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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A cruzada do Vampiro Neculai - com a participação do Cavaleiro Valente




A Cruzada do Vampiro Neculai
Uma história com Neculai - China Girl e o Cavaleiro Valente


No museu do MASP, que fica na cidade de São Paulo na Avenida Paulista estava aberto de noite exclusivamente para receber os artefatos e relíquias da Inglaterra sobre a os cavaleiros da era medieval. Quadros armaduras espadas, e móveis entravam no museu para organizar uma grande exposição que seria exposta por um mês no local. Os empregados que eram os responsáveis, estavam descarregando as antiguidades do caminhão para organizar no salão.
— Alô! Sr Neculai. Tudo está indo muito bem. Nossa equipe de segurança está em alerta. Estamos tomando todo o cuidado possível.
— Me avisem quando China Girl chegar. Ela trará uma lista das antiguidades para conferir.
Quando o chefe de segurança desliga. Dois carros escuros param em volta do caminhão. Quinze homens armados saem do carro. E um deles o interroga.
— Estamos procurando o jarro do Valencius.
— E-eu não faço ideia do que é este jarro. Estamos com muitas antiguidades aqui.
— Você um tolo. Procurem por este jarro.
Em pouco tempo alguns homens encontram o jarro e levam para o carro. O chefe de segurança liga novamente para o Neculai.
— Alô! Dois carros escuros levaram um Jarro. Não tínhamos como detê-los. Eram muitos homens armados.
— Levaram o Jarro do Valencius? Só isso?
— Sim! Eles sabiam bem o que procurar.
— Quando a China Girl chegar peça para me ligar. E envie os videos que estão na câmera do caminhão e não avisem a polícia por enquanto já que ninguém saiu ferido.
China Girl chega ao local voando com asas de morcego elétricas e entrega o relatório sobre as antiguidades. Ela recebe o recado para ligar para o Neculai.
— Querida. Uma peça muito valiosa foi roubada. O Vaso do Valêncius. Estou analisando o vídeo. Os carros são da Compania Xers e eles tem uma empresa ai perto. Vou passar as coordenadas.
— Estarei lá.
A companhia era um laboratório instalado na Avenida Brigadeiro Faria Lima. China Girl encontrou facilmente e foi até o terraço do prédio. Usou o celular para mapear o local. Todos estavam no quinto andar.  
— Eles estão fazendo algum tipo de ritual. Vou acionar o campo de invisibilidade e entrar.
China Girl vê uma sala onde havia uns dez homens. Estavam seguindo a lista de um ritual.  Enquanto um deles fala segurando uma a jarra.
Hoje vamos realizar o nosso maior feito. Vamos dominar nossos concorrentes. Com a ajuda desta jarra vamos assumir o controle de todo o poder.
Eles terminam o ritual e uma fumaça começa a aparecer do jarro. Um homem, um cavaleiro começa a aparecer. Um dos homens fala com o cavaleiro
— É você o Valêncius?
— Meu nome é Cavaleiro Valente. Quem são vocês. Bruxos?
Ele levanta a espada e fica em posição de combate.
— Não se assuste cavaleiro. O mal que deve derrotar é muito maior do que qualquer coisa existente na terra.
— Eu nasci para combater o mal. Diga gnomo em forma de gente. Onde está este mal.
— O mal está ali escondido nas sombras.
O homem aponta para a China Girl e seu escudo invisível é desligado.
China Girl tenta se defender, mas o celular perde a energia e ela fica completamente indefesa. Alguns homens a levam para outra sala onde existe uma mesa preparada para o sacrifício. Ela questiona.
— O que vocês querem comigo?
Um homem que segurava a jarra comenta.
— Você carrega o mal. Você mordeu a nossa isca e conseguimos alguém que pode exterminar este mal. O nome dele é Cavaleiro Valente.
O Cavaleiro entra na sala e olha para todos. Tira o seu elmo mostrando o seu rosto. Ele sorri e diz:
— Era uma festa? Porque não me avisaram logo? Onde estão os salgadinhos?
Os homens não deixam o cavaleiro sair e falam com ele.
— Chamamos você para uma missão. Deve matar essa mulher?
— Ela? Matar? Ela parece tão inocente. Eu caço bruxas, vampiros e Dragões também. Mas ela é humana. E é uma bonita humana. Por que não tiram ela dessa mesa gelada aí e colocam uma música para a gente dançar?
Um dos homens fala cm o seu chefe;
— O Sr tem certeza que esse é o cavaleiro salvador? Ele parece muito estranho.
— É ele mesmo. Aquela espada que está nas mãos dele é A goldor. Uma espada que se transforma em todas as armas imagináveis. Só ele pode matar o mal.
O cavaleiro Valente interrompe.
— Senhor. Eu preciso ir naqueles lugares onde se solta o jato quente, pode me informar onde é?
— Cavaleiro. Você tem que prestar atenção na sua missão.
— Primeiro Pipi.
— Você é um cavaleiro. Deve combater o mal.
— Pipi.
— Todo bem! Mas que diabos. Levem logo ele para o banheiro. Maldição! Eu vou falar com a moça.
O homem se aproxima da China Girl sorrindo.
— Logo vamos acabar com o mal que está carregando. E tudo estará terminado.
— O único mal que estou vendo é você.
O homem manda ela ficar em silêncio.
— Vou contar um segredo. Somos uma grande ordem universal. Nós temos a missão de proteger o mundo. Este cavaleiro aí não pode estar aqui. Ele foi amaldiçoado por uma Bruxa para que ele vague por muitos mundos e só saia deles como a sua morte.. Nós, fomos criados para matá-lo. E nossa irmandade existe para este fim. Mas já que vamos fazer isso de qualquer forma. Achei melhor que ele faça um serviço para nós. Exterminar o mal que existe em você.
O homem coloca a mão no ventre da China Girl, sorri e complementa.
— E você deve saber o que estou falando.
China Girl agora entende o que está acontecendo e se pronuncia.
— Tente fazer alguma coisa comigo e o Neculai vai destruir todos vocês.
O homem sorri novamente.
— Eu estou contando com isso. Por isso chamei esse cavaleiro. Nem o Neculai pode com ele.
O cavaleiro Valente volta a sala e comenta.
— Essa armadura é sempre muito difícil de tirar. Mas consegui. Onde estávamos? Ah sim. Estávamos libertando a moça para ela dançar comigo.
O homem impede o cavaleiro de se aproximar da China Girl e comenta.
— Não! Você está aqui para liquidar o filho do demônio que está dentro dela.
O cavaleiro valente responde.
— O único demônio que vejo aqui é você, cara de sapo e se não libertar essa linda mulher eu vou partir você em dois.
O homem chama a segurança armada. Eles entram e apontam as suas armas para o cavaleiro.
— Agora Cavaleiro cumpra a sua missão. Liberte o mundo desse mal. Mate logo essa mulher.
Um rapaz entra correndo para a sala e adverte.
— Senhor. As nossas energias de proteção do prédio estão no limite. Logo os inibidores de celular serão desligados.
O homem irritado grita.
— Estamos perto de conquistar o mundo e você não consegue estender essa proteção por mais alguns segundos.
Ele pega uma arma do segurança e atira no rapaz. O cavaleiro valente fica impressionado e coloca apota da espada no pescoço dele.
— Diga o seu nome Homem do Mal. Eu gosto de saber os nomes de quem mando para o inferno.
— Darkwood. Lord Darkwood.
— Eu vou mata-lo agora mesmo.
Antes que o cavaleiro faça algo o celular do Lord Darkwood toca. O Cavaleiro Valente observa e comenta.
Esse aparelho que está tocando. Eu conheço isso. Eu já estive nesse mundo antes.
Lord Dark Atente.
— Alô!
— Se você faz algo com a China Girl. Vou arrancar todos os seus órgãos e jogar para os pombos e ratos desta cidade.
— N-neculai.
O Cavaleiro Valente escuta o nome e pronuncia.
— Neculai! O vampiro que sai da caixinha mágica! Ele está vivo? Onde ele está. Eu vou mata-lo!
O Neculai escuta a voz do cavaleiro Valente e ele aparece por trás de um dos guardas e o arrasta escondido. Ele deixa o guarda desacordado e coloca as suas roupas. E aparece na sala.
— Estou aqui Valente.
— Neculai! Seu vampiro maldito. Da última vez que nos encontramos você queria a minha espada.
— Ha Ha Ha! Que boa memória você tem Cavaleiro. Tem razão. Eu ainda quero a sua espada. Você não tem conhecimento suficiente para usá-la com eficiência.
— Pois venha pegar vampiro da caixinha.
China Girl grita.
— Alguém pode me soltar dessa mesa?
Neculai e cavaleiro soltam a China Girl. Ela rapidamente toma a espada do cavaleiro. Neculai sorri e pede para que ela dê a espada. E ela pergunta para o cavaleiro.
— Qual é o motivo do Neculai querer esta espada Cavaleiro?
— Ela tem o poder de se transformar em qualquer arma que a pessoa conhece.
China Girl olha para o Neculai e pergunta.
— Querido. Isso não é seu e já temos problemas demais. Lembra que temos mais a fazer agora e que nossa família precisa de atenção?
Neculai se aproxima e diz para China Girl.
— Sim. Você tem razão. Não é esse o momento de termos mais poder. Mas sim cuidar de nossos afazeres.
Cavaleiro Valente observa e conclui.
— Então você tomou juízo Neculai? Nem imaginei que isso iria acontecer um dia.
— Não conte com a sorte Cavaleiro. Eu irei retornar aos meus negócios assim que...  Assim que.
China Girl sorri e completa.
— Assim que nosso bebê nascer.
O cavaleiro valente fica todo feliz.
— Um bebê. Mas que casal mais lindo. Bebês são todos lindos.
Neculai avisa a China Girl.
— Para onde foram os homens?
— Parece que eles abandonaram o local por algum motivo.
China Girl entrega a espada para o cavaleiro e ele agradece. Corre para o andar de baixo e encontra todos os homens junto com o Lord Darkwood. Ele estava usando o jarro para poder abrir um portal. Todos estavam prontos para pular, mas antes que isso acontecesse. Ele pula para a fenda e os raios lançados pelo portal atingem todos os homens da sala. Matando-os em seguida.
China Girl e Neculai passam pelos homens mortos e China Girl comenta.
— A ambição de poder pode causar muitas destruições. O Cavaleiro Valente era um bom homem. Espero que esta maldição um dia acabe.
Neculai complementa.
— Somos todos carregados de muito mistério. E eu tenho certeza, minha querida, que o mundo sempre terá um bom lugar para todos os heróis.


Por Adriano Siqueira



 Músicas para ouvir


warriors Imagine Dragons

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Conheça mais os personagens da história "Fator Montese"



Olá pessoal,
O Fator Montese é uma história que reúne muitos personagens meus em uma única aventura.
Segue abaixo um resumo sobre cada personagem que está participando desta história e também os capítulos produzidos.






Segue abaixo os capítulos produzidos da história Fator Montese.


Abraços e obrigado sempre pela leitura e apoio.
Adriano Siqueira

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fator Montese Parte 12



Fator Montese
Parte 12

Luney e o Cavaleiro Valente estavam (agora é para valer) a procura de um outro caminhão que carregava um programa com a outra metade do código para completar o Ritual Montese. Por causa do caso em que eles estavam o carro foi perdido e a Alicia Zoom foi buscá-los. O Cavaleiro Valente ainda estava pensando no caso anterior.

— Luney, Se eu tivesse um cachorrinho faria de tudo para ele viver.
— Você não tinha um cavalo?
— Sim! Ele era o valente da história. Gostava do meu cavalo. Sinto falta dele.
— Um dia você volta para o seu reino e recupera tudo que perdeu.
— O tempo. O tempo é tudo que a gente acaba perdendo Luney. Se eu voltasse para meu reino. Eu não seria mais o mesmo. Passei por tantas aventuras. Eu cresci muito.
— Talvez você poderia ser até um rei.
— Edgar. O rei. Eu ainda vou encontrá-lo. Ele vai pagar por tudo que fez. Por tudo que ele tirou de mim.
— Espera Valente. O celular está tocando.
— Deve ser o Neculai. o Vampirulito.
— Eu ouvi isso Valente... Ha Ha Ha. Seu humor me faz bem. Ha Ha Ha. Estou passando as coordenadas do caminhão para o GPS assim vocês podem localizar mais rápido. Tomem cuidado. quando acharem o caminhão desativem o sistema que impede o sinal do celular. Deixem um celular dentro do caminhão e eu cuido do resto.
Luney responde com rapidez.
— Tudo bem para mim.
— Por que desligou? Eu não...
Luney faz um sinal de silêncio para o Cavaleiro Valente e alerta que a Alicia confia no Neculai e ela pode contar tudo que eles falam.
— Alicia! Temos que pegar a arma do Valente. Ele amarrou os seguranças com ela e deixou lá.
— O celular tocando novamente.
— Ha Ha Ha. Adivinha quem pegou a arma do Valente? Ha Ha Ha; Alias é uma ótima arma. Nas mãos certas seria uma grande forma de ganhar uma guerra.
— Neculai. Eu não tenho como ganhar de um exército sem ela.
— Não se preocupe Valente. Eu estou na minha moto e estou perto do caminhão. Eu entrego para você quando desligar o sistema que me impede de entrar nele.
— Você é esperto Neculai.
— Sempre Valente. Faz parte do Sangue e Desespero. Ha Ha Ha.
— Parece que vamos ter que cumprir esta missão Luney.
— Mas... Onde será que está o Lord Dri?
Neculai estava na moto seguindo o caminhão. Assim que o Valente e o Luney conseguissem completar a missão Neculai conseguiria completar o programa digital do Ritual Montese. Neculai maginava como seria poderoso e assim ele poderia mandar um exército para qualquer lugar do mundo apenas uma ligação. Ele protegeria o seu país. Ee transformaria o seu país no primeiro mundo. Muitos se curvariam diante o Brasil. De repente ele é arrancado da moto e seu corpo bate várias vezes no chão. Neculai olha para a estrada e vê o Lord Dri na sua frente. Neculai pede calma enquanto tentava se levantar. O Lord continuava parado e quieto.
— Ha Ha Ha. O vampiro tradicional. Para quê tanta violência? Estavamos quase terminando.
Neculai pega a arma do cavaleiro valente. Com a força do pensamento a espada começa a se transformar em muitas armas diferentes. Lord Dri adverte.
— Nenhuma arma vai te salvar Neculai. Não dessa vez.
— Por quê Lord? Eu sou um bom vampiro. Você tem o seu mundo. Sempre foi o maior de todos. É o tradicional. Tem todos os poderes dos antigos vampiros.
— Pare de me bajular Neculai! Confessa que você matou Angelo Donnati!
— Eu não o matei. Estava ocupado fazendo download de uma parte digital do Ritual Montese. Eu não tinha como salvá-lo quando ele foi atacado e caiu do caminhão.
— Mentira! Sua ganância fez isso. sua ganância vai levar todos nós para o inferno.
— Minha ganância vai salvar este país! Eu não sou um vampiro que fica de braços cruzados vendo os humanos morrerem. Eu os protejo Lord Dri. Eles me querem.
— Você manipula os humanos Neculai. Você faz os seus jogos sórdidos para conquistar o seu maldito Desespero!
— Alguém tem que divertir no meio deste caos não é? Veja só você Lord. Todo este seu poder e ninguém quer a sua ajuda. É ingênuo demais. Muitos preferem não precisar de você. Esta velho. Ultrapassado. Eu! Eu sou o vampiro que este mundo precisa! Eu sou o messias, o arauto, o...
— O Assassino! O Ditador! E eu vou acabar com você Hoje e Agora Neculai.
Lord Dri se transforma em um lobo e corre na direção do Neculai que levanta a espada e espera para atacar o lobo.
O carro onde estava o Luney, Cavaleiro Valente e a Alicia Zoom, passam entre eles e o Cavaleiro Valente toma a espada do Neculai e continua a seguir em frente com apenas um grito do Valente.
— Obrigado por guardar minha espada.
Alicia tenta ajudar o Neculai mas o Luney adverte.
— Melhor seguir com nossa missão. Neculai sabe se cuidar.
Desarmado. Neculai é atacado pelo lobo. Ele tenta desviar das mordidas mas o lobo morde com muita força o seu ombro. Neculai chuta o lobo várias vezes até que o lobo solta por alguns segundos. Lord Dri se transforma em um urso e ataca com suas garras. Neculai é jogado em uma distância de dez metros. O Urso morde uma das pernas do Neculai e começa a arrastá-lo no asfalto por uns cem metros e depois o solta.
— Foi assim que o Angelo morreu Neculai. Arrastado no asfalto? Como se sente?
Neculai sorri e tenta se levantar. Ele pega o celular e desaparece.
— Não! Maldito!
Lord Dri se transforma em morcego e usa a sua visão especial tentando localizar alguma pista sobre o Neculai e ele acaba achando um pequeno rastro luminoso. Lord Dri voa o mais rápido possível até chegar em um posto de gasolina onde uma mulher que estava no carro tinha um celular que estava tocando. Lord Dri toma o celular das mãos da mulher e atende.
Neculai aparece atrás do Lord e prende o seu pescoço com o braço. O Lord se transforma em névoa. As pessoas começam a correr do posto de gasolina. Neculai pega um extintor de CO2 do carro e liga apontando para a névoa transformando-a em estado sólido. Neculai arranca a mangueira de onde sai a gasolina fazendo com que ela se espalhe pelo chão. Ele Liga o carro e vai até uma distância segura. Ele arranca a porta do carro e joga no posto de gasolina. O impacto da pancada da porta no chão causa uma faísca fazendo com que o posto de gasolina explodir completamente.
Neculai sorri e comemora.
— Adeus Lord Dri. A era dos vampiros tradicionais finalmente acabou. Ha Ha Ha. O mundo agora pertence ao Neculai Ha Ha Ha. Vou tirar uma selfie junto com o incêndio para mostrar para os meus fãs.




Continua...

por Adriano Siqueira




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Fator Montese - Parte 11



Fator Montese
Parte 11

Luney e o Cavaleiro Valente estavam a procura de um outro caminhão que carregava um programa com a outra metade do código para completar o Ritual Montese.

— Sei que parece loucura Valente, mas vamos supor que o Neculai consiga recuperar todo este Ritual em forma digital. Acha que ele usaria para o bem?
  
— Luney! Só de olhar para este vampiro, sem ele dizer nada já tenho vontade de enfiar a minha espada no peito dele. Sabe bem que não gosto dos vampiros. São traiçoeiros e eles só querem o nosso sangue. Se eu encontrar este caminhão, pode ter certeza que destruirei este ritual por completo. Já vi como está sendo usado de forma terrorista. Nas mãos do Neculai seria um desastre.

— Você aprecia um bom desafio mesmo né Valente. Uma vez me desafiaram a subir em um prédio na Avenida Paulista na década de 80 eu fui lá e provei para todos que eu podia. Até um conjunto que tocava rock na época me viu em cima do Top Cine e eles tocaram lá. Tem até o vídeo deles na internet. Eu que dei a ideia.
— Acho que você fala muito Luney.
— Falando em desafio. Bom eu tenho um para você.
— Estamos no meio de uma missão.
— É rapidinho.
— Não.
— Te dou uma camiseta nova sem ter a cara do "Neculai para presidente".
— Hum. Qualquer camiseta é melhor que esta. Tudo bem então. Qual é o desafio.
— Vamos roubar um carro.
— O que? A insanidade do Neculai é contagiosa? Que loucura é essa homem?
— Vai ser rapidinho Valente. O carro está aqui perto. Ele está em um exposição que vai abrir amanhã cedo. Temos que tirar o carro de lá. Ele é assombrado. Muita gente pode morrer por causa dele. As crianças gostam de entrar nos carros antigos. Você não iria querer que algo acontecesse com elas não é?
— Luney não seja manipulador como o Neculai. Se o carro é tão perigoso por que acha que deixariam em uma exposição para o público?
— Eles não sabem disso. Eu sei. O carro é do começo dos anos 80. O dono do carro odiava o cachorro que o seu filho tinha. Um dia ele levou o cachorro no carro para passear. Nunca mais viram o cachorro e ele disse para o filho que ele pulou a janela e nunca mais voltou. O garoto cresceu, o pai dele morreu de velhice e ele vendeu o carro do pai. Só que...
— Continue Luney. A história está interessante.
— O comprador do carro morreu dias depois dentro do carro. Ele tinha marcas de mordidas de cachorro por todo o corpo. Nunca acharam o cachorro.
— Um cachorro fantasma?
— É. O carro foi vendido novamente para um colecionador de carros antigos. Um assaltante tentou roubar o carro e morreu do mesmo jeito.
— Esse merecia.
— O colecionador ficou com medo de usar o carro. Ele usa um guincho para levar o carro nas exposições.
— Então ele sabe.
— Ele suspeita. Mas não quer vender.
— Então é só explicar para o pessoal e assim podemos levar o carro.
— Não seja ingênuo Valente. A exposição abre amanhã. Acha que vão emprestar o carro para um passeio?
— Eu posso tentar. Pro que parou?
— Preciso de um acessórios.
— Sim mas você está roubando um jornaleiro?
— Quieto Valente. Me ajuda com a porta.
— Tudo bem.

O cavaleiro Valente transforma a sua espada em um é de cabra e consegue abrir a porta do jornaleiro.
— Está feito. O que está fazendo?
— Estou pegando os jornais e revistas e enrolando eles nos meus braços e pernas. Não quero ser ferido por aquele cachorro. Achei uma camiseta para você. Está como brinde de uma revista.
— A camisa vai só até o umbigo.
— Você disse que qualquer camiseta era melhor do que a do Neculai.
— É desconfortante.
— Vamos logo Valente. Agora não é hora para pensar em moda.
— Essa missão não é exatamente para um cavaleiro como eu.
— Aventuras Valente! É isso que importa.
— Troco por um sanduíche.
— Eu sinto a adrenalina no corpo. Lembra aquelas séries antigas da TV como a Supermáquina ou o as aventuras do Speed Bugg ou Carangos e Motocas ou Mamãe calhambeque.
— Que língua você está falando Luney?
— Pronto Valente. Já chegamos no local. Distraia os seguranças e assim posso pegar o carro. Ah. Não esqueça de esconder sua espada.
Valente se concentra e transforma a espada em um machado.
— Um machado? Brilhante! Ficou muito discreto agora Valente.
O cavaleiro Valente se aproxima da porta principal enquanto o Luney escala uma parede de quinze metros para entrar pelo telhado.  O cavaleiro começa a falar com o segurança.
— Olá meu amigo. Vim ver a exposição de carros.
— Só abre amanhã. Afaste-se por favor! Deixe este machado no chão!
— Calma! Eu sei que só abre amanhã, mas eu queria que soubesse que tem um cara aí dentro que quer roubar um carro e eu queria vê-lo pois sei que amanhã o carro já não vai estar aí.
— Do que está falando?
O segurança avisa outros seguranças para irem até a entrada.
— Senhor espere um momento estou chamando mais pessoas para contar a sua história. Se afaste do machado por favor.
— Mas e verdade o cara vai roubar o carro. Eu só quero vê-lo. Estou curioso.
Os outros seguranças chegam e começam a fazer perguntas. Valente coloca o pé no cabo do machado e a parte da frente do machado voa preso a uma corrente em direção aos seguranças. Valente pega a arma e balança várias vezes até que a corrente prendendo todos os três seguranças.
— Pronto! Fácil! Mas o quê...
Valente tem segundos para se abaixar. O carro passa por cima dele e Breca logo em seguida. Valente consegue subir em cima do carro e escuta o Luney gritando.
— O cachorro está aqui. Ele tentou me morder. Valente tente achar algo no porta malas.
— Achar o que?
— Sei lá... Uma coleira. Ossos do cachorro. qualquer coisa dele.
— Diminui a velocidade.
— Se eu fizer isso o cachorro vai acabar comigo!
— Estou indo! Para de reclamar. Para onde vai levar o carro.
— Para a casa do dono do cachorro.
— Achei ossos no Porta malas. Tem uma espingarda também e estava bem escondida embaixo do forro.
— É isso. O dono do carro matou o cachorro aqui dentro.
— O que vai fazer?
— Argh. Segura.
— Controla essa carro! Eu quase caí!
— As revistas no meu braço estão sendo destruídas pelas mordidas. Não estou conseguindo controlar o carro. Se segura!
— Que noite!
O carro entra com tudo no quintal do dono do cachorro. Ele abre a porta assustado.
— Quem são vocês? Oque estão fazendo com o carro que era do meu pai?
— É uma longa história homem. Seu cachorro ainda está aqui.
— Quando Luney abre a porta o cachorro se torna visível e corre em direção ao seu dono e começa a lambê-lo.
— Dogi! Dogi você está vivo? Que saudade rapaz.
Luney explica para o dono tudo que sabe.
— Ele não está mais vivo. Encontramos os ossos dele no porta-malas junto com esta espingarda . Desde então ele tem assombrado os donos deste carro.
— É a arma do meu pai. Não acredito que ele fez isso. Eu disse que eu amava meu cachorro acima dele. Meu pai queria que eu fosse tão frio quanto ele. Achava que sendo frio eu sofreria menos e seria mais rigido com as pessoas. Ele sabia que meu ponto fraco era o meu cachorro. Levou o Dogi para passear no carro e nunca mais eu o vi. Meu pai nunca me contou a verdade. Espalhei muitos cartazes pela cidade procurando meu cachorro. Chorei por vários dias. Foi por causa disso que hoje sou dono de um canil. E agora Dogi está aqui. Vamos ficar juntos para sempre.
— Você tem que enterrar os ossos do seu cachorro no seu quintal. Assim ele poderá ir em paz.
O rapaz estava chorando, mas ele aceita o pedido do Luney.
— Dogi! Farei tudo para você continuar seu caminho feliz. Me desculpe pelo meu pai. Me desculpe por não tê-lo protegido como deveria. Eu era só uma criança.
O cachorro balança o rabo e late algumas vezes e vai até uma parte do quintal que fica bem perto a janela do quarto do seu dono e começa a cavar um buraco. Ele late novamente antes de desaparecer deixando o rapaz sorrindo com muitas lágrimas.
— Acho que ele até escolheu o lugar para ficar não é? Obrigado por achar meu cachorro. Vou fazer o que pediu.
Valente interrompe.
— Temos que ir Luney.
— Novamente estamos sem carro Valente. Você está bem?
— E-eu... Estou bem. Que o cachorro tenha a paz que merece.
Um carro buzina e eles olham. Era a Alicia Zoom. Ela sorri e convida.
— Carona rapazes? Achei vocês pelo GPS. Que camiseta é essa Valente? Está com o umbigo para fora.
— Foi o Luney que me deu. Ele não entende nada de moda.




Por: Adriano Siqueira

domingo, 15 de novembro de 2015

Fator Montese Parte 10


Fator Montese
Parte 10

O vampiro Lord Dri estava passando por uma situação muito complicada. Neste momento ele levava o corpo do caçador de vampiros Angelo Donnati para casa. Lord Dri sabe muito bem quem estava esperando ansioso por novidades. O vampiro Roberto Habalar, Ele amava aquele caçador. Será uma noite muito difícil para eles.
Lord Dri se aproxima da porta. Ele sabe que o Roberto já sentiu a presença dele. Ele espera que ele só perceba a sua presença e não o que aconteceu. Tudo deve ser falado com muita calma. Porém quando a porta se abriu. Lord Dri não teve tempo de se defender.  
— Lord Dri! Desgraçado! O que fez com meu caçador! Seu assassino! 
A luta era muito selvagem. Em poucos minutos Roberto já havia acertado todos os golpes, socos e chutes que poderia em poucos segundos. 
— E-eu não tive culpa Roberto. 
— Ele era só um humano. Vocês estavam lutando juntos. Deixá-lo sozinho faz de você culpado. Culpado! Culpado!
Roberto segurava os cabelos do Lord Dri e batia nas paredes arrebentando todo o muro daquela casa. Quando o Lord ficou no chão ele não reagiu. Ele só olhou para o Roberto e tentou explicar.
— Eu não tinha como protegê-lo. De alguma forma ele caiu do caminhão. A cabeça dele bateu no asfalto. O corpo dele...
— Cale-se! Quem estava com você? 
— Neculai. 
— Eu vou Destruir aquele vampiro. Eu vou arrastá-lo e arrancar a sua pele. 
— Eu não sei se ele é culpado ainda Roberto...
— É o Neculai? Então ele é culpado!... Eu vou... vou...
O vampiro Roberto para de falar... Ele fica de joelhos e começa a esmurrar o chão.
— Por que? Por que? Não o Angelo! Ele  fazia tudo certo. Ele era o melhor caçador que conheci. Eu-eu o amava. Ele era tudo para mim. Ele era meu herói, era meu professor, era tudo que eu nunca tive e nunca terei. Maldito Neculai. Maldito mundo. 
Lord Dri se aproxima do Roberto e ele o abraça. O lord sabia que Roberto precisava ser amparado. Ele sabe bem o que é perder alguém que ama. Mesmo para um vampiro, isso poderia ser uma estaca no coração. 
— Lord... Estou bem, já vou me levantar. Somos vampiros. Sabemos que a perda faz parte de nossa maldição.Você sabe que estar sozinho neste momento é a melhor maneira de me curar.   
— Se precisar de algo...
— Deixe o Neculai para mim. É só o que peço.
— Não posso prometer isso Roberto. Não por enquanto. Saiba que eu admirava o Angelo, mas ele conhecia os riscos. E você também sabia. Ele é um caçador. Sempre será. Um dia isso iria acabar. Ele odiaria ter que se aposentar. 
— Deixe-me sozinho com o corpo do Angelo. Eu cuidarei dele. Para sempre.

Lord Dri se transforma em um morcego e segue rumo a casa do Neculai. Logo que ele chega, ele descobre que as noticias não são boas. A vampira Karina estava chorando na porta. 
— Mais mortes? 
— Lumina. Ela foi atacada por caçadores. 
— Isso tem que acabar. Onde está o Neculai? 
— Ele o cavaleiro valente e o Luney está atrás de outro caminhão. Parece que o Neculai não pegou o programa completo. A outra parte do ritual está neste caminhão que eles estão indo atrás. 
— E como você está Karina?
— Minha mãe vampira morreu. Eu não sinto vontade de nada mais. Vou pegar a minha moto e desaparecer por um tempo. Diga ao Neculai, meu noivo, que voltarei em breve. Me abrace lord. Você é um vampiro que amei conhecer. 
— Boa viagem Karina. Eu vou atrás do pessoal para ajudá-los a acabar com este ritual de uma vez por todas.
— Não esqueça o seu Celular Lord.
— Celular? do que você está falando... Pensei que este que estava no chão era... Abaixe-se!

Lord Dri consegue empurrar a vampira Karina e eles se protegem de uma grande explosão.
— O que foi isso Lord? 
— Sente a presença deles Karina?
— Sim! São sete homens armados. Eles vieram do celular. 
— Ótimo. Preciso mesmo de uma boa luta. Tive uma noite difícil.
Lord se transforme em um lobo ataca dois homens armados. Eles não tem tempo de respirar. O lobo arranca a cabeça dos dois usando as suas mordidas. a vampira karina toma a arma de um soldado e enfia na barriga de um deles. O lobo arranca a perna de um soldado e ele atira ao cair atingindo um outro homem que cai sem vida no chão. 
Karina quebra os braços de um homem e suga o seu sangue. O lobo agora estava a frente de apenas um humano. Ele clama por piedade mas hoje não é o dia para falar sobre isso. O Lord Dri quebra o pescoço do homem que cai sem vida. 
Karina limpa a boca e diz:
— Ótimo Jantar. 
— Sim! Precisamos jantar mais vezes. 
— Posso dançar com você antes de partir.
Lord Dri olha para a vampira Karina e sorri. 
— Tudo bem Karina.    


Continua na parte 11

Por Adriano Siqueira 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fator Montese - Parte 8 - Vampiras



Fator Montese
Parte 8

Quando alguém chama uma pessoa para conversar, geralmente é sobre algo sério que deve ser resolvido o mais rápido possível. E o assunto se torna mais sério ainda quando se trata de duas vampiras. a vampira Lumina chamou a vampira Karina para um diálogo. Lumina dá o primeiro passo.
— Karina.... Sei que sua transformação aconteceu de forma diferente dos outros vampiros. Ainda mais por ser mordida pelo Neculai.
— Eu estou me sentindo mãe. Sei que ajudou na transformação. Se não fosse você eu teria morrido. Sua ajuda e sua dedicação naquele momento, me transformou no que sou hoje e sou muito grata por isso.
— Sei que o Neculai ajudou você a entender os seus novos poderes Karina, mas ele esqueceu que antes de tudo você é uma mulher que precisa de uma instrução para compreender a natureza dos vampiros.
— Eu sei disso. Neculai é bom para mim. Meu noivo. Minha vida. Devo muito a ele. Me ensinou tudo que eu precisava...
— Nem tudo Karina. Seus sentidos foram ampliados. Suas vontades, modificadas por suas novas necessidades, suas metas alteradas por uma vida que é mais morte e mais obscura. Seus caminhos não serão mais como as mulheres da sua idade. Seus poderes de manipulação adquiridos por causa do Neculai devem ser usados com precaução. Existem muitos caçadores e eles conhecem uma vampira e sabem bem como destruí-los. Você é um perigo para muitos. Certamente será caçada pela eternidade.
— Eu me sinto bem mãe. Você e o Neculai mostram um caminho que eu aprecio. Os vampiros são seres que deveriam ser considerados superiores aos humanos.
— Não somos superiores. Não somos seres vivos. Somos uma espécie que pode colocar a humanidade em extinção. Devemos tomar cuidado pois somos considerados predadores perigosos.
— E-eu não sou perigosa mãe. Eu só ajudo o Neculai.
— Karina. Todos que ajudam o Neculai são inimigos de muita gente. Seremos caçados, devemos ser cuidadosos.
— Quero você sempre por perto mãe. Nunca me deixe sozinha.
— Farei de tudo para que você seja uma vampira poderosa Karina. Estarei do seu lado quando precisar.
As Duas vampiras se abraçam. Karina fecha os olhos e de repente olha para a porta e alerta:
— V-você está sentindo eles mãe?
— Sim querida... Todos eles. Estão perto das janelas e portas. Estão armados e querem nos matar.
— Posso falar com eles?
— Fique com os quatro que estão na porta Karina e eu fico com os dois que estão na janela.
— Tudo bem mãe.
Karina abre a porta do quarto e olha para os quatro homens armados que estavam prontos para atirar e começa a dialogar desesperadamente:
— Esperem! Por Favor! Antes de atirarem posso Tirar uma foto?
— Sério isso?
— Sim! Assim vocês podem mostrar que realmente me pegaram. O que acham?
— Para mim tudo bem. Fica até melhor do que levar sua cabeça.
— Que legal. Sabia que vocês iriam gostar. Quem tem uma câmera?
— Eu tenho um celular aqui. Espera juntem todo mundo. Vamos ver se dá para tirar uma Selfie. Aperta mais. Não fiquem tímidos.
— Eles vão gostar da foto.
— Vamos mesmo tira logo!
— Esperem! Esperem!
— O que foi vampira?
— Está apertado. Não vai dar para sair todo mundo. Um vai ter que sair para a foto ficar melhor.
— Tudo bem eu saio.
— Ah. Você é uma graça. Obrigada. Podem atirar nele pessoal.
Bang Bang Bang!
— Perfeito agora vai. Todo mundo sorrindo.
— Vou dar o meu melhor sorriso.
— Espera... Você está me espetando. O que tem aí?
— Ah. é minha faca que esta na calça. Desculpe.
— Me feriu. Estou sangrando.
— Me desculpe mesmo vou guardar a faca em outro lugar.
— Enfia a sua faca no peito do seu amigo que está do seu lado. Ele não vai se importar. Ele é corajoso e gosta de se exibir.
— Pode enfiar a faca bem aqui no meu peito. Não tenho medo. Vai logo.
— Você é um amor. Obrigada.
— Enfia logo a faca bem aq.... Uh..
— Isso. Bom trabalho. Agora é só nós três a foto vai fica legal. se bem que, Dois seria melhor. Daria a impressão que somos namorados.
— Eu tiro a foto com ela.
— Não! Eu vou mostrar pra todo mundo que namoro com ela.
— Meninos. Parem de brigar. Olha eu vou dar um beijo em você... e em você. Agora pegam as suas armas assim. Coloca o cano no peito um do outro assim. Agora quando eu disser já. Eu tiro a foto e vocês atiram.
— Ok! Estamos prontos. Pode tirar a foto.
— Tudo bem. Sorriam. e.... Já.
Bang Bang!
— Ficou perfeito! Vocês são poderosos mesmo. Já morreram? Ah. Bom. não se preocupem. Vocês vão ficar famosos.

Karina entra no quarto e encontra a Lumina no chão toda ensanguentada e com várias estacas enfiada no seu peito e três homens mortos. Karina fica sem reação. Seu sorriso começa a desaparecer da sua face e ela começa a ficar assustada e grita:
— Mãe! Mãe. O que fizeram.
— E-eles atiraram antes que eu pudesse abrir a janela. consegui destruí-los.
— Eu vou tirar as estacas mãe. Você vai ficar boa. Vamos poder passear. fazer compras...
— Não... Escute Karina. Você precisa... sobreviv...
— Mãe? Mãeeee?



Por Adriano Siqueira

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Fator Montese - parte 7 - vampiros e cavaleiros



Fator Montese
Parte 7


Enquanto Neculai, Lord Dri, Karina e Deise Day esperavam sentados na sala a troca de roupas do Cavaleiro Valente. Alicia Zoom tinha sido enviada para buscar de carro o Angelo Donnati, Lumina e o Luney.
Neculai levanta um copo vazio e saúda.  
— Ao novo convidado Cavaleiro Valente.
Valente desce as escadas com uma calça Jeans e uma camiseta com a cada do Neculai estampada e com a mensagem "Vote no Neculai". O cavaleiro comenta:
— Não gostei da camiseta. Não quero ser seu cabo eleitoral. Mas qualquer coisa é melhor do que ficar usando uma armadura o tempo todo.
A campainha toca e uma voz de mulher do lado de fora da casa fala que chegaram as pizzas. Os convidados ficam esperando que o Neculai atenda, mas ele sorri e diz para o Lord Dri:
— Poderia atender a porta Lord Dri.
O Lord fica desconfiado, mas entende rapidamente o plano do Neculai. Ele levanta e responde:
— Ah. Sim! Tenho certeza que pediu as pizzas Neculai.
— É que a minha roupa é muito cara.
— Protejam-se vou atender.
Enquanto todos se escondem o Lord Dri conversa com a entregadora.
— Se as pizzas estiverem misturadas vai ter que levar tudo de volta.
— Não se preocupe Senhor. Estão exatamente como pediu. Bem quentes. No ponto.
— Pode achar que eu estou demorando um pouco, mas a verdade é que é uma experiência nova para mim. Sabe! Não costumo...
— Abre logo essa porta... Ah. Senhor. Quero dizer... Elas podem esfriar e está frio aqui fora.
— Está bem! Eu vou abrir. É o suspense que me incomoda. Vamos na contagem de três. Um... Três!

Lord Dri se prepara para ser alvejado por um exército, mas quando ele abre os olhos só vê uma entregadora segurando cinco pizzas.

— Ah... Sim. Gente! As pizzas chegaram!

A mulher olha para o Lord e comenta:
— Nossa! Se todos demorarem assim para atender uma porta vou levar uma semana para entregar o resto dos pedidos. Espero que a gorjeta seja compensadora. Está frio demais aqui.

Lord Dri vê que todos da sala estavam rindo. Neculai levanta o copo e comenta algo para Deise Day. Ela vai até a porta e dá a gorjeta para a mulher, pega as cinco pizzas e leva para as mesas. Lord Dri foi enganado pelo Neculai. Ele sorri e comenta:

— Está muito tenso Lord. Deve ser a idade. Eu realmente pedi as pizzas. Temos humanos aqui.

Lord Dri vê o Cavaleiro Valente atacando as pizzas e comenta:
— Cuidado para não engasgar Valente. Isso não seria uma morte honrada.
— ASgers SFDD GHTDggss!
— Assim ele vai comer a caixa junto.
— Os Outros chegaram.
Luney, Angelo Donnati, Lumina e a Alicia Zoom entram na casa. karina corre para abraçar a Lumina.
— Mãe. Você voltou.
— Não sou a sua mãe Karina.
— É sim! Você me deu vida, me viu nascer. Graças a você, eu sou a noiva do Neculai.
Lumina olha para o Neculai e ele sorri.
— É bom vê-la novamente Lumina. Como vê, a Karina sente saudades.
— Neculai... Eu só ajudei você a transformar a Karina em vampira ou ela morreria. Mas agora ela parece...
— Acha que estou louca mãe?
— Não... não quis dizer isso Karina. Precisamos conversar. Vamos até o quarto.
— Karina está feliz como vampira, Lumina.
— Não Neculai. É você que está satisfeito. Como sempre está. Vamos Karina. você precisa aprender um pouco mais sobre os desejos dos vampiros.

Enquanto Lumina leva a Karina para o quarto o Luney comenta.

— Eu conheço este cara que está comendo pizza.
Valente olha para o Luney e sorri.
— Luney! Que bom encontrá-lo novamente.
— Sim! Nós já trabalhamos em outros tempos. Pensei que tinha morrido.
— Eu morri. Só que voltei. Por causa deste negócio de exército por celular. O Neculai pode explicar.
— O Valente veio junto com o exército que atacou o Palácio dos Bandeirantes. Lutou bravamente com eles.
Angelo avisa:
— Eu já estudei sobre este cavaleiro. Devemos ficar de olho. Se o Valente está aqui, logo vai aparecer alguém da "Ordem do Badwood" para caçá-lo.
Valente complementa:
— A Ordem de Badwood foi criada por pessoas que se achavam protetores e o seu legado está em todos os mundos e épocas que apareço. É uma ordem que tem o dever de me matar para que eu não interfira no futuro de ninguém. Sou como um vírus que coloca o mundo em risco a cada segundo que fico por aqui. A minha morte, para eles, é vista como uma maneira de purificar o mundo.

Angelo acrescenta:
— Deveria haver uma Ordem assim para os vampiros.

Neculai responde:
— Isso iria aposentar dos caçadores de vampiros e você ficaria sem emprego Angelo.

Lord Dri adverte:
— O tempo está passando. Devemos recuperar logo este Ritual. Pode aparecer mais exercitos vindos do celular. Tudo por aqui pode ser destruído. Além disso, se o Neculai conseguir usar o ritual para levar o Cavaleiro de volta ao tempo dele...

Angelo Interrompe:
— Não seja ingênuo Lord. Acha que o Neculai usaria o ritual só para isso? Neculai deixa muito claro que ele quer conquistar...

— ... É proteger Angelo... - Corrige o Neculai.

— Ditador maldito! Acha que vou permitir que o ritual chegue em suas mãos? Eu sou um caçador. Já estamos em perigo por você existir Neculai. Pessoal! Vocês sabiam que ele matou uma família inteira só para encher uma banheira de sangue? Presta atenção Neculai. Depois que tudo isso terminar. vou destruir o ritual e quem me impedir será destruído junto com ele.

Luney coloca a mão no ombro do Angelo e tenta acalmar o caçador:
— Precisamos do Neculai... Por enquanto.

Neculai levanta as mãos e começa a falar.
— Senhores. Sei que para muitos sou considerado um monstro. Talvez o que eu faço, por ser minha decisão, nem sempre será visto com bons olhos. Realmente eu não estou aqui para encher o caminho de ninguém com flores e nem prometer um paraíso. Estou aqui para dar a chance que muitos nunca tiveram. Estou aqui para mostrar que nosso povo merece respeito. Que temos o direito de sermos alguém nesta terra, que pode melhorar este país. Eu não vou obrigar ninguém a me seguir, mas eu vou mostrar o caminho que deve ser seguido. O povo vai seguir por si só. Pois eles sabem que a nação deve ser levantada conforme a vontade do povo. Saibam senhores que ainda não inventaram uma arma para combater a vontade de um povo. A renovação, é inevitável.

Evandro, o garoto de 11 anos que prevê o futuro, vai até a sala onde está o pessoal e faz um alerta:
— O Ritual está saindo da cidade. Ele vai para outro país. Aqui está o mapa que mostra o caminho que eles estão usando. Sejam rápidos.



Continua...



Adriano Siqueira 

domingo, 4 de outubro de 2015

Fator Montese - Parte 6 - Vampiros e Cavaleiros



Fator Montese
Parte 6


A visão estava embaçada. Algumas luzes apareciam rapidamente. Aos poucos, os ruídos aumentavam. O Cavaleiro sentiu o cheiro das árvores. Por algum momento ele achava que tinha finalmente voltado ao seu castelo. Ele queria se vingar do Edgar. Imaginava jogar o seu corpo do topo do castelo. As luzes. Homens lutando. O Cavaleiro levanta a sua espada para se defender enquanto se recupera. Tudo ainda era um mistério. Um dos homens o segura por trás. Ele pede para matá-lo. O cavaleiro sente a presença de muitos homens se aproximando. Com apenas um pensamento sua espada se transforma em uma lança de duas pontas. Perfurando os homens que estavam por perto. Alguns gritam e começam a atirar. O Cavaleiro vê um vulto passar por ele e absorver o impacto das balas. Eram armas de fogo. Ele não estava no seu tempo. Ele não estava em seu castelo. O Cavaleiro se irrita por estar em um mundo tão violento. Grita por ser amaldiçoado. Grita por não estar em seu castelo. Um vulto se aproxima. Seus olhos eram vermelhos. Ele pede calma, mas o cavaleiro transforma a sua lança em uma corrente e enrola no pescoço dele. 
— Onde estou? Que lugar é esse?
— Agora você está seguro. Não vamos atacá-lo. Podemos ajudá-lo. Tenha calma cavaleiro.
O Cavaleiro agora estava com os seus sentidos normais e podia ver que aconteceu. Muitos soldados no chão mortos. Havia ali, um homem de olhos vermelhos e mais duas mulheres. Ele solta o homem e ordena.
— Responda minha Minha pergunta homem dos olhos vermelhos. Aonde estou? 
— Você está no Palácio do Governo na cidade de são paulo. Alguns homens armados apareceram por causa de um aparelho e você apareceu com eles. Isso os confundiu e começaram a atirar. Eu matei alguns e você matou quase todos com sua arma impressionante. Mas relaxe cavaleiro. Eu sou amigo. Eu sou Neculai. 
— Eu sou o Cavaleiro Valente. Então eu não voltei para o meu reino. 
— Fique tranquilo Valente. Fique ao meu lado. Certamente eu poderei ajudá-lo. Você tem uma arma interessante. Não parece ser deste mundo. 
— Ela funciona muito bem. Por isso, fique distante dela. Entendeu. 
— Tudo bem! Ha Ha Ha. Somos Amigos. Quero apenas ajudá-lo. 
— Afaste-se. Você é um Vampiro. Não somos amigos. 
— Os vampiros mudaram um pouco. Não sou aquelas criaturas que só pensam em se alimentar. 
— Vampiros são vampiros. Invejam a humanidade e usam a sua eternidade para escravizá-la e dominá-la. 
— Neculai não é assim. 
— Quem é você?
— Meu nome é Alicia Zoom. Eu sou amiga dele. Tenho acompanhado tudo que ele esta fazendo. Ele será presidente deste país um dia. Tenho certeza, 
— Homens deixando-se dominar ao ponto de eleger um ser que se alimenta de sangue? Que mundo louco é esse que estou?    
— M-mas...
— Não diga mais nada! Neculai! Você já provou que seu poder em manipular este mundo é forte. Me dê agora um motivo para não acabar com sua existência. 
— Eu o invejo cavaleiro. Você veio com armadura enquanto eu apareço sem roupas. A sua maldição não foi tão terrível assim. Ha Ha Ha. Mas vamos aos detalhes. Eu venho através deste aparelho que chamo de celular. 
— Eu já visitei está época. Sei bem o que isso é. Então eu apareci por causa deste aparelho junto com estes soldados?
— Sim! De alguma forma você foi trazido junto com os saldados. Se eu conseguir recuperar o Ritual Montese. Talvez eu possa descobrir como você veio e com o meu conhecimento posso ajudá-lo a voltar para o seu reino. 
— Como disse? Então você pode me levar de volta para o meu mundo? Então você pode me ajudar?
— É claro Valente. Um homem mau pegou este ritual e quer destruir o mundo e nós como heróis devemos impedir que isso aconteça. Temos de derrotar o homem mau. 
Valente pega a espada e coloca a ponta no pescoço do Neculai e o ameaça.
— Tente falar comigo como se eu fosse uma criança novamente e eu corto a sua cabeça. Você sabe que a minha arma pode destruí-lo. 
— Foi só uma piada. Ha Ha Ha! Cadê o seu humor Valente? 
— Chega Neculai! Eu o acompanharei, mas se eu perceber que está tentando me manipular...
— Calma Valente. Ha Ha Ha. Você está tenso. Vamos relaxar. Vou levá-lo para casa. Alicia Zoom! leve o nosso cavaleiro para a minha casa. Vou mandar uma mensagem para os nossos amigos e todos podemos nos encontrar. 

Neste momento o Lord Dri chega ao local. 

— Todos os soldados mortos. Vocês fizeram um bom trabalho. Quem é este cavaleiro?
— Este é o Cavaleiro Valente ele veio por engano, junto com os soldados, pelo celular.
— Isso deve ter deixado você bem frustrado não é Neculai? Ele aparece de armadura e você pelado.
— Você também é um vampiro? 
— Me chame de Danny Ray. 
— Não mereço um mundo cheio de vampiros e soldados loucos. E o pior é que conforme a maldição, só posso sair daqui morto. 
Lord Dri sorri e responde:
— Eu posso resolver isso rapidinho.
Neculai levanta as mãos e fala calmamente: 
— Senhores. Vamos para casa. Temos muito o que conversar. 



Continua...



Adriano Siqueira

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Fator Montese - Vampiros - História inédita



Olá Pessoal,

"Fator Montese" é o nome da história que unirá vários personagens que criei ao longo destes anos: Cavaleiro Valente, Lord Danny Ray I (Também conhecido como Lord Dri), Neculai, Luney (o Exorcista de Carros assombrados), Angelo Donnati (O Caçador) e a vampira Lumina.

O Ritual Montese foi o que deu o poder que conhecemos hoje para o vampiro Neculai ser o que é, só que alguém achou este ritual e quer formar um exército que possa viajar da mesma forma do Neculai para dominar vários países.

Segue abaixo os links dos capítulos desta série.

Bem-vindos a nova série de contos de vampiros. Fator Montese.

Abraços
Adriano Siqueira



Fator Montese 
Parte 1


Dois garotos comentam o suspeito movimento estranho em uma casa abandonada.
— Rapaz. Eu nunca vi esta rua tão movimentada. Ultimamente só aparecem carros de luxo por aqui e estacionam naquela casa abandonada. Vamos dar uma olhada por lá?
— Sim. Mas vamos ser discretos. Tem muitos grandalhões na frente da casa. Qualquer coisa a gente corre.

Ao aproximarem, eles olham para os homens que estão na frente da porta. Os homens não mostram emoção nenhuma e olham atentamente para os garotos. Eles respiram fundo e fazem uma pergunta.

— Por favor. O que está acontecendo na casa. Vocês vão comprar? Estão fazendo um filme ai dentro?

Os homens olham e começam a sorrir. A pele começa a ficar vermelha e rabos pontiagudos saem por trás deles. Finalmente eles respondem.

—  Somos demônios. Vamos fazer uma festa, porém falta o prato principal. Garotos curiosos.  

Os garotos correm desesperadamente. Dentro da casa, vários demônios vigiam o prisioneiro que está amarrado em uma cadeira com espinhos que perfuram a sua pele. Todos estavam esperando a chegada de um representante para interrogatório. O Silêncio dominava o local. Um dos demônios recebe uma mensagem pelo rádio e comunica:

—  Ela está aqui.

A representante do inferno. Lucrétia anda vagarosamente até o prisioneiro. Levanta o queixo dele para que ele a olhe.

— Peço desculpas pelo jeito como meus demônios te trataram. Mas eu queria que você ouvisse o que tenho a dizer. Tenho uma proposta querido vampiro Lord Danny Ray I.
— Deveria me mandar um e-mail. Seus métodos para me chamar a atenção causam dores profundas.
— Tirem os espinhos do Lord. Assim poderemos conversar melhor.
— Me chame só de Danny Ray. Deixei o Lord no Passado.
— Estão era verdade. Você não é mais o Lord de antigamente. Aquele castelo e as suas aventuras o deixaram enfraquecido.
— Agora eu estou do jeito que quero. Sem me meter em encrencas.
— Vai aprender que o título de Lord não se pode tirar. Não é você quem coloca. É o seu povo. Para muitos você ainda é o lendário Lord Dri. Procurado e Caçado. Como sempre foi.
— Amarrado também. Vai durar dias para estas marcas de espinhos saírem do meu corpo. Um preço caro para falar com a representante do inferno.
— Pois é Lord. Eu deixo marcas profundas. E eu não tenho culpa que você sempre foge de mim.
— Hoje tudo é pela internet. Poderia mandar uns cartões virtuais de uma diabinha querendo fazer amizade. Ou mesmo enviar clipes de músicas sexys.
— Eu não sou qualquer uma! Eu sou Lucrétia.
— Desculpe por dizer isso, mas o inferno não está na minha agenda.
— Preciso de você Lord.
— Contrate um exorcista.
— É sobre o Ritual Montese.
— Por que o inferno estaria interessado neste ritual?
— Estaríamos em toda a parte de comunicação tecnológica do mundo.
— Para isso é só ir naquelas empresas de atualização tecnológica e trocar todos os seus computadores por novos. O inferno precisa de uma atualização.  Um ritual não vai resolver seu problema.
— O ritual é antigo mas eles mexe com as ondas de comunicação, principalmente os celulares. Um dos vampiros teve acesso a ele. E se transformou em uma ameaça. Ele manipula todos com seus poderes e tem sido uma dor de cabeça para a terra, o céu e o inferno.
— Um vampiro poderoso era o que você queria.
— Não. Ele quer ser presidente. Está com alta popularidade. Já fiz uma reunião com ele. Não podemos interferir. Mas você pode. Ele conhece os poderes do ritual. Vocês juntos poderiam localiza-lo e trazer para o inferno e guardaríamos.
— Vocês são tão generosos. Um ritual com este poder muito bem guardado no inferno. Por um acaso este ritual não teria o poder para vocês entrarem no céu e dominarem o local não é?
— Trouxe um presente para você.
— Um celular?
— Nele tem o número do vampiro que você precisa para ajudar a encontrar este ritual.
— Neculai.
— Ele mesmo Lord. Este é o vampiro do celular. Ele é manipulador por isso não fique ouvindo muito o que ele diz. Ele gosta de brincar com as incertezas dos outros e usa como arma para conquistar aliados.
— Já conheci muitas pessoas assim. Matei todas.
— Ah... Meu Lord. Como eu queria estar mais perto de você. Espero que depois de tudo isso você entenda como o meu trabalho é difícil.
— Neculai conquistou você?
— Não. Eu odeio ele. Mas o inferno precisa dele. Tem colocado mais medo nos humanos isso é um ponto forte para as religiões. Ele sabe que precisamos dele. É um manipulador. Como eu queria trazê-lo para o inferno e torturá-lo pela eternidade. Se puder mata-lo seriamos muito gratos.
— Este ritual tem mexido com a cabeça de vocês. Vou encontrá-lo. Isso vai resolver esta loucura toda.
— Algo que você deveria saber sobre este ritual. Ele pode leva-lo de volta para o seu verdadeiro tempo e tentar evitar que uma certa bruxa fosse morta e você conquistaria o seu castelo e voltaria a morar com sua bruxa.
— É um convite tentador. Mas prefiro deixar o passado enterrado.

Lucrétia abraça o Lord e dá um beijo. Logo em seguida, todos naquela casa saem rapidamente. Lord Dri olha para o celular e fica imaginando como o mundo mudou. As pessoas não costumam mais saírem. Tudo hoje se resolve pela tecnologia. Computadores, celulares e tudo mais estão escravizando a humanidade. E já existe um vampiro que usa isso como arma. Neculai. O quanto este ser pode ser manipulador ao ponto de poder chegar a presidência? Suas perguntas param. Ele liga para o número que está na tela, mas uma voz feminina atende.

— Alô?
— O Neculai está?
— Ele não pode atender no momento. Pode falar comigo. Eu sou a relações públicas dele. Meu nome é Deise Day.
— Ele sabia que eu iria ligar?
— É o Lord Dri não é? Sim. Ele sabia. Ele sabia também que eu seria a pessoa apropriada para falar com você. Devemos nos encontrar. Pelo GPS já localizei onde está. Um carro chegará aí em alguns instantes. Ele o levará para um Restaurante noturno. Assim poderemos conversar melhor.
Enquanto o Lord Dri fica impressionado com o gênio manipulativo do Neculai. O vampiro do celular está em uma reunião importante com os representantes de fabricantes de automóveis do país.
— Senhores eu sei que as indústrias tem feito o necessário para sair da crise. Mas o que eu tenho aqui é uma proposta que vai deixá-los muito satisfeitos.
— O que está pedindo é algo absurdo Neculai. Não podemos simplesmente parar tudo para começar a fabricar armas bélicas.
— Isso já aconteceu uma vez. Pode acontecer novamente. Garantiria o emprego de muitos. E o preço seria satisfatório para todos.
— Dezenas de países precisam destas armas. Vocês podem construí-las sem que ninguém fiquem sabendo e a produção seria apenas por um ano.
— Tanques e carros com armas embutidas. O que quer fazer Neculai? Uma guerra?
— Ah não... Senhores Por favor! As armas nunca são para a guerra. São para a nossa defesa. Apenas isso. Vamos nos defender. Mas para isso precisamos do seu silêncio. Algumas armas serão levadas para os países que precisam se defender. Vivemos uma era de defesa, de proteção, de atendimento aos necessitados. O que estamos fazendo é digno de heróis. Estamos dando oportunidade para muitos inocentes se defenderem. E vocês vão lucrar muito pois eles tem dinheiro e precisam muito serem defendidos. Lembro que estamos nesta situação atual por estarmos sempre de cabeça baixa. Aceitando tudo. Sem termos a devida oportunidade de nos defender.
— É um discurso e tanto Neculai, mas acredito que seria muito ingênuo acreditar que estas armas seriam usadas só para defesa.
— Se quiser posso cuidar delas para vocês. Então vamos ao trabalho. Aqui está a relação do que precisamos produzir e para quais países serão encaminhadas.
— Espera Neculai. Tem pedidos aqui que é para a Amazonas?
— Ah. Sim! Bem. Sei que não sabem, mas o Amazonas não é mais nosso território desde a época de 70. Precisamos muito defender nosso verde e reconquistar nosso espaço. Façam uma pesquisa e vão ver claramente que realmente isso aconteceu e chegou o momento de apenas recuperar o que é nosso. Quando eu disse que vocês serão os heróis. Eu não estava brincando. Bem... Vamos ao trabalho. Qualquer coisa estarei no celular.
Neculai sai da reunião com um sorriso. Ele pega o celular e verifica que ele tem que resolver um assunto pendente.

— Alô?
— Olá Meneghetti. Eu sou o Neculai.
— Eu não sei quem você é, mas estou muito ocupado.
— Sim... Deve mesmo estar bem ocupado. Está fugindo com o dinheiro de todos os clientes da sua assistência médica. Pessoas que suam bastante para serem atendidos com rapidez. Elas acreditavam que estariam seguras e você. Pegou tudo. Vai usar em viagens e vida boa. Acha que ninguém iria descobrir isso?
— E-eu não sei o que...
— Você está dirigindo para o aeroporto. Notou que tem dois caminhões em cada lado do seu veículo? Ha Ha Ha. Pode ter certeza que não é coincidência.
— O que você pretende? Eu sou inocente!
— Quero o meu lanchinho noturno. Mas antes. Uma dose de desespero para melhorar o sabor do seu sangue. Há Ha Ha
— Por Favor. Me deixe ir. Eu tenho muito dinheiro aqui podemos dividir.
— Eu sou ambicioso Meneghetti. Eu sempre domino a festa.
— Por favor. Os caminhões estão me pressionando aqui.
— Ah meu sanduiche já está sendo produzido. Não vai sobrar nada de você. Para piorar. O freio do seu carro não está funcionando.
— Desgraçado! Assassino!
— Isso faz de mim... Um grande candidato à presidência. Além disso... Acidentes acontecem.
— Não Não! Parem!
— Pare de gritar agora eu estou no seu banco de trás.
— Como apareceu aqui? Me solte. Não Não! Argh!
— Ah seu sangue misturado com o desespero me deixa muito satisfeito. Preciso de uma selfie para registrar este momento antes que os caminhões esmaguem o seu carro. Mas antes vou colocar o dinheiro que está aqui na caixa secreta do caminhão que está do meu lado. Isso é uma doação da sua empresa para a minha eleição. Toda a ajuda é bem-vinda. Ha Ha Ha. Agora tenho que ir. Aproveite seus últimos minutos de vida para pensar em que hospital você vai parar por não ter plano de saúde. Ha Ha Ha.


Por Adriano Siqueira


Sobre a história 
"Fator Montese" é o nome da história que unirá vários personagens que criei ao longo destes anos: Cavaleiro Valente, Lord Danny Ray I (Também conhecido como Lord Dri), Neculai, Luney (o Exorcista de Carros assombrados), Angelo Donnati (O Caçador) e a vampira Lumina. 
O Ritual Montese foi o que deu o poder que conhecemos hoje para o vampiro Neculai ser o que é, só que alguém achou este ritual e quer formar um exército que possa viajar da mesma forma do Neculai p
ara dominar vários países.
Todos os personagens desta história terão um interesse particular neste ritual e certamente isso irá gerar muitas polêmicas sobre com quem ficará ou para que fim será realmente utilizado.
 


Sobre os Personagens: 










Abraços e obrigado sempre pela leitura e apoio.
Adriano Siqueira

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