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sábado, 7 de março de 2020

A aventura da pescaria - Maria Ferreira Dutra





A aventura da pescaria
Com os personagens
Amal - Hassain - Rubi - Sidoire - Raio

História de Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira



Dia de pescaria


—Papai, papai! Acorda papai! Hoje é sábado, o senhor prometeu nos levar para  pescar hoje.
— Que horas são?  — Não sei, sei que  já é sábado, pois ontem foi sexta eu dormi e já acordei. Então já esta na hora. — Deixa eu ver que horas são! —Rubi! Ainda são três horas da manhã, não está na hora de acordar ainda não, deita aqui com o papai que quando o despertador tocar eu te acordo e nos preparamos para sair.
— Desculpa papai achei que já estava na hora. 🌞⏰ trim   7:30   Cócóricó! Quiquiriquiqui!
—  Galo cantando, despertador  tocando e eu com uma preguiça danada de acordar. Não se pode prometer nada para crianças,  pois depois nos cobram. — Deixa eu levantar e acordar a Rubi.
— Bom dia papai!
— Rubi! , Mas você já está acordada!
— Sim papai e já estou arrumada! O que o senhor achou do meu biquíni?! — E esse óculos?
— Lindo minha filha, agora deixa papai levantar escovar os dentes e arrumar as outras coisa que faltam.
— Tá bom papai vou te esperar aqui na sua cama enquanto isso vou fazendo a pescaria aqui no meu celular.
— Prontinho Amal, dentes escovados agora vou arrumar a nossa mochila. — Ajuda o papai a lembrar das coisas.
— Certo papai! — Duas toalhas de banho, meu baudinho para pescaria, minha varinha de pescar, chapéu  de sol, frutas, água, suco, um sanduíche. — Certo papai!? Acho que não esqueci nada.
— Certo filha, só esqueceu do filtro solar, mas papai nunca esquece. A sua pelagem é linda e te protege bem, mais seu nariz e orelhas são  bem sensível,  tem que ser protegido. — E você, também escovou os dentes?
— Sim papai, olha o meu sorriso branco e sente o meu hálito. (Sorrisos)
— Muito bom! Agora pegue  suas coisas e vamos nos encontrar com os outros. Vamos lá no Raio.
— Tá bom papai, só estou  apagando as luzes, não devemos sair e deixar tudo aceso.
— Toc, toc!
— Quem  é?
— Sou eu, Sidoire, não acredito que você ainda está dormindo.
— Eu estava sim, mas já acordei. (Uaah!) Deixa eu colocar o meu calção de banho. 
— Estou indo tomar café na casa da China Girl,  me encontra lá.
— Tá bom! Em 5 minutos estou lá.
— Papai, papai! Será que a Amal vai gostar do meu biquíni? Espero que ela também vá de biquíni para ficar igual a mim.
— Vai sim, você está linda!                 Ring, ring.
—Amal vai atender a campainha! —Deve ser a Rubi com o Sidoire.
— Tá bom vovó!— São eles sim.
— Olá Rubi! Bom dia! 
— Bom dia Amal! Nossa! Adorei o seu biquíni eu também estou indo de biquíni, olha! O meu maiô está pequeno por isso estou de biquíni.  — O Hassan também já está pronto?
— Está sim, estão todos tomando café, vamos lá.
— Como mulher gosta de falar, até as menorezinhas. Nem consegui dar bom dia para você Amal.
— Bom dia Sidoire, você  sabe que te amo, mesmo você sendo esse rabugentinho ciumento.
— Vamos embora meninas, entrem, entrem, estou morrendo de fome, quero me alimentar bem. — Bom dia família! Todos em coro respondem bom dia!
— Sidoire, tome conta das nossas crianças direitinho, olho vivo neles.
— Ainda nem, tomei café e já estou sendo cobrado para tomar conta das crianças! Assim vou pedir aumento salarial na  Neculai TV, você sabe que eu sou um bom reporte  ancora um aumentozinho não seria nada significativo  para o seu o seu bolso. Hahaha. Mas pode ficar despreocupado Neculai, sou responsável,  sei tomar conta de crianças humanas também.  Não é China Girl?
—Claro Sidoire! E você já provou isso das outras vezes que saiu com eles. Cadê o Raio?  Não vem tomar café?
— O Raio ainda estava dormindo quando passei lá . Ele é mais lerdo  que aquela montanha em formato de tartaruga. É capaz da montanha chega aqui antes dele.
— Que café maravilho Dna Helena seu café é muito bom!
— Hoje não fui eu quem fiz o café,  foi a Mayara.
— Parabéns  Mayara, você aprendeu com a vovô? Esta tão  quanto o dela.       — Sim, aprendi com a vovô. Você sabe que tudo que ela faz fica muito bom, e eu sigo as receitinhas dela para também fazer sucesso.
— E ai Hassain, animado para a pescaria?
— Estou, eu falei para o papai e para o meu irmão Victorio que  vou pescar o maior peixe que tiver lá.
— Olha como estou forte! Meu muque está grandão , aperta aqui.                        — Nossa! Esta grandão e bem resistente mesmo, você esta se alimentando bem. —Neculai; me passa o pão de queijo, o bolo de laranja , a torrada e esse pote de mel.
— Papai, o senhor esta comendo de mais, quanta coisa no seu prato!              — Rubi fica na sua, se não eu pego o bolo do seu prato também.                     — Ah não! O bolo de laranja da dona Helena ninguém  pega do meu prato. Ninguém faz bolo melhor que o dela. Pode para papai.
— Obrigada Rubi! Sábado vou fazer um especial para você e levo lá na sua casa para vocês lancharem e levar para a escola.
— Oba! Obrigada, eu vou adorar.                      
— O papo esta muito bom, o café maravilhoso, mas temos que ir. — Rubi, coloca seu prato e seu copo na pia, eu estou levando os meus.  Amal, Hassan, vamos.   Tchau  pessoal, por volta das  quatorze horas estaremos de volta.        Todos se despedem
— Cadê  o Raio que não chegou ainda!?
— Deixa de ser falador, estou aqui na rede tirando uma soneca enquanto aguardo vocês.
— Nossa! Arrasou no visual! Que óculos maneiro! Mas agora esse calção azul de bolinhas branca está meio ridículo .Hahaha
— Está rindo do quê? Esta me tirando? Por acaso estou com cara de palhaço!?  —Eu estou arrasando não estou  criançada!
Todos respondem em coro que sim. 




   — Viu, seu... está se achando  fashiow  com essa sunguinha pequena e fora de moda. A moda agora é calção seu agarradinho no tempo da moda.
— E vamos embora,  a hora é essa.                         
— Quem vai nas minhas costas, e quem vai nas, costas do Raio?     
— Bem papai, eu voo, mas estou cansada, eu posso ir com o senhor e o Raio leva a Amal e o Hassan.             
 — Ô garotinha mimada, esta cansada de quê? Você acabou de acordar. Seu pai leva um e eu levo outro. Eu sou um Cavala alado e não um burro de carga. Não confunda os animais.             
 — É que eu queria um carinho do papai, quanto tempo não brincamos assim.     
— Ah vai, tudo bem, me convenceu com essa vozinha e esses olhinhos brilhantes. A para com esse biquinho, assim eu eu... saiu lágrimas dos meus olhos. Pronto meninos sobem aqui no burro, opa até eu me confundi, subam aqui em minhas costas.                                                                           
Horas depois chegaram ao rio Juquiá localizado  a 150 km de   São Paulo.                 
— Vamos descendo crianças!
Chegamos,  vamos ver o melhor ponto para colocarmos as nossas coisas.   
— Eu acho melhor ficar próximo aquelas bananeiras, tem um lugar aberto e o chão está bem limpo.             
— Certo Rubi, pode ser. Peguem as coisas de vocês  e organizem.  —Cadê o raio do Raio, que não está aqui, já esta com vontade de fazer as suas necessidades  fisiológicas?! —Raio que raio você está fazendo ai?   
— Não resisti, a esse monte de banana aqui , e resolvi fazer uma boquinha. Por que? Não posso não? — Vocês tomaram café e eu não. Tô, indo tô  indo.  — ui, ai ui! Essa banana não me fez bem não. Saiu algo por cima e por baixo. — fiquem um pouquinho longe de mim , o negoço não está cheirando muito bem aqui não.   
— Que coisa feia Raio, fazendo essas coisas próximo das crianças! Deixa China Girl saber disso!                   
—  Tá  bom! Até parece que  ela não faz essas coisas.                 
—  A minha mãe mãe não faz essas coisas na frente dos outros.  —Hahaha, Hassain , sua mãe   é uma humana educadinha,  eu sou um sem noção de etiquetas.                   
Se bem que  tem paises que isso é normal, soltam  seus gases em qualquer lugar até mesmo dentro do táxi ou outras conduções.  Vocês estão com sorte que estamos em área  livre.  Pronto já passou, podemos caminhar lado a lado.                   
—  E chegou a hora, todos com a  varinha na mão bora pescar. — Raioooo!  Está correndo por que?  Volta aqui. — Esse  Alado está me dando mais trabalho que vocês ! Com essa eu não contava! 
—  Que, que, que, que que foi! Não posso  da a minha corridinha? fazer umas flexões? Estou preparando os meus músculos, fazendo alongamentos  me preparando para ganhar todos na pescaria.           
— Há  vai plantar batata! Tenho mais o que fazer   — Mas não trouxe batata! Eu trouxe uns milhos cozidos  mas esses não germinam mas   né?                     
— Não amola seu, seu... deixa para lá. — Todos passando o filtro solar, colocando o chapéu ,  peguem os baldes , as varas e as iscas  e vamos que vamos. Cada um escolhe um ponto do rio para pescar. — Olha! Estão  vendo aquele monte de aves aquáticas!? Sabem o que isso significa?           

— Significa que elas estão se reunindo em bando para nos atacar, pois viemos pegar os alimentos deles.—Socorro me tirem daqui!                 

— Não Raio, significa que aqui tem muitos peixes   e as aves estão aqui para se alimentarem.       

—  Ufa! Que Bom saber isso!    Agora sei que não vou ser alimento de aves.                — Vamos, lá , vamos lá. Vamos colocar as iscas  nos anzois, baldinho do e vamos pescar.         

—Mas o que é tuvira?                 
— Tuvira e essa espécie de peixe que usamos como iscas para fisgar os peixes . No caso aqui, estou querendo pescar uns Dourados que são bem grandes, chegam atingir de 6 a 7 kg  seu comprimento pode chegar a  de 70, a 75 cm e eles vivem  em média 15 anos,  caso não sejam capturados. Em alguns lugares como o Rio São Francisco  , eles podem chegar a 20 kg , mas aqui também temos o robalo, traíra, pacu entre outros...  Entendeu ... filha...   

— Sim entendi . 
— Mas para vocês eu vou dar uma outra espécie de de isca, a isca de milho para atrair peixes menores, pois os peixes grandes são muito pesados e fortes para vcs puxaraem.           
— Se tivessem se exercitado como eu , esses bracinhos estariam fortes  e musculosos e conseguiriam até pescar uma baleia. Agora ficam ai só de moleza!  ....         



 — Todos preparados agora é só lançar o anzol e esperar o peixe  morder a isca . Prestem atenção na bolinha pois se ela balançar muito  vocês percebem melhor  quando o peixe pega a isca então  é só  puxar.     

— Não precisa nada disso! É só prestar atenção em mim que vocês, aprendem. — Quando eu era pequenino, lá pelos meus 10 anos de idade, um pouquinho mais velho que vcs né?! Meu pai me levava para a pescaria  e  teve uma vez que num só dia  pesquei dezoito peixes  sozinho e o menor tinha sete quilos.       — Conta essa para outro , as crianças não vão acreditar nesse absurdo. 
— Não deixam nem a gente contar vantagens! Deixa eu continuar aqui a pescaria. 
— Olha Sidoire peguei um peixe!       
— Puxa, puxa !Hassan  foi o primeiro a pescar! Parabéns
—Olha papai! Também  peguei um, tão bonitinho parece esse que o senhor usa como isca.                     
— E é o da mesma espécie sim minha garotinha! Parabéns para você também.  — Você Amal está indo bem?
— Não, o peixe fisgou o anzol  mas fugiu.           
— Não tem problema! Tenta de novo e tenho certeza que você  conseguirá.
— Olha, olha! Acho que consegui!     
— Puxa Amal, conseguiu sim. Vai puxando devagar e com paciência.  Muito bem garotinha você conseguiu.             
— Não vai perguntar se consegui pegar algum peixe também ?           
— Pra quem pescou 18 peixe com 10 anos de idade não tem o que perguntar. Já é um profissional.  Mas já que quer que eu pergunte , quantos pescou?        — Por enquanto nenhum, mas acho que vocês  que estão me atrapalhando.  Vou mudar de ponto.                   
— Vai, vai, muda mesmo! Depois fazemos as contagens com as crianças.                 
10 minutos depois  Sidoire pergunta.      — E ai Raio,  quantos  peixes você já pegou?                 
—  Espera ai,  um peixão fisgou a minha isca!
— Olha, olha Sidoire, como ele é grande! Hahaha acredito que você não  tenha pego um desse tamanho! Splash!  —Caramba o meu peixe comeu a isca e caiu no rio de novo!                                    — Não se preocupe Raio, uma hora você pega outro           
—  Tenho certeza disso.

— Olha Rubi o peixão que seu pai pegou!                   
— Gostou Hassain? Quando você ficar maior vai conseguir pegar uns assim também.
—Vocês estão vendo a cara do Raio? Duvido que ele tenha pego uns 8 oito. Hahaha!
— O que vocês estão falando de mim ai?! Hum, não tem graça não! Se continuarem zombando de mim vocês terão que voltar para casa andando. Seus engraçadinhos! — Vocês querem voltar a pé para casa?
Todos respondem que não.
— Então não entrem na pilha do Sidoire. Continuem pescando que eu vou continuar aqui na minha pescaria.
— Não vai não Raio, o horário da pescaria acabou, agora é a hora de juntarmos tudo que conseguimos pescar e ver quem foi o grande campeão da pescaria. — Vamos , venha se juntar a gente.
— Mas, mas... me dá só mais uns 5 minutinhos.
— Não, não, acabou. O tempo é igual para todos.
— Tudo bem estou indo. Ai, ai, aí!  Para que eu fui falar que eu era bom na pescaria!... espero que eles tenham pego menos do que eu.Tô indo, tô indo  "Ploft!"  Ai meu pai do céu! Sidoireee! Eu cai, Socorro! Eu não sei nadar, me ajudem! Joguem  a boia!  Meus peixinhos, meus peixinhos se foram! Eram tantos! Aposto que tinham uns 50. Socorro!
Todos riem do Raio.

— Raiooo!
— O que é Amal?
— É só você se levantar, o rio nessa parte não é tão fundo assim.
— E só agora vc me diz! Opa, opa levantando! Caramba não é que estou de pé! — Raio!                 
—  O que foi Hassain?               
— Seu calção!       
— O que tem o meu calção? Caramba meu calção se foi ,   cadê  o meu calção?
— Crianças não olhem, não olhem!
—  A maré está levando, vou  buscar. Não olhem para a minha bunda, não riam. Eu estou ouvindo, eu disse para vocês não rirem.                   
— Mas não tem como não rir. Você ficou vermelho igual a um camarão!
— Amal não me deixe com mais vergonha!... — Ai que bom! Meus peixinhos não caíram na água.  Quem poderá pegar o meu balde com os peixes? Eu estou cansado de tanto que me debati.
— Eu pego Raio, vou voando para ser mais rápido.
— Não vai me passar a perna não, viu Sidoire!
— Pronto voltei, agora vamos para a contagem. — primeiro Hassain por ser o caçula , Venha cá, traga o seu balde. Todos contando , 1, 2 , 3....... 8 ...10, 11,  — Esse não vale esse é muito pequeno tem que , devolver, devolve , devolve para o rio .
— Não senhor! Está no tamanho e peso ideal,  12, 13, 14....                — 13, 12, ..9           
— Quer parar de atrapalhar a contagem Raio! Você não sabe perder...
— E quem disse que eu perdi! Você por um acaso já  contou os peixes de todos?  Hum!  —  Muito bem Hassain você pegou 16 peixinhos. Agora vamos contar o da sua irmã.
— Eba! Até que peguei bastante!
—Sim, sim, pegou. — Agora vem Amal. 1, 2, 3 4....— Raio, o que  você está fazendo ai? Devolve  o peixe no balde da Amal eu vi você pegando.
— Ih! ih! ih! ih!, ri! ri! ri! Eu só estava conversando com ele, eu já  ia devolver. Ih! Ih,ih.
— Tentando dar um de espertinho! — Deixa eu voltar para as contagens. — 4 , 5...13, 14 , 15 16, 17, Muito bem Amal Pegou bastante também. — E você minha filha! Quando  será que pescou?  Vamos a contagem.
—  Sendo sua Filha deveria pegar pelo menos uns 30 né! Papai sabe tudo,  filhinha também  deveria saber.
 — E você uns 80 né? Com dez anos pescava ... agora  mais velho e mais experiente deveria pegar uns 80. — Não ligue para ele não. — 1, 2.... 17 ,18, 19, 20, 21. Muito bom filha. Parabéns bateu seu record.
— Sim, da última vez que pesquei, peguei 15.
— Agora é a sua vez Raio!
— Quem , eu!?
— Sim, por acaso tem outro raio por aqui?
— Tá para chegar daqui a pouquinho outro raio, está vendo aquelas nuvens escuras ali vindo em nossa direção? Não dá para esperar ele chegar não?      —Não! o único Raio que espero é você.
— Tá, bom. Tudo bem que hoje eu não tive muita sorte.  — Tá olhando o que aqui Hassain!? Por acaso você já  aprendeu a contar!?  Quase nem saiu das fraldas ainda! Vira esse olho para lá.  — Vamos a contagem. 1, 2 ,4  ... e meio . — quatro  e meio?!  E o restante do peixe?
— É que na verdade essa metade foi o que sobrou  da minha isca, a outra metade o peixe comeu. Hoje não era mesmo o meu dia de sorte.       
—Não riam crianças, não riam.
— Eba!  Agora só falta contar o do papai.
—Vou contar criançada! 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
— Oito, só oito?
— Sim Raio , oito dos bem grandes. Enquanto você pescava , eu parei para  me bronzear e tomar , liguei para casa para dizer que estava tudo bem com as crianças e que elas estavam se divertindo muito, entre outras coisas. — Agora vamos lavar as mãos, beber algo e comer o que trouxemos.

Todos sentados e cada um pega o seu lanche podendo fazer trocas entre si, se todos concordarem.
— Caramba meu! Que sanduíche bonito é esse Hassain! Pode me dar um pedaço?
— Eu não! Você tem uma boca muito  grande, não vai sobrar nada para mim.  Desculpa Raio! — Pensando bem você é meu amigão, vou marcar com o dedo até onde vc pode morder, mas não vai morder o meu dedo. E olha! Vou querer uma parte do seu milho também.  Tudo bem?
— Sim, certo, concordo.
— Toma! —Raio, fecha mais essa boca e abre mais os olhos assim vc vai engulir a minha mão. —  Assim, assim, está bom? Essa boquinha assim, bem pequenininha, que quase não consigo falar.  Assim não vai dar nem para tampa o buraco do meu dente.


— Gente, olha ali!  Vocês estão vendo aquilo?  É uma baleia? O que seria aquilo.           — Não! Essa eu não posso perder! Pega a vara de pescar para mim  Amal.  Obrigado, volto já!                             
Sidoire vai até o píer para tentar pescar aquele enorme peixe e grita para as crianças dizendo que ali tinha um peixe quase do tamanho de uma baleia, e repete que não. Que era quase do tamanho da China Girl. Todos correm para ver. Só que o peixe grande some e Sidoire fica a se perguntar para onde ele foi.
— Poxa perdi a minha grande pesca e nem uma foto eu tenho para mostrar ao pessoal de casa. — Ai! O que é isso no meu pé!? Será uma cobra?! Não quero  olhar. Não quero olhar! Ai, ai... vou olhar ! Deixa eu abrir mais os olhos! É isso mesmo que eu estou vendo? Crianças! Corram aqui! Olha o peixão apareceu de novo!
 — Papai que linda!
— Gente se não fosse  o Chygadcarius  disfarçado eu até daria um beijinho nessa criatura linda!

— Não Raio, ela é uma deusa, muito linda para ser o Chygadcarius. — Qual é o seu nome? Você fala? — Não vai embora de novo não!
— Papai! O senhor está com os olhos brilhando como eu nunca vi! —Papai está apaixonado por uma sereia!           — Estou Rubi, que coisinha mais linda e apaixonante! — Volta aqui.
 — Deixa disso Sidoire! Essa criatura está indo chamar reforço para nos combater e a família Neculai nem está aqui! Socorro! Vamos correr! Cadê o telefone, cadê o telefone? Mayara, China Girl, Neculai , Nessas horas chamo até o Victorio que não deixaria de vir  nos defender.
— Papai! Ela esta voltando e  esta olhando para a gente.
— Vem! Pode vir! Se aproxime mais.
— Você esta maluco Sidoire? Se aproximar de que e de quem? Só se for de você. Eu vou ficar uns dez metros de distância. Qualquer coisa, vocês gritem que eu saio correndo! Quer dizer, saio voando , fugindo.
—Vai Raio! Deixa eu aqui admirando a beleza dela. Oi lindeza! Você fala?
—Papai! Ela balançou a cabeça dizendo que sim. Isso significa que ela nos entende!
Qual o seu nome?
— Livemar!
— Que nome lindo! Livemar, me leva com você para o mar!
— Pede isso não Sidoire, você sabe que eu nâo sei nadar. Eu não vou entrar no mar para te salvar.
—  (sorrisos) Seu amigo é engraçado! E você é diferente lindo, charmoso, musculoso. — Me parece forte e corajoso!



— E você é linda, charmosa e me parece muito frágil precisa de alguém forte charmoso e apaixonado assim como eu, para tomar conta de você. — Como faço para beijar a sua mão?
— Se é que tem mão né Sidoire?
— Fica quieto que raio de cavalo mais chato!  — Princesa que o mar me trouxe , dê-me a sua mão e venha almoçar  conosco. Estamos a assar um belo Dourado pescado por mim.
— Eu não como a minha especie, só como outros frutos do mar.
— Não se preocupe minha deusa! Hoje eu vou até a lua só para te agradar.
 — Nossa! Estou vendo que tem alguém  bem apaixonado mesmo.
— Sim Alado. Estou apaixonado! Venha minha sereia, que eu te  levarei para areia             —Mas eu não posso, não consigo sai daqui.
— Não pode por quê?  Minha razão de viver.
—  Xiiii , Rubi! Já te arrumaram uma madrasta. Seu pai vai sair casado daqui.
— Eu já estou casado e apaixonado. Eu te ajudo a sair do rio.
— O Problema é que eu nunca sai daqui, não consigo  andar, tenho uma atrofia na perna o que me impede de andar de pé.
— Mas isso não é problema, eu estou aqui, tenho braços fortes. Venha que eu te pego. Suba nas minhas costas. Vamos crianças, vamos deixá-la bem a vontade.
— Vou agora no fundo do mar pegar algo para vc comer.  Enquanto isso crianças peguem lenha para acender a fogueira e o Raio tome conta dela.
— Tá doido que eu vou ficar perto disso! Vai que isso abre esse macacão de peixe e sai o Chygadcarius dai.       — Deixa disso alado frouxo, esta com medo duma belezura dessa!
— Tudo bem! Eu tomo conta dela a  muitos metros de distância.
— Volto já minha peixona.
— Oi, Raio! — Tô falando que vc é o Chygadcarius  disfarçado. Como sabe o meu nome?                   
— O Sidoire acabou de falar.
— Hum, verdade! Mas não puxa assunto comigo, pois não gosto de falar  com estranhos, estranha! Sei lá o que você  é.
— Eu sou uma sereia boa, eu só quero conhecer a terra. Pela primeira vez na minha vida eu estou tendo contato com  seres terrestres.
— E escolheu logo hoje para fazer esse contato!
—Sim, ouvi barulho de criança e vim conhecê-las.
—  É mas acho que quem ficou mais encantado nessa história foi o Sidoire! — Para ai.  Ai meu....que olhos lindo você tem! — O que está acontecendo comigo!?  Você é uma feiticeira, eu não vou cair nas suas graças. — Mas que gracinha que você é! Aceita uma bolacha, um café?...
Vinte minutos depois.
— Alado! Eu só sai tem vinte minutos e você já está se engraçando com ela!
— Deixe disso Sidoire! Quero distância  dessa sereia! Apesar que ela tentou me seduzir. Dizem que sereias encantam os homens com o seu canto, mas ela estava me encantando com o olhar...  no fundo do rio pega tem sinal de celular? Eu poderia te ligar?... eita, eita, não vou mais olhar em seus olhos, eles tem feitiço.  —Ainda bem que você  chegou Sidoire! Fica aí com a sua atual, futura namorada, toda sua. Até no mar você acha flor?
—  Claro querido! Toda mulher deveria ganhar pelo menos uma flor por dia. E essa eu trouxe para você, sereia do meu coração.
— Obrigada, Sidoire, pode por no meu cabelo?
— Claro pulsar do meu coração ! E essa é para a Amal,  e essa outra é  para minha garotinha Rubi , que esta chegando com as lenhas.
Sidoire acende a fogueira e começam a assar os peixes.

— Papai os camarões estão bem bonitos, estão com um cheirinho muito bom!
— É Amal! Mas esses camarões são da Livemar, seu pai foi lá no mar pescar, atravessou o rio e foi longe pois ela não come a própria espécie. Vai se acostumando que a partir de agora terás que dividir as coisas.
— Pode comer Amal, eu não vou comer isso tudo sozinha.
Sidoire assa todos os peixes e frutos do mar e todos tem um almoço agradável.  Amal pega o seu celular e registra esse momento em foto.
Todos têm que voltar para casa. Sidoire devolve  Livemar ao mar e promete visitá -la com mais frequência.

E foi assim que Sidoire e Livemar se conheceram e se tornaram namorados.

Quando chegaram em casa toda a família se reuniu para conversarem sobre esse passeio inesquecível. Cada um contou da sua maneira e até o Raio teve a sua visão da viagem muito heróica e contava muitas vantagens até que o Sidoire disse que o Raio quase se afogou em águas rasas e todos riram muito.


Texto: Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira 

sexta-feira, 6 de março de 2020

Hora do Baile - Maria Ferreira Dutra


Arte: Maria Ferreira Dutra


Hora do baile

Hoje quero te surpreender. Depois de anos de separação, está na hora de nos encontrarmos de novo.
Sempre marco esse encontro e acabo não indo. Sei que você me espera, já faz algum tempo. Meu corpo pretende ir, mas o meu coração falha comigo e mais uma vez acabo deixando você na porta me esperando de novo.
Olho para você e vejo seu semblante  sorridente,  ouço você me dizendo:  "Sou paciente, já nos conhecemos faz tempo, não tenho pressa, leve o tempo que levar, vou te esperar aqui".
Ah!  O som da sua voz ecoando em meus ouvidos, me fazem sorrir e ver o quanto eu quero te encontrar.
Eu não aguento esta longa espera.
Abro o armário e pego aquele lindo  vestido que usei no nosso primeiro baile, onde nos conhecemos e você me dizia que eu estava esplendida naquele vestido preto com lantejoulas brilhantes,  como a noite escura e  estrelada.
Seus olhos pareciam cometas passeando pela beleza do meu corpo celestial.
Muitos me olhavam naquela noite, mas eu só tinha olhos para você. Bela recordação!
São dezoito horas e quinze minutos, fazem três dias que não tomo meus remédio e eu sinto, eu sinto que desta vez eu não deixarei você me esperando. Vou levar o seu presente comigo onde te entregarei em mãos.
Eu sinto que  hoje vou seguir o baile. —O que você acha desse batom vermelho? — Me lembro bem que você  gostava dessa cor.
Vou usar esse perfume doce com cheirinho de jasmim, foi assim você o classificou o bom cheiro ao me dar o primeiro beijo em meu pescoço. Você  foi bem atrevido para aquela época!  Mas gostei (sorrisos) Gostei.
Hoje, mais uma vez, não tomarei os meus remédios, quero seguir o baile, quero segurar em suas mãos e dizer o quanto te amo e o quanto desejo continuar te amando.
Boa noite meu bem! Estou pronta para o nosso baile...
— Que horas são  Arnaldo?
– São onze horas e cinquenta e dois minutos.
— E o que você faz aqui em minha casa?
— Eu adormeci, como você entrou? Você não tem a chave?
—Sua casa? (Sorrisos)
—  Aqui não é a sua casa aqui é a nossa casa,  lugar onde todos nós chegamos quando amamos alguém de coração e alma.  Vamos abrir as...
—  Estou confusa Arnaldo!
— Entenderás quando as cortinas se abrirem,  pois o palco é todo seu.           — Mas, mas Osvaldo! O que eu faço aqui?
— Descobrirás!

A cortina se abre e ouve-se aplausos,  uma luz é direcionada a pláteia sendo focada no Rener, que  com um buquê  de jasmim, sobe ao palco para lhe desejar boas vindas. Joana sorri e diz que agora ela estava entendendo tudo.  Rener sobe ao palco e os dois se beijam e se abraçam, Renan sente algo no bolso de Joana e pergunta o que seria aquilo. Joana  retira do bolso uma  caixinha e sorridente o diz que agora era a vez dela perguntar se ele queria casar-se de novo com ela.
E assim o baile segue. E o buquê; o buquê foi jogado pela Joana e em chuva de pétalas levadas pelo vento entraram pela janela e cairam na cama da Rebeca esposa de Osvaldo seu cunhado, que por acaso seguiu o baile duas horas antes dela. Osvaldo sorri para Joana e diz, que daqui a algumas horas ele também ficará feliz, sua esposa subirá a seu encontro.
E  a música é colocada na vitrola :
Whoa! Meu amor, minha querida,
Eu desejo seu toque,
Sozinho tanto Tempo só.
E o tempo vai passando, tão lentamente,
E o tempo pode fazer tanto,
será que você ainda é minha?
Eu preciso do seu amor.
Eu preciso do seu amor
Que Deus traga seu amor a mim.
Os rios só fluem ao mar, ao mar,
aos braços abertos do mar
Os rios suspiram, me espera, espera por mim,
eu estou indo para casa, espera por mim...
Ghost: do Outro Lado da Vida -  (Tradução)

Arte e texto: Maria Ferreira Dutra
@mariafsdutra
Arte: Adriano Siqueira
Arte: Adriano Siqueira

Mais uma música para essa história
https://youtu.be/7cAbmaBHIFU


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O livro mágico - Maria Ferreira Dutra






O Livro mágico
Por Maria Ferreira Dutra
Arte: Adriano Siqueira

Dona Regina residente em Madureira, todos os dias sai ás seis e meia da manhã do trabalho, no Edifício Norte Village em Del Castilho também zona norte do Rio de Janeiro. Como não tem  com quem deixar o seu filho, ela o leva  para o trabalho.
Sua patroa não se incomoda pois ele é um menino. Tudo ele queria saber. Só não gostava muito de estudar, pois achava difículdade na aprendizagem.  Com nove anos, ainda não sabia ler direito e a sua mãe por ser analfabeta não conseguia acompanhar nos  estudos. Certo dia Dona Raquel patroa da sua mãe comprou uma lousa para  ele ir treinando a escrita e prometeu que se, em alguns meses, ele aprendesse a ler e a escrever ela iria lhe dar um presentão. Ele ficou muito feliz e prometeu se dedicar bastante.   
Todos os dias, Heitor pegava a lousa e escrevia o que aprendia na escola e depois chamava a Raquel para ver. Mesmo com um erro aqui ou ali Raquel dizia que ele estava indo muito bem.   
As palavrinhas que ele errava, ela copiava sem dizer que ele havia errado a escrita, ela mandava ele escrever e  descobria que havia errado a escrita anterior e Raquel dizia que não tinha problemas ele ter errado, que quanto mais ele escrevesse aquela palavrinha, que não havia saído muito certinha na primeira vez, mais ele escrevia a palavra mais  bonita.
E no final da correção ela dizia que agora estava perfeito. E a cada dia Heitor se mostrava mais interessado  pela leitura e pela escrita. E uma vez  ou outra, ele se dedicava mais e dava mais atenção as explicações na escola.

A Escola Municipal República do Peru  situada na Rua Arquias Cordeiro 508  no Méier, onde ele estudava, começou a sentir a mudança. Heitor já conseguia acompanhar melhor as aulas e estava fazendo todos os dias o dever de casa.  Dentre de 6 meses Heitor já estava lendo e escrevendo bem. Foi um avanço e tanto. Ele havia mudado, pois Heitor estava mais interessado nas aulas e interagindo mais com ela e com os outros alunos.
Quando a mãe do Heitor, a Regina, falou que a sua patroa Raquel havia dado de presente uma lousa para ele escrever todos os dias e que ela não podia ensinar por ser analfabeta, a professora Carla parabenizou a atitude nobre da Raquel que juntamente com a escola estavam fazendo um ótimo trabalho.
Heitor estava conseguindo acompanhar a turma e acabou o ano letivo.          Quando Heitor percebeu que ele já estava lendo e escrevendo bem, foi cobrar a Dona Raquel o seu presente  prometido. Ela sorriu e disse para que ele continuasse a se esforçar um pouco mais e sempre mais e que assim, logo o dia de entregar o presente chegaria.

Os meses foram se passando e ele apresentava boas notas e bons  comportamentos. Por isso, quando era  solicitado, ajudava a professora com os alunos que apresentavam dificuldade na aprendizagem.

Dezembro chegou e com ele a formatura se aproximava. Heitor recebeu quatro convites para levar quem ele quisesse a sua formatura.
Ao chegar em casa, entregou para a sua mãe,  ela não sabia do que se tratava e seu filho explicou.
Sua mãe perguntou para quem ele gostaria de dar aqueles convites.  Heitor respondeu que um era para ela e o outro seria para a Dona Raquel e que gostaria que a sua patroa fosse a  madrinha dele formatura.
A sua mãe, com lágrimas no rosto o parabenizou pelo seu carinho e  reconhecimento com a Raquel. E no dia seguinte após a escola, Heitor entregou o convite para Dona Raquel e ela o abraçou sorridente e agradeceu dizendo que compraria para ele um lindo anel de formatura. Heitor sorriu dizendo que não sabia que homem também usava anel.
Raquel pegou o celular e mostrou para ele o que seria um anel de formatura, explicando o seu  siguinificado: "Anel de formatura tem significados muito especiais, é o símbolo de uma grande conquista em sua vida por você ter se dedicado com muita perseverança aos estudos e por ter concluido uma etapa muito especial em sua vida. O anel também marca o início de uma nova jornada que você terá pela frente.
Ano que vem você ingressará no segundo ano do ensino fundamental e irá adquirir novos conhecimentos. Você é merecedor desse anel pois, durante o ano inteiro teve um excelente empenho. Agora vem aqui escolher o seu.

Dezoito de dezembro chega o dia da formatura, foi uma belíssima festa. Os prefessores chamam os alunos para a apresentação de final de ano. Depois da peça teatral, os alunos foram chamados um a um pelo seu nome para receberem de suas madrinhas o tão esperado anel.
A cada formando a professora perguntava se o aluno gostaria de falar alguma coisa para seus familiares.
E na vez do Heitor, ele também quis falar.
Então ele pediu para a sua madrinha se levantar e perguntou se ela havia comprado o presente que ela havia prometido.
Todos cairam na gargalhada. Dona Raquel olha nos olhinhos dele e, colocou em seus pequenos dedinhos o anel de formatura. Ele responde que ainda era cedo para conquistar aquele presente que ela havia prometido que ele viria a conquistar, mas que tudo dependeria dele, que uma hora seu presente iria chegar.
Ansioso ele disse que não via a hora desse presente chegar.
Dona Raquel deu um beijo na testa do seu afilhado e entregou um embrulho.
Era um livro. Ela pediu para que ele lesse o título e ele leu perfeitamente: "O livro da sabedoria".  Agradecendo-a  disse que iria ler o livro em casa para a sua mãe, já que ela não sabia ler.
Com essa resposta,
Heitor foi muito aplaudido. Anos se passaram e todos os anos Raquel e a mãe dele estavam lá, em todas as festinhas e reuniões escolares.
Terminou o ensino fundamental e teve a sua festa de formatura. Raquel entrega uma caixa e ele sorrindo, disee que nem precisava abrir, pois sabia que era um outro livro.
Sua madrinha sorriu e disse que sim. Mas é claro que ele abriu o presente,  ele lê o título como de costume. O título do livro era: Um Presente para toda a vida.  Ele a abraçou e sorriu.
Mais três anos se passaram e ele terminou o ensino médio e como era de se esperar Raquel estava ali, ele sorriu para ela, ele o abraçou e perguntou sobre seu presente. Raquel disse para ele ter muita fé e que o presente dele chegaria em janeiro.

Vinte nove de janeiro de 2016, Raquel recebe uma ligacão do Heitor dizendo que havia  passado para duas faculdades públicas, em primeiro lugar, Ela muito feliz disse: Valeu a pena esperar seu grande presente durante todos esses anos! Você o conquistou com mérito que só você poderia se dar. Eu e seus professores apenas o guiamos, e você, com a sua garra e força de vontade consegui conquistar o seu caminho. Aproveite-o bem. Meus  sinceros parabéns.

Heitor se formou em letras e hoje da aulas em dois colégios. Se tornando um renomado professor de português e língua estrangeira.
É o orgulho de sua mãe e da Dona Raquel.

Para todos, ele diz que tem duas mães.



Texto: Maria Ferreira Dutra
Ilustração Adriano Siqueira

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

A flor do maracujá

Arte de Maria Ferreira Dutra

A FLOR DO MARACUJÁ
por Maria Ferreira Dutra

Conheci ele ainda muito pequeno, todos os dias eu dava os cuidados necessários. Era eu quem sempre  o dava o primeiro banho do dia e as vezes a tarde também. Ele me agradecia muito.

Eu sempre  conversava com ele,  sobre a beleza da vida, das flores,  tocava-o com carinho, sempre  dizendo que um dia eu me casaria com ele.
A medida que ele crescia, mais  beleza ele tinha e seu  amadurecimento todos percebiam. Não tinha um que passasse por ele que não o elogiasse. E ao me verem, diziam para para que eu  continuasse cuidando bem dele, pois bons frutos ele iria me dar.  E eu sorridente dizia para todos , que era com ele que eu queria me casar.
 Anos se passaram e a minha promessa consegui concretizar... ele ali já maduro começou a  desabrochar.
 Meu lindo pé de maracujá.
E hoje é com ele que estou vestida,  da cabeça aos pés toda produzida, meu lindo pé de maracujá é com você que eu sigo para o altar.
Yolanda Maria,  você aceita se casar com Otávio Pedrosa?... podem trazer as alianças.
Otávio elogia a linda coroa de flor de maracujá da sua noiva e seu buquê  de flor de maracujá.

Hoje Yolanda conta a sua história para seus netos, sentada debaixo do pé de maracujá que a acompanha até hoje.






Por Maria Ferreira Dutra
Primeira Arte:  Maria Ferreira Dutra  as demais artes são do : Adriano Siqueira
#arte #conto #flor #planta #flordomaracujá  #amor

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

FOI O DESTINO - MARIA FERREIRA DUTRA






Foi o destino 🚘🚙

Por Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira

Eu estava em minha mesa na sala, escrevendo um conto.
Em meio a um silêncio total, eu ouço um estrondo.
No primeiro instante deixo passar, mas a curiosidade tomou conta de mim.

E foi assim que eu me levantei da mesa e olhei pela porta de vidro da sala e estavam lá, dois carros batidos como imaginei.  Foi quando um homem saiu de seu carro parecia muito bravo, mas uma doce mulher desceu do carro, parecia muito calma e com as mãos  para cima na altura do peito, me parecia conversar de boa com ele.
Ele que parecia bravo, foi se desarmado e se aproximando dela.
Com cautela eles conversam e ela olhou dentro do carro dele, parecia conversar com alguém.
Voltando a falar, os dois tiram o carro da rua, colocando-o no acostamento e por pelo menos uma hora ficaram por ali dialogando até as autoridades chegarem no local.
Daqui, eu os via passando o telefone um para o outro, certamente para o culpado pagar os prejuízos.
Era uma moça que não chegava aos trinta anos e ele me parecia ter uns cinquenta e poucos. O tempo passou e um dia, eu voltando para a minha casa, vejo um casal brincando com um menino de uns 3 anos, achei que estava ficando louca, mas me pareciam muito com aqueles dois que eu via da minha sala olhando pela varanda a uns meses atrás .
 Não me aguentei e perguntei:

- Vocês se conheceram ás dez do dia dezesseis de fevereiro de dois mil e vinte, numa batida não foi?

Os dois me olharam assustados e me perguntam se eu era a polícial que anotou os carros.

Eu disse que não.  Que apenas era a escritora observadora desse caso.  Os parabenizei pelo bebê que estava para chegar e o lindo menino me segurou no braço e disse, que agora eles eram uma família,  que seu pai iria o dar um irmãozinho ou irmãzinha.

Por Maria Ferreira  Dutra
Nem toda batida tem um triste final #final feliz #leitores #amor #acidentes #destino #contos #leitores #leitura

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A Sereia e o Sidoire




A Sereia e o Sidoire
Por Adriano Siqueira e
Maria Ferreira Dutra


Sidoire estava em  sua classe, ele dava aulas sobre o seu mundo e também mostrava em fotos algumas criaturas do seu mundo. O raio, a montanha da tartaruga e outras curiosidades que deixam os alunos muito impressionados.
Todos gostaram mais da borboleta que tem energia própria e podia dar energia para um prédio inteiro.
Quando Sidoire ia falar do cavalo alado chamado Raio, bateram na porta, ele abriu e tinha uma cadeirante. Era uma mulher que parecia ter uns 30 anos. Usava uma manta xadrezada que cobria as suas pernas, ela disse que seu nome era Livemar e precisava falar sobre um assunto em particular.
Como a sua aula estava perto do final, Sidoire dispensou a classe e pediu para a cadeirante entrar.
Ela disse para o Sidoire que estava sabendo do desfile de carnaval que a família Neculai iria participar. Ela precisava avisar do perigo que eles estariam. Chygadcarius o vampiro meio peixe, iria atacar e destruir toda a família.
Sidoire disse que essa criatura estava presa no laboratório da Neculai Corps e que ela não tinha o que se preocupar.
Livemar mostra no celular uma máquina que multiplica a densidade e as moléculas da água e isso poderia alagar qualquer lugar.
Sidoire ligou para o Neculai e avisou sobre o perigo e nessa mesma ligação ele é avisado que realmente o Chygadcarius havia  desaparecido. Neculai pergunta para o Sidoire sobre como ele descobriu esse plano.
Sidoire olha para a Livemar e ela ergue a manta que escondia suas pernas. Ela mostra o seu grande rabo de peixe.
Sidoire avisa o Neculai que as sereias existem e são muito bonitas.
Livemar sorri. Neculai pede para que a leve para o seu escritório.
Sidoire a leva para o campo da escola e assobia.
O cavalo alado chamado Raio aparece e Sidoire a coloca no cavalo.
Eles voam juntos para o escritório do Neculai. Porém são interceptados pelo chygadcarius. Ele estava com asas de morcego e tentou matar a sereia com um grande arpão.
O cavalo voava rápido fugindo dos ataques. Sidoire pediu para levar a sereia para o mar.
Sidoire entrou na frente do Chygadcarius e jogou o seu corpo na frente dele . Fazendo o vampiro rodopiar no ar.
Raio chegou no mar e a sereia pulou. Ela chamou muitas amigas. Elas estava armadas e a espera do vampiro.
Sidoire voava até o mar e quando chegou ele voou bem baixo. O vampiro estava cego de odio, ele queria destruir toda a família Neculai, inundando o carnaval.
O vampiro  voo baixo e foi laçado pelas sereias caindo no mar e  sendo detido e amarrado por elas.
Livemar levou até o Sidoire arma que espande moléculas da água que estava com o vampiro.
Ela abraça o Sidoire e diz que ele era a criatura mais linda que ejaelá havia conhecido e que um dia eles poça poçam  sair juntos.
Sidoire sorri e diz que seria um prazer.


Texto Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra.




domingo, 16 de fevereiro de 2020

Um passo para o amor



Era baile de formatura ,eu estava ali em uma mesa quando você me convidou a dançar.

A timidez tomava conta de mim. Você me pegou pelas mãos e me levou ao centro da dança que ainda era um pouco tímida.

Ao passo que você me conduzia fui me soltando e todos aplaudiam e pararam para nos admirar. No final da dança, pedem um beijo e eu digo que não, você me olha nos olhos e me diz sorrindo que sim. Eu peguei um taça de champanhe que o garçom servia. Te ofereço com um sorriso e com o mesmo, você me respondeu.

A platéia continuava nos ovacionado e gritando beija, beija e nos beijamos. Foi o dia mais feliz da  minha vida.

  Declaração de Douglas para Pedro.
Texto Maria Ferreira Dutra.
Arte Adriano Siqueira

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Lembrança de um encontro. Maria Ferreira Dutra




LEMBRANÇA DE UM ENCONTRO
WALTHER E REINALDO
Por Mara Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira

E nesse dia eu não estava muito bem. Seu sorriso e olhares  me incomodavam.
Troquei de mesa para não te ver, e mesmo assim você insistiu em me olhar, troquei de ambiente indo para o andar de cima, você trocou de ambiente também. Subiu com uma garrafa de vinho lá tâche e me perguntou se  poderia  se sentar à mesa comigo.
Te olhei nos olhos seriamente mostrando a minha resposta insatisfatória. Você me agradeceu dizendo que aceitava o meu silêncio como uma resposta positiva. Você abre o  vinho e me serve  perguntando o meu nome.
Me apresento como Reinaldo, você me diz que é um nome bonito eu o agradeço. Ao tocar  as minhas mãos você me pede um beijo e me pergunta se sempre me apresento com o nome de Reinaldo;  eu  o digo que sim, mas que prefiro ser chamada de Renata. Você se levanta e coloca a cadeira do meu lado, me dá um beijo me perguntando se eu queria ficar com ele. Tentei fugir, mas você me conquistou.
Hoje somos casados e formamos uma família  feliz. Obrigada por insisti nessa noite.

Lembrança de um encontro  Reinaldo e Walther .

Por Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira


Amor eterno - Maria Ferreira Dutra


AMOR ETERNO
Por Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira


Deitada em minha cama sinto o cheiro de terra molhada, chovia e eu trancada em casa resolvi olhar pela janela, um frio gostoso me bateu no rosto, o barulho dos carros passando na poça d'água se fizeram músicas em meus ouvidos....  eu olhava encantada aquela chuva, o vento  assobiava bem lentamente. Meus olhos olhavam por todas direções e foi quando fitei nela e  vi que ela estava em apuros;  Cheia de bolsas nas mãos e sem ter como segurar as coisas direito  o vento leva a sua única proteção: seu guarda-chuva na cor lilás. Desci as pressas para ajudá-la e não a encontrei.

Teria ela pego um taxi enquanto eu descia as escadas?! 

Não sei o motivo que me levou a querer ajudar aquela moça que eu nem conhecia. Tive que voltar sem poder ajudá-la. Foi quando ouvi uma voz feminina chamando "moça, as minhas bolsa rasgaram por conta da chuva e por isso parei aqui na marquise  do seu prédio, você por acaso teria uma bolsa para me arrumar?

Eu reconheci aquele rosto que o guarda chuva lilás escondia, fui me aproximando e cheguei bem perto.  Ela, assustada me perguntou se eu havia entendido o que ela havia falado.  Eu disse que sim, mas que estava apreciando a sua  beleza pois ela me lembrava alguém que eu havia conhecido anos atrás. Era mesmo quem eu estava pensando. Pedi que ela aguardasse no lobby do meu bloco, subi e  desci com umas bolsas e um pacote, o qual eu a entreguei.  Ela  franze  a testa como quem não entende nada e abre  o pacote, vendo que era um álbum  de fotografia folhea-o e logo na primeira página, da um grito de quem não estava acreditando e me pergunta se sou eu naquela foto. Sorrindo, eu digo que sim  e  ela comenta:

- Flávia! A quanto tempo não nos vemos? Você ficou fora por muitos anos!" Como eu senti a sua falta!  Nossa como mudamos! Nessa foto tínhamos uns doze anos e nessa  idade eu já sabia que você gostava de.... "  O Telefone da Tereza toca, era o Heitor. Tereza fica sem graça mas comenta que era seu esposo ligando. Flávia, coloca a mão na cabeça e diz, que entende a escolha dela, que naquela época elas eram quase crianças. Flávia a pergunta se eles têm filhos. Tereza mostra uma foto de família em seu celular. Flávia reconhece Heitor,  seu também amigo de classe. Tereza dá um beijo na testa da Flávia e se despedem trocando telefones. Flávia nunca havia se casado pois havia jurado amor eterno a Tereza. Três meses se passaram e elas não trocaram uma palavra.  Em um sábado a noite, Flávia deixava o  seu plantão quando chegou uma família que acabará de se acidentar. Ao olhar para a maca reconhece Tereza, desesperada ela volta para assistir a família. Heitor havia falecido no local e Henrique de 3 anos havia quebrado o baço e tinha um corte profundo na cabeça, Tereza perdeu as duas pernas pois ficaram imprensadas nas ferragens do carro. 

Na manhã do dia seguinte Tereza acorda e sem entender direito o que aconteceu e informada sobre o  falecimento do seu esposo. Em prantos é acalmada pela mulher que estava deitada numa outra cama ao  lado . Era a Tereza que também teria  acabado de passar por uma cirurgia de retirada do rim. A médica chefe Ivone e a Psicóloga Márcia a avisa que a Tereza  havia sido a sua doadora de rim.

Sem poder se levantar da cama Tereza apenas faz um coração com as mãos para ela e a agradece chorando demais. Tereza pergunta pelo seu filho, e ao saber que ele estava bem abraça uma das enfermeiras que estava assistindo.  Flávia vira para Tereza e diz "Eu vou cuidar de você e do nosso filho, seremos uma família  feliz"


Por: Maria Ferreira Dutra

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Conquista do Vampiro - Contos de Vampiros - Adriano Siqueira





- A Conquista do Vampiro -
Autor Adriano Siqueira


Vejo você, sentada, quieta e raramente olha para os lados.
Está em seu mundo.
Completamente do jeito que gosto.
Aproximo aos poucos.
Sou discreto.
Peço um favor. Nada demais. Digo algo apenas para ter a sua atenção.
Geralmente sou atendido e você já está olhando em meus olhos.
Falo por eles, mas você jura que estou falando com a boca.
Você ouve tudo que quer ouvir... O assunto é sempre você, neste momento, só você importa.
Você mostra as partes do livro da sua vida que interessam, mas na verdade, estou te lendo completamente.
Diz os seus desejos, eu mostro que sou um deles e que também sou o portal do mundo que realmente quer. Irresistível, sedutor, amigo, companheiro.
Finalmente você me abraça e me leva.
Faço você acreditar nisso.
Adoro fazer pensar que está no poder, que tem tudo em suas mãos.
Adoro quando você diz que me quer para sempre. Mesmo sabendo que o para sempre termina de manhã.
Pode ter certeza de uma coisa...
Nunca vou te esquecer.



Autor Adriano Siqueira

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Paixão pelo Medo - Parte 3



Paixão pelo Medo - Parte 3


A Avenida Brigadeiro Faria Lima estava muito movimentada. No shopping Iguatemi a policia estava impressionada com a quantidade de mortos que estavam na frente do shopping. Alguns homens mortos tinham armas e estacas para matar vampiros. Bem perto dali havia um prédio onde era o escritório de um homem muito conhecido. Senhor D.Lasco. Um milionário que comandava muitas empresas de São Paulo. Um homem entra em seu escritório e coloca duas fotos na sua mesa.
— São estes dois Sr. D.Lasco. Eles são os candidatos perfeitos.
Enquanto ele analisa as fotos ele pergunta para o seu empregado.
— Alguma novidade sobre as mortes do shopping?
— Sua filha Ariane está sendo caçada por toda a parte. Na mesma noite atacaram um prédio na Vila Macote e o shopping Iguatemi. Os locais são distantes mas era para ela ter ido lá. Felizmente chegamos antes e liquidamos os caçadores. De alguma forma alguém soube da agenda dela.
— Não quero que ela se meta com os humanos. Jaime. Você precisa cuidar disso. Deixe ela longe dos humanos. Isso está chamando a atenção dos caçadores. Até lá. Cancele toda a agenda dela. Essas fotos. São de quem?
— Farei isso Senhor. As fotos são da Viviam e do Edson. Eles são irmãos. Odeiam um garoto chamado Mauricio. Peço autorização para transforma-los.
— Qual seria o motivo?
— Pelo que investiguei. Ontem a sua filha conheceu um humano.
— Mais um? Isso tem que acabar. Ela nos expõe demais. Os caçadores estão chegando muito perto por causa dos seus descuidos. Eu já me cansei disso.  
— Por isso peço autorização para transformar estes dois. Eles sabem tudo sobre o humano que a Ariane esta saindo. Com a transformação. Eles podem acabar com isso.
— Está autorizado Jaime. Quanto mais rápido isso acabar mas seguro me sinto.
Jaime saiu da sala e pegou o seu carro da garagem. Ele vai até o colégio onde estavam a Viviam e o Edson. Eles estavam na porta da saída do colégio. Jaime saiu do carro e caminhou até eles.
— Viviam! Edson! Meu nome e Jaime. Trabalho para o Sr. D.Lasco ele tem uma oferta de emprego para vocês. Sei que estão precisando de emprego e ele tem muitas empresas.
Viviam Sorri e responde:
— Eu mandei um currículo para lá faz um ano. Finalmente ele nos procurou. Todo mundo gostaria de trabalhar para ele. Este é o meu irmão Edson. Nossa nem acredito que vou trabalhar para ele. Obrigado por ligar e marcar com a gente aqui no colégio.
— Podem entrar no carro. O emprego é urgente e paga muito bem. Por isso vim buscá-los pessoalmente.
Jaime leva os dois para um escritório vazio que ficava no ultimo andar do prédio da gazeta na Avenida Paulista.
— Fiquem aqui que eu já volto com os papéis.
— Tudo bem Sr. Jaime.
Jaime tranca a porta. Os dois começam a conversar.
— Lugar estranho. Tudo vazio. Só tem duas cadeiras.
Neste momento as janelas começam a escurecer até que a claridade da sala desaparece por completo.
— Por que está tudo escuro? Só tem uma pequena luz aqui. Que barulho é esse Edson?
— Não sei... Parece um rosnado.
Eles olham para uma porta. que abre lentamente. Um lobo de olhos vermelhos rosnando entra na sala. Os dois gritam e tentam abrir a porta, mas não conseguem. O lobo morde o pescoço do Edson e isso deixa a Viviam em pânico. Ela tenta de toda a forma sair daquela sala. O lobo olha para ela e se aproxima vagarosamente.
Em um intervalo de meia hora. Com uma xícara de café na mão. Jaime olha o lobo e ele volta para a outra sala.  As janelas voltam a passar a claridade do Sol. Ele vê os dois corpos no Chão. O rapaz estava com uma mordida no pescoço e a garota com uma mordida no braço. Jaime chama dois homens para carrega-los.
Duas horas mais tarde os dois acordam em uma cama. O local parecia um hospital. Eles estavam com as feridas das mordidas devidamente enfaixadas. Jaime entra na sala e começa a falar.
— Vai levar um tempo para a dor passar.
— O que fez com a gente! - Perguntava Viviam.
— Vocês queriam um emprego. Agora são nossos cães de guarda particulares.
Jaime jogou uma foto na cama deles. A foto era do Mauricio.
— Vocês foram mordidos por um lobisomem. Serão nossos lobos. E este rapaz é a sua caça.
Viviam olha para o Edson e eles começam a rir.

Mauricio estava almoçando com as suas mães em seu apartamento. Elas ficavam olhando para ele. O almoço estava muito silencioso. As duas mães olhavam cada movimento do seu filho e ele as olhava, dava um sorriso e continuava comendo. Até que a Selma perguntou.
— Você não tem nada para dizer Mauricio.
— Sim! - Ele dizia todo sorridente e com a boca cheia.
— Finalmente! - Disse Regina - Eu também quero ouvir tudo.
Mauricio levanta as mãos e pede calma.
— Tudo bem! Vamos por partes.
— Certo! Por partes. - Dizia Selma olhando para a Regina. Começando pela...
Mauricio interrompe.
— A Prova de literatura! Isso! Eu fui ótimo! O professor ficou muito satisfeito com a minha nota! Acho que deveríamos comemorar!
Selma e a Regina se olham como se o Mauricio quisesse escapar do assunto principal. Selma complementa.
— Você não está esquecendo nada? Tipo... - Selma faz um sinal com os olhos para o quarto dele.
— Ah! Sim! A Janela!
— Isso filho! - Responde a Regina. — Finalmente chegamos no assunto que queríamos. Quero ouvir todos o detalhes.
— Ah. Bem Rê! Eu estava estudando e de repente bum! Então a janela explodiu. Foi aí que conheci a Ariane e... Uau! Eu nunca tinha conhecido alguém como ela. A gente conversou tanto. Inclusive eu a convidei para jantar aqui em casa hoje a noite e eu ainda não sei o que vamos jantar. Ela é uma vampira e nem sei o que ela pode comer. O que vamos oferecer?  
Regina e Selma Ficam impressionadas com a velocidade que ele explicou tudo com a maior naturalidade do mundo, Regina foi a primeira a falar.
— Filho? Ela explodiu a Janela? Vampira? Jantar hoje? Não! Não!
Selma apoia a Regina e complementa.
— A polícia disse que tinha muitos homens mortos por invadirem outros apartamentos. Essa vampira matou todos eles. E você quer que ela venha para o jantar? Para quê? Será que é para explodir a sala ou a cozinha? Ela vai querer nossos pescoços no jantar?
— Não Selma! Ela fez tudo para se defender. - Mauricio tentava amenizar a conversa mas nada estava dando certo. Selma continuava.
— Uma vampira. Minha nossa Mauricio. Você só tem dezessete anos. sabe lá quantos séculos ela tem. Não sei se riu ou choro.
— Já escrevi músicas sobre vampiros. Acho seres fantásticos Mauricio, mas são perigosos. Você viu o que ela fez neste prédio. Não podemos simplesmente esquecer tudo isso. Falo isso por sua segurança. - Dizia Regina sendo apoiada pela Selma. Mauricio tenta explicar.
— Sei que vocês estão preocupadas. Mas quando vocês conhecerem a Ariane vão ver que ela é adorável e eu...
— Você o que Mauricio? - Peguntava Selma.
— Eu gosto dela Selma. Pensou em namorar com ela.
Regina olha para o Maurício e questiona.
— Mas você só tem dezessete anos. Se ela é vampira não vai poder sair de dia. Sair de noite com a sua idade nem vai poder ir nas baladas noturnas com ela.
Selma defende.
— Regina. Neste caso não posso dizer nada. A idade nunca me impediu de sair. Sempre tem um lugar. Eles podem namorar no quarto. Sei lá.
— Eu sei! Mas deve ser muito estranho. Vai que ela leva nosso filho em um lugar que só tem vampiros e pegam ele como jantar.
— Se ele disse que ela gosta dele.
Mauricio Interrompe e acrescenta.
— Vamos fazer o seguinte. Ariane vem jantar com a gente. Assim todo mundo se conhece melhor e depois vocês podem tirar suas conclusões e eu vou aceitar a decisão de vocês. Tudo bem?
— Já estou até vendo...
— Adivinha quem vem para o jantar!
Todos começam a rir.

Ariane havia chegado no horário marcado. Mauricio veio buscá-la na portaria. Eles se abraçam e se beijam;
— É bom Vê-la novamente. Ariane.
— Mau. Eu já estava com saudades.
Antes dos dois subirem para o seu apartamento. Viviam aparece na porta do prédio e pergunta para o Mauricio.
— É por essa Bruaca que me trocou? Que mulher mais sem sal.
— Viviam. Isso não é da sua conta. Já terminamos.
Ariane sente algo errado e puxa o Mauricio para dentro.
— O que foi Ariane?
— Tem algo estranho aqui. Essa garota não é o que parece.
— Viviam é a minha ex.
— Algo aconteceu com ela. Não é mais humana.
— Ela nunca foi muito humana.
— É sério. Vamos entrar.
Viviam percebe que a Ariane sentiu algo nela e ela pula o portão com apenas um pulo.
— Gostou Mauricio. Eu posso fazer muito mais que isso agora.
Viviam agarra o Mauricio e joga ele em uma distância de cinco metros. caindo no jardim do prédio. Ariane pega Viviam e bate a sua cabeça na parede duas vezes. Viviam Sorri e empurra Ariane na porta de vidro da recepção do prédio. Ariane se levanta rapidamente e assiste a transformação da Viviam em um Lobo. Ela salta em direção a Ariane e tenta morder o seu corpo. Ariane agarra a cabeça do lobo e bate três vezes no chão. Deixando o lobo tonto. Eles se olham por algum tempo e o lobo foge saltando o portão. Ariane corre para o jardim e verifica como está o Mauricio.
— Eu estou bem. Mas no que a Viviam se transformou?
— Ela é um lobo agora. O alvo era você.
— Mais essa agora. Estudamos na mesma classe. Já era difícil. Agora então. Bem. Vamos subir. temos uma reunião com a família. Por favor Ariane. Não diga sobre isso.

Suas mães preparam o jantar sem saber exatamente se a vampira podia comer algo. Selma comentava.
— Temos alho e caso ela queira nossos pescoços eu faço uma estaca com o cabo da vassoura.
— Nosso filho está crescendo Selma. Isso me lembra quando eu era adolescente. Meus pais ficavam impressionados com as minhas loucuras.
— Eu sempre achei que o Mauricio era mais adulto do que os outros garotos da idade dele. A vampira parece que conquistou o seu coração.
— Ele teve boa educação Selma. Você é uma boa mãe.
— Você também é Rê.
Mauricio entra com a Ariane e anuncia:
— Chegamos! Protejam seus pescoços!
— Filho... Que brincadeira. - Regina deu um sorriso e foi até a sala.
— Olha! Esta é a Ariane.
— Muito prazer Ariane. Adorei a decoração que fez no quarto do Mauricio.
— Mãe.
Ariane interrompeu o Mauricio e falou com a Regina.
— Sinto muito por isso Regina. Eu já pedi para o meu pai resolver isso. Amanhã mesmo uma equipe virá aqui e vai deixar tudo arrumado. Todos os andares que foram atingidos será devidamente arrumado. Claro que ele vai dizer que é uma empresa que fará um serviço gratuito para divulgar sua empresa. É uma forma dos vampiros não serem visados pelos humanos.
— Imagino. Deve ser difícil ser vampiro. Muita gente eve procurar vocês para ter uma vida eterna.
— Sim. Por isso somos discretos. Isso também nos protege dos caçadores. Quase sempre.
— Onde está a Selma, Rê?
— Na cozinha. Preparando um suco de alho.
— Rê?!
— É brincadeira. Selma! Ariane já está aqui!
— Eu já vou! Oi! Ariane! Venha sente-se! Tenho muitas perguntas. Afinal não é sempre que uma vampira conversa com a gente. Ainda mais para namorar nosso filho.
— Mãe?!
— Brincadeira. Mas saiba Ariane. O Mauricio é nosso filho único. E só tem dezessete anos. Eu não sei se conhece muitos humanos dessa idade, mas é uma idade onde tudo não tem limite. Por isso acho que se vocês querem namorar. Bom. Só no quarto.
— E sem mordidas. - Acrescenta Regina.
Ariane olha para as duas mães e sorri.
— Não se preocupem. Sou uma vampira que conhece muitos humanos. Meu pai tem muitas empresas. Ele cuida de muita gente. Somos uma família discreta e ajudamos muita gente. Existem os caçadores sim. Mas não atacam os humanos só a gente mesmo.
— Mas todo o cuidados é pouco. Mesmo assim acidentes acontecem. Por isso acho que, por enquanto namorem no quarto. - responde Selma.
— Tudo bem para mim. Quero muito namorar com o filho de vocês. Ele me salvou. É um homem e tanto. Gentil e carinhoso.
— É que minhas mães cuidam bem de mim e são maravilhosas.
— São mesmo.  - Completa Ariane. — Mauricio me disse que você fez umas músicas sobre vampiros para a sua banda Regina. Eu quero ouvi-las.
— Agora você está falando a minha língua Ariane. Sim! Eu adoro compor e cantar. Depois passo as músicas para você. Por que vocês não ficam no quarto? Assim ficam mais a vontade. Se precisarem de algo é só chamar.

Mauricio e Ariane vão até o quarto e fecham a porta. Ariane o abraça.
— Que tal uma dança Mau?
— Agora? Aqui?
— Sim. Quero você perto. Sei que temos muitos desafios mas eu quero vencê-los com você ao meu lado. Quero fazer tudo com você por perto.
— Você é uma vampira Ariane. Talvez eu apenas preencha um décimo da sua vida.
— Este décimo será melhor do que toda a minha vida.



Por
Adriano Siqueira   

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Paixão pelo Medo - Parte 2



Paixão pelo Medo - Parte 2


Mauricio não conseguiu dormir naquela noite. A policia e os jornalistas estavam por todo o prédio. O mistério de uma garota que entrou em alguns apartamentos para liquidar os homens que invadiram, deixaram todo o bairro e a cidade em alerta. Alguns falavam de terrorismo e outros diziam que a cidade estava sendo invadida por monstros assassinos. Tudo isso iria prejudicar muito a sua prova de literatura que era nesta manhã. Ele achava que nunca iria conseguir fazer a prova e que o resultado seria pior que as outras notas baixas que tirou durante o ano.
A policia ficou muito tempo no quarto do Mauricio. Procurando provas sobre o que aconteceu. A janela do quarto toda destruída e muito sangue no chão. Finalmente Mauricio foi liberado para ir fazer a prova. Ele chegou no horário. Os seus colegas sabiam o que tinha acontecido. As quantidades de perguntas deixavam o Mauricio mais distante do que estudou. Nada sobre o que leu durante a noite era lembrado. Ele estava em grandes apuros. Seu professor entendia a situação mas ele sempre foi atencioso com o Mauricio durante o ano todo e se continuasse assim o Mauricio jamais iria melhorar. Ele precisava vencer esta dificuldade.
O professor deu a prova para o Mauricio e disse que tinha meia hora para terminar.
Tudo que o Mauricio conseguia pensar era na noite anterior e o seu encontro com a Ariane. Ele queria uma vida de aventuras e agora estava pensando como era boa a calmaria da sua vida. Uma borracha acerta a sua cabeça e ele olha para trás e vê a Vivian, a namorada que ele não queria mai. Ela mostrou os dedos médios para ele e fez careta. "Deveria ter morrido" ela disse com voz baixa e continuou a fazer a prova.
Tudo mostrava que este dia seria terrível em sua vida. Logo a sua família estaria em casa e ele teria que explicar tudo o que aconteceu.
Mauricio olha para a prova. Não conseguia ler. As perguntas se embaralhavam em sua mente. Pensava em entregar a  prova sem resposta. Já havia passado vinte minutos. Sua mente não estava ali. Ele pensava na decepção que a sua família teria com ele. Seu professor olhava para ele e sorria fazendo gestos para que o Mauricio faça a prova. Novamente ele começa a ler a primeira pergunta da prova e de repente a sua mente começa a responder a pergunta com rapidez. Ele se lembrou e sorriu. Olhou a outra pergunta e começou a responder quase rindo. O colegas pediam silêncio. O professor perguntou se tinha lido alguma piada e ele respondeu que estava tudo fácil. Começou a responder todas as perguntas e, em pouco tempo tudo estava devidamente respondido. Entregou a prova confiante para o professor e saiu da classe cinco minutos antes de terminar o tempo.
Mauricio comemorava pelo corredores do colégio até que foi empurrado por alguém que estava escondido. 
— Vou mostrar para você como se deve tratar a minha irmã. 
Edson, o irmão da Viviam estava esperando a saída do Mauricio da sala de aula. Ele agarrou o rapaz e jogou no armário de ferro. bateu a cabeça dele na porta do armário e o mauricio caiu atordoado. Edson Chuta o estomago uma vez e grita.
— Você não merece a minha irmã.
Quando Edson estava para dar um segundo chute a porta do corredor abre e uma ventania toma conta do corredor. Edson é agarrado por alguém que se move muito rápido e ele não tem tempo de reagir. Seu corpo é jogado em uma lixeira no corredor. O barulho faz com que todas as classes saiam para ver o que estava acontecendo. Mauricio se levanta e cambaleando segue para o banheiro para passar água em sua testa que estava um pouco inchada.
Mauricio estava caminhando devagar pela rua a caminho de casa. Embora estivesse um pouco machucado ele estava satisfeito com o resultado da prova. Mesmo assim. Ficou se perguntando sobre o que aconteceu no corredor. Ele não acreditava em super-heróis até agora. 
Do outro lado da rua havia uma garota com um guarda-chuva aberto. Algo que chamou a atenção do Mauricio já que não estava chovendo e além disso ela tinha um estranho magnetismo. Como se ele fosse puxado para ir até ela. Quando se aproximou ele a reconheceu. Era ela.
— Foi bem na prova Mauricio?
— Estranhamente sim Ariane. As respostas surgiram em minha mente com facilidade. Estava tudo lá no fundo da minha mente e eu vi com claridade. Cheguei a rir em alguns momentos por achar as respostas muito fáceis de responder. 
— Você é inteligente Mauricio. É só seguir o seu extinto e certamente irá conquistar o que quer. Você está bem? parece ferido.
— Eu bati a cabeça na porta quando comemorava o resultado da prova.  
— É algum tipo de fetiche se machucar quando está feliz? Se for, eu vou entender; Humanos são estranhos. 
— Ah Não. Foi um acidente é só. O guarda-chuva te protege do Sol?
— Sim. Ajuda bastante. Este é especial. Tem uma camada que me protege dos raios ultravioleta.
— Aquela luz que usamos para reconhecer dinheiro falso?
— Você é esperto Mauricio. E bonito também. 
O sorriso de Ariane era algo que encantava o Mauricio. Ele sabia que ela era uma vampira poderosa. Matou muitos homens na noite passada. Como pode alguém parecer tão frágil e ao mesmo tempo ser letal e perigosa. Isso o deixava um pouco afastado dela e ela percebeu isso. 
— Tem medo de mim Mauricio?
— Bom. Eu vi o que fez ontem. Eu estava desesperado. Por alguns momentos achei que iria voltar e me eliminar por ter te visto. Sei que deve se proteger desses caçadores custe o que custar. Fiquei imaginando que, se me deixasse vivo, seria um perigo para a sua proteção. 
— Eu só me protegi deles. Existem muitos querendo acabar com os vampiros. Por vários motivos. Mas tenho amigos também. Eles nos ajudam. Entendem que não somos monstros. Entendem que podemos conviver muito bem com os outros. Você me ajudou Mauricio. Sou eternamente grata por isso. Espero conhecê-lo melhor. 
Mauricio fica impressionado e sorri. Uma garota como ela certamente poderia ter alguém melhor como amigo. Ao pensar nisso ela responde com rapidez.
— Mas não quero você só como amigo. 
Ariane abraça o Mauricio e lhe dá um beijo apaixonado. Por alguns segundos Mauricio fecha os olhos e imagina estar flutuando. Ela coloca as mãos em seu rosto enquanto beija morde de leve os seus lábios. Quando ele abre os olhos percebe que eles estão a um metro acima do chão. Ele fica desequilibrado e caí. Ariane ri e responde. 
— Tem que se acostumar se quiser ser meu namorado.
— Pode deixar Ariane. Da próxima vez eu trago uma almofada.
— Queria conhecer a sua família e depois te levo para conhecer a minha. O que acha.
— Ah a minha família é normal. Já devem estar em casa esperando explicações sobre a janela quebrada, mas eu deixei um recado na geladeira explicando tudo.  Sei bem que vão querer detalhes pois não é sempre que o filho tem um quarto destruído. A sua família é que deve ser avisada que sou um humano amigo ou eu viro jantar. Falando nisso, por que não janta com a gente hoje? Seria ótimo ter você por lá. 
— Combinado Então Mauricio. Posso chamá-lo de Mau?
— Se você gosta. Tudo bem. Vou esperar você. 
— Estarei no seu prédio às 20hs. Não se preocupe pois já irei bem alimentada. Vamos apenas conversar e namorar. 
Um carro para e abre a porta. Ariane se despede e sorri.



Por
Adriano Siqueira