terça-feira, 7 de abril de 2020

Conto: Fusca azul e os caçadores



Vó Nena e os Caçadores: A Lenda do Fusca Azul e os Valentões
Por:  Renato A. Azevedo


Aconteceu faz pouco mais de vinte anos. Três amigos entraram em um bar depois de trocarem socos diante do Fusca Azul parado na porta. — Acho que essa brincadeira surgiu depois que um maluco num Fusca Azul 
atropelou um bando de gente na faixa de pedestres e virou alma penada como castigo – disse o primeiro. — Que nada! – disse o segundo. – Um casal de amantes parou num lugar afastado e 
ficaram se agarrando, mas não abriram os vidros do Fusca Azul e sufocaram. O carro assombrado passa de mão em mão desde então. — Ouvi que foi motivo de briga, um queria comprar, mas o dono não queria vender – comentou o terceiro. – Acabaram se matando, e as energias negativas da briga contaminaram o Fusca Azul, que virou assombração. — Quanta besteira! – disse uma mulher na mesa ao lado. Ela pagou o refrigerante com água e limão e foi saindo. 
Invocados, os amigos foram atrás da mulher, que parou justamente ao lado do Fusca Azul. 
— Besteira porque, ô coroa? – desafiou um deles. 
A mulher olhou para eles, sorriu, enfiou a chave na fechadura do Fusca Azul e abriu a porta. — Porque foi este carro aqui, meu Fusca Azul, que deu início a essa brincadeira besta. 
Os faróis do Fusca Azul brilharam em vermelho intenso, e o primeiro rapaz socou o que estava ao lado. Não um soco de brincadeira, mas aquele que machuca. Mesmo. 
O terceiro rapaz socou o primeiro, que ficou curvado de dor. 
A mulher disse: — Mas provocar socos não é a única coisa que meu Fusca Azul faz. Ele me revelou que cada um de vocês já abusou de mulheres, mais de uma vez. Seja companheira ou um 
caso de uma noite. Elas disseram não, mas vocês não pararam. Só pensaram em vocês, não é? 
Os socos, chutes e outros golpes continuavam a serem trocados entre os rapazes. 
Nenhum deles queria fazer aquilo, mas uma força maior os obrigava. Sangue já escorria em abundância, ossos eram quebrados, mas nenhum deles conseguia parar. 
Os faróis do Fusca Azul continuavam a brilhar em vermelho, e a mulher falava: — Como é agora, hein? Continuar a fazer algo que nenhum de vocês quer? E, sobre 
o Fusca Azul, tudo começou há muito tempo, quando eu estava em Brasília lidando com praticantes de magia negra... 
Vó Nena e os Caçadores (e o Fusca Azul) retornarão. 


Blog Escritor com R: http://escritorcomr.blogspot.com/ 
Instagram: @renatoa.azevedo 
Renato A. Azevedo, 21 de março de 2020

Conto - Bem Te Vi



Bem Te Vi
Escrito por
Osvaldir Sodré da Silva
Arte e Literatura
@arte_e_literatura

Em uma pequena cidade do reino do faz de conta, um rei malvado, cuidava do seu povo, impondo leis terríveis.

Como a maioria era pobre, ninguém ousava tirar dele o poder.  Enquanto comia e bebia do melhor,   tratava a todos como escravos

A princesa sofria com as sobras da comida no palácio, e as vezes desviava o que podia,  para alguma aldeia, pois, chorava vendo o tanto que era jogado fora, e o povo comendo sobras no lixo. Até que um dia, apareceu um lindo pássaro, e pôs o rei em sobressalto.

O pássaro viu aquele lugar desumano, e  emitindo um som alto, para que chegasse aos ouvidos do rei, fazendo o rei pensar estar sendo vigiado.  Assim, por uns tempos,  fez o malvado rei deixar seu povo em paz!  Mas, os pobres coitados do reino, não entenderam, o que fez o rei se modificar, e o rei passou a ser querido. Sabia ele que a razão, era o controle daquele pássaro, cuja ideia era seguir o seu caminho, mas, percebendo a mudança na cidade, sem saber que o rei malvado, com medo, e controlado pelo canto, modificara seus métodos, resolveu que voltaria ao reino, todos os dias pelas manhã e a tarde e cantar em bom som "Bem te vi"! "Bem te vi"!

E foi assim, que aquele reino ficou em paz, por muitos e muitos anos.


Oswaldo Sodre de Lima
Arte e Lireratura

sexta-feira, 3 de abril de 2020

O presente do amor - Karina e Laiza



O presente do amor
Texto e arte por: 
Maria Ferreira Dutra e
Adriano Siqueira




Karina abre a porta do seu apartamento e deixa as sacolas de compras no sofá, ela escuta o chuveiro  ligado e percebendo que a Laiza está no banho não a interrompe.  Sentindo um cheiro gostoso de comida, vai até a sala de jantar e vê a mesa posta, ela abre as travessas e com um sorriso diz não acreditar,  imagina que a Laiza a surpreenderia com um dos seus pratos preferidos, pato ao molho de laranja.

Karina pega duas taças e um vinho tinto, coloca na mesa e vai até a janela,  encantada com a surpresa e a esplêndida luminosidade da cidade  vinda do brilho das estrelas e da lua cheia que de  tão bela  inspirava qualquer casal. Olhando a noite e segurando o seu cordão ela pensa:

Como me vejo apaixonada pela Laiza! Eu nunca pensei que um dia eu fosse dizer isso com tanta certeza!  É, já está na hora de fazer mudanças na minha vida, ainda que exista algumas escuridões.
Desde que fui naquela casa abandonada com as minha amigas, muita coisa mudou. "Os três desejos do desespero" foi o nome que eu dei para aquela noite que mudaria a minha  vida para sempre.
Quando eu conheci pela primeira vez o vampiro Neculai Desade.
Eu penso naquela noite que teve morte e sedução e penso também na sorte que tive de ficar viva. É cheguei a ser levada ao médico e raptada pelo  próprio Neculai.
Ele disse que não havia conseguido me transformar em vampira. E foi um dia que entrou para a história daquele vampiro.
Eu me lembro que o Neculai chamou a vampira Lumina para ajudar na sua transformação. E foi ai que eu tive a  a minha segunda chance de viver. Mas agora, como uma vampira.
Neculai me ensinou como era se alimentar de sangue e pegar as vítimas.

As primeiras mordidas são sempre as mais difíceis e chega um momento que tudo começa a perder o sentido da existência. Só se alimentar e fazer tudo isso para não passar fome.
Ah! Mas com o tempo, vi que o Neculai era muito ocupado que não prestava tanta atenção em mim, não como eu queria. Andei por muito tempo com um vestido de noiva , eu deveria estar doida mesmo, vestido de noiva todo sujo de tanto que esperei esse momento ele era o meu querido vampiro.
Tivemos momentos felizes. Até que ele conheceu a China Girl e se casou com ela, como fiquei decepcionada. Mas foi no casamento deles que percebi que realmente eu deveria olhar com mais carinho para a Laiza que demostrava mesmo gostar muito de mim. Laiza é uma artistas plástica linda que se  aproximou e começamos a conversar,  num restaurante, foi ela quem jogou todo e seu charme primeiro para mim, tentei resistir, pois a minha cabeça só tinha o pensamento no Neculai. Mas fui me envolvendo com a boa conversa  dela e fui ficando encantada com a sua inteligência seus conhecimento das  artes é algo que nunca vi em ninguém.
 Lembro que trocamos telefone e fomos nos conhecendo melhor e começamos a namorar.
Hoje eu rio quando lembro desse dia. Sabe, a Laiza é uma ótima namorada e falar dela me faz tão bem! Adoro o seu  sorriso principalmente quando vem seguidos de carinhos e sedução, ela é muito apaixonada por mim, dá para perceber desde sempre.

Me lembro o dia que o anjo assassino entrou no apartamento e me matou com sua espada. Mesmo eu estando fora do meu corpo eu podia sentir todo o sofrimento da Laiza. Era muita dor.
Eu queria poder consola-lá, mas no meu estado era impossível eu estava impotente. Desamparada. Laiza só  esperava  a sua morte chegar para se encontrar comigo novamente. Mas
por sorte Neculai foi procurado pela Lumina uma vampira e juntos eles me trouxeram a vida e assim pude reencontrar a minha amada Laiza.
Olha aquele monte de quadros na minha parede! A  Laiza não é mesmo muito apaixonada por mim!?  Eu adoro aquele quadro, foi o primeiro que ela fez para homenagear o nosso primeiro beijo e ela deu o nome de " O Beijo de Karina e Laiza.  Tranformado em uma   linda e eterna  obra de arte . Isso é amor não é?

Laiza sai do banho e escuta a Karina  falando então vai até a sala é a dá um beijo perguntando se ela estava falando ao telefone, ela responde que não, que estava conversando com a lua e com as estrelas, estava falando contando para elas o quanto eu te amo e o quanto quero ficar com você. Sorridente Laiza diz que fez um jantar especial para elas e a Karina a beija dizendo que havia visto e que também havia escolhido o melhor vinho para acompanhar esse jantar.

Laiza pede para Karina esperar um pouco enquanto ela se arruma. Karina diz que não tem pressa, que era muito bom se arrumar e se perfumar para ficar ao lado de quem te admira,  de quem te ama e faz de tudo por você.    karina pensa "é agora que vai começar essa mudança, a Laiza não merece ser feliz pela metade.

Karina olha para o espelho e vê o  cadeado com a inicial 'N' que ela mesma colocou no seu pescoço como prova de amor ao Neculai.
Sorrindo ela tira o cadeado de seu pescoço. E com a ajuda de uma faca ela transforma a letra N em um L de lado. 
Quando Laiza sai do quarto ela a elogia dizendo que estava muito bonita e pedindo um beijo pergunta se Laiza viu alguma diferença em seu cadeado. Laiza põe a mão na cabeça e diz não acreditar não sabe se chora ou se rir e diz para Karina  "se você queria me impressionar conseguiu"  Karina a responde que quem ama cuida.  Elas se beijam e ficam  um tempo abraçadas.

Karina pede  para Laiza não chorar agora, pois uma nova surpresa estava por vir, ela pede para Laiza se virar de costas e põe um lindo colar em seu pescoço  em formato de dois corações, um com a letra L e o outro com a letra k e embaixo escrito, para sempre.

Foi um jantar com muito romantismo.

Por: Adriano Siqueira
e Maria Ferreira Dutra





Atirei o pau no gato - parte final




Atirei o pau no gato - parte final

Uma aventura com O Tigre e a Onça
Por Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra



Leopardo estava no meio da Avenida Paulista em cima do seu helicóptero atirando em tudo que se movia. Ele gritava furioso.



- Corram coelhos! Vocês não podem fugir de mim!

Traigon e Cariska conseguem entrar no caminhão e comentam.

- Seria bom se a janela desse caminhão fosse a prova de balas, não acha Cariska?

- Vai ter que acelerar. Leopardo está furioso e não temos como dialogar assim.

- O certo seria se ele arrumasse um emprego e mudasse de vida. Esse negócio de ser vilão deve ser muito estressante. Toda a hora produzindo planos. Faz mal pro corpo...

Cariska pisa no pé do tigre e isso faz o acelerador funcionar levando o caminhão em alta velocidade até o helicóptero do Leopardo.

Leopardo atira no caminhão e nos pneus, mas isso não faz o caminhão parar. O tigre e a onça saem do veículo em velocidade e o impacto é inevitável.
Leopardo é jogado para longe e usa a sua habilidade felina para cair de pé e correr. Os veículos ficam completamente destruídos.
Tigre corre na direção do Leopardo.
Eles pulam de um carro para o outro até que o Tigre pula e empurra o Leopardo para o chão. Eles lutam muito até que o Leopardo finalmente é derrotado.
Tigre e Cariska colocam o felino dentro do caminhão e o prendem. Eles ligam para os serviços especiais e em pouco tempo aparece um helicóptero com vários ganchos.
Triagon e Cariska amaram o caminhão e o helicóptero o leva para o alto.
Eles sobem pela corda até chegar no helicóptero. Pegam dois paraquedas e pedem para o piloto deixar o caminhão no pátio do estabelecimento do Serviços Especias, mas antes deve passar no zoológico pois eles tem planos de saltar na cela dos leões.

Quando o helicóptero se aproxima, eles saltam e ligam o paraquedas.

Direcionando com precisão, os dois vão em direção da cela dos leões.

Eles veem a Mochi e a Puniam.
Mochi gesticula um feitiço e asas aparecem nos quatro leões e eles voam na direção dos paraquedas.

A Cariska usa a sua habilidade felina para subir no paraquedas e enrolar dois leoes neles. Eles caem no lago do zoológico.

O tigre consegue desviar dos ataques de dois leões alados e os leva para a direção das arvores e as cordas do paraquedas seguram os selvagens felinos.

Tigre sai das árvores e vai para a cela encontrar Mochi e acaba cruzando a Carisca no caminho. Ela para o tigre e comenta.
- Sei que estamos em uma missão de resgate, mas essas árvores e esse cheiro do zoológico me enche de extase e vontades.

Cariska joga o Traigon no chão e eles se beijam e tiram a roupa. Se amam envolvidos com muito prazer.

Depois de alguns minutos, eles se vestem, se abraçam e vão para a cela dos leões.

Mocha os esperava impaciente.
- Pensei que vocês tinham se perdido.

Cariska respondeu olhando para o tigre.
- De uma certa forma nos perdemos.

Mocha irritada continua a falar.
- Pumiam, que está aqui comigo ao meu lado, tem muitos poderes e eu faço parte do clã das feiticeiras onde ela conheceu a sabedoria das bruxas. Ela violou nossa llei de não interferir com os problemas do mundo. E ela ajudou você. Por isso ela deve sdr punida.

Cariska questiona.
- Mas Mocha. Ela fez isso por uma boa causa.
- Eu sei! Mas o clã a abandonaria e a puniria com a morte. Vocês podem ajudá-la cedendo um lugar para ela ficar e assim posso dizer para o clã que ela foi eliminada.

Cariska concorda com o termo e levam a Erika Puniam com eles.

Mochi sorri e gesticula. Os leões reaparecem na cela sem as asas e ela desaparece.



arte e história
Adriano Siqueira
e
Maria Ferreira Dutra

quinta-feira, 2 de abril de 2020

O tigre e a Onça - Atirei o Pau no Gato





Atirei o pau no gato

Uma aventura com O Tigre e a Onça
Por Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra



Traigon e Cariska estavam em uma lanchonete na Avenida Paulista tomando leite com morango.

- Sabe Cariska. Deveriamos falar mais do nosso futuro.
- Meu futuro você quer dizer né
Traigon. seu futuro é ficar bem pertinho dessa gata.
- Era isso que eu estava falando Cariska. Você perto me arrepia os pelos.
- Eu sei. Por isso você fica arrepiado. E vc me deixa bem louca quando rasga os lençois. Gosto de ver o seu destaque de rei da floresta.
- Quero conquistar todo seu mundo gata.

Traigon beija a mão da Cariska quando de repente a lanchonete é metralhada e eles gritam para todos se abaixarem.
Um caminhão com vários soldados estavam no meio da avenida e o megafone dizia para a Onça e o Tigre se renderem ou matariam todos que estavam dentro da lanchonete.
A policia aparece para deter o caminhão mas eles estavam bem armados e lançam um tiros de bazucas em vários veículos.

O homem que estava disparando era muito rapido mas a sua agilidade não foi tão precisa e um chute no seu rosto fez com que ele fosse jogado ao chão.

Uma Felina apareceu perto dele e disse:

- Problemas em se manter de pé?

Antes que ele pudesse entender algo ele recebe um novo chute e ele desmaia.  Ela pega a bazuca e dispara no caminhão, atraindo a atenção de todos.

Na lanchonete o Tigre assiste a batalha.

- Aquela Felina está ajudando a gente.



- Eu pensei que ela fosse uma lenda. O nome dela é Erika Puniam. Uma Pumã Mística. Veja com que facilidade ela levanta os soldados ate o céu. E depois os solta.

- Cariska. Acredito que a Puniam pode nos ajudar.

- Ela está distraindo eles para a gente poder agir.

- Vamos ver se ela quer ajudar ou lucrar com isso.

Tigre e a Onça conseguem sair da lanchonete e desarmar todos os soldados.

Quando eles se aproximam da Puniam, uma luz aparece e de dentro sai uma mulher e a agarra e puxa para dentro de um portal e desaparece.

Ela deixa um cartão no chão e eles verificam a mensagem.




"Se querem a Puniam. Se encontrem comigo no Zoológico na cela dos leões.
Assinado Mochi a feiticeira."

Antes da Onça e o Tigre perceberem o que estava acontecendo um helicóptero pousa no meio da avenida.

A porta abre e um felino desce. Tigre e a Onça reconhecem bem este Felino.

- LEOPARDO.

- Não vai abraçar o seu marido Onça.


Continua...



arte e história
Adriano Siqueira
e
Maria Ferreira Dutra

Mochi = Chica Moura
Puniam a Pumã = Erika dos Santos