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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly - Parte 2



Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly - Parte 2
Um vocalista vampiro quer mais sangue e mais música.


Toda a banda do Johnny estavam reunidos no apartamento assistindo os comentários da TV. 
─ A banda "Johnny Bloody and The Kathakumbs" é um sucesso.
─ Com a volta do Johnny Bloody a banda será um estouro.
─ Será que Johnny é mesmo um vampiro?
─ Se for eu quero que ele me morda.

Neste momento Kate Bathorya entra no apartamento segurando um jornal e grita:

─ Desliga a TV! Johnny o que significa isso?
Kate mostra a manchete do jornal dizendo que uma garota que assistiu o show do Johnny está desaparecida.

─ O que você fez Johnny?
─ Eu mordi ela Kate.
─ Regras Johnny. Não pode morder o seu público. Isso chama a atenção da imprensa.
─ Eles me querem Kate. Em troca dou para eles o que eles querem.
─ Não Johnny. Isso vai chamar a atenção dos caçadores. Não quero problemas com isso. Vou ter que gastar muito dinheiro com os advogados agora, para poder limpar sua sujeira.
─ Que se dane a sujeira Kate. Vou dar uma volta.
─ Não se atreva a sair. Ainda temos muito o que...

Johnny bate a porta do apartamento e ela fica com os três componentes da banda. Cash, Billy e Joe.
─ Ele tem muito o que aprender. Completava Joe.
─ Johnny sabe que também somos diferentes? - Perguntava Billy.
─ Eu ainda não disse nada sobre vocês.
─ Ele vai descobrir. Cedo ou tarde. - Alertava Cash.

Do lado de fora. Johnny passeia na calçada e pensa sobre a sua nova vida. Como ele vai se adaptar. Como será a sua vida agora que ele tem que se esconder da imprensa o tempo todo. Ele olha as lojas e os carros passando no centro da cidade de Curitiba. Senta no banco da praça Rui Barbosa e fica olhando a Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões e se pergunta.
─ Será que posso entrar lá?
Johnny vai ao encontro da paróquia. Sobe as escadas e sente seu corpo tremer. Ele insiste. Chega até a porta da paróquia. Suas pernas enfraquecem, suas mãos tremem. Johnny se arrasta. ele chega até o meio do corredor da paróquia e tudo fica escuro. Ele sente seu corpo ser arrastado para fora.
Johnny abre os olhos e vê a Kate.
─ Quer cometer suicídio?
─ O que aconteceu comigo?
─ Perdeu as forças. Você é um vampiro.
─ Pensei que os vampiros não tinham medo de religiões.
─ Você é um vampiro tradicional. Não se aproxime delas entendeu?
─ E você Kate? Se é uma vampira como eu, como ficou imune?
─ Magia. Joe é o guitarrista da banda. Ele é feiticeiro. Um feiticeiro morto-vivo.
─ Um feiticeiro Zumbi na banda? E é guitarrista?
─ Você ainda não conhece todos da banda e seus poderes. Todos são especiais. Eu cuido deles faz muito tempo. Agora vamos voltar para o hotel.
─ Não ainda. Eu sou novo na cidade. Ainda é noite. Quero andar um pouco.
─ Eu entendo Johnny. Tudo é novo para você. Mas se seguir as regras pode viver mais tempo.
─ Pensei que regras eram para humanos e agora estou envolvido com regras novamente.
─ É para sua sobrevivência apenas. Se segui-las será um bom vampiro.
─ Vou pensar nisso no caminho.
─ Te vejo no hotel.
Johnny caminha por algumas ruas e escuta um grito. Ele vê um homem assaltando uma garota que está encostada em um Bondinho. Johnny grita:
─ Solta ela. Agora!
─ O assaltante pega o revolver e mira em Johnny. Ele não se intimida e continua na direção do assaltante que atira duas vezes, mas o Johnny apenas olha para os buracos na sua jaqueta e fica furioso.
─ Minha jaqueta nova!
O assaltante fica desesperado e começa a correr. Johnny aparece na frente do assaltante que esbarra no vampiro e cai no chão.
─ E-eu só queria um dinheiro. Não me machuque.
─ A garota está com a roupa rasgada.
─ E-ela deve ter tropeçado. Não fui eu.
A garota chega bem perto do assaltante e chuta a face dele.
─ Você rasgou minha camiseta. Tentou me segurar.
Ela deu outro chute na cara do assaltante e ela começou a chutá-lo. Johnny segura ela.
─ Calma. Acho que ele aprendeu a lição.
─ Ok. Eu já me acalmei.
Johnny solta a garota e ela começa a chutar o assaltante novamente e grita:
─ Agora eu estou calma. Calma! Calma! Maldito!
Johnny puxa a garota.
─ Já chega! Quer matar o cara?
─ Desculpe. E-ele rasgou minha camisa.
─ E dai? Você já está salva. Ele já aprendeu a lição. Deixa o cara.
─ Tudo bem. Eu estou bem.
─ Vou arrastá-lo para perto do Bonde. Fique aqui.
─ Certo.
─ Pronto. O assaltante não incomoda mais ninguém.
─ Nossa você foi rápido. Mas... sua boca tem sangue.
─ Ah... Eu devo ter me ferido. Tem um lenço?
A garota se aproxima e beija a boca do Johnny.
─ Isso foi inesperado.
─ Foi. Você gostou?
Johnny segura os braços da garota e a beija, logo em seguida responde.
─ Adoro surpresas. Qual o seu nome garota.
─ Betany Bay.
─ Legal. Eu sou...
─ Todo mundo sabe quem você é Johnny Bloody.
Betany o abraça e os dois se beijam por um longo tempo.



Por Adriano Siqueira

Músicas que indico para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=JPLaUkaigoo

https://www.youtube.com/watch?v=-lSeOlSL9Ec



Link para a parte 1 -
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2016/10/johnny-bloody-o-vampiro-rockabilly.html

sábado, 22 de outubro de 2016

Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly



Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly
Um vocalista falido é convidado por uma mulher misteriosa para 
fazer um show na cidade de Curitiba


A casa Noturna estava lotada. Muitos curiosos estavam por toda a rua querendo saber se era mesmo verdade. Que Johnny Bloody havia voltado. cinquenta anos depois. O cantos de Rock and Roll dos anos cinquenta havia adptado todas as músicas para o estilo Rockabilly e isso atraiu muitos fãs e conhecerem o seu novo trabalho. Agora, o nome da banda era "Johnny Bloody and The Kathakumbs".
Dentro da casa de show. Johnny tocava a sua última música da noite até que uma fã conseguiu ultrapassar a segurança, entrou no palco e agarrou o Johnny beijando-o na boca. 
Johnny corresponde ao beijo e faz um gesto com as mãos que fez com que a banda parasse de tocar.
Ele a abraça e disse para a banda tocar uma música romântica para eles.
Johnny começou a cantar e ficou olhando para os olhos da sua fã que começou a chorar. Ele passou o dedo carinhosamente no seu rosto limpando as suas lágrimas enquanto cantava e a abraçou. Ela dizia baixinho:
         
─ Quero ser sua para sempre. Me transforme. Deixe-me ser sua. 

Johnny Bloody sorria. Dançava com ela no compasso da música. Quando a música estava para terminar, suas mãos se levantam e as luzes se apagam. Muitos gritos e aplausos se confundem, mas antes que a plateia entre em pânico as luzes acendem novamente e no palco estavam toda a banda abraçada dando adeus para a platéia, mas sem nenhum sinal da garota que estava dançando com eles. Havia apenas um lenço colocado no ombro de Johnny Bloody com uma mancha de sangue.  


Dois dias antes


Johnny Blavilaqua estava em frente ao aeroporto de Congonhas na cidade de São Paulo. Seu voo era às vinte horas. Ele usava um terno azul e segurava a sua pequena mala com a mão direita. Não olhava para cima, olhava a poça d´água na rua e via o aeroporto no reflexo da água com as suas luzes que se misturavam nas pequenas vibrações da rua. Tentava lembrar quando foi a última vez que viajou de avião. Fazia muito tempo. Johnny tinha agora trinta anos. Estava sem casa e sem lugar para ficar. Seus shows não existiam mais. Seus amigos o abandonaram, sua mulher o abandonou. Tudo por causa da falta de dinheiro. Ele não tinha família. Quando faltavam alguns dias para ele ser despejado do local onde morava, chegou uma carta. Dentro havia um passaporte para a cidade de Curitiba e uma mensagem dizendo que ele iria ganhar muito para fazer um show de apenas uma noite. 
Em Curitiba ele teria seu próprio conjunto e só teria um dia para ensaiar. A principio, achou que era brincadeira dos amigos, mas como tinha um número de celular na carta, ele ligou e tudo foi confirmado. Não pensou duas vezes. Arrumou a sua mala e foi correndo para o aeroporto.
Olhava atentamente para tudo que acontecia no aeroporto. Estava procurando câmeras e pessoas que, de alguma forma, poderia estar passando por um trote de algum programa de televisão. Não encontrou nada de estranho. Seu voo já estava no horário. Entrou no avião. Era um jato pequeno. Estranhamente estava sozinho naquele voo. Isso fez com que perguntasse para a comissária que estava na porta do avião, se iria viajar sozinho. Ela disse que não. Que iria mais uma pessoa. A Pilota e o copiloto.
Johnny Ficou um pouco preocupado. Fazia tempo que viajava de avião, mas sem passageiros era a primeira vez.
A comissária saiu do avião e fechou a porta. A viagem para a cidade de Curitiba era muito rápida. pouco menos de uma hora e ele estaria lá.
O avião decolou tranquilamente, um pouco de turbulência apenas, o que é comum até chegar na rota de voo. As cadeiras do avião eram poucas. Havia apenas cinco cadeiras. Johnny colocou seus pés na cadeira que estava na sua frente.  
Nos primeiros dez minutos nada de estranho aconteceu. Até que a porta dos pilotos abriu. Johnny tirou rapidamente os pés da cadeira e arrumou seu terno. Ele olhou para a porta e viu uma mulher de aproximadamente trinta anos. O seu visual era bem parecido com a atriz Sean Young no filme Blade Runner.
Ela sentou na cadeira e olhou para Johnny. Ele estava pensativo. Imaginava as câmeras aparecendo e dizendo que tudo era um trote e que ele caiu em alguma piadinha indicada por amigos. No entanto nada disso aconteceu. Ela não sorriu. Apenas chegou perto dele e perguntou bem baixinho:

─ Pronto para deixar a sua vida passada para sempre?

Essa pergunta encheu a cabeça do Johnny de ideias loucas. Seria ela, uma assassina paga? Esse era o fim dele? Mas ele não era tão importante assim para pagarem uma passagem em um avião de luxo. Algo estava errado. Muito errado. Antes que ele desse a resposta ela continuou a falar.
─ Meu nome é Kate Bathorya. Sou uma antiga agente do cantor Johnny Bloody.
Surpreso Johnny começou a perguntar.
─ Johnny Bloody era um cantor da década de cinquenta. Você não parece ter idade para ter sido agente dele. 
─ Digamos que a idade não é problema para mim Johnny. 
Kate pega uma pasta que estava em uma outra cadeira e coloca no colo do Johnny. Ele examina a pasta e vê muitos recortes do antigo cantor de rock and roll dos anos cinquenta. Não tinha só fotos dos jornais mas também fotos da sua vida pessoal. Ele olha detalhadamente as fotos e questiona:
─ Tem muitas fotos dele aqui. Uma verdadeira raridade. Não existem fotos do enterro dele?
─ Ele não morreu. Apenas não quis mais esta vida. Se afastou do palco e é aí que você entra. 
─ C-como assim?
─ Você será o novo Johnny Bloody.
─ O que? Mas eu tenho uma carreira.
Kate bate com a mão na pasta que Johnny segurada. As fotos voam por toda a parte interna do avião. 
Ela olha para ele furiosa. 
─ Eu escolhi você. Analisei a sua vida até o seu último fio de cabelo. Você não é nada! Nunca conseguiu a fama que queria. Pois bem Sr. Johnny. Eu estou aqui para lhe dar fama e sucesso como nunca teve. 
─ Mas não sou eu! Eu não quero ter a fama de outra pessoa! 
─ Cale-se! Você não será outra pessoa. Será o único Johnny Bloody. Amanhã começa o seu ensaio. O estilo rockabilly foi adaptado em suas músicas. Será um sucesso. Serei sua agente. Tenho contatos que vai deixá-lo rico. Muito rico.
─ Isso é loucura. Vou falar com o copiloto. Não vou para uma cidade para ser um clone de alguém.
Johnny se levanta e vai até a cabine do piloto e se surpreende com uma cena macabra. O copiloto estava morto. Seu pescoço foi mordido e havia sangue por toda a cabine. Ele volta de costas e esbarra na Kate. Ela estava sorrindo.
─ O avião está sem combustível. Logo irá cair. 
E-eu... O que você fez? Isso é loucura. Vamos morrer.
─ Não Johnny. Só você vai morrer. Eu sairei daqui sem nenhum arranhão. 
─ O paraquedas? Onde está? 
─ Acho que esqueci de colocar no avião Johnny.
─ O que é que vou fazer? 
─ Morrer somente. Mas talvez...
─ Talvez o que?
─ Acho que acabou o combustível.
─ Não! Abra a porta! Vou Saltar.
─ Pode saltar. Não faz diferença.
Johnny abre a porta e a pressão entra com muita força no avião. Ele segura a porta com toda a força. A Kate fica no meio do corredor do avião sorrindo. 
─ Boa viagem Johnny.
Ele pula e fica desesperado. Seu coração estava muito acelerado. Sabia que não iria durar muito tempo. Sua vista estava embaçada. Estava tentando respirar. As luzes da cidade de Curitiba dançavam no céu. Ele ainda ouve a voz da Kate.
─ Segure minha mão Johnny. 
Era impossível. Ele devia estar delirando. Mesmo assim ele sentiu as mãos da Kate segurando as suas. Ela o abraça e diz.
─ Quer a fama ou a morte?
─ F-fama. Maldita.
Kate morde o pescoço do Johnny e tudo começa a ficar em plena escuridão. Johnny consegue escutar antes de perder os sentidos.

─ Bem-vindo a fama Johnny Bloody.

  

Indico esta música para ouvir junto com a história
Daddy'O Blitzkrieg Bop
https://www.youtube.com/watch?v=VqlkvsMF2xY