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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Aniversário do Vampiro Neculai

 



Hoje o Vampiro Neculai Desade comemora sete anos de criação do personagem.

Neculai nasceu em 20 de dezembro de 2014 por Adriano Siqueira. Temos hoje mais de 100 histórias e ele já participou de 3 livros.

Neculai é um vampiro que ataca pelo celular. 

As histórias atuais mostram o Neculai casado com a China Girl e eles tem 4 filhos. As histórias tem a participação da escritora e artista Maria Ferreira Dutra.

Em 2022 teremos um livro solo.

Parabéns para esse vampiro. 

link para as histórias:

https://contosdevampiroseterror.blogspot.com/search/label/Neculai


Música do Neculai 

Amanda Kratf

https://youtu.be/d3s9JKNVLZU




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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Uma estrela vai brilhar

 



Uma estrela vai Brilhar

Texto: Maria Ferreira Dutra


Quando sai da casa da minha amiga Margareth, me deparei com uma situação que partiu meu coração.

Um homem sujo maltrapilho me parou na rua e me pediu um dinheiro. Eu disse que não tinha. 

Ele me perguntou então, se eu podia comprar algumas coisas para ele no cartão.

Mexi na minha bolsa encontrei quinze reais entreguei. Ele e me agradeceu com um sorriso e guardou em seu bolso.  Perguntei se era o suficiente. A resposta foi que era bem pouco, mas que até o final da noite ele pretendia conseguir no mínimo uns 200 reais.

Falei para que tivesse fé e assim ele conseguiria.


Voltei para a casa de Margarete pois notei que havia esquecido meu aparelho lá. Depois de pegar o aparelho eu me despedi da minha amiga e fui pegar um taxi na Rua Dias da Cruz.  Me deparei com aquele mesmo homem em frente a um sebo. Ele conversava com o jovem vendedor e segurava um livro na mão, Perguntei se ele já tinha feito um lanche com o dinheiro que eu havia lhe dado e me partiu o coração quando ele me disse:


— Já estou acostumado a passar dias sem comer muito. As vezes consigo pegar comida em alguns lugares mas tenho que pegar filas enormes. Eu peço dinheiro aqui, ali e muitos me ignoram, a maioria das vezes verifico os lixos a procura de sobras de alimentos das lanchonetes ou mesmo latas para vender e assim ter uns trocados.

Engoli aquelas palavras com um nó na garganta.

Perguntei se ele gostava de ler  pois segurava um livro. Para a minha surpresa ele disse que lia jornais todos os dias, muitas das vezes notícias velhas pois não tinha dinheiro para comprar.

Percebi que ele estava tentando convencer o vendedor a comprar dois livros por quinze reais, mas o vendedor dizia que não podia fazer isso pois não era o dono, apenas funcionário. 

Achei um tanto perturbador um homem deixar de comer para comprar livros. Mas não entrei nesse mérito. 

Eu não sabia o motivo pelo qual ele queria levar dois livros iguais se, ele como morador de rua, só precisaria de um. O que ele faria com dois?

Mas tudo bem, mandei ele guardar os quinze reais e passei os vinte reais no meu cartão.

O homem me agradeceu, tirou um saco plástico preto de baixo do braço e dentro dele havia dois pacotes de presentes. Ele colocou um livro em cada. 

Questionei se ele daria aqueles livros de presentes para os filhos. 

— Não tenho filhos, a vida que vivo não me permite. Nasci e fui criado nas ruas, meus pais morreram quando eu tinha sete anos e uma moça moradora de rua cuidou de mim até meus quatorze anos. Ela sempre falava sobre o Natal comigo, disse que trabalhou em uma casa como doméstica e passava os natais com a família para ajudar a patroa a montar a árvore de natal e a embrulhar os presentes. Todo ano eu venho tentando juntar dinheiro para essa data tão especial e infelizmente eu tento conversar com as pessoas sobre o meu sonho e ninguém me dá atenção.

Perguntei qual era o sonho dele.

— Meu sonho é reunir um grupo de crianças em minha volta e distribuir os presentes para elas. Eu escolhi dar livro de presente pois foi o primeiro presente que ganhei na minha vida e carrego comigo até hoje. A minha segunda mãe achou num banco, um livro, "O Pequeno Príncipe", embrulhou no jornal velho que tinha estampado a cara do Papai Noel e me deu. E assim como fui alegrado naquela noite de Natal eu gostaria de ser papai noel por um dia.


— Eu fiquei sem palavras tirei o meu cartão da carteira e pedi 200 livros infantis entre eles 30 eram "O Pequeno Príncipe".  Fui numa loja de chineses ali mesmo na Dias da Cruz e comprei sacolinhas e fitas de presente e é claro subistitui o gorro preto, sujo,  pelo gorro vermelho. Comprei um sino,  uma lousa branca com umas canetas e escrevi.


"Ajudem um Papai Noel a ser feliz. Retirem seu presente aqui e me deem um abraço.

Desejo de um Papai Noel!"


Escrito por Maria Ferreira Dutra. 


Sempre que puderem, ajudem um morador de rua com qualquer quantia. Eles também sentem fome frio e falta de carinho e amor.


Rio de Janeiro 1O  de  dezembro de 2021





Assistam a Vídeo história chamada "Uma Estrela vai Brilhar" com texto de Maria Ferreira Dutra @_maria_dutra_ , Narração de Sérgio Pires @sergiopires83 e Edição de vídeo e com artes inéditas adicionais de @adrianosiqueiraescritor


aasista neste link:


https://www.instagram.com/tv/CXo_wj0gwCh/?utm_medium=copy_link


Uma história emocionante que mostra com eficiência o Espírito de Natal 


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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

O sorriso da fada. Conto Lgbt

 




O sorriso da fada - Conto Lgbt 

Arte e texto

Adriano Siqueira


Meu nome é Raquel. Estou bem aqui na porta de casa para observar o pequeno casulo que está no meu quintal. faz mais de 20 anos que espero esse momento.

Desde que comprei esse terreno eu sabia que ela estaria lá e nasceria naquele local.

Limpei todo o terreno... Deixei apenas aquele arbusto com aquele casulo.

Sabia que logo era iria sair.

Montei uma cabana bem na frente para vigia-lo com mais tranquilidade. Ficava dias sentada esperando apenas um movimento que só acontecia de 15 em 15 dias.

Nada mais me importava.

Então em um dia de chuva, o casulo se mexeu mais do que nas semanas anteriores.

finalmente pude ver aquela fada. ela levantou os braços para cima e bocejou como se tivesse acordado de um longo sono.

Ela me viu... Não se assustou... pelo contrário. Ela sorriu ficou me admirando um pouco e quando me aproximei ela piscou pra mim. começou a subir nos galhos até que finalmente partiu voando.


Hoje, eu tenho 40 anos e ainda não esqueci aquele sorriso.

Uma notícia no jornal diário me chamou a atenção. Vampiros existem!

Isso me deu uma grande ideia. Se os vampiros existem então eu posso me tornar um e assim terei mais tempo para esperar e ver novamente o sorriso daquela fada.

Depois de muita pesquisa consegui chegar em um lugar aonde havia um provável vampiro.

Ele me deixou entrar. Não parecia rude e nem severo. Pelo contrário ele me entendeu perfeitamente quando lhe contei sobre o sorriso daquela fada e da minha paixão por ela.

O vampiro só pediu sangue em troca da minha eternidade como um ser noturno.

Em poucos dias eu havia me tornado uma vampira.


Eu estava muito safisfeita com o resultado. Me senti muito jovem e poderia esperar pela eternidade a volta daquela fada.

Desta vez, tive a ajuda do vampiro que me deixou um pouco do sangue dele e joguei no casulo e isso acelerou o processo. Cinco anos esperei até que ela finalmente voltou.


Sua beleza permanecia intacta mas ela não tinha mais o tamanho da palma da minha mão, ela ja tinha o tamanho de um ser humano normal.

Seu sorriso era tão lindo que se eu fosse uma humana normal teria morrido do coração de tanta emoção.


Ela percebeu que eu havia me transformado em vampira. Isso a deixou feliz pois queria passar os seus dias comigo pois eu à vi nascer.

Passei os melhores dias da minha vida com ela. foram pouco menos de 5 dias mas foram inesquecíveis.


Ela morreu em meus braços. Aos poucos, vi o seu sorriso desaparecer lentamente. Eu chorei muito naquela noite. Minhas lágrimas de sangue caíram em seu rosto e suas lindas asas. Ao menos tentei me manter com ela a cada minuto e aproveitei todos momentos aos seu lado.  Neste dia eu morri com ela. 


Enterrei seu corpo perto do arbusto de onde ela havia nascido. E fique lá com ela.

A minha dor continuará eterna. Mas depois de um tempo percebi que estava nascendo outro arbusto aonde o corpo da fada foi enterrado e talvez, em alguns anos... Um novo casulo estará se formando.

Meu sorriso voltou. Havia esperança. 


A fada vai nascer novamente e eu estarei aqui pela eternidade esperando por sua volta.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Dóris - Conto de terror Natal

 




Arte 

Maria Dutra



A Lenda do presente fantasma

Texto: Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra



Era Noite de Natal. A família Diagonês fizeram todos os preparativos para as entregas dos presentes. As oito crianças queriam logo abrir os pacotes e brincar com todas as supresas que garanharam. 

A mãe da Sara organizou a festa de abertura dos presentes e assim colocou as crianças para receberem primeiro. 

Todas abriram os seus presentes e brincaram lá mesmo na festa na companhia de doces e sucos. 

Eles subiram para o quarto de Sara e depois de brincarem bastante o Roberto disse que queria contar uma história sobre presentes.

todos brincavam com seus amigos, mas ouviram atentamente a hístoria do Roberto.


Nessa mesma rua que tem o nome de Joaquim Roseira. morava uma menina de oito anos chamada Dóris. Ela adorava brincar mas era muito brava e briguenta e sempre queria os melhores presentes. 

Na noite de Natal ela se reuniu com as três amigas e todas receberam presentes. Muitas garotas ficaram felizes com o que receberam. Mas quando chegou a vez da Dóris ela abriu o presente e tinha apenas uma pequena agenda e três lápis de cor. As amigas começaram a rir e disseram que ela merecia por ser muito exigente. 

Dóris se levantou, pegou os três lápiz e disse que iria matar todos que davam porcarias de presentes.

Ela enfiou o lápis na garganta da Lívia e o sangue escorreu pela roupa toda. Dóris tentou aguarrar as outras duas amigas mas se enroscou nos papéis de presentes e as luzes da árvore de natal causaram curto circuito e a árvore começou a pegar fogo e o papel de presente colorido colaram na sua pele e rosto. Ela gritava. Mas não era de dor, gritava de ódio.

 

Os adultos chegaram e apagaram o fogo.

O corpo da Dóris teve muitas queimaduras e os laços do presente pelo corpo todo e também o plástico e papel se juntaram com sua carne. 


Roberto passava o lenço na sua testa. todos ouviram a história e ficaram paradas imaginando o terror daquela cena. 


Os oito amigos ouviram gritos que vinham da sala.

Eles desceram. Parecia que só tinham meias nos presentes. Roberto apontou para o fantasma.


— Vejam! A Dóris está aqui!


As caixas de presentes estavam vivas. agarravam os humanos e as fitas de embrulho os enfocavam no teto. A Dóris andava com o corpo de papel de presente laços e o rosto desforme. 


— Mais presentes. — Eles são meu presentes...


A Dóris olhava para as  crianças e disse:


— Quero eles de presente também.


As caixas e fitas começaram a correr em direção das crianças.


Roberto levou um presente para a Dóris. O Fantasma parou por um momento. Ela olhou a caixa colorida e tomou da mão do Roberto. 


Era um par de brincos de estrelas de cristal. 


Dóris gostou tanto que começou a experimentar. Ela sorriu e foi até o espelho. Só que ao ver o seu rosto ela gritou de ódio, pois agora ela era um monstro. 

Antes dela voltar a atacar, Roberto tomou os três lápis da mão da Dóris e enfiou no pescoço dela. 


Dóris desapareceu. e todos na sala estavam salvos da Maldição dos presentes.




Adriano Siqueira e Maria Dutra

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Conto - Arte Assombrada

 


A arte assombrada

por Adriano Siqueira


Ednelson era um apaixonado, mas era timido, inseguro e retraído. Ele não saia com ninguém. Se sentia bem apenas dentro do seu quarto.

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Ele tirava fotos pela janela das mulheres que passavam na rua. Em seguida as pintava dentro de um coração. Ouvia a música "Paint of my Heart" do conjunto The Cult.

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Quando o quadro estava pronto a pintura saia do quadro e passavam a noite juntos. Apenas uma noite.

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Com o tempo. Ele chegou a pintar 100 quadros, até que um dia recebeu uma ordem de despejo. A casa seria demolida por estar muito antiga e perigosa. Ednelson não sabia o que fazer. Ele tinha medo de que a magia não funcionasse mais.

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Acreditava que a magia estava na casa. Porém não havia outra maneira. Ele pegou as coisas que mais usava e colocou em seu carro. Ele raramente saia para as ruas.

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Uma mulher passou por ele e o viu segurando um quadro que parecia ter o seu rosto. A obra estava rasgada, mas mesmo assim ela perguntou se ele poderia fazer um quadro dela. E ele aceitou.

depois que a casa foi demolida.

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Nunca mais Ednelson teve aquela magia. Mas até hoje ele é considerado um grande pintor e trabalha diariamente. .

Por Adriano Siqueira


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Conto de vampiro - Maria Dutra

 



—Boa noite rapaz!

—Boa noite moça.

—Você vem sempre aqui?

— Só quando procuro algo para beber.

—Então somos dois, você pode pagar um vinho para mim.

 —Não , não  posso! Vai amolar outro. Saia de perto de mim.

—Eh! Já vi que você não está a fim de conversa. Eu tinha uma coisa boa para te oferecer em troca de uma bebida e quinhentos  reais. Mas parece que você não está pra diversão  hoje. Vou procurar  outro cliente. 

—Já te pedi pra me deixar em paz! Não quero nada com você nem com nenhuma garota. Só vim beber um pouco mesmo.

.—Calma! Me ponha no chão meu pescoço  está doendo! Quase não consigo falar.

—Maldita mulher! Saia da minha frente ou eu, eu. 

—Cara beber você não bebeu, mas deve ter cheirado algo pesado, tu está com os olhos vermelho como fogo, consigo até sentir o fogo dos seus olhos me queimando. Tu não está normal.

— Você acredita em desejos?

— Claro que sim bonitão é tudo que os homens vem buscar aqui. Diferente de você que veio beber e tá segurando a grana. Aqui ninguém faz nada de graça não. Nem conversar é de graça. Mais uns cinco minutos aqui com você eu já te cobraria uns 200 reais por ter a minha atenção. Vai pagar? Se não pagar já estou indo. 

—Não vá! Eu te desejo, te quero, preciso de você.

— Eu sabia que você não resistiria aos meus seios fartos, asinhas cochas grossas e firmes. Meus glúteos avantajados não passam  despercebido. Vamos pro quarto.

— Dance pra mim garota, dance enquanto eu te aprecio da cama. Você terá um único momento comigo e irá sentir o que é o prazer de alguém que está a duas semanas sem beber um gole, uma única dose. Dance , Dance. Estou ficando excitado.A minha saliva está ficando grossa, te desejo de mais.

— Você gosta assim, danço bem prefere que eu tire a lingerie ou curte com ela.

—Prefiro que tire, jogue aqui na cama, vou precisar dela. O cheiro está bom. Agora Dance. Dance estou no clima.

— Se vira de costas e continue dançado, feche os olhos que eu já estou chegando.

—Aí! Que mãos fortes você tem! E quentes também. Sabia que o clima entre a gente iria esquentar. Agora me beija, me beija e me deseja. 


— Claro!  Só preciso de uma bandeija. 

—E pra que você  precisa de uma bandeija? Aí! Você me machucou! Você me mordeu. Aí! Solta o meu cabelo. O que é você?

—Calma que agora vai ficar indolor. Deixa eu tomar o seu líquido precioso. Que aroma  Mara maravilhoso. 

— O que está acontecendo comigo? Acho que vou desmaiar.

— Não desmaiei agora quero que veja isso. 

— Ah não socorro.


Katacana


— Poxa vida sujou a minha lâmina com o sangue. Nada melhor que me embebedar em seu sangue. Você sabia que você é a minha terceira vítima essa noite? Não? Não sabe! Tadinha! Morreu. Preciso pegar a bandeija e fazer a devolução na cozinha. Opa! quase esqueço o meu troféu. 3 calcinhas em uma noite. Estou ficando viciado. E essa tem uns bordados de coração bem detalhado. 


— Boa noite senhor! Não deveria estar nesta área. Ela é restrita.

— Mas eu só vim deixar a bandeija pra facilitar o trabalho de vocês.


– Aaaaaah!

— O que houve?

— A cabeça, a cabeça da Rafaela está na bandeija Fernado.


—Segurem esse homem, Ele é um assassino.


E o vampiro colecionador de calcinha sumiu naquela multidão.


Ninguém o encontrou.


O colecionador de calcinhas

Por Maria Ferreira  Dutra.

@_maria_dutra_

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Conto para ouvir - de Adriano Siqueira - O Fotógrafo

 




Uma história de Terror e suspense para ouvir

O Fotógrafo de túmulos 

Texto de Adriano Siqueira 

Narração de Daniela Abreu 

Instagram @assustadoramente_podcast


Escute no link abaixo. 

https://open.spotify.com/episode/5voBWU6tDD1oIsVQxZLrnQ



domingo, 31 de outubro de 2021

A pensão - por Adriano Siqueira

 



A Pensão

texto: Adriano Siqueira


Adilson Sales tinha 52 anos. Ele estava segurando apenas uma pequena mala em frente a uma pensão. O dono se chamava Ulisses. 

Adilson pagou e o Ulisses e ele deu as chaves do seu quarto, era número 46. 

Antes de entrar no quarto, ele viu o dono dar dinheiro para algumas pessoas. Ulisses percebeu que o Adilson viu e ele disse que trabalhavam pra ele, cortavam a lenha pra abastecer a fornalha pois não usava eletricidade no chuveiro. 

logo em seguida o dono disse que precisava sair agora e deu o número do celular caso precisasse. 

Adilson estava cansado e adormeceu. 

Ás duas da manhã ele escutou homens batendo forte na porta do seu vizinho. Gritos de desespero e tiros eram ouvidos. Adilson se escondeu debaixo da cama e ligou para o Ulisses e ele escutou o celular no quarto do vizinho tocando. O dono do local estava lá e bateu na porta do Adilson dizendo que estava enfrentando um cachorro louco e não era para ele sair. O Dono os homens embrulharem e jogar na lareira. 

Ulisses deu três pílulas para Adilson tomar dizendo que era para dormir. Adilson tomou e ele viu um rabo de peixe do tamanho de um metro passando por trás do Ulisses. Antes de questionar, o Dono trancou a porta dizendo que era para protegê-lo. 

Adilson acordou de manhã. Ele gritou para alguém abrir a porta mas ninguém respondeu. Foi até a janela e desceu pelo telhado e pulou uma distância de dois metros até o chão. Muitos homens estavam mortos e alguns eram aberrações. Homens e animais misturados. 

Ulisses apareceu no corredor e agarrou o Adilson Seus braços eram de um polvo. Um homem lobo atacou o Ulisses e isso fez o Adilson se soltar a luta foi feroz.

Dois homens com rostos de cachorros começaram a morder o seu braço. Ele pegou uma pá e bateu até largarem o Adilson que correu para o ultimo andar. Ele encontrou um homem deitado e coberto. Disse que era um soldado e que esse lugar era do governo. faziam testes com humanos ele estava preso lá. Ele dizia para não tomar as pílulas. Elas transformavam humanos em monstros. 

Adilson disse que já era tarde, que já havia ingerido as pilulas.

Ele queria ajudar o soldado a sair de lá mas quando tirou o cobertor ele viu que era meio homem e meio serpente.

O homem serpente disse que a pensão tinha explosivo em todos os quartos mas o detonador estava com o Ulisses. Ele precisava achar e explodir tudo ou esses  monstros destruiriam a terra. 

Adilson corrreu para achar o Ulisses mas só encontrou pedaços dele pelo caminho. o homem lobo agarrou o Adilson e aos poucos Adilson começou a se tranformar. Ele pensou que agora seria um Leão ou um grande gorila. Mas apareceu um bico de cegonha em seu rosto. Adilson gritava de dor. O Sangue tomou conta do chão caiu tonto. Ele viu o detonador no cinto do Homem Lobo. quando o lobo virou a cabeça do Adilson para o lado. Ele usou seu bico e foi diretamente no botão de ignição do detonador e toda a pensão começou a explodir.

Nada restou.


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sábado, 30 de outubro de 2021

Um Gosto de Maldade - conto de Adriano Siqueira

 



Um Gosto de Maldade

Texto: Adriano Siqueira


No reino de Balius, o jovem rei Edmus passeava com seu cavalo pela floresta. Era um rei solitário e seguia uma grande lista de tarefas diárias, embora em seu castelo quase não houvesse moradores. 

A comida vinha de castelos estrangeiros, pois o seu pai, antes de morrer, fizera um tratado para que reis vizinhos auxiliassem na manutenção do seu castelo. Mesmo assim, o povo aos poucos foi migrando e o jovem rei, com um reduzido número de súditos, ficou em seu castelo para recepcionar os visitantes, coisa que quase nunca havia.

Ele gostava de passear na floresta e admirar a beleza da natureza. Naquele dia, ao se aproximar do lago, percebeu que havia alguém lá. Desceu do cavalo e se aproximou. Era uma jovem atraente que nadava sorrindo, encantada com a beleza da cachoeira.

Ela viu o jovem rei, mas, em vez de se esconder, sorriu para ele e disse que seu nome era Diara, e perguntou se ele se importava que ela usufruísse da beleza da sua floresta.

Impressionado com a linda mulher e também por ela saber quem ele era, Edmus respondeu que hóspedes eram sempre bem-vindos.

Com um sorriso tímido, ela foi até as suas roupas, secou-se e se vestiu. Depois de pronta, caminhou até o rei, abraçou-o e o beijou profundamente. Em seguida, disse que era a primeira vez que beijava um rei, e que seria um sonho conhecer o seu lindo castelo.

O jovem soberano estava encantado com a mulher. 

Fazia muito tempo que ele não conhecia uma moça tão bonita e alegre. Colocou-a no cavalo e a levou para seu castelo.

Ela passou um bom tempo nas muralhas, examinando os canhões, comentando que era uma grande conhecedora de armas. Quis saber se todos estavam funcionando, ao que o rei disse que sim, embora fizesse muito tempo que não eram usados. Seu castelo era o maior de todos os seis da região e no passado teve forte participação em guerras por causa do arsenal que possuía.

Diara ficou muito feliz ao ter aquelas informações e explicou que era uma rainha de um castelo pequeno e sem muita proteção. Disse ainda que havia inimigos interessados em tomar seu território, mas, para chegarem até lá, teriam que passar pelo castelo dele primeiro. Por isso, ela tinha viajado para conhece-lo.

— Seu castelo pode ser muito importante para proteger meu povo — explicou a rainha.

O rei ofereceu sua proteção e ela o abraçou e beijou em agradecimento. Pegou-lhe a mão e pediu para conhecer o seu quarto. Ele, sorridente, a levou. E lá passaram uma noite inteira, completamente mágica e maravilhosa.

Na manhã seguinte, ela partiu para o seu castelo, explicando que traria alguns soldados para ajudar na vigilância das muralhas de Edmus.

Ele esperou ansioso pela volta da adorável rainha e relembrou a noite que passaram juntos.

Alguns dias depois, ela voltou acompanhada por um bom número de soldados. Os portões foram abertos e eles entraram, deslocando-se rapidamente para as muralhas.

Ela segurou a mão do rei e o levou para dentro do castelo, perguntando onde era o calabouço. Edmus pegou as chaves e a levou para conhecer a parte de baixo do castelo. 

Quando chegaram lá, a rainha lhe pediu um favor:

— O exército inimigo se aproxima — disse com voz doce, fazendo a mente do homem ficar nublada. — Fique aqui esta noite. Não quero que nada de mau lhe aconteça. Dentro do calabouço, estará protegido, e depois que tudo acabar, voltarei para lhe soltar.

A voz da rainha o influenciava de maneira tão poderosa que ele lhe deu total razão.

— Meus soldados são ótimos guerreiros e vão ajudar os seus, que são fracos e sem experiência, a derrotarem os inimigos — acrescentou a mulher.

Edmus chegou à conclusão de que em uma guerra assim, ele realmente não teria chances. Como confiava nela e no amor que eles tinham, concordou sem questionar e entrou na cela, sendo trancado. Ela mandou-lhe um beijo e disse para não se preocupar, pois logo estariam juntos.

Do calabouço, o rei escutou toda a batalha. Gritos e destruição. Cheiro de fumaça tomou todo o castelo. Foi assim por um bom tempo. 

Aos poucos, tudo foi se acalmando. Os gritos de vitória eram ouvidos por todos os corredores do castelo. Os soldados riam e comemoravam, batendo copos e pratos, comendo e bebendo. Edmus chegou a gritar o nome da amada, mas foi em vão. 

Ela não responde por causa do barulho, disse a si mesmo.

Tempos depois, um dos soldados da rainha apareceu, trazendo comida e bebida para Edmus, que ordenou ao soldado que chamasse a rainha para tirá-lo de lá. No entanto, o soldado o aconselhou a comer e não se preocupar, pois logo ela estaria lá. Sem alternativa, o soberano do castelo esperou.

A noite foi muito longa e o frio o incomodava. Então, finalmente, escutou passos.

Era ela, sua amada, sorridente. Ficou na porta e disse que estava feliz em vê-lo, mas que ainda não podia libertá-lo, pois temia serem atacados novamente. Disse também que estava muito cansada e precisava dormir. Ele sabia que fora mesmo um dia cansativo para a rainha e a deixou ir dormir sem reclamar ou fazer exigências.

No dia seguinte, Edmus acordou com a chegada de sua primeira refeição do dia trazida pelo mesmo soldado que o tinha atendido no dia anterior e que montava guarda na entrada do calabouço. O rei queria ter notícias da amada. O soldado disse que ela estava dormindo e que, quando acordasse, viria libertá-lo.

Edmus ficou ansioso e comeu seu café da manhã apressado. Na hora do almoço, o soldado trouxe outra refeição. O rei ficou enfurecido; queria saber onde estava Diara, mas seu carcereiro explicou que ela tivera que ir urgentemente para seu castelo, avisar aos súditos que estava tudo bem e que não teriam mais o que temer. Edmus achou a justificativa coerente, mas ordenou que a cela fosse aberta. 

Soube então que a chave estava com a rainha e que, antes de ir, ela dissera que o amava e que, quando voltasse, eles iriam para o quarto.

O rei ficou esperançoso e aguardou a volta da mulher. 

Mas ela não apareceu naquela noite. Mais um dia nasceu e o soldado disse que talvez ela estivesse cansada da viagem e que, por isso, precisara ficar em seu castelo para repousar. 

Edmus continuou esperando, fazendo planos para o futuro, pois sabia que seriam felizes para sempre depois que ela voltasse.

O jovem rei estava quase dormindo quando escutou uma gritaria. Lá fora, os soldados anunciavam que a rainha estava chegando. Edmus levantou-se e correu para as barras da grade. Finalmente a veria. Toda a espera valeria a pena. 

Mas quem apareceu foi o soldado de sempre, anunciando que Diara tinha trazido sua corte e que estaria no calabouço o mais rápido possível. O rei sorriu. Sabia que ela tinha um bom coração e que estava apenas mostrando para o seu povo um pouco dos requintes do castelo.

Depois de meia hora, ela chegou contando da alegria do seu povo em saber que tudo estava resolvido e como estavam gratos a ele pela ajuda, assim como ela. A rainha também explicou que seus súditos dependiam muito dela para tudo e, com isso, suas energias estavam acabadas. Então ela pediu mais um favor: precisava ir para o quarto sozinha e dormir para recuperar suas energias. Prometeu que, logo de manhã, ele poderia sair e se arrumar para que os súditos vissem o senhor daquele castelo bem limpinho e arrumado.

Edmus pensou que mais uma noite não faria diferença. Afinal, ele realmente estava precisando tomar um bom banho e se arrumar, pois queria passar uma boa impressão para a corte da sua amada. E também queria que ela descansasse bastante, pois sabia que era esforçada e só estava fazendo o melhor para todos. Ele agradeceu pela atenção e, com um “boa noite”, despediu-se dela. A rainha sorriu e disse que ele era tudo para ela, e que atenção e carinho eram o mínimo que ela podia lhe dar. 

— No futuro, tudo será maravilhoso para nós dois — ela prometeu e se foi.

Edmus ouviu muita gente falando sobre o castelo de sua janela no calabouço. Muitos elogiando cada canto e alguns parabenizavam Diara por conseguir um bom lugar para morarem. Ele ouviu aquilo e tentou imaginar o que os tinha levado a pensar tal coisa. De qualquer forma, tudo se resolveria com a sua aparição, e o engano seria desfeito.

No dia seguinte, o soldado chegou acompanhado de outro que Edmus não conhecia, pois até então apenas um único soldado o atendia. A cela foi aberta e, quando o rei perguntou onde estava a sua amada, ele respondeu que a rainha se encontraria com ele no lago onde tinham-se visto pela primeira vez. Contudo, precisavam partir naquele mesmo instante, pois assim ninguém o veria sujo e desarrumado daquele jeito. O monarca agradeceu e, com muita alegria, seguiu com a escolta.

Quando chegou ao lago, ele retirou as roupas para se banhar e esperar por sua adorada Diara. Notou que os soldados que o escoltavam tinham sacado suas espadas e mantinham os olhos fixos nele, mas o jovem rei sabia que estavam lá para protege-lo.

Dali a pouco, notou que os arbustos se mexiam. Vários guerreiros apareceram e degolaram os dois soldados da rainha.

Assustado, Edmus observou os homens por alguns segundos e reconheceu um deles. Era Klinton, um nobre que vivia no castelo mais próximo e seu amigo desde a infância.

Klinton o chamou para ir até ele. O jovem rei obedeceu, embora temesse por sua vida, afinal, os homens daquele lorde tinham acabado de assassinar os soldados que o protegiam. Ao mesmo tempo, também se preocupava em como justificaria à amada o erro que o amigo cometera ao matar seus soldados.

Klinton explicou que Diara era uma bruxa que tinha o dom de escravizar os reis com sua voz doce, e com isso já tinha dominado vários castelos, enfeitiçando não apenas os reis como também seus soldados, e formando um exército cada vez maior que usava para aumentar seu império, e acrescentou:

— Notando que seu castelo está praticamente vazio, ela planejou a invasão.

— Isso é um grande engano. Ela é uma boa pessoa é só pensa na justiça e no amor.

Klinton balançou a cabeça.

— Recentemente, ela conquistou um castelo ao norte. Convenceu o rei a ir para o calabouço e enfeitiçou os súditos com sua voz. Ninguém foi lá para socorrê-lo e o rei morreu à míngua.

Edmus começou a andar de um lado para o outro, as mãos passando pelo rosto. Seria verdade que sua amada era uma feiticeira capaz de matar a sangue frio?

— Ela o enganou — Klinton insistiu.

— Não é possível!

O amigo então revelou que o exército com o qual Diara guerreara recentemente fora o dele.

— Viemos para salvá-lo, meu amigo. Perdi mais de 100 homens na primeira batalha e tive de recuar, mas agora há pouco investimos novamente e conseguimos tomar o castelo. 

Como seu corpo não foi encontrado, interroguei alguns soldados de Diara e os forcei a revelar seu paradeiro. Com isso, fiquei sabendo que alguns homens da feiticeira o tinham trazido para cá com a intenção de matá-lo. Corremos até aqui para salvá-lo. Ainda bem que chegamos a tempo.

Estupefato, o jovem rei mirou os dois soldados mortos. Tudo começava a fazer sentido. A megera não tinha qualquer intenção de vir ao seu encontro. Ela tomara seu castelo e agora o queria morto. Se Klinton não tivesse vencido, ela estaria naquele mesmo momento elaborando planos para invadir mais um castelo.

Edmus disse com bravura que acabaria com tudo aquilo de uma vez. Aquela loucura teve início por sua causa, e muitos homens morreram porque foi ingênuo. Indiretamente, ele a ajudara a assassinar soldados de seu amigo, o que o tornava cúmplice.

Diara precisava pagar por todos os seus crimes.

Os dois reis e seus soldados voltaram para o castelo. 

Para sua surpresa, quando os soldados abriram os portões, Edmus viu a feiticeira já capturada e presa por correntes. Ela tentou correr para abraçá-lo. Parecia preocupada e assustada, mas ele já não acreditava nela. Dessa vez, estava consciente do que a rainha era capaz.

Ela então implorou que fossem conversar no quarto, longe da multidão, mas o rei sabia que não passava de um truque e que Diara queria que ficassem sozinhos para encantá-lo mais uma vez. Ele não perdeu tempo e anunciou que já sabia de tudo, inclusive sobre os soldados que o acompanharam até o lago com ordem de matá-lo, ao que ela rapidamente respondeu que deviam ser espiões infiltrados, e jurou estar aliviada por vê-lo vivo, assim poderiam ficar para sempre juntos como ela havia sonhado.

— Chega! — interrompeu ele. — Pare!

Lágrimas rolavam pelos olhos da mulher, e ela o abraçou.

— Eu te amo! — afirmou. — Sempre quis você comigo, mas tive que fazer isso pelo meu povo. Não tive escolha! Queria acabar com isso faz muito tempo, mas os mais velhos do meu povo querem que eu continue. Não queria que te ferissem, por isso o afastei deles. Tentei protegê-lo, mas tudo ficou fora do controle. Eu não enviei aqueles soldados para matá-lo. Nem mesmo sabia para onde o tinham levado. Por favor, acredite. Eu o amo, nunca quis fazer mal a você. Amei a nossa noite juntos. Se eu não tivesse essa vida, aceitaria ficar com você para sempre.

Klinton segurou os braços da rainha.

— Renda-se, bruxa. Não vai vencer dessa vez. Meu exército é quatro vezes maior que o seu. Seus homens estão presos e o castelo cercado.

— Sinto muito — sussurrou a mulher para Edmus, e afirmou que estava pronta para ser julgada, mas sempre levaria no coração aquela noite em que estiveram juntos. 

Inclinou-se para beijá-lo, chorando, mas Klinton não permitiu, com medo que ela enfeitiçasse seu amigo mais uma vez.

Diara foi levada pelos homens de Klinton para junto dos soldados presos e da maligna corte da rainha. Todos eles partiriam naquele mesmo dia e ela seria julgada em outro reino. 

Na hora da despedida, Edmus foi falar com seu amigo, que estava do lado de fora do castelo junto com todo o seu imenso exército. 

— Eu faria tudo para tê-la — confessou o jovem rei, muito triste e abatido. — Ela foi muito pressionada pelo seu povo. A sua beleza e a sua sedução foram usadas como armas para conquistar o mundo para seus súditos ao ponto dela perder o controle da situação. No fundo, acredito que falou a verdade, queria me poupar.

Klinton colocou a mão em seu ombro e disse:

— O mundo não deveria condenar quem ama. Mesmo que o amor toque seus corações tarde demais.

Edmus não entendeu muito bem sobre o que o amigo estava falando, mas se surpreendeu quando Klinton entregou a ele as rédeas do seu próprio cavalo.

— Lembra da casa no meio da floresta em que brincávamos quando crianças? Do meu pai? Mandei meus soldados levarem Diara para lá. Vá! Vocês poderão viver em paz ali.

Edmus montou no cavalo e correu para o local. 

Chegando lá, viu que a adorável rainha o esperava. Eles se abraçaram e se beijaram. Juntos, entraram na casa para viverem o seu sonho.


Escrito por Adriano Siqueira


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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Noite sem fim. Uma historia de terror



Arte: Adriano Siqueira


Noite sem fim

por Adriano Siqueira


Já estava na hora de ir. Arrumei a minha gravata e coloquei meu terno. Eu prefiro trabalhar à noite gosto de usar o dia para fazer as minhas coisas. Além disso, não gosto de acordar cedo.

Beijei o meu amor que já estava deitada.

─ Boa noite amor!
─ Boa noite querido... Não esqueça de trancar a porta.

5 horas mais tarde.

─ Finalmente querida! Estou em casa!

Quando vi o rastro de sangue pela casa me apavorei. Corri para o quarto e vi o corpo da minha amada jogado na cama com a cabeça na beirada e pescoço completamente destroçado.
Que criatura poderia fazer isso com alguém? Eu a peguei no colo e gritei desesperado por ajuda foi quando vi um vulto na janela e corri para ver quem era mas não havia ninguém. Apenas um morcego que voava para outro prédio.
Novamente eu segurei meu amor e por alguns instantes eu vi os seus olhos abrirem. Eles estavam bem abertos e eu me apavorei. Será que ela ainda estava viva? Lucy? Lucy olha pra mim!
Ela olho mas não como eu esperava. O seu rosto estava carregado de ódio e raiva. Suas mãos me arranhavam para me agarrar eu lutei muito para sair do seu abraço. Quando vi os dentes salientes e pontiagudos fiquei desesperado. Ela havia se transformado em um monstro. Um demônio.
Corri para o banheiro e me tranquei lá. A porta recebia todo o impacto do seu corpo. Eu escutava seus berros e as suas unhas rasgando a porta como papel.
Tinha que pensar rápido. Procurei tudo que eu podia usar como arma no banheiro. Achei uma escova de limpar as costas. O seu cabo era de madeira então o quebrei e logo em seguida arranquei a cortina do box e coloquei na frente da porta. Arranquei os fios de 220 volts do chuveiro e puxei até o chão. Liguei o chuveiro a água entrou em contato com os fios.
Lucy consegue arrebentar a porta mas se enrosca na cortina que a faz desequilibrar e cai na água eletrizada pelos fios e recebe um choque.
Antes que ela pudesse se levantar, eu enfiei a madeira até atravessar o seu peito.
Seu corpo chamuscava e sentei no chão exausto. Faltavam apenas alguns minutos para amanhecer. Olhei para as minhas mãos, elas estavam cheias de sangue e tremiam muito.
Meu amor foi embora mas pelo menos o monstro não existe mais.
Exausto, eu andei como pude para a cama e cobri todo o meu corpo até a cabeça para acabar com a tremedeira.
Foi quando eu ouvi uma voz feminina que vinha da janela em cima da cama onde eu estava...

─ Finalmente o seu marido foi embora e agora podemos terminar o que começamos.

Ela flutuava por cima de minha cama e foi se aproximando como um verdadeiro anjo da morte.
Eu não tinha como escapar.



Por Adriano Siqueira

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Anjo Protetor -conto




Arte Abstrata de 
Maria Ferreira Dutra


Anjo protetor
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Cristina trabalhava no mercado. Era a caixa do local na parte noturna. Um anjo sempre aparecia para protegê-la desde que a sua avó tinha lhe dado um medalhão com um anjo chamado Eliah. Isso foi a 15 anos. Ela falava com ele todas as noites e Eliah se apaixonou por ela.
.

Uma noite um assaltante armado, e mau humorado, entrou no mercado e rapidamente obrigou a Cristina a entregar o dinheiro.
.

Eliah não demorou em proteger a sua amada. Pegou um pano de um metro azul e vermelho e cobriu o rosto do assaltante e ela o empurrou para fora.
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Cristina se ajoelhou e chorou segurando o medalhão. O anjo colocou a mão no ombro de Cristina, ela sentiu e a segurou
.

Depois de muitos anos, Cristina viu que Eliah, o seu anjo e o abraçou.
O pano que salvou a vida da cristina foi emoldurado e pendurado em sua parede.
.
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Revisão sugestão de pauta e Arte: Maria Ferreira Dutra - nome "luto"
Desenho, texto: Adriano Siqueira


sexta-feira, 13 de março de 2020

A Hora dos Gárgulas




A Hora dos Gárgulas

Por Wellington Purcino e Adriano Siqueira

- Tirem os carros da Avenida!

Daniel Santini era o caçador licenciado pelo governo para resolver casos sobrenaturais, dentre muitos era considerado o melhor ainda vivo.
  O MASP da Avenida Paulista, estava infestado de Gárgulas, de alguma forma essas criaturas da idade medieval estavam na avenida, atacando e destruindo carros e ônibus que por ali passavam. Era Algo completamente sem explicação para muitos, não para Daniel S.
  Todo o Trânsito estava sendo desviado para a Alameda Santos, porém como a rua era muito estreita, o pânico aumentava rapidamente, era um horário onde haviam muitos carros, ônibus e pedestres, isso as três da tarde de uma quarta-feira.
  Alguns carros estavam completamente destruídos, dificultando ainda mais a locomoção, deixando assim muitos outros sem opção para onde fugir.
  Daniel passou correndo pelo vão-livre e entrou no prédio, como tinha completa autoridade, mandou que todos saíssem o mais rápido possivel, sabia exatamente o que estava fazendo.
  Movendo-se rápido e sem parar, foi até  o centro do museu onde havia uma caixa antiga de madeira, de dentro da caixa arrancou um medalhão de ouro, todos os Gárgulas caíram no chão, restando somente grandes Mármores quebrados em centenas de pedaços.



Daniel guardou o medalhão no bolso e com muita calma levou a caixa antiga para fora do Museu, colocou álcool, disse algumas palavras em Francês e ateou fogo.
   
  Patricia Medina, uma garota que estava ali perto, filmou tudo afim de fazer mais um artigo em seu site. Não era a primeira vez que filmava algo e alertava as pessoas de como agir em casos estranhos e sobrenaturais.

  Daniel sorriu para ela, ele sabia o quanto Patricia ajudava indiretamente em seu trabalho, e claro muitas outras pessoas sobre o perigo do sobrenatural, mesmo que muitas ainda não acreditassem.
  Ele se aproximou e iniciou uma conversa.
 - Gostaria de ganhar um medalhão?
Tirando o objeto do bolso e estendendo a mão, entregou o medalhão para ela.
- O que é isso? - indagou Patricia.
- Foi parte do que fez os Gárgulas ganharem vida e causassem toda essa destruição - Falou Daniel.
 - Ele ainda é Perigoso? perguntou preocupada.
 - Em parte sim, usado de forma errada, mas agora é algo inofensivo, a caixa de madeira continha alguns manuscritos que faziam os gárgulas aparecerem e os controlavam. Como queimei a caixa e os manuscritos o medalhão é agora, apenas uma moeda que não trás perigo mas, em mãos erradas como o governo, pode trazer problemas como algum tipo de arma secreta. Não é algo que queremos não é? Já com você estará segura e inutil como qualquer outro talismã, sem os pergaminhos não há risco. Isso será bom para seu Blog, mais informação e mais histórias.
  - Colocarei uma matéria ainda hoje no ar, serei discreta como sempre, sei que não gosta de aparecer na mídia. Já sobre o medalhão, deixarei essa informação só para nós, ninguém sabe dele mesmo. - Falou Patricia com um leve Sorriso no rosto.
  - Ninguém precisa saber sobre o que faço ou quem sou, muito alarde, fantasmas? coisas estranhas? isso pode trazer pânico, e por pior que a situação esteja, pode piorar com muita agitação, por isso informações extremamente importantes divido com meus escolhidos em um canal direto.

Patricia ficou feliz em saber que ela é uma pessoa confiavel.

Daniel pede que ela vá embora logo, ele não gosta de estar junto de seus escolhidos, alguém ou alguma coisa pode estar vigiando seus passos.
  Patricia parte em seu carro. Vinte minutos depois dois carros pretos a fecham na rua, deles, saem alguns homem armados e ignorantemente altos...
  Eles estavam sendo vigiados desde o começo.

  Daniel chega em seu apartamento louco para descansar, seu dia foi cheio e estressante. Ao abrir a porta de seu quarto vê um Gárgula comendo seus travesseiros.
  - Como é possível? Queimei a caixa e os manuscritos...
  Lembrando que entregou o medalhão a Patricia, ele teve receio que ela estava em perigo.
  Quando a criatura viu Daniel, precipitou-se rapidamente em um bote para atacá-lo.
  Pegando o primeiro objeto em sua frente, abriu um pequeno guarda-chuva preto para se proteger.
 Sério? um guarda-chuvas - Pensou Daniel.


O monstro pareceu confuso, parecia ser algo perigoso aquele globo preto. Dessa forma o Gargula parou e recuou ate perto da janela.
  Daniel ainda segurando o temido guarda-chuva preto correu para perto da janela onde arrancou um pedaço de corda da cortina, baixou sua proteção e esperou a criatura ataca-lo novamente.

Quando a criatura foi em sua direção Daniel conseguiu laçar suas azas e pescoço em um movimento brusco e rápido, com as mãos segurando firme a corda, começou a girar jogando a criatura em direção a janela que quebrou facilmente, deixando o Gargula pendurado em direção a calçada.
Daniel morava no quinto andar, sera alto suficiente para matar a criatura.
O Gargula era forte e começou a puxar Daniel para junto dele, em direção a rua.
Segurando firme Daniel fez um movimento contrário. Esperto e arriscado afrouxou a força na corda e pulou em cima da criatura, fazendo com que ambos fossem em direção ao chão.
  O impacto foi forte o bastante para partir a criatura em um pó cinza escuro. Esse morreu de forma diferente das outras. Estrando pensou Daniel.
A Criatura não sobreviveu.
  Com o corpo todo coberto de pó cinza e sem nenhum arranhão, Daniel voltou a Pensar em Patricia. Pegou o telefone e ligou para ela, das oito tentativas Patricia não atendeu nenhuma.
  Não tinha como avisa-la que estava em perigo.
  Sabia que tinha queimado os manuscritos e aquela caixa que por sua experiencia eram originais, não havia outra forma de invocar os Gargulas, ou teria?

 Onde estava Patricia?
O que logo Daniel descobriria era que o medalhão havia sido roubado e Patricia desaparecida.
  
 Quem estaria por trás disso?

Adriano Siqueira
Wellington Purcino.



segunda-feira, 9 de março de 2020

Diamond






Asas de vidro.
Rita saiu do seu trabalho e passou no mercado para comprar uma bebida. Ela estava muito tensa pois tinha que pagar o seu aluguel ainda não tinha vendido todos os seus produtos.
Quando ela chegou em sua kitnet no centro de São Paulo. Rita ia abrir a garrafa e percebeu que tinha algo dentro. Um boneco pequeno com asas. Ela achou que deveria ser um brinde colecionável. Abriu a garrafa e colocou um pouco no seu copo. Antes de guardar a garrafa no armário, ela percebeu que o boneco havia crescido, mas ela deixou a garrafa fechada e foi até a janela. Ela escutou a garrafa quebrar e verificou a cozinha. Viu um homem sem roupa e com asas igual ao boneco que estava na garrafa.
Ela ia sair do local e ia chamar ajuda mas ele a segurou. Rita viu que o homem estava com medo e assustado.
Com o tempo ela começou a cuidar dele. Eles se apaixonaram. Ele fez amor com ela e em suas asas nasciam diamantes em cada vez que faziam amor.
Rita o chamou de Diamond e ele comentou que era um guerreiro de outro planeta, mas foi traído e preso.
Diamond agora trabalha para a Neculai Corps. Suas asas atiram arpões de vidro.

Por Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra.
@mariafsdutra
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sábado, 7 de março de 2020

A aventura da pescaria - Maria Ferreira Dutra





A aventura da pescaria
Com os personagens
Amal - Hassain - Rubi - Sidoire - Raio

História de Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira



Dia de pescaria


—Papai, papai! Acorda papai! Hoje é sábado, o senhor prometeu nos levar para  pescar hoje.
— Que horas são?  — Não sei, sei que  já é sábado, pois ontem foi sexta eu dormi e já acordei. Então já esta na hora. — Deixa eu ver que horas são! —Rubi! Ainda são três horas da manhã, não está na hora de acordar ainda não, deita aqui com o papai que quando o despertador tocar eu te acordo e nos preparamos para sair.
— Desculpa papai achei que já estava na hora. 🌞⏰ trim   7:30   Cócóricó! Quiquiriquiqui!
—  Galo cantando, despertador  tocando e eu com uma preguiça danada de acordar. Não se pode prometer nada para crianças,  pois depois nos cobram. — Deixa eu levantar e acordar a Rubi.
— Bom dia papai!
— Rubi! , Mas você já está acordada!
— Sim papai e já estou arrumada! O que o senhor achou do meu biquíni?! — E esse óculos?
— Lindo minha filha, agora deixa papai levantar escovar os dentes e arrumar as outras coisa que faltam.
— Tá bom papai vou te esperar aqui na sua cama enquanto isso vou fazendo a pescaria aqui no meu celular.
— Prontinho Amal, dentes escovados agora vou arrumar a nossa mochila. — Ajuda o papai a lembrar das coisas.
— Certo papai! — Duas toalhas de banho, meu baudinho para pescaria, minha varinha de pescar, chapéu  de sol, frutas, água, suco, um sanduíche. — Certo papai!? Acho que não esqueci nada.
— Certo filha, só esqueceu do filtro solar, mas papai nunca esquece. A sua pelagem é linda e te protege bem, mais seu nariz e orelhas são  bem sensível,  tem que ser protegido. — E você, também escovou os dentes?
— Sim papai, olha o meu sorriso branco e sente o meu hálito. (Sorrisos)
— Muito bom! Agora pegue  suas coisas e vamos nos encontrar com os outros. Vamos lá no Raio.
— Tá bom papai, só estou  apagando as luzes, não devemos sair e deixar tudo aceso.
— Toc, toc!
— Quem  é?
— Sou eu, Sidoire, não acredito que você ainda está dormindo.
— Eu estava sim, mas já acordei. (Uaah!) Deixa eu colocar o meu calção de banho. 
— Estou indo tomar café na casa da China Girl,  me encontra lá.
— Tá bom! Em 5 minutos estou lá.
— Papai, papai! Será que a Amal vai gostar do meu biquíni? Espero que ela também vá de biquíni para ficar igual a mim.
— Vai sim, você está linda!                 Ring, ring.
—Amal vai atender a campainha! —Deve ser a Rubi com o Sidoire.
— Tá bom vovó!— São eles sim.
— Olá Rubi! Bom dia! 
— Bom dia Amal! Nossa! Adorei o seu biquíni eu também estou indo de biquíni, olha! O meu maiô está pequeno por isso estou de biquíni.  — O Hassan também já está pronto?
— Está sim, estão todos tomando café, vamos lá.
— Como mulher gosta de falar, até as menorezinhas. Nem consegui dar bom dia para você Amal.
— Bom dia Sidoire, você  sabe que te amo, mesmo você sendo esse rabugentinho ciumento.
— Vamos embora meninas, entrem, entrem, estou morrendo de fome, quero me alimentar bem. — Bom dia família! Todos em coro respondem bom dia!
— Sidoire, tome conta das nossas crianças direitinho, olho vivo neles.
— Ainda nem, tomei café e já estou sendo cobrado para tomar conta das crianças! Assim vou pedir aumento salarial na  Neculai TV, você sabe que eu sou um bom reporte  ancora um aumentozinho não seria nada significativo  para o seu o seu bolso. Hahaha. Mas pode ficar despreocupado Neculai, sou responsável,  sei tomar conta de crianças humanas também.  Não é China Girl?
—Claro Sidoire! E você já provou isso das outras vezes que saiu com eles. Cadê o Raio?  Não vem tomar café?
— O Raio ainda estava dormindo quando passei lá . Ele é mais lerdo  que aquela montanha em formato de tartaruga. É capaz da montanha chega aqui antes dele.
— Que café maravilho Dna Helena seu café é muito bom!
— Hoje não fui eu quem fiz o café,  foi a Mayara.
— Parabéns  Mayara, você aprendeu com a vovô? Esta tão  quanto o dela.       — Sim, aprendi com a vovô. Você sabe que tudo que ela faz fica muito bom, e eu sigo as receitinhas dela para também fazer sucesso.
— E ai Hassain, animado para a pescaria?
— Estou, eu falei para o papai e para o meu irmão Victorio que  vou pescar o maior peixe que tiver lá.
— Olha como estou forte! Meu muque está grandão , aperta aqui.                        — Nossa! Esta grandão e bem resistente mesmo, você esta se alimentando bem. —Neculai; me passa o pão de queijo, o bolo de laranja , a torrada e esse pote de mel.
— Papai, o senhor esta comendo de mais, quanta coisa no seu prato!              — Rubi fica na sua, se não eu pego o bolo do seu prato também.                     — Ah não! O bolo de laranja da dona Helena ninguém  pega do meu prato. Ninguém faz bolo melhor que o dela. Pode para papai.
— Obrigada Rubi! Sábado vou fazer um especial para você e levo lá na sua casa para vocês lancharem e levar para a escola.
— Oba! Obrigada, eu vou adorar.                      
— O papo esta muito bom, o café maravilhoso, mas temos que ir. — Rubi, coloca seu prato e seu copo na pia, eu estou levando os meus.  Amal, Hassan, vamos.   Tchau  pessoal, por volta das  quatorze horas estaremos de volta.        Todos se despedem
— Cadê  o Raio que não chegou ainda!?
— Deixa de ser falador, estou aqui na rede tirando uma soneca enquanto aguardo vocês.
— Nossa! Arrasou no visual! Que óculos maneiro! Mas agora esse calção azul de bolinhas branca está meio ridículo .Hahaha
— Está rindo do quê? Esta me tirando? Por acaso estou com cara de palhaço!?  —Eu estou arrasando não estou  criançada!
Todos respondem em coro que sim. 




   — Viu, seu... está se achando  fashiow  com essa sunguinha pequena e fora de moda. A moda agora é calção seu agarradinho no tempo da moda.
— E vamos embora,  a hora é essa.                         
— Quem vai nas minhas costas, e quem vai nas, costas do Raio?     
— Bem papai, eu voo, mas estou cansada, eu posso ir com o senhor e o Raio leva a Amal e o Hassan.             
 — Ô garotinha mimada, esta cansada de quê? Você acabou de acordar. Seu pai leva um e eu levo outro. Eu sou um Cavala alado e não um burro de carga. Não confunda os animais.             
 — É que eu queria um carinho do papai, quanto tempo não brincamos assim.     
— Ah vai, tudo bem, me convenceu com essa vozinha e esses olhinhos brilhantes. A para com esse biquinho, assim eu eu... saiu lágrimas dos meus olhos. Pronto meninos sobem aqui no burro, opa até eu me confundi, subam aqui em minhas costas.                                                                           
Horas depois chegaram ao rio Juquiá localizado  a 150 km de   São Paulo.                 
— Vamos descendo crianças!
Chegamos,  vamos ver o melhor ponto para colocarmos as nossas coisas.   
— Eu acho melhor ficar próximo aquelas bananeiras, tem um lugar aberto e o chão está bem limpo.             
— Certo Rubi, pode ser. Peguem as coisas de vocês  e organizem.  —Cadê o raio do Raio, que não está aqui, já esta com vontade de fazer as suas necessidades  fisiológicas?! —Raio que raio você está fazendo ai?   
— Não resisti, a esse monte de banana aqui , e resolvi fazer uma boquinha. Por que? Não posso não? — Vocês tomaram café e eu não. Tô, indo tô  indo.  — ui, ai ui! Essa banana não me fez bem não. Saiu algo por cima e por baixo. — fiquem um pouquinho longe de mim , o negoço não está cheirando muito bem aqui não.   
— Que coisa feia Raio, fazendo essas coisas próximo das crianças! Deixa China Girl saber disso!                   
—  Tá  bom! Até parece que  ela não faz essas coisas.                 
—  A minha mãe mãe não faz essas coisas na frente dos outros.  —Hahaha, Hassain , sua mãe   é uma humana educadinha,  eu sou um sem noção de etiquetas.                   
Se bem que  tem paises que isso é normal, soltam  seus gases em qualquer lugar até mesmo dentro do táxi ou outras conduções.  Vocês estão com sorte que estamos em área  livre.  Pronto já passou, podemos caminhar lado a lado.                   
—  E chegou a hora, todos com a  varinha na mão bora pescar. — Raioooo!  Está correndo por que?  Volta aqui. — Esse  Alado está me dando mais trabalho que vocês ! Com essa eu não contava! 
—  Que, que, que, que que foi! Não posso  da a minha corridinha? fazer umas flexões? Estou preparando os meus músculos, fazendo alongamentos  me preparando para ganhar todos na pescaria.           
— Há  vai plantar batata! Tenho mais o que fazer   — Mas não trouxe batata! Eu trouxe uns milhos cozidos  mas esses não germinam mas   né?                     
— Não amola seu, seu... deixa para lá. — Todos passando o filtro solar, colocando o chapéu ,  peguem os baldes , as varas e as iscas  e vamos que vamos. Cada um escolhe um ponto do rio para pescar. — Olha! Estão  vendo aquele monte de aves aquáticas!? Sabem o que isso significa?           

— Significa que elas estão se reunindo em bando para nos atacar, pois viemos pegar os alimentos deles.—Socorro me tirem daqui!                 

— Não Raio, significa que aqui tem muitos peixes   e as aves estão aqui para se alimentarem.       

—  Ufa! Que Bom saber isso!    Agora sei que não vou ser alimento de aves.                — Vamos, lá , vamos lá. Vamos colocar as iscas  nos anzois, baldinho do e vamos pescar.         

—Mas o que é tuvira?                 
— Tuvira e essa espécie de peixe que usamos como iscas para fisgar os peixes . No caso aqui, estou querendo pescar uns Dourados que são bem grandes, chegam atingir de 6 a 7 kg  seu comprimento pode chegar a  de 70, a 75 cm e eles vivem  em média 15 anos,  caso não sejam capturados. Em alguns lugares como o Rio São Francisco  , eles podem chegar a 20 kg , mas aqui também temos o robalo, traíra, pacu entre outros...  Entendeu ... filha...   

— Sim entendi . 
— Mas para vocês eu vou dar uma outra espécie de de isca, a isca de milho para atrair peixes menores, pois os peixes grandes são muito pesados e fortes para vcs puxaraem.           
— Se tivessem se exercitado como eu , esses bracinhos estariam fortes  e musculosos e conseguiriam até pescar uma baleia. Agora ficam ai só de moleza!  ....         



 — Todos preparados agora é só lançar o anzol e esperar o peixe  morder a isca . Prestem atenção na bolinha pois se ela balançar muito  vocês percebem melhor  quando o peixe pega a isca então  é só  puxar.     

— Não precisa nada disso! É só prestar atenção em mim que vocês, aprendem. — Quando eu era pequenino, lá pelos meus 10 anos de idade, um pouquinho mais velho que vcs né?! Meu pai me levava para a pescaria  e  teve uma vez que num só dia  pesquei dezoito peixes  sozinho e o menor tinha sete quilos.       — Conta essa para outro , as crianças não vão acreditar nesse absurdo. 
— Não deixam nem a gente contar vantagens! Deixa eu continuar aqui a pescaria. 
— Olha Sidoire peguei um peixe!       
— Puxa, puxa !Hassan  foi o primeiro a pescar! Parabéns
—Olha papai! Também  peguei um, tão bonitinho parece esse que o senhor usa como isca.                     
— E é o da mesma espécie sim minha garotinha! Parabéns para você também.  — Você Amal está indo bem?
— Não, o peixe fisgou o anzol  mas fugiu.           
— Não tem problema! Tenta de novo e tenho certeza que você  conseguirá.
— Olha, olha! Acho que consegui!     
— Puxa Amal, conseguiu sim. Vai puxando devagar e com paciência.  Muito bem garotinha você conseguiu.             
— Não vai perguntar se consegui pegar algum peixe também ?           
— Pra quem pescou 18 peixe com 10 anos de idade não tem o que perguntar. Já é um profissional.  Mas já que quer que eu pergunte , quantos pescou?        — Por enquanto nenhum, mas acho que vocês  que estão me atrapalhando.  Vou mudar de ponto.                   
— Vai, vai, muda mesmo! Depois fazemos as contagens com as crianças.                 
10 minutos depois  Sidoire pergunta.      — E ai Raio,  quantos  peixes você já pegou?                 
—  Espera ai,  um peixão fisgou a minha isca!
— Olha, olha Sidoire, como ele é grande! Hahaha acredito que você não  tenha pego um desse tamanho! Splash!  —Caramba o meu peixe comeu a isca e caiu no rio de novo!                                    — Não se preocupe Raio, uma hora você pega outro           
—  Tenho certeza disso.

— Olha Rubi o peixão que seu pai pegou!                   
— Gostou Hassain? Quando você ficar maior vai conseguir pegar uns assim também.
—Vocês estão vendo a cara do Raio? Duvido que ele tenha pego uns 8 oito. Hahaha!
— O que vocês estão falando de mim ai?! Hum, não tem graça não! Se continuarem zombando de mim vocês terão que voltar para casa andando. Seus engraçadinhos! — Vocês querem voltar a pé para casa?
Todos respondem que não.
— Então não entrem na pilha do Sidoire. Continuem pescando que eu vou continuar aqui na minha pescaria.
— Não vai não Raio, o horário da pescaria acabou, agora é a hora de juntarmos tudo que conseguimos pescar e ver quem foi o grande campeão da pescaria. — Vamos , venha se juntar a gente.
— Mas, mas... me dá só mais uns 5 minutinhos.
— Não, não, acabou. O tempo é igual para todos.
— Tudo bem estou indo. Ai, ai, aí!  Para que eu fui falar que eu era bom na pescaria!... espero que eles tenham pego menos do que eu.Tô indo, tô indo  "Ploft!"  Ai meu pai do céu! Sidoireee! Eu cai, Socorro! Eu não sei nadar, me ajudem! Joguem  a boia!  Meus peixinhos, meus peixinhos se foram! Eram tantos! Aposto que tinham uns 50. Socorro!
Todos riem do Raio.

— Raiooo!
— O que é Amal?
— É só você se levantar, o rio nessa parte não é tão fundo assim.
— E só agora vc me diz! Opa, opa levantando! Caramba não é que estou de pé! — Raio!                 
—  O que foi Hassain?               
— Seu calção!       
— O que tem o meu calção? Caramba meu calção se foi ,   cadê  o meu calção?
— Crianças não olhem, não olhem!
—  A maré está levando, vou  buscar. Não olhem para a minha bunda, não riam. Eu estou ouvindo, eu disse para vocês não rirem.                   
— Mas não tem como não rir. Você ficou vermelho igual a um camarão!
— Amal não me deixe com mais vergonha!... — Ai que bom! Meus peixinhos não caíram na água.  Quem poderá pegar o meu balde com os peixes? Eu estou cansado de tanto que me debati.
— Eu pego Raio, vou voando para ser mais rápido.
— Não vai me passar a perna não, viu Sidoire!
— Pronto voltei, agora vamos para a contagem. — primeiro Hassain por ser o caçula , Venha cá, traga o seu balde. Todos contando , 1, 2 , 3....... 8 ...10, 11,  — Esse não vale esse é muito pequeno tem que , devolver, devolve , devolve para o rio .
— Não senhor! Está no tamanho e peso ideal,  12, 13, 14....                — 13, 12, ..9           
— Quer parar de atrapalhar a contagem Raio! Você não sabe perder...
— E quem disse que eu perdi! Você por um acaso já  contou os peixes de todos?  Hum!  —  Muito bem Hassain você pegou 16 peixinhos. Agora vamos contar o da sua irmã.
— Eba! Até que peguei bastante!
—Sim, sim, pegou. — Agora vem Amal. 1, 2, 3 4....— Raio, o que  você está fazendo ai? Devolve  o peixe no balde da Amal eu vi você pegando.
— Ih! ih! ih! ih!, ri! ri! ri! Eu só estava conversando com ele, eu já  ia devolver. Ih! Ih,ih.
— Tentando dar um de espertinho! — Deixa eu voltar para as contagens. — 4 , 5...13, 14 , 15 16, 17, Muito bem Amal Pegou bastante também. — E você minha filha! Quando  será que pescou?  Vamos a contagem.
—  Sendo sua Filha deveria pegar pelo menos uns 30 né! Papai sabe tudo,  filhinha também  deveria saber.
 — E você uns 80 né? Com dez anos pescava ... agora  mais velho e mais experiente deveria pegar uns 80. — Não ligue para ele não. — 1, 2.... 17 ,18, 19, 20, 21. Muito bom filha. Parabéns bateu seu record.
— Sim, da última vez que pesquei, peguei 15.
— Agora é a sua vez Raio!
— Quem , eu!?
— Sim, por acaso tem outro raio por aqui?
— Tá para chegar daqui a pouquinho outro raio, está vendo aquelas nuvens escuras ali vindo em nossa direção? Não dá para esperar ele chegar não?      —Não! o único Raio que espero é você.
— Tá, bom. Tudo bem que hoje eu não tive muita sorte.  — Tá olhando o que aqui Hassain!? Por acaso você já  aprendeu a contar!?  Quase nem saiu das fraldas ainda! Vira esse olho para lá.  — Vamos a contagem. 1, 2 ,4  ... e meio . — quatro  e meio?!  E o restante do peixe?
— É que na verdade essa metade foi o que sobrou  da minha isca, a outra metade o peixe comeu. Hoje não era mesmo o meu dia de sorte.       
—Não riam crianças, não riam.
— Eba!  Agora só falta contar o do papai.
—Vou contar criançada! 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
— Oito, só oito?
— Sim Raio , oito dos bem grandes. Enquanto você pescava , eu parei para  me bronzear e tomar , liguei para casa para dizer que estava tudo bem com as crianças e que elas estavam se divertindo muito, entre outras coisas. — Agora vamos lavar as mãos, beber algo e comer o que trouxemos.

Todos sentados e cada um pega o seu lanche podendo fazer trocas entre si, se todos concordarem.
— Caramba meu! Que sanduíche bonito é esse Hassain! Pode me dar um pedaço?
— Eu não! Você tem uma boca muito  grande, não vai sobrar nada para mim.  Desculpa Raio! — Pensando bem você é meu amigão, vou marcar com o dedo até onde vc pode morder, mas não vai morder o meu dedo. E olha! Vou querer uma parte do seu milho também.  Tudo bem?
— Sim, certo, concordo.
— Toma! —Raio, fecha mais essa boca e abre mais os olhos assim vc vai engulir a minha mão. —  Assim, assim, está bom? Essa boquinha assim, bem pequenininha, que quase não consigo falar.  Assim não vai dar nem para tampa o buraco do meu dente.


— Gente, olha ali!  Vocês estão vendo aquilo?  É uma baleia? O que seria aquilo.           — Não! Essa eu não posso perder! Pega a vara de pescar para mim  Amal.  Obrigado, volto já!                             
Sidoire vai até o píer para tentar pescar aquele enorme peixe e grita para as crianças dizendo que ali tinha um peixe quase do tamanho de uma baleia, e repete que não. Que era quase do tamanho da China Girl. Todos correm para ver. Só que o peixe grande some e Sidoire fica a se perguntar para onde ele foi.
— Poxa perdi a minha grande pesca e nem uma foto eu tenho para mostrar ao pessoal de casa. — Ai! O que é isso no meu pé!? Será uma cobra?! Não quero  olhar. Não quero olhar! Ai, ai... vou olhar ! Deixa eu abrir mais os olhos! É isso mesmo que eu estou vendo? Crianças! Corram aqui! Olha o peixão apareceu de novo!
 — Papai que linda!
— Gente se não fosse  o Chygadcarius  disfarçado eu até daria um beijinho nessa criatura linda!

— Não Raio, ela é uma deusa, muito linda para ser o Chygadcarius. — Qual é o seu nome? Você fala? — Não vai embora de novo não!
— Papai! O senhor está com os olhos brilhando como eu nunca vi! —Papai está apaixonado por uma sereia!           — Estou Rubi, que coisinha mais linda e apaixonante! — Volta aqui.
 — Deixa disso Sidoire! Essa criatura está indo chamar reforço para nos combater e a família Neculai nem está aqui! Socorro! Vamos correr! Cadê o telefone, cadê o telefone? Mayara, China Girl, Neculai , Nessas horas chamo até o Victorio que não deixaria de vir  nos defender.
— Papai! Ela esta voltando e  esta olhando para a gente.
— Vem! Pode vir! Se aproxime mais.
— Você esta maluco Sidoire? Se aproximar de que e de quem? Só se for de você. Eu vou ficar uns dez metros de distância. Qualquer coisa, vocês gritem que eu saio correndo! Quer dizer, saio voando , fugindo.
—Vai Raio! Deixa eu aqui admirando a beleza dela. Oi lindeza! Você fala?
—Papai! Ela balançou a cabeça dizendo que sim. Isso significa que ela nos entende!
Qual o seu nome?
— Livemar!
— Que nome lindo! Livemar, me leva com você para o mar!
— Pede isso não Sidoire, você sabe que eu nâo sei nadar. Eu não vou entrar no mar para te salvar.
—  (sorrisos) Seu amigo é engraçado! E você é diferente lindo, charmoso, musculoso. — Me parece forte e corajoso!



— E você é linda, charmosa e me parece muito frágil precisa de alguém forte charmoso e apaixonado assim como eu, para tomar conta de você. — Como faço para beijar a sua mão?
— Se é que tem mão né Sidoire?
— Fica quieto que raio de cavalo mais chato!  — Princesa que o mar me trouxe , dê-me a sua mão e venha almoçar  conosco. Estamos a assar um belo Dourado pescado por mim.
— Eu não como a minha especie, só como outros frutos do mar.
— Não se preocupe minha deusa! Hoje eu vou até a lua só para te agradar.
 — Nossa! Estou vendo que tem alguém  bem apaixonado mesmo.
— Sim Alado. Estou apaixonado! Venha minha sereia, que eu te  levarei para areia             —Mas eu não posso, não consigo sai daqui.
— Não pode por quê?  Minha razão de viver.
—  Xiiii , Rubi! Já te arrumaram uma madrasta. Seu pai vai sair casado daqui.
— Eu já estou casado e apaixonado. Eu te ajudo a sair do rio.
— O Problema é que eu nunca sai daqui, não consigo  andar, tenho uma atrofia na perna o que me impede de andar de pé.
— Mas isso não é problema, eu estou aqui, tenho braços fortes. Venha que eu te pego. Suba nas minhas costas. Vamos crianças, vamos deixá-la bem a vontade.
— Vou agora no fundo do mar pegar algo para vc comer.  Enquanto isso crianças peguem lenha para acender a fogueira e o Raio tome conta dela.
— Tá doido que eu vou ficar perto disso! Vai que isso abre esse macacão de peixe e sai o Chygadcarius dai.       — Deixa disso alado frouxo, esta com medo duma belezura dessa!
— Tudo bem! Eu tomo conta dela a  muitos metros de distância.
— Volto já minha peixona.
— Oi, Raio! — Tô falando que vc é o Chygadcarius  disfarçado. Como sabe o meu nome?                   
— O Sidoire acabou de falar.
— Hum, verdade! Mas não puxa assunto comigo, pois não gosto de falar  com estranhos, estranha! Sei lá o que você  é.
— Eu sou uma sereia boa, eu só quero conhecer a terra. Pela primeira vez na minha vida eu estou tendo contato com  seres terrestres.
— E escolheu logo hoje para fazer esse contato!
—Sim, ouvi barulho de criança e vim conhecê-las.
—  É mas acho que quem ficou mais encantado nessa história foi o Sidoire! — Para ai.  Ai meu....que olhos lindo você tem! — O que está acontecendo comigo!?  Você é uma feiticeira, eu não vou cair nas suas graças. — Mas que gracinha que você é! Aceita uma bolacha, um café?...
Vinte minutos depois.
— Alado! Eu só sai tem vinte minutos e você já está se engraçando com ela!
— Deixe disso Sidoire! Quero distância  dessa sereia! Apesar que ela tentou me seduzir. Dizem que sereias encantam os homens com o seu canto, mas ela estava me encantando com o olhar...  no fundo do rio pega tem sinal de celular? Eu poderia te ligar?... eita, eita, não vou mais olhar em seus olhos, eles tem feitiço.  —Ainda bem que você  chegou Sidoire! Fica aí com a sua atual, futura namorada, toda sua. Até no mar você acha flor?
—  Claro querido! Toda mulher deveria ganhar pelo menos uma flor por dia. E essa eu trouxe para você, sereia do meu coração.
— Obrigada, Sidoire, pode por no meu cabelo?
— Claro pulsar do meu coração ! E essa é para a Amal,  e essa outra é  para minha garotinha Rubi , que esta chegando com as lenhas.
Sidoire acende a fogueira e começam a assar os peixes.

— Papai os camarões estão bem bonitos, estão com um cheirinho muito bom!
— É Amal! Mas esses camarões são da Livemar, seu pai foi lá no mar pescar, atravessou o rio e foi longe pois ela não come a própria espécie. Vai se acostumando que a partir de agora terás que dividir as coisas.
— Pode comer Amal, eu não vou comer isso tudo sozinha.
Sidoire assa todos os peixes e frutos do mar e todos tem um almoço agradável.  Amal pega o seu celular e registra esse momento em foto.
Todos têm que voltar para casa. Sidoire devolve  Livemar ao mar e promete visitá -la com mais frequência.

E foi assim que Sidoire e Livemar se conheceram e se tornaram namorados.

Quando chegaram em casa toda a família se reuniu para conversarem sobre esse passeio inesquecível. Cada um contou da sua maneira e até o Raio teve a sua visão da viagem muito heróica e contava muitas vantagens até que o Sidoire disse que o Raio quase se afogou em águas rasas e todos riram muito.


Texto: Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira