sábado, 4 de janeiro de 2020

A viagem sem volta - Conto ficção






A viagem sem volta
Por
Maria Ferreira Dutra
Adriano Siqueira


Sentada em minha cama, olhava da janela, um céu límpido de nuvens brancas em formato de algodão.

Sorridente e contente eu te vi, na minha frente.
Um avião saiu das nuvens, brilhante, com luzes ofuscantes e muitas pétalas  de rosas vermelhas começaram a cair.

Eu corri, corri para conseguir pegar.

Meu telefone toca ás quinze para as duas da madrugada, eu levanto e atendo atordoada recebo a ligação sim, eles diziam:
- Querida Ana! Desculpe ter que te tirar da sua cama. Mas a viagem do João, acabou de acontecer.
Eu respondo:  Sim, eu sei! E o mais engraçado é que acabei sonhando que o João jogava flores do avião.  Pétalas vermelhas caiam sobre as minhas mãos.
Não Ana, na verdade me parece que você teve um sonho, uma visão. O avião do joão acabou em explosão. As pétalas eram sangue dele vindo em sua direção.
Acabou, acabou... o João passou em seu sonho para te dizer um adeus, antes de ir para outro plano, outro céu.

Eu não acreditava no que estava ouvindo.
Mandeu entregar flores para ele antes de embarcar e pedi pelo telefone que colocassem um cartão para proteger meu amado. Meu coração.

Antes de eu começar a pensar nesta tragédia de modo mais concreto, olhei para o chão direto e vi as pétalas vermelhas formando palavras com o vento.

Peguei o celular e tirei as fotos, pois o vento mudava as palavras formadas.
"João se protegeu. Está seguro e não faleceu"

Eu li a mensagem enviada pelas rosas.
As pétalas informaram mais.
"João está no quarto em seu colchão."
Fui correndo para o quarto e era verdade. João estava bem e sem nenhum arranhão.
A explicação vinha das frases entregues com as rosas que estavam no cartão onde magicamente informava:

"Que as rosas te protejam
e sua vida se preserve
nas pétalas entre meus beijos, no meu abraço e na minha prece."

Eu liguei para a floricultura para agradecer a proteção, pois graças a ela, tive de volta o meu João.

Porém nunca atenderam e nunca mais desta floricultura tive informação.


Por
Maria Ferreira Dutra
e Adriano Siqueira

Conto coletivo do instagram - Mistério da Mente





Vários escritores escrevendo uma história

Projeto de Maria Ferreira Dutra

Todas as partes foram produzidas no instagram e depois colocadas aqui no blog.

O Mistério da Mente



@adriano_siqueira2015
Carlos estava cansado e só pensava em descansar em sua cama quando chegasse em casa.
Ao chegar notou que a casa estava sem luz e percebeu um cheiro forte de alcool.
Ele morava sozinho e não havia alcool na casa.
Carlos ficou com receio de entrar o cheiro estava forte.
Escutou barulhos na cozinha. Ele ficou apavorado.
Foi quando ele viu....

@mariafsdutra
Uma senhora de costas, preparando algo em seu fogão a lenha que não era usado a muito tempo. Carlos olha assustado, dá uma tossida para chamar a atenção da mulher que se virar, e olha para ele. Surpreso, Carlos cai, não acredita que poderia estar com ela de novo, mas como ela poderia está aqui se...

@adriano_siqueira2015
Era a sua esposa. Ela estava preparando a comida...

@ttaxman
...Carlos sente o calor dela e o cheiro gostoso de lavanda. Lembra da infância feliz correndo pelo quintal com Nero, aquele vira lata enorme que ele amava tanto. Amava aquela mulher tao forte e generosa!!!

@kahthe_vamp
Como ela poderia estar aqui se já tinha falecido a 3 anos? "Não, isso não pode ser real", pensa ele. Carlos se levanta e vai em sua direção, crente quente que era uma miragem. Carlos a toca e imediatamente acontece o inesperado...

@adriano_siqueira2015
Ele não sente o seu corpo. Ele a chama várias vezes, mas ela continuava a preparar a comida naquela escuridão...

@erikados8
Mas quando ela se vira, ela está diferente. Era ela, mas tinha algo estranho.

@nazarethe_fonseca
a pele pálida, olhos vítreo. Só então
notou que suas roupas e corpo estão translúcidos

@adriano_siqueira2015
Carlos se sentiu com nauseas de repente viu novamente a sua esposa e notou que, no corpo dela, algo se movia.

@marcelo.a.galvao
meia dúzia de criaturas pequenas por todo o lugar. De longe, passariam por brinquedos, mas essa impressão mudou quando Carlos se aproximou. Todas elas tinham dentes serrilhados que ficariam melhores em um monstro.

@davidfleite
... As criaturas como criados servis, sobem pela perna magriça da esqualida criatura, projetando sobre seu ombro para acompanhar o obscuro preparo de seu caldeirão.

@mizotarelli
As criaturinhas cercaram a senhora que não tirava os olhos de Carlos. Quando todos aqueles monstrinhos chegaram perto dela, voltou ao que estava cozinhando, mexendo tudo com a velha colher de pau.

@adriano_siqueira2015
Carlos achava que estava louco. Era muita informação sem sentido. Ela, a sua esposa, bem na sua cozinha.

@artur laizo_escritor
se já morrera há mais de três anos. O que poderia estar acontecendo? Ele estava ficando louco? A ex-esposa sorriu para ele. Ela não estava mais tão bonita como quando ele a conheceu. Pareceu-lhe que ela estava mais pálida e seus olhos já não tinham mais brilho. Ele se aproximou dela e sentiu em cheiro...

@aline.calvet.s.r
Cheiro de putrefação. Aquilo era real? E como poderia? Esticou a mão esquerda para tocá-la. Sua pele estava gélida, e sua face, pálida como leite. Ela então sorriu e disse:

@renatoa.azevedo
 - Sim, sou eu, meu amor - disse Meire. Era a mesma voz doce e melodiosa de sempre, mas Carlos se apavorou com o timbre e a entonação. Também nem parecia vir dela, mas dentro de sua mente. Meire prosseguiu: - Carlos, o poder de nosso amor é tão grande que nem a morte pode impedi-lo. E isso a deixa com muita raiva. -Carlos, sentindo o amor por Meire se mesclar ao absurdo da situação, treme cada vez mais apavorado e então pergunta: -Quem, Meire? Quem está com raiva? - Bela e tétrica, Meire responde: - Ela, a Morte.

@aline.calvet.s.r
... - E pediu-me para vir buscá-lo. Quer te mostrar o submundo. Eu estive lá, gritei seu nome noite após noite, sentindo o fogo queimar minha alma. Conversando com a morte, pediu-me para conhecer-te. Para junto a nós, desintegrar no inferno.

@aline.calvet.s.r
A vida já me era tão cansativa e a ausência daquela mulher me afligia. Então, sem hesitar, aceitei. Fechei os olhos e sua mão fria envolveu-se em meus dedos.

@aline.calvet.s.r
Aquele era o mundo espiritual. Vultus, luzes, sensações. Não, a morte não é o fim do que sentimos. Ela apenas complementa nosso sentir. Deacobrindo um universo novo, afeicoei-me a ideia de uma provável salvação. Mas aquele não era o caso. Para onde eu estava indo, tudo era escuro e gélido.

@aline.calvet.s.r
A viagem não foi longa. Eu apenas dei por mim em pé ao lado do meu próprio corpo. Uma faca de cozinha estava cravada em meu pescoço, e uma grande poça de sangue se formava ao meu redor. Como ela foi parar lá, não entendi na hora. Mas minha falecida mulher sabia. Afinal, ela quem rompera todos as minhas ligações com o mundo físico. Me contara isso sorrindo.

@aline.calvet.s.r
O céu era acizentado, como nuvens se preparando para uma tempestade. Nossos pés não tocavam o chão, apenas flutuávamos.

@daWdson_abreu
 sua esposa. Seus olhos revelavam que estava fora de si. Antes tivesse dado ouvidos a ela. Acreditasse em suas visões e não acusá-la de estar sofrendo de algum tipo de psicose. Antes que Carlos pudesse dizer qualquer coisa, a chama já estava acesa nas mãos dela. Apenas um grito "não " foi o espaço antes que sua mulher virasse uma tocha viva se debatendo em dor. Ela não aguentou a luta solitária contra o demônio que se apossava de seu corpo.

@poesias.vanessamusial
 ...foi quando Carlos percebeu que, para seu espanto, fazia-se presente em sua residência um poltergeist - um espírito zombeteiro que lá estava para causar alvoroço, confusão e sustos, espalhando álcool e demais produtos inflamatórios por todo aquele ambiente.

.
@adriano_siqueira2015
Carlos percebeu que os produtos misturados causaram alucinações e ele saiu da casa correndo. Tudo começou a pegar fogo.
Agora não saberia o que era real. Ele precisava descansar e desmaiou perto da casa.

Ele teria um longo dia pela frente.







sábado, 28 de dezembro de 2019

Com o vinho e a flor, a combinação no amor




Como o vinho e a flor, a combinação no amor.


Sou álcool, sou palco,
te ponho a dançar.
Seu sorriso maroto
me faz viajar.

Seus olhos, seu compasso,
Me acompanham em seus passos.

Movimentos precisos, sincronizados,
atentos e delicados.

Tu es rosa em perfume
que me levas a cheirar,
tuas pétalas suaves
tem perfume no ar.

Sinto a sedução chegar.
Seu corpo em uma dança particular.
O presente da noite eu venho a ganhar,
a beleza dessa flor que chega
e me deixa a sonhar.

A paixão dos toques discretos
Em movimentos diretos.
E o estado de intenso calor,
pura quentura do amor.

Seus lábios suaves
eu quero provar
desejando o fogo
e o prazer de te beijar.

Eu sinto o seu cheiro
e me entrego a te amar,
é brasa, é fogo
que esquenta o meu corpo.

Sou forte, sou fraco,
mas não se engane
há sempre quem ame.

Me entrega esse corpo suado
me faça te amar de qualquer jeito
Da qualquer forma,
de qualquer lado.

E em suas mãos, a flor
que passa pelo seu corpo
Indicando pontos de prazer
De calor e de extremo amor.

Me direciona pela flor.
E meu toque é sentido,
em cada beijo seu recebido.

Não tenho como lutar.
Muita sedução e seu corpo para amar.

Não resisto e me entrego
ao seus dominos sombrios
e ao seus beijos eternos.

Por Maria Ferreira Dutra
e Adriano Siiqueira

Náufrago do amor



Náufrago do amor Pedro e Sofia
Por: Maria Ferreira Dutra
e Adriano Siqueira 
           

Oh lua! Tu se faz tão bela.
Eu aqui na janela
a sua espera.
À noite chegou
e você me abraçou
com seu doce carinho
e semblante de amor.

Me lembro do dia
que a saudade batia
e nas ondas do mar
você me atraia.

Seu amor pelo mar
me faz delirar.
A força do amor,
nos atrai como for.

Na tempestade da noite, o mar
me tirou.
E aquele que eu amo,
ele levou.

Oh lua me leva
para onde vc for
e leve comigo
toda minha história de amor.

Eu olhei para o reflexo da lua no mar
E nas cores azul, branco e preto
desenhou o rosto do Pedro

Minhas lágrimas misturaram-se com o mar
Meus olhos lacrimejados,
viu que lua balançou e caiu.
Se colidiu com o mar agitado,
E no meio das ondas ele surgiu.

Pedro, em seu navio surgiu
Ele me chamou e sorriu
Com braços abertos me recebeu
Com sorrisos e amor me olhou
O navio saiu do mar e flutuou.

Eu estava bem e o segurava
Pedro sorriu e me beijou.
E eu encantada dizia que o amava.
Nossa nova vida, começou.
Nossa espera terminou.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A flor que eu nunca esqueci





A flor que eu nunca esqueci
Por Maria Ferreira Dutra
arte: Adriano Siqueira


Oh lindo dia!
Dia lindo para se andar em um campo colher uma flor e levar para meu amor, o sol está quente, batendo na gente
inspirando um dia cercado de amor, amor esse que me bate a lembrança
de quando eu era criança
e perdi a esperança de ter você, minha flor.
Hoje o passado me trás um recado diante do campo cercado de flor.

Oh meu amor! Hoje eu cresci e por ti eu vim, te trago essa flor como prova de amor.
Te selo no peito,
meu eterno amor.

Esse amor que me domina
E tira minha mágoa, minha dor
A flor e seu amor, me contamina
Deixa o coração com cheiro e sabor.

E é esse o encanto de quem ama.
Não importa o tipo do amor.
Ele conquista mesmo quando se deita ou quando se levanta.

Precisamos dele. Nos faz amar
E assim podemos nos alimentar
De sua vida, de sua luz.
E de seus olhos que me assistem
Que me atraem e imploram,
para que a minha flor possa te salvar.
Pois o poder do amor da flor só
funciona quando se tem alguém
Para amar.

E você é quem amo
E não me importa qual tipo de amor
que vamos nos encaixar
Eu só sei te amar.