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sábado, 12 de dezembro de 2015

Histórias de Ficção e Horror - por Adriano Siqueira


Histórias de Ficção e Horror - por Adriano Siqueira
As histórias de Ficção e Horror traçam um caminho imaginário que nos leva aos mistérios e ao suspense. Nessas histórias o leitor vai encontrar muitos personagens estranhos e com toques macabros cheios de insanidade e loucura. 
Convido vocês a conhecerem as histórias que podem levá-los para vários mundos, onde tudo pode acontecer. 
link para ler as histórias - 
https://www.wattpad.com/story/56296155-hist%C3%B3rias-de-fic%C3%A7%C3%A3o-e-horror
Bem-vindos às Histórias de Ficção e Horror
Escrito por Adriano Siqueira
Capa e ilustração por Anderson Siqueira

O Exorcista de Carros Assombrados - por Adriano Siqueira


3 histórias sobre o Exorcista de Carros Assombrados.

Sobre o personagem: 
Luney é um exorcista de carros assombrados, foi criado em 2004 pelo escritor Adriano Siqueira, o personagem nasceu em São Paulo e passa as suas noites caçando carros para exorcizar. Suas histórias já foram publicadas em vários livros e até hoje ainda faz muito sucesso.
"Luney - o exorcista de carros assombrados", Personagem que criei em 2004. O personagem participou dos livros: ADORÁVEL NOITE 2011 na história "O Carro maldito" e também participou do livro ESPECTRA HISTÓRIAS DE FANTASMAS 2011 nele escrevi a história "70 Km por hora". Luney também fez uma ponta superimportante no meu livro "A MALDIÇÃO DO CAVALEIRO 2012" no capítulo "Cale a boca e dirija".
As história "Fator Montese" tem também grande participação do Luney.

Leia as histórias neste link - 
https://www.wattpad.com/story/56510897-o-exorcista-de-carros-assombrados

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Conheça mais os personagens da história "Fator Montese"



Olá pessoal,
O Fator Montese é uma história que reúne muitos personagens meus em uma única aventura.
Segue abaixo um resumo sobre cada personagem que está participando desta história e também os capítulos produzidos.






Segue abaixo os capítulos produzidos da história Fator Montese.


Abraços e obrigado sempre pela leitura e apoio.
Adriano Siqueira

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O Hotel do Desespero



O Hotel do Desespero
O Vampiro Neculai realiza desejos insanos.


— Alô?
— Olá Juliana Grave. Eu sou Neculai.
— Quem? Que horas são? Eu não conheço você. 
— Conhece sim. Acabou de sonhar comigo. 
— Eu não... São duas horas da manhã... 
— Vim realizar seu sonho.
— O que?... Isso é loucura. olha eu quero voltar a dormir. 
— Você tem trabalhado demais. Fez coisas demais. Agora é a minha vez de fazer algo por você. 
— Neculai. Este nome não me é estranho. 
— Tem um carro preto na frente do seu prédio. A motorista vai te levar para um lugar especial. 
— Está falando sério?
— Veja pela janela. 
— Eu estou vendo. Que loucura.
— Que tal um pouco de divertimento na sua vida Juliana? Não se preocupe. Vou cuidar de você. Quando estiver dentro do carro. Eu estarei lá. Não me deixe esperando.
— Mas eu não... Desligou. Mas quem é este Neculai? O carro está mesmo me esperando. 
...
— Olá motorista. Eu sou a Juliana. Seu carro era para mim?
— Sim! O Neculai está no banco de trás. 
— Ah Sim! Obrigada. 
— N-neculai? 
— Que bom que aceitou o convite. 
— Não sei o que deu em mim. Eu não conheço você e não costumo sair com estranhos.
— Já disse. Você me conhece. Nos sonhos.
— Onde estamos indo?
— Vamos em um baile de máscaras, mas antes...
...
— Você beija tão bem Neculai. Fazia tanto tempo que não saio com alguém. 
— Tem trabalhado demais Juliana. Deixe que o seu sonho se realize. Deixe eu cuidar de você.
— Por que paramos?
— Vamos a um baile de máscaras. Precisamos de uma máscara.
...
— Agora sim você está pronta. 
— Que bom que gostou Neculai. Este lugar é fabuloso. Bem caro, mas tem seu estilo. 
— A máscara está perfeita. E não fale de dinheiro. Vamos falar de sonhos realizados.
— Sempre sonhei com bailes de máscara. Queria dançar toda a noite.
Eu tenho um segredo. 
— Me conte seu segredo Neculai. 
— Eu aprecio beijar olhando para alguém usando uma máscara. 
— Segredo ou Desejo? 
— Me surpreenda Juliana.
...
— Chegamos Neculai.
— Dê uma volta com o carro eu te ligo quando precisar voltar.
— Tudo bem. Bom divertimento. 
— Vamos Juliana. Vamos aproveitar a noite.
— Você manda Neculai.
— Sempre! Ha Ha Ha.
...
— Lugar lindo. Alguns amigos do meu escritório disseram que viriam para cá.
— Eu sei toda a história. Eles queriam vir, mas sem você. Alugaram apartamentos nos andares de cima para terem uma noite mágica e não queriam você por perto. Acham que você é muito workaholic. Isso não foi nada gentil. Uma mulher ativa deveria ser sempre bem querida. 
— Nem todos gostam de pessoas como eu Neculai. 
— Vamos dançar. Deixe o mundo que conhece olhando nossa dança. Hoje a noite é nossa.
— Obrigada por me trazer. Eu queria vir mas sem alguém do meu lado eu não teria como dançar.
— Você tem um segredo não é Juliana?
— Do que está falando Neculai. 
— Gosta de máscaras e sangue.
— Sim. Eu não sei por que estou concordando com isso, eu me sinto tão a vontade de falar com você sobre meus desejos. Sim é verdade. O sangue vermelho no corpo é muito excitante. Em pessoas usando máscara... Excitante demais.  
— Eu estou aqui para realizar desejos. São uma prioridade que pretendo cumprir nesta noite. 
— Mas como meu querido Neculai?
— Você verá Juliana.  Aproveite a dança e depois iremos para o nosso apartamento que reservei aqui.
— Você pensa em tudo Neculai.
— Eu gosto de agradar sempre. Ha Ha Ha. 
...
...
— Chegamos no apartamento que reservei querida Juliana
— Parece com o meu sonho. Você me levava para um quarto...
— Continue Juliana. 
— E-eu não sei se devo. O sonho era tão intenso cheio de...
— Sangue...
— ...e Desespero. Ha Ha Ha. Aqui está a chave. Mas antes gostaria que não acendesse a luz. Tudo Bem?
— Sim Neculai. Deixe apenas a luz noturna iluminar este nosso momento.
— Venha. Deite-se na cama. Segure minha mão. Eu indico o caminho. 
— Seus olhos brilham no escuro Neculai. 
— Sim. Eu posso ver com facilidade no escuro. Deite-se. Coloque a sua cabeça em meu peito. Vou passar minha mão no seu cabelo. 
— Eu estou no sonho. Só pode. Era assim mesmo que eu queria... A cama está um pouco molhada. 
— Sim. como no seu sonho Juliana. 
— Então isso é...
— É. Ha Ha Ha. Eu disse que pensava em tudo.
— Posso beijá-lo Neculai.
— Sim! Eu permito.
— Preciso de você. Quero agora. Sinto que esta cama não tem só nós dois. 
— Como no sonho Juliana. Tem um casal. Mas eles não vão nos atrapalhar. Ha Ha Ha 
— Eles estão?...
— Felizes. Ha Ha Ha
— Eu não me importo. Preciso muito de você agora. 
— Eu e você cercado de muito sangue e desespero.
...
...
— Que dificuldade para estacionar o carro Fábio. Não imaginei que este hotel estaria tão lotado.
— Eu avisei Regina. Hoje é o Baile de Máscaras neste hotel. Valeu a pena a demora. Agora é só tomar um banho e dançar à noite toda. Vou no banheiro. Não tente escapar.
— Engraçadinho. Eu mataria você se tentasse algo. 
— Isso eu duvido. Eu sempre consigo o que quero. Sou irresistível.
— Um perdedor isso sim, mas é melhor sair com você do que a workaholic da Juliana. Como convenceu a sua mulher que iria ao baile de máscaras comigo? Ela não tem ciumes não?
— Ah eu dei um jeito. Não esquenta. Hoje é só eu e você. Minha Tchutchuquinha.
— Para de me chamar assim! Que ódio desse seu jeito estúpido. Vai logo se arrumar. 
— Tem sorte que estou de bom humor Regina. Vou tomar um banho e vou levar a chave do quarto para você não fugir.
— Vai lá. Tomara que escorregue e caia de boca na privada. Tapado.
— Privada é seu modo de vida Regina. 
— Vai logo. Estorvo!  E coloca a toalha quando sair. Não quero rir a noite toda! 
Bzzzz Bzzzz
 — O celular mas quem me ligaria a essa hora? Será que é a workaholic? Alô?
— Eu sou o Neculai. 
— Sou a Regina. Qual é a pizza? Tem um sabor especial aqui. Tapanafuça com garrafada. entrego no local. 
— Ha Ha Ha! Seu bom humor me deixa aliviado Regina. Assim não morro de tédio. 
— Sério Neculai. Que ótimo. Tenho um monte de insultos para um otário como você que fica ligando para garotas indefesas como eu. O que vai ser? vai ficar gemendo e babando enquanto falo te insulto? 
— Não precisa. Antes da uma hora da manhã você vai estar implorando por ajuda.
— Só se for me ajudarem a parar de rir Neculai. 
— Na gaveta do seu lado direito da cama tem uma arma com quatro balas. 
— O que? Nossa! É verdade! Qual é a sua cara? 
— É para você se proteger do Fábio. Sabe como ele silenciou a mulher dele para estar com você hoje?
— Como assim? Ele é uma anta, mas duvido que mataria alguém. 
— Quer apostar? Foi ele que colocou a arma aí. Ele vai acabar com você. Como fez com a mulher dele antes de vir para este hotel. Já atirou em alguém Regina. 
— Para com isso. Vou desligar agora! 
— O celular não desliga. 
— Como não. Droga está travado. Vou arrancar a bateria. Mas que merda é essa? Ainda está ligado!
— Ha Ha Ha. Aposto que está arrepiada agora.
— Eu não sei quem é você, mas pare com isso agora.
— Vai ter que atirar nele. Ele está com a chave. Você não tem como sair. Pensa rápido. Ele já desligou o chuveiro. 
— O que foi Regina? Quem está no celular? Mas que droga é essa? Onde achou esta arma. Me dá isso aqui. 
— Não chegue perto Fábio. Eu atiro. O que você fez com sua mulher? 
— O que? Isso não é da sua conta. Me dá esta arma. 
— Eu atiro. Fala logo. 
— Ela está em casa. 
— Me deixa falar com ela.
— V-você está louca? Se ela souber que estou com você eu estou morto. 
— Vai morrer se não ligar para ela agora!
— Esta bem. Eu ligo. — Alô? Selma? Selma? 
— Ele está mentindo. A arma tem silenciador. Ninguém vai ouvir. Fábio só quer te distrair Regina. Atire! Na perna dele. Agora!
Tunf! Tunf!
— Ahhh! Minha perna. Para com isso! Chama ajuda! Socorro. 
— Quieto Assassino! Se gritar de novo eu atiro na sua cabeça. 
— Não! Não atira! Eu não posso andar! 
— O que ia fazer Fabio? Deixar o meu corpo debaixo da cama? Me jogar na banheira? Você merece morrer! 
— Não! Só queria me divertir. 
— Matando as pessoas? Assassino! 
— Deixe-me cuidar dele Regina.
— O que? Como?
— Pode parar de falar comigo. O desespero do seu amigo me atraiu muito. Eu estou bem aqui atrás de você Regina. Sedento.
— M-mas como? V-você está sem roupa. 
— Vou colocar o roupão. Você não se importa não é Fábio? 
— Quem é você? Ela me atirou na perna. Preciso de um médico agora mesmo! 
— Então você matou sua esposa e foi para o Beije de máscaras. Ha Ha Ha. Parece título de filme. 
— Desgraçado eu não tenho que dizer nada para vocês.
— Nem vai precisar. No momento só quer o seu sangue! Ha Ha Ha.
— Socorro Regina! Atira neste cara! 
— Isso Regina. Sou um vampiro. Atirar em mim só vai estragar a parede do hotel. Agora Fábio. Aproveite o seu final de noite e eu aproveito o resto dela... Ha Ha Ha com o seu sangue. 
— Afaste-se! Não se aproxime! Me ajude! Não!
— Ah. Mas olha só que sabor delicioso todo este sangue e desespero dançando juntos em minha garganta. É um banquete e tanto. Espero que tenha se divertido muito nesta noite Fábio. Regina! Pegue o celular e tire uma selfie com a gente. Todos juntos. 
— Você deve ser algum maníaco. Eu jamais vou fazer o seu jogo. 
 É mesmo? Veja o sangue que está no chão. Sinta o cheiro do desespero. O que você está sentindo Regina?
— E-eu estou... Não sei dizer. Estou suada. está muito calor aqui. 
— Por que não fica mais a vontade? 
— Sim! é isso que vou fazer. Vou me deixar. Preciso tirar esta roupa. Ela esta me incomodando. 
— O cheiro de sangue e desespero está por todo o quarto. Você sente cada momento disso, muito intensamente. Está dominando seu corpo. 
— Sim! Eu preciso de você Neculai! 
— Não sei se devo. Você não me queria. Fez pouco de mim.
— E-eu quero! Me desculpe pelo que eu disse Neculai. Por favor. Venha. Sou sua. Farei tudo que quiser. 
— Temos alguns momentos apenas. Preciso trazer uma amiga para este apartamento. Ela se chama Juliana. Você deve conhece-la como a workaholic. Ela tem uma louca fantasia de fazer amor em um quarto cheio de sangue como no filme Coração Satânico. Você me ajuda?   
— Sim! Faço tudo que quiser! Do que precisa? 
— De Sangue... Ha Ha Ha
— Sim. É todo seu. Venha meu vampiro Venha Neculai. Me...


Por Adriano Siqueira 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Mistério dos Leitores Desaparecidos




O Mistério dos Leitores Desaparecidos
Pode um livro destruir o mundo?


A investigadora Ana Lize estaciona o seu carro no local esperado. Era uma casa bem antiga com o chão cheio de cacos vermelhos como eram as casas na década de 70.  Tocou a campainha e espero por algum tempo. Uma senhora atendeu. Ela foi até o portão e o abriu para a investigadora entrar. Seu rosto mostrava preocupação. Sua neta havia sumido sem deixar pistas. Curiosamente isso tem sido frequente nestes dias. Muitas pessoas sumiram sem deixar pistas. Em menos de um mês ja constava mais de mil pessoas em vários estados brasileiros. Muitos cobravam explicações. Mas ninguém sabia o que realmente estava acontecendo. 
  
— Dona Regina sei que é um momento difícil, estamos fazendo de tudo para ajudar a resolver este mistério. Preciso ver o quarto da sua neta. 
— Vocês tem alguma pista em comum? algo relacionado com os outros que sumiram? 
— Temos pouca coisa. Todos apreciavam livros novos. Estilo suspense e horror. Um livro em especial foi lançado faz pouco tempo e parece que todos tinham está obra. 
— "Tormento Total". Este é o nome do livro. foi o último que ela comprou. Ele ainda está na cama dela. 
— Sim. É este mesmo o nome do livro.
— Deveriam prender o autor. 
— Ele está ajudando nas investigações. Seria prematuro prender um autor por causa de um livro. Não foram encontrados nenhum corpo e por isso nem podemos dizer que o caso é de assassinato. São desaparecimentos. O livro foi proibido de ser vendido até que tudo se esclareça. Tenho certeza que logo todos serão encontrados. 
— O livro foi lançado na terça-feira, e hoje é quinta-feira e já sumiram mais de mil leitores. 
— Alguém já leu o livro para descobrir algo.
— Foi a primeira coisa que fizemos e ainda tivemos a presença do autor. Era uma história de suspense sobre monstros. Mesmo assim nada aconteceu com ninguém. Quero dizer que ninguém sumiu por ler o livro. Porém todos sumiram logo após a compra do livro. Algumas pessoas que sumiram nem chegaram a ler todo o livro. Algumas páginas estavam marcadas. números aleatórios dependendo do cotidiano dos leitores, algumas liam de noite ou de dia. Nada descobrimos.
— Quando eu era mais jovem eu li um livro sobre alguns livros que matavam os leitores. 
— Sei qual livro é esse. é do autor Umberto Eco. o livro era "Em nome da Rosa" Mas já analisamos os papeis da impressão e não encontramos nada. Eu também tenho meu lado Geek. Já li uma história em quadrinhos de aventuras do Homem-Aranha com o Demolidor e eles tentam impedir que um jornal seja distribuído por causa da tinta usada que matava as pessoas. O vilão era o Dr. Octopus. Mas como já disse investigamos todo o material do livro. Não achamos nada suspeito Dona Regina.
— Eu gostaria de poder ajudar mais Ana.
— Regina. Qualquer notícia que tiver sobre sua neta entre em contato. Farei o mesmo se eu souber algo sobre ela.
Ana Liza entra no carro e fica com o mistério na cabeça.
 — Os livros sempre foram uma ótima forma da gente fugir um pouco deste mundo. Não seria nada bom as pessoas começarem a desaparecer. Mas o que?...
Um carro desgovernado vem em direção a investigadora e ela tem apenas alguns segundos para desviar. O outro carro bate em um muro. Ana saí do carro e corre para ver se existe alguém ferido mas ela só encontra o livro dentro do carro e mais nada.
— Isso está indo longe demais. O motorista desapareceu e o livro estava jogado no chão. 
O Autor do livro é convidado por um programa de TV. Neste programa ele explica que o livro foi recolhido pela editora e até que o caso dos desaparecimentos seja resolvido a venda do livro está suspensa tanto na forma física como na digital. Mesmo que na forma digital ainda não tenham provas de pessoas desaparecidas. Tudo era um grande mistério. As pessoas continuavam sumindo. No dia seguinte, já existiam cem mil pessoas desaparecidas e isso intrigava até a editora pois mandaram produzir apenas três mil livros e eles já haviam recolhido tudo. A população estava com medo. Ninguém mais queria comprar livros com receio de sumirem. As livrarias estavam vazias. Todos estavam querendo saber mais notícias sobre os desaparecimentos. Mesmo com as livrarias e editoras incentivando os leitores a continuarem a comprar livros o público não aparecia. Este mistério estava deixando as livrarias sem recursos. Sem as vendas, não havia como se manter. As livrarias foram fechando as portas. Algumas maiores tinham outros produtos. mesmo assim o medo de chegar perto de algum livro afastava o público. 
Em uma semana foram anunciados mais de um milhão de desaparecidos. O mundo estava em pânico. Os livros começaram a serem jogados fora. Ninguém mais queria livros em casa. As pessoas estavam proibidas de lerem livros. as escolas e bibliotecas colocaram os livros em grandes caixas fechadas e lacradas. Mesmo com algumas pessoas dizendo que os livros não tinham culpa, nada adiantava. O autor foi preso mesmo não tendo provas suficientes. A população queria linchá-lo. Para todos, ele era o culpado por tudo que acontecia. 
Em alguns lugares o autor virou um profeta. Para alguns, o livro estava anunciando o fim do mundo. 
O Brasil era o único país que passava por este fenômeno. em menos de um mês cem milhões de habitantes haviam desaparecido. Nada foi descoberto. O autor do livro se suicidou na própria cela onde estava preso. Alguns diziam que foi assassinado em uma emboscada.
Todos os países investigaram estes misteriosos casos de desaparecimento. Mas nenhum deles foram ao Brasil. O país estava em quarentena. Tudo foi investigado pelos dados que existiam na internet. Muita especulação sobre um novo vírus, mas nenhum corpo havia sido encontrado. 
Quando o mistério completou dois meses o país estava completamente vazio. Não existia mais nenhuma vida humana. Todos haviam desaparecido. Os países vizinhos estavam em clima de guerra. Como um país com 204 milhões de habitantes poderia desaparecer, sem guerra, sem bombas, sem vírus, sem doença e sem aviso. 
O mundo todo estava preocupado. Poderia acontecer com outros países? O que realmente aconteceu com o Brasil? Nada foi destruído, Nenhum corpo foi encontrado. O mistério deixou muitos países sem sono. 
Um grupo de cientistas foi enviado para o Brasil. Usavam todo o tipo de proteção possível e sabiam que poderiam desaparecer, mas qualquer pista valeria o sacrifício. 
O grupo era constituído por oito pessoas. cada um especialista em vários campos. Procuraram o foco de tudo. O livro. Finalmente o encontraram.
Havia algo errado. A capa do livro não tinha as mesmas cores mostradas na internet. Um dos especialistas disse que por causa da luz do local e do clima a cor vista no país era diferente. Com uma analise mais profunda foi descoberto que a ilustração era inédita. Como o autor do livro não existia mais, coletaram o que puderam para tentar descobrir de onde a ilustração veio. Tudo que descobriram é que a ilustração era de uma tribo indígena e foi dado para a família do autor. mostrava um Brasil abandonado pois a terra era sagrada jamais deveria ser habitada.  Com tudo descoberto a conexão foi brutalmente interrompida. 
Eles estavam andando em uma rua deserta na cidade e começaram a ouvir muitos barulhos vindo de todos os lugares. 
Os oito pesquisadores ficaram impressionados com o que estavam presenciando. O medo tomou conta dos seus corações. Cada um deles olhavam para o outro pois sabiam que jamais sairiam vivos dali, 
Crianças. Crianças por todos os lugares. Armadas com todo o tido de arma existente. Uma delas começou a falar.
— Adultos! Vocês sempre acharam que podiam nos censurar. Proibindo de ler tudo o que quiséssemos e as vezes se recusavam de ler para a gente. Nos ignoravam completamente. 
Todos ouviam a voz do menino.
— Descobrimos a ilustração do livro através de um amigo das estrelas. Enviamos a ilustração em uma carta falsa para o autor dizendo que era da família dele e era para ser usada na capa. A ilustração era uma chave. Abria uma dimensão para outro mundo sem ferir ninguém. A capa do livro não tinha efeito quando vista pela internet. Por isso uma criança de uma região foi escolhida para ter e livro e mostrar para todos. Mostramos as capas para os adultos Só mostrar já era suficiente mesmo que o adulto fosse deficiente visual ele sentiria o poder da ilustração. Todos que estavam neste país foram para outro mundo e nunca mais voltarão. Finalmente temos a paz que tanto queríamos. Podemos fazer tudo agora. Ler, jogar e brincar. E quando vocês desaparecerem. Nenhum país enviará mais ninguém para este país. Seremos livres e nunca vamos nos preocupar com uma invasão. Mas se isso acontecer mostramos a capa do livro e eles vão desaparecer. 
Um dos pesquisadores pergunta.
— Mas quando vocês forem adultos? O que acontecerá com cada um? 
— O homem das estrelas que nos deu esta ilustração disse que não funciona quando as crianças já conhecem a imagem. Quando formos adultos ela não terá efeito em quem já conhece e viu o livro. 
— Vocês não podem fazer isso! 
— E vocês podem nos censurar sempre? 
— Era para o bem de vocês, 
— Só por serem adultos não significa que vocês são certos em tudo. Brigam o tempo todo. Fazem guerra, maltratam o mundo, são gananciosos, são egoístas, assassinos, ladrões e destruidores. Merecem ter este fim. Agora vejam as capas. Podem fechar os olhos a energia já pegou vocês. Nunca mais verão a terra novamente. 



Abraços
Adriano Siqueira
  

    

  




sábado, 14 de novembro de 2015

O Desespero da Obsessão - Nova história do vampiro Neculai



O Desespero da Obsessão   
Um fã obcecado e maníaco desafia o vampiro Neculai  


— Reginaldo? O que está fazendo aqui? Nossa! Quanto tempo.
— Olá Deise Day. Eu senti sua falta. Estava passando por aqui e resolvi te visitar.
— Mas como? Eu não passei meu endereço para ninguém.
— Eu pedi um favor para um amigo. Ele me deu seu endereço. Não vai me convidar para entrar?
— Eu... Estou ocupada agora. A gente nunca se conheceu pessoalmente. Você quer alguma coisa Reginaldo.
— Sim. Quero que volte para o seu canal de maquiagem. Seus toques me ajudaram muito em meu salão. Depois que você não postou mais nada minha clientela sumiu. Preciso que volte a falar no seu canal. Meus clientes adoram novidades.
— Reginaldo. Eu não tenho culpa por seu salão ter esvaziado. É a crise. Este ano foi complicado para muita gente. E eu não vou voltar a fazer vídeos.
— Por causa do Neculai? Seu namorado né? É eu estou sabendo. Você desistiu por causa dele. Deixou de existir para os seus fãs só por causa de um namoro.
— Isso não é da sua conta Reginaldo. A vida é minha e eu...
— Você se vendeu para esse cara.
— Eu gostaria de um pouco de respeito.
— Me desculpe Deise. Mas por favor volte a fazer os vídeos. Eu sou seu maior fã. Você não pode abandonar a gente. Isso é falta de respeito com a gente. Nós assistimos tudo que você fez. Não é justo.
— Eu não posso fazer nada. Além disso em muita gente melhor do que eu é só procurar.
— Mas você é diferente. Não! Eu não posso deixar que desista de tudo.
— O-oque está fazendo? Para que está faca?
— Cadê o Neculai? Quero mostrar para o seu namorado que ele vai ser responsável por sua morte.
— Neculai não e meu namorado. Tire esta faca do meu pescoço Reginaldo. Você não está pensando bem. Você pode perder tudo que ainda tem. Não faça isso.
—  Não venha com seus conselhos fúteis. Vim aqui pedir a sua ajuda e você só mostrou ser uma pessoa egoísta. Eu devia filmar e mostrar para todos que você só pensa em você e neste Neculai. Cadê ele. Fale.
— Acho que é ele que está ligando.
— Mê dê o celular. Eu vou falar com seu namorado e vou acabar com ele depois que acabar com você... Alo? Alo?
— Ha Ha Ha. Reginaldo. A solução que está usando para tentar vencer a crise é algo inédito. Deveria fazer um livro. Seria um sucesso como livro de comédia. Ha Ha Ha.
— Presta atenção Neculai! Sua namorada está com uma faca no pescoço. E eu estou louco para acabar com a vida desta egoísta. Quero que a deixe voltar a fazer os vídeos dela. Quero que desapareça da vida dela. Para Sempre. Estou sendo claro?
— Poeria dizer onde está mesmo a faca?
— Ela está no... Argh! Minha perna! Argh!
— Alo?
— Como fez isso? Argh estou sangrando!
— Se me odiava tanto Reginaldo deveria saber que eu posso entrar e sair do celular quando eu quero. Deveria saber que posso marar você e voltar para o celular.
— E-eu... Deise. Me ajuda! Esse seu namorado é louco.
— Louco é você Reginaldo. Neculai é muito melhor do que você que não respeita as decisões dos outros. Você é um egoísta. Você me investigou. Descobriu onde moro. Sua obsessão acabou com seus negócios e agora quer me culpar por sua loucura.
— Não... Por favor. Eu sou seu fã. Jamais te machucaria. Chame um médico! Estou sangrando!
— Você colocou uma faca no meu pescoço e ainda diz que é meu fã? Seu psicótico Maniaco.
— Argh! Para de chutar a minha perna. Estou sangrando.
— Vou deixar o Neculai terminar o que começou. Passe bem e feche a porta quando sair.
— Não! Não me deixe aqui com o Neculai! Eu amo você. Eu sempre te amei!
— Palavras vazias. Seu amor é platônico. É um louco que se fazia de amigo. Adeus Reginaldo.
— Acho que ela não gosta de você Reginaldo.
— Foi você que deixou ela assim! Você deve ter dominado ela de alguma forma.
— Apenas a libertei da prisão que estava. Fazia muito pelos outros e nada por ela. Pessoas tem sonhos e desejos. A vida é para isso. Para realizar sonhos e desejos. Pessoas como você não percebem isso e começam a viver a vida dos outros. Só que quando percebem isso já é tarde demais. Já perderam a sua vida. Você é um exemplo real de que um homem deve realizar sonhos e não viver da imaginação e obsessão. Foi traído por seus próprios desejos obcecados. Você não tem mais vida e eu vou tirar o pouco que resta.
— Não. Pare! Eu não quero mais nada. Me deixe ir embora.
— Sinto o cheiro do seu desespero. É difícil resistir. Preciso do seu sangue. Preciso agora!
— Não apareça! Estou caído no chão. Sem ter como me defender.
— A Deise também não tinha como se defender. Agora estou me aproximando de você. Diga suas últimas palavras.
— Socor...
— Hum. Sangue delicioso. Esse desespero temperando no seu sangue deixa um ótimo sabor em minha boca. Vou tomar todo. Não é sempre que recebo visitas em casa. Ainda mais trazendo um sangue tão saboroso. Um fã obcecado era tudo o que eu precisava pra me alimentar. Espero que os meus fãs aproveitem esta história. Será um prazer mostrar para eles como voc~e foi tolo em querer me enfrentar. Ha Ha Ha. Agora sorria. Vamos tirar uma selfie. Click. Ha Ha Ha... Mas que cara de morto que você está. Ha Ha Ha.

— Como você está meu Neculai?
— Estou bem Deise. Eu estou sem roupas pode me trazer algumas?
— Claro meu querido. Tudo que quiser. Me permite beijá-lo?
— Sim! Eu permito.



Por Adriano Siqueira

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Controle Total dos Vampiros - Narrado por Adriano Siqueira

Histórias de horror para ler na sexta-feira 13




Olá pessoal, segue uma lista de 13 historias de Horror que escrevi para ler nesta sexta-feira 13




O Desespero de Karina
Uma história solo da vampira Karina que mostra todo o seu aprendizado para conquistar o seu alimento




m História de um garoto cheio de mistérios. - Problem Child - 




Contos de Horror sobre carros assombrados - 70 km/h -  




O Vampiro Neculai - Hora de Confessar
Nesta história o vampiro Neculai visita uma igreja e explica a sua necessidade de Sangue e Desespero





Vem a nós - Literatura Noir


Nesta história o vampiro Neculai visita uma igreja e explica a sua necessidade de Sangue e Desespero
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2015/01/quarto-dia-de-desespero-hora-de.html




O show não pode parar 



Nesta história o vampiro Neculai encontra alguém que 
não devolveu os livros que pegou emprestado



Carros Assombrados - O Carro Maldito




Três mulheres invocam o vampiro Neculai em um ritual e cada uma delas tem um desejo. Será que o vampiro vai dar o que elas pedem? Esta história também mostra o início da saga de uma vampira bem conhecida nas próximas histórias do Neculai.



O Fotógrafo de Túmulos




Com medo do Vampiro Neculai, um homem começa a matar todos que usam o celular. É a chance para o Neculai fazer sua macabra campanha política.



A fina linha que separa o Sangue do Desespero
O Vampiro Neculai persegue uma pessoa que faz folhetos para alertar as pessoas sobre ele.






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