sexta-feira, 5 de outubro de 2012

UMA VAMPIRA NA CIDADE - PARTE 8 - STEFANY ALBUQUERQUE


UMA VAMPIRA NA CIDADE - PARTE 8 - STEFANY ALBUQUERQUE


— Dri, temos que sair daqui, antes que mais alguém venha atrás de nós.
— Tudo bem Morticia, mas para onde vamos?
Olho para ele ajeitando minha roupa.
— Não disse para você procurar um lugar para ficarmos?
— Olhe a sua volta... Não vê que eu estava ocupado.
— Sim, você estava muito ocupado, tive até que entrar na briga para te salvar. Homens não sabem fazer nada sozinhos.
— Para de ficar se gabando e vamos sair logo daqui.
Terminamos de nos arrumar e saímos do galpão.
— Vamos para a mansão do Henrique.
— Que?
— Ele está do nosso lado Dri.
— Claro que ele está! Até te obrigou a ir até ele e se deitar com ele para obter o chip.
— Quer esquecer isso. Vai jogar na cara até quando?
Ele me olha sorrindo.
— Só estou comentando.
— Vamos ou não?
— Você é quem sabe.
— Então vamos, tem uma moto atrás do galpão.
— Você adora uma moto não é.
Subimos na moto e fomos em direção à mansão de Henrique. Ao chegar os lobisomens de Henrique, armados e em volta da mansão. Estavam em todos os lugares.
Dri me olha com uma cara de surpreso.
— Não sabia que eu teria toda essa recepção.
— Não é para você Dri, tem algo errado.
Aproximamos dos guardas.
— Henrique esta?
— Sim! Ele já estava a sua espera.
Dri me olha nervoso e comenta:
— Como assim, "A sua espera"? Já não teve o bastante?
— Dri fica calmo, talvez o atacaram por causa do chip.
Entramos na mansão. Henrique estava sentado em um sofá grande com os pés em cima de uma mesinha, seu rosto estava todo ferido e seu corpo também, parecia que tinha escapado de uma guerra. Atrás do sofá, haviam dois lobos... Assim que entramos eles começaram a rosnar para nós, vindo em nossa direção. Henrique comanda:
— Saiam! Quero ficar a sós com eles. Vejo que conseguiu salvar Dri, Morticia.
Dri olha com fúria para ele e diz:
— É... Não digo mesmo de você... Fez um ótimo trabalho aqui Morticia.
Vou até Henrique e furo as pontas dos meus dedos.
— É Dri... Mas não fui eu quem fez isso com ele.
Passo meus dedos em seu rosto, aos poucos começa a se regenerar.
— Se não foi você... Quem foi?
Henrique responde:
— Minerva.
Olho para Henrique.
— Quem? Não! Minerva não esta mais nesse mundo há anos, o conselho a exterminou.
— Era o que eu achava também.
Dri pergunta:
— Querem me explicar o que exatamente vocês estão falando?
— Dri, Minerva é a mentora de Henrique, ela me odeia e isso nos torna inimigas, há 50 anos ela comandou um ataque de lobos a um grupo de vampiros. Mandou matar todos. Nunca soubemos o motivo, mas sei que era para eu estar nesse grupo. Saí antes que ela devastasse o bando, eles me enviaram em uma missão na Suíça. O conselho dos vampiros a capturaram e a exterminaram.
Dri pergunta para Henrique:
— Você foi criado por uma mulher?
Dri sorri ironicamente.
— Ô machista... Não se esqueça de que você já foi um caçador medíocre e que foi criado por homem e...
— Tá bom! Já chega! Não precisa terminar, mas voltando ao assunto que “interessa”. se ela foi morta porque esteve aqui?
— Primeiro achei que fosse miragem quando a vi em meu portão, ela olhou para os lobisomens e fez com que cada um deles a deixasse passar. Elas vêm até mim me chamado de “meu lobo”...
Manifesto-me.
— Que? Que historia é essa?
— Não fique com ciúmes querida. Ela já não tem mais nada comigo
Dri olha com raiva para mim.
— E por que se importa com isso Morticia? Ainda gosta dele é?
— Não Dri. Só queria ter certeza de que não ouvi besteira.
Olho para Henrique.
— Como eu estava dizendo... Ele me disse que está mais viva do que nunca e que queria vingança, ela não sabe sobre o chip e nem contei a ela, mas se ele cair em suas  mãos... Ela vai fazer uma guerra e isso inclui a sua morte Morticia.
— Não se pode matar o que já está morto Henrique.
— Não pense que ela se esqueceu de você.
— Não entendo por que ela me quer tanto?
— A missão dela era te matar e não o grupo, ela não te encontrou e por algum motivo do qual ela não me falou acabou por devastar aquele grupo.
Dri pergunta:
— Mas quem mandou Minerva para essa missão?
— Ela não me disse.
— Para que você serve?
Henrique olha com odio para Dri.
— E por que você esta aqui Dri? Sua presença não é bem vinda nesta casa.
— Só estou aqui por causa da Morticia, ele me trouxe para esse lixo onde você vive.
Henrique avança em cima de Dri e os dois começam a trocar socos.
— Crianças parem de brigar.
Os dois falam juntos.
— "Ele começou."
Os dois continuam a trocar socos, chutes e pontapés.
— Chega! Eu estou cansada de vocês dois!
Corro em direção a eles, pego Henrique pelo pescoço e o arremesso contra a parede. Dri me olha assustado, eu o pego pelo pescoço também e o arremesso contra o sofá.
— Agora me escutem, porque só vou falar uma vez, eu estou cansada dessa briguinha. A minha vida está em jogo e não a de vocês. Ao invés de me ajudar, ficam ai brigando como duas crianças. Se essa atitude de vocês continuarem eu não me responsabilizarei pelo os meus atos. Fui clara?
Henrique tenha se justicar:
— Morticia eu não queria...
Eu o interrompo.
— Não queria Henrique mais fez.
Dri questiona:
— O que devemos fazer com relação a tudo isso?
— Bom... O chip está em minhas mãos e sempre esteve. Eu cuido dele por mais de um século. Vou destruí-lo. Mas ainda teremos mais uma busca. Temos que saber quem mandou Minerva e por que ela continua viva.
Henrique complementa:
— Minerva me disse que quando o conselho a capturou, ela conseguiu escapar. Os vampiros que a pegaram disseram ao conselho que a havia exterminado. O conselho acreditou e então divulgou a morte para todos.
— Por um lado foram espertos, mas por outro falharam pois agora ela voltou e o conselho vai querer a cabeça deles e a dela.
— Minerva disse que eles estavam atrás dela porque achavam que tinha algo em suas mãos... Algo muito poderoso.
— O chip. Mas você disse que ela não sabe sobre ele.
— E não sabe mesmo. Ela veio procurar informações mas também queria saber sobre você.
— Nunca fiz nada para ela.
— Fez Morticia. Você me tirou dos braços dela.
Dri deita no sofá colocando as mãos atrás da cabeça.
— Como assim?
— Eu larguei de ser o rei dos lobisomens para me aventurar com você.
— E isso não deu certo, por que não volta para ela? Assim ela me esquece de vez.
— Não a quero e você sabe disso, meu amor já é...
Eu o interrompo.
— Falou o bastante para mim querido, agora devo me preocupar com esses vampiros que estão atrás do chip.
— Não existem só os vampiros, mas os lobisomens também, pois ela pode comandá-los.
— Mais por que agora? Por que ela voltou agora?
— Não sei! Mas sei que foi em uma má hora.
Dri se levanta e vem em minha direção e pronuncia:
— Vou levar Morticia para um lugar seguro e você Henrique, corre atrás de informações.
— Sim, mas e o chip?
— Vamos destruí-lo agora mesmo.
Henrique liga à lareira da sala.
— Vamos acabar com isso de uma vez.
Jogo o chip e ele derrete rapidamente.


Continua...


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