim, mas acredite-o teria mais ainda se soubesse que sua filha ainda honra seu nome. Sua família foi conhecida por ser uma grande família de demônios, seu pai é um guerreiro um demônio excepcional. Batalhou em guerras que jamais um vampiro comum conseguiria vencer. Seu pai, um grande demônio, não pensou duas vezes em atacar seu próprio irmão que queria sua cabeça e a de seu pai. Ele se sacrificou por você, e isso tudo está em sua mente, em seus pensamentos, se torne aquilo que seu pai tanto desejou.

Fico a pensar em suas palavras e acabo lembrando de algo, que em minha memória se escondia.

— Walter tenho algo para te mostra.
Ele me olha empolgado.
— O que é Morticia.
— Tenho um dom novo.
Ele coça a cabeça.
— Me mostre.
Gesticulo as mãos e seguro em seu braço.
— Pare Morticia está me machucando.
Seus olhos derramaram lágrimas e seu rosto se esmoreceu, sua dor me causava uma felicidade algo tão bom, mas a ele, causava um medo, um sentimento ruim. Largo seu braço e ele se distancia de mim.
— Walter o que foi?
— o que foi, olha o que você fez comigo.
Ele estica seus braços, á marcas de queimaduras enormes.
— Walter eu não queria fazer isso me desculpe. Eu só queria te mostrar meu novo dom.
— Você sentiu prazer no que você fez?
Fico em silencio.
— Sentiu?
Ele grita.
— Senti, senti tanto prazer que faria de novo e de novo várias e várias vezes até você implorar por sua morte, até eu queimar você por inteiro, até sobrar somente suas cinzas.

Seu olhar assustado foi o que mais me comoveu, ele era apenas uma criança curiosa, e eu uma menina má com um coração de pedra.

— Morticia isso foi há muito tempo, não pode se culpar.
— Não me culpo, mas acho que o que ele apenas queria, era ter uma irmã como qualquer outra.
— Não pode considerar ele seu irmão ele tentou te matar.
— Mas fui eu quem o matou.
— Para a sua própria defesa.
— Poderia tê-lo deixado viver.
— Então morreria e ele usaria seus poderes contra tudo e contra todos.
— Ele só queria ser como eu.
— O destino queria que ele fosse normal como toda criança, ele tinha algo ruim dentro dele, ele mudou seu próprio destino, você não tem culpa disso.
Ele some e aparece na cama novamente.
— Sei que se interessou por este meu dom e acho que posso ensinar a você.
— Não vai mudar minha mente tão rápido.
— Querida seque seu rosto. Ele está coberto por lágrimas de sangue.
— Muito engraçado de sua parte mais não escondo minhas lagrimas...
Ele me interrompe.
— ... E blá, blá, blá. Venha! Tenho muito para te ensinar.
— Estou faminta não estou com pique para truques.
— Você disse truques? Acha mesmo que faço truques.
— Não me interesso se são truques ou não, só que estou faminta e se você não quer ser a minha vítima, é melhor que fique calado.
— Vou te trazer algo, ou melhor, alguém para seu deleite.
Ele sai rapidamente do quarto.



Igor está querendo me ajudar, mas suas ideias me assustam um pouco. Se me tornar o que eu era posso causar dor a muitas pessoas, sinto sede de vingança, de ódio e de fúria. E ele está alimentando isso com suas palavras e seus conselhos.
Stevan diria o contrário, mas Stevan é carta fora do baralho.  Assim como Dri deveria ser, ele me usa para seus prazeres, e eu aceito suas artimanhas, queria esquecer Dri por minuto, mas ele vive em meus pensamentos. Se eu mudar, mesmo assim quero Dri ao meu lado. Espero que Dri entregue a Victorio minha última carta e que Victorio consiga aquilo que procura, pois temos assuntos pendentes, mas isso ficará para outra hora. Pois tenho que resolver os meus primeiro.
Vou aprender a ser má em constante novamente. Vou voltar a ser quem eu era.

— Entre meninas, tenho que lhes apresentar alguém.
— Igor?
— Morticia estas são Lidya e Verona.
— E você está tentando ganhar elas na lábia.
Ele sorri.
Vou à direção das duas moças e passo minhas mãos em seus rostos. Penetro meu olhar nelas.
— Durma.
Elas apagam nos braços de Igor.
— Você acabou com a minha festinha.
— Não quero saber, elas são apenas alimento, não é?
— Você esta certa.
Ele joga uma delas no sofá e a outra, ele morde.
— Alimente-se querida, vamos brindar a sua volta.
Seguro o pulso da que está em seus braços.
— A minha volta.
Mordo o pulso da moça.
 Depois de algumas horas, Igor e eu estávamos com os lábios cheios de sangue e deitados na cama com as meninas entre nós.
— Acho que estou gostando desse meu novo jeito.
— Não é novo e nem antigo, é a sua verdadeira face.
Saio rapidamente da cama em direção a sala.
— O que foi Morticia?
— Meu celular.
O atendo.
— Morticia querida, ele está bem perto de você, olhe pela janela.
Corro até a sacada, olho para baixo e vejo um homem alto de cabelos negros compridos, com uma capa negra em seu corpo. Ele entrou no hotel com dois homens grandes iguais a ele.
— Morticia você está ai ainda?
— Sim, Stevan. E como sabe disso.
Igor se manifesta.
— O que Stevan quer?
— Meus homens o encontraram e avistaram você e Igor no mesmo local. Diga para Igor descer e ficar espiando de longe. Ele não sabe que você está ai e nem pode saber.
— E por que não? Eu vim para isso.
— Não sabemos qual será sua reação nem a dele, a ultima vez que ele esteve em Portugal ele soube que estava aqui e desapareceu novamente. Então foi ai que meus homens o avistaram no Brasil.
— Ok Stevan! Vou tomar minhas precauções.
— Estou indo para o Brasil com Lady Amanda, temos uma viajem de férias.
— O bicho está pegando aqui... Ah quer saber faça o que achar melhor.
— O que houve com você?
Olho para Igor.
— Vá até a recepção e fique de olho no homem que está de capa negra com dois seguranças. Discretamente.
— Ok estou indo.
Ele sai do quarto com rapidez.
— Nada Stevan.
— Está diferente. o que meu irmão anda fazendo com você?
— Ele esta me ajudando a ser quem eu sou de verdade.
— Se fizer isso será o seu fim, não terá mais volta. Você sabe o que houve da ultima vez.
— Sim, acho que eu hora de voltar.
— Estou indo para o Brasil, espero te ver do mesmo jeito que a vi da ultima vez.
— Não garanto isso.
Desligo o telefone.
 Vou até a cama e vejo as mulheres deitadas, elas estão secas. Gesticulo minhas mãos e as queimo. Seus corpos até virarem cinza. Enrolo suas cinzas no lençol da cama e vou com ele até a sacada, jogo suas cinzas ao vento. Volto para a cama e Igor está sentado nela.
— E então?
— Não vi seu rosto, pois ele tem uma máscara, a recepcionista disse que ele é um ator de teatro, e que está na cidade para uma peça. É seu pai não é?
— Talvez.
— Sinto o seu cheiro nele.
— Talvez.
— Vou treinar você, para estar ao nível dele...
— Eu já estou Igor há muito tempo. Stevan esta vindo e ele não aceita como eu sou.
— E nunca ira aceitar. Não deixe que ele mude seus pensamentos.
— E não ira.
— Vamos descansar um pouco, pois logo ira amanhecer.
— Sim.
 Fecho as janelas e Igor arruma a cama. Nós deitamos. Ele adormece, mas minha mente ainda está focada naquele homem de capa negra. Finalmente vou conhecer o meu verdadeiro criador.
Canalizo meus pensamentos nos de Igor e começo a ver o que ele viu quando esteve na recepção. A moça da recepção lhe deu a chave de um apartamento, mas Igor não conseguiu ver, mas ouviu-a mencionar que é 9° andar. Meus pensamentos se desconectam com os dele e fecho minha mente. Impedindo que ele possa a ler. Saio da cama com cuidado para não o acordar, vou até o guarda-roupa e pego uma calça de coro uma bota e uma regata preta. Minhas típicas roupas de caça. As visto com cuidado para que nenhum barulho estrague minha estratégia. Escovo os cabelos e os deixo solto, passo minha maquiagem negra nos olhos e o batom vermelho nos lábios. Visto meu coldre de cocha com sete punhais, piso com força no salto da bota e uma faca sai no bico dela, piso novamente ela some. Na minha coxa esquerda colo outro coldre com uma pistola e um pente reserva. Nas laterais da bota colo punhais negros que se parece com os enfeites que a própria bota tem. Visto meu sobretudo com os meus outros acessórios.
— Estou pronta!
Saio do quarto sorrateiramente, no corredor, há câmeras por toda parte. Passo normalmente por ela tentando não chamar a atenção. Pego o elevador e vou até 9° andar. Ao chegar o silencio cobre o lugar um cheiro estranho de rosas acompanha o silencio. As portas então todas fechadas e apenas uma no fim do corredor está aberta, chega a ser quase um convite. Chego mais perto e vejo o quarto escuro e vazio. Passo minha mão na luminária e a acendo. O quarto parecia não ter ninguém mesmo, entro mais e avisto uma cama grande em lençóis vermelhos. As janelas fechadas realçavam os quadros na parede. Entro mais até chegar à cama.
— não deve ser o quarto dele. Não á ninguém aqui, devo ir embora.
A porta fecha causando um arrepio em mim. Viro-me rapidamente.
— gasit ceea ce a vrut.
(encontrou o que queria)

continua...

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