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Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

O Desespero procura os desesperados



O Desespero procura os desesperados
Uma pessoa solitária resolve ir em uma festa junina e encontra o vampiro Neculai

— Mas que cara é essa? Uma mulher bonita tem que se divertir. Que tal um sorriso? Garanto que vai fazer bem.
— Tudo bem! Olha Eu não vejo muita graça em festas juninas. Eu estou só de passagem. Queria conhecer a quermesse. Ver o que existe de barracas novas. A comida, essas coisas.
— Todos acabam se divertindo com algo. Upa Peixinho! Ha Ha Ha.  Aqui na barraca de pescaria é bem divertido. Tem muitos prêmios bacanas. Caso não goste ainda temos o famoso Bingo que sempre fica cheio de pessoas que gostam de ganhar alguns prêmios. Qual o seu nome? 
— Eu me chamo Isadora.
— Oi Isadora, eu sou Neculai. 
— Você tem o nome daquele vampiro assassino que aparece nos jornais. 
— Ha Ha Ha. Vai ver sou o próprio.
— Você é engraçado. E o que um vampiro estaria fazendo em uma barraca de pescaria na quermesse?
— Pescando! Ha Ha Ha. Na verdade eu estou apenas cuidando da barraca enquanto o dono teve uma repentina vontade de ir ao banheiro. Ha Ha Ha. Por que não arrisca a pegar um prêmio?  Ou será que tem medo de perder? 
— Bem que achei estranho seus óculos escuros. Afinal já é noite. 
— É para esconder meus olhos vermelhos. 
— Tudo bem! Eu respeito a loucura de todos. 
— Está vendo só! Seu bom humor começando a aparecer. Vamos torcer para não perder.
— Eu tenho perdido demais ultimamente Neculai. Meu namorado desapareceu, Estou desempregada, moro de aluguel, minha família mora no interior de São Paulo e pra completar meu celular quebrou. 
— Isadora. Sabe o que tudo isso significa? 
— Que estou ferrada? 
— Não! Ha Ha Ha... Significa que você está atualizada! Muitos estão passando por isso. É uma época complicada. É para isso que os desafios existem, para serem vencidos. Tem um ditado que diz: Se não pode vencê-los, sugue o sangue de todos eles e esconda os seus corpos. Ha Ha Ha.
— Neculai! Nunca ouvi falar deste ditado.
— Mas você riu. Isso já é um bom começo.  Agora vamos ver se você é uma boa pescadora. Afinal este é a barraquinha da pescaria.
— Tudo bem! Mas só uma vez!
— Vamos lá Isadora. Vamos ver se você pega um bom prêmio. 
— Acho que este peixe na frente parece bem mais facil de sair da areia. Deixa ver. Consegui! Número 55. O que eu ganhei? Fala Neculai? 
— É um número de sorte Isadora! Você ganhou um...
— Diz logo! Eu estou curiosa! Espera... O que tem ai? Uma caixa? Deixa eu ver. É meu!  
Ha Ha Ha! Curiosa mesmo! Está aqui! É todo seu. Pode abrir. 
— Mas... Mas isso... Uau! Um celular. 
— É uma grande vencedora. Está vendo? Sua sorte está voltando.
— Não acredito! Um celular novinho de ultima geração! Obrigada Neculai! 
— Agradeça a sua sorte. Neste celular já tem o meu número cadastrado nos contatos. Quando quiser é só ligar. 
— Você é demais! Mesmo com este óculos escuros.
— Por que não vai pegar algo para beber. Logo o dono da barraca volta do banheiro e eu posso te encontrar pelo celular. 
— Estarei por aqui na quermesse. Vou esperar a sua ligação.
— Antes de ir. Pode segurar esta minha sacora com você? Depois explico.
— Tudo Bem! Prometo não perguntar. Nos vemos daqui a pouco.  
...
— Agora sim! Vamos cuidar de você. Até que se comportou bem. Deixei você amarrado e deitado aqui embaixo enquanto eu falava com a moça.  
— Não! Socorro!...
— Não grita ou vai morrer agora mesmo.
Neculai! Eu não estava roubando o dinheiro da quermesse. Eu juro. 
— Cala a boca. Acha que me importo com o que você faz nesta quermesse? Nem merece título de ladrão. Mas vai morrer, pois não fui com a sua cara. Agora abre a boca que vou fazer você engolir esse peixe de metal.
— Não por favor! Por favor! 
— Moço! A barraquinha está aberta?
— Sim! Ha Ha Ha! Quer pegar um peixe não é? Vou contar um segredo. Esta vara aqui tem um peixe já colocada nela. Mas você tem que puxar. Puxar bem forte. 
— Oba prêmio garantido! Pai! Me ajuda aqui a puxar o grande prêmio! 
— Isso! Adoro essa união da família! Puxem com força. É o maior prêmio da barraca! Eu vou até ali e já volto.
— Puxa filho! Vamos ganhar o grande prêmio! Força! 
— Conseguimos conseguimos. Mas. Meu Deus! É sangue! Sangue! o peixe está cheio de sangue e com algo que parece uma língua! Socorro! Socorro!
...
— Alô! Neculai!
— Sim Isadora! Você ainda está na quermesse? 
— Estou sim! Estou sentada aqui tomando um vinho quente. Parece que houve uma confusão na sua barraca. Tem muita gente e a policia está no local. 
— Não aconteceu nada de mais. Só alguém que engasgou. Eu não estou podendo ir até ai. Tem muita gente no caminho. será que pode me ajudar?
— Claro o que quer que eu faça? 
— A sacola que te dei? Está com ela?
— Sim está comigo.
— Tem algum lugar escuro por ai? 
— Estou na última mesa, bem perto da parede e aqui é bem escuro.
— Eu vou aparecer ai. Vou precisar que você coloque o celular no chão bem atras de você e junto com a sacola. 
— Não vou fazer perguntas. Você é bem estranho. Pronto já coloquei.
— Não olhe ainda. 
Minha nossa! Você já está aqui?
— Sim. Não olhe. A minha sacola que estava com você tinha a minha roupa. Estou me vestindo.
— V-você é o vampiro mesmo! O Neculai? Mas por que? 
— Não entendi a pergunta.
— Por que me escolheu Neculai? Dizem que você tem muitas amizades influentes. Eu não tenho nada. Sou uma ninguém. 
— Não Isadora! Você é alguém que me conheceu e que pode dizer que sou especial. Você está vivendo os problemas atuais da nação. É alguém que está sentindo na pele as dificuldades. Mas você vai vencer. Neste celular tem todos os contatos que precisa. Cada contato tem um histórico registrado para ajudá-la. Emprego, Locais para morar, Empréstimos com nenhum juros e a longo prazo para pagar. Tem um contato que se chama Deise Day. Qualquer coisa que precisar fale com ela.
— Você não deve ser um vampiro... É um anjo.
— Olhe bem para os meus olhos Isadora. 
— Vermelhos. Eu sabia. Por isso usava óculos escuros. 
— Olhe bem perto. 
— Estou bem perto. Estou te abraçando. 
— Não tem medo de mim? 
— Estou toda arrepiada, mas não é de medo. Você é um anjo.
— Sou um vampiro que viaja pelo celular. Preciso de sangue e desespero para viver.
— Fala o seu nome de novo.
— Necu... lai... 
— Gostou do meu beijo.
— Sim! Gostei do seu beijo Isadora. 
— Posso fazer novamente?
— Tem... minha... permissão... Isadora.
— Sabe Neculai. Meu ex-namorado iria trabalhar hoje nesta quermesse. Na barraca em que você estava. Eçe disse que iria pegar uma boa grana e viajar por isso ele não queria me ver mais. No lugar dele. acabei encontrando você.
— Ha Ha Ha. Com certeza ele conseguiu o que queria. Fez uma viagem só de ida e deixou você aqui para me conhecer. 
— Você... Eu quero você. 
— Então vamos cuidar disso! A noite só começou. Vamos dançar? 
— Começou a chover...
— Não existe momento melhor Isadora. 


Por Adriano Siqueira
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