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sexta-feira, 31 de maio de 2019

poemas - adriano siqueira
















poemas de adriano siqueira

terça-feira, 28 de maio de 2019

SEMBLANT - New Album Announcement!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

DNA Luz e Sombra - Livro lançamento 2019






segunda-feira, 20 de maio de 2019

Livro - Uivos na Escuridão - organização Fernanda Mothé - entregar contos até 15/07/2019



Uivos na Escuridão - contos de terror | Até 15/07/2019
Organização Fernanda Mothé - https://www.facebook.com/fernanda.mothe


Prefácio e autor especialmente convidado - Adriano Siqueira


Os lobisomens são criaturas místicas antigas. Eles são personagens de muitas lendas e consistem em um ser híbrido que transita entre o corpo de um lobo e o humano. Existem muitas versões de sua história formada com o passar dos anos, mas, em geral, se tratam de seres agressivos, irracionais e amantes da carne humana. Muitos deles atacam vilas ao cair da noite, quando a lua cheia está sob o céu, e fazem uma carnificina com seus moradores. Aterrorizando muitas gerações. A história deles, no entanto, parece não ter ficado apenas na ficção. Alguns casos antigos registrados apresentam ataques que teriam sido provocados por lobisomens. Tais crenças já acabaram levando à morte de muitas pessoas em determinado período, mesmo que a prova contra eles não fosse realmente consistente. Proteger as aldeias de possíveis ameaças era o objetivo principal dessas pessoas e para isso métodos defensivos também surgiram junto com a criatura. Para fazê-lo, bastava uma bala de prata. Você curte o gênero terror e a lendária figura do lobisomem? Então essa coletânea é o lugar certo para você escrever sua(s) história(s).

Mas lembre-se sempre: “Cuidado com a lua cheia...

” Interessados enviar numero do whats para adicionar ao grupo referente a esta coletânea para tirar duvidas e fornecer informações ate a conclusão do livro.
Facebook da Fernanda - https://www.facebook.com/fernanda.mothe



domingo, 19 de maio de 2019

Booktrailer - Livro - DNA - Luz e Sombra

DNA - Luiz e Sombra - autores: Dione M.S. Rosa / Noilves Araldi / Adriano Siqueira - Editora Collaborativa - 2019 - livro com muitos poemas e poesias dos autores. Lançamento em 2019 - apoio - Academia de Letras José de Alencar - Prefácio: Arioswaldo Trancoso Cruz




https://www.youtube.com/watch?v=NEokxf85CWk

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Mortos me abraçam todos os dias



Mortos me abraçam todos os dias.

Sobrevivo, mas sou punido.
Tudo que toco e tudo que sinto,
Vira dor, Vira grito.

Eles brincam, chutam e me batem.
Me deixam caido no meio da rua suja
e depois, como aparecem, eles partem.

E a Morte adora me observar.
Toca no sangue do meu rosto.
Eu digo que ela precisa me salvar,
mas com seu ar de desgosto se afasta
e não me deixa falar.

Talvez amanhã, ela diz sem demora.
E com seu manto escuro batendo ao vento,
Ela vai embora.

Espero ansioso por seu retorno,
mas sei que jamais me levaria.
Por isso vivo com os mortos.
Eles me abraçam todos os dias.


Por Adriano Siqueira

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O caminho da escuridão


O CAMINHO DA ESCURIDÃO
Por Adriano Siqueira


"Escrever sobre os mistérios da noite, são sinais clássicos de alguém que tem intimidade com a solidão e a escuridão profunda, como um notívago, que está coberto pelo manto noturno em um nefasto estado de puro obscurantismo." 
Adriano Siqueira 

Ter uma profunda intimidade com a solidão e a escuridão interior nos coloca de frente com a nossa verdadeira noite. Esta sombra que existe é uma porta trancada, um caminho proibido ou um lugar escondido. 

Tudo isso tem um propósito, ela nos protege. Evita que nossa mente seja algo sem fronteiras e sem limites. Evita que possamos descobrir algo que nos possua e mude completamente a nossa maneira de ver a vida. 

Nossa mente entende que o conhecimento absoluto pode ser prejudicial ao nosso modo de vida e costumes. A existência que pode ser revelada nestes domínios sombrios dentro de cada um, gera desconfiança e desequilíbrio com a realidade e com o mundo como conhecemos. 

Tudo neste mundo deve ser conhecido de modo vagaroso e moderado. 

Com muita vivacidade e obsessão tudo se transforma em algo extremamente perigoso e poderoso ao ponto de transformar e destruir tudo que se aprendeu por acreditar que agora está no caminho certo e real. 

O conhecimento existe para ser dividido e compartilhado com todos. Nada se aprende apenas para sua própria revelação interior. relatar suas experiências é a única forma conhecida de mostrar sua trajetória e os caminhos por onde passou. 

Certo ou errado não estão neste caminho para ser julgado, mas sim conhecido e através destes relatos, os conhecedores deste seu caminho terão a sua própria ideia sobre como se portariam diante daquela situação e se eles a venceriam ou seriam derrotados. 

Este é o desafio para poucos. Pois poucos tem alguém que comentam e relatam sobre os caminhos que passaram. Por isso é importante que o conhecimento seja expandido para todos. Só assim se conhece sobre os caminhos nunca conhecidos. 

E este é o sentimento de um notívago, que está coberto pelo manto noturno em um nefasto estado de puro obscurantismo.

"De tanto ser privado da luz, ele criou o seu próprio reino construído pela mais profunda escuridão e se transformou em um deus. Ele possui sem piedade os que são engolidos pelas sombras que a própria luz criou em seu cegante brilho."
Adriano Siqueira

"Estou coberto pelo manto noturno
em um nefasto estado de puro obscurantismo. 
A escuridão profunda é, nada mais, 
do que a noite anunciada, 
o lar de um notívago, 
a moradia sombria e solitária."

Adriano Siqueira


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Livro Momentos Noturnos - sucesso no Wattpad

Primeiro lugar no #góticos e segundo lugar no #crônicas #wattpad https://www.wattpad.com/story/57056444-momentos-noturnos


"Momentos Noturnos - O sentimento dos vampirosde Adriano Siqueira, é uma coletânea disponibilizada gratuitamente para colecionadores e para quem aprecia textos deste gênero. A maioria é sobre mulheres vampiras e sobre o obscuro pensamento dos Vampiros. Contém mais de 46 poemas, poesias e prosas e 23 crônicas vampíricas que foram escritos desde 2001 até hoje.

São 18 anos de trabalho disponibilizado por completo.





Abraços e obrigado sempre pelo apoio e pela leitura

Adriano Siqueira

domingo, 12 de maio de 2019

LÁGRIMAS NOTURNAS


Lágrimas Noturnas
por Adriano Siqueira

Quero beber deste momento,
cada gota, cada gole.

Respirar o cheiro do vapor
das lágrimas salgadas em meu rosto
enquanto ando com passos rápidos.

Quero ouvir os meus gritos calados
e desordenados da minha voz engasgada
nos soluços sufocados pela respiração,
pelo cansaço.

Quero sentir o vento frio
tentando secar meu rosto,
enquanto tento ver,
com a visão embaçada,
toda a minha dor
que não morre e não para.

Quero sentir toda a raiva, deste momento.
Descarregar mágoas e xingamentos.
Praguejar ao ponto de deixar queimar.

Pois no fundo
é só um desabafo.
E quando esse momento se for,
Nada direi e nem farei
só devo assistir tudo acabar.
Eu bem sei.

Por Adriano Siqueira




O eterno duelo - por adriano siqueira




O ETERNO DUELO

E a vida, toda glamorosa e convencida
acha que ainda pode me derrotar
com seus golpes e ataques sobre medida
que só me fazem rir ao me acertar.

A vida sabe que nasci da noite
Fui criado nas profundezas da escuridão
e tudo que ela irá conseguir
será meu sorriso, minha gratidão.

Quanto mais a Vida me tira
e tenta causar dor no meu coração,
mais eu a desafio,
Pois sou pura sombra noturna,
pura escuridão.

Para me destruir,
a Vida teria que desaparecer, me abandonar,
mas isso iria te matar,
pois a morte iria também me levar.

E eu só tenho que rir e me gabar
das tentativas da Vida
em me punir, em me derrotar.

Por Adriano Siqueira

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A Marte Irei


A MARTE IREI
POR ADRIANO SIQUEIRA

A Marte irei
e por toda a vida lembrarei
da viagem, das estrelas, do mar,
do carinho e do olhar.

Lembrarei também dos sorrisos e as atrapalhadas,
das brincadeiras e palhaçadas.

Sem deixar de dizer que lembrarei dos seus olhos
assistindo os fogos de artifício de cada ano
junto que a gente passava.

Dos momentos em que eu chegava em casa
e seu beijo e abraço ganhava.

Das horas ruins em que você
estava doente e aprendi a te escutar e a ouvir e cuidar.

Dos jogos que a gente comprava
e jogava e pulava até que eu ganhava.

Dos passeios e andadas que fazíamos juntos
e olhávamos para as montanhas, o céu e as águas.

As mensagens escondidas colocadas em vários lugares
dizendo que me amava com desenhos que eu adorava.

E das compras que eu insistia em dizer que já bastava,
mas você sempre atenta
me corrigia e comprava.
E só mais tarde, descobria que a sua razão
era sempre acertada.

E as músicas que só você achava
e eu ouvia e curtia e dançava.

Das manias que tinha e eu retrucava,
mas que eu também tinha as minhas e você cutucava.

Da comida maravilhosa que você fazia
e eu não interrompia pois minha ajuda não queria.

Dos abraços agarrados para assistir colado
e impressionado com os filmes,
as comedias e as séries que mostrava.

A Marte irei.
e neste caminho levarei tua lembrança,
pois, de você,
jamais esquecerei.


Por Adriano Siqueira

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Um anjo por perto



Eu posso imaginar um anjo
para estar comigo o tempo todo.
Para sorrir quando eu conquisto algo.
Fazer careta quando faço tudo errado.
Rir quando faço alguma uma besteira.
Olhar interessada ao me ver pensando em uma ideia.
Jogar água gelada quando tomo banho quente.
Passar a mão no meu rosto ao estar deitado.
Lembrar de levar minha carteira ao sair.
Apontar para um produto necessário ao estar no mercado.
Fazer careta ao ver que esqueci algum tempero na comida.
Gesticular sinais de coração com as mãos, para desejar boa sorte.
Colocar o dedo no meu queixo e levantar o rosto para eu olhar em seus olhos.
Ficar em meu colo ao ouvir músicas ou assistir um filme.

E a vida, quando estiver em seu ponto final,
Pegar suas mãos, agradecer muito e abraçar forte,
e o amor assim, não teria mais fim.

Por Adriano Siqueira

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Na rede da Depressão



O pior na parte da separação de casais é a imaginação que invade os pensamentos com lembranças de tudo que existiu e a felicidade que havia e se foi.

As músicas malditas que reaparecem para mostrar em vídeo as memórias e momentos que nunca deixam o pensamento em nenhum momento. O vício das mensagens enviadas nos horários programados e conhecidos.

O sufoco da agonia que vem de dentro e não tem como sair.

Os gritos calados por lágrimas perdidas que se encontram e depois retornam sem motivo.

Sentimentos descontrolados, as tremedeiras, a angústia que invade como uma possessão sem controle a cada meia hora.

Quando surgiu esse amor, eu amei junto e amei como se fosse único, e foi. Foram momentos tão bem aproveitados que me aproveitei deles ao ponto de deitar em seu colo e me sentir protegido e guardado. Me carregava de energia e me dava forças para ser mais forte, mais do que eu mesmo podia ser. E com isso, eu enfrentava tudo rindo. Pois me sentia imponente e invencível.

Como foi bom sentir e ter um amor assim. Vanglorioso e imbatível. Desses que aparece como um presente da vida e por tudo que passou. Da certeza de que é vivo e dá vida, abrigo, carinho, atenção e a sensação de prazer sem pensar e sem falar. As palavras que me mantinham atento e ligado para não perder nenhuma vírgula, ponto ou reticências.
E eu, incentivado à participar deste Paraíso mental, aproveitava, pois sabia que, até o universo tem fim e o fim para o limite, paciência e a tolerância chega muito rápido e como um monstro, destrói uma cidade de lembranças, um continente sólido, um mundo em evolução.

Quando as chamas começam,tudo termina em cinzas, escuridão com muitos destroços e sofrimento.
Terminamos de joelhos, arrastados à procura de fagulhas e tentando sobreviver com os restos que sobrou.

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Tento prosseguir como posso. 

Não vou permitir que tudo acabe por causa disso. Tento resgatar forças que nunca imaginei que tinha. O cansaço me deixa lento e despreparado. 

Só a vontade de vencer e de ser curado é que me mantém lucido e consciente.

Depressão destrói aos poucos. Quando penso que ganhei uma batalha, logo começo a sentir a sensação de sufoco e a vontade de chorar e o corpo fica muito pesado fazendo com que eu me deite e fico na luta para dormir sem sono e fico sem prazer nenhum para me motivar a levantar. São sentimentos que, como uma corrente, me pressiona para baixo, deixando-me sem forças para movimentar os músculos e também a fala. só os olhos ficam vendo as coisas ao redor. É um sentimento de angústia que é difícil de se livrar. 

O maior problema é que não consigo fazer o que eu fazia antes, é como um alerta vermelho que me impede de fazer algo pois posso lembrar deste sentimento destrutivo no futuro e pode ser perigoso para a minha mente. Seria uma proteção para não sentir novamente este sentimento que é destrutivo para a mente. tento lutar contra isso, explico mentalmente que preciso fazer, mas tenho acesso negado e tudo que tento fazer trava, meus olhos começam a doer, minhas mãos ficam cansadas, o corpo só quer deitar, e começo a ver como algo desinteressante para fazer. e sei que não é, mas a mente diz que descansar é mais importante. 

"Uma pessoa só é completamente solitária quando ela mesma se abandona."

Eu tento conter a vontade de chorar respirando mais rápido e isso tem me cansado mais e os olhos sempre pesados, sempre anuviados e tomados de tristezas por esperar uma resposta ou um sinal que não sei se virá. Angustias sombrias que só me sufocam mais. Tudo fica difícil de fazer. Tudo fica difícil. 

Um entendimento no cérebro me diz que o certo é ficar parado. minha própria mente me traindo, me enganando. É isso que é difícil de combater. E se insisto o sufocamento volta e os olhos começam a doer e lacrimejar. a própria mente usa o corpo para me punir por fazer algo que ela não quer no momento. E se eu fico nessa sensação de ansiedade o peito começa a dar pontadas também. dizendo indiretamente que estou em uma posição incorreta e que devo relaxar o corpo. 
Me sinto enganado pelo meu próprio corpo que junto com a mente, tudo se transforma em um grande motim. uma luta que sinto ser impossível de vencer.  

"às vezes é bom ficar quieto em um canto do que falar aos prantos."

Evitei seguir o conselho da minha depressão. Devo lembrar que o corpo e mente estão trabalhando para ela. foram corrompidos pelo sentimento destrutivo. Desconversar sobre essas vontades, ao invés de deitar, eu andei. Ao invés de pensar no passado, tentei respirar bem fundo e arrumar a cama, arrumar o quarto, a casa, organizei as coisas, coloquei em ordem a bagunça, tentei me localizar, me situar, enxergar você mesmo fazendo essas coisas. Sem autopiedade, apenas trabalhei em deixar tudo certo, equilibrado, sentir vagarosamente para o corpo entender o que ele deve fazer, o motivo da sua existência e da sua função que é fazer o que é necessário para se sentir bem. Deixei tudo o mais confortável possível para pensar com clareza e com os pés no chão. Assim finalmente pude começar a visualizar o futuro e o que deve realmente ser planejado.

"Quero vencer e isso já é algo que me impulsiona a fazer as coisas."

Quando chega a noite é mais difícil. Insonia misturada com cansaço do corpo pois andar de dia por muitos quilômetros fazem com que o corpo canse bastante, mesmo assim sonhos ensandecidos de passados, invadem a mente e o medo, isso aparece misturado com o sono. Fica difícil dormir. A mente te engana.

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O dia é bem estranho. Acordo triste com depressão e a vontade de sair novamente aparece, horas andando e pensando e chorando. Logo em seguida vem a ansiedade e tudo está bem. Eu endireito o corpo e ando com mais velocidade. Quando chego em casa, fico com fome. Como algo e depois de algumas horas tudo fica depressivo novamente. É uma onda que sobe e desce. Tenho ouvido várias músicas, mas não tenho vontades e nem prazeres. Tudo parece perder sentido. As vezes a vontade volta para escrever e escrevo o quanto posso.

Quando começou a anoitecer, eu saí novamente. andei mais uns 3 quilômetros, não aguentava ficar em casa. sai bem abatido e emocionado e ouvindo músicas, fui mudando as músicas e falando comigo mesmo. Aos poucos voltei ao estado normal e depois a ansiedade foi baixando ao nível normal e então pude voltar mais tranquilo e escrever esta parte deste parágrafo. Assisti alguns videos e jantei. Devo ter melhorado. ontem eu não conseguia ver videos e nem ler mensagens. acho que amanhã cedo vou ver como foi minha noite. Mas é complicado viu. o local é que é o problema. lembro de tudo aqui. por isso estou evitando ficar muito.

"Eu preciso de uma vida, ela não precisa ser colorida e nem ser longa. Só preciso para me sentir vivo. E nessa vivência, me sentir pronto para continuar. "

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No quarto dia acordei disposto. não chorei e nem tive sinais depressivos. Pensei em projetos, elaborei estratégias, pensei nas mudanças de como devo agir e como devo produzir para ganhar dinheiro e pagar o aluguel. Fiquei enraivecido sim. Fiquei com raiva da minha situação atual e de como eu entrei nisso. Fiquei lembrando como fui tratado por  algumas pessoas que moram aqui pouco se importando com gente que acorda cedo, falando alto e faltando respeito.

Com a partida da minha esposa, tenho que me locomover com bastante atenção e me dedicar ao máximo para conquistar meus objetivos sem me preocupar com o local onde moro. Tenho que entender que qualquer doença que eu tenha, devo tomar todo o cuidado possível e me tratar rapidamente pois não vai ter ninguém cuidando de mim.

Entendo bem que se ela estivesse comigo seria complicado pois eu pensaria o tempo todo focado na segurança dela aqui e sem ela estar aqui me sinto mais integrado aos meus projetos e a procura de trabalho sem hora para chegar em casa e mais tranquilo sabendo que ela está com a família. E vou sentir muito a ausência dela. Sete anos é muito tempo. Estava acostumado com a presença dela. É como uma morte, um buraco enorme que não se sabe se vai fechar.

Penso, é claro, que se a morte acontecer comigo. Não será culpa minha, será por acidente ou descuido, pois terei mais atenção dobrada. Vou ter que reparar mais nas pessoas em minha volta, tomar cuidados com carros perdendo o controle e tetos e vidros caindo e mais os assaltantes e perigos ao atravessar a rua etc. Por isso devo ver bem sobre a necessidade de sair de casa. Para trabalhar tudo bem, mas devo pensar que outras saídas devem ser curtas, pois se acontece algo comigo não vou ter família para cuidar de mim e nem me socorrer. Só vou poder sair em outros lugares e isso será em pouquíssimos casos.

Agora que tenho 54 anos tenho que conviver com isso todos os dias e vou em frente pois devo seguir meu caminho não importando com as dificuldades.

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Os dias passam...

Tenho lutado todos os dias, trabalhando em conquistar meus objetivos. Elaborando técnicas para obter energia e o básico para continuar.
O vazio é algo incômodo, como se arrancassem algo muito importante e que fazia parte da minha vida cotidiana. Não é só algo que fazia em poucos periodos, mas as conversas, a preocupação, o desabafo, o companheirismo, os olhares, os carinhos, tudo..., tudo que a lembrança traz quando paramos por alguns minutos. Estou cansado disso. Gritos sufocados, desabafos solitários, paredes, só paredes. Uma prisão interna e que não tem como sair, pois ela fica por dentro da gente por onde quer que eu esteja. E quanto mais você fica analisando, mais a pressão da situação te espreme. É tão difícil ter uma vida assim. tão oco, sem sentido, sem gosto pras coisas. Prosseguir para continuar a vida e tentar sentir o gosto dela.
Onde está o prazer que a vida deveria me dar?
Onde está a vida?

"Que ao ver a embarcação distante, meu corpo tenha forças para pedir ajuda, e assim, poder sair dessa ilha tão solitária, tão sofrida."

Algo que aprendi neste percurso de dor e sofrimento é que se deve aproveitar a dor por completo com sofrimento e muita tristeza. Isso faz o seu corpo e coração sentirem uma lavagem completa da alma. É uma certa purificação interior e nos dá força para continuar. Se não consegue suportar tanta dor desabafe com as pessoas ao seu redor. Isso ajuda muito. Colocar para fora os sentimentos que estão por dentro gritando para sair é muito bom para quem está com muita dor interior. Os sentimentos nunca devem ser ignorados. Deixar a dor de lado pode acabar guardando por dentro e o corpo sente depois, pode causar doenças crônicas no futuro. Desabafar e colocar para fora faz você ser um conhecedor de si mesmo e da vida. Assim pode ajudar outros também.

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Duas semanas passaram. Foram dias difíceis.

A verdade de uma partida é menos dolorosa
quando está camuflada com uma mentira de retorno,
pois alimenta a alma com imagens de boas lembranças,
carregadas de bons pensamentos.
O irreal ajuda a conter uma explosão de sentimentos.
Ferido, penso na possibilidade esperançosa da cura através das boas lembranças que me impulsionam ilusoriamente a dar novos passos enquanto melhoro a minha auto estima. Se cria assim, uma expectativa de mudança positiva até absorver melhor a realidade.
Destruído e sem recursos e esperança, só vou ver coisas negativas e isso vai gerar um pânico que não vai ajudar em nada neste momento e conflitos internos desnecessários.

O fantasma do "ela não volta mais" sempre me atormenta para cada coisa que olho aqui em casa.

E eu só penso em andar pra arejar a mente deste tormento que agora é diário. Lutar é tão difícil. Não penso nos erros que cometi. Penso nos acertos que devo ter daqui pra frente para não me perder, pois tudo já perdi. Só falta eu mesmo. Sei que é triste. Mas estou conhecendo a vida como realmente ela é. Sem fantasias e sem máscaras.

Sou muito otimista apesar das coisas que passei por isso talvez eu queira aproveitar cada sentimento em sua totalidade pois são fases da vida que nos ensinam a lidar com nós mesmos e a ajudar outros se necessário por ter passado por isso. A grande humanidade é sofrida em sua realidade todos tem seu grau de sofrimento alguns a absorvem outros a ignoram. E ignorar sentimentos causam angustias perigosas para o próprio corpo que acaba tendo uma doença grave por se conter. é um perigo para o futuro. algo que vejo muito nos que guardam seus sentimentos é a enxaqueca constante e dores nas articulações por ficar encolhido tentando se resguardar. esse é um perigo que agrava depois dos 40. conhecer bem a mente evita males para o corpo. Tenho tido dias complicados onde as lembranças tomam meu coração e a tristeza aparece como em uma montanha russa. Saio bastante para arejar a mente e colocar os sentimentos em ordem. Funciona bem sim. tenho saído mais estes dias para chegar em casa com maior vontade de seguir em frente e recomendo sair  sim faz bem e mantem o corpo em constante movimento. O corpo gosta de fazer coisas saudáveis quando estamos nestes situações e ele nos recompensa nos dando um pouco mais de vontade para seguir em frente.

Posso dizer que muitos sofrem, poucos são os que assumem isso.

Sigo em frente acelerado para não parar e ser devorado pelas memórias do passado.
É uma fase que só é vencida com a vontade de prosseguir.

Abraços para todos
Adriano Siqueira

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O Castelo de Sangue. - Conto Adriano Siqueira


O CASTELO DE SANGUE
por Adriano Siqueira

Em pleno clarão do luar, Lucy Hemácia, a controladora das névoas, se preparava para a sua batalha mais perigosa, junto com seu guerreiro John Leucócito, que cuidava das defesas do castelo, se preparava para a noite de mil horas, como eles costumavam chamar as batalhas mais perigosas e sangrentas. 

Plaquetas de chumbo estavam colocadas ao redor da entrada do castelo e assim, os inimigos teriam que passar por ela até chegar na entrada e não teriam como escapar pelos lados. Assim que a portão abrisse os guerreiros de John atacariam sem piedade. Era um plano que sempre funcionava. Desta forma os guerreiros empurravam os inimigos neste corredor do diabo e logo em seguida eram atropelados pelo carro da morte. Um carro feito de madeira que era empurrado pelos guerreiros de dentro do castelo. Esmagando os inimigos. 

O plano estava em seu curso. Arqueiros estavam preparados para atirar enquanto a Lucy evocava os morcegos. Era comum em seu ritual que fazia antes da guerra, trazer os morcegos para confundir e desorientar os inimigos. Seu domínio sobre a névoa era também de grande valia. A vampira gesticulava as suas mãos e como se fosse uma dança sinistra e macabra, a névoa densa começava a surgir do seu corpo e descia em volta do castelo. Isso cegaria os inimigos. Não haveria como serem derrotados. O castelo de Lucy estava muito bem preparado e tinham conhecimento de como se vencer um guerra. Foi quando um dos vigias anunciou que os inimigos estavam perto do castelo. A noite de mil horas havia começado.

John Leocócito levantou sua espada e declarou o início da batalha. O portão foi aberto. O grande corredor feito com plaquetas de chumbo esperavam os seus inimigos para a travessia macabra e sangrenta. O carro criado pelos guerreiros funcionava perfeitamente e estava de prontidão assim que o corredor estivesse bem cheio. 

Os guerreiros inimigos entraram no corredor para a entrada do castelo. Gritavam com bravura e vontade de vencer. Mais de duzentos guerreiros estavam com sede de sangue. Seus olhos abertos e a sua fúria ansiavam pela batalha de mil horas. 

Pouco a pouco os guerreiros protetores do castelo esperavam com paciência a chegada deles no portão. Os arqueiros estavam de prontidão e aguardavam pacientemente a ordem de John para atacar.

A batalha estava em seu nível máximo. Os guerreiros inimigos chegaram no portão e começaram a lutar com os protetores do castelo. Os protetores foram, aos poucos recuando, esse movimento de recuo deu mais vontade aos inimigos de lutar e a gritaria incentivava os outros guerreiros inimigos e entrarem também no corredor que estava lotado.

Assim que os protetores recuaram. Eles saíram do caminho. Em seguida deram espaço para a entrada do carro construído de madeira entrar no corredor e com os homens empurrando os inimigos foram atropelados pelo carro, quebrando os seus ossos e deixando todos feridos e desesperados. Os inimigos tentavam sair mas como havia muitos guerreiros dentro do macabro túnel não foi possível escapar. Todos estavam perdidos e gritavam por ajuda gritavam por clemência. 
Lucy, sorria ao ver que a névoa deixava os cavalos dos inimigos perdidos em volta do castelo e os seus morcegos atacavam todos os inimigos que não estavam no corredor. 

Com o pânico, os inimigos começaram a fugir. John deu a ordem para que os arqueiros entrassem em ação e os inimigos eram golpeados com flechas por vários arqueiros que estavam atirando sem piedade. A batalha estava vencida. Mais uma vez o Castelo de Sangue sobreviveu a mais uma guerra sangrenta. O portão foi fechado e não houve um inimigo que tenha conseguir entrar. 

John dispensou a maioria dos guerreiros e arqueiros dos seus postos de batalha. Alguns homens foram responsáveis por retirar os corpos dos inimigos junto com o seu sangue para os banquetes que surgirão para alimentar o povo vampiro deste castelo. Machados também eram levados para que os inimigos não se transformem em vampiros. 

John vai até o quarto da rainha Lucy Hemácia e ela estava em pé perto da sua janela, segurando uma taça de sangue enquanto alguns poucos morcegos passavam pelo local como um sinal de vitória. 

Ele pega a taça de sangue e toma um gole. Joga a taça longe e pega a Lucy no colo e a leva para a cama. Coloca ela para deixar carinhosamente. As mãos de Lucy passam pelo rosto de John. Ela lambe um pouco do sangue inimigo e o beija. 

A noite de mil horas agora estava em seu momento de comemoração e será aproveitada com muito prazer e gosto da vitória. Teremos outras batalhas, devemos sempre ficar atentos. Mas agora o momento é de prazer.


Conto de Adriano Siqueira
PS. Esta história mostra como é o funcionamento do sangue no corpo e os nomes da sua função e propriedade foram usados para dar um toque visual sobre seu complexo funcionamento e tudo isso foi explicado como um conto de vampiros.
agradeço a leitura. 

sábado, 4 de maio de 2019

Flávia Muniz entrevista Adriano Siqueira


A autora de vários livros, Flávia Muniz me entrevistou e as perguntas são fantásticas. 
Veja no link abaixo as minhas respostas em uma conversa agradável e cheia de muitas curiosidades.


Abraços e obrigado Flávia Muniz. :-)




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