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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Morticia vai a caça - Parte 2 - por Stefany Albuquerque



Morticia vai a caça - Parte 2 - por Stefany Albuquerque


Sento em uma cadeira de vime, fico a observar Igor. Ele estava com as mãos amarradas à cabeceira da cama, mas não como ele havia feito comigo.
Rasguei uma das cortinas do quarto para amarrá-lo bem forte, para que não saia.
Seu corpo ainda estava nu e seus cabelos estavam cobrindo a face. Aproximo mais a cadeira sentando perto dos pés da cama. Encosto minha mão em uma de suas pernas e começo a esquentar. Ele abre seus olhos e se assusta.
— Pare! O que esta fazendo?
Ele balança a cabeça para o lado, para retirar o cabelo do rosto.
— Que foi? Achei que estava com frio.
Sorrio.
— Você me bateu, me mordeu e sugou o meu sangue e ainda quer me torturar?
— Você me subestima querido e isso faz de você meu rato de laboratório.
Ele fica com raiva.
— Não sou nada disso!
— Não se exalte querido. Vou acabar com o seu sofrimento logo.
Levanto da cadeira em direção a cama. Subo em seu colo e  passo a mão na frente do seu rosto para colocar seus cabelos de lado, mostrando mais a sua face.
— Igor não posso te levar comigo para o Brasil. Não quero arrumar encrenca  por lá.
— Não sei se você sabe, mas estou fraco e faminto não me diga "não" nessas horas.
Começo a rir.
— Não! E não... Prove-me que...
Antes que eu termine, ele estica a cabeça e morde meu pulso. Rapidamente o retiro dando um tapa em seu rosto.
Ele sorri com os lábios cheios de sangue. Saio rapidamente de cima dele.
— Seu verme! Definitivamente não.
— Pare com isso Morticia! Sei que gostou do que eu fiz, e além do mais, não sou tão bobo assim.
 Em uma fumaça negra ele desaparece.
— Onde será que ele foi?
— Bem aqui atrás de você.
Ele me agarra pelo pescoço e me coloca contra a parede, apertando seu corpo no meu.
— Se esqueceu que sou do clã das sombras?
— Me solte!
— E por que deveria?
Começo a queimar sua mão. Ele me solta rapidamente.
— E você se esqueceu quem sou? Chega dessa brincadeira boba. Já disse que não pode vir comigo.
— Quem esta no Brasil que você esta tão preocupada que eu conheça?
Desvio o olhar.
— Você tem um lorde não é?
— Não, não tenho.
— Se não tivesse não estaria tão preocupada. Não se preocupe serei discreto. Aliais você não é minha.
— Não sou mesmo, mas bem que você...
Ele chega perto de meus lábios, fazendo com que eu encoste na parede novamente.
— Queria, disse bem queria.
Ele sai de perto de mim e some em uma fumaça negra novamente.
— Por que você sempre tem que fazer isso?
Ele grita da sala.
— Achei que Stevan tivesse te acostumado.
Começa a descer as escadas.
— Acho que você esta com ciúmes dele, porque ele esteve comigo em noites que você jamais esteve.
Ele aparece com um vestido preto em suas mãos.
— Tome vista isto. Não tenho ciúmes de Stevan, porque o que é dele é meu também.
Pego o vestido de suas mãos e retiro a cortina que estava em meu corpo. Deixando meu corpo nu para seus olhos.
— Vou desapontá-lo, não sou parte da herança de seu pai, então não sou de nenhum de vocês.
Ele me puxa para perto de si.
— você passou pelas mãos do meu irmão e tudo que passa pelas mãos dele também passa pelas minhas. Agora você é minha!
O empurro.


— Calminha querido não vá tão seco ao pote. Seu irmão me conquistou, terá que fazer o mesmo.
— Então está feito, se eu conseguir te conquistar então você será minha.
— Sim, mas não será nada fácil.
— Só depende de você para tornar fácil, mas prefiro assim, gosto de desafios.
— Que bom, agora se arrume temos dez horas de viajem e eu preciso de roupas diferentes. Alem do mais, onde estamos? Esta não é a sua casa e pelo que vejo não é a de Stevan também.
— Esta casa era de nosso pai, é uma das casas que meu pai tinha em nossa região.
— Seu pai tinha bom gosto, ele escolheu uma casa perto das matas.
— Como sabe que é perto de matas?
— Sinto o cheiro delas.
— Nós, vampiros, somos criaturas espetaculares.
— Concordo.
— Mas os demônios também tem seus atrativos.
— Pare de falar besteira.
Ele desaparece.
— Você quer parar com isso, está me deixando nervosa.
— Calminha, só fui pegar suas coisas.
Arrumamo-nos rápido e saímos em direção aeroporto, tivemos dez horas de viagem e nesse período, ele se comportou muito bem. Olhando para as aeromoças e as drenando no banheiro, o que era curioso é que ele não as matava, mas as deixava indispostas. Tivemos algumas paradas porque precisaram fazer a troca de funcionários, pois algumas moças estavam com anemia.
Mesmo assim conseguimos chegar ao Brasil sem suspeitas.

Hospedamos-nos no hotel Grand Hyatt. No 13° andar. Igor fica cada vez mais curioso com as pessoas, os locais e até com o atendimento.
— Até parece que nunca veio a São Paulo.
— E nunca vim mesmo, no Brasil só conheço a sua cidade.
— Hum, nem me lembre a ultima vez que esteve em Curitiba me causou muitos problemas.
— Não exagere, ninguém pediu para um lobisomem se meter em meus assuntos.
— Você, como sempre, tinha que agir como um arrogante e petulante.
— Somos da mesma laia querida, não me julgue tão mal.
— Vou tomar um banho. Não saia do prédio! Não quero ter que procurá-lo por ai.
— Tudo bem?
— Tudo bem não!
— Ok! Está bem Morticia. Vou ficar aqui sem exitar.
— Acho bom!
Vou para o meu banho. Já não aguentava mais usar aqueles casacos de pele do pai de Igor.
Debaixo do chuveiro, fico a pensar em como será que o meu Lorde está. Mesmo morrendo de ódio eu ainda o amo. Eu achei que seria diferente dessa vez, mas acordei de novo sozinha em prédio na Avenida Paulista. Por que ele foge assim de mim? As vezes acho que não sou nada para ele, outras eu acho que tenho que conviver com isso.
Sinto falta do Dri o meu Dri, mesmo ele sendo um cachorro sem vergonha, um Puto, eu o amo. Deveria o fazê-lo sofrer, mas meu coração é dele e não aguenta ver isso acontecer. Quem sabe Igor consiga endurecer meu coração, me deixando menos vulnerável ao Dri.

 

Ouço um barulho na sala.
— Igor?
Ele não responde.
Enrolo-me em uma toalha e vou até a sala. Não avisto ninguém. Vou até o quarto e encontro Igor deitado na cama completamente nu, apenas coberto por um lençol vermelho de cetim.
— Igor o que foi aquele barulho.
Ele não responde e nem abre os olhos. Esta dormindo, a viagem foi longa e ele esteve muito ativo nela. Não era difícil ele pegar no sono agora. Volto para o meu banho, termino e visto um vestido vermelho vinho e uma sandália de salto alto preta, deixo os cabelos soltos. O clima era de muito calor, o ar condicionado estava ligado, mas não parecia fazer muito efeito.
Em cima da mesa central da sala tinha um balde com gelos e uma garrafa de champagne. Alcanço uma taça e a carrego comigo para a sacada. A noite era de lua cheia e estava belíssima.
Poderia aproveitar a noite e ir de encontro ao Dri, mas não. Não seria certo. Poderia matá-lo com a raiva que sinto ou judiar dele na cama. O que não seria nada mal. De repente sinto uma presença bem ao meu lado e antes que eu me vire ouço...
— Deixe de pensar tantas tolices querida.
Ele me aperta junto ao seu corpo.
— Não deixei que lesse meus pensamentos, Igor.
— Se tivesse em pedido, não os teria lido. Quem é Dri?
— Alguém que não quero que conheça.
Ele me aperta mais forte e roça seu cavanhaque em meu pescoço.
— Eu sabia que tinha alguém aqui que tem seu coração.
— Esqueça o que você ouviu.
— Ouvi também que eu posso endurecer seu coração, e nisso você está certa. Não sei quando você ficou tão mole assim, quando te conheci era uma guerreira que não tinha piedade de ninguem e que tinha aquilo que queria. Não se importava com humanos, vampiros, lobisomens e etc. O que houve com você, Morticia?
— Ouvi que me apaixonei por este lorde do qual você ouviu. O conheço há muito tempo e o desejo também há muito tempo. Mas... toda vez que estamos bem...
— Ele escapa de suas mãos. Eu sei, eu ouvi tudo. Vou fazer você voltar a ser quem você era.
— E como vai fazer isso.
Ele toma a taça de champagne de minha mão a bebe.
— Te tratando como merece.
Ele me vira e me beija. Seus lábios são macios e suaves, sua língua é um poço de prazer, assim como seu corpo, seus músculos eram um monumento desejado por muitas mulheres e invejado por muitos homens. Seus cabelos negros eram compridos e lisos, minhas mãos deslizavam por eles causando uma excitação a ele. Suas mãos fortes dedilhavam minhas costas e se acalmavam em minhas nádegas, suas pernas rosavam no meio das minhas e me arrepiava, sua boca deixava meus lábios solitários e navegava em meus seios. Aos poucos a taça escorrega de sua mão e cai sobre o piso. Mas isso não importava para ele, pois estava ali a me ter em seus braços.
Talvez ele tenha ganhado a aposta.
— Não!
O empurro.
— O que foi Morticia.
— Se acha esperto não é? Não vai ser tão fácil assim.
— Do que você esta falando?
— Você não terá como sua, não agora, nem amanhã, nem nunca.
— Morticia, se acalme! Olha o estado que você me deixou.
Ele estava completamente excitado.
— Viu! Você já está ficando má novamente.
— Pare de falar besteira.
— Deixou de ter um prazer absoluto comigo por orgulho. Estou gostando de ver, mas...
— Mas o quê?
— Poderíamos terminar, porque isso aqui não vai ficar assim por muito tempo.
Começo a rir. De repente apareço na cama em seu colo.
— Como fez isso? Achei que você só podia aparatar com objetos.
— Posso te ensinar, mas deixa isso para outra hora está bem.
— Não! Não está nada bem para você.
Rapidamente subo em cima dele.
— Isso me mostra o quanto você é má.
— Não vai suportar.
— Tente.
— Depois não diga que não avisei.

Algumas horas depois, ele estava inconsciente jogado na cama, com as costas arranhas e um enorme corte perto de suas nádegas, seu rosto estava se regenerando devagar, mas ainda podia ver os arranhões profundos. A cama estava com varias manchas de sangue por toda a parte. Como havia falado para ele,... não iria aguentar.
Escuto meu celular tocar. Saio da cama rápidamente para não acordar Igor.
— Alô?
— Olá Morticia quanto tempo?
— Dri?
— Achou que fosse o Henrique? Sim, venha para mim.
— Não posso não estou...
Ele me interrompe.
— Não minta para mim, sei que está em São Paulo e que não esta só, espero que não tenha me esquecido.
— Não Dri quem esqueceu de mim foi você.
— Estarei no restaurante Luna Di Crapi às 20h. Venha para mim.
— Não...
Ele desliga o telefone, olho a hora no celular são 19:22. Volto meu olhar para Igor.
— ele está dormindo mesmo.

Continua...










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