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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O mistério da borboleta com asas brilhantes





O Mistério da Borboleta com as Asas Brilhantes
História da família do Neculai com China Girl e sua filha Mayara

Por Adriano Siqueira e Maria Dutra



"Mãe! Por que as borboletas vivem tão pouco?"

Mayara estudava sobre as borboletas através do seu monitor virtual. Enquanto a sua mãe China Girl preparava o almoço.
A mãe comentava sobre a natureza em geral e dizia que existiam muitos tipos de borboletas pelo mundo. Algumas realmente só tinham dois dias de vida. Porém haviam espécies que podiam viver um ano inteiro.
Mayara apreciava muito as borboletas e desejava muito fotografá-las. Ela foi até a janela e chamou o Raio. Sei cavalo alado.
Sua mãe não a repreendeu. Mas disse para voltar antes do almoço.
Mayara viu o seu cavalo Raio flutuando na janela. Ela subiu no cavalo e voou para uma floresta onde tivesse muitas borboletas para estudar.

A campainha tocou, a China Girl foi atender. Sidoire estava na porta e feliz. Ele era um ser que tinha rosto humano com corpo de lobo com asas de morcego. Trouxe flores e conversaram sobre como Sidoire está se adaptando neste novo muito enquanto ela colocava leite na mesa para ele tomar. Disse que a filha dele já sabe falar veja conhece toda a vizinhança. Mayara era ótima amiga da sua filha que se chamava Rubi. China Girl deixou Sidoire a vontade eles conversavam bastante. A adaptação na terra era algo que ele aprendeu muito graças ao conhecimento dela. Rubi foi muito cuidada pela Mayara e elas de divertem muito.
Relacionamentos assim agradam muito. Sidoire sempre tinha bom humor e ele era um ser que vivia na biblioteca e nos museus. A prefeitura dava uma assistência financeira pra ele e em troca ele fazia palestras sobre o mundo de onde veio e as melhorias para esta sociedade. China Girl vivia orgulhosa dele pois contava boas histórias para os seus filhos e era também bom amigo. E ela ria dele quando tentava se coçar com a pata de trás e a asa batia no rosto dele. Ele mesmo ria e agradecia pelas asas não terem penas pois isso o faria espirar.
Sidoire perguntou como estava o Neculai. E ela sorriu um sorriso que só se vê em pessoas apaixonadas. Era um marido muito gentil que a ajudava em tudo para que ficassem mais tempo juntos. Algo que ela queria. E o Neculai melhorou muito quanto a família cresceu. Ser pai o ajudou a ver o quanto ele é importante e o significado de amar. Ser presente, carinhoso e atencioso. Agora mesmo ele está na escola conversando com os professores na China. E ela estaria lá de noite para estarem juntos com os filhos e o Neculai.
Sidoire se ofereceu para cuidar da Mayara enquanto ela estivesse na china. E assim traria a Rubi pra elas se divertirem. China Girl agradeceu muito e aceitou a proposta. Ela ficaria dois dias fora.

Do outro lado da cidade Mayara estava com o cavalo alado olhando a floresta naquela tarde. Ela achou muitas espécies de borboletas diferentes.
Pousou e foi até uma parede repleta de borboletas. E foi tirando as fotos. Até que em uma parte mais escura havia luzes coloridas. Isso a intrigou. Só se aproximar viu uma borboleta enorme. Tinha mais de 25cm e suas asas brilhavam cores maravilhosas. Mayara estudou toda a beleza daquela borboleta. Pediu para o cavalo alado pegar uma gaiola.
Quando Mayara chegou em casa a sua mãe ficou impressionada com o brilho das asas da borboleta e de repente a luz da casa acabou. Mayara verificou em seu monitor virtual e descobriu que a borboleta estava sugando a eletricidade. E as flores que estavam na casa começaram a renascer terem mais vida. As luzes estavam melhorando às plantas.
China Girl passa essas informações para o Neculai. E ele tem a ideia de levar para o amazonas e lugares no Brasil para melhorar a flora. E pede para a Mayara levar a borboleta para o seu instituto.
Porém Mayara avisa que, pelos estudos que fez ela não sobreviveria por muito tempo. E que hoje mesmo poderia morrer. E com rapidez ela pega borboleta e voa com o seu cavalo para o amazonas.
Chegando lá, as árvores começam a crescer o dobro do tamanho e todas as plantas tem um crescimento dobrado. Ela passeia com o cavalo voando por toda a mata Atlântida. E muito é recuperado. Toda a parte seca e os troncos secos no chão começa a florescer.
Mas, aos poucos, o brilho da borboleta vai se pagando e Mayara pousa com o cavalo ela abre a gaiola. Ela vê a borboleta fraca. Seu tempo de vida estava esgotando.
Mayara pega o seu celular e liga para o seu pai.
Ele pede para encostar as asas no celular e ela faz isso.
A energia enviada do celular faz a borboleta reacender por mais alguns segundos. As asas começam a fragmentar e nesta separação muitas borboletas começam a se formar. Elas eram pequenas, mas tinham as asas brilhantes e isso foi se expandindo até o corpo da borboleta se transformar em muitas.
Era um espetáculo único que só a Mayara estava presenciando. Ela Assistiu todas as borboletas circularem ela. Em um grande círculo de luz e logo em seguida se espalharam pela mata.
Ela falou com seu pai e o Neculai disse que essas novas borboletas não teriam a mesma força, mas eles durariam muitos anos e suas asas sempre iriam brilhar.

Por Adriano Siqueira e Maria Dutra


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Diga sim para o Desespero - O Casamento do Vampiro Neculai





O  do vampiro Neculai

Neculai estava em seu escritório em São Paulo quando recebe um telefonema.
— Alô!
— Neculai é a Deise!
— Sim Deise. Hahaha! Você viu as manchetes?
— Sobre a morte do mafioso chinês? Então foi você mesmo que assassinou ele.
— Ah. Não assassinar é uma palavra muito forte. Como dizem os mafiosos. Eu dei um par de sapatos de cimento para ele. Ha Ha Ha
— Querido toda a imprensa vai ficar no seu pé. Mas não era exatamente isso que eu queria dizer. A Karina está indo para o seu escritório.
— Karina? A vampira. A... a...
— Isso mesmo. A que acha que é sua noiva.
— Desde que a transfomei em uma vampira daquela forma estranha, ela acha que é minha noiva. Preciso resolver isso de uma vez. Ou vou ser um eterno caixeiro viajante dos vampiros.
— Bem! Ela já deve estar chegando.
Neculai arruma a gravata e a porá abre. Era a Karina. Ela corre para os braços do Neculai que fica sem abraça-la.
— Neculai! Meu amor finalmente nos encontramos novamente. Vamos nos casar e viveremos felizes.
Neculai a afasta um pouco e anda até ficar atrás da sua cadeira e tenta se explicar.
— Karina. Faz muito tempo mesmo. Olha. Eu não sei bem o que aconteceu naquela noite na sua transformação. Foi uma noite muito complicada algumas coisas deram muito erradas...
Karina interrompe:
— Deu tudo certo. Você cumpriu a sua promessa. Me transformou em sua primeira vampira. A sua noiva vampira. E acho que agora é o momento de se casar comigo. E assim poderemos continuar o nosso legado.
Neculai se aproxima da Karina e conversa.
— Sei que ensinei tudo que eu podia para você ser uma boa vampira e você se saiu muito bem. Mas entenda Karina. Não fomos feitos um para o outro.
— Mas meu amor. Eu sou a única vampira que você mordeu. É justo que nosso legado continue.
Era isso que eu ia te dizer. Eu...
— Sim. Neculai. Diga.
— Eu estou noivo.
— O que? Noivo? De quem? Quem é essa vampira?
— Ela não é uma vampira e...
— É humana meu querido? Você ficou noivo de uma espécie que só serve para nos alimentar?
— Não veja os humanos...
— Como Alimentos? São o que são. Eles nos dão o seu liquido para que continuemos a nossa vida.
— Karina. Que livros andou lendo?
— Eu li todos sobre os vampiros. E nós precisamos dos humanos só para isso mesmo.
— Preciso mandar queimar esses livros pois já existe um de verdade. E esse sou eu! Ha Ha Ha!
— Diga o nome dela meu amor. Assim posso drenar todo o seu sangue.
— Ela não mora aqui... no Brasil.
Karina olha o celular do Neculai em cima da mesa e vê o nome. Deise e logo em seguida o da China Girl.
— China Girl.
Neculai nervoso se defende.
— Alô! Ha Ha Há! Não querida. É o nome da música do David Bowie. Eu registei como número de telefone para não esquecer de um mafioso que matei alguns dias atrás e...
Karina levanta os braços e diz triunfante:
— É ela meu próximo alvo. Vou pega-la como um troféu e você vai se casar comigo. Onde ela estaria. Deixe-me pensar. China. China onde fica? É um bar? Restaurante? Vou perguntar para esse David. Como é o nome dele?
Karina sai do escritório falando sozinha e deixa o Neculai preocupado.
— Isso não vai terminar muito bem. Preciso ligar para a China Girl.
Na China a em um apartamento, com um casal de visitantes, conversam com a China Girl.
— O local aqui é bem agradável. Não conhecemos muitos brasileiros por aqui. Vai ficar aqui muito tempo?
— Ainda não sei Armando. Você e a Nadia gostam daqui não é?
— Sim! O pais tem sido bom para nós... A nossa baba está com as suas crianças lá embaixo e ela também gosta daqui. Mas... Parece que o seu celular está tocando.
— Ah. Sim. Deve ser engano.
China Girl ve que a ligação era do Neculai.
— È. Parece um engano insistente.
— Com licença um pouco deve ser o fantasma da ópera.
Ela pega o celular e vai atender no quarto.
— Alô!
— Minha querida China Girl...
— Estou com visitas Neculai. Nem se atreva a aparecer.
— Mas eu já estou aqui.
China Girl leva um susto ao ver o Neculai. E rapidamente pega uma roupa para ele.
— Veste isso. Temos visitas. Você é impossível.
Neculai coloca a roupa e tenta explicar mas recebe uma almofadada jogada pela China Girl.
— Espera China Girl... Você está em perigo.
China Girl responde:
— Você vai estar em perigo se não sair agora mesmo daqui.
— Eu vou ficar aqui para protege-la.
— Neculai. Eu não sei que confusão você está, mas eu tenho que falar com as visitas. Por tanto, não saia deste quarto.
China Girl bate à porta do quarto e quando chega na sala as visitas não estavam mais lá. Apenas um policial armado que apontava a arma para ela e uma mulher sentada.
— Olá. Você é a China Girl. Minha concorrente que em breve não existirá mais.
— Eu não sei que é você mas...
O aponta mais perto a arma para China Girl mas é interrompida pela Karina.
— Não ainda meu amor. Quero ela bem perto da janela.
— Sim senhora. E-eu quero o melhor pela senhora.
Karina olha para a China Girl e continua.
— Esses humanos são tão patéticos sob minha influência não acha? China Girl. Você também é humana. Sente-se.
Um raio sai do celular da china girl e passa por seus olhos. Evitando que o poder de influência da Karina funcione. Isso a deixa irritada.
— Eu não acredito que meu noivo te deu um poder que inibe meus poderes!
Karina bate na mesa e ela se parte em dois. China Girl tenta ganhar tempo até o Neculai aparecer.
— Quem é seu noivo?
— Neculai! Meu noivo e futuro marido. Assim que você for exterminada eu não terei concorrentes.
— Mas eu não sou noiva dele.
Neculai abre a porta do quarto e vai até a Karina.  Mas é impedido pelo policial que aponta a arma para ele.
— Karina! O que está fazendo?
— Meu amor. Eu achei a minha concorrente, mas eu vou resolver isso logo pode deixar comigo. Em breve não haverá ninguém para impedir nosso casamento.
China Girl interrompe.
— Casamento Neculai?
— É uma longa história China Girl.
— Longa quer dizer que faz tempo?
— Não! Ha Ha Ha! A almofada. Não joga de novo.
China Girl vai até a almofada e bate nas mãos.
— Então você tem outra.
— Não foi isso que eu disse! Eu disse que ela acha que sou noivo dela!
Neculai vai até perto do policial e o celular dá os poderes de força para a China Girl que arremessa com velocidade a almofada, e o Neculai desvia e o policial é atingido em cheio pela almofada explodindo em seu rosto espalhando espuma por toda a sala.
Neculai segura o braço da Karina e levanta para que possam conversar.
— Chega Karina. Essa loucura tem que acabar.
Karina abraça o Neculai.
— Tudo bem eu vou embora. Vou fazer isso por você. Só você. Pois sei que ela é humana e vai envelhecer e eu estarei aqui inteira para você pois sou uma imortal.
Karina olha para a China Girl e diz:
— Você não vai viver para sempre. E ele será meu pela eternidade. Aproveite os seus dias humana. Os vampiros sempre vão rir por último.
Karina rouba um beijo rápido do Neculai e salta pela janela rindo.
China Girl se aproxima do Neculai e pergunta.
— Ela era mesmo a sua noiva?
— É complicado. Era um desejo dessa ser uma vampira e eu atendi este desejo, mas ela teve problemas e a cabeça dela ficou um pouco desnorteada. Não era para isso acontecer. Eu me sinto responsável. Eu a ensinei a caçar e a se virar sozinha. Neste mundo existe gente muito pior que ela. Olha. Eu tenho que me livrar deste policial antes que ele acorde e prenda todo mundo. Eu voltarei de noite e falaremos.
— Pensei que ia me ajudar a arrumar a sala. Olha quanta espuma.
 — Ha Ha Ha! Foi você que jogou!
— Foi ideia sua!
Neculai segura o policial no colo e o leva para as escadas.
...
Quando a noite chega. Neculai liga para a China Girl, ela atende e joga o celular debaixo do lençol. Neculai aparece e coloca o calção que estava no lençol e reclama.
— Eu não gosto de calção rosa.
China Girl ri e comenta.
— Acho que vou tirar uma foto sua assim e colocar nas redes sociais.
— Meus inimigos iriam rir por muito tempo. Alguns até fariam pôsteres.
Neculai se levante e coloca uma camiseta.
— Eu gostei dessa camiseta do exército.
China Girl ri e pergunta.
— Então Neculai. Que conversa foi aquela sobre eu ser sua noiva?
— Ah. Sim! Era uma surpresa. Pode ir até a porta de entrada do seu apartamento. Se meu amigo foi pontual já tem lá um pacote.
China Girl vai até a porta e abre. Havia mesmo uma caixa e flores de maracujá que eram bem amarelas. Ela sorri e vai até o quarto.
— Você sabe muito sobre mim.
— Sou bem informado. Que bom que gostou das flores, são raras nesta época.
Neculai abre a caixa e mostra um par de alianças e mostra para China Girl. Ela olha para ele e diz:
— Deve fazer tempo que você não pede alguém em noivado. Não é só mostrar uma caixa com anéis. Você tem que conversar. Depois pegar na minha mão e aí então me...
Neculai beija a boca da China Girl. Ela o abraça e eles se deitam na cama. A caixa cai e as alianças saem rodopiando. Logo em seguida as roupas dos dois caem sobre as alianças. E eles começam a rir junto com os beijos.




Músicas que indico.



Kisses in the moonlight

Me and you

China Girl

I want it That Way

Escrito Nas Estrelas

More Than I Can Bear

Musica para Karina = Leave me Alone

Neculai - Kingdon

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O BAR DO LUCIOS Miniconto de Adriano Siqueira



O BAR DO LUCIOS
Por Adriano Siqueira

Lucios estava apreensivo. Geralmente o seu bar vivia vazio. Não existia muito movimento naquele local. Isso era de uma certa forma um alívio. Ele não gostava de muitas bagunças e nem apreciava multidões. Esse era o motivo de ter escolhido aquele local para viver.
Era um local agradável que era situado em uma beira de estrada. Porém o seu extinto lhe avisará que nesta noite tudo seria diferente.
Logo a frente havia um acidente. E o trafego estava muito intenso. O acidente era bem no meio da estrada e isso impedia que os carros continuassem o caminho.
Lucios trabalhava sozinho. Ele pensou que, naquele momento era melhor pedir ajuda. Já atendou alguns, mas neste caso eram muitos.
Respirou profundamente e abriu a porta do bar. Que era pequena. Só entrava uma pessoa de cada vez. Mudou a placa que estava na porta escritor “Fechado” para “Aberto”.
Uma mulher veio correndo desesperada para o bar e o procurou.
“Por favor! Preciso de um telefone! Perdi o meu celular.”
Lucios não se abalou. Foi até o balcão e olhou atentamente para a mulher enquanto respondia.
“Não tem telefone aqui. Vou preparar algo para tomar.
Sente-se.”

“Eu preciso avisar alguém o que aconteceu aqui. Houve um acidente.”
A mulher estava muito impaciente. Ela tinha aproximadamente 20 anos. Andava pelo bar com as mãos na cabeça.
Muito preocupada. Lucios preparava uma bebida enquanto tentava conversar.
“Sim! Eu vi. Olha por que não fica calma enquanto chega ajuda. Alguém já deve estar sabendo.”
Neste instante a porta do bar abre e entram cinco pessoas.
Três homens e mais duas mulheres. Um dos homens pediu uma vodka enquanto as outras pessoas se sentavam para comentar o acontecido. Todos estavam comentando o acidente. Lucius estava pensando em pedir ajuda. Talvez ele não desse conta de todo o serviço.
“Quero sair daqui! Estou atrasado para o aniversário da minha filha. Essa bagunça na estrada só vai fazer com que eu perca a festa.” – Dizia um dos homens.
“Eu estava de férias e amanhã tinha que chegar cedo no trabalho. Agora quem vai acreditar que eu fiquei presa no transito?” – Mencionava a mulher que estava com eles.
Lucios só olhava para a porta. Ele sabia que chegariam mais. Ele vê mais alguém abrindo a porta. Era um mendigo.
Ele olhava para todos e gritava.
“Eu quero ir para casa. Alguém tem algum trocado?”
“Saí do bar!” Não tem dinheiro aqui!” – Disse um dos homens.
“Estranho. Eu também estou sem dinheiro. – dizia uma mulher que estava com eles. Minha bolsa sumiu.”
“Minha carteira sumiu.” Gritava o homem.
Todos estavam revirando seus bolsos. E ninguém achava os seus pertences. Logo todos começaram a culpar o mendigo. E queriam brigar com ele. Acusando de responsável e de roubo. Quando começaram a atacar o mendigo, Lucios gritou.
“Chega! Vocês estão aqui. pois todos irão para o mesmo lugar.”
Com calma Lucios explicou. Vocês cinco que chegaram juntos atropelaram este mendigo e em seguida bateram no carro daquela mulher. Todos morreram e agora estou aqui para informá-los e encaminhá-los ao transporte que chegará em breve.


Por Adriano Siqueira

terça-feira, 12 de junho de 2018

O Amor do Desespero - História inédita do vampiro Neculai



O Amor e O Desespero.
Uma história do Vampiro Neculai
Por Adriano Siqueira.

─ Alô! Marina! Querida eu estou aqui com um presente pro seu namorado que você vai amar. Recebeu meu e-mail. É um produto lindo demais. Um perfume especial. É edição limitada por isso já reservei o seu... Espera só um segundo.

─ Cadê a faxineira para limpar o meu lixo. Eu estou em uma ligação muito importante aqui e o lixo ta transbordando.
─ Eu estou aqui Leila. Eu recolho o lixo.
─ Vai logo! Não tenho o dia todo.
─ Pega leve ai Leila. Tenha respeito.
─ Não se mete Renata. Eu tô ocupada aqui e ainda preciso sair pra comprar o presente do meu namorado.
─ O lixo está recolhido Leila.
─ Demorou muito! se eu perder essa venda eu reclamo com a gerente e coloco você na rua.
─ Você não devia tratar os outros assim Leila.
─ Cala a boca Renata! Vai cuidar da sua vida... ─ Alô! Marina! Desculpa a demora é que eu estava vendo um presente para você com o gerente pois você é minha amiga e eu consegui mais um perfume de graça se você comprar este pro seu namorado ganha um para você Ah. obrigada. Você é u amor. Depois passo na sua casa de tarde. Beijos.
─ Que dia estressante. Ai que droga derrubei o café na mesa toda. Faxineira! Que saco! Vou no banheiro e quando eu voltar quero minha mesa limpa viu faxineira!
─ Só me faltava essa quase manchei meu vestido. Meu celular está tocando. Que bom que não tem ninguém no banheiro.
─ Alô! Eu sou a Leila.
─ Eu sou Neculai.
─ O que deseja Neculai. Quer algum produto?
─ Sim estou procurando uma essência e você é a pessoa exata para ajudar a encontrar.
─ Sou a pessoa que queria eu acho o perfume ideial para você Neculai.
─ Eu acho mesmo que você é ideial Leila. Ha Ha Ha
─ Bem eu...
─ Você está sozinha no banheiro. Tudo está trancado. Só eu e você aqui.
─ Alô! Olhá se você for um daqueles tarados Vai se ferrar. Conseguiu eu telefone com quem? Foi a Renata? Aquela mocréia.
─ Ha Ha Ha! A Renata disse para você tratar direito quem trabalha com você.
─ Como sabe disso? Está me expiando? Quem é você? 
─ Sou Neculai. Eu vi o que você fez com a moça da limpeza. Ha Ha Ha! Ela esqueceu de recolher você junto com o lixo. Pessoas como você que se acham no direito de tratar os outros como lixo merecem um castigo.
─ Por que não consigo desligar essa porcaria de celular. Vai se catar Neculai.
─ Eu estou atrás de você.
─ C-como apareceu? Eu vou gritar.
─ Se gritar eu coloco você na privada.
─ P-por favor não! Não me machuque.
─ Ah não vou machucar você. Sinta esse cheiro. Ha Ha Ha. É o cheiro do desespero.
─ Não! Saia da daqui! Socorro! A porta está trancada!
─ Não tem como sair. Você merece uma boa lição de boas maneiras e eu serei seu professor.
─ P-por favor. Me desculpa. Eu não vou fazer mais isso. Vou tratar todos com respeito, Só me deixa ir.
─ Ha Ha Ha. Mas eu adoro essa essência. O desespero está quase no ponto para misturar com o seu sangue e eu terei uma ótima refeição. Ha Ha Ha! Que cheiro maravilhoso tem todo esse seu desespero.
─ Alguém me ajuda!
─ Eu ajudo!
Crash!
─ Você bateu minha cabeça no espelho. Estou sangrando. Socorro!
Crash!
─ Ah... N-ão p-por favor.
─ Você acha que as pessoas trabalham recolhendo lixo por gostarem? Você acha que está neste mundo para abusar dos outros? Aquela faxineira tem namorado. Não ganha o suficiente para comprar um perfume caro ou mesmo levar o namorado em um bom restaurante.
Crash!
─ E-eu não sabia... S-socorro!
Crash!
─ Assim que eu gosto. pele macia. Cheiro de desespero e muito sangue. Ha Ha Ha! Estou muito apaixonado! Deve ser o dia dos Namorados. Mas não morra ainda. Não antes de eu tomar todo o seu sangue junto com essa essência do desespero.
U-u.. Não... N....
─ Pronto! Aposto que morreu tão feliz que nem teve tempo de se despedir. Ha Ha Ha. Agora vou falar com a faxineira que você humilhou.

─ Alô! Aqui é a Evelin. Quem é?
─ Eu sou Neculai, Evelin. Sei qu teve um dia difícil. É sobre seu namorado.
─ O que tem meu namorado? Quem é você?
─ Não se preocupe. Apenas ouça. Um dos gerentes vai procurá-la. Ele vai te dar o resto do dia de folga para poder passar com seu namorado. Ele também vai te dar o endereço de um restaurante que já tem uma mesa reservada para vocês jantarem lá e os dois irao receber meu presente do dia dos namorados. O carro estará na porta do restaurante. Ele é de vocês. desejo um feliz Dia dos Namorador. Aproveite.
─ Alô! ─ Alô! Desligou. Que loucura.
─ Evelin?
─ Senhor?
─ Chegou essa carta aqui do chefe. Ele está dando o resto do dia de folga pra você.
─ Uau! Era verdade!

─ Alô! Deise!
─ ─ Alô! Querido Neculai! Fiz tudo como pediu. Entrei em contato com a empresa e falei com o diretor. É claro que ele aceitou de imediato os seus pedidos. E disse para marcar um encontro ele precisa falar com você.
─ Eu sou sócio da empresa onde a Evelin trabalha. Quero que a promova e coloque ela apenas para chefiar tudo.
─ Como quiser meu querido Você sempre é magnifico. E agora como Ministro da Cultura. Está bem ocupado. Logo chegará na presidência.
─ Faço o que posso.
─ A propósito querido Neculai. Tem algum programa para hoje de noite .
─ Vou passar a noite com a Karina. Vamos nos divertir um pouco. Vai sr bom para ela.
─ Feliz Dia dos Namorados. Querido Neculai.


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Uma Fada e um Vampiro - A histórias de Alami e Andário




Fadas e Vampiros
As histórias de Alami e Andário

Alami era um fada que passava sempre naquele bar.
Ela bebia e bebia. Mas os homens sempre perdiam a competição.
Uma noite um vampiro que se chamava Andário chegou. Olhou para ela e a convidou para um drink.
Alami apreciou o vampiro por sua coragem. Afinal estava desafiando a fada mais poderosa daquele local.
Andário, já na sua quarta garrafa de vodca pergunta para Alami.
Por quê insiste em permanecer neste bar? Uma fada como você deveria estar em um mundo melhor.
E Alami diz: - Aqui, eu descido como criar meu mundo. Meus amigos, são eles que aprecio. Meus amores, sou eu quem escolho. Minhas riquezas estão entre viver e ser feliz.
Minha jovem Alami... - Responde Andário. - Acaso sabe que humanos não podem com o seu amor? Eles envelhecem 5 anos por cada beijo que dá. Aliás... Gostei do seu brinco. São algemas?
Alami fica intrigada com a pergunta. Ela olha para os lados, ri e responde.
— Não Vampiro. Não são.
Andário se aproxima. Beija Alami por algum tempo... Olha para seus olhos e diz:
— Quantos homens morreriam para ter um beijo seu?
Alami usa as suas asas para voar bem alto no bar. Ela fica rodopiando algum tempo até que fica flutuando perto do vampiro e responde:
— Homens eu não sei, mas as mulheres...
Alami voa para fora do bar e Andário assiste ela sumir na floresta.
Ele ri, cruza os braços e diz sorrindo.
— Que mulher.

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"Corra Alami, Corra!"
por Adriano Siqueira

Eram mais de dez horas da noite.Os morcegos faziam muito barulho na porta da casa de Alami.Ela abre a porta e os morcegos voam para a floresta. Olha para o chão e encontra uma carta que não tinha remetente. Dentro havia um poema...

"Mostra-me tuas faces,
numerosas, mas únicas.

Mostra-me tuas palavras certas, sempre metódicas e
que, as vezes corta, as vezes cura.

Mas segura a calma que explora a alma
dos amantes da arte, da leitura
que explode com bravura,
sua textura de mulher impressionante.

Mulher do futuro que faz do passado
um eterno presente."


Alami segura a carta por alguns instantes olha para os lados e rapidamente voa pela floresta atravessando muitas árvores até chegar no castelo do Vampiro Andário.
Ela atravessa a janela e empurra Andário para o chão que bate a sua boca e começa a sangrar.
Alani pousa delicadamente fazendo uma pose clássica de fada.
Ela não estava de bom humor...
Andário limpa um pouco do sangue em sua boca e ela voa novamente em sua direção.
Ele tenta escapar mas a fada era rápida e empurra o vampiro até a parede, segura os braços do vampiro deixando-o sem reação para atacar.

Alami olha para Andário. Aproxima-se do seu rosto e lambe o seu sangue. As fadas são imunes ao vampirismo por serem seres da natureza. Ela sabia disso. Aproxima-se bem perto do ouvido do Andário e diz:

— Nunca mais me envie um poema desses e saia correndo.

Logo em seguida ela o beija por algum tempo.
Andário fica impressionado e não consegue falar, apenas corresponde ao beijo da fada. Ela solta os braços de Andário e passa as mãos no seu rosto. Andário segura seus ombros e aperta, mas ela o solta rapidamente e acrescenta:
— Agora é a minha vez de correr.
A fada sai voando pela janela com uma velocidade impressionante.
O Vampiro olha os rastros de luz azul que deixa através das árvores.
Um pensamento vem a sua mente.
— Posso conhecer todos os tipos de mulheres no mundo, mas nunca vou entender uma fada.

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Convite para festa.
Por Adriano Siqueira

Andário, o vampiro que morava perto daquela floresta, chega cedo á festa da fada Alami.
A casa bem no meio da floresta trazia um cheiro forte de eucaliptos. era pequena mas a sala era o maior cômodo da casa.
Andário notou que a sala estava vazia. Ainda não havia chegado os convidados.
Estava ouvindo uma música bem antiga e romântica colocada no aparelho de som.
O vampiro a música colocando uma mais festiva. Ele pega um copo de vodca e começa a dançar pela sala quando escuta um grito com uma voz muito masculina e alta.
— Quem tirou a minha música.
Andário conhecia bem aquela voz mas ele jamais iria desconfiar que ele estaria ali. Era Lupesko. O chefe dos lobos daquela floresta. Ele entra na sala enfurecido.
— Como se atreve a tirar a minha música.
— Antes de falar comigo tenha a decência de se tirar o pêlo da sua boca caro urso panda. - Dizia Andário que continuava dançando.
— Vou esmagá-lo com as minhas mãos!
— Cuidado para não tropeçar no próprio pêlo. O vampiro se transforma em névoa cada vez que o lobo ataca. até que finalmente a fada entra na sala.
— Parem com isso!
O lobo e o vampiro ficam olhando para Alami. De imediato, o vampiro fala:
— Foi ele que começou olha aqui o pêlo dele na minha vodca.
E o lobo responde:.
— Alami, deveria escolher melhor os seus amigos. Esse vampiro é um fanfarrão.
O vampiro coloca o dedo no ouvido e diz sorrindo.
— Desculpe-me! eu não ouvi. Entrou pêlo no meu ouvido.
A fada segura o braço do vampiro, leva ele ate a porta da saída e diz.
— É meu convidado Andário. você precisa respeitar meus convidados. Pare de irritá-lo.
— Irritar aquilo... Você deve estar de brincadeira. Me empresta o seu aspirador de pó que tiro todo o pêlo da cara dele de graça.
— Chega... - Alami grita.
Se quiser ficar na minha festa você tem que respeitar o meu espaço.
— Tudo bem! Alami. Eu não ia mesmo querer passar a noite do lado de um tapete pulguento.
— Não acredito que você seja tão... tão...
— Diplomata? Politicamente correto? Tão sexy? - Andário completa.
A fada fecha a porta na cara do vampiro. Um gnomo e um centauro chegam perto da casa e olham para o vampiro. Ele percebe a presença deles. Arruma rapidamente o seu colarinho, disfarça um pouco, olha para os convidados e responde:
— Quer saber, a vodca é de segunda e a música é horrível.
Ele anda alguns passos, pára e fala de novo com eles.
— Só para completar. Cuidado com o tapete enorme que está na sala. Não é lavado há anos.

Dentro da casa Lopesko fala com a fada.
— Quer saber fada. Ele é apaixonado por você.
— Talvez. Mas isso não justifica atacar meus amigos dentro da minha própria casa.
— Está aí um vampiro difícil de conviver.
A fada ri por alguns minutos e diz:
— Bola de pêlo...
Lupesko ri e diz:
— E olha que aparei ontem.

Na noite seguinte o vampiro recebe uma visita em seu castelo.
— Posso entrar. – Dizia a fada Alami.
Andário estava sentado no sofá da sala de visitas do castelo.
Estava bebendo vinho. Ficava passando o dedo na borda do copo. Ele olha rapidamente para a fada e torna a olhar para o copo.
— Já que entrou pode ficar.
— Olha Andário eu nem devia estar aqui mas eu sou uma fada muito boa.
— Nossa! Quanta honra. Desculpe mas as medalhas para a fada boa do ano acabaram.
A fada chega mais perto do vampiro e fala mais sério.
— Olha Andário. Era a minha casa, minha festa e você chegou lá como se fosse o dono de tudo e ainda ficou provocando meu amigo.
O vampiro apenas vira o rosto para o lado.
— Você me tirou de lá. O peludo ainda tinha péssimo gosto para músicas.
— Eu dei o direito dele colocar o que quisesse.
— Tudo bem Alami. Então você veio aqui para me convidar para uma festa que aconteceu ontem? Desculpa, mas vou recusar.
— Vim aqui porque gosto de você e não quero vê-lo assim.
— Um pouquinho tarde né.
— Não dá para ter um dialogo com você?
— Não.
— Então está bem. Você está convidado para a próxima festa. Sempre está. É só se comportar.
— Nunca vou me comportar.
A fada respira fundo e responde calmamente:
— Então nunca vai ficar mais de cinco minutos na minha festa.
— Nem ligo.
A fada fica furiosa e caminha rapidamente para a saída do castelo. Antes dela fechar a porta o vampiro diz.
— Gosto de você fada.
Ela pára por alguns instantes. Olha para o vampiro, sorri e diz:
— Então cresça; Por mim.
O vampiro olha sério para ela e depois de alguns segundos, ele olha para o lado, dá um sorriso e responde.
— Posso levar uma gilete pra tirar o pêlo dele?

A fada bate a porta do castelo com toda a força e sai sem dar um sorriso.


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Posso sonhar?
Por Adriano Siqueira


Enquanto os garotos se divertiam jogando bola na quadra da escola, um garoto estava chorando escondido bem perto do vestiário.

Ele abre a sua mão e começa a falar.
— Eles não me querem jogando. Acham que sou muito fraco e que não sei dominar uma bola.
Em sua mão aberta aparece uma luz azul que forma a silhueta de uma mulher com asas de libélula e ela esclarece:
— Você não vai ficar ai achando que, um bando de moleques, pode tomar conta da sua vida.
— Mas eu não sei mesmo Alami! Nunca dei atenção para jogar. Só faço isso porque o professor impõe. Eu gosto de educação física, gosto de correr muito.e fazer exercícios na barra. Eu sou bom nisso.
— Vamos! Levante-se daí. Vamos ganhar este jogo.
O garoto não entendeu o que a fada dizia. Mas obedeceu como sempre.
Quando chega na quadra os garotos começam a rir, mas o garoto não se intimida. Ele arruma o calção e a sua camisa e corre para a quadra.
O professor apita e o jogo reinicia.
O Garoto não sabe o que fazer ele apenas tenta pegar a bola. Um dos jogadores olha para os olhos dele e chuta com toda a força. Certamente a bola deveria acertar seu rosto mas de repente ela voa rumo ao seus pés e o garoto fica impressionado. Ele chuta rapidamente a bola e ela dá uma curva em toda a quadra e vai direto para o gol.
Ele se enche de alegria e pula para comemorar. Todos o abraçam e ele se sente o máximo. As meninas da escola sorriem para ele, mostrando que finalmente ele ficou popular.
Depois de um bom tempo conversando com seus novos amigos e novas amigas ele volta para casa para contar o que aconteceu mas quando conta para a sua mãe. Ela declara:
— Andário meu filho, fadas não existem. São frutos da imaginação da gente quando estamos sozinhos. Tudo que você fez foi por você. Foi porque acreditou em você.
O garoto ficou um pouco triste e foi para o seu quarto e senta na sua cama.
Ele olha a sua mão fechada por algum tempo e afirma:
— Fadas não existem.
Alami olha pela janela. Seu olhar é triste. Uma outra fada, coloca a mão em seu ombro e lembra:
Não podemos aparecem em quem não acredita.
— Mas eu queria falar com ele. Só mais uma vez.
A amiga da Alami abaixa a cabeça fazendo gestos negativos e ressalta:
- São as regras. Você sabe.
Elas se abraçam e voam para a floresta. No caminho elas comentam.
— Será que um dia aquele garoto vai reencontrá-la?
Alami responde:
— Talvez, no futuro ele tenha consciência disso.
No quarto, o garoto se deita e abraça o travesseiro.
Ele sonha com um mundo fantástico, com muitas fadas, gnomos, bruxas e vampiros.
Neste mundo, ele é um vampiro que gosta de uma fada.



“Posso sonhar com você 
Se não puder te abraçar esta noite
posso sonhar com você
você sabe me abraçar direito”
Dan Hartman

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O primeiro passo - história de vampiros
Um Crossover dos personagens Angelo Donatti / Alami / Andário

O primeiro 
—   Vamos Alami. O avião já vai pousar.
Andário, o vampiro, falava com a sua mulher, a fada Alami, na porta do banheiro do avião. Ela  passou mal durante toda a viagem. Chegou a pensar que ela estava perdendo o gosto de voar.
Ele esperou por alguns minutos até que finalmente a porta abriu. Para os humanos, Alami tem aproximadamente 22 anos, mas na verdade ela tem muito mais do que isso. Ela é morena, 1,59 de altura, seus cabelos são escuros e encaracolados. Seus olhos são castanhos claros e usava uma blusa escura por cima de uma camiseta com folhas estampadas e uma saia que ia até o joelho. No seus pulsos ela tinha várias pulseiras de miçangas que ela mesmo fazia na cidade Bataguassu, em Mato Grosso do Sul, onde eles estavam antes de pegar o avião.
—   Andário! Eu não gosto de avião. Esta pressão toda me fez passar mal por um bom tempo. Preciso liberar minhas asas, ouvir um blues e tomar uma vodca.
—   Nossa amor. Você está mesmo de mal humor.
Alami sorri e abraça Andário ela olha nos seus olhos e diz.
Seu amigo poderia ter ido para Bataguassu né? Como é mesmo o nome dele?
—   Angelo Donatti, ele é caçador de vampiros.
—   Um caçador? Andário! Se ele caça vampiros então você está facilitando muito as coisas indo ao seu encontro. Você é Delivery? Atende caçadores a domicílio?
—   Calma Alami, Não é bem assim. Ele caça vampiros que olham os humanos como gado e matam sem respeitar as leis dos humanos. Isso é crime e assassinato. Como não existe uma polícia para prender estes vampiros... Então existem caçadores como ele que exterminam estes vampiros.
—   Como você o conheceu? Você nunca veio para São Paulo.
Andário senta junto com Alami no Avião e enquanto eles prendem o cinto para pousar, explica com um sorriso.
—   A internet não é só para ver vídeos de Blues Alami. Além disso, agora ele paga a nossa internet e também os computadores e muitos jogos de videogames que ele manda todo o mês.
Alami olha para a janela e vê a cidade de São Paulo, segura a mão do Andário e sorri e completa.
—   Espero que ele nos dê muitas lembranças.
—   Lembranças boas espero eu querida Alami.
—   Vamos apostar uma corrida voando entre os prédios?
—   Alami?
Andário ri e responde.
—   Estamos aqui para fazer um favor.
Alami olha para Andário. Foram os cinco anos mais felizes que ela teve ao lado dele. Ela também sabia que só faltava mais quatro anos para tudo acabar. As fadas só vivem 9 anos depois que crescem. Elas ficam do tamanho dos humanos, Seus poderes diminuem. Mas Andário não parecia se preocupar muito. Ele procurava apenas dar o melhor para ela. Andário era um ser solitário. Não era bem um vampiro como os outros lendários. Nasceu em uma aldeia. Seu nascimento foi como um humano normal, mas era muito anêmico e o feitceiro o leou para um lugar cheio de morcegos e o deixou lá por um dia. Era uma magia antiga. Os morcegos cuidariam dele e realmente ficou melhor. Porém, quando o feiticeiro foi buscá-lo sua boca estava cheio de sangue e nasceram asas de morcegos em suas costas. O feiticeiro sabia que ele agora era uma criatura dos morcegos e que se alimentava apenas de sangue. Andário ajudou a tribo até que na era moderna foi morar em Bataguassu e foi nas florestas por ali que conheceu a fada Alami.
Andário é filho de índio e ele não é muito alto, tem 1.60 de altura. Moreno e de cabelos curtos e lisos. Tem dez quilos a mais e adora a internet. Foi lá que ele conheceu muitos amigos que ajudam tanto ele como a Alami, afinal, não é todo mundo que conhece um vampiro e uma fada para conversar. Embora eles gostem de ser bem discretos pois sabem que muitos poderiam caçá-los.
Quando chegaram no aeroporto de congonhas já era noite. Viram um homem segurando uma placa com os nomes deles. Alami ficou impressionada com a beleza do rapaz. Alto corpo atletico, aparentando uns 30 anos, pele muito clara. Cabelo preto grande, bem liso e tinha um cavanhaque bem cortado. Seus olhos eram muito escuros e usava um terno azul com uma camisa branca mas sem gravata. O primeiro comentário que ela fez foi...
—   Roupas demais.
—   Desculpe?
—   Desculpo só desta vez.
—   Alami!?
—   Foi inevitável Andário, Está calor aqui.
Alami fica se abanando com as duas mãos e sorri para o rapaz, mas logo Andário toma conta da conversa.
—   Não está não Alami. Este senhor deve nos levar até o Angelo Donatti. É isso?
—   Isso mesmo! Devo levá-los até o Angelo. Podem me seguir até o carro por favor.
—   Nem precisava pedir.
Alami sorria muito e recebeu uma pequena cotovelada do Andário que disse bem seco.
—   Vamos amor?
—   Andário você está com ciumes deste homem bem vestido com o cavalhaque bem feito e aqueles olhos...
—   Sim! Sim né. Já basta. Vamos logo que estamos atrasados.
O carro era um Geiger Ford F650 um carro bem impressionante pelo seu tamanho. Era uma caminhonete de seis rodas com quatro portas. Assim que Alami e o Andário entram no carro as portas e janelas se fecham e o rapaz sorri e foge do local. Os dois se olham e tentam abrir as portas de todas as maneiras enquanto Andário comenta.
—   E você estava gostando dele? Aposto que tem uma bomba debaixo do carro.
—   O desgraçado nos enganou. Sabia que ele era perfeito demais. Vou arrastar ele pelo asfalto.
—   Se a gente sair inteiro dessa você quer dizer.
—   Não dá para chegar na parte da frente! Tem um vidro bem grosso. Que Droga!
—   Seu “gato” vai matar a gente!
—   Seus comentários não ajuda nada!
—   Irritada, Alami golpeia com os pés a porta várias vezes.
—   Parece que o carro é a prova de fadas!
—   Então veja se é a prova de vampiros.
Andário rasga a camisa e as asas aparecem. Ele as usa para golpear o vidro do seu lado, várias vezes, até que o estilhaça.
—Vamos Alami!
—   Não vou rasgar a minha blusa e nem minha camisa!
Alami cruza os braços e fica olhando para a outra janela do carro emburrada.
—   Não fica com birra agora! Essa porcaria vai explodir.
—   Você não sabe se tem mesmo uma bomba.
De repente um homem com idade aproximada de 40 anos aparece do lado da janela da Alami e responde.
—   Tem sim! Está debaixo do carro e o pelo relogio faltam apenas 30 segundos.
—   Que é você?
Pergunta Andário olhando para a emburrada da Alami.
—   Angelo Donatti
—   Recepciona todo mundo no aeroporto assim?
Pergunta Alami.
—   Eu não! Não sabia que eram seguidos.
—   Olha o problema é que a bomba não pode explodir. Não aqui no aeroporto. Tem muita gente.
—   O que? Este carro é pesado para tirá-lo daqui voando. Pode esquecer. Só faltam quinze segundos.
—   Vocês homens são moles demais.
—   Alami rasga a roupa ficando só de sutiã. Ela sai do carro, joga a roupa rasgada para o Andário e se pronuncia enquanto levanta o carro.
—   Vai me dar roupas novas viu Andário. Vou até ali e já volto.
Andário e Angelo avisam a muitidão para se esconderem e com apenas 7 segundos que restavam, Alami consegue levar o carro para 200 pés de altura, solta o carro e se afasta voando o mais rápido que pode. Com a explosão, as ondas quebram alguns vidros das portas e janelas do aeroporto.
Angelo pede para Andário voar e ver se tem feridos. Depois de verificar tudo eles foram para a sua casa.
Na sala do Angelo estavam Alami, Andário e o Lord Devon.
— Eu gostaria de apresentar para vocês o Lord Devon. Ele é um vampiro. Foi mordido recentemente.
Andário fica intrigado com o vampiro e questiona.
— Ele parece mais um nerd que gosta de sangue. Não falta mais nada mesmo. Mas me diz uma coisa Angelo. O que você quer da gente? Por que você queria a gente aqui?
— Preciso que vocês levem o Lord Devon com vocês. Para morar em Bataguassu. Treiná-lo para que ele fique tão bom quanto o Caio.
—   Nem pensar. O Andário já dá muito trabalho.
Respondeu Alami que estava olhando o aparelho de som do Angelo. Ligou e começou a dançar pela sala. Angelo e Andário continuaram conversando.
—   Bom Angelo. Não somos treinadores de vampiros e nem somos um albergue para eles. Além disso... Os moradores da região poderiam fazer muitas perguntas. Não acho uma boa ideia. Sei que você está procurando alguém para substituir o Caio que morreu recentemente. Você me disse por e-mail. Caio era um anjo que tinha um corpo humano, só que a alma do humano foi arrancada e o anjo foi destruido.
—   A Alma dele foi arrancada por ele ter fugido das leis dos anjos para me salvar.
—   Mas, olha, sinceramente um vampiro como ajudante de um caçador de vampiros não ia ficar bem para a sua fama.
— Um vampiro ao meu lado ajudaria muito a prever os passos dos vampiros além de que eu preciso que ele se infiltre em alguns lugares onde os vampiros estão. Confio no Lord Devon. Mas ele precisa de treinamento e de como poder lutar com a fome do sangue. Andário. A sua aldeia fez um composto que substitui o sangue que os vampiros precisam.
— Não é bem sangue. São plantas com atributos que enganam a fome dos vampiros. Mesmo assim é necessário o sangue de alguém.
Sim! Eu sei. É misturado com o sangue da Fada.
— Não diretamente dela. Depois de retirado do seu corpo, o sangue que fica junto com as plantas por algum tempo. Pois o sangue puro dela é um veneno para os vampiros.
—   Angelo leva o andário mais distante de Alami e comenta.
—   Ela está morrendo.
—   Ainda falta mais alguns anos. Tenho procurado uma forma de evitar isso.
—   A lei das fadas é assim Acho que não tem como.
—   Sempre tem um jeito.
—   Caio dizia o mesmo e agora está morto.
—   Ela não é o Caio!
Andário soca a porta que quebra em seguida. Todos olham para ele. Alami olha sério para Andário. Abre a janela e olha para as estrelas. Antes de sair ela diz.
—   Vou ver se está noite lá fora.
Angelo segura o braço do Andário. Impedindo que ele saia atras dela. Olha para o Angelo e diz.
—   Ela sabe que estou falando da morte dela.
—   Vocês se amam. Queria eu ter um amor assim. Mesmo que durasse apenas alguns segundos eu me lembraria para sempre.
—   Andário coloca a mão no ombro do Angelo e diz.
—   Você tem seu caminho e eu tenho o meu. Sabe que sem ela eu não viveria. Além do seu amor. Ela me alimenta.
—   Mas se o sangue da fada acabar? Você tomaria sangue humano ou de vampiro?
—   Posso descobrir agora Angelo. Se não parar de falar sobre o assunto.
—   Pelo jeito a conversa sobre Alami o deixou nervoso. O que posso dizer é que se vocês treinarem o Lord Devon Todas as despesas serão pagas por mim. Você não vai ter que se preocupar com isso. Só quero um parceiro que saiba bem como é ser um vampiro. Pense nisso. Fiquem aqui está noite. O avião de vocês só sai amanhã de noite. Tenho uma surpresa para vocês no avião. Traga Alami. Vamos todos deitar. Falta poucas horas para amanhecer.
—   Sim. Foi mesmo um dia difícil. Sabe Angelo. Eu imaginava a sua casa bem mais sinistra por ser um caçador. Imaginava algo como algumas cabeças de vampiros penduradas, livros antigos, Rituais de proteção, etc. Mas parece tão normal. Tem até passarinhos engaiolados no seu quintal.
—   É que você não conhece ainda a minha batcaverna.
Angelo pega um controle remoto e aponta para a estante de livros.
—   Eu amo livros sabia? Eu não seria nada sem eles.
A estante começa a se mexer até que aparece uma porta. Angelo olha para o Andário e pergunta.
—   Quer dar uma expiada.
—    Melhor eu não arriscar. Vai que você me quer como cobaia.
Andário sobe as escadas e quando chega no quarto a Alami estava na cama com os olhos fechados.
Ele olha para ela. Acaricia seus cabelos e diz algumas palavras.
—   Tudo que puder fazer por você Alami. Eu farei mesmo que custe a minha vida.
Alami abre os olhos, sorri e responde.
—   Já que vai fazer tudo. Eu quero uma massagem.
—   Golpe baixo fingir que está dormindo Alami.
—   Falando em golpe baixo.
—   Alami coloca as mãos por baixo dos lençois e passa nas calças do Andário.
—   Preciso muito disso.
—   Andário vê que ela estava nua.
—   Alami prometa não gritar tão alto, não estamos em casa.
—   Olha quem fala.
Ela beija os lábios do vampiro e ele toca no seu rosto e desce as mãos até os seus seios.
A fada fica impaciente e começa a rasgar a calça do vampiro.
Ela o agarra violentamente. E os dois começam a flutuar pelo quarto. Encostando no teto e na parede. Seus gestos eróticos ultrapassam a imaginaçao dos humanos. Alami empurra Andário em direção a janela que quebra em pedaços. Eles ficam flutuando no quintal. Praticam muitas posições misturadas com tapas e arranhadas. Andário grita muito alto. Até que Alami começa a gritar junto e logo em seguida eles ficam em silêncio. Andário pela a Alami no colo e a leva para dentro do quarto novamente e a coloca na cama. Assim que ele deita ela coloca aa mão em seu peito e eles finalmente dormem.
  

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Conto novo - O fã de Vampirelle



Novo conto sobre a vampira Vampirelle que foi escrito por Adriano Siqueira e Dione M. S. Rosa.
Confiram no blog da Vampirelle.

http://mordidadavampira.blogspot.com.br/2017/06/contos-da-vampirelle-o-fa-da-vampirelle.html


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Caso de família- A infância do desespero


Uma História do Vampiro Neculai antes de se tornar o vampiro que é hoje.


Ano: 1920

– Não acredito que você ganhou todas essas bolinhas de gude Vitório. 
– Eu sempre ganho Mathias. Agora tenho mais de 50 bolinhas.
– Você deixou todos os garotos do baixo sem bolinhas. 
– Alguns que estavam me devendo bolinhas me deram em troca pregos grandes assim posso montar minha própria cabana.
– Sua mãe vai ficar orgulhosa.
– As batatas. Esqueci que a minhã mãe pediu para comprar as batatas. Vou na vendinha comprar. Tchau Mathias. 
...
– Mãe! Cheguei! Eu trouxe as batatas. 
– Que bom Vitório. Seu pai adora batatas. agora vá tomar banho pois a sua roupa está toda suja. O que é esse saco. 
– Bolinhas mãe! eu ganhei o tornei de bolinhas de gude do bairro. 
– Você só tem 10 anos e já é campeão. Será um grande homem. Um dia poderá ser presidente.
– Eu quero muito mãe. 
– O telefone está tocando. Pode atender para mim filho.
– Tudo bem mãe!
...
– Alô!
– Hahaha! Onde está sua mãe garoto?
– P-pai! 
– Você já ganhou um sorvete por ter acertado.
– M-minha mãe está fazendo suas batatas.
– Filho...
– Sim p-papai.
– Você quer ter uma cicatriz igual a da sua mãe? 
– N-não... P-por favor pai. Não faz isso.
– Então... Vai logo chamar a sua mãe!
– Mãe! Mãe! 
– Calma filho eu falo com ele. Vai tomar seu banho.
– Alô querido!
– Fazendo as minhas batatas agora? Não vai ficar no ponto certo quando eu chegar. Posso ficar muito zangado. 
– Eu vou acertar dessa vez. Acredite. Eu vou acertar.
– Eu acho que não vai. E aposto que o Vitório só trouxe elas agora. Ficou na rua até tarde. 
– Não! Ele trouxe cedo. Fui eu que estava ocupada com as suas roupas. 
– Está me culpando por sujar as roupas?
– Q-querido. Você bebeu novamente?
– Não fuja do assunto Leonora! Eu vou chegar em uma hora. Se as minhas batatas não estiverem como eu quero. Vamos conversar e acertar nossas diferenças. 
– Armando por favor. 
– Hahaha! Eu estou brincando. Hahaha! Não vou fazer nada Leonora. Hahaha! Eu fui demitido hoje. Briguei com o chefe. Ele acha que eu bebia o tempo todo. Que absurdo. Velho rabugento. Hahaha. Por isso vou mais cedo. Vou chegar às sete da noite. Espero que tudo esteja como eu quero. Entendeu Leonora?
– Vai estar Armando. Tudo vai estar do jeito que quer. Por favor querido. Fique calmo.
– Hahaha! Estou calmo. Hoje eu quero falar muito com você. Foi por sua causa que bebi. Se você fizesse tudo certo eu não precisaria beber. Mas você não faz nada certo! Tenho que ficar te corrigindo o tempo todo. Toda hora Leonora. Eu avisei você. Avisei que isso iria acabar de forma muito trágica. Você e o Vitório me aguardem. Estou indo para casa. Hahaha. 
– Alô!?
– O que foi mãe!
– Filho preste bem atenção. Quero que você vá para a casa da sua avó. 
– Não mãe! Não vou deixar você sozinha. O papai está louco. Ele pode...
– Vitório. Me abrace. Eu não sei o que fazer filho. 
– Eu sei mãe. Sei exatamente o que fazer. Só me ajude mãe. Por favor. 
– O-que vamos fazer? 
– Ele entra pela sala. Você fica no meu quarto. O único meio de ele chegar no meu quarto é passando pela cozinha. Espera...
– O que está fazendo?
– As batatas mãe. Quero que enfie estes pregos que ganhei em todas as batatas. coloque no chão de toda a cozinha. 
– Mas filho. 
– Faz isso mãe! Temos pouco tempo.
– Tudo bem! O que está fazendo Vitório?
– Estou colocando várias bolinhas de gude pelo chão junto com as batatas e os pregos grandes atravessados nela. 
– Isso pode causar um acidente. 
– Vai machucar mãe. Vai doer mais nele do que em mim.
– Pronto! O chão da cozinha está cheio de pregos com batatas e um monte de bolinhas de gude espalhados. Agora faltam duas coisas mãe. 
– O que é filho? Diga rápido. Seu pai chega daqui a pouco. 
– A bebida dele mãe. Pegue a garrafa. traga para o meu quarto. E preciso da vassoura também. 
– Tudo bem. Estou com medo Vitório. 
– Mãe. Depois desse dia ele não vai mais de machucar. 
– Está aqui a bebida dele. Para que vai usar a vassoura?
– Para quebrar a lampada da cozinha e da sala. Assim ele não vai ver o que tem no chão. 
– O carro dele Vitório. Acabou de chegar.
– Vai para o meu quarto mãe. Vou pegar o fósforo.
– Corre filho ele está abrindo a porta da sala!
– Silêncio mãe. 
– Eu cheguei Leonora! Hahaha! Não tem luz? Responde Leonora! Venha aqui agora mesmo! 
– Mãe! Fique aqui e não saia do meu quarto. 
– Hahaha! Vocês querem brincar de esconde esconde? Vem para o papai! Papai vai para a cozinha. Papai va... Argh Ai! Argh! Pow! Ahhhh! Estou ferido! Estou sangrando! Eu cai na cozinha! Meu peito está ferido. Tem pregos! Argh Ajudem-me. Dói muito. Meu joelhos. Estou com pregos! Não consigo andar! 
– Venha mãe. Vamos sair pela janela do quarto e assim saimos para o quintal. Vamos chamar ajuda está bem?
– Sim filho. Seu pai deve estar muito machucado. O que vai fazer com essa garrafa?
– Eu vou dar para o papai. Ele está gritando muito. Isso pode amenizar a dor. 
– Não filho! ele pode te machucar.
– Não vai mãe. Ele está desesperado. Corre pedir ajuda mãe.
– Tudo bem! Fique longe dele Vitório.
– Ficarei...
...
– Dói tudo. Socorro. Estou com pregos em todo o meu corpo. Eu cai em cima deles. Alguém me ajude!
– Estou aqui papai!
– É você Vitório!
– Sim! Eu trouxe a sua bebida!
– Filho! Sua mãe! Tentou me matar. Eu não posso andar.
– A bebida vai fazer você sarar!
– O-que está fazendo filho? Não acenda o fósforo.
– É para te ver melhor. Hahaha Pai! Você está sangrando. 
– Filho, você está colocando o pano de prato dentro da minha garrafa. 
– Aprendi muito pai. Tenho lido bastante. Quero ser alguém pai. Para isso preciso ter paz. 
– Foi cupa da sua mãe! Eu não queria ter um filho, mas ela não se cuidava. Tudo culpa dela. Ela mereceu tudo que aconteceu.
– E agora pai. Você vai receber por tudo que fez.
– Não acenda este pano filho. A garrafa pode explodir. Podemos morrer. 
– Só você vai pai. Só você. 
– Não! Não. Eu amo você filho! Não faça isso. Não jogue a garrafa em mim! Não. Argh! Não Estão queimando. Socorro. Socorro.
...
– Filho! Filho o que aconteceu? A casa está pegando fogo!
– Foi o papai. Ele acendeu o fósforo. Ele estava rindo muito. Acho que enlouqueceu mãe. 
– Sim. Sim. Acho que sim. Um dia você será um herói filho. Vai salvar muita gente.  
– Hahaha! Tenho certeza que sim mamãe. 


Caso de Família: - inicio do desespero. I infância do Desespero. 
Neculai 

Texto:
Adriano Siqueira

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