quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
A Viagem - Maria Ferreira Dutra
A viagem
Acordei e precisei de você aqui perto, não te encontrei. Apenas o nosso gato chamado "Nino" estava presente olhando estranhamente e me agradando com seus carinhos.
Peguei a sua a sua fotografia e você estava belo, sorridente como quando nos conhecemos.
Nino subiu no meu colo e derrubou a foto. Ela caiu para baixo do armário. Me abaixei para pegar e encontrei uma moeda bem antiga e tinha meia cara de gato em cada lado.
Meus cabelos já estão brancos minha pele enrugada, mas meu coração continua o mesmo. Todo os dias as seis em ponto eu faço nosso encontro. Ponho a mesa do café e te espero ao meu encontro. Nino estava sempre presente e ele olhava a cadeira vazia como se tivesse alguém realmente lá.
Pego a estranha moeda que achei e coloco ao lado da xicara de café.
Anos se passaram e as suas coisas continuam no mesmo lugar . Meu coração continua arrumado só esperando a hora de você me chamar.
Nino vai até a moeda e empurra para mim.
Eu pego a moeda e olho atentamente. Duas metades de rostos de gato. Eu rodo a moeda e os rostos vão ficando inteiros e quando olho a moeda rodopiando eu vejo algo na sua cadeira. Eu vejo você.
Lindo e sorridente.
Nino mia e passa o seu corpo em nossas mãos.
Eu não acreditava no que via. A moeda estava rodando ainda e meu amado estava presente. Segurando a minhã mão e elogiando o café.
A moeda estava perdendo a velocidade e com isso, meu amado estava desaparecendo.
Nino sabia, de alguma forma que eu podia ver meu amado com a moeda. Deveria ser uma forma de ter uma visão de dois mundo diferentes.
Era uma moeda mágica. Eu precisava disso. De uma esperança. De saber que você estava bem e me esperava.
Eu ando novamente para a mesa. Você não estava, mas agora entendi o motivo, você estava arrumando o nosso canto.
Obrigada por me buscar.
Não importa o plano que você esteja o amor verdadeiro será eterno.
Miguel 1968 - morreu aos 26 Deborá, 2019 morreu aos -75 anos ⚰ .
Texto: Maria Ferreira Dutra
Co autor Adriano siqueira
Arte: @adriano_siqueira2015
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domingo, 5 de janeiro de 2020
O meu amor e o seu
Ilustraçāo: Maria Ferreira Dutra
O meu amor e o seu
♡♡♡♡♡♡♡♡
Por Maria Ferreira Dutra
Ilustração Adriano Siqueira
Seu palco parece o céu, de tanto que ela brilha, iluminam, feito cauda de cometa se soltando entre as músicas e as danças, trazendo um sorriso envolvente que encanta muita gente.
E com seu sorriso maroto ela encanta seu garoto, fitando seu escolhido, ela o abraça com desejo e muita graça, sussurrando palavras em seu ouvido encanta o escolhido. fazendo reverência ela, levanta a taça, pede um beijo e o abraça com muita magia e graça.
Passando a mão em seus cabelos deixa o cara de joelho e os dois se põe a dançar.
Em rodopios nasce o fogo e o desejo de se amar... a cortina do céu se fecha e o espetáculo lá começa .
Ela cobre a lua com toda a suas roupas e plumas
“Quero ou não quero ser sempre tua?”
Pensa ela naquele desejo e cortejo.
Seus olhos ficam vermelhos e já não aparecem no espelho, seu corpo é só paixão.
Pouco a pouco, se esvazia o salão...
ele tremia por dentro tamanha era o desejo da paixão.
Ela puxa os seus cabelos entrelaçando em suas mãos.
Embriagado pelo seu perfume ela treme e exibe os seus dentes pontudos.
Surpreso diante do ataque,
ele desmaia em seus braços
Ela o carrega ate o banco
após derramar seu vinho precioso tirado do seu pescoço.
Diante do seu desejo,
a Vampira Veilleuse descobre o seu amor verdadeiro.
Tomado por uma onda de amor
ela sente o seu calor desistindo de matar não querendo nele deixar dor.
A vampira Drag Veilleuse se pergunta
“como fui me contaminar
com essa fraqueza, não era para eu amar.”
Era afinal errado amar quando se deveria apenas seu sangue sugar?
Veilleuse se pergunta, "Mas se não se pode amar qual o motivo de ser vampiro e se eternizar?
As perguntas se acumularam e a Drag pensou. "Não vou tirar a vida de quem me amou."
Pouco a pouco, os olhos dele se abrem a névoa da morte não foi tão forte não o deixou viajar
Veilleuse, ao vê-lo acordar
lança um beijo de desejo e seu escolhido acorda num lampejo.
Olha sua roupa suja de sangue
e um formigamento no pescoço... ainda
atormentado olha para sua amada
e mais que nunca, percebe a beleza do amor lhe entregando uma flor.
Viajando em seus braços, os dois parecem ter chegado a lua.
Tudo parecia estrela, eles chegaram ao céu. Flutuou entre os desejos da carne
eles se beijam e começam a dançar.
Sobre o olhar da lua, e rodopiavam
para as estrelas que brilhavam enquanto os vampiros se amavam.
E jamais houve história mais bela
quanto Veilleuse deixou de ser donzela.
E assim nasceu o Amor de Veilleuse e Randoufe.
Por Maria Ferreira Dutra
MUSICA
https://youtu.be/2U6324df94Q
O exorcista de livros
O exorcista de livros
Um homem de terno entrou na biblioteca. Ele perguntou sobre um livro de invocação para demônios.
O bibliotecário chamado Angelo Vency prontamente levou o homem para o local onde tinha vários livros sobre demoniologia.
O homem olhou cada livro enquanto Angelo pedia para as pessoas se afastarem do local. Ele arregaçou as mangas e foi até a sua gaveta. Pegou o único livro que havia e procurou a página certa.
Nesse momento o homem se transformava em um demônio e estava destruindo o local.
Prontamente Angelo pegou o livro e encarou o demônio de frente colocando o livro em seu peito.
O monstro gritou e evaporou completamente.
Angelo pegou o livro e guardou novamente em sua gaveta e saiu para lanchar.
Mais um dia na normal na vida desse bibliotecário.
Texto
Maria Ferreira Dutra
Adriano Siqueira
O livro do topo do mundo
O livro do topo do mundo.
Um homem chamado Geraldo vai até uma loja de relíquias e entrega um livro para o balconista. Ela recusa e diz que não compra livro e que ele deveria procurar os sebos do local.
Geraldo insiste e pede para falar com o dono em particular.
Ela chama o dono e eles vão para uma sala. Geraldo tira o livro da sua mala.
O dono, que se chama Gonçalves, pega o livro. A capa era azul. Não tinha um nome. Apenas uma ilustração de três anjos segurando um livro.
Gonçalves foleia mas as palavras eram de uma língua desconhecida.
Geraldo percebe a dificuldade e diz olhando para o livro: linguá portuguesa. E todas as palavras se transformam em português. Gonçalves levanta tranca a porta.
Geraldo diz para o livro. "Chuva" e o tempo ensolarado e fecha e começa a chover.
Gonçalves pede para Geraldo se sentar em sua cadeira e ele pega um vinho dois copos.
Geraldo diz para o livro. Notícias sobre a corrupção politica. E as paginas mostram vários crimes com provas inéditas. Gonçalves convida Geraldo para ser o seu sócio e toma o livro da mão dele.
Ele diz para o livro. Dinheiro dinheiro.
Gonçalves ria. Ele estava para ficar milionário.
Geraldo sorri e vê pela janela um guindaste desgovernado carregando um grande volume de dinheiro que atravessa a janela e esmaga o Gonçalves.
Geraldo olha para o livro e decepcionado vê o Gonçalves esmagado.
Por
Maria Ferreira Dutra
Adriano Siqueira
A Fada do Livro
A fada do livro
Liana Praça era uma menina que amava ler e um dia ela achou muitos livros em uma casa abandonada.
Ela ia neste lugar todos os dias e conforme ela ia tirando os livros encostados na parede, percebeu que tinha um buraco e lá dentro estava uma fada aprisionada pelos livros.
A fada ficou muito agradecida e deu os poderes para ela ler mais rápido os livros e deu asas de fada.
Por Maria Ferreira Dutra
E Adriano Siqueira
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