sexta-feira, 31 de maio de 2019

poemas - adriano siqueira
















poemas de adriano siqueira

terça-feira, 28 de maio de 2019

SEMBLANT - New Album Announcement!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Mortos me abraçam todos os dias



Mortos me abraçam todos os dias.

Sobrevivo, mas sou punido.
Tudo que toco e tudo que sinto,
Vira dor, Vira grito.

Eles brincam, chutam e me batem.
Me deixam caido no meio da rua suja
e depois, como aparecem, eles partem.

E a Morte adora me observar.
Toca no sangue do meu rosto.
Eu digo que ela precisa me salvar,
mas com seu ar de desgosto se afasta
e não me deixa falar.

Talvez amanhã, ela diz sem demora.
E com seu manto escuro batendo ao vento,
Ela vai embora.

Espero ansioso por seu retorno,
mas sei que jamais me levaria.
Por isso vivo com os mortos.
Eles me abraçam todos os dias.


Por Adriano Siqueira

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O caminho da escuridão


O CAMINHO DA ESCURIDÃO
Por Adriano Siqueira


"Escrever sobre os mistérios da noite, são sinais clássicos de alguém que tem intimidade com a solidão e a escuridão profunda, como um notívago, que está coberto pelo manto noturno em um nefasto estado de puro obscurantismo." 
Adriano Siqueira 

Ter uma profunda intimidade com a solidão e a escuridão interior nos coloca de frente com a nossa verdadeira noite. Esta sombra que existe é uma porta trancada, um caminho proibido ou um lugar escondido. 

Tudo isso tem um propósito, ela nos protege. Evita que nossa mente seja algo sem fronteiras e sem limites. Evita que possamos descobrir algo que nos possua e mude completamente a nossa maneira de ver a vida. 

Nossa mente entende que o conhecimento absoluto pode ser prejudicial ao nosso modo de vida e costumes. A existência que pode ser revelada nestes domínios sombrios dentro de cada um, gera desconfiança e desequilíbrio com a realidade e com o mundo como conhecemos. 

Tudo neste mundo deve ser conhecido de modo vagaroso e moderado. 

Com muita vivacidade e obsessão tudo se transforma em algo extremamente perigoso e poderoso ao ponto de transformar e destruir tudo que se aprendeu por acreditar que agora está no caminho certo e real. 

O conhecimento existe para ser dividido e compartilhado com todos. Nada se aprende apenas para sua própria revelação interior. relatar suas experiências é a única forma conhecida de mostrar sua trajetória e os caminhos por onde passou. 

Certo ou errado não estão neste caminho para ser julgado, mas sim conhecido e através destes relatos, os conhecedores deste seu caminho terão a sua própria ideia sobre como se portariam diante daquela situação e se eles a venceriam ou seriam derrotados. 

Este é o desafio para poucos. Pois poucos tem alguém que comentam e relatam sobre os caminhos que passaram. Por isso é importante que o conhecimento seja expandido para todos. Só assim se conhece sobre os caminhos nunca conhecidos. 

E este é o sentimento de um notívago, que está coberto pelo manto noturno em um nefasto estado de puro obscurantismo.

"De tanto ser privado da luz, ele criou o seu próprio reino construído pela mais profunda escuridão e se transformou em um deus. Ele possui sem piedade os que são engolidos pelas sombras que a própria luz criou em seu cegante brilho."
Adriano Siqueira

"Estou coberto pelo manto noturno
em um nefasto estado de puro obscurantismo. 
A escuridão profunda é, nada mais, 
do que a noite anunciada, 
o lar de um notívago, 
a moradia sombria e solitária."

Adriano Siqueira


domingo, 12 de maio de 2019

LÁGRIMAS NOTURNAS


Lágrimas Noturnas
por Adriano Siqueira

Quero beber deste momento,
cada gota, cada gole.

Respirar o cheiro do vapor
das lágrimas salgadas em meu rosto
enquanto ando com passos rápidos.

Quero ouvir os meus gritos calados
e desordenados da minha voz engasgada
nos soluços sufocados pela respiração,
pelo cansaço.

Quero sentir o vento frio
tentando secar meu rosto,
enquanto tento ver,
com a visão embaçada,
toda a minha dor
que não morre e não para.

Quero sentir toda a raiva, deste momento.
Descarregar mágoas e xingamentos.
Praguejar ao ponto de deixar queimar.

Pois no fundo
é só um desabafo.
E quando esse momento se for,
Nada direi e nem farei
só devo assistir tudo acabar.
Eu bem sei.

Por Adriano Siqueira




O eterno duelo - por adriano siqueira




O ETERNO DUELO

E a vida, toda glamorosa e convencida
acha que ainda pode me derrotar
com seus golpes e ataques sobre medida
que só me fazem rir ao me acertar.

A vida sabe que nasci da noite
Fui criado nas profundezas da escuridão
e tudo que ela irá conseguir
será meu sorriso, minha gratidão.

Quanto mais a Vida me tira
e tenta causar dor no meu coração,
mais eu a desafio,
Pois sou pura sombra noturna,
pura escuridão.

Para me destruir,
a Vida teria que desaparecer, me abandonar,
mas isso iria te matar,
pois a morte iria também me levar.

E eu só tenho que rir e me gabar
das tentativas da Vida
em me punir, em me derrotar.

Por Adriano Siqueira

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A Marte Irei


A MARTE IREI
POR ADRIANO SIQUEIRA

A Marte irei
e por toda a vida lembrarei
da viagem, das estrelas, do mar,
do carinho e do olhar.

Lembrarei também dos sorrisos e as atrapalhadas,
das brincadeiras e palhaçadas.

Sem deixar de dizer que lembrarei dos seus olhos
assistindo os fogos de artifício de cada ano
junto que a gente passava.

Dos momentos em que eu chegava em casa
e seu beijo e abraço ganhava.

Das horas ruins em que você
estava doente e aprendi a te escutar e a ouvir e cuidar.

Dos jogos que a gente comprava
e jogava e pulava até que eu ganhava.

Dos passeios e andadas que fazíamos juntos
e olhávamos para as montanhas, o céu e as águas.

As mensagens escondidas colocadas em vários lugares
dizendo que me amava com desenhos que eu adorava.

E das compras que eu insistia em dizer que já bastava,
mas você sempre atenta
me corrigia e comprava.
E só mais tarde, descobria que a sua razão
era sempre acertada.

E as músicas que só você achava
e eu ouvia e curtia e dançava.

Das manias que tinha e eu retrucava,
mas que eu também tinha as minhas e você cutucava.

Da comida maravilhosa que você fazia
e eu não interrompia pois minha ajuda não queria.

Dos abraços agarrados para assistir colado
e impressionado com os filmes,
as comedias e as séries que mostrava.

A Marte irei.
e neste caminho levarei tua lembrança,
pois, de você,
jamais esquecerei.


Por Adriano Siqueira

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Um anjo por perto



Eu posso imaginar um anjo
para estar comigo o tempo todo.
Para sorrir quando eu conquisto algo.
Fazer careta quando faço tudo errado.
Rir quando faço alguma uma besteira.
Olhar interessada ao me ver pensando em uma ideia.
Jogar água gelada quando tomo banho quente.
Passar a mão no meu rosto ao estar deitado.
Lembrar de levar minha carteira ao sair.
Apontar para um produto necessário ao estar no mercado.
Fazer careta ao ver que esqueci algum tempero na comida.
Gesticular sinais de coração com as mãos, para desejar boa sorte.
Colocar o dedo no meu queixo e levantar o rosto para eu olhar em seus olhos.
Ficar em meu colo ao ouvir músicas ou assistir um filme.

E a vida, quando estiver em seu ponto final,
Pegar suas mãos, agradecer muito e abraçar forte,
e o amor assim, não teria mais fim.

Por Adriano Siqueira

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O Castelo de Sangue. - Conto Adriano Siqueira


O CASTELO DE SANGUE
por Adriano Siqueira

Em pleno clarão do luar, Lucy Hemácia, a controladora das névoas, se preparava para a sua batalha mais perigosa, junto com seu guerreiro John Leucócito, que cuidava das defesas do castelo, se preparava para a noite de mil horas, como eles costumavam chamar as batalhas mais perigosas e sangrentas. 

Plaquetas de chumbo estavam colocadas ao redor da entrada do castelo e assim, os inimigos teriam que passar por ela até chegar na entrada e não teriam como escapar pelos lados. Assim que a portão abrisse os guerreiros de John atacariam sem piedade. Era um plano que sempre funcionava. Desta forma os guerreiros empurravam os inimigos neste corredor do diabo e logo em seguida eram atropelados pelo carro da morte. Um carro feito de madeira que era empurrado pelos guerreiros de dentro do castelo. Esmagando os inimigos. 

O plano estava em seu curso. Arqueiros estavam preparados para atirar enquanto a Lucy evocava os morcegos. Era comum em seu ritual que fazia antes da guerra, trazer os morcegos para confundir e desorientar os inimigos. Seu domínio sobre a névoa era também de grande valia. A vampira gesticulava as suas mãos e como se fosse uma dança sinistra e macabra, a névoa densa começava a surgir do seu corpo e descia em volta do castelo. Isso cegaria os inimigos. Não haveria como serem derrotados. O castelo de Lucy estava muito bem preparado e tinham conhecimento de como se vencer um guerra. Foi quando um dos vigias anunciou que os inimigos estavam perto do castelo. A noite de mil horas havia começado.

John Leocócito levantou sua espada e declarou o início da batalha. O portão foi aberto. O grande corredor feito com plaquetas de chumbo esperavam os seus inimigos para a travessia macabra e sangrenta. O carro criado pelos guerreiros funcionava perfeitamente e estava de prontidão assim que o corredor estivesse bem cheio. 

Os guerreiros inimigos entraram no corredor para a entrada do castelo. Gritavam com bravura e vontade de vencer. Mais de duzentos guerreiros estavam com sede de sangue. Seus olhos abertos e a sua fúria ansiavam pela batalha de mil horas. 

Pouco a pouco os guerreiros protetores do castelo esperavam com paciência a chegada deles no portão. Os arqueiros estavam de prontidão e aguardavam pacientemente a ordem de John para atacar.

A batalha estava em seu nível máximo. Os guerreiros inimigos chegaram no portão e começaram a lutar com os protetores do castelo. Os protetores foram, aos poucos recuando, esse movimento de recuo deu mais vontade aos inimigos de lutar e a gritaria incentivava os outros guerreiros inimigos e entrarem também no corredor que estava lotado.

Assim que os protetores recuaram. Eles saíram do caminho. Em seguida deram espaço para a entrada do carro construído de madeira entrar no corredor e com os homens empurrando os inimigos foram atropelados pelo carro, quebrando os seus ossos e deixando todos feridos e desesperados. Os inimigos tentavam sair mas como havia muitos guerreiros dentro do macabro túnel não foi possível escapar. Todos estavam perdidos e gritavam por ajuda gritavam por clemência. 
Lucy, sorria ao ver que a névoa deixava os cavalos dos inimigos perdidos em volta do castelo e os seus morcegos atacavam todos os inimigos que não estavam no corredor. 

Com o pânico, os inimigos começaram a fugir. John deu a ordem para que os arqueiros entrassem em ação e os inimigos eram golpeados com flechas por vários arqueiros que estavam atirando sem piedade. A batalha estava vencida. Mais uma vez o Castelo de Sangue sobreviveu a mais uma guerra sangrenta. O portão foi fechado e não houve um inimigo que tenha conseguir entrar. 

John dispensou a maioria dos guerreiros e arqueiros dos seus postos de batalha. Alguns homens foram responsáveis por retirar os corpos dos inimigos junto com o seu sangue para os banquetes que surgirão para alimentar o povo vampiro deste castelo. Machados também eram levados para que os inimigos não se transformem em vampiros. 

John vai até o quarto da rainha Lucy Hemácia e ela estava em pé perto da sua janela, segurando uma taça de sangue enquanto alguns poucos morcegos passavam pelo local como um sinal de vitória. 

Ele pega a taça de sangue e toma um gole. Joga a taça longe e pega a Lucy no colo e a leva para a cama. Coloca ela para deixar carinhosamente. As mãos de Lucy passam pelo rosto de John. Ela lambe um pouco do sangue inimigo e o beija. 

A noite de mil horas agora estava em seu momento de comemoração e será aproveitada com muito prazer e gosto da vitória. Teremos outras batalhas, devemos sempre ficar atentos. Mas agora o momento é de prazer.


Conto de Adriano Siqueira
PS. Esta história mostra como é o funcionamento do sangue no corpo e os nomes da sua função e propriedade foram usados para dar um toque visual sobre seu complexo funcionamento e tudo isso foi explicado como um conto de vampiros.
agradeço a leitura. 

sábado, 4 de maio de 2019

Flávia Muniz entrevista Adriano Siqueira


A autora de vários livros, Flávia Muniz me entrevistou e as perguntas são fantásticas. 
Veja no link abaixo as minhas respostas em uma conversa agradável e cheia de muitas curiosidades.


Abraços e obrigado Flávia Muniz. :-)




HQ - História em Quadrinhos da Vampira Vampirelle

Blog - http://mordidadavampira.blogspot.com/

Página no Facebook - https://www.facebook.com/vampirellevampira/










Texto: Adriano Siqueira e Dione M. S. Rosa
Atores: Guilherme Confortin (cineasta), Isabelle Aguilar (Vampira), Rubens Faria Gonçalves (caçador)
Local cedido por Francisco Souto Neto
Fotos, edição, montagem, efeitos especiais: Adriano Siqueira

Assista em vídeo





sexta-feira, 3 de maio de 2019

Armadilha - poema - vampiros - adriano siqueira



Venha devagar
para que eu possa saborear
cada arrepio, cada olhar
e quando adormecer
nenhuma gota irá sobrar
Seu pobre corpo irá perecer
e sua vida irei tomar.

Por Lord Dri