Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

O chamado das sombras

 LiVRo produzido pela Darkbooks com mais de 50 autores 






BaiXe gratuitamente 


https://poetaalternativo.wixsite.com/darkbooks



Ou

https://onedrive.live.com/?authkey=%21AMEMAbfNMiMuVcM&cid=02CC16EC03977A75&id=2CC16EC03977A75%21758&parId=root&o=OneUp

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Medo da Luz - Livro - Francis Cruel

 

@franciscruell
Medo da Luz - Autor Francis Crüel
@ordemdasbruxas
@revista666terror
@filhasdavassoura

Compre neste link

https://www.instagram.com/p/CXvwPwgrHar/?utm_medium=copy_link

MEDO DA LUZ




Violência, Matança, Sexo, Drogas e Rock and Roll ⚠️🪓🫀🔪🔞💀😱

Um livro para apavorar, causar repulsa, te fazer respirar fundo e... prosseguir.

Avaliem na Amazon, isso ajuda os autores independentes a continuarem escrevendo.

Um Abraço Cruel!

Sinopse
Alguns sentimentos precisam ficar escondidos, intocados na escuridão. Mas, em Medo da Luz, esses sentimentos e vontades vêm à tona na forma de abusos, danos carnais, traumas psicológicos e crimes carregados de sadismo.
São quatorze contos que vão de Bruxas realizando feitiços que causam mortes instantâneas, Padres invocando demônios para satisfazerem seus desejos promíscuos, a vampiros canibais que matam sem remorso.
Em Medo da Luz, Francis Crüel insere o leitor num ambiente tenso, seja com uma mãe negligente, ou com a vontade de tomar água às 3:33 da manhã, a crueldade, a maldade, e até mesmo a insanidade estão em cada palavra escrita por Francis.
Um livro de horror para quem gosta de sangue, morte e atrocidades, não necessariamente nessa ordem.
Medo da Luz é cruel, e garantia de maus sonhos e bons pesadelos.

https://www.instagram.com/p/CXvwPwgrHar/?utm_medium=copy_link

#livro #livros #leitura #book #literatura #instalivros #ler  #culturapop #terror #lançamento #leitorescompulsivos #leituracompartilhada #horrorbook #livrohorror  #livrodeterror #livroterror #contodeterror #bookstagram #leitor #amoler  #instabook  #livroseleitura #contosdeterror #contosdeterroremisterio #contosdepavor #vampiros  #demônios  #literaturadeterror


Conto de terror em video no Natal

 




Um conto de terror sobre um monstro que aterroriza as noites de Natal.


Dóris, a Lenda do Presente Fantasma no programa Contos Sombrios do Cassio Witt 


Assistam neste link abaixo.

https://youtu.be/JCXf-r0aVDA


Escrito por Maria Ferreira Dutra e Adriano Siqueira

@_maria_dutra_

@adrianosiqueiraescritor

@wiitcassio


#makeartística @karmemmakeup

karmem karminna 


#Makeart #makeartterror #maketerror 

#contosdesuspense #escritor #escritores #autores #lervicia #bocadoinferno #imfernoticias #revista666terror #contodeterror #arte #monstro #terrornatalino #ilustração #draw #leituraobrigatoria  #relatossombrios #contossombrios #bibliotecas #centrocultural #escritornacional







quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Dóris - Conto de terror Natal

 




Arte 

Maria Dutra



A Lenda do presente fantasma

Texto: Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra



Era Noite de Natal. A família Diagonês fizeram todos os preparativos para as entregas dos presentes. As oito crianças queriam logo abrir os pacotes e brincar com todas as supresas que garanharam. 

A mãe da Sara organizou a festa de abertura dos presentes e assim colocou as crianças para receberem primeiro. 

Todas abriram os seus presentes e brincaram lá mesmo na festa na companhia de doces e sucos. 

Eles subiram para o quarto de Sara e depois de brincarem bastante o Roberto disse que queria contar uma história sobre presentes.

todos brincavam com seus amigos, mas ouviram atentamente a hístoria do Roberto.


Nessa mesma rua que tem o nome de Joaquim Roseira. morava uma menina de oito anos chamada Dóris. Ela adorava brincar mas era muito brava e briguenta e sempre queria os melhores presentes. 

Na noite de Natal ela se reuniu com as três amigas e todas receberam presentes. Muitas garotas ficaram felizes com o que receberam. Mas quando chegou a vez da Dóris ela abriu o presente e tinha apenas uma pequena agenda e três lápis de cor. As amigas começaram a rir e disseram que ela merecia por ser muito exigente. 

Dóris se levantou, pegou os três lápiz e disse que iria matar todos que davam porcarias de presentes.

Ela enfiou o lápis na garganta da Lívia e o sangue escorreu pela roupa toda. Dóris tentou aguarrar as outras duas amigas mas se enroscou nos papéis de presentes e as luzes da árvore de natal causaram curto circuito e a árvore começou a pegar fogo e o papel de presente colorido colaram na sua pele e rosto. Ela gritava. Mas não era de dor, gritava de ódio.

 

Os adultos chegaram e apagaram o fogo.

O corpo da Dóris teve muitas queimaduras e os laços do presente pelo corpo todo e também o plástico e papel se juntaram com sua carne. 


Roberto passava o lenço na sua testa. todos ouviram a história e ficaram paradas imaginando o terror daquela cena. 


Os oito amigos ouviram gritos que vinham da sala.

Eles desceram. Parecia que só tinham meias nos presentes. Roberto apontou para o fantasma.


— Vejam! A Dóris está aqui!


As caixas de presentes estavam vivas. agarravam os humanos e as fitas de embrulho os enfocavam no teto. A Dóris andava com o corpo de papel de presente laços e o rosto desforme. 


— Mais presentes. — Eles são meu presentes...


A Dóris olhava para as  crianças e disse:


— Quero eles de presente também.


As caixas e fitas começaram a correr em direção das crianças.


Roberto levou um presente para a Dóris. O Fantasma parou por um momento. Ela olhou a caixa colorida e tomou da mão do Roberto. 


Era um par de brincos de estrelas de cristal. 


Dóris gostou tanto que começou a experimentar. Ela sorriu e foi até o espelho. Só que ao ver o seu rosto ela gritou de ódio, pois agora ela era um monstro. 

Antes dela voltar a atacar, Roberto tomou os três lápis da mão da Dóris e enfiou no pescoço dela. 


Dóris desapareceu. e todos na sala estavam salvos da Maldição dos presentes.




Adriano Siqueira e Maria Dutra

domingo, 14 de novembro de 2021

Conto - O quadro misterioso - audio

 



O Quadro Misterioso é uma história da escritora maria_dutra_ que causa muitos arrepios. 

A Narradora Daniela Abreu do @Assustadoramente_podcast narrou essa história e o link segue abaixo. 


https://open.spotify.com/episode/6wly1E7RtzaHYsOVpcAudH


#contosdameianoite #contosnarrados #contosdeterror #contosdemedo #assustsdotamentepodcast #acervomariadutra #narradores #narração #narrar #podcast #horrorhistorias #históriasdehorror

domingo, 31 de outubro de 2021

A pensão - por Adriano Siqueira

 



A Pensão

texto: Adriano Siqueira


Adilson Sales tinha 52 anos. Ele estava segurando apenas uma pequena mala em frente a uma pensão. O dono se chamava Ulisses. 

Adilson pagou e o Ulisses e ele deu as chaves do seu quarto, era número 46. 

Antes de entrar no quarto, ele viu o dono dar dinheiro para algumas pessoas. Ulisses percebeu que o Adilson viu e ele disse que trabalhavam pra ele, cortavam a lenha pra abastecer a fornalha pois não usava eletricidade no chuveiro. 

logo em seguida o dono disse que precisava sair agora e deu o número do celular caso precisasse. 

Adilson estava cansado e adormeceu. 

Ás duas da manhã ele escutou homens batendo forte na porta do seu vizinho. Gritos de desespero e tiros eram ouvidos. Adilson se escondeu debaixo da cama e ligou para o Ulisses e ele escutou o celular no quarto do vizinho tocando. O dono do local estava lá e bateu na porta do Adilson dizendo que estava enfrentando um cachorro louco e não era para ele sair. O Dono os homens embrulharem e jogar na lareira. 

Ulisses deu três pílulas para Adilson tomar dizendo que era para dormir. Adilson tomou e ele viu um rabo de peixe do tamanho de um metro passando por trás do Ulisses. Antes de questionar, o Dono trancou a porta dizendo que era para protegê-lo. 

Adilson acordou de manhã. Ele gritou para alguém abrir a porta mas ninguém respondeu. Foi até a janela e desceu pelo telhado e pulou uma distância de dois metros até o chão. Muitos homens estavam mortos e alguns eram aberrações. Homens e animais misturados. 

Ulisses apareceu no corredor e agarrou o Adilson Seus braços eram de um polvo. Um homem lobo atacou o Ulisses e isso fez o Adilson se soltar a luta foi feroz.

Dois homens com rostos de cachorros começaram a morder o seu braço. Ele pegou uma pá e bateu até largarem o Adilson que correu para o ultimo andar. Ele encontrou um homem deitado e coberto. Disse que era um soldado e que esse lugar era do governo. faziam testes com humanos ele estava preso lá. Ele dizia para não tomar as pílulas. Elas transformavam humanos em monstros. 

Adilson disse que já era tarde, que já havia ingerido as pilulas.

Ele queria ajudar o soldado a sair de lá mas quando tirou o cobertor ele viu que era meio homem e meio serpente.

O homem serpente disse que a pensão tinha explosivo em todos os quartos mas o detonador estava com o Ulisses. Ele precisava achar e explodir tudo ou esses  monstros destruiriam a terra. 

Adilson corrreu para achar o Ulisses mas só encontrou pedaços dele pelo caminho. o homem lobo agarrou o Adilson e aos poucos Adilson começou a se tranformar. Ele pensou que agora seria um Leão ou um grande gorila. Mas apareceu um bico de cegonha em seu rosto. Adilson gritava de dor. O Sangue tomou conta do chão caiu tonto. Ele viu o detonador no cinto do Homem Lobo. quando o lobo virou a cabeça do Adilson para o lado. Ele usou seu bico e foi diretamente no botão de ignição do detonador e toda a pensão começou a explodir.

Nada restou.


#romance #darkstories #história #góticos #contogótico #romancegótico #culturagótica #ler #literaturagótica #leitores #leitura #livros

sábado, 30 de outubro de 2021

Um Gosto de Maldade - conto de Adriano Siqueira

 



Um Gosto de Maldade

Texto: Adriano Siqueira


No reino de Balius, o jovem rei Edmus passeava com seu cavalo pela floresta. Era um rei solitário e seguia uma grande lista de tarefas diárias, embora em seu castelo quase não houvesse moradores. 

A comida vinha de castelos estrangeiros, pois o seu pai, antes de morrer, fizera um tratado para que reis vizinhos auxiliassem na manutenção do seu castelo. Mesmo assim, o povo aos poucos foi migrando e o jovem rei, com um reduzido número de súditos, ficou em seu castelo para recepcionar os visitantes, coisa que quase nunca havia.

Ele gostava de passear na floresta e admirar a beleza da natureza. Naquele dia, ao se aproximar do lago, percebeu que havia alguém lá. Desceu do cavalo e se aproximou. Era uma jovem atraente que nadava sorrindo, encantada com a beleza da cachoeira.

Ela viu o jovem rei, mas, em vez de se esconder, sorriu para ele e disse que seu nome era Diara, e perguntou se ele se importava que ela usufruísse da beleza da sua floresta.

Impressionado com a linda mulher e também por ela saber quem ele era, Edmus respondeu que hóspedes eram sempre bem-vindos.

Com um sorriso tímido, ela foi até as suas roupas, secou-se e se vestiu. Depois de pronta, caminhou até o rei, abraçou-o e o beijou profundamente. Em seguida, disse que era a primeira vez que beijava um rei, e que seria um sonho conhecer o seu lindo castelo.

O jovem soberano estava encantado com a mulher. 

Fazia muito tempo que ele não conhecia uma moça tão bonita e alegre. Colocou-a no cavalo e a levou para seu castelo.

Ela passou um bom tempo nas muralhas, examinando os canhões, comentando que era uma grande conhecedora de armas. Quis saber se todos estavam funcionando, ao que o rei disse que sim, embora fizesse muito tempo que não eram usados. Seu castelo era o maior de todos os seis da região e no passado teve forte participação em guerras por causa do arsenal que possuía.

Diara ficou muito feliz ao ter aquelas informações e explicou que era uma rainha de um castelo pequeno e sem muita proteção. Disse ainda que havia inimigos interessados em tomar seu território, mas, para chegarem até lá, teriam que passar pelo castelo dele primeiro. Por isso, ela tinha viajado para conhece-lo.

— Seu castelo pode ser muito importante para proteger meu povo — explicou a rainha.

O rei ofereceu sua proteção e ela o abraçou e beijou em agradecimento. Pegou-lhe a mão e pediu para conhecer o seu quarto. Ele, sorridente, a levou. E lá passaram uma noite inteira, completamente mágica e maravilhosa.

Na manhã seguinte, ela partiu para o seu castelo, explicando que traria alguns soldados para ajudar na vigilância das muralhas de Edmus.

Ele esperou ansioso pela volta da adorável rainha e relembrou a noite que passaram juntos.

Alguns dias depois, ela voltou acompanhada por um bom número de soldados. Os portões foram abertos e eles entraram, deslocando-se rapidamente para as muralhas.

Ela segurou a mão do rei e o levou para dentro do castelo, perguntando onde era o calabouço. Edmus pegou as chaves e a levou para conhecer a parte de baixo do castelo. 

Quando chegaram lá, a rainha lhe pediu um favor:

— O exército inimigo se aproxima — disse com voz doce, fazendo a mente do homem ficar nublada. — Fique aqui esta noite. Não quero que nada de mau lhe aconteça. Dentro do calabouço, estará protegido, e depois que tudo acabar, voltarei para lhe soltar.

A voz da rainha o influenciava de maneira tão poderosa que ele lhe deu total razão.

— Meus soldados são ótimos guerreiros e vão ajudar os seus, que são fracos e sem experiência, a derrotarem os inimigos — acrescentou a mulher.

Edmus chegou à conclusão de que em uma guerra assim, ele realmente não teria chances. Como confiava nela e no amor que eles tinham, concordou sem questionar e entrou na cela, sendo trancado. Ela mandou-lhe um beijo e disse para não se preocupar, pois logo estariam juntos.

Do calabouço, o rei escutou toda a batalha. Gritos e destruição. Cheiro de fumaça tomou todo o castelo. Foi assim por um bom tempo. 

Aos poucos, tudo foi se acalmando. Os gritos de vitória eram ouvidos por todos os corredores do castelo. Os soldados riam e comemoravam, batendo copos e pratos, comendo e bebendo. Edmus chegou a gritar o nome da amada, mas foi em vão. 

Ela não responde por causa do barulho, disse a si mesmo.

Tempos depois, um dos soldados da rainha apareceu, trazendo comida e bebida para Edmus, que ordenou ao soldado que chamasse a rainha para tirá-lo de lá. No entanto, o soldado o aconselhou a comer e não se preocupar, pois logo ela estaria lá. Sem alternativa, o soberano do castelo esperou.

A noite foi muito longa e o frio o incomodava. Então, finalmente, escutou passos.

Era ela, sua amada, sorridente. Ficou na porta e disse que estava feliz em vê-lo, mas que ainda não podia libertá-lo, pois temia serem atacados novamente. Disse também que estava muito cansada e precisava dormir. Ele sabia que fora mesmo um dia cansativo para a rainha e a deixou ir dormir sem reclamar ou fazer exigências.

No dia seguinte, Edmus acordou com a chegada de sua primeira refeição do dia trazida pelo mesmo soldado que o tinha atendido no dia anterior e que montava guarda na entrada do calabouço. O rei queria ter notícias da amada. O soldado disse que ela estava dormindo e que, quando acordasse, viria libertá-lo.

Edmus ficou ansioso e comeu seu café da manhã apressado. Na hora do almoço, o soldado trouxe outra refeição. O rei ficou enfurecido; queria saber onde estava Diara, mas seu carcereiro explicou que ela tivera que ir urgentemente para seu castelo, avisar aos súditos que estava tudo bem e que não teriam mais o que temer. Edmus achou a justificativa coerente, mas ordenou que a cela fosse aberta. 

Soube então que a chave estava com a rainha e que, antes de ir, ela dissera que o amava e que, quando voltasse, eles iriam para o quarto.

O rei ficou esperançoso e aguardou a volta da mulher. 

Mas ela não apareceu naquela noite. Mais um dia nasceu e o soldado disse que talvez ela estivesse cansada da viagem e que, por isso, precisara ficar em seu castelo para repousar. 

Edmus continuou esperando, fazendo planos para o futuro, pois sabia que seriam felizes para sempre depois que ela voltasse.

O jovem rei estava quase dormindo quando escutou uma gritaria. Lá fora, os soldados anunciavam que a rainha estava chegando. Edmus levantou-se e correu para as barras da grade. Finalmente a veria. Toda a espera valeria a pena. 

Mas quem apareceu foi o soldado de sempre, anunciando que Diara tinha trazido sua corte e que estaria no calabouço o mais rápido possível. O rei sorriu. Sabia que ela tinha um bom coração e que estava apenas mostrando para o seu povo um pouco dos requintes do castelo.

Depois de meia hora, ela chegou contando da alegria do seu povo em saber que tudo estava resolvido e como estavam gratos a ele pela ajuda, assim como ela. A rainha também explicou que seus súditos dependiam muito dela para tudo e, com isso, suas energias estavam acabadas. Então ela pediu mais um favor: precisava ir para o quarto sozinha e dormir para recuperar suas energias. Prometeu que, logo de manhã, ele poderia sair e se arrumar para que os súditos vissem o senhor daquele castelo bem limpinho e arrumado.

Edmus pensou que mais uma noite não faria diferença. Afinal, ele realmente estava precisando tomar um bom banho e se arrumar, pois queria passar uma boa impressão para a corte da sua amada. E também queria que ela descansasse bastante, pois sabia que era esforçada e só estava fazendo o melhor para todos. Ele agradeceu pela atenção e, com um “boa noite”, despediu-se dela. A rainha sorriu e disse que ele era tudo para ela, e que atenção e carinho eram o mínimo que ela podia lhe dar. 

— No futuro, tudo será maravilhoso para nós dois — ela prometeu e se foi.

Edmus ouviu muita gente falando sobre o castelo de sua janela no calabouço. Muitos elogiando cada canto e alguns parabenizavam Diara por conseguir um bom lugar para morarem. Ele ouviu aquilo e tentou imaginar o que os tinha levado a pensar tal coisa. De qualquer forma, tudo se resolveria com a sua aparição, e o engano seria desfeito.

No dia seguinte, o soldado chegou acompanhado de outro que Edmus não conhecia, pois até então apenas um único soldado o atendia. A cela foi aberta e, quando o rei perguntou onde estava a sua amada, ele respondeu que a rainha se encontraria com ele no lago onde tinham-se visto pela primeira vez. Contudo, precisavam partir naquele mesmo instante, pois assim ninguém o veria sujo e desarrumado daquele jeito. O monarca agradeceu e, com muita alegria, seguiu com a escolta.

Quando chegou ao lago, ele retirou as roupas para se banhar e esperar por sua adorada Diara. Notou que os soldados que o escoltavam tinham sacado suas espadas e mantinham os olhos fixos nele, mas o jovem rei sabia que estavam lá para protege-lo.

Dali a pouco, notou que os arbustos se mexiam. Vários guerreiros apareceram e degolaram os dois soldados da rainha.

Assustado, Edmus observou os homens por alguns segundos e reconheceu um deles. Era Klinton, um nobre que vivia no castelo mais próximo e seu amigo desde a infância.

Klinton o chamou para ir até ele. O jovem rei obedeceu, embora temesse por sua vida, afinal, os homens daquele lorde tinham acabado de assassinar os soldados que o protegiam. Ao mesmo tempo, também se preocupava em como justificaria à amada o erro que o amigo cometera ao matar seus soldados.

Klinton explicou que Diara era uma bruxa que tinha o dom de escravizar os reis com sua voz doce, e com isso já tinha dominado vários castelos, enfeitiçando não apenas os reis como também seus soldados, e formando um exército cada vez maior que usava para aumentar seu império, e acrescentou:

— Notando que seu castelo está praticamente vazio, ela planejou a invasão.

— Isso é um grande engano. Ela é uma boa pessoa é só pensa na justiça e no amor.

Klinton balançou a cabeça.

— Recentemente, ela conquistou um castelo ao norte. Convenceu o rei a ir para o calabouço e enfeitiçou os súditos com sua voz. Ninguém foi lá para socorrê-lo e o rei morreu à míngua.

Edmus começou a andar de um lado para o outro, as mãos passando pelo rosto. Seria verdade que sua amada era uma feiticeira capaz de matar a sangue frio?

— Ela o enganou — Klinton insistiu.

— Não é possível!

O amigo então revelou que o exército com o qual Diara guerreara recentemente fora o dele.

— Viemos para salvá-lo, meu amigo. Perdi mais de 100 homens na primeira batalha e tive de recuar, mas agora há pouco investimos novamente e conseguimos tomar o castelo. 

Como seu corpo não foi encontrado, interroguei alguns soldados de Diara e os forcei a revelar seu paradeiro. Com isso, fiquei sabendo que alguns homens da feiticeira o tinham trazido para cá com a intenção de matá-lo. Corremos até aqui para salvá-lo. Ainda bem que chegamos a tempo.

Estupefato, o jovem rei mirou os dois soldados mortos. Tudo começava a fazer sentido. A megera não tinha qualquer intenção de vir ao seu encontro. Ela tomara seu castelo e agora o queria morto. Se Klinton não tivesse vencido, ela estaria naquele mesmo momento elaborando planos para invadir mais um castelo.

Edmus disse com bravura que acabaria com tudo aquilo de uma vez. Aquela loucura teve início por sua causa, e muitos homens morreram porque foi ingênuo. Indiretamente, ele a ajudara a assassinar soldados de seu amigo, o que o tornava cúmplice.

Diara precisava pagar por todos os seus crimes.

Os dois reis e seus soldados voltaram para o castelo. 

Para sua surpresa, quando os soldados abriram os portões, Edmus viu a feiticeira já capturada e presa por correntes. Ela tentou correr para abraçá-lo. Parecia preocupada e assustada, mas ele já não acreditava nela. Dessa vez, estava consciente do que a rainha era capaz.

Ela então implorou que fossem conversar no quarto, longe da multidão, mas o rei sabia que não passava de um truque e que Diara queria que ficassem sozinhos para encantá-lo mais uma vez. Ele não perdeu tempo e anunciou que já sabia de tudo, inclusive sobre os soldados que o acompanharam até o lago com ordem de matá-lo, ao que ela rapidamente respondeu que deviam ser espiões infiltrados, e jurou estar aliviada por vê-lo vivo, assim poderiam ficar para sempre juntos como ela havia sonhado.

— Chega! — interrompeu ele. — Pare!

Lágrimas rolavam pelos olhos da mulher, e ela o abraçou.

— Eu te amo! — afirmou. — Sempre quis você comigo, mas tive que fazer isso pelo meu povo. Não tive escolha! Queria acabar com isso faz muito tempo, mas os mais velhos do meu povo querem que eu continue. Não queria que te ferissem, por isso o afastei deles. Tentei protegê-lo, mas tudo ficou fora do controle. Eu não enviei aqueles soldados para matá-lo. Nem mesmo sabia para onde o tinham levado. Por favor, acredite. Eu o amo, nunca quis fazer mal a você. Amei a nossa noite juntos. Se eu não tivesse essa vida, aceitaria ficar com você para sempre.

Klinton segurou os braços da rainha.

— Renda-se, bruxa. Não vai vencer dessa vez. Meu exército é quatro vezes maior que o seu. Seus homens estão presos e o castelo cercado.

— Sinto muito — sussurrou a mulher para Edmus, e afirmou que estava pronta para ser julgada, mas sempre levaria no coração aquela noite em que estiveram juntos. 

Inclinou-se para beijá-lo, chorando, mas Klinton não permitiu, com medo que ela enfeitiçasse seu amigo mais uma vez.

Diara foi levada pelos homens de Klinton para junto dos soldados presos e da maligna corte da rainha. Todos eles partiriam naquele mesmo dia e ela seria julgada em outro reino. 

Na hora da despedida, Edmus foi falar com seu amigo, que estava do lado de fora do castelo junto com todo o seu imenso exército. 

— Eu faria tudo para tê-la — confessou o jovem rei, muito triste e abatido. — Ela foi muito pressionada pelo seu povo. A sua beleza e a sua sedução foram usadas como armas para conquistar o mundo para seus súditos ao ponto dela perder o controle da situação. No fundo, acredito que falou a verdade, queria me poupar.

Klinton colocou a mão em seu ombro e disse:

— O mundo não deveria condenar quem ama. Mesmo que o amor toque seus corações tarde demais.

Edmus não entendeu muito bem sobre o que o amigo estava falando, mas se surpreendeu quando Klinton entregou a ele as rédeas do seu próprio cavalo.

— Lembra da casa no meio da floresta em que brincávamos quando crianças? Do meu pai? Mandei meus soldados levarem Diara para lá. Vá! Vocês poderão viver em paz ali.

Edmus montou no cavalo e correu para o local. 

Chegando lá, viu que a adorável rainha o esperava. Eles se abraçaram e se beijaram. Juntos, entraram na casa para viverem o seu sonho.


Escrito por Adriano Siqueira


#romance #darkstories #história #góticos #contogótico #romancegótico #culturagótica #ler #literaturagótica #leitores #leitura #livros 


sexta-feira, 13 de março de 2020

A Hora dos Gárgulas




A Hora dos Gárgulas

Por Wellington Purcino e Adriano Siqueira

- Tirem os carros da Avenida!

Daniel Santini era o caçador licenciado pelo governo para resolver casos sobrenaturais, dentre muitos era considerado o melhor ainda vivo.
  O MASP da Avenida Paulista, estava infestado de Gárgulas, de alguma forma essas criaturas da idade medieval estavam na avenida, atacando e destruindo carros e ônibus que por ali passavam. Era Algo completamente sem explicação para muitos, não para Daniel S.
  Todo o Trânsito estava sendo desviado para a Alameda Santos, porém como a rua era muito estreita, o pânico aumentava rapidamente, era um horário onde haviam muitos carros, ônibus e pedestres, isso as três da tarde de uma quarta-feira.
  Alguns carros estavam completamente destruídos, dificultando ainda mais a locomoção, deixando assim muitos outros sem opção para onde fugir.
  Daniel passou correndo pelo vão-livre e entrou no prédio, como tinha completa autoridade, mandou que todos saíssem o mais rápido possivel, sabia exatamente o que estava fazendo.
  Movendo-se rápido e sem parar, foi até  o centro do museu onde havia uma caixa antiga de madeira, de dentro da caixa arrancou um medalhão de ouro, todos os Gárgulas caíram no chão, restando somente grandes Mármores quebrados em centenas de pedaços.



Daniel guardou o medalhão no bolso e com muita calma levou a caixa antiga para fora do Museu, colocou álcool, disse algumas palavras em Francês e ateou fogo.
   
  Patricia Medina, uma garota que estava ali perto, filmou tudo afim de fazer mais um artigo em seu site. Não era a primeira vez que filmava algo e alertava as pessoas de como agir em casos estranhos e sobrenaturais.

  Daniel sorriu para ela, ele sabia o quanto Patricia ajudava indiretamente em seu trabalho, e claro muitas outras pessoas sobre o perigo do sobrenatural, mesmo que muitas ainda não acreditassem.
  Ele se aproximou e iniciou uma conversa.
 - Gostaria de ganhar um medalhão?
Tirando o objeto do bolso e estendendo a mão, entregou o medalhão para ela.
- O que é isso? - indagou Patricia.
- Foi parte do que fez os Gárgulas ganharem vida e causassem toda essa destruição - Falou Daniel.
 - Ele ainda é Perigoso? perguntou preocupada.
 - Em parte sim, usado de forma errada, mas agora é algo inofensivo, a caixa de madeira continha alguns manuscritos que faziam os gárgulas aparecerem e os controlavam. Como queimei a caixa e os manuscritos o medalhão é agora, apenas uma moeda que não trás perigo mas, em mãos erradas como o governo, pode trazer problemas como algum tipo de arma secreta. Não é algo que queremos não é? Já com você estará segura e inutil como qualquer outro talismã, sem os pergaminhos não há risco. Isso será bom para seu Blog, mais informação e mais histórias.
  - Colocarei uma matéria ainda hoje no ar, serei discreta como sempre, sei que não gosta de aparecer na mídia. Já sobre o medalhão, deixarei essa informação só para nós, ninguém sabe dele mesmo. - Falou Patricia com um leve Sorriso no rosto.
  - Ninguém precisa saber sobre o que faço ou quem sou, muito alarde, fantasmas? coisas estranhas? isso pode trazer pânico, e por pior que a situação esteja, pode piorar com muita agitação, por isso informações extremamente importantes divido com meus escolhidos em um canal direto.

Patricia ficou feliz em saber que ela é uma pessoa confiavel.

Daniel pede que ela vá embora logo, ele não gosta de estar junto de seus escolhidos, alguém ou alguma coisa pode estar vigiando seus passos.
  Patricia parte em seu carro. Vinte minutos depois dois carros pretos a fecham na rua, deles, saem alguns homem armados e ignorantemente altos...
  Eles estavam sendo vigiados desde o começo.

  Daniel chega em seu apartamento louco para descansar, seu dia foi cheio e estressante. Ao abrir a porta de seu quarto vê um Gárgula comendo seus travesseiros.
  - Como é possível? Queimei a caixa e os manuscritos...
  Lembrando que entregou o medalhão a Patricia, ele teve receio que ela estava em perigo.
  Quando a criatura viu Daniel, precipitou-se rapidamente em um bote para atacá-lo.
  Pegando o primeiro objeto em sua frente, abriu um pequeno guarda-chuva preto para se proteger.
 Sério? um guarda-chuvas - Pensou Daniel.


O monstro pareceu confuso, parecia ser algo perigoso aquele globo preto. Dessa forma o Gargula parou e recuou ate perto da janela.
  Daniel ainda segurando o temido guarda-chuva preto correu para perto da janela onde arrancou um pedaço de corda da cortina, baixou sua proteção e esperou a criatura ataca-lo novamente.

Quando a criatura foi em sua direção Daniel conseguiu laçar suas azas e pescoço em um movimento brusco e rápido, com as mãos segurando firme a corda, começou a girar jogando a criatura em direção a janela que quebrou facilmente, deixando o Gargula pendurado em direção a calçada.
Daniel morava no quinto andar, sera alto suficiente para matar a criatura.
O Gargula era forte e começou a puxar Daniel para junto dele, em direção a rua.
Segurando firme Daniel fez um movimento contrário. Esperto e arriscado afrouxou a força na corda e pulou em cima da criatura, fazendo com que ambos fossem em direção ao chão.
  O impacto foi forte o bastante para partir a criatura em um pó cinza escuro. Esse morreu de forma diferente das outras. Estrando pensou Daniel.
A Criatura não sobreviveu.
  Com o corpo todo coberto de pó cinza e sem nenhum arranhão, Daniel voltou a Pensar em Patricia. Pegou o telefone e ligou para ela, das oito tentativas Patricia não atendeu nenhuma.
  Não tinha como avisa-la que estava em perigo.
  Sabia que tinha queimado os manuscritos e aquela caixa que por sua experiencia eram originais, não havia outra forma de invocar os Gargulas, ou teria?

 Onde estava Patricia?
O que logo Daniel descobriria era que o medalhão havia sido roubado e Patricia desaparecida.
  
 Quem estaria por trás disso?

Adriano Siqueira
Wellington Purcino.



segunda-feira, 9 de março de 2020

Diamond






Asas de vidro.
Rita saiu do seu trabalho e passou no mercado para comprar uma bebida. Ela estava muito tensa pois tinha que pagar o seu aluguel ainda não tinha vendido todos os seus produtos.
Quando ela chegou em sua kitnet no centro de São Paulo. Rita ia abrir a garrafa e percebeu que tinha algo dentro. Um boneco pequeno com asas. Ela achou que deveria ser um brinde colecionável. Abriu a garrafa e colocou um pouco no seu copo. Antes de guardar a garrafa no armário, ela percebeu que o boneco havia crescido, mas ela deixou a garrafa fechada e foi até a janela. Ela escutou a garrafa quebrar e verificou a cozinha. Viu um homem sem roupa e com asas igual ao boneco que estava na garrafa.
Ela ia sair do local e ia chamar ajuda mas ele a segurou. Rita viu que o homem estava com medo e assustado.
Com o tempo ela começou a cuidar dele. Eles se apaixonaram. Ele fez amor com ela e em suas asas nasciam diamantes em cada vez que faziam amor.
Rita o chamou de Diamond e ele comentou que era um guerreiro de outro planeta, mas foi traído e preso.
Diamond agora trabalha para a Neculai Corps. Suas asas atiram arpões de vidro.

Por Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra.
@mariafsdutra
#ilustracao #arte #art #ilustração #poema #paixão #amor #vermelho #ilustration #ilustraciones #luz #fogo #draw #drawing #desenho #artista

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Eram 13 homens na Feira de Sexta




Eram 13 homens na Feira de Sexta


Em um bairro perto do centro, havia uma feira que começava logo cedo.
A feira, que tomava toda a rua, era muito popular e sempre havia muitas pessoas que faziam as suas compras levando junto os carrinhos para encher de alimentos.

Em várias partes da feira apareceram os 13 homens, eles carregavam uma cesta.
Cada cesta com uma surpresa.
13 cestas eram colocadas em algumas barracas da feira.
Era sexta-feira 13 e as pessoas continuavam comprando seus alimentos completamente desavisadas sobre as 13 cestas.
Os donos das cestas saíram rapidamente da feira.
As 13 cestas ficaram nas barracas. Aos poucos elas estavam se movimentando.
Algumas pessoas levaram sustos.
Os 13 homens esperavam calmamente no final da feira.
O pânico e o tumulto das cestas se mexendo deixou os clientes assustados e começaram a correr.
13 cestas se abriram... Cada cesta com vários insetos e repteis e animais, começaram a sair. Cobras, Aranhas, Morcegos, Ratos, Baratas, Besouros, Lacraias, Lagartixas, Sapos, Escorpiões sairam das suas cestas e tomaram conta da feira.
Pessoas correram, atropelaram outras e caíram em pânico, Gritavam. Choravam e pediam ajuda.
De um lado. Um grande caminhão foi colocado para bloquear a rua. Do outro lado os 13 homem esperavam calmamente as pessoas chegarem no local.
Os homens tiram suas 13 espadas da cintura e vão cortando a cabela dos que estavam correndo. Isso cousou mais pânico. Mais grutos e sangue banhava o chão da feira de sexta.
13 espadas sendo usadas para causar terror na feira de sexta.
Ninguém sobreviveu neste massacre. A feira de sexta acabou. Os 13 homens guardaram suas espadas e foram para os seus devidos lares.

Que jogo fantástico!
Eu adorei parecia muito real.
Sim! os gritos e o pânico das pessoas eram perfeitos.
E olha que era só uma versão beta.
Não vejo a hora de comprar.
E eles dizeram que o jogo vem dentro de uma cesta igual o que deixaram na feira.
Como é o nome do jogo mesmo.
A Cesta da feira de Sexta.

─ Filho! Filho! Você viu o que aconteceu?
─ O que foi mãe!
─ Muitas pessoas foram mortas na feira aqui perto!
─ C-como?
─ Mortas por 13 homens com espadas!
─ M-mas era só um jogo!
─ O que? Que jogo?
─ O jogo da Cesta da Feira de Sexta.

─ A campainha! Vou ver quem é.
─ Não mãe! Espera!

Todos os 13 jogadores foram mortos pelos 13 homens com suas espadas. Suas cabeças foram arrancadas e colocadas nas cestas.

Venha jogar A cesta da feira de sexta.




por Adriano Siqueira

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

história de vampiros e terror para ouvir - balada noturna - Audioconto -



Conto de vampiro para ouvir - BALADA NOTURNA - história de Adriano Siqueira - Narração Bianca Luna - do blog Entre Livros e Entrelinhas http://entrelivroseentrelinhas.blogspot.com.br/



Historia de vampiro e terror para ouvir - VITÓRIA - Audioconto



Conto para ouvir - VITÓRIA - história e narração de Adriano Siqueira



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Balada Noturna - Contos de Vampiros - por Adriano Siqueira




Balada Noturna
por Adriano Siqueira


Márcia era uma vampira odiável, as suas duas amigas vampiras a temiam. Geralmente elas se metiam em encrenca por sua causa. Mas esta noite, ela prometeu que iria se comportar. Ficaram quase uma hora dentro de uma casa noturna sem ter nenhum problema. Até que ela começou a achar que tudo estava um tédio. Márcia começou a ficar inquieta. Isso era sinal de que ela estava procurando barulho. Ela não queria perder a amizade das suas amigas ela só queria se divertir um pouco.
— Meninas. Me esperem lá fora. Vou pedir mais uma bebida e iremos para outro lugar mais agitado. Não fiquem preocupadas!
Márcia foi até o bar que ficava ao lado da pista de dança. Olhou para as pessoas que estavam encostadas, até o garçom perguntar o que ela iria beber.
— Uma vodca, sem gelo.
O garçom se abaixou para pegar a garrafa de vodca, quando escutou o barulho dos socos, e das cadeiras e garrafas sendo atiradas no balcão. Ele ficou abaixado tentando entender o que acontecia. Mas ele só conseguiu ouvir:
— Vamos matar a maldita!
Quando se levantou, tinha muita gente machucada e alguns mortos... mas a mulher que estava no balcão olhava como se nada tivesse acontecido.
— Qual é garçom? Cadê minha vodca?
— Márcia. Tá na hora!
— Ela segurou o garçom pelo colarinho e o levantou um metro do chão.
— Quero a minha vodca agora!
Ele suou muito quando viu mais duas mulheres discutindo com a Márcia.
—Você prometeu Márcia! Já chega! Acabou!
—Quem são vocês para mandar em mim! Ou vocês são minhas amigas ou não são nada!
Márcia solta o garçom, que cai, sua camisa absorve o sangue do chão. Ele ainda escutou ela falar.
—Ah, meninas. Eu estava só brincando. Somos amigas!
Márcia abraçou as duas e finalmente, elas saem do local.

Mais tarde o Sangerto Henrique estava colhendo o depoimento do garçom.
... E essas foram as suas últimas palavras.
— Tudo bem! Pode ir para casa.
O sargento Henrique anotou o seu depoimento e seguiu para casa. Foi uma longa noite. Ele estava cansado. Quando chegou em sua casa, ele reparou nos sapatos de salto alto jogados no chão da sala. O sangento pegou a sua arma e foi ao único lugar que estava fazendo barulho. O banheiro. O chuveiro estava ligado.
Abriu a porta lentamente e viu as cortinas de plástico transparente que monstravam apenas a silueta do corpo e os cabelos ruivos. Ele reconheceu bem aquelas curvas insinuantes. Guardou a arma. Henrique era solteiro e em toda a sua vida, nunca tinha visto uma mulher com curvas tão perfeitas.
Os olhos da mulher finalmente se direcionaram para ele. Por algum tempo, os dois não disseram nada. Apenas o sorriso daquela mulher fez Henrique aproximar e dar um beijo demorado. Ela respondeu ao beijo com ansiedade e tirou a roupa de Henrique, quase arrancando. Sem paciência para botões e zípers. Eles se amaram no resto da noite.

Eram cinco da manhã. Henrique olhou novamente aquelas curvas. A mulher vestia-se com roupas que lhe caiam perfeitamente. Os olhos sedutores assistiam Henrique na cama.

— Para alguém de quarenta e cinco, você tem a fome de um adolescente.
— Por você, eu teria essa mesma fome com oitenta.
— Tem certeza que não quer se manter assim pela eternidade?
— Não! A velhice faz com que nossa vida tenha um sentido. Um sentido que só a lembrança pode trazer. E eu quero lembrar de você. Isso sim! Eu quero essa lembrança pela eternidade.
— Eu sou eternamente sua. Essa é a nossa balada noturna.
— Laura! Eu...

Ela desviou os olhos para acertar a calça e respondeu:

— Não posso, Henrique... Por favor, não me peça.
—Ela matou 22 pessoas! Quem sabe quantas mais ela vai matar só para se divertir?
— O destino dela está marcado. É só uma questão de dias... Meus amigos logo irão pegá-la.
—Eu a quero, Laura. Não importa a lei de vocês. Ela matou muita gente. Você pode ser a próxima. Se ela souber que está comigo. Um humano. Ela pode...
—Silêncio! Não fale mais... Nada vai acontecer. Abrace-me.
—Antes de ir... Não se transforme em morcego. A vizinha passou mal do coração quando viu um morcego voando por aqui. Ela quase chamou os bombeiros.
—Pode deixar. Serei mais discreta.
Ela soltou a mão de Henrique e correu para a janela. Ela saltou mas, quando chegou ao chão, seu corpo tinha outra forma. Coberto de pelos e com patas enormes ela, transformada em lobo, passou pela janela da vizinha e uivou com toda a fúria. Desesperada a vizinha gitou.
— Socorro! Um lobo no meu jardim!

Henrique, da janela, apenas sorri.

Sete horas da manhã. A delegacia liga para Henrique e ele recebe a descrição de uma mulher de cabelos ruivos assassinada em uma rua na cidade.
Ele corre para o local. Muita gente ao redor. Ele faz com que todos se afastem, até que chega perto do saco preto que cobria o corpo. Ele dizia para si mesmo... Não pode ser ela... Não ela...
Mas as preces não adiantaram. Lá estava Laura. Com quatro galhos de árvore transpassados pelo corpo, e uma palavra tatuada pelo corpo... Traidora...

— Oh meu Deus! Não... Laura!

Desesperado, ele arranca os galhos do seu corpo tentando conseguir uma chance de fazê-la voltar à vida. Tinha que voltar. Mas seu corpo ficou muito tempo exposto ao sol. Ela jamais voltaria...
Os policiais, amigos do sargento, arrastam-no para fora dali.
À noite, o sargento estava caído em um canto do seu quarto. Muitas garrafas jogadas pelo chão, junto a sua farda e insígnia. Ele chorava, mas não existiam lágrimas. Apenas suor...
Ele sabia que ela logo estaria ali para matá-lo. Ele até estava pensando em se render... Nada mais importava. Ele só queria estar com a Laura.
Os vidros da janela explodem, os estilhaços atingem Henrique em cheio. Ele se protege com os braços. Ouve muitas risadas. Aos poucos, ele toma coragem e vê na janela três mulheres. A mulher alta de cabelos negros que estava no meio disse:

— Eu sou a Márcia! A mulher que marcou a sua amada eternamente! Não vai me convidar para entrar?
— Maldita! Certamente sua fraqueza a convites ainda permanece. Acha que tenho medo de vocês? Pois olhe bem para mim... Entre... Entre e morra como deve.

Ela acha sua atitude patética. Dá um sinal para as amigas esperarem do lado de fora. Afinal, nada pode feri-la. Muito menos um humano.
Sem pensar e cheia de confiança, ela entra pela janela. Quando pisa no chão, ela sente o chão descer... Tenta pular para o lado, mas o barulho que vem de cima e chama a sua atenção. A cama de casal presa no teto se solta. A principio ela sorri, pois sabe que seria inútil contra seus poderes. Porém, embaixo da cama, existiam muitas estacas pontiagudas amarradas com espinheiros, que se enroscavam a várias tranças de alho.
Ela agonizava de dor. Suas mãos suplicavam para que ele a tirasse de lá.

— Você não tem ideia do quanto eu a amava.

Henrique pegou uma garrafa de vodca e umedeceu um pano. Passou um pouco em sua testa e depois tomou um bom gole.
Colocou o pano na boca da garrafa e acendeu. Ela gritava tentado escapar.

— Aqui está a sua vodca.

Henrique joga a garrafa na cama, explodindo em chamas.
Ele fica olhando seu corpo queimar. Depois, olha para a janela e se prepara para lutar com as outras vampiras, mas para sua surpresa, elas olham com respeito e logo em seguida, desaparecem.



Por Adriano Siqueira

sábado, 12 de novembro de 2016

A Grande Chance - Contos de Vampiros - Escrito por Adriano Siqueira




A Grande Chance
Um conto de vampiros
Por: Adriano Siqueira


Melissa... Um nome que, para mim, significava tudo. 
A garota mais linda da minha classe. Loira, cabelos longos, um sorriso lindo, tinha uma pinta bem do lado esquerdo em cima da boca. Quando ela colocava um batom vermelho e pintava as unhas com cores claras e colocava aquelas flores de decalque era difícil não reparar em seus gestos É como se posasse o tempo todo para as câmeras. Coisa de filme mesmo. 
─ Hoje eu irei encontrá-la. Finalmente consegui convencer meu amigo a organizar uma festa para nos encontrarmos. Uma dança! Esse é meu plano. Quando ela estive na pista irei dar um toque para o DJ, que é o meu amigo Tito, para rapidamente colocar uma musica e assim poderei convidá-la para dançar. Um plano que nunca falha. Quando eu dar o beijo fatal eu vou mostrar o anel que comprei para a gente ficar juntos. Podem não acreditar, mas quando eu vi esse anel, eu vi o rosto dela. 

─ Nossa! Fiquei sonhando com o meu plano e já estou atrasado! Prometi que estaria lá as 19:30hs e já é 19:45hs E a droga da minha irmã não sai do banheiro!

─ Já saí! É todo seu. 

─ Sai! Sai da frente... 

─ Mãe! Olha o Cacá de novo. 

─ Menino! Toma juízo ou fica de castigo a noite toda. 

─ Tá bom! É rapidinho mãe! Hoje é muito importante. 

─ Sei sei! Mais um plano para conquistar a Melissa! 

─ Cala a Boca! 

─ Mãe!!! 

Depois de muita encrenca, eu consegui me arrumar e sair correndo para a casa do Tito... 

Pô! Já era 20hs. 

Ouvi a minha mãe gritando comigo, mas eu estava na rua, correndo. Um carro buzinou e com o susto dei de cara com uma árvore que estava no caminho.
Depois da dor de cabeça por causa da pancada eu continuei no caminho.
A festa tava bem animada. Tão cheia que parte do pessoal estava com garrafas, bebendo no quintal. Deve estar um calor muito forte lá dentro... Eu já estou suando. Esse terno quente que eu havia escolhido não parecia ser uma boa ideia.
Eu estava ouvindo uma música bem daquelas para dançar junto. Cheguei na hora. O Tito deve ter-me visto chegando. Legal! Significa que a Melissa está na festa. Legal! Legal! Tô com a adrenalina a mil por hora. Minhas pernas estão tremendo muito. Tem muita gente. Eu acho que vi o cabelo dela lá no meio da sala. Caramba... Eu vi o Tito no som. Ele estava me dando um sinal... Não entendi! Cadê ela? O anel! Droga! Está no meu bolso... Qual deles? Oras... Vê se isso é hora de ficar procurando anel. 
Quando o pessoal viu que eu estava indo ao encontro dela. Seus sorrisos diminuíam e se afastavam dando maior visão ao centro da sala.... 

─ Achei o anel!

O pessoal ficou me olhando. Eu estava sorrindo quando eu vi a Melissa beijando aquele cara. Um beijo caloroso e que só podia ser dado por alguém muito, muito apaixonado. 
Meu sorriso diminuiu muito. Eu deixei o anel cair. Ficou rodando... não sei pra onde... fiquei olhando e tentando me afastar antes da Melissa me ver. 

─ Cacá! Ela Disse...! Que bom que veio. Queria apresentar meu novo namorado.

O cara estendeu a sua mão em minha frente para me cumprimentar sem tirar os olhos dela. A outra mão estava acariciando seus cabelos.
Eu estava suando. Pelo calor. Não conseguia falar. Senti muito constrangimento. Uma dor no coração que medico nenhum iria curar. Aos poucos, eu consegui dar um aperto de mão. Respirei fundo. Naquela respiração suguei todo o ar da sala. Eu disse: 

─ Estou por ai. 
─ Espere! Ele disse. Junte-se a nós. 
─ O que? 

Ele deu um sorriso e disse: - Você a quer não é? 

─ Qual é a sua cara? Esta noite não está sendo das melhores.

─ Melissa! “Ele diz como se comandasse um exercito.” - Beije o garoto!.
Antes que eu entendesse o que estava acontecendo ela me beijou e gemia passando as mãos no meu cabelo e em meus ombros.

─ Basta! “ Novamente aquela voz forte que era maior que a música que tocava. Ela parou na hora e ficou com um olhar vazio como se nada especial tivesse acontecido. Aos poucos, ela voltou para os braços dele e novamente e sorriu.

─ Porque está me olhando assim Cacá?

─ Você pode ter esse poder. Quantas dessas garotas você se apaixonou e perdeu?

─ Dane-se! 
Eu estava com raiva dele e com raiva do que ele fez a Melissa.

─ Quantas noites você sonhava com planos e oportunidades para conquistá-las?

─ Cara eu não sei o que você fez mas eu não vou deixar você sair livre dessa!

─ O pessoal agia como se nada estivesse acontecendo. Era um pesadelo só podia ser.

─ Eu posso tudo garoto!

─ Eu já disse que não! 
“Segurei o braço dele e disse:
─ Eu a amo Eu a quero da forma correta! Do jeito certo. Entendeu???

O sorriso dele finalmente cessou. Seus olhos eram vermelhos como fogo. Fiquei um pouco sem ar e fiquei tonto até que apaguei no chão.
Estava tudo escuro. Aos poucos eu escutava as pessoas gritando meu nome e minha visão estava muito embaçada, mas eu reconhecia a voz... Era ela...

─ Melissa?!

─ Ainda bem que está bem! Ficamos preocupados sua mãe ligou pra gente te procurando e encontramos você aqui. Me abraça!

Eu fiquei ali no chão abraçando e aos poucos vi finalmente onde eu estava. Perto da árvore que eu havia batido antes de ir a festa. Quando bati, devo ter desmaiado. Tudo deve ter sido um sonho. Ela estava agora comigo. Eu a beijei. E fechei os olhos. Quando abri novamente... Meu coração quase saiu pela boca.
Eu vi o cara novamente... na esquina. Ele estava lá. Me olhando...
Ela viu que me assustei e perguntou porque eu estava assim.
Eu olhei de novo e ele havia sumido. Aliviado, olhei para ela e sorri. passei as mãos no cabelo dela e perguntei.
─ Quer dançar?

─ Sim! Seria ótimo, mas antes... Antes quero me alimentar!

Não tive tempo de reagir. Melissa me mordeu com seus caninos pontiagudos e eu nem tive tempo para gritar. 
Após alguns minutos eu estava no chão. Perdia os sentidos vagarosamente e ainda pude ver aquele homem reaparecendo e abraçando a Melissa. Eu consegui ouvir bem baixo o que ele dizia.

Minha nova namorava precisa se alimentar.

O último som que ouvi, foram das suas gargalhadas.




Por: Adriano Siqueira

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

As hqs de terror e vampiros da década de 70 e 80

As histórias em quadrinhos das décadas de 70 e 80 eram muito direcionadas ao terror.
Muitos títulos eram lançados e muitas histórias de terror e vampiros deixavam muitos adolescentes curiosos com o tema.
Segue abaixo alguns títulos que existiam nas bancas de jornais daquela época.

Mais imagens de Histórias em quadrinhos de terror e vampiros nos links
https://www.facebook.com/adriano.siqueira/media_set?set=a.10153701978773977.1073741883.608643976&type=3

https://www.facebook.com/adriano.siqueira/media_set?set=a.10153704545073977.1073741884.608643976&type=3





























Histórias em quadrinhos da coleção de Adriano Siqueira