quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Morticia vai a caça - Parte 1 - por Stefany Albuquerque

MORTICIA VAI A CAÇA - Parte 1
por: Stefany Albuquerque
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—  Alô?
—  Não vou repetir de novo, venha agora!
—  Não posso! Estou quase pegando ele.
—  Não me importo com isso, venha!
Desligo o celular e corro em direção ao homem.
—  Chega de brincar de esconde, esconde.
O agarro e o derrubo.
—  A gatinha ficou nervosa, calminha... Vamos conversar.
—  Não tenho paciência para isso agora.
—  É e nem eu.
Ele começa a sorrir, sinto a presença de mais homens.
—  Acho mesmo que eu viria sozinho? Não minha cara eu sei como escapar com classe.
—  Não deveria ter feito isso.
Meus caninos ficam salientes.
—  Se fizer isso será seu fim, eles estão armados até os dentes e acredite você não é primeira vampira que capturamos.
Eles se aproximam.
—  Sim, mas não me importo.
O agarro rapidamente o colocando de pé em minha frente, deixando os meus caninos bem perto do pescoço dele.
—  Se algum de vocês se aproximarem, ele é um homem morto.
Os homens apontam suas armas em direção a nós. Logo o homem se manifesta.
—  Calminha pessoal, é ela quem vocês têm que eliminar não eu. Abaixem essas armas.
Um dos homens toma a frente do grupo.
—  Temos ordens para eliminar ela e qualquer estorvo.
—  É... acho que você não vale muita coisa para eles. Coloco as mãos em sua calça e retiro o colar o guardando em meu peito. O jogo entre as matas e começo a correr. O celular volta a tocar.
—  Agora não.
—  Estou indo atrás de você e saiba que estou furioso.
Ele desliga o celular.
—  Droga, droga! Por que ele não sabe esperar.
Desvio o caminho escorregando em um barranco. Acabo quebrando o salto da minha bota e caindo de uma maneira brusca, rasgando a calça de coro e retalhando a blusa que estava colado ao corpo. Os cabelos longos e soltos se emaranharam em folhas e galhos. Até parar de cabeça em uma pedra.
Com a visão turva, tento me levantar, vejo um homem alto com cabelos longos e negros vindo em minha direção. Tento segurá-lo, mas acabo caindo.
—  Eu mandei você voltar, e você não fez o que eu mandei.
Com dificuldade respondo:
—  Igor, eu...
Ele me dá um soco no rosto.
Desmaio...

—  Acorde!
Ele joga um balde de água fria em cima de mim. Acordo assustada e com as mãos amarradas a cabeceira da cama.
Minhas roupas continuam as mesmas.
—  Igor eu estava muito perto...
Ele me interrompe.
—  Perto de que? Olha seu estado, como acha que fiquei quando sumiu do jantar? Acho que você não me entendeu bem. Você trabalha para mim. Não quero que saia deste quarto até segunda ordem!
Ele sai e bate a porta.

Minhas mãos estavam amarradas com pedaços de pano. Não era muito difícil de escapar, forcei as amarras e logo estava solta. Fiquei segurando os pulsos e os massageando por algum tempo e refletindo os últimos acontecidos.
Igor nunca foi um bom homem nem um bom vampiro, sua maldade sempre foi seu ponto forte. Há algumas horas atrás estava em um jantar na casa de Stevan o irmão mais velho de Igor um vampiro de mais de 3.000 anos. Tudo corria bem até que alguns humanos entraram para o jantar, um deles sai da mesa em direção a sala, nada fora do comum, mas a demora do senhor começou a preocupar Igor, que rapidamente pediu que fosse ver o que estava acontecendo. Ao chegar à sala uma porta secreta que dava entrada a uma outra sala atrás da estante de livros. Ao entrar  eu o vi admirar uma espécie de colar.
 —  O que está havendo aqui senhor?
Ele rapidamente me olhou assustado e assobia. Ouvi um grande barulho na sala de jantar. O homem colocou o objeto dentro de suas calças e saio correndo, fui atrás dele, mas Igor me segurou pelo braço e me em pediu de seguir o homem.
—  não Morticia, isso é assunto de Stevan e não seu.
—  mas Igor ele está fugindo com um...
Ele me interrompe.
—  Já disse que não é de seu interesse.
—  Então por que me pediu para ver o que estava acontecendo na sala?
—  Para garantir a segurança de Lady Amanda.
—  Onde está Stevan, do lado de fora da casa.
Saio de perto de Igor e vou à direção a Stevan, que estava sentado na varanda com um dos homens em seu colo com o pescoço dilacerado. Seus lábios estavam cheios de sangue assim como suas vestis. Respirava tão fundo que chegava a fazer caretas carrancudas.
—  Morticia, sabe o que eles levaram... Traga de volta para mim.
—  Sr. Stevan, Igor disse que não é para me meter em seus assuntos.
—  Igor não sabe de nada. Posso recompensar você com algo que procura.
—  Mas Igor me deu uma ordem não posso ir contra o meu mestre.
—  Igor não é o seu mestre, ele não tem poder sobre você.
Ele se levanta jogando com força o cadáver para o lado. Aproxima-se de mim, bem perto do meu ouvido.
—  Posso te dar uma informação valiosa de seu pai.
Respiro fundo e sinto o cheiro de um humano, esta cheirando a medo e corre por entres as matas posso ouvir seu coração batendo cada vez mais forte.
—  Espero que seja verdade.
Igor chega à varanda gritando meu nome, me vê. Ele fica irritado e diz:
—  Volte para dentro, Morticia.
Olho para ele e sorrio, saio correndo por entre as matas. Até alcançar o homem e tudo começar.
Volto a olhar meus pulsos e a admirar o quarto.  O quarto tinha janelas grandes e cobertas com cortinas grossas num tom bordo. A cama era macia, um tanto envelhecida. As paredes eram cobertas de pinturas de flores como jasmim, petúnia e tulipas. Nada neste quarto era igual à casa de Stevan ou de Igor. A casa de Igor tinha moveis antigos da era medieval. A de Stevan era uma típica as de campo. Olhando bem talvez fosse um pouco parecida com a casa de Stevan.
Havia um espelho grande atrás da porta.
Vejo minha face, meus olhos castanhos estavam esmorecidos, a maquiagem negra que os cobria estava caída sobre a bochecha rosada. O batom vermelho que destacava meus lábios estava borrado. Meus cabelos longos e negros emaranhados em folhas mostravam uma face nada reconhecida. Por um lado ele está certo, mas por outro não sou sua prisioneira. E era assim que ele estava me tratando agora. Estou trabalhando para Igor por dois motivos, o primeiro é que ele me contratou como uma assassina profissional e estou limpando áreas e áreas para ele, o segundo é que seu irmão Stevan tem informações valiosas para mim. Igor é mal, mas sempre soube ser líder nas grandes situações de perigo e é um mestre na arte da sedução, têm me ensinado muitos truques. Retiro o colar de meu peito, uma sorte ele ainda estar aqui, o coloco de baixo do travesseiro.
 Termino de rasgar com minhas próprias unhas os trapos de roupa que está usando, deixando minha pele nua.
O quarto tinha um banheiro grande com toalhas brancas felpudas. Uma banheira me esperava com sais de banho em uma água fervente.  Se fosse sua prisioneira estaria em um quarto escuro em uma cama de tortura, mas me parece que não é isso que ele quer.
Entro na banheira e mergulho até o fundo. Meus pensamentos se direcionam aos dele. Quero saber o que ele tem em mente.
Começo a invadir sua mente ele está na sala ao lado da lareira, fumar um charuto.
—  Morticia você me subestima não é? Saia da minha mente.
—  E por que eu faria isso? Não sou sua prisioneira.
—  E não é mesmo, mas não vou ter outra escolha se continuar me desobedecendo.
—  Venha até aqui Igor. Tenho que deixar algo bem claro para você.
Meus pensamentos se desconectam com os dele e logo ouço a porta do quarto se abrir.
—  Estou na banheira Igor.
Ele vem até a banheira, estava com uma camisa preta de botões aberta, com os cabelos soltos, uma calça preta e botas de cano alto. Seus olhos azuis me observavam.
—  O que esta fazendo Morticia?
Começo a rir. Submergindo a cabeça.
—  Tomando um banho querido.
—  Isso eu sei, mas...
—  Mas o que? não quer entrar?
Ele me olha com o canto dos olhos.
—  Não!
Levanto da banheira deixando meu corpo nu à mostra, ele me observa de cima para baixo.
—  Seu corpo é uma sedução, Morticia.
—  Vejo que teus olhos já perceberam isso.
Ele sorri.
—  Venha vou lhe trazer um toalha.
—  Não terminei.
Retiro sua camisa rapidamente, de sendo para seu cinto e o abrindo com força.
—  Pare Morticia, isso não vai tirar a raiva que sinto de você.
—  Raiva pelo que? Por ajudar seu próprio irmão?
Termino de retirar suas calças, ele as chuta para o lado.
—  Stevan tem os seus problemas e eu os meus, você trabalha para mim e não para ele.
—  Não custava nada eu o ajudar.
—  Desde quando ficou boazinha? O que ele prometeu a você?
Deito-me novamente na banheira e o puxo para dentro, ele entra e fica por cima de mim, se segurando nas beiradas. Com seus lábios bem perto dos meus.
—  Nunca fui boazinha Igor e sabe que jamais serei.
Ele me beija esfregando seu corpo sobre o meu. Meus braços eram fortes, suas pernas grosas abriam um caminho entre minhas pernas, logo ele estava penetrando em mim causando gemidos e arranhões.
—  Me diz que não me deseja?
—  Não a desejo.
Começo a rir e a gemer ao mesmo tempo.
—  Fale o contrario Igor.
Ele sorri.
—  Não sou tão bonzinho como você, sei impor minhas leis.
O derrubo na banheira e pulo em cima dele, seguro seu pescoço.
—  Não sabe com quem esta brincando meu caro. Não sou frágil e nem boa, há um mal dentro de mim que pode te transformar em cinzas, não brinque com a minha paciência.
Ele se debate na água. O solto e saio rapidamente da banheira indo à direção ao quarto. Arranco da janela uma das cortinas e enrolo em meu corpo como um vestido. Ouço-o ainda tossir.
Ele sai do banheiro e fica a me olhar a segurar o pescoço.
—  Por um instante esqueci que era uma assassina.
—  Sou mais que isso Igor.
—  Por que se submeteu se as minhas ordens até agora?
—  porque precisava de uma informação. Mas seu irmão já a forneceu para mim. Vou até a cama e pego de baixou do travesseiro o colar.
—  Entregue isso a Stevan. E diga que voltarei para concluir sua promessa.
—  Você ainda tem um acordo comigo.
—  Não se preocupe não vou muito longe.
Saio do quarto em direção ao corredor. Ele me segue e segura meu braço.
—  Não pode sair sem que eu mande.
—  Então me faça ficar.
Continuo a descer as escadas até chegar à sala. Stevan estava sentado no sofá.
—  Nossa como você chegou aqui?
—  Faz alguns minutos, vim te dizer às informações que tenho em troca do colar.
—  Entregue a ele Igor.
Igor abre sua mão e observa o colar.
—  Entregue a ele!
Igor se aproxima de Stevan e entrega o colar.
—  O que esse colar tem de tão especial?
—  Nada de seu interesse Igor. Morticia com seguimos capturar o homem que você encontrou com o colar, mas os meus homens sentiram o cheiro de mais outros humanos. Mesmo com essa informação não conseguimos pegá-los. Seu pai ainda estava aqui em Monte Real, mas acabamos de saber que ele esta indo em direção ao Brasil, não sei o que esta havendo em São Paulo, mas acho que ele esta interessado no que tem lá.
—  Bom, acho que São Paulo me espera novamente.
—  Vou com você Morticia.
—  Para quê Igor?
—  Temos um trato não é, sei que pode realizá-los em São Paulo também.
—  Pena não poder ficar para o fim da temporada de chuva, aliás hoje foi um noite seca.
Stevan vem em minha direção e me beija nos lábios.
—  Terá muitas outras oportunidades, Lady. Volte logo!
Igor fica a nos olhar assustado.
—  Onde fica Lady Amanda nessa história?
Stevan sorri.
—  Conheço Morticia há muito tempo, muito antes de Lady Amanda surgir em minha vida. Cuide bem de Morticia senão... será um homem morto.
Ele some como fumaça.
—  Não sabia de seu vinculo com meu irmão, Morticia.
—  Você não sabe muito sobre mim.
Ele me puxa para perto de seu corpo nu.
—  Não, mas vamos ter muito tempo para descobrir, serão dez horas de viagem.
—  Não sei se é uma boa você vir comigo.
—  Por que acha isso?
—  Não quero que arrume encrenca com os meus aliados.
—  Vamos fazer um trato. Eu vou e te ajudo no que você precisar e você em troca me ajuda no que eu precisar. Não vou arrumar confusão com ninguém, eu prometo. Sou um Lorde não me rebaixo a tanto.
—  É só que o Brasil também tem seus lordes.
—  não se preocupe com isso, se preocupe com o que vai acontecer agora.
Ele beija apertando mais meu copo contra o seu, seu corpo ainda estava molhado, o que me causava arrepios. Então passo minhas pernas entre as suas e em um puxão rápido, o derrubo no chão e subo em cima dele segurando suas mãos com força.
—  Quem tem que se preocupar aqui é você, com o que eu vou fazer!
Mostro meus caninos.
—  Morticia nem pense em...
Antes que ele responda o mordo, ele fica se debatendo e tentando fazer com que eu pare. Mas é inútil já está sem força. O sugo até ficar quase inconsciente.
Saio de cima dele e vou até a lareira, pego uma das toras de madeira que fica ao lado dela. Vou a sua direção.
Com dificuldade ele diz:
—  Morticia, eu...
Olho em seus olhos segurando a tora.
—  hora de dormir Igor!

continua...







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