O Equilíbrio das Sombras
Na madrugada fria
Ele invadiu pela janela
E sentiu o cheiro do sangue
e da carne macia.
Ele observou com paciência
A hora de mostrar a sua presença.
Tentou ler seu corpo e seus sonhos
Para entender como atrair sem apavorar a sua refeição
em seu próprio lar.
Ela se virou da cama e seu rosto
Ficou de frente para a criatura noturna.
Ele entrou em seus sonhos e descobriu que seu nome era Juliete
E ela estava em um grande buraco na terra.
Ela tentou subir, mas o barro e a chuva não permitou se firmar.
a criatura observou o seu medo e analisou a sua vítima.
Isolada, ela recuou e ficou encolhida recebendo a água da chuva.
A forte chuva alagava o buraco e se ela ficasse ali morreria afogada.
Com supremo conhecimento ele observou a situação e a chamou.
Juliete olhou para a criatura e ele riu e ergueu os braços dizendo que foram seus pensamentos que construíram a sua própria prisão.
Ele caçoou dela, pulou e rodopiou rindo.
Se perguntou gritando, como pode uma pessoa ser tão insegura ao ponto de construir facilmente a sua própria prisão e não ter poder para sair dela?
Juliete se levantou irritada e os relâmpagos apareceram. A criatura ficou em silêncio. Ele estava no mundo dela e esse era o momento de sair.
A criatura viu a luta de sua vítima contra seus próprios pesadêlos.
Ela abriu os olhos e viu a criatura que estava em seu sonho observando-a perto da janela.
Ele tinha o mesmo sorriso.
Juliete, a princípio, temeu a criatura. Mas, ao lembrar do seu sonho, ela sorriu. Foi ele que a provocou para ter forças e entender que era fácil sair daquele buraco.
Ele resolveu partir e antes de saltar pela janela a criatura disse que voltaria para conhecê-la melhor.
Por: Adriano Siqueira
Uma bela poesia
ResponderExcluirUm conto maravilhoso
Uma história que faz você pensar muito .
Meu amigo Adriano você arrasa muito.
Arte linda
Parabéns