quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A última valsa - por Hellena Vieira


Hellena, uma grande amiga, escreveu e dedicou este conto para mim e sou-lhe eternamente grato.

A Ultima Valsa
Por Hellena Vieira well_550566@yahoo.com.br

Dedicado ao Lord Dri

Os corredores pareciam não ter fim, Darian ouvia o arrastar de sua capa e o ecoar de seus tristes passos arrastados. Anabell ja devia estar esperando por ele no salão. Eles tinham sido capturados a duas semanas. Darian fora torturado de todas as formas, com toda a crueldade. Afinal era inadmissível um caçador se apaixonar por sua caça. Seus captores num ultimo ato de crueldade promoveram um encontro onde um veria o outro ser executado depois de uma ultima valsa.
Darian quase não podia andar, ele tinha varias costelas quebradas e o sangue do ferimento do ombro escorria pela capa até o chão deixando um rastro vermelho. Seus olhos só abriam o suficiente para ele enxergar um leve e embaçado esboço de seu caminho. Mas ele não precisava de sua visão para perceber o quanto Anabell estava linda. Estava cercada de guardas, com os pés acorrentados um ao outro e mesmo assim sua beleza era única. Ela lhe deu um sorriso triste, sua raça curava rapidamente os ferimentos mas não fazia a dor passar. Eles se abraçaram e a musica começou a tocar. Ele tocou a cintura dela percebendo que tinham cravado espinhos de prata em seu delicado corpo impedindo o ferimento de fechar. O sangue escorria pelo ferimento e mesmo assim ela sorria.Darian lhe acariciou o rosto com carinho.
- Eu te amo Anabell, meu amor é eterno, como o próprio tempo.
- O meu também e nada, nada do que acontecer essa noite vai apagar o que sinto. Ele a beijou como nunca antes. Um beijo gelado com um tom de despedida. Depois dele o ódio tomou conta do ser dos dois. Darian tocou a balestra que roubara de um guarda e escondera na capa.O primeiro dardo atingiu a lâmpada deixando todos no escuro. Então o ataque começou, com mordidas que cortavam, que faziam sangrar, que dilaceravam, que desfiguravam. Gritos e mais gritos eram ouvidos.
Os reforços só chegaram as 5:30 da manhã, encontraram uma cena horrenda e nauseante. O casal morto, sem sangue, deitado no meio do salão abraçado. Ao redor deles estavam membros, órgãos e sangue dos guardas dilacerados.
O sol atingiu o casal que explodiu em milhares de borboletas brancas...Uma historia que não termina, um amor eterno como o próprio tempo...
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