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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Viver para contar a história. - Contos de Vampiros




Viver para contar a história


Desde o início da humanidade e das criaturas sobrenaturais, um certo grupo era escolhido para decidir e organizar uma cidade. Estes pequenos grupos elegiam os guardiões para serem responsáveis para cuidar de uma cidade, um vilarejo e até mesmo um castelo.

Os guardiões eram responsáveis para manter a ordem e manter certas máquinas funcionando para o bem do local.

O castelo de que vou falar. Era povoado por vampiros.
Eles tinham o seu grupo que se reunia para eleger um guardião que pudesse dar segurança para todo o castelo. O vampiro Darfiglio foi escolhido para fechar todas as janelas do castelo após todos os vampiros chegarem da sua noite de caça. Isso evitaria que os raios do Sol entrassem no castelo, dando substancial segurança para os vampiros que iriam dormir durante o dia.

Uma noite o vampiro Darfiglio foi atacado por um caçador de vampiros enquanto todos tinham saido para caçar.
O caçador destruiu Darfiglio enfiando uma estaca em seu coração.

Os vampiros começaram a chegar e foram descansar em seus devidos quartos. Não se perguntaram e nem notaram que o vampiro Darfiglio não estava no local.

Por causa deste pequeno descuido. O Sol começou a aparecer. e todos os vampiros que estavam descansando em seu quarto, foram queimados pelos raios do Sol.

Houve muita gritaria, fogo e fumaça. Alguns gritavam por ajuda, outros chamavam Darfiglio. Mas nada adiantou. Em pouco tempo não existiam mais vampiros naquele castelo.

Todos os vampiros foram destruídos. O castelo ficou em ruínas.

Até hoje os vampiros contam esta história para os seus irmãos e acrescentam que devem ficar atentos e que todos devem cuidar um dos outros.

Deixar só um indivíduo cuidar de algo muito importante e se isentar da culpa por não verificar, por não ser responsabilidade sua, pode condenar a todos e levar um mundo a extinção.



Se algo saiu do cotidiano, Pergunte, Questione, Fique atento e de olhos abertos. Isso pode salvar muitas vidas. Todos somos responsáveis pelos que estão em nossa volta. Assim cuidamos devidamente do nosso mundo.


Abraços
Adriano Siqueira






   

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Adivinhe quem vem para jantar - Contos de Vampiros - por Adriano Siqueira




- Adivinhe quem vem para jantar -

Por Adriano Siqueira


Eram mais de dez horas da noite. Giulia,sentada lendo as propostas de criação para seu cliente, não costumava receber pessoas a essa hora no escritório, mas o trabalho de criação nunca tinha hora para terminar.
O cliente vinha dos Estados Unidos e ela não o conhecia pessoalmente, apenas por telefone. Jeremy era seu nome.
Ela estava sozinha e cansada, quando finalmente alguém bate na porta.
Ela abre e vê um homem alto, cabelos longos e presos em um rabo de cavalo, com olhos que pareciam duas labaredas de fogo e olham para o rosto de Giulia e para todo o escritório.

— Desculpe a demora, Giulia.

Sua voz era suave e calma. Giulia tentou responder no mesmo tom, mas o sorriso daquele homem era encantador, os dentes perfeitos e brancos. Ele segurava nas mãos de Giulia tão carinhosamente - eram tão macias que não pareciam ser de um homem. Ele olhava para Giulia como se estivesse procurando algo em seu pescoço.
Usando de toda a delicadeza o visitante disse:

— Não vai me convidar para entrar?
— Claro!! - Ela disse, olhando para os papéis e torcendo para que ele também olhasse e desviasse a atenção dela.

Ele olhou para os papéis junto com ela, mas logo em seguida, ele voltou a olhar para seu rosto.

— Você é admirável!
— Obrigada, mas... Sobre o projeto...

O telefone toca e Giulia quase derruba o telefone no chão de tanta euforia.

— Alô! Alô?
— Giulia, sou eu, Jeremy.

Ela muda de cor e fica pálida. O homem olhava o projeto e perguntava se foi ela que fez...

— Sim, fui eu mesma. Eu e minha equipe.

No outro lado da linha Jeremy falava com ela...

— Quando poderemos nos encontrar novamente?

O homem que estava olhando a mesa de Giulia viu o telefone. O aparelho registra o número e o nome de quem ligou. Para a sua surpresa, o nome que estava em cima do número era Jeremy.

— Quarta-feira pra mim está ótimo. Está ok para você?

O sinal havia caído.
Ela teve apenas uma fração de segundos para ver que aquele homem havia desligado o telefone e estava quase aguarrando seu pescoço.
Desviando-se daquelas mãos que outrora eram macias, ela corre tentando escapar.
Então aquela montanha segura o braço de Giulia e ela não tem outra saída senão revidar.
Agarrando o pescoço dele, ela levanta-o a meio metro do chão. Ele agarra a mão dela tentando se libertar. Ela sorri.

— Quem enviou você?
— A igreja... Eles me pagaram para isso.

O falso Jeremy retira uma estaca do seu sobretudo e Giulia segura o braço do Caçador com a outra mão.

— Não foi rápido demais Jeremy.

Chegando perto da janela, o homem fica louco e implora por clemência.

— Por favor, moça! Estou apenas trabalhando... É o meu trabalho!

Giulia empurra o homem para fora do prédio e segurando, com apenas uma mão, ela diz:

— O meu também.

Giulia solta o homem e, enquanto ele grita, esperando pelo seu fim, ela olha para a lua... E sorri.



Autor: Adriano Siqueira

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Olhos Negros - por Adriano Siqueira






- Olhos Negros -
Por Adriano Siqueira

Selma: — Você havia ligado e eu vim correndo.
Angelo: — Que bom que veio. Sempre é bom ter alguém ao meu lado.
Selma: — Por favor, não diga isso. Para mim, é um prazer.
Angelo: — Preciso de outro. Aquele que me deu ontem não durou nada.
Selma: — Não posso. Aquele que dei ontem era pra durar mais de uma semana.
Angelo: — Você não entende... Está muito forte... Pequenas doses já não adiantam mais.

Foi quando ela me abraçou e desabotoou a camisa.
Nunca consegui que ela parasse de me ajudar. Acho que era paixão, mas não sei... Ela se sacrificaria por mim. Levemente, ela levou a minha cabeça para seu pescoço e me alimentei por um longo tempo.
Vomitei aquela noite toda. Seu corpo na sala, jogado no sofá, me fazia pensar se a fome era tão importante assim para matar a única pessoa que eu realmente me amava...
Sentei ao lado dela... Seus olhos vazios... Seu corpo frio... A pele branca... Deitei no seu colo.
Liguei o teto solar. Estava quase amanhecendo.
O Sol! A grande estrela que iluminava os homens, agora me abraçava com seus raios quentes e mortíferos. O calor que não sentia há anos, agora estava ao meu alcance.
Abraçado a minha adorada, a quem devia minha vida, vi seus olhos se abrirem na imensidão do fogo que já havia tomado todo o local.
Ela me olhou com seus olhos negros, me deu um sorriso e nos beijamos.
Finalmente todo o meu sofrimento acabou. E agora estamos juntos.
Até que a vida nos separe.


Autor: Adriano Siqueira

sábado, 12 de novembro de 2016

A Grande Chance - Contos de Vampiros - Escrito por Adriano Siqueira




A Grande Chance
Um conto de vampiros
Por: Adriano Siqueira


Melissa... Um nome que, para mim, significava tudo. 
A garota mais linda da minha classe. Loira, cabelos longos, um sorriso lindo, tinha uma pinta bem do lado esquerdo em cima da boca. Quando ela colocava um batom vermelho e pintava as unhas com cores claras e colocava aquelas flores de decalque era difícil não reparar em seus gestos É como se posasse o tempo todo para as câmeras. Coisa de filme mesmo. 
─ Hoje eu irei encontrá-la. Finalmente consegui convencer meu amigo a organizar uma festa para nos encontrarmos. Uma dança! Esse é meu plano. Quando ela estive na pista irei dar um toque para o DJ, que é o meu amigo Tito, para rapidamente colocar uma musica e assim poderei convidá-la para dançar. Um plano que nunca falha. Quando eu dar o beijo fatal eu vou mostrar o anel que comprei para a gente ficar juntos. Podem não acreditar, mas quando eu vi esse anel, eu vi o rosto dela. 

─ Nossa! Fiquei sonhando com o meu plano e já estou atrasado! Prometi que estaria lá as 19:30hs e já é 19:45hs E a droga da minha irmã não sai do banheiro!

─ Já saí! É todo seu. 

─ Sai! Sai da frente... 

─ Mãe! Olha o Cacá de novo. 

─ Menino! Toma juízo ou fica de castigo a noite toda. 

─ Tá bom! É rapidinho mãe! Hoje é muito importante. 

─ Sei sei! Mais um plano para conquistar a Melissa! 

─ Cala a Boca! 

─ Mãe!!! 

Depois de muita encrenca, eu consegui me arrumar e sair correndo para a casa do Tito... 

Pô! Já era 20hs. 

Ouvi a minha mãe gritando comigo, mas eu estava na rua, correndo. Um carro buzinou e com o susto dei de cara com uma árvore que estava no caminho.
Depois da dor de cabeça por causa da pancada eu continuei no caminho.
A festa tava bem animada. Tão cheia que parte do pessoal estava com garrafas, bebendo no quintal. Deve estar um calor muito forte lá dentro... Eu já estou suando. Esse terno quente que eu havia escolhido não parecia ser uma boa ideia.
Eu estava ouvindo uma música bem daquelas para dançar junto. Cheguei na hora. O Tito deve ter-me visto chegando. Legal! Significa que a Melissa está na festa. Legal! Legal! Tô com a adrenalina a mil por hora. Minhas pernas estão tremendo muito. Tem muita gente. Eu acho que vi o cabelo dela lá no meio da sala. Caramba... Eu vi o Tito no som. Ele estava me dando um sinal... Não entendi! Cadê ela? O anel! Droga! Está no meu bolso... Qual deles? Oras... Vê se isso é hora de ficar procurando anel. 
Quando o pessoal viu que eu estava indo ao encontro dela. Seus sorrisos diminuíam e se afastavam dando maior visão ao centro da sala.... 

─ Achei o anel!

O pessoal ficou me olhando. Eu estava sorrindo quando eu vi a Melissa beijando aquele cara. Um beijo caloroso e que só podia ser dado por alguém muito, muito apaixonado. 
Meu sorriso diminuiu muito. Eu deixei o anel cair. Ficou rodando... não sei pra onde... fiquei olhando e tentando me afastar antes da Melissa me ver. 

─ Cacá! Ela Disse...! Que bom que veio. Queria apresentar meu novo namorado.

O cara estendeu a sua mão em minha frente para me cumprimentar sem tirar os olhos dela. A outra mão estava acariciando seus cabelos.
Eu estava suando. Pelo calor. Não conseguia falar. Senti muito constrangimento. Uma dor no coração que medico nenhum iria curar. Aos poucos, eu consegui dar um aperto de mão. Respirei fundo. Naquela respiração suguei todo o ar da sala. Eu disse: 

─ Estou por ai. 
─ Espere! Ele disse. Junte-se a nós. 
─ O que? 

Ele deu um sorriso e disse: - Você a quer não é? 

─ Qual é a sua cara? Esta noite não está sendo das melhores.

─ Melissa! “Ele diz como se comandasse um exercito.” - Beije o garoto!.
Antes que eu entendesse o que estava acontecendo ela me beijou e gemia passando as mãos no meu cabelo e em meus ombros.

─ Basta! “ Novamente aquela voz forte que era maior que a música que tocava. Ela parou na hora e ficou com um olhar vazio como se nada especial tivesse acontecido. Aos poucos, ela voltou para os braços dele e novamente e sorriu.

─ Porque está me olhando assim Cacá?

─ Você pode ter esse poder. Quantas dessas garotas você se apaixonou e perdeu?

─ Dane-se! 
Eu estava com raiva dele e com raiva do que ele fez a Melissa.

─ Quantas noites você sonhava com planos e oportunidades para conquistá-las?

─ Cara eu não sei o que você fez mas eu não vou deixar você sair livre dessa!

─ O pessoal agia como se nada estivesse acontecendo. Era um pesadelo só podia ser.

─ Eu posso tudo garoto!

─ Eu já disse que não! 
“Segurei o braço dele e disse:
─ Eu a amo Eu a quero da forma correta! Do jeito certo. Entendeu???

O sorriso dele finalmente cessou. Seus olhos eram vermelhos como fogo. Fiquei um pouco sem ar e fiquei tonto até que apaguei no chão.
Estava tudo escuro. Aos poucos eu escutava as pessoas gritando meu nome e minha visão estava muito embaçada, mas eu reconhecia a voz... Era ela...

─ Melissa?!

─ Ainda bem que está bem! Ficamos preocupados sua mãe ligou pra gente te procurando e encontramos você aqui. Me abraça!

Eu fiquei ali no chão abraçando e aos poucos vi finalmente onde eu estava. Perto da árvore que eu havia batido antes de ir a festa. Quando bati, devo ter desmaiado. Tudo deve ter sido um sonho. Ela estava agora comigo. Eu a beijei. E fechei os olhos. Quando abri novamente... Meu coração quase saiu pela boca.
Eu vi o cara novamente... na esquina. Ele estava lá. Me olhando...
Ela viu que me assustei e perguntou porque eu estava assim.
Eu olhei de novo e ele havia sumido. Aliviado, olhei para ela e sorri. passei as mãos no cabelo dela e perguntei.
─ Quer dançar?

─ Sim! Seria ótimo, mas antes... Antes quero me alimentar!

Não tive tempo de reagir. Melissa me mordeu com seus caninos pontiagudos e eu nem tive tempo para gritar. 
Após alguns minutos eu estava no chão. Perdia os sentidos vagarosamente e ainda pude ver aquele homem reaparecendo e abraçando a Melissa. Eu consegui ouvir bem baixo o que ele dizia.

Minha nova namorava precisa se alimentar.

O último som que ouvi, foram das suas gargalhadas.




Por: Adriano Siqueira

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As histórias da vampira Karina Desade - Contos de vampiros


As histórias da vampira Karina Desade

Karina Desade é uma vampira que usa a sua simpatia e seu jeito amoroso e carinhoso, para dominar as suas vítimas deixando-as completamente sobre o seu poder.
Esta vampira nasceu através de um ritual realizado pelo vampiro Neculai Desade (O vampiro megalomaníaco que provoca terror e desespero nas vítimas para se alimentar). Ela foi a única humana a ser transformada em vampira pelo Neculai.
Karina se apaixonou por Neculai e ela acredita que ele é o seu noivo. As vezes ela costuma caminhar de noite vestida de noiva.
A vampira gosta de conversar com as pessoas que aparecem em seus caminhos. Ela deixa transparecer confiança para que a vitima se sinta a vontade sem perceber que ela está sendo controlada. 
As histórias da Karina Desade junto com o Neculai Desade são as mais lidas e abaixo coloquei na ordem cronológica as suas histórias para que vocês possam ler desde o início quando ela nasceu vampira. 

Segue os links das histórias abaixo e boa leitura. 


Os Três Desejos do Desespero
Neculai é chamado por três mulheres para uma noite cheia de sangue e desespero 


A Vampira e o Desespero
Neculai terá que transformar uma humana em vampira e
para isso, vai ter que enfrentar o mundo


Desespero em Família
Neculai ensina Karina a usar seus poderes de vampira 
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2015/03/desespero-em-familia.html 


O Desespero apresenta suas Armas
Mais um manifesto que o participa e agora ele tem um plano que pode ajudar ainda mais a conquistar os seus aliados.
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2015/03/o-desespero-apresenta-suas-armas-conto.html


Os Sedutores e Assustadores Caminhos do Desespero 
O vampiro Neculai ensina a vampira Karina a seduzir suas vítimas



Ordem e Desespero
A vampira Karina mostra o seu poder e o Neculai quer acabar com todos os livros de vampiros
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2015/03/ordem-e-desespero.html 


A Verdadeira história do Desespero

O Vampiro Neculai conta um pouco da sua história para a sua escritora 
enquanto a Vampira Karina elimina a concorrência


O Desespero Queima
Neculai pune os Comodistas que não pagam as suas taxas e começa a 
caça aos livros sobre vampiros.




O Desespero de Karina 
Karina mostra ser uma boa vampira



O Desespero em Duas Rodas
A vampira Karina é presa e Neculai elabora um plano para salvá-la 

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Sobre o Vampiro Neculai.

Neculai é um vampiro megalomaníaco que ataca pelo celular.
Suas histórias fazem sucesso por tratar de assuntos da atualidade.
Ele é Sedutor e se alimenta de Sangue e Desespero. Cria armadilhas para deixar as suas vítimas desesperadas para depois sugar o seu sangue.
Ele é jurado de morte pelo céu e inferno e, em suas histórias, ele ensina, com eficiência, a técnica de manipulação de massa, forçando a população a aceitar os seus métodos "salvadores" através das mídias e manifestações, deixando as autoridades sem poder para impedi-lo.
Elabora muitas estratégias para conquistar novos aliados para que eles possam ajudá-lo a concluir seus malignos planos com eficiência.

Para ler todas as histórias do Vampiro Neculai acesse este link 




Abraços e obrigado pela leitura
Adriano Siqueira

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly - Parte 2



Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly - Parte 2
Um vocalista vampiro quer mais sangue e mais música.


Toda a banda do Johnny estavam reunidos no apartamento assistindo os comentários da TV. 
─ A banda "Johnny Bloody and The Kathakumbs" é um sucesso.
─ Com a volta do Johnny Bloody a banda será um estouro.
─ Será que Johnny é mesmo um vampiro?
─ Se for eu quero que ele me morda.

Neste momento Kate Bathorya entra no apartamento segurando um jornal e grita:

─ Desliga a TV! Johnny o que significa isso?
Kate mostra a manchete do jornal dizendo que uma garota que assistiu o show do Johnny está desaparecida.

─ O que você fez Johnny?
─ Eu mordi ela Kate.
─ Regras Johnny. Não pode morder o seu público. Isso chama a atenção da imprensa.
─ Eles me querem Kate. Em troca dou para eles o que eles querem.
─ Não Johnny. Isso vai chamar a atenção dos caçadores. Não quero problemas com isso. Vou ter que gastar muito dinheiro com os advogados agora, para poder limpar sua sujeira.
─ Que se dane a sujeira Kate. Vou dar uma volta.
─ Não se atreva a sair. Ainda temos muito o que...

Johnny bate a porta do apartamento e ela fica com os três componentes da banda. Cash, Billy e Joe.
─ Ele tem muito o que aprender. Completava Joe.
─ Johnny sabe que também somos diferentes? - Perguntava Billy.
─ Eu ainda não disse nada sobre vocês.
─ Ele vai descobrir. Cedo ou tarde. - Alertava Cash.

Do lado de fora. Johnny passeia na calçada e pensa sobre a sua nova vida. Como ele vai se adaptar. Como será a sua vida agora que ele tem que se esconder da imprensa o tempo todo. Ele olha as lojas e os carros passando no centro da cidade de Curitiba. Senta no banco da praça Rui Barbosa e fica olhando a Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões e se pergunta.
─ Será que posso entrar lá?
Johnny vai ao encontro da paróquia. Sobe as escadas e sente seu corpo tremer. Ele insiste. Chega até a porta da paróquia. Suas pernas enfraquecem, suas mãos tremem. Johnny se arrasta. ele chega até o meio do corredor da paróquia e tudo fica escuro. Ele sente seu corpo ser arrastado para fora.
Johnny abre os olhos e vê a Kate.
─ Quer cometer suicídio?
─ O que aconteceu comigo?
─ Perdeu as forças. Você é um vampiro.
─ Pensei que os vampiros não tinham medo de religiões.
─ Você é um vampiro tradicional. Não se aproxime delas entendeu?
─ E você Kate? Se é uma vampira como eu, como ficou imune?
─ Magia. Joe é o guitarrista da banda. Ele é feiticeiro. Um feiticeiro morto-vivo.
─ Um feiticeiro Zumbi na banda? E é guitarrista?
─ Você ainda não conhece todos da banda e seus poderes. Todos são especiais. Eu cuido deles faz muito tempo. Agora vamos voltar para o hotel.
─ Não ainda. Eu sou novo na cidade. Ainda é noite. Quero andar um pouco.
─ Eu entendo Johnny. Tudo é novo para você. Mas se seguir as regras pode viver mais tempo.
─ Pensei que regras eram para humanos e agora estou envolvido com regras novamente.
─ É para sua sobrevivência apenas. Se segui-las será um bom vampiro.
─ Vou pensar nisso no caminho.
─ Te vejo no hotel.
Johnny caminha por algumas ruas e escuta um grito. Ele vê um homem assaltando uma garota que está encostada em um Bondinho. Johnny grita:
─ Solta ela. Agora!
─ O assaltante pega o revolver e mira em Johnny. Ele não se intimida e continua na direção do assaltante que atira duas vezes, mas o Johnny apenas olha para os buracos na sua jaqueta e fica furioso.
─ Minha jaqueta nova!
O assaltante fica desesperado e começa a correr. Johnny aparece na frente do assaltante que esbarra no vampiro e cai no chão.
─ E-eu só queria um dinheiro. Não me machuque.
─ A garota está com a roupa rasgada.
─ E-ela deve ter tropeçado. Não fui eu.
A garota chega bem perto do assaltante e chuta a face dele.
─ Você rasgou minha camiseta. Tentou me segurar.
Ela deu outro chute na cara do assaltante e ela começou a chutá-lo. Johnny segura ela.
─ Calma. Acho que ele aprendeu a lição.
─ Ok. Eu já me acalmei.
Johnny solta a garota e ela começa a chutar o assaltante novamente e grita:
─ Agora eu estou calma. Calma! Calma! Maldito!
Johnny puxa a garota.
─ Já chega! Quer matar o cara?
─ Desculpe. E-ele rasgou minha camisa.
─ E dai? Você já está salva. Ele já aprendeu a lição. Deixa o cara.
─ Tudo bem. Eu estou bem.
─ Vou arrastá-lo para perto do Bonde. Fique aqui.
─ Certo.
─ Pronto. O assaltante não incomoda mais ninguém.
─ Nossa você foi rápido. Mas... sua boca tem sangue.
─ Ah... Eu devo ter me ferido. Tem um lenço?
A garota se aproxima e beija a boca do Johnny.
─ Isso foi inesperado.
─ Foi. Você gostou?
Johnny segura os braços da garota e a beija, logo em seguida responde.
─ Adoro surpresas. Qual o seu nome garota.
─ Betany Bay.
─ Legal. Eu sou...
─ Todo mundo sabe quem você é Johnny Bloody.
Betany o abraça e os dois se beijam por um longo tempo.



Por Adriano Siqueira

Músicas que indico para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=JPLaUkaigoo

https://www.youtube.com/watch?v=-lSeOlSL9Ec



Link para a parte 1 -
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2016/10/johnny-bloody-o-vampiro-rockabilly.html

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Segredo do Desespero




O Segredo do Desespero

Um homem instala no seu celular, um aplicativo criado pelo Vampiro Neculai. Ele conta os segredos de quem estiver por perto.



— O aplicativo dos segredos? Que curioso. Aqui diz que os segredos de outras pessoas são descobertos ao aproximar o celular nelas. Vou baixar o aplicativo para brincar com meus amigos. Pronto. Instalou rápido. Tenho uma reunião com meu chefe e seu cliente agora. Vou experimentar este aplicativo depois.
— Venha Geraldo. A reunião já vai começar. Os nossos futuros clientes já estão esperando na sala.
— Certo Senhor Olavo. Eu já... já... O patrão nem deixou eu terminar a frase. Ele foi direto para a sala. Já devem estar todos lá. Melhor eu entrar na sala agora.
— Olá Geraldo. Este é o Senhor Valter e a sua esposa Teresa. A minha secretaria Julia você á conhece.
— Tudo Bem? Muito prazer. Prometo ser o mais breve possível. Quer começar a falar Chefe?
— Sim. Como sabem, somos uma ótima empresa de segurança. Detectamos pontos fracos nas segurança de você e acredito que podemos deixar a sua empresa muito mais segura do que é atualmente.
— Olavo. A segurança da minha empresa foi organizada pela firma que a minha mulher contratou. Ela sabe todos os detalhes sobre a segurança e eu estou satisfeito com o trabalho deles.
— Sim. Claro. Eu não estou dizendo que é uma empresa ruim mas... mas... Geraldo. Seu celular está apitando?
— E-eu. Desculpe Sr. Olavo. Vou desligar agora mesmo.
" Olavo já fez empréstimo no banco no mesmo valor do serviço de segurança que cobrará do Valter."
— Quem disse isso? Geraldo? Esta voz saiu do seu celular?
— Ah. Bem Senhor Olavo. Eu não sei o que...
"Valter não tem dinheiro para pagar a segurança do Olavo pois gastou com a sua amante."
— Mas o que é isso Geraldo? Eu não te conheço. Como pode dizer isso? É uma brincadeira?
— E-eu não consigo desligar o celular.
"Julia passa informações sigilosas para os concorrentes da empresa do Olavo."
— É mentira! Eu jamais faria isso senhor Olavo.
— O que? Está despedida Julia! Geraldo! Desliga o celular!
— E-eu não consigo desligar essa coisa.
"Teresa não vai querer os serviços da empresa do Olavo poiis tem um caso com o dono da empresa que instalou o sistema de segurança."
— Eu não sei quem são vocês, mas para mim chega!
— Calma Teresa. Tenho certeza que tem uma explicação para toda esta brincadeira. Não é Olavo?
— Não é Geraldo?
— Sim! Quero dizer, Não! Eu instalei um aplicativo da verdade. Era só uma brincadeira mas o celular deve estar com problema. Ele não desliga.
— Eu vou dar um jeito neste celular. Vou jogá-lo pela janela.
— Não Julia! Calma! É novo! Ele,,,
— Ha Ha Ha!
— Quem deu esta risada?
— Veio do celular.
— Alô? Quem está falando?
— Eu sou Neculai.
— É você o autor desta brincadeira? Olha aqui. Estamos em uma séria reunião aqui. Não sei o que você fez com o meu celular, mas quero que desligue agora mesmo.
— Eu estou com fome.
— O que?
— Ele deve ser algum psicopata. Desliga o celular.
— Não consigo.
— Tire a bateria faça alguma coisa.
— Ha Ha Ha
— Meu Deus...
— O que foi?
— Eu tirei a bateria e ele continua ligado.
— Ha Ha Ha. Quem será o primeiro? Estou com fome.
— Vamos sair da sala.
— Está trancada.
— A luz apagou!
— Ahhhh!
— Quem gritou?
— Não sei! Calma!
— A luz voltou! Olhem! Julia está no chão.
— Ela está morta!
— Ha Ha Ha. Ainda estou com fome.
— Socorro! Alguém tira a gente daqui!
— A luz apagou novamente. Fiquem juntos.
— Naaarghh!
— A Luz voltou e agora Valter e a Teresa estão mortos.
— Você e o culpado Geraldo. Você e esse maldito celular.
— E-eu não tenho culpa senhor Olavo. Não sei o que fazer.
— Ha Ha Ha. Geraldo. Você não queria brincar com os seus amigos? A verdade dói não é? Machuca. A verdade é cruel.
— Pare com isso Neculai.
— Só existe uma verdade. Vocês não sairão vivos daqui.
— Socorro! Quero sair daqui!
— Calma senhor Olavo. Não fique longe. Devemos ficar...
— A luz apagou novamente. Onde você está Geraldo? Geraldo?
— Ha Ha Ha. Ele está pendurado no teto.
— O-o que é você? Porque está fazendo isso?
— Quero a sua empresa de segurança. Com novos funcionários. Sua tecnologia é o que preciso.
— T-tudo bem eu vou trabalhar para você Neculai. Faço qualquer coisa.
— Tenho certeza que sim. Sua tecnologia pode detectar movimentos até de fantasmas. E por isso fiquei interessado em adquirir seus serviços. Digamos que eu quero proteger alguns rituais secretos.
— Tudo que quiser Sr. Neculai.
— Agora vou reaparecer para tirar uma Selfie com os seus antigos funcionários e clientes. Sua empresa agora está em acensão. Novos bons clientes o aguardam. Agora todos! Sorriam! Quero uma boa foto para os meus fãs.
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Por Adriano Siqueira
















sábado, 22 de outubro de 2016

Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly



Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly
Um vocalista falido é convidado por uma mulher misteriosa para 
fazer um show na cidade de Curitiba


A casa Noturna estava lotada. Muitos curiosos estavam por toda a rua querendo saber se era mesmo verdade. Que Johnny Bloody havia voltado. cinquenta anos depois. O cantos de Rock and Roll dos anos cinquenta havia adptado todas as músicas para o estilo Rockabilly e isso atraiu muitos fãs e conhecerem o seu novo trabalho. Agora, o nome da banda era "Johnny Bloody and The Kathakumbs".
Dentro da casa de show. Johnny tocava a sua última música da noite até que uma fã conseguiu ultrapassar a segurança, entrou no palco e agarrou o Johnny beijando-o na boca. 
Johnny corresponde ao beijo e faz um gesto com as mãos que fez com que a banda parasse de tocar.
Ele a abraça e disse para a banda tocar uma música romântica para eles.
Johnny começou a cantar e ficou olhando para os olhos da sua fã que começou a chorar. Ele passou o dedo carinhosamente no seu rosto limpando as suas lágrimas enquanto cantava e a abraçou. Ela dizia baixinho:
         
─ Quero ser sua para sempre. Me transforme. Deixe-me ser sua. 

Johnny Bloody sorria. Dançava com ela no compasso da música. Quando a música estava para terminar, suas mãos se levantam e as luzes se apagam. Muitos gritos e aplausos se confundem, mas antes que a plateia entre em pânico as luzes acendem novamente e no palco estavam toda a banda abraçada dando adeus para a platéia, mas sem nenhum sinal da garota que estava dançando com eles. Havia apenas um lenço colocado no ombro de Johnny Bloody com uma mancha de sangue.  


Dois dias antes


Johnny Blavilaqua estava em frente ao aeroporto de Congonhas na cidade de São Paulo. Seu voo era às vinte horas. Ele usava um terno azul e segurava a sua pequena mala com a mão direita. Não olhava para cima, olhava a poça d´água na rua e via o aeroporto no reflexo da água com as suas luzes que se misturavam nas pequenas vibrações da rua. Tentava lembrar quando foi a última vez que viajou de avião. Fazia muito tempo. Johnny tinha agora trinta anos. Estava sem casa e sem lugar para ficar. Seus shows não existiam mais. Seus amigos o abandonaram, sua mulher o abandonou. Tudo por causa da falta de dinheiro. Ele não tinha família. Quando faltavam alguns dias para ele ser despejado do local onde morava, chegou uma carta. Dentro havia um passaporte para a cidade de Curitiba e uma mensagem dizendo que ele iria ganhar muito para fazer um show de apenas uma noite. 
Em Curitiba ele teria seu próprio conjunto e só teria um dia para ensaiar. A principio, achou que era brincadeira dos amigos, mas como tinha um número de celular na carta, ele ligou e tudo foi confirmado. Não pensou duas vezes. Arrumou a sua mala e foi correndo para o aeroporto.
Olhava atentamente para tudo que acontecia no aeroporto. Estava procurando câmeras e pessoas que, de alguma forma, poderia estar passando por um trote de algum programa de televisão. Não encontrou nada de estranho. Seu voo já estava no horário. Entrou no avião. Era um jato pequeno. Estranhamente estava sozinho naquele voo. Isso fez com que perguntasse para a comissária que estava na porta do avião, se iria viajar sozinho. Ela disse que não. Que iria mais uma pessoa. A Pilota e o copiloto.
Johnny Ficou um pouco preocupado. Fazia tempo que viajava de avião, mas sem passageiros era a primeira vez.
A comissária saiu do avião e fechou a porta. A viagem para a cidade de Curitiba era muito rápida. pouco menos de uma hora e ele estaria lá.
O avião decolou tranquilamente, um pouco de turbulência apenas, o que é comum até chegar na rota de voo. As cadeiras do avião eram poucas. Havia apenas cinco cadeiras. Johnny colocou seus pés na cadeira que estava na sua frente.  
Nos primeiros dez minutos nada de estranho aconteceu. Até que a porta dos pilotos abriu. Johnny tirou rapidamente os pés da cadeira e arrumou seu terno. Ele olhou para a porta e viu uma mulher de aproximadamente trinta anos. O seu visual era bem parecido com a atriz Sean Young no filme Blade Runner.
Ela sentou na cadeira e olhou para Johnny. Ele estava pensativo. Imaginava as câmeras aparecendo e dizendo que tudo era um trote e que ele caiu em alguma piadinha indicada por amigos. No entanto nada disso aconteceu. Ela não sorriu. Apenas chegou perto dele e perguntou bem baixinho:

─ Pronto para deixar a sua vida passada para sempre?

Essa pergunta encheu a cabeça do Johnny de ideias loucas. Seria ela, uma assassina paga? Esse era o fim dele? Mas ele não era tão importante assim para pagarem uma passagem em um avião de luxo. Algo estava errado. Muito errado. Antes que ele desse a resposta ela continuou a falar.
─ Meu nome é Kate Bathorya. Sou uma antiga agente do cantor Johnny Bloody.
Surpreso Johnny começou a perguntar.
─ Johnny Bloody era um cantor da década de cinquenta. Você não parece ter idade para ter sido agente dele. 
─ Digamos que a idade não é problema para mim Johnny. 
Kate pega uma pasta que estava em uma outra cadeira e coloca no colo do Johnny. Ele examina a pasta e vê muitos recortes do antigo cantor de rock and roll dos anos cinquenta. Não tinha só fotos dos jornais mas também fotos da sua vida pessoal. Ele olha detalhadamente as fotos e questiona:
─ Tem muitas fotos dele aqui. Uma verdadeira raridade. Não existem fotos do enterro dele?
─ Ele não morreu. Apenas não quis mais esta vida. Se afastou do palco e é aí que você entra. 
─ C-como assim?
─ Você será o novo Johnny Bloody.
─ O que? Mas eu tenho uma carreira.
Kate bate com a mão na pasta que Johnny segurada. As fotos voam por toda a parte interna do avião. 
Ela olha para ele furiosa. 
─ Eu escolhi você. Analisei a sua vida até o seu último fio de cabelo. Você não é nada! Nunca conseguiu a fama que queria. Pois bem Sr. Johnny. Eu estou aqui para lhe dar fama e sucesso como nunca teve. 
─ Mas não sou eu! Eu não quero ter a fama de outra pessoa! 
─ Cale-se! Você não será outra pessoa. Será o único Johnny Bloody. Amanhã começa o seu ensaio. O estilo rockabilly foi adaptado em suas músicas. Será um sucesso. Serei sua agente. Tenho contatos que vai deixá-lo rico. Muito rico.
─ Isso é loucura. Vou falar com o copiloto. Não vou para uma cidade para ser um clone de alguém.
Johnny se levanta e vai até a cabine do piloto e se surpreende com uma cena macabra. O copiloto estava morto. Seu pescoço foi mordido e havia sangue por toda a cabine. Ele volta de costas e esbarra na Kate. Ela estava sorrindo.
─ O avião está sem combustível. Logo irá cair. 
E-eu... O que você fez? Isso é loucura. Vamos morrer.
─ Não Johnny. Só você vai morrer. Eu sairei daqui sem nenhum arranhão. 
─ O paraquedas? Onde está? 
─ Acho que esqueci de colocar no avião Johnny.
─ O que é que vou fazer? 
─ Morrer somente. Mas talvez...
─ Talvez o que?
─ Acho que acabou o combustível.
─ Não! Abra a porta! Vou Saltar.
─ Pode saltar. Não faz diferença.
Johnny abre a porta e a pressão entra com muita força no avião. Ele segura a porta com toda a força. A Kate fica no meio do corredor do avião sorrindo. 
─ Boa viagem Johnny.
Ele pula e fica desesperado. Seu coração estava muito acelerado. Sabia que não iria durar muito tempo. Sua vista estava embaçada. Estava tentando respirar. As luzes da cidade de Curitiba dançavam no céu. Ele ainda ouve a voz da Kate.
─ Segure minha mão Johnny. 
Era impossível. Ele devia estar delirando. Mesmo assim ele sentiu as mãos da Kate segurando as suas. Ela o abraça e diz.
─ Quer a fama ou a morte?
─ F-fama. Maldita.
Kate morde o pescoço do Johnny e tudo começa a ficar em plena escuridão. Johnny consegue escutar antes de perder os sentidos.

─ Bem-vindo a fama Johnny Bloody.

  

Indico esta música para ouvir junto com a história
Daddy'O Blitzkrieg Bop
https://www.youtube.com/watch?v=VqlkvsMF2xY