quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A Farmácia do Desespero



A Farmácia do Desespero
Um anúncio para TV, produzido pelo vampiro Neculai, atrai a atenção do público 
abre o caminho para conquistar mais fãs


— Alô?
— Sou Neculai. Roubar remédios é uma novidade para mim. Ainda mais em uma farmácia popular.
— Isso não é da sua conta. 
— Vai precisar de um remédio para dor de cabeça.
— Mas eu não... Aí... Crash! 
— Não Falei? Ha Ha Ha
Desgraçado! Bateu minha cabeça na porta de vidro da loja. Estou sangrando. Cadê você? Eu vou te matar.
— Eu voltei para o celular. Acho que você ficou bem ferido. Que tal algumas faixas?
— Não se atreva!. Argh... Estou amarrado! 
— Sim. Dessa vez eu fui bem rápido. Ha Ha Ha Mas vai piorar.
— Como assim? Me tire daqui. Socorro!
— Mas com essa gritaria eu não consigo achar o seu remédio. Ha Ha Ha Vamos ter que jogar toda esta estante de remédios em você. Muitos vidros e você está todo amarrado. Vai ser um estrago! 
— Pare! Pare por favor! Não faça isso! O quê? Como aparece tão rápido?
— Segredo de família. Ha Ha Ha. Agora vamos sentir de perto todo o seu desespero. Acho que não tenho remédio para isso. Ha Ha Ha. Sua receita deve estar vencida. Vai ter que fazer exame de novo. Vamos tirar o sangue! Ha Ha Ha
— Não se aproxime mais! Socorro! Argh!
— Seu sangue com desespero ajudou demais! Eu estou bem melhor agora! Vamos tirar uma selfie para mostrar aos meus fãs como o Doutor Neculai cura os seus doentes. Ha Ha Ha. 
...
— Alô? É você querido Neculai?
— Sim Deise. Eu estava dando um remédio para o ladrão, mas ele morreu de emoção. Ha Ha Ha. — Mas me diga, como esta indo a minha campanha sobre o lançamento da minha farmácia?
— Foi uma ideia incrível meu adorado Neculai. Eu não sei como você sabia que as farmácias populares seriam atingidas nesta crise mas a criação da sua nova farmácia está fazendo muito sucesso. 
— Gostou do nome da farmácia?
— Amei! "Farmácia do Doutor Neculai" Foram abertas mais de vinte farmácias e até o final do ano teremos sessenta espalhadas pelo Brasil. E os remédios serão gratuitos. Como conseguiu os remédios meu querido? 
— São várias empresas que compram os remédios para serem doados a população e em troca fica a logomarca da empresa nas farmácias destacados como colaboradores. 
— Essa ideia é genial meu lindo vampiro. 
— E o anúncio sobre a minha farmácia na TV? Foi bem recebido pelo público? 
— Foi um sucesso. Começa com uma senhora chorando em sua cama sem ter como comprar os remédios e deixa o celular na cama. Você aparece todo vestido de entregador trazendo os remédios que ela precisa e logo em seguida você tira uma Selfie com ela todo feliz e depois aparece a sua Marca e Slogan. "Precisa de remédios? Venha para a farmácia do Doutor Neculai e pegue o seu remédio gratuitamente". 
— E os funcionários? 
— Com seiscentos mil desempregados não é muito difícil conseguir pessoas para a farmácia com um salãrio básico. Além disso. Quem vai pagar serão outras empresas colaboradoras. 
— Isso vai deixar a população mais confiante no meu trabalho.
— Vai mesmo meu querido. Agora venha aqui. Preciso de você ao meu lado. Quero o meu Neculai. 
— Deixe o celular na cama e um lençol. Preciso de um toque humano. Isso me faz bem.
— Eu vou providencias isso agora mesmo. Posso beijá-lo?
— Eu permito. 



Adriano Siqueira



Música que indico para esta história
In This Moment - Sick Like Me
https://www.youtube.com/watch?v=03X0B6u-AxM

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fator Montese - Parte 4 - vampiros


Fator Montese
Parte 4

— Olá Senhores. Eu sou o Neculai. Vejo que não tiveram problemas para chegar. Alguns problemas, inclusive, já foram resolvidos pela Karina. Deise Day já voltará. Ela está com alguns presentes para selarmos este encontro. Enquanto isso vamos nos conhecer melhor. Afinal, o prazer melhora quando sabemos onde apertar. Ha Ha Ha.
— Acredito que será seguido todo o protocolo que estudou sobre grandes encontros diplomáticos não é Neculai.
— Lord Dri. Deve saber bem como gosto de amizades. A sua seria certamente muito bem-vinda. Sua história é carregada de muita experiência e conhecimento. Eu o saúdo.
— Vim para este encontro pois fui convidado pela Lucrétia, que por sinal tem interesse no seu ritual e quer você bem distante deste universo.
— Ah. A Lucrétia. A relações públicas do inferno. Me diga Lord. Ela ainda aprecia torturas? Deve ter sido um pouco desconfortante o seu encontro com ela. Depois me conte o segredo do seu charme para que ela tenha te procurado. ha Ha Ha.
— Ela odeia você Neculai. Sabe bem que ela o deixa vivo por causa da sua popularidade.
— Sim! Mas sempre existe um fator que nos deixa vivos. Por isso posso incomodar todo mundo.
— Confesso que matá-lo seria um prazer.
— Não seja tão radical Lord Dri. Conheço seu passado. Quando você chegou neste cidade viu um mar de oportunidades, mas perdeu o seu poder e desistiu da fama quando descobriu que fazer tudo sozinho só estava criando monstros que ansiavam por sua queda.
— Eu fiz o que era preciso.
— Só esqueceu que este mundo gira com parceria Lord Dri. Esqueceu que todos precisam mostrar o seu potencial. Eu não cometo erros assim. Todos tem um espaço importante no que faço. Eu não sou poderoso e imortal sem ter o apoio de muitos. Considero eles uma família.
— Sua família foi construída com destruição e morte Neculai. Os que me conheceram, continuam falando sobre minhas histórias e meus feitos. É assim que se torna realmente eterno. É assim que se torna uma lenda.
— Sua amizade comigo pode trazer mais confiança para os mais exigentes. Não vou negar que preciso do seu apoio. Ha Ha Ha Se você estiver do meu lado Lord, poderá continuar onde parou. E todos irão aplaudí-lo. Uma verdadeira união do tradicional com o inovador.
— Seu caminho é cheio de sangue...
— ...E desespero. Meus métodos são eficientes e chamam a atenção. Enquanto você ignorava seus inimigos, eu buscava aliados em todos os caminhos e isso me fez ser o que sou.
— Um Megalomaníaco?
— Ha Ha Ha. Não Lord. Sou um megafone desta nação. Sou a voz daquela pessoa que fica lá atrás tentando falar mas a sua voz é baixa e ninguém dá atenção. Eu vim para acabar com os acomodados que só assistem o mundo desabar. Eu só empurro eles para o abismo que eles mesmo criaram. Ha Ha Ha. Deixo eles mais em contato com sua própria arte. Ha Ha Ha.
— Você é tão "democrático".
— Com o tempo aprenderá a me aceitar melhor. Ah. A Deise Day chegou. Ela trouxe alguns presentes. Enquanto isso eu vou dizer um pouco sobre o Ritual Montese. Aposto que vocês estão bem curiosos em saber mais sobre ele.
— Agora sim o assunto que eu queria ouvir.
— Isso mesmo Luney. Você vai apreciar. Posso ver o celular que você achou? Isso pode ajudar a localizar de onde o sinal veio.
— Eu pensei que estava envolvido nisso mas pelo seu diálogo acho que você quer nos ajudar. Mas me diga. o ritual nunca ficou com você?
— Depois que eu usei o ritual eu fiquei perdido por um bom tempo tentando aprender mais sobre meus poderes Com isso certamente alguém achou o ritual e tentou estudá-lo. Neste video que mostro para vocês existem muitas tentativas de tentar levar um exercito inteiro para algum lugar do mundo. Muitos foram mortos nestas experiências. Soldados se mesclavam com roupas e armas e morriam em seguida. Outros ficaram loucos e atiravam nos próprios soldados. Como nada estava dando certo acabaram por abandonar o projeto. Entende-se. Passaram para mãos de pessoas que só pensavam no dinheiro desta arma. começaram a usar em pessoas inocentes. Até que alguém achou o ponto certo e começou a usar carros para atropelar as pessoas. Isso já é um perigo. Significa que ele está perto demais para começar a usar um exército. Por isso todo mundo está atrás dele. Por várias razões. Por isso vocês vão me ajudar.
— Já entreguei os presentes como pediu Neculai.
— Obrigado querida Deise.
— Pelo menos não vamos sair de mãos vazias.
— Isso mesmo Luney. Como podem ver são celulares. Cada qual com certos detalhes que podem ajudá-los muito. O seu Luney. Se colocar o seu celular no carro. Verá um GPS mais elaborado aparecendo no parabrisa do seu carro e com dados sobre o carro fantasma que está procurando. Ele detecta também os prováreis carros suspeitos quando o seu carro se aproxima de um. automaticamente o identificador do celular procura por todas notícias relacionadas sobre ele e também como deter uma determinada assombração baseada nos livros antigos sobre fantasmas.
— Que fantástico. Precisava mesmo de um celular assim.
— Sabia que iria gostar.
— Eu não sou muito fã de celular Neculai. Tecnologias só nos enganam e nos manipulam.
— Lord Dri. Sei que vai apreciar. este celular em especial. Sei que veio para este século através de um ráio. O que você não sabia é que este ráio não foi criado pela natureza. Foi a sua amada da época que antes de morrer o enviou com segurança para outro local e por isso você veio para cá.
— Como ficou sabendo disso?
— Pesquisas e uma conversa com alguns amigos do céu e do inferno. A questão é que este celular simula esta passagem. Claro. ão é o mesmo raio que o levará para vários séculos, mas ele pode levá-lo a um determinado ponto. Sua estrutura pode aguentar eta viagem de um ponto ao outro. Mas não poderá levar ninguém com você. A distância é pequena. cem quilômetros mas deve ajudar bastante já que não dirige.
— É bem melhor que ônibus.
— Esta caixa é para um convidado que está aqui já faz um tempo nos vigiando. Pode descer daí Angelo Donnati. Deve estar frio aí em cima neste teto úmido.

O caçador de vampiros Angelo Donnati desce do teto usando uma corda.
— Vocês vampiros são espertos mas se eu quisesse matá-los eu já o teria feito.
— Angelo. Sei que é um caçador respeitado e se esconde bem mas para um vampiro você faz muito barulho.
— Estou interessado nesta reunião. Concordo com o Lord Dri sobre você ser eliminado para sempre Neculai. Seus presentes não vão me comprar.
— Aproveite o seu presente sem compras, só uma lembrança que poderá ser bastante útil para sua vida de caçador.
— O que tem no meu celular. Ah Sim! Um detector de ditadores... Pi Pi Pi... Achei você Neculai.
— Ha Ha Ha; Adoro seu bom humor  Angelo. Não é tão complexo assim. Mas tem todos os dados sobre todos os vampiros existentes e que também incluem força, alimentação, locais onde podem morar e se esconder e também, é claro, as suas fraquezas. Tem também todas as músicas sobre vampiros. Para se divertir. Ha Ha Ha
— Por quê me daria tanta informação? Acha que eu deixaria de perseguir você?
— Um caçador informado é sempre um bom caçador.
— Você merece uma estaca no coração Neculai e o Lord Dri também. É só entrarem no meu caminho.
— Podemos deixar isso para outro encontro Angelo?
— Saibam que, enquanto vocês ficam batendo papo eu já localizei os detalhes sobre este Ritual Montese. O rapaz é um gênio. Ele mora aqui perto. Só que ele está sendo protegido. Vai ser difícil de chegar perto. Por isso preciso de vocês. Eu tenho um plano.


Continua...


Adriano Siqueira 

James Worson: O homem que desapareceu no ar

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Fator Montese - Parte 3 - Vampiros



Fator Montese 
Parte 3

Lord Dri, Luney e Alicia Zoom, seguem em direção ao restaurante noturno na Avenida Paulista, O Clube Homs foi adaptado especialmente para estes convidados especiais conforme solicitação do vampiro Neculai, mas não eram só os funcionários do clube que esperavam sua chegada. Do lado de fora, em alguns prédios vizinhos, cinco atiradores estavam prontos para disparar no momento da chegada deles. A ordem era para assassinar os convidados. Um dos atiradores porém, recebe uma visita inesperada.

— Oi! Não se assuste.
— Quem é você? Ah.. Só uma garota. Olha eu estou trabalhando Não pode ficar aqui.
— Uau! Você é um atirador? Posso ver você em ação?
— Eu não estou sendo pago para fazer apresentações. É melhor ir embora. Se fosse outro atirador já teria te matado. Se contar algo sobre isso para alguém, você será minha próxima vítima.
— Por favor. Não vou contar. Deixa eu ver. Queria ser atiradora um dia. Sei que posso ser eficiente.
— Quantos anos tem? Qual o seu nome?
— Tenho 24 anos. Meu nome é Karina e o seu?
— Me chame de Rick Shot, Karina. Eu aprendi a atirar quando tinha apenas 18 anos. Eu adoro armas de todos os tipos e me especializei em todas.
— Tenho certeza que você deve ser um dos melhores. Eu adorei a sua pose de atirador. Lembra aqueles filmes de ação. Você deve ser muito rico com todo este seu talento e é um homem lindo. Seria um modelo perfeito para fazer aqueles comerciais de ação.
— Eu só faço exercícios e cuido do meu corpo. Atirar é apenas uma parte do processo. Você precisa saber escapar e lutar para não ser pego. Este emprego é bem exigente.
— Ah. Eu imagino. Você era tudo que eu queria conhecer nesta noite. Adoraria mesmo ver você em ação. Hum. Olha! Ali naquele prédio, tem um atirador.
— Estou vendo ele. Tem mais três em outros prédios.
— Sim! Dá para ver. Ah. Eu não acho que você acerte algum deles.
— Por que não Karina? Acha que não sou tão bom?
— Você deve ser ótimo, mas está escuro e eles estão bem escondidos. Acho que você não acertaria. Deixa para lá. Não quero ver você frustado.
— Eu posso acertar qualquer alvo. Treinei minha vida para isso. Não existe desafio que eu ão consiga cumprir.
— Mas... os quatro? Ah. Eu acho impossível. Sei que você é esforçado mas se errar eles podem ferí-lo. Isso eu não iria querer que acontecesse com você. Um homem tão lindo assim ser ferido por errar... Não! Eu jamais me perdoaria se você fosse ferido. Deixa. É perigoso demais.
— Garota você não sabe mesmo do que sou capaz. Vou mostrar para você. Estou vendo os quatro atiradores. São alvos fáceis para mim. Só preciso ser rápido para eles não perceberem.
— Isso é tão excitante. Posso te abraçar para ver bem de perto.
— Tudo bem mas não fique perto da arma. Pode machucar você.
— Você e tão adorável. Deixe-me dar um beijo de boa sorte.
— Adorei o beijo.
— Tem mais de onde saiu este. É só acertar os quatro.
— Você é muito linda Karina.
— Assim você me deixa faminta. Mostra! Mostra o que faria por mim meu querido atirador.
— Não vai demorar nada.
Bang! Bang! Bang! Bang!
— Uau! Os quatro... de uma só vez! Você e ótimo. Perfeito! Lindo!
— Eu disse que sou o melhor.
— Eu posso beijar o seu pescoço.
— Pode fazer tudo que quiser Karina.
— Então eu vou morder... Estou faminta.
— Fique a vontade.
— Obrigada. Prometo que serei tão rápida quanto você.
— Venha querida. Venh... Espere... Argh! Argh! N~...

A vampira Karina suga todo o sangue do atirador e satisfaz a sua sede. Ela passa as suas mãos cheias de sangue no rosto do atirador. Encosta a sua cabeça no peito do Rick Shot e fica abraçada a ele, sorrindo e dizendo bem baixinho.

— Tenha uma boa noite meu querido atirador. Neculai vai ficar orgulhoso de mim.

Enquanto isso Lord Dri, Luney e Alicia Zoom chegam no Clube Homs. Luney é o primeiro a comentar.
— Será que o vampiro Neculai vai estar neste encontro?
— Neculai sempre nos surpreende. Ele sempre aparece para todos que precisam.
— Alicia... Neculai tem um jeito rápido de aparecer. É um poder que muitos gostariam de ter.
— Senti uma ponta de inveja aí Lord.
— Sou um vampiro tradicional. Entrar pela janela em dorma de névoa ainda é excitante.
— Novos Tempos. Mas os vampiros sempre tem seu jeito especial de conquistar.
— É Alicia e depois se alimentam. Não é Lord?
— Está é a mesa. Parace que somos os primeiros a chegar.
— Fugiu do assunto. Viu Alicia?
— Pois é. Estes misteriosos vampiros.

Enquanto os convidados conversam. Deise Day chega ao local.

— Meu nome é Deise Day. Eu sou a Relações Públicas do Neculai. Tudo bem com vocês?
— Achei que ele viria.
— Ele virá Lord Dri. Tem uma pessoa que quer conhecê-lo também. Ah. Ela já está aqui.
— Olá Deise.
— Karina. Estes são os nossos convidados. Luney. Alicia e o Lord Dri.
— Você é o Lord Dri. Uau. Você é uma lenda. Neculai conhece toda a sua história. Um guerreiro. Um inovador.
— Um aposentado... Estou aqui apenas como um observador. Neculai tem atraído a atenção de muita gente. Tem conquistado fãs e também assassinos. Me impressiona termos chegado aqui em segurança.
— Ah sim. Existiam algum atiradores querendo acabar com a festa mas dei um jeito neles.
— Você matou atiradores? Estamos sendo caçados?
— Sim Luney. Parece que alguém não queria que vocês se encontrassem com o Neculai.
— Isso sim é uma noite cheia de surpresas.
— Me diz Lord Dri. Você se trasforma em morcego e lobo? Eu sempre quiz ver de perto um vampiro assim.
— Karina. Eu sou um vampiro que tem todos os poderes vampíricos do passado.
— Deve ser emocionante. Espero conhecê-lo por completo. Quero saber tudo sobre você. Dizem até que você morreu.
— Sim é verdade... várias vezes... Espere...
— O que foi Lord.
— A cozinha deste local...
— Parece que algumas pessoas querem entrar sem convite.
— Fiquem aqui. Eu cuido disso.

Logo que o Lord Dri entra na cozinha. Uma mulher e dois homens armados com martelos e estacas estão prontos para a ação. A mulher o provoca.

—  Como você é um vampiro tradicional achei que deveria morrer do modo antigo. Vou adorar enfiar esta estaca em seu coração.
— Caçadores na cozinha. Certo! Certo. Vamos começar a competição. lembrem-se. vocês tem cinco minutos para fazer um ótimo croquete de vampiro. O vencedor vai ganhar uma viagem para o inferno com todas as despesas pagas.
— Matem este vampiro.

Lord Dri se transforma em uma forte neblina deixando todos cegos.

— Não consigo ver o maldito.
— Eu estou bem aqui.

Lord ataca o caçador arrancando suas armas e morde o seu pescoço. E logo em seguida anuncia.

— Um dos competidores foi retirado do programa por deixar o vampiro fugir e foi morto em seguida. só tem dos competidores perdidos até o momento.

Um dos caçadores procura o Lord e de repente a sua mão é atacada por um grande lobo. Deixando a estaca cair. O lobo morde o seu pescoço. O vampiro anuncia.

— Temos um novo candidato desclassificado. Parece que a tarefa não se realiará. Agora temos só mais uma candidata viva.

A caçadora fica de prontidão esperando o Lord atacar.
— Venha vampiro. Vou mostrar que eu posso destruí-lo.

A neblina começa a se juntar e de dentro dela sai o Lord Dri. Ele a segura pelos braços.
— Você pode largar suas armas e se render.
— Eu jamais vou me render. Um vampiro como você nunca deveria existir.
— Quem te mandou aqui? Por que quer me matar?
— Você nunca vai saber. Saiba apenas que você sabe demais e deve morrer.
— Se é assim... Anunciamos que a unica candidata restante... vai para o inferno.

Lord Dri. Toma todo o sangue da caçadora. Depois ele vai para o salão. Todos ficam olhando para ele. Finalmente ele quebra o silêncio.
— Parece que alguém não me quer por aqui por saber demais.

Karina bate palmas.
— Eu adorei vê-lo em ação.

As palmas são seguidas por mais alguém que aparece de surpresa e se pronuncia.
— Parabéns Lord Dri. Foi uma luta emocionante.

Todos olham para ele.
— Eu sou Neculai. Finalmente nos encontramos.



Continua...
  



Adriano Siqueira





sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fator Montese - Parte 2 - Vampiros


Fator Montese 
Parte 2


Lord Dri espera como combinado, a chegada do carro enviado pela Deise Day. O carro aparece e a chofer abre a porta para ele entrar.

— Lord Danny Ray I. Meu nome é Alicia Zoom. Eu vou leva-lo para o encontro com a Deise Day.
— É sempre bom conhecer alguém que dirige carros. Eu não sou bom nisso.
— Não sabe dirigir Lord?
— Não. Eu costumo olhar a cidade do alto.
— Então você é um vampiro mesmo? Como o Neculai?
— Não! Neculai é um Megalomaníaco.
— Dentro do porta-luvas tem muitos panfletos sobre o Neculai. Ele não é tão nocivo assim. Ele me ajudou. Eu e as minhas irmãs somos uma equipe de carros. Costumamos. Ajudá-lo.
— Alicia. Neculai pode parecer um bom partido, mas o que ele quer é fama e poder. Esse cara pode acabar sendo um ditador. Tenho visto suas propagandas. Acredita mesmo que ele pode ser algum salvador?
— Neculai tem métodos diferentes, mas ele tem ajudado muita gente. Fique sabendo que uma montadora estava com muito prejuízo e ele cedeu um programa pelo celular que todos poderiam colocá-lo perto do motor e a atualização era automática. Sabe... empresas gastam milhões com Recall todo o ano. Ele resolveu o problema em pouco tempo. Para todos isso foi compensador. Ele é um gênio.
— Fico imaginando o quanto ele pediu em troca.
— Eu acho justo. Eles deveriam dar toda a assistência. Dia desses eu vi uma matéria em que Neculai diz que pode resolver o problema da poluição do Tiete usando apenas alguns celulares.
— Ele precisa ser detido. Sei bem o que ditadores podem fazer. Cegar a população com suas “descobertas” é motivo para ele ser banido deste país.... Espere...
Antes que o Lord Dri termine a frase um carro aparece no meio da rua em alta velocidade e segue em direção a eles. Alicia Zoom consegue desviar em segundos evitando um acidente fatal. Eles descem do carro mas ele desaparece.
— Que foi isso? Um carro apareceu do nada. Quase batemos.
— E desapareceu misteriosamente. Entre no carro Lord. Esse carro pode voltar.
— Veja. Tem outro carro parando. Acho que ele viu tudo.
Um carro para bem do lado deles e um homem abre a porta e grita:
— Entre no meu carro agora Lord. Aquele carro pode aparecer e desaparecer em segundos.
— Eu não sei quem é você, mas a moça não pode ficar sozinha.
— Ela sabe se virar. É você que eles querem.

Antes de terminar o carro misterioso aparece novamente em alta velocidade e vai em direção dos dois homens. Rapidamente Alicia Acelera o carro e o coloca bem na frente para protegê-los. O carro desaparece.

—  Quando isso vai acabar?
— Não vamos conseguir sair daqui.
— Esperem! Eu vou dar um jeito nisso.

O homem pega uma arma tecnológica e espera atencioso. O carro surge novamente. Ele atira. O estrondo faz o carro voar até cair destruído. Lord Dri olha e conclui:

— Impressionante. Tem mais uma arma dessas para viagem?
— Vamos. Essa arma era de pulso eletromagnético. O efeito vai durar apenas alguns minutos. Alicia. Seu carro não vai funcionar. Mas o meu é antigo e por isso vou tirar o Lord Dri daqui.
— Espere! Eu não sei quem você é.
— Me chame de Luney.
— V-você é o exorcista de carros assombrados? Você é uma lenda. Hoje eu só estou conhecendo celebridades.
— Espere até o efeito da arma passar. Quando o seu celular e seu carro voltar a ligar, saia daqui o mais rápido que puder.

Lord Dri entra no carro do Luney. Eles andam por algum tempo e depois freiam inesperadamente. Lord Dri comenta irritado:

— Avisa né! Eu não estou a fim de bater a cabeça nessa lata velha.
— Preciso ver uma coisa. Acho que foi aqui que o carro apareceu... Isso mesmo. Achei. Agora vamos.
— O que achou?
— Um celular meu amigo. Esse carro não era fantasma. Ele surgiu do celular. Logo saberemos quem inventou essa tecnologia.
— Carros aparecendo do nada. Com celular. Espera aí? Lucrétia tinha falado sobre exércitos aparecendo pelo celular. Seja lá quem for este cara tem o Ritual Montese.
— Do que está falando Lord?
— É confidencial.
— Sempre é. Esse não é o primeiro carro que aparece. Alguns bancos estão sendo assaltados e em segundos os carros somem da região. Eu suspeitava que teria algo para puxá-los para outro lugar. Procurei alguma pista, mas não achei nada. Só hoje que pude ver que um celular era o responsável por isso. E isso é uma pena.
— Pena? Por que?   
— Eu recebo muito quando exorcizo um carro. Esse não é o caso de um carro fantasma.
— Você só pensa em dinheiro?
— Olha Lord. Eu tenho contas para pagar. Meu aluguel está atrasado. Minha conta no banco está para ser cancelada. Trabalho como qualquer um. E já estou velho para arrumar um trabalho decente. Estamos em uma crise. Fica mais difícil ainda arrumar algo. Sabe... Talvez este Neculai possa mesmo ajudar. O povo está acreditando nele.
— Ele é um louco. Tem muitos que suspeitam dele. Neculai pode ser um perigo muito maior. Vi uma entrevista dele que diz que a guerra deixaria este país mais adulto. Você acredita? O lunático diz que a guerra pode resolver algo.
— Bom, a guerra une os cidadãos.
— Para morrerem juntos? Para com isso Luney.
— Deixe-me dizer Lord. Deter aquele vampiro do celular não vai resolver muito por aqui. Precisamos sim deter o cara que inventou essa tecnologia de transportar carros pelo celular. Se o Neculai está relacionado com isso, acho uma boa ideia fazer uma visita, só que antes eu preciso resolver algo e você vai comigo pois, pelo visto. Você é um alvo certo.
— Belo convite. Pelo jeito essa noite não vai terminar cedo.
— Olhe este jornal. Veja esta notícia aqui.
— “A nova religião promete arrancar seus pecados.” “As pessoas entram naquele carro e vultos arrancam seus pecados” Como é que é?
— Olhe o carro ao fundo Lord.
— Não conheço bem sobre carros Luney, mas sei que é antigo.
— É um antigo Chevrolet Veraneio da década de 70. Está meio destruído, mas ele deve andar. Eu quero este carro.
— Espera aí! Você vai roubar este carro?
— Ele é assombrado.
— E daí? O carro é do cara.
— Eu conheço a história deste carro. Três mulheres alugaram ele na década de setenta. Usaram para roubar uma igreja. Levaram uma boa quantia de dinheiro só que elas. Foram perseguidas. O carro bateu e elas morreram. A questão é que o dinheiro nunca foi encontrado. Elas precisam ver o dinheiro para a alma delas descansarem Lord.
— Eu só encontro gente doida. Luney. Como elas se livrariam do dinheiro?
— Eu anotei todo o caminho que elas fizeram naquele dia. Revirei todos os locais possíveis Pararam em um posto de gasolina no caminho para encher o tanque.
— Isso não deveria ser feito antes? Acho que elas já tinham a intensão de assaltar a igreja.
— Pois é. Por que então parariam em um posto de gasolina? Fui verificar. A sacola cheia de dinheiro estava lá. Sabe aonde?
— No banheiro feminino?
— Você sabe ser engraçado mesmo. Não Lord. O dinheiro estava dentro do teto do posto. Elas subiram no carro e com uma escada puderam fazer um buraco para colocar o dinheiro lá. 
— Como você achou o dinheiro? Certamente muita coisa mudou. Eles teriam feito uma reforma no posto. Bem certamente achariam o dinheiro.
— O dono sabia. Ele conhecia as mulheres. Ele confessou tudo para mim. Não gastou o dinheiro com medo delas se vingarem. Quando ele viu a matéria ele reconheceu o carro e me chamou. Ele me deu a mala de dinheiro para resolver o problema e vai me pagar muito caso eu consiga resolver este caso.
— É assim que você sobrevive? Nunca pensou que pode ser perigoso?
— Lord. Vivemos em um mundo onde tudo é perigoso. Não devemos deixar de arriscar por causa disso ou ninguém sairia de casa.
— É um homem de coragem Luney.
— Eu só adoro uma aventura. Estamos chegando. Fique no carro. Não quero que o pessoal veja que estou com um vampiro. Além disso eu vim aqui para descarregar meus pecados.
— Como é? Você vai entrar naquele carro sozinho?
— Vou e você me segue com o meu carro.

Luney pega um saco preto e coloca a sacola dentro dele e escuta a resposta do Lord Dri:

— Bem Luney. Eu não sei dirigir.
— Me siga voando então. Você é um vampiro.
— Farei isso. Tome cuidado. Leve a mala ou elas podem te destruir.

Luney vai até o homem que estava gritando para as pessoas que esperavam ansiosas por se livrarem dos seus pecados. Dentro do carro um homem estava sentado no banco da frente. Seus abraços descansavam no volante. Estava de cabeça baixa. O homem gritava. “Vejam como é simples.” “Os anjos estão arrancando os pecados das costas daquele homem.”  O homem dentro do carro estava suando muito. Luney pensava que certamente estas almas se alimentavam de Prana, a energia vital de todo o ser vivo. Ou poderia ser que elas estejam tentando arrancar a alma daquele pobre homem. Seja lá o que for. Luney precisava impedi-las.

— Eu quero ser o próximo.
— São oito mil reais meu amigo.
— Tudo isso? Aceita cartão de crédito parcelado em 30 vezes?
— São seus pecados meu amigo. Isso não tem preço. Se não tem dinheiro saia da fila.
— Isso aqui é a chave do carro?
— Hei! Me dê esta chave! Volte aqui! Aonde vai?
— Vou dar um passeio. Tenho um fetiche. Nunca saí com três mulheres fantasmas. Volto logo!

Luney entra no carro, tira o homem de dentro e começa a acelerar.

— Agora sim vamos conversar suas almas penadas.
— Você! Nós sabemos quem é você! Vamos arrancar a sua alma.

Luney tenta desviar, mas elas são rápidas e ele sente como se suas costas fossem arrancadas. Elas riam e comentavam.

— Vamos arrancar a sua alma do seu corpo. Vamos ter um grande jantar.
— Então vocês não tiram os pecados. Apenas se alimentam das pessoas que entram aqui.
— Sim. O gosto é maravilhoso. É como se tivéssemos vivas.
— Eu sei quem vocês são. Morreram neste carro. Roubaram uma igreja. Pegaram o dinheiro.
— Você não tem como saber. Nós vamos destruí-lo.

Lord Dri voa na forma de um morcego e entra pela janela tentando tirar a atenção as mulheres fantasmas.

— Um morcego!
— É um vampiro. Deve ser um aliado do motorista.

Luney pega a sacola, abre e mostra todo o dinheiro.

— Olha aqui mulheres. Esse é todo o dinheiro que vocês roubaram naquela noite. Se vocês não ficarem quietas eu jogo todo o dinheiro pela janela.
— Não faça isso!

As mulheres começaram a brigar entre si.

— Eu me lembro daquela noite. Era você que estava dirigindo. Foi você que matou a gente.
— Foi você que deu a ideia de roubar a igreja.
— Me dá esse dinheiro. Agora mesmo.

Luney começa a explicar.

— Vocês não podem gastar este dinheiro. Estão mortas. Esse dinheiro nem serve mais.
— Como pode dizer isso? É lógico que posso gastar. O dinheiro é nosso.
— Ele tem razão. Morremos no acidente.
— O que está dizendo? E-eu... O que está acontecendo?
— Estamos... acho que, estamos indo descansar.
— Por favor. Não quero ir. Não q...

Luney assiste o desespero daquelas mulheres. E as vê sumirem para sempre. Ele desce do carro e olha para o morcego que se transforma do Lord Dri que comenta:

— Tem razão Luney. Este é mesmo um trabalho difícil.
— Pois é Lord. E pelo jeito o chevrolet não funciona mais. Estamos a pé.

Logo à frente o carro da Alicia Zoom aparece e ela avisa:

— Eu sabia que estariam aqui. Neculai descobriu o celular do Luney e pelo GPS foi fácil localizá-los. É melhor você ir com a gente Luney. Neculai quer ver de perto o celular que achou.
— Tudo bem para mim. Vou gostar de conhecer este vampiro.

Lord Dri complementa.

— Parece que está noite será repleta de celebridades.  




Por Adriano Siqueira

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Fator Montese - Vampiros - História inédita



Olá Pessoal,

"Fator Montese" é o nome da história que unirá vários personagens que criei ao longo destes anos: Cavaleiro Valente, Lord Danny Ray I (Também conhecido como Lord Dri), Neculai, Luney (o Exorcista de Carros assombrados), Angelo Donnati (O Caçador) e a vampira Lumina.

O Ritual Montese foi o que deu o poder que conhecemos hoje para o vampiro Neculai ser o que é, só que alguém achou este ritual e quer formar um exército que possa viajar da mesma forma do Neculai para dominar vários países.

Segue abaixo os links dos capítulos desta série.

Bem-vindos a nova série de contos de vampiros. Fator Montese.

Abraços
Adriano Siqueira



Fator Montese 
Parte 1


Dois garotos comentam o suspeito movimento estranho em uma casa abandonada.
— Rapaz. Eu nunca vi esta rua tão movimentada. Ultimamente só aparecem carros de luxo por aqui e estacionam naquela casa abandonada. Vamos dar uma olhada por lá?
— Sim. Mas vamos ser discretos. Tem muitos grandalhões na frente da casa. Qualquer coisa a gente corre.

Ao aproximarem, eles olham para os homens que estão na frente da porta. Os homens não mostram emoção nenhuma e olham atentamente para os garotos. Eles respiram fundo e fazem uma pergunta.

— Por favor. O que está acontecendo na casa. Vocês vão comprar? Estão fazendo um filme ai dentro?

Os homens olham e começam a sorrir. A pele começa a ficar vermelha e rabos pontiagudos saem por trás deles. Finalmente eles respondem.

—  Somos demônios. Vamos fazer uma festa, porém falta o prato principal. Garotos curiosos.  

Os garotos correm desesperadamente. Dentro da casa, vários demônios vigiam o prisioneiro que está amarrado em uma cadeira com espinhos que perfuram a sua pele. Todos estavam esperando a chegada de um representante para interrogatório. O Silêncio dominava o local. Um dos demônios recebe uma mensagem pelo rádio e comunica:

—  Ela está aqui.

A representante do inferno. Lucrétia anda vagarosamente até o prisioneiro. Levanta o queixo dele para que ele a olhe.

— Peço desculpas pelo jeito como meus demônios te trataram. Mas eu queria que você ouvisse o que tenho a dizer. Tenho uma proposta querido vampiro Lord Danny Ray I.
— Deveria me mandar um e-mail. Seus métodos para me chamar a atenção causam dores profundas.
— Tirem os espinhos do Lord. Assim poderemos conversar melhor.
— Me chame só de Danny Ray. Deixei o Lord no Passado.
— Estão era verdade. Você não é mais o Lord de antigamente. Aquele castelo e as suas aventuras o deixaram enfraquecido.
— Agora eu estou do jeito que quero. Sem me meter em encrencas.
— Vai aprender que o título de Lord não se pode tirar. Não é você quem coloca. É o seu povo. Para muitos você ainda é o lendário Lord Dri. Procurado e Caçado. Como sempre foi.
— Amarrado também. Vai durar dias para estas marcas de espinhos saírem do meu corpo. Um preço caro para falar com a representante do inferno.
— Pois é Lord. Eu deixo marcas profundas. E eu não tenho culpa que você sempre foge de mim.
— Hoje tudo é pela internet. Poderia mandar uns cartões virtuais de uma diabinha querendo fazer amizade. Ou mesmo enviar clipes de músicas sexys.
— Eu não sou qualquer uma! Eu sou Lucrétia.
— Desculpe por dizer isso, mas o inferno não está na minha agenda.
— Preciso de você Lord.
— Contrate um exorcista.
— É sobre o Ritual Montese.
— Por que o inferno estaria interessado neste ritual?
— Estaríamos em toda a parte de comunicação tecnológica do mundo.
— Para isso é só ir naquelas empresas de atualização tecnológica e trocar todos os seus computadores por novos. O inferno precisa de uma atualização.  Um ritual não vai resolver seu problema.
— O ritual é antigo mas eles mexe com as ondas de comunicação, principalmente os celulares. Um dos vampiros teve acesso a ele. E se transformou em uma ameaça. Ele manipula todos com seus poderes e tem sido uma dor de cabeça para a terra, o céu e o inferno.
— Um vampiro poderoso era o que você queria.
— Não. Ele quer ser presidente. Está com alta popularidade. Já fiz uma reunião com ele. Não podemos interferir. Mas você pode. Ele conhece os poderes do ritual. Vocês juntos poderiam localiza-lo e trazer para o inferno e guardaríamos.
— Vocês são tão generosos. Um ritual com este poder muito bem guardado no inferno. Por um acaso este ritual não teria o poder para vocês entrarem no céu e dominarem o local não é?
— Trouxe um presente para você.
— Um celular?
— Nele tem o número do vampiro que você precisa para ajudar a encontrar este ritual.
— Neculai.
— Ele mesmo Lord. Este é o vampiro do celular. Ele é manipulador por isso não fique ouvindo muito o que ele diz. Ele gosta de brincar com as incertezas dos outros e usa como arma para conquistar aliados.
— Já conheci muitas pessoas assim. Matei todas.
— Ah... Meu Lord. Como eu queria estar mais perto de você. Espero que depois de tudo isso você entenda como o meu trabalho é difícil.
— Neculai conquistou você?
— Não. Eu odeio ele. Mas o inferno precisa dele. Tem colocado mais medo nos humanos isso é um ponto forte para as religiões. Ele sabe que precisamos dele. É um manipulador. Como eu queria trazê-lo para o inferno e torturá-lo pela eternidade. Se puder mata-lo seriamos muito gratos.
— Este ritual tem mexido com a cabeça de vocês. Vou encontrá-lo. Isso vai resolver esta loucura toda.
— Algo que você deveria saber sobre este ritual. Ele pode leva-lo de volta para o seu verdadeiro tempo e tentar evitar que uma certa bruxa fosse morta e você conquistaria o seu castelo e voltaria a morar com sua bruxa.
— É um convite tentador. Mas prefiro deixar o passado enterrado.

Lucrétia abraça o Lord e dá um beijo. Logo em seguida, todos naquela casa saem rapidamente. Lord Dri olha para o celular e fica imaginando como o mundo mudou. As pessoas não costumam mais saírem. Tudo hoje se resolve pela tecnologia. Computadores, celulares e tudo mais estão escravizando a humanidade. E já existe um vampiro que usa isso como arma. Neculai. O quanto este ser pode ser manipulador ao ponto de poder chegar a presidência? Suas perguntas param. Ele liga para o número que está na tela, mas uma voz feminina atende.

— Alô?
— O Neculai está?
— Ele não pode atender no momento. Pode falar comigo. Eu sou a relações públicas dele. Meu nome é Deise Day.
— Ele sabia que eu iria ligar?
— É o Lord Dri não é? Sim. Ele sabia. Ele sabia também que eu seria a pessoa apropriada para falar com você. Devemos nos encontrar. Pelo GPS já localizei onde está. Um carro chegará aí em alguns instantes. Ele o levará para um Restaurante noturno. Assim poderemos conversar melhor.
Enquanto o Lord Dri fica impressionado com o gênio manipulativo do Neculai. O vampiro do celular está em uma reunião importante com os representantes de fabricantes de automóveis do país.
— Senhores eu sei que as indústrias tem feito o necessário para sair da crise. Mas o que eu tenho aqui é uma proposta que vai deixá-los muito satisfeitos.
— O que está pedindo é algo absurdo Neculai. Não podemos simplesmente parar tudo para começar a fabricar armas bélicas.
— Isso já aconteceu uma vez. Pode acontecer novamente. Garantiria o emprego de muitos. E o preço seria satisfatório para todos.
— Dezenas de países precisam destas armas. Vocês podem construí-las sem que ninguém fiquem sabendo e a produção seria apenas por um ano.
— Tanques e carros com armas embutidas. O que quer fazer Neculai? Uma guerra?
— Ah não... Senhores Por favor! As armas nunca são para a guerra. São para a nossa defesa. Apenas isso. Vamos nos defender. Mas para isso precisamos do seu silêncio. Algumas armas serão levadas para os países que precisam se defender. Vivemos uma era de defesa, de proteção, de atendimento aos necessitados. O que estamos fazendo é digno de heróis. Estamos dando oportunidade para muitos inocentes se defenderem. E vocês vão lucrar muito pois eles tem dinheiro e precisam muito serem defendidos. Lembro que estamos nesta situação atual por estarmos sempre de cabeça baixa. Aceitando tudo. Sem termos a devida oportunidade de nos defender.
— É um discurso e tanto Neculai, mas acredito que seria muito ingênuo acreditar que estas armas seriam usadas só para defesa.
— Se quiser posso cuidar delas para vocês. Então vamos ao trabalho. Aqui está a relação do que precisamos produzir e para quais países serão encaminhadas.
— Espera Neculai. Tem pedidos aqui que é para a Amazonas?
— Ah. Sim! Bem. Sei que não sabem, mas o Amazonas não é mais nosso território desde a época de 70. Precisamos muito defender nosso verde e reconquistar nosso espaço. Façam uma pesquisa e vão ver claramente que realmente isso aconteceu e chegou o momento de apenas recuperar o que é nosso. Quando eu disse que vocês serão os heróis. Eu não estava brincando. Bem... Vamos ao trabalho. Qualquer coisa estarei no celular.
Neculai sai da reunião com um sorriso. Ele pega o celular e verifica que ele tem que resolver um assunto pendente.

— Alô?
— Olá Meneghetti. Eu sou o Neculai.
— Eu não sei quem você é, mas estou muito ocupado.
— Sim... Deve mesmo estar bem ocupado. Está fugindo com o dinheiro de todos os clientes da sua assistência médica. Pessoas que suam bastante para serem atendidos com rapidez. Elas acreditavam que estariam seguras e você. Pegou tudo. Vai usar em viagens e vida boa. Acha que ninguém iria descobrir isso?
— E-eu não sei o que...
— Você está dirigindo para o aeroporto. Notou que tem dois caminhões em cada lado do seu veículo? Ha Ha Ha. Pode ter certeza que não é coincidência.
— O que você pretende? Eu sou inocente!
— Quero o meu lanchinho noturno. Mas antes. Uma dose de desespero para melhorar o sabor do seu sangue. Há Ha Ha
— Por Favor. Me deixe ir. Eu tenho muito dinheiro aqui podemos dividir.
— Eu sou ambicioso Meneghetti. Eu sempre domino a festa.
— Por favor. Os caminhões estão me pressionando aqui.
— Ah meu sanduiche já está sendo produzido. Não vai sobrar nada de você. Para piorar. O freio do seu carro não está funcionando.
— Desgraçado! Assassino!
— Isso faz de mim... Um grande candidato à presidência. Além disso... Acidentes acontecem.
— Não Não! Parem!
— Pare de gritar agora eu estou no seu banco de trás.
— Como apareceu aqui? Me solte. Não Não! Argh!
— Ah seu sangue misturado com o desespero me deixa muito satisfeito. Preciso de uma selfie para registrar este momento antes que os caminhões esmaguem o seu carro. Mas antes vou colocar o dinheiro que está aqui na caixa secreta do caminhão que está do meu lado. Isso é uma doação da sua empresa para a minha eleição. Toda a ajuda é bem-vinda. Ha Ha Ha. Agora tenho que ir. Aproveite seus últimos minutos de vida para pensar em que hospital você vai parar por não ter plano de saúde. Ha Ha Ha.


Por Adriano Siqueira


Sobre a história 
"Fator Montese" é o nome da história que unirá vários personagens que criei ao longo destes anos: Cavaleiro Valente, Lord Danny Ray I (Também conhecido como Lord Dri), Neculai, Luney (o Exorcista de Carros assombrados), Angelo Donnati (O Caçador) e a vampira Lumina. 
O Ritual Montese foi o que deu o poder que conhecemos hoje para o vampiro Neculai ser o que é, só que alguém achou este ritual e quer formar um exército que possa viajar da mesma forma do Neculai p
ara dominar vários países.
Todos os personagens desta história terão um interesse particular neste ritual e certamente isso irá gerar muitas polêmicas sobre com quem ficará ou para que fim será realmente utilizado.
 


Sobre os Personagens: 










Abraços e obrigado sempre pela leitura e apoio.
Adriano Siqueira

domingo, 20 de setembro de 2015

Fotos do evento Contrekkers 3




































sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As apostas do Desespero


As apostas do Desespero
O vampiro Neculai liga para fazer uma aposta cheia de sangue e desespero 
e também ajuda uma viciada em jogos


— Alô?
— Sou Neculai. Quero apostar no morcego.
— Não existe morcego no jogo do bicho.
— Se existe Borboleta por quê não pode existir morcego?
— Olha Senhor eu tenho mais o que fazer. Se não quer apostar tem outros que querem. Sem piadas no meu celular entendeu?
— E você entrega o dinheiro dos apostadores? Acho que não. Tenho visto muitas reclamações sobre você.
— Está me chamado de ladrão? Quem você pensa que é?
— Eu sou Neculai! E você logo vai me conhecer pessoalmente. 
— Não me ameace! 
— Você está em uma rua movimentada mesmo de noite. Deve ter notado que algumas pessoas estão usando uma camiseta com números. Escolha um número de 1 a 50. Vamos ver se é bom em apostas.  
— Está bem imbecil. Escolho o número 13 já que falou de borboleta.
— Ha Ha Ha! Temos aletra 13? Será?
— Você é um idiota! Agora saia da minha linha! Argh! 
— Algum problema?
— Alguém me acertou com um porrete e saiu correndo! 
— Viu o número da camiseta dele?
— Era... 13!
— Seu número de sorte. Ha Ha Ha. Vamos apostar mais.
— Não quero participar das suas bricadeiras. Me deixe em paz.
— Tarde demais. Se não escolher outro número posso acabar com você agora mesmo.
— Agora eu lembro. Você é o vampiro que todo mundo fala nas mídias. E-eu não tenho culpa de nada. 
— Um número ou você morre.
— 32! 
— Vejo que está olhando para todos os lados. Você está suando e estou sentindo o cheiro do seu desespero.
— Não vai ganhar. o 32 não está aqui. Mas o que... Argh! Arghhh!
— Alô?
— Era um cachorro! Maldito. Um cachorro me atacou. 
— Viu o número na coleira dele? É especial para você.
— Era 32 seu desgraçado! Pare com isso! Eu devolvo o dinheiro! 
— Agora é tarde. Escolha seu último número. 
— E-eu... Por favor pare. Estou sangrando! 
— Número? Ha Ha Ha! Agora pode sair o grande prêmio! 
— 27! P... Preciso de um médico. Por favor.
— Acho que hoje é o seu dia de sorte.
— Estou livre! finalmente. Livre do Neculai.
— Que número aparece no visor do seu celular?
— Não! Não pode ser! O número 27 estã no meu celular. V-você não pode fazer isso! 
— Ha Ha Ha! Tirou mesmo a sorte grande. Eu sou este número e agora vai me conhecer pessoalmente.
— Não! Não pode... Como você apareceu? De onde veio. Nãaargh. 
— Ah do celular é claro! Mas você nunca vai saber como já que estará morto. Seu desespero chegou no limite que aprecio. Agora é hora de me alimentar.
— Argh! 
— Você durou tão pouco. Foi tão rápido. O seu sangue misturado com o seu desespero me valeu a noite. Vamos tirar uma selfie juntos para os meus fãs. Sorria. Ha Ha Ha.  
...
— Boa Noite telespectadores. Eu sou a Solange Pen...
— E eu... Marco Tong.
— Começando agora o Programa do Neculai e vem novidades por ai.
— Pois é pessoal. Conta para a gente Solange. 
— A novidade deste programa é que o nosso querido vampiro Neculai está inaugurando o Bingo do Neculai. 
— Olha só que novidade maravilhosa. Eu vou apostar agora mesmo.
— Falando em apostas o nosso querido Neculai também está contratando ex-viciados em jogos para trabalhar lá. Ele disse que isso é o certo a fazer. Assim eles podem até instruir os clientes a se divertirem, mas sempre com moderação e cautela pois o vampiro não quer clientes viciados perdendo suas vidas só para jogar. 
— Neculai sempre nos surpreende mesmo. E fica aonde o Bingo Solange?  
— Fica no centro da cidade. É um palacete com um visual muito vampiresco. Tem tudo por lá. Jogos de bingo, roleta, máquinas. Tudo o que vocês precisavam para se divertir. 
— Eu vou lá assim que terminar este programa. 
— Eu também vou Marco. A moda agora é a volta do bingo na cidade.
...
— Alô?
— Sou o Neculai e aposto que está com problemas por causa do seu vício em jogos Veruska.
— E-eu... Não sei quem é você mas não quero falar sobre isso.
— Gastou todo o dinheiro que era para terminar a sua faculdade.
— Olha Neculai. Lembrar dos meus erros não irá corrigir nada. Eu sei que fiz besteria, mas sei que vou recuperar tudo. Eu só preciso de uma uma tentativa. Só que quando a gente precisa de amigos, eles desaparecem. Ninguem quer mais emprestar dinheiro por causa da minha fase de azar. Mas eu tenho certeza que, se eu tivesse só mais um pouco de dinheiro eu iria dobrar essa quantia. 
— Você está tão viciada que não percebe a besteira que está falando. 
— Mas eu já ganhei. Eu posso ganhar de novo.
— Foi o que disse para o seu namorado antes de pegar o carro dele emprestado e vender para jogar e você disse que roubaram, mas ele descobriu tudo e foi por isso que ele te largou. Veruska. Jogar só vai te trazer mais problemas. Só vai te levar mais para dentro do abismo. Ha Ha Ha. Uma vez no abismo não tem volta. É viagem só de ida. 
— Por favor me ajude. Eu quero só recuperar meu dinheiro. 
— Posso te dar um emprego. Vai ter que trabalhar duro e no começo vai ganhar pouco, mas se me provar confiança eu posso dar um aumento. 
— Eu faço qualquer coisa. Só preciso completar minha faculdade. Não quero mais saber de jogos. 
— Palavras... Veruska. Os humanos são cheio delas. Além do emprego, quero que vá passar um tempo em uma casa onde estão alguns viciados em jogos para se tratar lá. 
— E-eu... Está bem eu farei o que pede. 
— Não esqueça. Você está falando com o Neculai e eu saberei todos os seus passos. O emprego é no meu Bingo. Todos são muito bem monitorados por lá e todos os que trabalham lá já foram viciados em jogos. É uma oportunidade que dou a eles. 
...
— Alô! É você querido Neculai?
— Sim Deise. Como foi o lançamento da minha casa de Bingo.
— Foi perfeito. As pessoas experimentaram todas as formas de jogo. A casa vai ser um sucesso. Foi realmente uma grande ideia. 
— Eu sei mesmo como movimentar a população. Ha Ha Ha. Onde está a vampira Karina?
— Ela saiu de moto. Está em uma festa com alguns motoqueiros. Karina continua dizendo para todos que ela é a sua noiva. Ela acredita muito nisso.
— Eu sei. Mas ela sabe que não seria possível. 
— Por favor querido. Venha me visitar. Preciso estar perto de você. Fazer umas apostas. 
— Deixe o celular na cama. Eu vou aparecer. Você sempre acerta nos meus jogos.
— Que bom que está aqui. Quero conhecer todo o seu tabuleiro. Posso agradar um pouco você? Deixá-lo mais relaxado? Quem sabe fazer jogos noturnos. 
— Sim! Aposte. Eu permito.  Em nossos jogos não existem perdedores. 



Adriano Siqueira


Músicas que indico.

The Weeknd - Wicked Games

https://www.youtube.com/watch?v=O1OTWCd40bc


Skid Row - Wasted time

https://www.youtube.com/watch?v=nOLO4UQXIbg



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