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sábado, 12 de dezembro de 2015

Histórias de Ficção e Horror - por Adriano Siqueira


Histórias de Ficção e Horror - por Adriano Siqueira
As histórias de Ficção e Horror traçam um caminho imaginário que nos leva aos mistérios e ao suspense. Nessas histórias o leitor vai encontrar muitos personagens estranhos e com toques macabros cheios de insanidade e loucura. 
Convido vocês a conhecerem as histórias que podem levá-los para vários mundos, onde tudo pode acontecer. 
link para ler as histórias - 
https://www.wattpad.com/story/56296155-hist%C3%B3rias-de-fic%C3%A7%C3%A3o-e-horror
Bem-vindos às Histórias de Ficção e Horror
Escrito por Adriano Siqueira
Capa e ilustração por Anderson Siqueira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Conheça mais os personagens da história "Fator Montese"



Olá pessoal,
O Fator Montese é uma história que reúne muitos personagens meus em uma única aventura.
Segue abaixo um resumo sobre cada personagem que está participando desta história e também os capítulos produzidos.






Segue abaixo os capítulos produzidos da história Fator Montese.


Abraços e obrigado sempre pela leitura e apoio.
Adriano Siqueira

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fator Montese Parte 12



Fator Montese
Parte 12

Luney e o Cavaleiro Valente estavam (agora é para valer) a procura de um outro caminhão que carregava um programa com a outra metade do código para completar o Ritual Montese. Por causa do caso em que eles estavam o carro foi perdido e a Alicia Zoom foi buscá-los. O Cavaleiro Valente ainda estava pensando no caso anterior.

— Luney, Se eu tivesse um cachorrinho faria de tudo para ele viver.
— Você não tinha um cavalo?
— Sim! Ele era o valente da história. Gostava do meu cavalo. Sinto falta dele.
— Um dia você volta para o seu reino e recupera tudo que perdeu.
— O tempo. O tempo é tudo que a gente acaba perdendo Luney. Se eu voltasse para meu reino. Eu não seria mais o mesmo. Passei por tantas aventuras. Eu cresci muito.
— Talvez você poderia ser até um rei.
— Edgar. O rei. Eu ainda vou encontrá-lo. Ele vai pagar por tudo que fez. Por tudo que ele tirou de mim.
— Espera Valente. O celular está tocando.
— Deve ser o Neculai. o Vampirulito.
— Eu ouvi isso Valente... Ha Ha Ha. Seu humor me faz bem. Ha Ha Ha. Estou passando as coordenadas do caminhão para o GPS assim vocês podem localizar mais rápido. Tomem cuidado. quando acharem o caminhão desativem o sistema que impede o sinal do celular. Deixem um celular dentro do caminhão e eu cuido do resto.
Luney responde com rapidez.
— Tudo bem para mim.
— Por que desligou? Eu não...
Luney faz um sinal de silêncio para o Cavaleiro Valente e alerta que a Alicia confia no Neculai e ela pode contar tudo que eles falam.
— Alicia! Temos que pegar a arma do Valente. Ele amarrou os seguranças com ela e deixou lá.
— O celular tocando novamente.
— Ha Ha Ha. Adivinha quem pegou a arma do Valente? Ha Ha Ha; Alias é uma ótima arma. Nas mãos certas seria uma grande forma de ganhar uma guerra.
— Neculai. Eu não tenho como ganhar de um exército sem ela.
— Não se preocupe Valente. Eu estou na minha moto e estou perto do caminhão. Eu entrego para você quando desligar o sistema que me impede de entrar nele.
— Você é esperto Neculai.
— Sempre Valente. Faz parte do Sangue e Desespero. Ha Ha Ha.
— Parece que vamos ter que cumprir esta missão Luney.
— Mas... Onde será que está o Lord Dri?
Neculai estava na moto seguindo o caminhão. Assim que o Valente e o Luney conseguissem completar a missão Neculai conseguiria completar o programa digital do Ritual Montese. Neculai maginava como seria poderoso e assim ele poderia mandar um exército para qualquer lugar do mundo apenas uma ligação. Ele protegeria o seu país. Ee transformaria o seu país no primeiro mundo. Muitos se curvariam diante o Brasil. De repente ele é arrancado da moto e seu corpo bate várias vezes no chão. Neculai olha para a estrada e vê o Lord Dri na sua frente. Neculai pede calma enquanto tentava se levantar. O Lord continuava parado e quieto.
— Ha Ha Ha. O vampiro tradicional. Para quê tanta violência? Estavamos quase terminando.
Neculai pega a arma do cavaleiro valente. Com a força do pensamento a espada começa a se transformar em muitas armas diferentes. Lord Dri adverte.
— Nenhuma arma vai te salvar Neculai. Não dessa vez.
— Por quê Lord? Eu sou um bom vampiro. Você tem o seu mundo. Sempre foi o maior de todos. É o tradicional. Tem todos os poderes dos antigos vampiros.
— Pare de me bajular Neculai! Confessa que você matou Angelo Donnati!
— Eu não o matei. Estava ocupado fazendo download de uma parte digital do Ritual Montese. Eu não tinha como salvá-lo quando ele foi atacado e caiu do caminhão.
— Mentira! Sua ganância fez isso. sua ganância vai levar todos nós para o inferno.
— Minha ganância vai salvar este país! Eu não sou um vampiro que fica de braços cruzados vendo os humanos morrerem. Eu os protejo Lord Dri. Eles me querem.
— Você manipula os humanos Neculai. Você faz os seus jogos sórdidos para conquistar o seu maldito Desespero!
— Alguém tem que divertir no meio deste caos não é? Veja só você Lord. Todo este seu poder e ninguém quer a sua ajuda. É ingênuo demais. Muitos preferem não precisar de você. Esta velho. Ultrapassado. Eu! Eu sou o vampiro que este mundo precisa! Eu sou o messias, o arauto, o...
— O Assassino! O Ditador! E eu vou acabar com você Hoje e Agora Neculai.
Lord Dri se transforma em um lobo e corre na direção do Neculai que levanta a espada e espera para atacar o lobo.
O carro onde estava o Luney, Cavaleiro Valente e a Alicia Zoom, passam entre eles e o Cavaleiro Valente toma a espada do Neculai e continua a seguir em frente com apenas um grito do Valente.
— Obrigado por guardar minha espada.
Alicia tenta ajudar o Neculai mas o Luney adverte.
— Melhor seguir com nossa missão. Neculai sabe se cuidar.
Desarmado. Neculai é atacado pelo lobo. Ele tenta desviar das mordidas mas o lobo morde com muita força o seu ombro. Neculai chuta o lobo várias vezes até que o lobo solta por alguns segundos. Lord Dri se transforma em um urso e ataca com suas garras. Neculai é jogado em uma distância de dez metros. O Urso morde uma das pernas do Neculai e começa a arrastá-lo no asfalto por uns cem metros e depois o solta.
— Foi assim que o Angelo morreu Neculai. Arrastado no asfalto? Como se sente?
Neculai sorri e tenta se levantar. Ele pega o celular e desaparece.
— Não! Maldito!
Lord Dri se transforma em morcego e usa a sua visão especial tentando localizar alguma pista sobre o Neculai e ele acaba achando um pequeno rastro luminoso. Lord Dri voa o mais rápido possível até chegar em um posto de gasolina onde uma mulher que estava no carro tinha um celular que estava tocando. Lord Dri toma o celular das mãos da mulher e atende.
Neculai aparece atrás do Lord e prende o seu pescoço com o braço. O Lord se transforma em névoa. As pessoas começam a correr do posto de gasolina. Neculai pega um extintor de CO2 do carro e liga apontando para a névoa transformando-a em estado sólido. Neculai arranca a mangueira de onde sai a gasolina fazendo com que ela se espalhe pelo chão. Ele Liga o carro e vai até uma distância segura. Ele arranca a porta do carro e joga no posto de gasolina. O impacto da pancada da porta no chão causa uma faísca fazendo com que o posto de gasolina explodir completamente.
Neculai sorri e comemora.
— Adeus Lord Dri. A era dos vampiros tradicionais finalmente acabou. Ha Ha Ha. O mundo agora pertence ao Neculai Ha Ha Ha. Vou tirar uma selfie junto com o incêndio para mostrar para os meus fãs.




Continua...

por Adriano Siqueira




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Paixão pelo Medo - Parte 3



Paixão pelo Medo - Parte 3


A Avenida Brigadeiro Faria Lima estava muito movimentada. No shopping Iguatemi a policia estava impressionada com a quantidade de mortos que estavam na frente do shopping. Alguns homens mortos tinham armas e estacas para matar vampiros. Bem perto dali havia um prédio onde era o escritório de um homem muito conhecido. Senhor D.Lasco. Um milionário que comandava muitas empresas de São Paulo. Um homem entra em seu escritório e coloca duas fotos na sua mesa.
— São estes dois Sr. D.Lasco. Eles são os candidatos perfeitos.
Enquanto ele analisa as fotos ele pergunta para o seu empregado.
— Alguma novidade sobre as mortes do shopping?
— Sua filha Ariane está sendo caçada por toda a parte. Na mesma noite atacaram um prédio na Vila Macote e o shopping Iguatemi. Os locais são distantes mas era para ela ter ido lá. Felizmente chegamos antes e liquidamos os caçadores. De alguma forma alguém soube da agenda dela.
— Não quero que ela se meta com os humanos. Jaime. Você precisa cuidar disso. Deixe ela longe dos humanos. Isso está chamando a atenção dos caçadores. Até lá. Cancele toda a agenda dela. Essas fotos. São de quem?
— Farei isso Senhor. As fotos são da Viviam e do Edson. Eles são irmãos. Odeiam um garoto chamado Mauricio. Peço autorização para transforma-los.
— Qual seria o motivo?
— Pelo que investiguei. Ontem a sua filha conheceu um humano.
— Mais um? Isso tem que acabar. Ela nos expõe demais. Os caçadores estão chegando muito perto por causa dos seus descuidos. Eu já me cansei disso.  
— Por isso peço autorização para transformar estes dois. Eles sabem tudo sobre o humano que a Ariane esta saindo. Com a transformação. Eles podem acabar com isso.
— Está autorizado Jaime. Quanto mais rápido isso acabar mas seguro me sinto.
Jaime saiu da sala e pegou o seu carro da garagem. Ele vai até o colégio onde estavam a Viviam e o Edson. Eles estavam na porta da saída do colégio. Jaime saiu do carro e caminhou até eles.
— Viviam! Edson! Meu nome e Jaime. Trabalho para o Sr. D.Lasco ele tem uma oferta de emprego para vocês. Sei que estão precisando de emprego e ele tem muitas empresas.
Viviam Sorri e responde:
— Eu mandei um currículo para lá faz um ano. Finalmente ele nos procurou. Todo mundo gostaria de trabalhar para ele. Este é o meu irmão Edson. Nossa nem acredito que vou trabalhar para ele. Obrigado por ligar e marcar com a gente aqui no colégio.
— Podem entrar no carro. O emprego é urgente e paga muito bem. Por isso vim buscá-los pessoalmente.
Jaime leva os dois para um escritório vazio que ficava no ultimo andar do prédio da gazeta na Avenida Paulista.
— Fiquem aqui que eu já volto com os papéis.
— Tudo bem Sr. Jaime.
Jaime tranca a porta. Os dois começam a conversar.
— Lugar estranho. Tudo vazio. Só tem duas cadeiras.
Neste momento as janelas começam a escurecer até que a claridade da sala desaparece por completo.
— Por que está tudo escuro? Só tem uma pequena luz aqui. Que barulho é esse Edson?
— Não sei... Parece um rosnado.
Eles olham para uma porta. que abre lentamente. Um lobo de olhos vermelhos rosnando entra na sala. Os dois gritam e tentam abrir a porta, mas não conseguem. O lobo morde o pescoço do Edson e isso deixa a Viviam em pânico. Ela tenta de toda a forma sair daquela sala. O lobo olha para ela e se aproxima vagarosamente.
Em um intervalo de meia hora. Com uma xícara de café na mão. Jaime olha o lobo e ele volta para a outra sala.  As janelas voltam a passar a claridade do Sol. Ele vê os dois corpos no Chão. O rapaz estava com uma mordida no pescoço e a garota com uma mordida no braço. Jaime chama dois homens para carrega-los.
Duas horas mais tarde os dois acordam em uma cama. O local parecia um hospital. Eles estavam com as feridas das mordidas devidamente enfaixadas. Jaime entra na sala e começa a falar.
— Vai levar um tempo para a dor passar.
— O que fez com a gente! - Perguntava Viviam.
— Vocês queriam um emprego. Agora são nossos cães de guarda particulares.
Jaime jogou uma foto na cama deles. A foto era do Mauricio.
— Vocês foram mordidos por um lobisomem. Serão nossos lobos. E este rapaz é a sua caça.
Viviam olha para o Edson e eles começam a rir.

Mauricio estava almoçando com as suas mães em seu apartamento. Elas ficavam olhando para ele. O almoço estava muito silencioso. As duas mães olhavam cada movimento do seu filho e ele as olhava, dava um sorriso e continuava comendo. Até que a Selma perguntou.
— Você não tem nada para dizer Mauricio.
— Sim! - Ele dizia todo sorridente e com a boca cheia.
— Finalmente! - Disse Regina - Eu também quero ouvir tudo.
Mauricio levanta as mãos e pede calma.
— Tudo bem! Vamos por partes.
— Certo! Por partes. - Dizia Selma olhando para a Regina. Começando pela...
Mauricio interrompe.
— A Prova de literatura! Isso! Eu fui ótimo! O professor ficou muito satisfeito com a minha nota! Acho que deveríamos comemorar!
Selma e a Regina se olham como se o Mauricio quisesse escapar do assunto principal. Selma complementa.
— Você não está esquecendo nada? Tipo... - Selma faz um sinal com os olhos para o quarto dele.
— Ah! Sim! A Janela!
— Isso filho! - Responde a Regina. — Finalmente chegamos no assunto que queríamos. Quero ouvir todos o detalhes.
— Ah. Bem Rê! Eu estava estudando e de repente bum! Então a janela explodiu. Foi aí que conheci a Ariane e... Uau! Eu nunca tinha conhecido alguém como ela. A gente conversou tanto. Inclusive eu a convidei para jantar aqui em casa hoje a noite e eu ainda não sei o que vamos jantar. Ela é uma vampira e nem sei o que ela pode comer. O que vamos oferecer?  
Regina e Selma Ficam impressionadas com a velocidade que ele explicou tudo com a maior naturalidade do mundo, Regina foi a primeira a falar.
— Filho? Ela explodiu a Janela? Vampira? Jantar hoje? Não! Não!
Selma apoia a Regina e complementa.
— A polícia disse que tinha muitos homens mortos por invadirem outros apartamentos. Essa vampira matou todos eles. E você quer que ela venha para o jantar? Para quê? Será que é para explodir a sala ou a cozinha? Ela vai querer nossos pescoços no jantar?
— Não Selma! Ela fez tudo para se defender. - Mauricio tentava amenizar a conversa mas nada estava dando certo. Selma continuava.
— Uma vampira. Minha nossa Mauricio. Você só tem dezessete anos. sabe lá quantos séculos ela tem. Não sei se riu ou choro.
— Já escrevi músicas sobre vampiros. Acho seres fantásticos Mauricio, mas são perigosos. Você viu o que ela fez neste prédio. Não podemos simplesmente esquecer tudo isso. Falo isso por sua segurança. - Dizia Regina sendo apoiada pela Selma. Mauricio tenta explicar.
— Sei que vocês estão preocupadas. Mas quando vocês conhecerem a Ariane vão ver que ela é adorável e eu...
— Você o que Mauricio? - Peguntava Selma.
— Eu gosto dela Selma. Pensou em namorar com ela.
Regina olha para o Maurício e questiona.
— Mas você só tem dezessete anos. Se ela é vampira não vai poder sair de dia. Sair de noite com a sua idade nem vai poder ir nas baladas noturnas com ela.
Selma defende.
— Regina. Neste caso não posso dizer nada. A idade nunca me impediu de sair. Sempre tem um lugar. Eles podem namorar no quarto. Sei lá.
— Eu sei! Mas deve ser muito estranho. Vai que ela leva nosso filho em um lugar que só tem vampiros e pegam ele como jantar.
— Se ele disse que ela gosta dele.
Mauricio Interrompe e acrescenta.
— Vamos fazer o seguinte. Ariane vem jantar com a gente. Assim todo mundo se conhece melhor e depois vocês podem tirar suas conclusões e eu vou aceitar a decisão de vocês. Tudo bem?
— Já estou até vendo...
— Adivinha quem vem para o jantar!
Todos começam a rir.

Ariane havia chegado no horário marcado. Mauricio veio buscá-la na portaria. Eles se abraçam e se beijam;
— É bom Vê-la novamente. Ariane.
— Mau. Eu já estava com saudades.
Antes dos dois subirem para o seu apartamento. Viviam aparece na porta do prédio e pergunta para o Mauricio.
— É por essa Bruaca que me trocou? Que mulher mais sem sal.
— Viviam. Isso não é da sua conta. Já terminamos.
Ariane sente algo errado e puxa o Mauricio para dentro.
— O que foi Ariane?
— Tem algo estranho aqui. Essa garota não é o que parece.
— Viviam é a minha ex.
— Algo aconteceu com ela. Não é mais humana.
— Ela nunca foi muito humana.
— É sério. Vamos entrar.
Viviam percebe que a Ariane sentiu algo nela e ela pula o portão com apenas um pulo.
— Gostou Mauricio. Eu posso fazer muito mais que isso agora.
Viviam agarra o Mauricio e joga ele em uma distância de cinco metros. caindo no jardim do prédio. Ariane pega Viviam e bate a sua cabeça na parede duas vezes. Viviam Sorri e empurra Ariane na porta de vidro da recepção do prédio. Ariane se levanta rapidamente e assiste a transformação da Viviam em um Lobo. Ela salta em direção a Ariane e tenta morder o seu corpo. Ariane agarra a cabeça do lobo e bate três vezes no chão. Deixando o lobo tonto. Eles se olham por algum tempo e o lobo foge saltando o portão. Ariane corre para o jardim e verifica como está o Mauricio.
— Eu estou bem. Mas no que a Viviam se transformou?
— Ela é um lobo agora. O alvo era você.
— Mais essa agora. Estudamos na mesma classe. Já era difícil. Agora então. Bem. Vamos subir. temos uma reunião com a família. Por favor Ariane. Não diga sobre isso.

Suas mães preparam o jantar sem saber exatamente se a vampira podia comer algo. Selma comentava.
— Temos alho e caso ela queira nossos pescoços eu faço uma estaca com o cabo da vassoura.
— Nosso filho está crescendo Selma. Isso me lembra quando eu era adolescente. Meus pais ficavam impressionados com as minhas loucuras.
— Eu sempre achei que o Mauricio era mais adulto do que os outros garotos da idade dele. A vampira parece que conquistou o seu coração.
— Ele teve boa educação Selma. Você é uma boa mãe.
— Você também é Rê.
Mauricio entra com a Ariane e anuncia:
— Chegamos! Protejam seus pescoços!
— Filho... Que brincadeira. - Regina deu um sorriso e foi até a sala.
— Olha! Esta é a Ariane.
— Muito prazer Ariane. Adorei a decoração que fez no quarto do Mauricio.
— Mãe.
Ariane interrompeu o Mauricio e falou com a Regina.
— Sinto muito por isso Regina. Eu já pedi para o meu pai resolver isso. Amanhã mesmo uma equipe virá aqui e vai deixar tudo arrumado. Todos os andares que foram atingidos será devidamente arrumado. Claro que ele vai dizer que é uma empresa que fará um serviço gratuito para divulgar sua empresa. É uma forma dos vampiros não serem visados pelos humanos.
— Imagino. Deve ser difícil ser vampiro. Muita gente eve procurar vocês para ter uma vida eterna.
— Sim. Por isso somos discretos. Isso também nos protege dos caçadores. Quase sempre.
— Onde está a Selma, Rê?
— Na cozinha. Preparando um suco de alho.
— Rê?!
— É brincadeira. Selma! Ariane já está aqui!
— Eu já vou! Oi! Ariane! Venha sente-se! Tenho muitas perguntas. Afinal não é sempre que uma vampira conversa com a gente. Ainda mais para namorar nosso filho.
— Mãe?!
— Brincadeira. Mas saiba Ariane. O Mauricio é nosso filho único. E só tem dezessete anos. Eu não sei se conhece muitos humanos dessa idade, mas é uma idade onde tudo não tem limite. Por isso acho que se vocês querem namorar. Bom. Só no quarto.
— E sem mordidas. - Acrescenta Regina.
Ariane olha para as duas mães e sorri.
— Não se preocupem. Sou uma vampira que conhece muitos humanos. Meu pai tem muitas empresas. Ele cuida de muita gente. Somos uma família discreta e ajudamos muita gente. Existem os caçadores sim. Mas não atacam os humanos só a gente mesmo.
— Mas todo o cuidados é pouco. Mesmo assim acidentes acontecem. Por isso acho que, por enquanto namorem no quarto. - responde Selma.
— Tudo bem para mim. Quero muito namorar com o filho de vocês. Ele me salvou. É um homem e tanto. Gentil e carinhoso.
— É que minhas mães cuidam bem de mim e são maravilhosas.
— São mesmo.  - Completa Ariane. — Mauricio me disse que você fez umas músicas sobre vampiros para a sua banda Regina. Eu quero ouvi-las.
— Agora você está falando a minha língua Ariane. Sim! Eu adoro compor e cantar. Depois passo as músicas para você. Por que vocês não ficam no quarto? Assim ficam mais a vontade. Se precisarem de algo é só chamar.

Mauricio e Ariane vão até o quarto e fecham a porta. Ariane o abraça.
— Que tal uma dança Mau?
— Agora? Aqui?
— Sim. Quero você perto. Sei que temos muitos desafios mas eu quero vencê-los com você ao meu lado. Quero fazer tudo com você por perto.
— Você é uma vampira Ariane. Talvez eu apenas preencha um décimo da sua vida.
— Este décimo será melhor do que toda a minha vida.



Por
Adriano Siqueira   

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Paixão pelo Medo - Parte 2



Paixão pelo Medo - Parte 2


Mauricio não conseguiu dormir naquela noite. A policia e os jornalistas estavam por todo o prédio. O mistério de uma garota que entrou em alguns apartamentos para liquidar os homens que invadiram, deixaram todo o bairro e a cidade em alerta. Alguns falavam de terrorismo e outros diziam que a cidade estava sendo invadida por monstros assassinos. Tudo isso iria prejudicar muito a sua prova de literatura que era nesta manhã. Ele achava que nunca iria conseguir fazer a prova e que o resultado seria pior que as outras notas baixas que tirou durante o ano.
A policia ficou muito tempo no quarto do Mauricio. Procurando provas sobre o que aconteceu. A janela do quarto toda destruída e muito sangue no chão. Finalmente Mauricio foi liberado para ir fazer a prova. Ele chegou no horário. Os seus colegas sabiam o que tinha acontecido. As quantidades de perguntas deixavam o Mauricio mais distante do que estudou. Nada sobre o que leu durante a noite era lembrado. Ele estava em grandes apuros. Seu professor entendia a situação mas ele sempre foi atencioso com o Mauricio durante o ano todo e se continuasse assim o Mauricio jamais iria melhorar. Ele precisava vencer esta dificuldade.
O professor deu a prova para o Mauricio e disse que tinha meia hora para terminar.
Tudo que o Mauricio conseguia pensar era na noite anterior e o seu encontro com a Ariane. Ele queria uma vida de aventuras e agora estava pensando como era boa a calmaria da sua vida. Uma borracha acerta a sua cabeça e ele olha para trás e vê a Vivian, a namorada que ele não queria mai. Ela mostrou os dedos médios para ele e fez careta. "Deveria ter morrido" ela disse com voz baixa e continuou a fazer a prova.
Tudo mostrava que este dia seria terrível em sua vida. Logo a sua família estaria em casa e ele teria que explicar tudo o que aconteceu.
Mauricio olha para a prova. Não conseguia ler. As perguntas se embaralhavam em sua mente. Pensava em entregar a  prova sem resposta. Já havia passado vinte minutos. Sua mente não estava ali. Ele pensava na decepção que a sua família teria com ele. Seu professor olhava para ele e sorria fazendo gestos para que o Mauricio faça a prova. Novamente ele começa a ler a primeira pergunta da prova e de repente a sua mente começa a responder a pergunta com rapidez. Ele se lembrou e sorriu. Olhou a outra pergunta e começou a responder quase rindo. O colegas pediam silêncio. O professor perguntou se tinha lido alguma piada e ele respondeu que estava tudo fácil. Começou a responder todas as perguntas e, em pouco tempo tudo estava devidamente respondido. Entregou a prova confiante para o professor e saiu da classe cinco minutos antes de terminar o tempo.
Mauricio comemorava pelo corredores do colégio até que foi empurrado por alguém que estava escondido. 
— Vou mostrar para você como se deve tratar a minha irmã. 
Edson, o irmão da Viviam estava esperando a saída do Mauricio da sala de aula. Ele agarrou o rapaz e jogou no armário de ferro. bateu a cabeça dele na porta do armário e o mauricio caiu atordoado. Edson Chuta o estomago uma vez e grita.
— Você não merece a minha irmã.
Quando Edson estava para dar um segundo chute a porta do corredor abre e uma ventania toma conta do corredor. Edson é agarrado por alguém que se move muito rápido e ele não tem tempo de reagir. Seu corpo é jogado em uma lixeira no corredor. O barulho faz com que todas as classes saiam para ver o que estava acontecendo. Mauricio se levanta e cambaleando segue para o banheiro para passar água em sua testa que estava um pouco inchada.
Mauricio estava caminhando devagar pela rua a caminho de casa. Embora estivesse um pouco machucado ele estava satisfeito com o resultado da prova. Mesmo assim. Ficou se perguntando sobre o que aconteceu no corredor. Ele não acreditava em super-heróis até agora. 
Do outro lado da rua havia uma garota com um guarda-chuva aberto. Algo que chamou a atenção do Mauricio já que não estava chovendo e além disso ela tinha um estranho magnetismo. Como se ele fosse puxado para ir até ela. Quando se aproximou ele a reconheceu. Era ela.
— Foi bem na prova Mauricio?
— Estranhamente sim Ariane. As respostas surgiram em minha mente com facilidade. Estava tudo lá no fundo da minha mente e eu vi com claridade. Cheguei a rir em alguns momentos por achar as respostas muito fáceis de responder. 
— Você é inteligente Mauricio. É só seguir o seu extinto e certamente irá conquistar o que quer. Você está bem? parece ferido.
— Eu bati a cabeça na porta quando comemorava o resultado da prova.  
— É algum tipo de fetiche se machucar quando está feliz? Se for, eu vou entender; Humanos são estranhos. 
— Ah Não. Foi um acidente é só. O guarda-chuva te protege do Sol?
— Sim. Ajuda bastante. Este é especial. Tem uma camada que me protege dos raios ultravioleta.
— Aquela luz que usamos para reconhecer dinheiro falso?
— Você é esperto Mauricio. E bonito também. 
O sorriso de Ariane era algo que encantava o Mauricio. Ele sabia que ela era uma vampira poderosa. Matou muitos homens na noite passada. Como pode alguém parecer tão frágil e ao mesmo tempo ser letal e perigosa. Isso o deixava um pouco afastado dela e ela percebeu isso. 
— Tem medo de mim Mauricio?
— Bom. Eu vi o que fez ontem. Eu estava desesperado. Por alguns momentos achei que iria voltar e me eliminar por ter te visto. Sei que deve se proteger desses caçadores custe o que custar. Fiquei imaginando que, se me deixasse vivo, seria um perigo para a sua proteção. 
— Eu só me protegi deles. Existem muitos querendo acabar com os vampiros. Por vários motivos. Mas tenho amigos também. Eles nos ajudam. Entendem que não somos monstros. Entendem que podemos conviver muito bem com os outros. Você me ajudou Mauricio. Sou eternamente grata por isso. Espero conhecê-lo melhor. 
Mauricio fica impressionado e sorri. Uma garota como ela certamente poderia ter alguém melhor como amigo. Ao pensar nisso ela responde com rapidez.
— Mas não quero você só como amigo. 
Ariane abraça o Mauricio e lhe dá um beijo apaixonado. Por alguns segundos Mauricio fecha os olhos e imagina estar flutuando. Ela coloca as mãos em seu rosto enquanto beija morde de leve os seus lábios. Quando ele abre os olhos percebe que eles estão a um metro acima do chão. Ele fica desequilibrado e caí. Ariane ri e responde. 
— Tem que se acostumar se quiser ser meu namorado.
— Pode deixar Ariane. Da próxima vez eu trago uma almofada.
— Queria conhecer a sua família e depois te levo para conhecer a minha. O que acha.
— Ah a minha família é normal. Já devem estar em casa esperando explicações sobre a janela quebrada, mas eu deixei um recado na geladeira explicando tudo.  Sei bem que vão querer detalhes pois não é sempre que o filho tem um quarto destruído. A sua família é que deve ser avisada que sou um humano amigo ou eu viro jantar. Falando nisso, por que não janta com a gente hoje? Seria ótimo ter você por lá. 
— Combinado Então Mauricio. Posso chamá-lo de Mau?
— Se você gosta. Tudo bem. Vou esperar você. 
— Estarei no seu prédio às 20hs. Não se preocupe pois já irei bem alimentada. Vamos apenas conversar e namorar. 
Um carro para e abre a porta. Ariane se despede e sorri.



Por
Adriano Siqueira

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Audiocontos de Adriano Siqueira - contos para ouvir




Histórias, poemas, contos e crônicas Narrados - Audioconto 

Escrito e narrado por Adriano Siqueira


Um audioconto de terror que fiz e se chama "Vitória" -
https://www.youtube.com/watch?v=W92CXKuHGHw

Toque Mortal - audioconto de terror
https://www.youtube.com/watch?v=LkGKAZ-1Fd4

A Desculpa - Narrado e escrito por Adriano Siqueira (todas as vozes)
https://www.youtube.com/watch?v=_mMJoZ1UP3o

Os Abandonados
https://www.youtube.com/watch?v=QrC0dHPEr3E

Mulher Vampira - Homenagens as vampiras
https://www.youtube.com/watch?v=NiZSa5iqXfY

Meu mundo Insano
https://www.youtube.com/watch?v=FzgwVluvxRw

A Eterna aliança dos irmãos
https://www.youtube.com/watch?v=-0OLkXXuGac

A Vampira e a Vingança
https://www.youtube.com/watch?v=HCoLhBT4Mgs

V de Vampiro e de Vitória
https://www.youtube.com/watch?v=BBmqeoe18Og

A Sintonia dos Vampiros
https://www.youtube.com/watch?v=Wu3ax2IvNeA

Controle Total dos Vampiros
https://www.youtube.com/watch?v=N2NYCNQaaLg


Audiocontos com histórias de Adriano Siqueira 
narrado por outras pessoas


Hora de ler um livro de vampiros - história de Adriano Siqueira - Narração Bianca Luna - do blog Entre Livros e Entrelinhas 
https://www.youtube.com/watch?v=1z5_s1tIA80 

BALADA NOTURNA - história de Adriano Siqueira - Narração Bianca Luna - do blog Entre Livros e Entrelinhas 
https://www.youtube.com/watch?v=15ERFwz_ilg 

A Terrível História do Fotógrafo da Morte: Creepypasta / Baseado no conto "O Fotógrafo" escrito por Adriano Siqueira - audioconto produzido pelo canal EuTeConto
https://www.youtube.com/watch?v=Z58asJgwiI8

Destino - história de Adriano Siqueira Narrado por várias pessoas
http://www.overmundo.com.br/banco/contos-de-vampiros-para-ouvir-como-nas-antigas-radionovelas

Ira da vampira - texto adriano siqueira - narração - Kah Dracovik
https://www.youtube.com/watch?v=krMPzY8Fp7o

O Dia em que as Nuvens Caíram- Narrado por LeMohamed Aki
https://www.youtube.com/watch?v=7GW_VvA0RJc

Pacto Eterno - Narrado por LeMohamed Aki
https://www.youtube.com/watch?v=6Gwlhi0HAaE&feature=share

A Vampira de Vermelho - escrito por Adriano Siqueira - A produção é de Anny Alucard
A narração de Louise Duarte
https://www.youtube.com/watch?v=4xRa9FX9sOY

A Vampira do Lotação - Narração Lis Moment
http://www.overmundo.com.br/banco/a-vampira-do-lotacao

Vampyra Luna - Narrado por Lis Moment
http://www.overmundo.com.br/banco/vampyra-luna-poema-narrado-dedicado-as-mulheres-vampiras

Lucila, a vampira - Conto sobre a personagem Lucila de 'Relações de Sangue', da autora Martha Argel, escrito por Adriano Siqueira. Narração de Louise Duarte
https://www.youtube.com/watch?v=sUwN2ewXBz4

Paixão pelo Medo - Conto de Vampiro



Paixão pelo Medo

Mauricio estava em seu quarto estudando para a prova de literatura que seria no dia seguinte logo pela manhã. Ele tinha que tirar uma boa nota pois as provas anteriores estavam muito abaixo da média. 
Ele sabia que não teria uma nova chance. Precisava recuperar as notas perdidas. Seria uma longa noite de estudos.
Ele mora no oitavo andar de um prédio na Vila Mascote, um bairro na zona sul de São Paulo. 
Mauricio tem 17 anos de idade. Mora com suas duas mães. Elas são muito bem casadas e ele se sente um garoto de sorte pois elas são muito atenciosas com ele, mas também são exigentes. Querem que o Mauricio estude muito e seja alguém na vida. Hoje, elas estão no Rio de Janeiro na casa dos avós de Mauricio. A mãe Selma é jornalista e nasceu em São Paulo, ela conheceu Regina (a outra mãe) em um show de rock no Rio de Janeiro. Ela é vocalista de uma grande banda.      
O celular do Mauricio tocou e ele atendeu. Era a sua namorada Vivian. Ela gostava muito do Mauricio, mas ele ainda estava indeciso sobre este romance. Quando eles saiam Mauricio parecia estar em outro mundo e deixava a sua namorada falar e falar e ele apenas concordava ou comentava pouco sobre o assunto. Vivian era uma garota atraente, mas Mauricio não se sentia bem. Estava muito preso em seu mundo. Ficava imaginando histórias e mundos diferentes. Queria um mundo mais cheio de aventuras. Uma garota que valeria a pena se apaixonar. Mauricio gostava de viver paixões loucas. O cotidiano para ele era algo terrível e sem sentido. 
— Alô Vivian. Como você está.
— Eu não me sinto bem. Você não me liga. Não manda mensagem. Não conversa comigo. Isso não é um namoro. 
— Eu sei. Desculpe. Estou estudando para a prova de literatura amanhã. Estava concentrado. 
— Você vive concentrando. Não se diverte comigo. 
— A gente foi no cinema no sábado. 
— Sim mas você não falou nada e só me beijou quando me viu e depois só me beijou quando foi embora. Eu não me sinto bem assim. Se você não gosta de mim é só falar. 
— Eu gosto de você Vivian.
— Então diga que me ama. Diga que vai se dedicar para mim. Diga que vai me dar valor. Que me vê como sua namorada.
— E-eu bem. Sim. Eu amo você.
— Isso foi forçado. 
— Desculpe. É que estou com a prova de literatura na minha mente. 
— Mauricio. Faz o seguinte. Fique com seus livros sobre literatura. Eu não vou ficar aqui conversando com alguém que não se importa.
— Mas eu me importo Vivian. É que preciso tirar boas notas.
— Você é o pior namorado que alguém já teve.
— Alô? Vivian? Desligou. 
Mauricio fecha o livro de literatura e olha para a janela e comenta. 
— Acho que a Vivian não vai querer continuar este namoro. Acho que ninguém vai querer namorar comigo. Eu só penso em ter uma vida cheia de emoção. A noite está perfeita para uma boa aventura. Não está chovendo e a lua está cheia. 
Ele olhou para os livros que estavam em cima da sua cama. 
— Mas eu preciso estudar. Que droga. Que vida inútil. Vou fazer um suco. 
Quando Mauricio abriu a porta do quarto. A sua janela explodiu. Ele se jogou no chão e protegeu a sua cabeça com os braços. O impacto foi tão forte que pedaços da janela passaram pelo corredor do apartamento e chegaram até a sala. Era uma distância de seis metros até a sala. Ele ficou abaixado. Pensou que o terrorismo tinha chegado no Brasil. Pensou que era uma bomba e continuou naquela posição deitado no chão e com os braços protegendo a cabeça. O silêncio foi invadido por gemidos. Mauricio escutou gemidos no seu quarto. Alguém estava ferido. Ele se levantou com cuidado e foi até o quarto. A janela estava toda destruída. Agora era um buraco na parede do seu quarto. Logo que ele olha para o chão ele vê uma garota toda cheia de sangue e com uma estaca de madeira enfiada em seu peito. Ela estava tremendo e gemendo. Suas mãos tentavam arrancar a estaca, mas ela não tinha forças suficiente para isso. Mauricio se ajoelha perto dela e ela fica olhando para ele e para a estaca. Estava pedindo ajuda. Ele segura a estaca e começa a puxar para fora. A garota começa a gritar. Ele sabe que deve estar doendo muito pois ele sente que a estaca estava raspando as costelas. Ele usa mais e mais força até que consegue arrancar a estaca toda cheia de sangue. e joga para fora da janela. Mauricio fica olhando a garota e ele pergunta.
— Você está bem? Quer um pouco d´água? 
Eram perguntas estúpidas. Mas ele estava nervoso. Não sabia o que perguntar. A janela era no oitavo andar. Ele se perguntava como ela chegou ali. Foi jogada por um avião ou helicóptero? Caiu do céu? E a estaca? Será que a pessoa que fez isso virá atrás dela? 
Enquanto a sua cabeça formava uma pergunta atrás da outra, o interfone tocou. A garota segurou em sua mão e a ela fazia gestos para que ele não atendesse. 
— Calma. Talvez apenas queiram saber se está tudo bem aqui. Muitos vizinhos devem ter ouvido a janela explodir. Eu já volto. Prometo. 
Mas ela insistia para ele ficar. E apontou para a janela. 
— Quer que eu olhe a janela? 
Mauricio se levantou e olhou para fora. Haviam dois carros pretos na rua. Quatro homens apontando para a janela. Alguns falavam por celular. 
— Foram eles que enfiaram a estaca em você.
Ela afirma com a cabeça. O interfone continua tocando. 
— Não saia daí. Eu vou ver o que posso fazer. 
— Alô!
— Tem um homem aqui querendo falar com o senhor. Disse que é urgente. 
— Diga que não vou atender. Peça para ir embora. 
— Só um mom... Bang Bang.
Mauricio escuta os dois tiros e desliga o interfone e corre para o quarto. A garota estava em pé, cambaleando e se segurando nas paredes. 
— Você não está bem. Precisa se deitar. 
Mauricio vê que o buraco do seu peito causado pela estava havia se fechado completamente. 
— Você se recupera rápido.
A garota pega os lençóis da sua cama e vai até a porta. Ela os enrola fazendo parecer uma corda. aporta para a porta. 
— Quer que eu abra? Não! Eles estão vindo para cá. Vão te matar. 
Ela sorri e continua apontado para abrir. Mauricio abre a porta e tenta acompanha-la mas ele é empurrado para dentro do seu apartamento e ela fecha a porta.
— Não pode ir sozinha! Você está ferida!
Mauricio fica desesperado. Ele sabe que ela está fraca e eram muitos homens. Sabia também que depois que eles liquidassem aquela garota ele seria o próximo. Ele vai até a janela e vê que só tem os carros pretos lá. Os homens devem ter entrado no prédio. Antes de tomar alguma atitude o celular toca.
— Alô!
— Oi filho é a Selma. Está estudando muito? 
— Oi mãe. Sim! Claro! Eu... Nossa. 
— O que foi filho? 
— Nada mãe. É uma noite agitada por aqui é só. 
— A Regina comprou um presente para você mas só vai dar se for bem na prova. 
— Agradece a mãe Regina e diga que estou com saudades. 
Crash!
— O que foi isso filho? 
Mauricio olha pela janela e vê um homem do lado de fora segurando o lençol amarrado no seu pescoço. Ele tentava se livrar com as mãos e suas pernas batiam na janela logo abaixo do apartamento dele. 
— Nada mãe. é a TV que está ligada. 
— Olha la heim Mauricio não estude com a TV Ligada. 
Crash! 
Mais dois homens são jogado para fora do prédio e caem até o chão. 
— Abaixa o volume da TV filho. E vai estudar.
— Está bem mãe. Manda um beijo para os avós. 
— Espera. A Regina vai falar com você. 
— Ah. Tudo bem!
— Oi filho.
Crash! 
— Filho? 
— Ah. Oi mãe. Não esquenta com o barulho aqui. É a TV. 
— Está alta mesmo. Cuidado para não ser multado por barulho viu. Os vizinhos não gostam de som alto. 
— Pode Deixar. Guarda o meu presente! Amo vocês.
— Beijo filho. Te amo. 
Crash! 
Os homens eram jogados em vários apartamentos diferentes. Mauricio olha para ver se falta mais algum homem. Mas os gritos começam a aparecer por todo o prédio. Quando o Mauricio chega perto da janela novamente leva um susto quando a garota entra no seu quarto. 
— Você me assustou. Está tudo bem? 
Ela balança a cabeça afirmando que sim.Logo em seguida ela o abraça. 
— Precisa descansar. Deite-se um pouco. 
Ela se recusa. Os barulhos de sirenes invadem todo o bairro. Houve muitas mortes em pouco tempo. Mauricio queria que ela ficasse, mas ele também sabia que ela seria presa que a policia a encontrasse. A garota o abraça e ela dá um beijo na sua boca e depois vai até a janela. Antes dela partir Mauricio pergunta. 
— M-meu nome é Mauricio. Qual o seu? Nos veremos novamente?
Ela olha para ele e responde bem baixinho. 
— Meu nome é Ariane. Nos veremos sim. Boa prova amanhã. 
Mauricio assiste a vampira flutuar e ir na direção da lua. 

Ele sabia que, depois dessa noite, a sua vida iria mudar para sempre.




Por Adriano Siqueira




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Fator Montese - Parte 11



Fator Montese
Parte 11

Luney e o Cavaleiro Valente estavam a procura de um outro caminhão que carregava um programa com a outra metade do código para completar o Ritual Montese.

— Sei que parece loucura Valente, mas vamos supor que o Neculai consiga recuperar todo este Ritual em forma digital. Acha que ele usaria para o bem?
  
— Luney! Só de olhar para este vampiro, sem ele dizer nada já tenho vontade de enfiar a minha espada no peito dele. Sabe bem que não gosto dos vampiros. São traiçoeiros e eles só querem o nosso sangue. Se eu encontrar este caminhão, pode ter certeza que destruirei este ritual por completo. Já vi como está sendo usado de forma terrorista. Nas mãos do Neculai seria um desastre.

— Você aprecia um bom desafio mesmo né Valente. Uma vez me desafiaram a subir em um prédio na Avenida Paulista na década de 80 eu fui lá e provei para todos que eu podia. Até um conjunto que tocava rock na época me viu em cima do Top Cine e eles tocaram lá. Tem até o vídeo deles na internet. Eu que dei a ideia.
— Acho que você fala muito Luney.
— Falando em desafio. Bom eu tenho um para você.
— Estamos no meio de uma missão.
— É rapidinho.
— Não.
— Te dou uma camiseta nova sem ter a cara do "Neculai para presidente".
— Hum. Qualquer camiseta é melhor que esta. Tudo bem então. Qual é o desafio.
— Vamos roubar um carro.
— O que? A insanidade do Neculai é contagiosa? Que loucura é essa homem?
— Vai ser rapidinho Valente. O carro está aqui perto. Ele está em um exposição que vai abrir amanhã cedo. Temos que tirar o carro de lá. Ele é assombrado. Muita gente pode morrer por causa dele. As crianças gostam de entrar nos carros antigos. Você não iria querer que algo acontecesse com elas não é?
— Luney não seja manipulador como o Neculai. Se o carro é tão perigoso por que acha que deixariam em uma exposição para o público?
— Eles não sabem disso. Eu sei. O carro é do começo dos anos 80. O dono do carro odiava o cachorro que o seu filho tinha. Um dia ele levou o cachorro no carro para passear. Nunca mais viram o cachorro e ele disse para o filho que ele pulou a janela e nunca mais voltou. O garoto cresceu, o pai dele morreu de velhice e ele vendeu o carro do pai. Só que...
— Continue Luney. A história está interessante.
— O comprador do carro morreu dias depois dentro do carro. Ele tinha marcas de mordidas de cachorro por todo o corpo. Nunca acharam o cachorro.
— Um cachorro fantasma?
— É. O carro foi vendido novamente para um colecionador de carros antigos. Um assaltante tentou roubar o carro e morreu do mesmo jeito.
— Esse merecia.
— O colecionador ficou com medo de usar o carro. Ele usa um guincho para levar o carro nas exposições.
— Então ele sabe.
— Ele suspeita. Mas não quer vender.
— Então é só explicar para o pessoal e assim podemos levar o carro.
— Não seja ingênuo Valente. A exposição abre amanhã. Acha que vão emprestar o carro para um passeio?
— Eu posso tentar. Pro que parou?
— Preciso de um acessórios.
— Sim mas você está roubando um jornaleiro?
— Quieto Valente. Me ajuda com a porta.
— Tudo bem.

O cavaleiro Valente transforma a sua espada em um é de cabra e consegue abrir a porta do jornaleiro.
— Está feito. O que está fazendo?
— Estou pegando os jornais e revistas e enrolando eles nos meus braços e pernas. Não quero ser ferido por aquele cachorro. Achei uma camiseta para você. Está como brinde de uma revista.
— A camisa vai só até o umbigo.
— Você disse que qualquer camiseta era melhor do que a do Neculai.
— É desconfortante.
— Vamos logo Valente. Agora não é hora para pensar em moda.
— Essa missão não é exatamente para um cavaleiro como eu.
— Aventuras Valente! É isso que importa.
— Troco por um sanduíche.
— Eu sinto a adrenalina no corpo. Lembra aquelas séries antigas da TV como a Supermáquina ou o as aventuras do Speed Bugg ou Carangos e Motocas ou Mamãe calhambeque.
— Que língua você está falando Luney?
— Pronto Valente. Já chegamos no local. Distraia os seguranças e assim posso pegar o carro. Ah. Não esqueça de esconder sua espada.
Valente se concentra e transforma a espada em um machado.
— Um machado? Brilhante! Ficou muito discreto agora Valente.
O cavaleiro Valente se aproxima da porta principal enquanto o Luney escala uma parede de quinze metros para entrar pelo telhado.  O cavaleiro começa a falar com o segurança.
— Olá meu amigo. Vim ver a exposição de carros.
— Só abre amanhã. Afaste-se por favor! Deixe este machado no chão!
— Calma! Eu sei que só abre amanhã, mas eu queria que soubesse que tem um cara aí dentro que quer roubar um carro e eu queria vê-lo pois sei que amanhã o carro já não vai estar aí.
— Do que está falando?
O segurança avisa outros seguranças para irem até a entrada.
— Senhor espere um momento estou chamando mais pessoas para contar a sua história. Se afaste do machado por favor.
— Mas e verdade o cara vai roubar o carro. Eu só quero vê-lo. Estou curioso.
Os outros seguranças chegam e começam a fazer perguntas. Valente coloca o pé no cabo do machado e a parte da frente do machado voa preso a uma corrente em direção aos seguranças. Valente pega a arma e balança várias vezes até que a corrente prendendo todos os três seguranças.
— Pronto! Fácil! Mas o quê...
Valente tem segundos para se abaixar. O carro passa por cima dele e Breca logo em seguida. Valente consegue subir em cima do carro e escuta o Luney gritando.
— O cachorro está aqui. Ele tentou me morder. Valente tente achar algo no porta malas.
— Achar o que?
— Sei lá... Uma coleira. Ossos do cachorro. qualquer coisa dele.
— Diminui a velocidade.
— Se eu fizer isso o cachorro vai acabar comigo!
— Estou indo! Para de reclamar. Para onde vai levar o carro.
— Para a casa do dono do cachorro.
— Achei ossos no Porta malas. Tem uma espingarda também e estava bem escondida embaixo do forro.
— É isso. O dono do carro matou o cachorro aqui dentro.
— O que vai fazer?
— Argh. Segura.
— Controla essa carro! Eu quase caí!
— As revistas no meu braço estão sendo destruídas pelas mordidas. Não estou conseguindo controlar o carro. Se segura!
— Que noite!
O carro entra com tudo no quintal do dono do cachorro. Ele abre a porta assustado.
— Quem são vocês? Oque estão fazendo com o carro que era do meu pai?
— É uma longa história homem. Seu cachorro ainda está aqui.
— Quando Luney abre a porta o cachorro se torna visível e corre em direção ao seu dono e começa a lambê-lo.
— Dogi! Dogi você está vivo? Que saudade rapaz.
Luney explica para o dono tudo que sabe.
— Ele não está mais vivo. Encontramos os ossos dele no porta-malas junto com esta espingarda . Desde então ele tem assombrado os donos deste carro.
— É a arma do meu pai. Não acredito que ele fez isso. Eu disse que eu amava meu cachorro acima dele. Meu pai queria que eu fosse tão frio quanto ele. Achava que sendo frio eu sofreria menos e seria mais rigido com as pessoas. Ele sabia que meu ponto fraco era o meu cachorro. Levou o Dogi para passear no carro e nunca mais eu o vi. Meu pai nunca me contou a verdade. Espalhei muitos cartazes pela cidade procurando meu cachorro. Chorei por vários dias. Foi por causa disso que hoje sou dono de um canil. E agora Dogi está aqui. Vamos ficar juntos para sempre.
— Você tem que enterrar os ossos do seu cachorro no seu quintal. Assim ele poderá ir em paz.
O rapaz estava chorando, mas ele aceita o pedido do Luney.
— Dogi! Farei tudo para você continuar seu caminho feliz. Me desculpe pelo meu pai. Me desculpe por não tê-lo protegido como deveria. Eu era só uma criança.
O cachorro balança o rabo e late algumas vezes e vai até uma parte do quintal que fica bem perto a janela do quarto do seu dono e começa a cavar um buraco. Ele late novamente antes de desaparecer deixando o rapaz sorrindo com muitas lágrimas.
— Acho que ele até escolheu o lugar para ficar não é? Obrigado por achar meu cachorro. Vou fazer o que pediu.
Valente interrompe.
— Temos que ir Luney.
— Novamente estamos sem carro Valente. Você está bem?
— E-eu... Estou bem. Que o cachorro tenha a paz que merece.
Um carro buzina e eles olham. Era a Alicia Zoom. Ela sorri e convida.
— Carona rapazes? Achei vocês pelo GPS. Que camiseta é essa Valente? Está com o umbigo para fora.
— Foi o Luney que me deu. Ele não entende nada de moda.




Por: Adriano Siqueira

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Paixão Roubada - Uma história de Horror


Paixão Roubada - Uma história de Horror contada por Conde Vortak

por Adriano Siqueira

Em uma das minhas aventuras, passei um tempo exilado perto de um reino chamado Duran. Eu tinha feito um pacto com o rei. Eu prometi que não iria atacar ninguém que morasse por lá.
Era um reino onde todos viviam pacificamente. Porém, sempre existia alguém dominado pelos males da inveja.
Acompanhem-me nesta história...

O soldado Ramirez e a sua amada Madalena Beijavam-se apaixonadamente perto do Castelo.
Sem que o casal percebesse, o príncipe Rhodes observava os seus movimentos.. Por muito tempo Madalena negou o amor do príncipe mas, ele sabia que um dia a teria em seus braços.
— Como pode uma mulher tão bela estar apaixonada por um simples soldado? Mas aquela plebéia vai pagar caro por recusar meu amor! Sou um príncipe! É meu direito ter tudo que quero!
Completamente dominado pela sua fúria e ciúmes o príncipe Rhodes coloca o seu plano em ação. Ele vai ate a minha casa que era fora do reino. Foi a primeira vez que nos vimos.
— É aqui que mora o vampiro. Tenho uma oferta que ele não poderá recusar.
— Príncipe Rhodes... É uma honra tê-lo em minha morada. Por acaso não veio aqui para cobrar impostos, espero. Eu continuo sugando o sangue dos animais da floresta conforme combinado com seu pai, mas sempre estou disposto a mudanças de contrato.
— Sim, Vortak. Eu tenho um novo acordo. Quero que use seus poderes para matar o soldado Ramirez e fazer Madalena apaixonar-se por mim.
Eu estava rindo por dentro. Pobre tolo. Eu entrei no jogo. É claro.
— Isso é fácil para os meus poderes. Em troca, quero uma mulher por mês e seus soldados longe da minha morada.
— Aceito o acordo! Vá agora! Estarei esperando dentro da sua casa.
Não foi difícil imaginar o príncipe Rhodes rindo, esperando que eu obedecesse as suas regras absurdas. Mas madalena era uma mulher fascinante. Rhodes era um fraco. Até mesmo o rei não iria permitir que tal homem assumisse as obrigações do seu reinado.

Já havia passado um bom tempo até que finalmente Madalena chega na minha casa para encontrar o príncipe Rhodes.
— Finalmente a minha amada chegou. Venha meu amor. Venha abraçar o seu novo senhor.
Madalena abraça Rhodes e antes de perceber o que estava errado ela o segura com muita força e mostra para ele os seus caninos bem salientes.
— Não! Aquele vampiro traiçoeiro o transformou em uma vampira! Não!
Madalena não diz nada. Apenas morde o pescoço do príncipe Rhodes e suga o seu sangue até a última gota.

Tenha certeza, meu amigo. Não existe dinheiro que compre o amor de alguém. Ele deve ser conquistado. Pena que descobriu isso tarde demais. Ha Ha Ha.

sábado, 7 de novembro de 2015

Fator Montese parte 9



Fator Montese
Parte 9

— Eu não mereço receber um café na cama Querida,
— Merece sim Angelo. Além disso a louça é toda sua hoje.
— Só você para me fazer sorrir esses dias.
— Falta você me dar um café na cama. Estou faminta.
— Mas já não existem mais vizinhos. Eu matei todos para alimentá-la.
— Eu Estou com fome Angelo. Quero sangue. Quero Agora.
— Eu não posso... Sinto Muito querida. Eu não posso mais.
— O que está fazendo Angelo. Largue esta estaca... Angelo! Angelo!
....
Angelo... Acorda caçador. Estamos na estrada. O caminhão já vai passar. Temos que deter este cara.

Angelo acorda assustado. Lord Dri estava atento a estrada e sente que algo está errado. Os dois estava escondidos na beira da estrada esperando o caminhão passar.
— Só tem eu e você aqui. Você adormeceu. Luney voltou pois o Neculai pediu a ajuda dele. Parece que mais de um caminhão. Eles foram em busca do outro em um novo caminho. Você está bem? Está suando.
— Tive um pesadelo. Minha esposa.
— Você é casado?
— Era. Um vampiro a mordeu e a transformou em uma vampira. Ela ficou louca. Matou dois vizinhos.
— O que você fez?
— Eu a matei. Até hoje sou atormentado nos meus pesadelos.
— O seu celular está tocando Angelo.
— Deve ser o maniaco do Neculai. Juro que quando acabar com essa missão eu vou acabar com ele. — Alô!
— Fala Neculai.
— Angelo. O caminhão vai passar logo nesta estrada. Lord Dri deve tentar diminuir a velocidade dele. Você tem que entrar na porta de trás Desligar o aparelho que impede sinal de celular que está instalado dentro da caçamba e assim vou poder entrar com você.
— Um plano simples demais. Acha que eles não estão armados? Eu não tenho tantas armas assim. Com um ritual desses. Deve ter um exército dentro do caminhão.
— É um risco que você e o Lord Dri tem que correr.
— Desligou. Desgraçado.
— O caminhão está vindo Angelo. Vamos logo.
— Tudo bem Lord Dri. Pare o caminhão que entro nele.
— Já estou vendo. Veja só como é facil.

Lord Dri entra na frente do caminhão e começa a balançar os braços.
— Pare esse caminhão. Sou o vampiro Lord Dri e eu ordeno que pare agora.
O caminhão não diminui e velocidade e isso faz com que o Lord Dri saia pulando do caminho. Isso faz o Angelo começar a rir.
— Esse era o seu plano Lord Dri? O motorista não ficou com medo de você.
— Eu ainda não acabei.
Lord Dri se transforma em morcego e entra na cabine do motorista fazendo com que o caminhão diminua a velocidade e o Angelo começa a correr e consegue subir na parte de trás do caminhão. Ele abre rapidamente a porta e entre na caçamba.
— Não tem ninguém aqui, mas tem muito equipamento tecnológico ligado e não vejo o ritual. talvez tenha um cofre.
Angelo localia o aparelho que estava interrompendo o sinal de celular e desliga.
— Vamos ver se agora funciona o celular.
— Alô Neculai Doidão o aparelho foi desligado.
— Não precisa mais usar o celular Angelo. Estou bem atras de você.
— Então você tem ideia de onde pode estar o ritual?
— Ele está no computador. Fizeram um programa com ele. Transferiram os dados no computador. Se eu não desligar agora um exército pode aparecer a qualquer momento. Está vendo este aparelho enorme que arece um elevador. Eles vão aparecer bem ali.
— Tem como destruir isso?
— Acho que... Espere o caminhão começou a andar mais rápido.
— Tem muitos carros que apareceram. Estão tentando atirar no Lord Dri. Temos que agir rápido.
— Espere Angelo. O computador está enviando dados estranhos. Cuidado. Um portal vai se abrir agora. Abaixe-se.
A explosão é tão forte que o Angelo é jogado em direção as portas de trás do caminhão fazendo ele se agarrar e ficar pendurado. Uma onde de choque o deia atordoado. Ele pede ajuda para o Neculai para entrar mas ele só olha o Angelo.
— Me ajuda Neculai. Seu desgraçado. Eu não consigo segurar por mais tempo.
— Eu não posso interferir no seu destino, caçador.
— Eu não consigo segurar.
— Veja o lado bom. O seu tormento vai acabar. Para sempre.
Os dedos do Angelo começam a perder força e com a velocidade alta do caminhão juntando com as curvas que ele fazia acaba deixando o Angelo cada vez mais enfraquecido. Ele ainda consegue olhar para o Neculai e dizer:
— Nossa conversa ainda não acabou!
Angelo perde as forças e solta a porta. A velocidade faz ele bater a cabeça e se arrastar por muitos metros. Neculai chega a ver o seu corpo sem vida na estrada. Ele sorri.
Um exército armado aparece dentro do caminhão e o Neculai consegue dominar todos os soldados com facilidade. Logo em seguida o Lord Dri entra na caçamba e vê muitos corpos ensanguentados no chão. Ele olha em volta e pergunta.
— Onde está o Angelo?
— Estes soldados apareceram de repente e...
Lord Dri agarra o Neculai e empurra para a parede e repete.
— Onde ele está Neculai?
Neculai olha para fora e o Lord Dri se transforma em morcego e voa para fora. Neculai pega o celular que estava no chão e passa no computador.
— Agora o ritual é meu.
Neculai destrói todos os equipamentos do caminhão. Logo em seguida ele. destroi uma janela em que o motorista está e ele o joga para fora. Toma a direção e começa a bater em todos os carros que estavam protegendo o caminhão.
— Querem o caminhão? Ele é todo de vocês. Ha Ha Ha.
Neculai pega o celular e liga para a Deise.
— Eu vou aparecer aí Deise. Prepare minha roupa.
— Agora mesmo querido.
Enquanto isso Lord Dri encontra o corpo do Angelo. O caçador estava morto. Sua história será sempre lembrada. Seus tormentos e suas aventuras chegaram ao fim. O Lord fica alguns momentos pensando se Neculai era culpado por isso. Mas agora era o momento de cuidar do caçador.


Continua na parte dez.
Por Adriano Siqueira


 



 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

domingo, 1 de novembro de 2015

O Mistério do Castelo mais Lindo do Mundo




O Mistério do Castelo mais lindo do mundo


Demorei dias para chegar até aqui. Meus pés estavam doloridos. Minha boca estava seca. Não tinha forças nem para passar a língua nos lábios. Apenas olhava para frente. Meus passos seguiam um rumo quase robótico. Não estava mais no comando do meu corpo. 
Em minha mente, Só apareciam as imagens de um passado cheio de poucos resultados, poucas conquistas e pouco reconhecimento.
Fui deixado de lado várias vezes. A primeira vez pelas pessoas que me amavam. Elas sabiam que eu iria sofrer se eu não mudasse meu modo de pensar. Elas não queriam me ver sofrendo, não queriam me ver como eu estou agora. Saíram da minha vida enquanto eu estava bem para que eu não sentisse falta deles. Acredito que fizeram certo. Ninguém gosta de ver alguém sofrer, ainda mais quando este alguém acha que o que estava fazendo era o certo. Que o que estava fazendo era o que faria a diferença. Que o mundo não era tão carregado de manipulações mesquinhas e que as armadilhas criadas foram produzidas apenas para serem vencidas ocasionalmente. Que as armadilhas eram colocadas ao acaso e não de propósito e que eu seria visto como um vírus que deveria ser eliminado com todo o poder existente pois, se um dia alguém tentasse trilhar o mesmo caminho, sentiria a mesma fúria e desafios seriam ainda piores.
Mas eu era teimoso. Eu assistia diariamente tudo se perder. Tudo ir embora. Mesmo assim eu persistia. Queria mostrar que poderia chegar neste castelo de uma forma mais fácil, sem levar meses. Com uma charrete certamente eu chegaria mais rápido. Mas o meu reino iria desconfiar se eu saísse de lá com uma. Precisava prosseguir para mostrar que eu estava certo.
Agora estou perto. Tão perto que consigo ver com detalhes as paredes daquele castelo, As pedras e os vãos detalhados.
Meus passos não aceleram. Continuo na mesma velocidade calma e vagarosa. Minhas mãos estavam duras como pedra. Meus dedos não se mexiam. Não conseguia tocar os próprios dedos. Meus braços não tinham forças nem para chegar até o rosto. Tudo estava dormente. Só a minha mente funcionava. Todo o passado aparecia como uma bomba nuclear. As festas, os encontros com os amigos, as ameaças encobertas como um conselho ou um toque de "amizade". Eu era uma peça que deveria ser eliminada se eu continuasse a seguir este caminho. Me senti ameaçado, mas o meu sonho era maior que tudo. Maior do que eu.
Eu tropecei. Cai... rastejei,.. levantei com muitas dores. O impacto foi gigantesco. Pensei que era o meu fim. Nunca imaginei que um exército seria criado só para me eliminar. Fui derrotado. Não consegui lutar com todos pois cada um que eu vencia era logo substituído por três. Não tive muitas opções. Após uma sucessão de quedas eu me rendi. Me entreguei. Pensei que era o meu fim. Que eu iria morrer. Mas ao invés de ter uma morte rápida, colocaram as mãos em meus ombros e disseram: Queremos afastá-lo. apenas isso. Não é nada pessoal. Você é uma pessoa admirável por muitos, porém, o que você está fazendo é uma ameaça e você deve ser detido. Você não tem experiência para lidar com a situação quando vencer. Nós temos. Nós sabemos como devemos agir. O caminho que está construindo pode acabar com o sonho de muitos.
Eu não entendia. Lutei muito para descobrir este caminho. Lutei muito para nada. E o que era pior. Eu estava fazendo o caminho para eles trilharem também. Mas a reação deles tinha sido exatamente ao contrário do que eu esperava. Descobri algo que para eles poderia ser o fim de tudo. O fim do reino. Então continuei ouvindo o que eles diziam.
"Você sempre foi muito criativo." Diziam. "Sempre nos ajudou de muitas formas. Mas quando começou a dizer que havia descoberto um caminho maís rápido do que tinhamos para chegar ao castelo mais lindo do mundo, você estava condenando o nosso reino. Estava condenando nosso povo."
Eu não entendia. Como um caminho novo e mais curto poderia condenar um reino?
"Você é ingênio. Vamos deixá-lo aqui nesta floresta. Se quiser trilhar o seu novo caminho para encontrar o castelo, então continue. Mas nunca mais você poderá voltar ao nosso reino e nem entrar em contato com o nosso povo. Você está sendo banido para sempre. Se voltar, vai morrer."
Eles me deixaram seguir o novo caminho sem água e sem comida. Com certeza imaginavam que eu morreria no caminho. Pois talvez, a morte seria dolorosa também para eles. Seria uma forma de não se responsabilizarem por nada, pois me deram uma chance e isso aliviaria a consciência deles.  
Agora faltava poucos metros para entrar no castelo. Muito pouco. O caminho que fiz foi quatro vezes menor do que faziam para chegar por aqui. E eles usavam cavalos e charretes para ir mais rápido. 
Eu estava em frente a porta do castelo. Não tinha forças para olhar para cima. Encostei a testa na porta. Meu corpo tentada desligar dos passos tudo ainda estava em um movimento lento que foi detido pela porta. Eu balançava algumas vezes. Tentava falar. Avisar que eu estava na porta, mas eu não conseguia me mover. Achei que eu iria morrer ali. Sem entrar no castelo. Seria uma morte triste, mas pelo menos eu havia conseguido chegar lá.
Meus olhos estavam fechando. Eu estava morrendo. Eu estava lá. Olhando para a porta e nem pudia ver a beleza do castelo mais lindo do mundo. Meus olhos estavam tão secos que eu nem conseguia chorar. Gostaria que tivesse alguém aqui...Estava imaginando vozes.
"Uma visita depois de tantos anos." "Você está fraco. Vou levá-lo até a cama."
Meus olhos abriram lentamente. Eu ainda não sabia o que estava acontecendo. Eu arriscava em dizer que estava morto. Porém as dores que eu sentia em meu corpo deixava este pensamento de lado. Fiquei pensando em meu anfitrião. Quem era? Não consegui saber nada sobre ele. Eu estava tão fraco que nem percebi que fui carregado para cá. Andei vagarosamente pelo quarto. Estava tudo impecavelmente limpo. Era o castelo dos sonhos de qualquer um do meu reino. De repente escuto uma voz que vem de todas as paredes do quarto.  
"Meu nome é Vladlúvia Cegova. Sou uma mulher ou já fui uma." "Você deve descansar." "Ainda não está recuperado da viagem." 
"Eu já estou melhor." "Podemos conversar?"
Um silêncio tomou conta do local. Depois de algum tempo a porta começou a abrir lentamente. Eu olhava atentamente. Queria ver que era aquela mulher. Depois que a porta estava completamente aberta ela apareceu e calmamente andou até uma cadeira, se sentou e fez um gesto para que eu me sentasse na cadeira ao lado. 
"Deve ter muitas perguntas."
Embora os lábios dela se moviam quando falava, o som da sua voz parecia sair das paredes do castelo.
"Eu sou Damiano Colídio. Eu era um cidadão do Reino de Roz.
Ela escondeu uma risada com suas mãos e logo voltou a sua posição e tornou a olhar para mim. Seus olhos eram escuros muito brilhantes. 
"Fez bem em sair de lá."
"Não existe mais ninguém neste castelo?"
Ela se levantou e começou a andar e a mexer no seus cabelos que eram escuros. O seu vestido era todo vermelho. Seu rosto era pálido e os seus lábios eram muito vermelhos. Ela era uma mulher alta e se movimentava como uma rainha. Certamente ela era a dona do castelo. 
"Fazia tempo que não recebia visitas." "Alguns anos."
Fiquei surpreso com a resposta. Como poderia estar sozinha por tanto tempo? Pelo que sei, o reino fazia excursões para este castelo semanalmente. Fiquei muito intrigado e curioso.
"Meu antigo reino sempre trazia os visitantes para este castelo."
Ela olhava para mim e sorria. Seus dedos tocavam levemente a mesa ao seu lado e enquanto ela caminhava eles passavam pela mesa.
"Acredite. Nunca viram este castelo."
Isso me deixou um pouco confuso, mas ela continuava a falar.
"O caminho que eles criaram para chegar até aqui era longo demais. Eles acabavam desistindo."
Eu pensava, como puderam fazer isso? O castelo não era tão longe assim. Levei alguns dias para chegar mas se tivesse cavalos chegaria rápido. No máximo em dois dias.
"Por que fariam um caminho tão longo assim?"
"Você é ingênuo. O seu antigo reino colocou muitas casas no caminho e cada uma delas tinha algo que era referente ao castelo. Peças do castelo, pinturas, cortinas, tapetes, vinhos com o nome do castelo, uma pequena peça de teatro que mostrava a importância do local, roupas e flores."
Então o caminho era feito para isso. Eu pensava. Assim eles gastavam tudo o que tinham para levar lembranças do castelo antes de chegar nele e acabavam sendo vencidos pelo cansaço. 
"Havia também um lugar para eles descansar. Com muita comida e um lago para se divertirem."
"Por isso eles não gostaram da minha ideia quando eu disse que havia um caminho mais fácil de se chegar aqui." 
"Então você não sabia que era assim que seu reino recebia os tributos dos visitantes? Me desculpe. Não consegui segurar uma boa risada."  
"Isso explica eles terem me banido do reino. Eu estava para descobrir toda a armação. Queriam o meu silêncio."
Olhei para os lados. Coloquei a mão na minha cabeça e comecei a andar em volta do quarto. Eu era mesmo muito ingênuo. Achei que estava achando uma solução para ajudar o reino e na verdade estava condenando o que eles construíram por anos para ganhar os tributos através deste caminho longo. Ela tornou a falar.  
"Sei que sente enganado. Eu não o culpo. Nem todos pensam como você. A sua forma de ajudar os visitantes poderia ter condenado seu reino a pobreza absoluta. Eles tiveram que fazer uma escolha, ou era você ou o reino. Sinceramente acho que foi muita sorte você ainda estar vivo... ou quase."
Desta vez eu fiquei preocupado. Ou Quase? O que isso significava? Afinal eu estava vivo. Eu perguntei aflito. 
"O que quer dizer Vladlúvia?"
"Como eu disse, já fui uma mulher. Agora sou diferente."
Um calafrio tomou conta do meu corpo. Com tudo que aconteceu eu não havia prestado atenção em suas palavras. Estava tão revoltado com as atitudes do meu antigo reino que nem percebi que ela poderia ser uma criatura perigosa. Eu precisava ficar calmo. Tentar conseguir as respostas que queria e sair logo de lá ou eu poderia estar em uma armadilha que seria fatal.
"Acho melhor você se sentar."
"Estou bem assim. Me conte. O que fez comigo?"
"Vocè está morto."
"O quê? Mas eu estou me mexendo e pensando. Como poderia?"
"Você pode se sentir como era, mas isso é só o seu celebro que está te enganando. Você estava morrendo quando chegou. Não havia mais como te salvar. Então eu o transformei na mesma criatura que sou." 
Eu fiquei em pânico. Segurei os seus braços e gritei como podia. 
"No que me transformou? O que eu sou agora?"
Ela se livrou do meu aperto com uma força sobre humana. Andou por algum tempo. E começou a explicar. 
"Sou uma criatura lendária que já foi banida por muitos reinos. Sou considerada um perigo para humanidade. Sou o monstro que todos desejam nos seus sonhos. Só nos sonhos."
Eu tive vontade de sair correndo daquele lugar. Ficar longe daquela mulher que agora vejo como meu real perigo. Mesmo assim, ela tentava explicar o que ela era.
"Somos monstros que se alimentam de sangue"
Eu estava apavorado. Tentei fugir.
"Você está louca. Quero sair daqui."
Ela me segurou pelos braços e me levou para um quarto escuro do castelo. Acendeu uma tocha e me mostrou o que havia no quarto. Eu fiquei gelado de pavor. Muitos corpos jogados um em cima do outro. Sangue por todo o lado. Ela era mesmo algo monstruoso. E agora eu fazia parte da sua espécie. Ela ria muito e as luzes da tocha refletiam nos seus olhos que deixavam ainda mais diabólicos. 

"Não se preocupe. Você agora tem a força de muitos homens e tem o poder para dominar o seu antigo reino."

Ela me beijou. Com muito desejo. Imaginei que está seria uma longa noite. Teria muito o que aprender. E em breve eu faria uma visita ao meu antigo reino.  




Por Adriano Siqueira

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