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terça-feira, 24 de junho de 2014

A GRANDE CHANCE - Contos de Vampiros - Adriano Siqueira




A Grande Chance
Um conto de vampiros
Por: Adriano Siqueira


Melissa... Um nome que, para mim, significava tudo. 
A garota mais linda da minha classe. Loira, cabelos longos, um sorriso lindo, tinha uma pinta bem do lado esquerdo em cima da boca. Quando ela colocava um batom vermelho e pintava as unhas com cores claras e colocava aquelas flores de decalque era difícil não reparar em seus gestos É como se posasse o tempo todo para as câmeras. Coisa de filme mesmo. 
─ Hoje eu irei encontrá-la. Finalmente consegui convencer meu amigo a organizar uma festa para nos encontrarmos. Uma dança! Esse é meu plano. Quando ela estive na pista irei dar um toque para o DJ, que é o meu amigo Tito, para rapidamente colocar uma musica e assim poderei convidá-la para dançar. Um plano que nunca falha. Quando eu dar o beijo fatal eu vou mostrar o anel que comprei para a gente ficar juntos. Podem não acreditar, mas quando eu vi esse anel, eu vi o rosto dela. 

─ Nossa! Fiquei sonhando com o meu plano e já estou atrasado! Prometi que estaria lá as 19:30hs e já é 19:45hs E a droga da minha irmã não sai do banheiro!

─ Já saí! É todo seu. 

─ Sai! Sai da frente... 

─ Mãe! Olha o Cacá de novo. 

─ Menino! Toma juízo ou fica de castigo a noite toda. 

─ Tá bom! É rapidinho mãe! Hoje é muito importante. 

─ Sei sei! Mais um plano para conquistar a Melissa! 

─ Cala a Boca! 

─ Mãe!!! 

Depois de muita encrenca, eu consegui me arrumar e sair correndo para a casa do Tito... 

Pô! Já era 20hs. 

Ouvi a minha mãe gritando comigo, mas eu estava na rua, correndo. Um carro buzinou e com o susto dei de cara com uma árvore que estava no caminho.
Depois da dor de cabeça por causa da pancada eu continuei no caminho.
A festa tava bem animada. Tão cheia que parte do pessoal estava com garrafas, bebendo no quintal. Deve estar um calor muito forte lá dentro... Eu já estou suando. Esse terno quente que eu havia escolhido não parecia ser uma boa ideia.
Eu estava ouvindo uma música bem daquelas para dançar junto. Cheguei na hora. O Tito deve ter-me visto chegando. Legal! Significa que a Melissa está na festa. Legal! Legal! Tô com a adrenalina a mil por hora. Minhas pernas estão tremendo muito. Tem muita gente. Eu acho que vi o cabelo dela lá no meio da sala. Caramba... Eu vi o Tito no som. Ele estava me dando um sinal... Não entendi! Cadê ela? O anel! Droga! Está no meu bolso... Qual deles? Oras... Vê se isso é hora de ficar procurando anel. 
Quando o pessoal viu que eu estava indo ao encontro dela. Seus sorrisos diminuíam e se afastavam dando maior visão ao centro da sala.... 

─ Achei o anel!

O pessoal ficou me olhando. Eu estava sorrindo quando eu vi a Melissa beijando aquele cara. Um beijo caloroso e que só podia ser dado por alguém muito, muito apaixonado. 
Meu sorriso diminuiu muito. Eu deixei o anel cair. Ficou rodando... não sei pra onde... fiquei olhando e tentando me afastar antes da Melissa me ver. 

─ Cacá! Ela Disse...! Que bom que veio. Queria apresentar meu novo namorado.

O cara estendeu a sua mão em minha frente para me cumprimentar sem tirar os olhos dela. A outra mão estava acariciando seus cabelos.
Eu estava suando. Pelo calor. Não conseguia falar. Senti muito constrangimento. Uma dor no coração que medico nenhum iria curar. Aos poucos, eu consegui dar um aperto de mão. Respirei fundo. Naquela respiração suguei todo o ar da sala. Eu disse: 

─ Estou por ai. 
─ Espere! Ele disse. Junte-se a nós. 
─ O que? 

Ele deu um sorriso e disse: - Você a quer não é? 

─ Qual é a sua cara? Esta noite não está sendo das melhores.

─ Melissa! “Ele diz como se comandasse um exercito.” - Beije o garoto!.
Antes que eu entendesse o que estava acontecendo ela me beijou e gemia passando as mãos no meu cabelo e em meus ombros.

─ Basta! “ Novamente aquela voz forte que era maior que a música que tocava. Ela parou na hora e ficou com um olhar vazio como se nada especial tivesse acontecido. Aos poucos, ela voltou para os braços dele e novamente e sorriu.

─ Porque está me olhando assim Cacá?

─ Você pode ter esse poder. Quantas dessas garotas você se apaixonou e perdeu?

─ Dane-se! 
Eu estava com raiva dele e com raiva do que ele fez a Melissa.

─ Quantas noites você sonhava com planos e oportunidades para conquistá-las?

─ Cara eu não sei o que você fez mas eu não vou deixar você sair livre dessa!

─ O pessoal agia como se nada estivesse acontecendo. Era um pesadelo só podia ser.

─ Eu posso tudo garoto!

─ Eu já disse que não! 
“Segurei o braço dele e disse:
─ Eu a amo Eu a quero da forma correta! Do jeito certo. Entendeu???

O sorriso dele finalmente cessou. Seus olhos eram vermelhos como fogo. Fiquei um pouco sem ar e fiquei tonto até que apaguei no chão.
Estava tudo escuro. Aos poucos eu escutava as pessoas gritando meu nome e minha visão estava muito embaçada, mas eu reconhecia a voz... Era ela...

─ Melissa?!

─ Ainda bem que está bem! Ficamos preocupados sua mãe ligou pra gente te procurando e encontramos você aqui. Me abraça!

Eu fiquei ali no chão abraçando e aos poucos vi finalmente onde eu estava. Perto da árvore que eu havia batido antes de ir a festa. Quando bati, devo ter desmaiado. Tudo deve ter sido um sonho. Ela estava agora comigo. Eu a beijei. E fechei os olhos. Quando abri novamente... Meu coração quase saiu pela boca.
Eu vi o cara novamente... na esquina. Ele estava lá. Me olhando...
Ela viu que me assustei e perguntou porque eu estava assim.
Eu olhei de novo e ele havia sumido. Aliviado, olhei para ela e sorri. passei as mãos no cabelo dela e perguntei.
─ Quer dançar?

─ Sim! Seria ótimo, mas antes... Antes quero me alimentar!

Não tive tempo de reagir. Melissa me mordeu com seus caninos pontiagudos e eu nem tive tempo para gritar. 
Após alguns minutos eu estava no chão. Perdia os sentidos vagarosamente e ainda pude ver aquele homem reaparecendo e abraçando a Melissa. Eu consegui ouvir bem baixo o que ele dizia.

Minha nova namorava precisa se alimentar.

O último som que ouvi, foram das suas gargalhadas.




Por: Adriano Siqueira


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