quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Morticia vai a caça - Parte 1 - por Stefany Albuquerque

MORTICIA VAI A CAÇA - Parte 1
por: Stefany Albuquerque
Facebook - http://www.facebook.com/morticia.naghtshade


—  Alô?
—  Não vou repetir de novo, venha agora!
—  Não posso! Estou quase pegando ele.
—  Não me importo com isso, venha!
Desligo o celular e corro em direção ao homem.
—  Chega de brincar de esconde, esconde.
O agarro e o derrubo.
—  A gatinha ficou nervosa, calminha... Vamos conversar.
—  Não tenho paciência para isso agora.
—  É e nem eu.
Ele começa a sorrir, sinto a presença de mais homens.
—  Acho mesmo que eu viria sozinho? Não minha cara eu sei como escapar com classe.
—  Não deveria ter feito isso.
Meus caninos ficam salientes.
—  Se fizer isso será seu fim, eles estão armados até os dentes e acredite você não é primeira vampira que capturamos.
Eles se aproximam.
—  Sim, mas não me importo.
O agarro rapidamente o colocando de pé em minha frente, deixando os meus caninos bem perto do pescoço dele.
—  Se algum de vocês se aproximarem, ele é um homem morto.
Os homens apontam suas armas em direção a nós. Logo o homem se manifesta.
—  Calminha pessoal, é ela quem vocês têm que eliminar não eu. Abaixem essas armas.
Um dos homens toma a frente do grupo.
—  Temos ordens para eliminar ela e qualquer estorvo.
—  É... acho que você não vale muita coisa para eles. Coloco as mãos em sua calça e retiro o colar o guardando em meu peito. O jogo entre as matas e começo a correr. O celular volta a tocar.
—  Agora não.
—  Estou indo atrás de você e saiba que estou furioso.
Ele desliga o celular.
—  Droga, droga! Por que ele não sabe esperar.
Desvio o caminho escorregando em um barranco. Acabo quebrando o salto da minha bota e caindo de uma maneira brusca, rasgando a calça de coro e retalhando a blusa que estava colado ao corpo. Os cabelos longos e soltos se emaranharam em folhas e galhos. Até parar de cabeça em uma pedra.
Com a visão turva, tento me levantar, vejo um homem alto com cabelos longos e negros vindo em minha direção. Tento segurá-lo, mas acabo caindo.
—  Eu mandei você voltar, e você não fez o que eu mandei.
Com dificuldade respondo:
—  Igor, eu...
Ele me dá um soco no rosto.
Desmaio...

—  Acorde!
Ele joga um balde de água fria em cima de mim. Acordo assustada e com as mãos amarradas a cabeceira da cama.
Minhas roupas continuam as mesmas.
—  Igor eu estava muito perto...
Ele me interrompe.
—  Perto de que? Olha seu estado, como acha que fiquei quando sumiu do jantar? Acho que você não me entendeu bem. Você trabalha para mim. Não quero que saia deste quarto até segunda ordem!
Ele sai e bate a porta.

Minhas mãos estavam amarradas com pedaços de pano. Não era muito difícil de escapar, forcei as amarras e logo estava solta. Fiquei segurando os pulsos e os massageando por algum tempo e refletindo os últimos acontecidos.
Igor nunca foi um bom homem nem um bom vampiro, sua maldade sempre foi seu ponto forte. Há algumas horas atrás estava em um jantar na casa de Stevan o irmão mais velho de Igor um vampiro de mais de 3.000 anos. Tudo corria bem até que alguns humanos entraram para o jantar, um deles sai da mesa em direção a sala, nada fora do comum, mas a demora do senhor começou a preocupar Igor, que rapidamente pediu que fosse ver o que estava acontecendo. Ao chegar à sala uma porta secreta que dava entrada a uma outra sala atrás da estante de livros. Ao entrar  eu o vi admirar uma espécie de colar.
 —  O que está havendo aqui senhor?
Ele rapidamente me olhou assustado e assobia. Ouvi um grande barulho na sala de jantar. O homem colocou o objeto dentro de suas calças e saio correndo, fui atrás dele, mas Igor me segurou pelo braço e me em pediu de seguir o homem.
—  não Morticia, isso é assunto de Stevan e não seu.
—  mas Igor ele está fugindo com um...
Ele me interrompe.
—  Já disse que não é de seu interesse.
—  Então por que me pediu para ver o que estava acontecendo na sala?
—  Para garantir a segurança de Lady Amanda.
—  Onde está Stevan, do lado de fora da casa.
Saio de perto de Igor e vou à direção a Stevan, que estava sentado na varanda com um dos homens em seu colo com o pescoço dilacerado. Seus lábios estavam cheios de sangue assim como suas vestis. Respirava tão fundo que chegava a fazer caretas carrancudas.
—  Morticia, sabe o que eles levaram... Traga de volta para mim.
—  Sr. Stevan, Igor disse que não é para me meter em seus assuntos.
—  Igor não sabe de nada. Posso recompensar você com algo que procura.
—  Mas Igor me deu uma ordem não posso ir contra o meu mestre.
—  Igor não é o seu mestre, ele não tem poder sobre você.
Ele se levanta jogando com força o cadáver para o lado. Aproxima-se de mim, bem perto do meu ouvido.
—  Posso te dar uma informação valiosa de seu pai.
Respiro fundo e sinto o cheiro de um humano, esta cheirando a medo e corre por entres as matas posso ouvir seu coração batendo cada vez mais forte.
—  Espero que seja verdade.
Igor chega à varanda gritando meu nome, me vê. Ele fica irritado e diz:
—  Volte para dentro, Morticia.
Olho para ele e sorrio, saio correndo por entre as matas. Até alcançar o homem e tudo começar.
Volto a olhar meus pulsos e a admirar o quarto.  O quarto tinha janelas grandes e cobertas com cortinas grossas num tom bordo. A cama era macia, um tanto envelhecida. As paredes eram cobertas de pinturas de flores como jasmim, petúnia e tulipas. Nada neste quarto era igual à casa de Stevan ou de Igor. A casa de Igor tinha moveis antigos da era medieval. A de Stevan era uma típica as de campo. Olhando bem talvez fosse um pouco parecida com a casa de Stevan.
Havia um espelho grande atrás da porta.
Vejo minha face, meus olhos castanhos estavam esmorecidos, a maquiagem negra que os cobria estava caída sobre a bochecha rosada. O batom vermelho que destacava meus lábios estava borrado. Meus cabelos longos e negros emaranhados em folhas mostravam uma face nada reconhecida. Por um lado ele está certo, mas por outro não sou sua prisioneira. E era assim que ele estava me tratando agora. Estou trabalhando para Igor por dois motivos, o primeiro é que ele me contratou como uma assassina profissional e estou limpando áreas e áreas para ele, o segundo é que seu irmão Stevan tem informações valiosas para mim. Igor é mal, mas sempre soube ser líder nas grandes situações de perigo e é um mestre na arte da sedução, têm me ensinado muitos truques. Retiro o colar de meu peito, uma sorte ele ainda estar aqui, o coloco de baixo do travesseiro.
 Termino de rasgar com minhas próprias unhas os trapos de roupa que está usando, deixando minha pele nua.
O quarto tinha um banheiro grande com toalhas brancas felpudas. Uma banheira me esperava com sais de banho em uma água fervente.  Se fosse sua prisioneira estaria em um quarto escuro em uma cama de tortura, mas me parece que não é isso que ele quer.
Entro na banheira e mergulho até o fundo. Meus pensamentos se direcionam aos dele. Quero saber o que ele tem em mente.
Começo a invadir sua mente ele está na sala ao lado da lareira, fumar um charuto.
—  Morticia você me subestima não é? Saia da minha mente.
—  E por que eu faria isso? Não sou sua prisioneira.
—  E não é mesmo, mas não vou ter outra escolha se continuar me desobedecendo.
—  Venha até aqui Igor. Tenho que deixar algo bem claro para você.
Meus pensamentos se desconectam com os dele e logo ouço a porta do quarto se abrir.
—  Estou na banheira Igor.
Ele vem até a banheira, estava com uma camisa preta de botões aberta, com os cabelos soltos, uma calça preta e botas de cano alto. Seus olhos azuis me observavam.
—  O que esta fazendo Morticia?
Começo a rir. Submergindo a cabeça.
—  Tomando um banho querido.
—  Isso eu sei, mas...
—  Mas o que? não quer entrar?
Ele me olha com o canto dos olhos.
—  Não!
Levanto da banheira deixando meu corpo nu à mostra, ele me observa de cima para baixo.
—  Seu corpo é uma sedução, Morticia.
—  Vejo que teus olhos já perceberam isso.
Ele sorri.
—  Venha vou lhe trazer um toalha.
—  Não terminei.
Retiro sua camisa rapidamente, de sendo para seu cinto e o abrindo com força.
—  Pare Morticia, isso não vai tirar a raiva que sinto de você.
—  Raiva pelo que? Por ajudar seu próprio irmão?
Termino de retirar suas calças, ele as chuta para o lado.
—  Stevan tem os seus problemas e eu os meus, você trabalha para mim e não para ele.
—  Não custava nada eu o ajudar.
—  Desde quando ficou boazinha? O que ele prometeu a você?
Deito-me novamente na banheira e o puxo para dentro, ele entra e fica por cima de mim, se segurando nas beiradas. Com seus lábios bem perto dos meus.
—  Nunca fui boazinha Igor e sabe que jamais serei.
Ele me beija esfregando seu corpo sobre o meu. Meus braços eram fortes, suas pernas grosas abriam um caminho entre minhas pernas, logo ele estava penetrando em mim causando gemidos e arranhões.
—  Me diz que não me deseja?
—  Não a desejo.
Começo a rir e a gemer ao mesmo tempo.
—  Fale o contrario Igor.
Ele sorri.
—  Não sou tão bonzinho como você, sei impor minhas leis.
O derrubo na banheira e pulo em cima dele, seguro seu pescoço.
—  Não sabe com quem esta brincando meu caro. Não sou frágil e nem boa, há um mal dentro de mim que pode te transformar em cinzas, não brinque com a minha paciência.
Ele se debate na água. O solto e saio rapidamente da banheira indo à direção ao quarto. Arranco da janela uma das cortinas e enrolo em meu corpo como um vestido. Ouço-o ainda tossir.
Ele sai do banheiro e fica a me olhar a segurar o pescoço.
—  Por um instante esqueci que era uma assassina.
—  Sou mais que isso Igor.
—  Por que se submeteu se as minhas ordens até agora?
—  porque precisava de uma informação. Mas seu irmão já a forneceu para mim. Vou até a cama e pego de baixou do travesseiro o colar.
—  Entregue isso a Stevan. E diga que voltarei para concluir sua promessa.
—  Você ainda tem um acordo comigo.
—  Não se preocupe não vou muito longe.
Saio do quarto em direção ao corredor. Ele me segue e segura meu braço.
—  Não pode sair sem que eu mande.
—  Então me faça ficar.
Continuo a descer as escadas até chegar à sala. Stevan estava sentado no sofá.
—  Nossa como você chegou aqui?
—  Faz alguns minutos, vim te dizer às informações que tenho em troca do colar.
—  Entregue a ele Igor.
Igor abre sua mão e observa o colar.
—  Entregue a ele!
Igor se aproxima de Stevan e entrega o colar.
—  O que esse colar tem de tão especial?
—  Nada de seu interesse Igor. Morticia com seguimos capturar o homem que você encontrou com o colar, mas os meus homens sentiram o cheiro de mais outros humanos. Mesmo com essa informação não conseguimos pegá-los. Seu pai ainda estava aqui em Monte Real, mas acabamos de saber que ele esta indo em direção ao Brasil, não sei o que esta havendo em São Paulo, mas acho que ele esta interessado no que tem lá.
—  Bom, acho que São Paulo me espera novamente.
—  Vou com você Morticia.
—  Para quê Igor?
—  Temos um trato não é, sei que pode realizá-los em São Paulo também.
—  Pena não poder ficar para o fim da temporada de chuva, aliás hoje foi um noite seca.
Stevan vem em minha direção e me beija nos lábios.
—  Terá muitas outras oportunidades, Lady. Volte logo!
Igor fica a nos olhar assustado.
—  Onde fica Lady Amanda nessa história?
Stevan sorri.
—  Conheço Morticia há muito tempo, muito antes de Lady Amanda surgir em minha vida. Cuide bem de Morticia senão... será um homem morto.
Ele some como fumaça.
—  Não sabia de seu vinculo com meu irmão, Morticia.
—  Você não sabe muito sobre mim.
Ele me puxa para perto de seu corpo nu.
—  Não, mas vamos ter muito tempo para descobrir, serão dez horas de viagem.
—  Não sei se é uma boa você vir comigo.
—  Por que acha isso?
—  Não quero que arrume encrenca com os meus aliados.
—  Vamos fazer um trato. Eu vou e te ajudo no que você precisar e você em troca me ajuda no que eu precisar. Não vou arrumar confusão com ninguém, eu prometo. Sou um Lorde não me rebaixo a tanto.
—  É só que o Brasil também tem seus lordes.
—  não se preocupe com isso, se preocupe com o que vai acontecer agora.
Ele beija apertando mais meu copo contra o seu, seu corpo ainda estava molhado, o que me causava arrepios. Então passo minhas pernas entre as suas e em um puxão rápido, o derrubo no chão e subo em cima dele segurando suas mãos com força.
—  Quem tem que se preocupar aqui é você, com o que eu vou fazer!
Mostro meus caninos.
—  Morticia nem pense em...
Antes que ele responda o mordo, ele fica se debatendo e tentando fazer com que eu pare. Mas é inútil já está sem força. O sugo até ficar quase inconsciente.
Saio de cima dele e vou até a lareira, pego uma das toras de madeira que fica ao lado dela. Vou a sua direção.
Com dificuldade ele diz:
—  Morticia, eu...
Olho em seus olhos segurando a tora.
—  hora de dormir Igor!

continua...







quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As histórias da Morticia Naghtshade (curiosidades)




A história da "Morticia Naghtshade" (personagem criada por Stefany Albuquerque) escritas pelo autor Adriano Siqueira começou neste link: - http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2008/12/procura-de-dark-rose-parte-final-por.html

Depois teve o e-book " A Deusa dos Vampiros" que é gratuito e está atualmente com 4300 downloads. faça download aqui - http://www.overmundo.com.br/banco/a-deusa-dos-vampiros-por-adriano-siqueira

Atualmente a história "Uma Vampira na cidade" trouxe de volta a Morticia Naghtshade escrito em parceria Adriano Siqueira e Stefany Albuquerque (que é a criadora da personagem Morticia Naghtshade) que está no blog e começa neste link - http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2012/09/uma-vampira-na-cidade-parte-01-stefany.html

E tem também uma nova história escrita pela autora Stefany Albuquerque que conta a origem da Morticia Naghtshade - http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/2012/11/o-inicio-da-lady-morticia-por-stefany.html

O facebook da Morticia Naghtshade é http://www.facebook.com/morticia.naghtshade?fref=ts 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O início da Lady Morticia - por Stefany Albuquerque



O início da Lady Morticia
Por Stefany Albuquerque - 

A história narrada pela própria Lady Morticia Naghtshade conta o seu início.


A chuva fez parte do meu inicio. Foi em um dia chuvoso que tive meu primeiro contanto com o meu outro eu, um eu que poucos conhecem, mas os que conhecem não ficam inteiros ou não sobrevivem para contar a historia.
Meu nascimento foi como qualquer um, mas meu sangue não é como o de qualquer um. Meu pai era considerado um grande bruxo, e temido por muitos, seus poderes iam alem da capacidade de um bruxo normal, o que criava uma desconfiança, mas poucos se atreviam em dizer tal desconfiança a um lorde. Meu pai era o primeiro filho do Lorde Samuel Naghtshade, seu nome era um grande mistério, pois era conhecido como Cavaleiro Negro Demetrio, por usar uma máscara negra desde a batalha em Demetrio, seu pai o chamava assim, ele não queria apresentar a verdadeira forma que ele tinha. Apaixonou-se por minha mãe uma moça humilde que vivia aos arredores dos campos de Demetrio, mal sabia ela o perigo que estava preste a passar.
Meu pai tinha vários inimigos, como vampiros, lobos, súcubos e até bruxos, aos passar dos anos o reino de meu pai se esmoreceu, o meu avô morreu e deixou meu pai no trono, mas seu irmão Santiago não aceitou que meu pai reinasse e o delatou como um bruxo negro, fazendo com que caçassem meu pai. Mas meu pai não era um bruxo e sim um demônio e minha mãe descobriu isso da pior maneira. Ela o encontrou caído em meio à lama da estrada, o acolheu em sua casa escondido de seus pais, mas seu pai o descobriu e pediu que mandasse ele embora, pois se descobrissem que ali ele estava o exercito do novo rei mandaria exterminá-lo.
Mas minha mãe não tinha coragem de fazer isso por dois motivos, o primeiro era que ela acreditava que ele era um bom homem, e o outro era que ela tinha se apaixonado por ele.
Sua família não aceitava que ela se envolve se com alguém que não fosse de suas origens religiosas e nem que tivesse contato com outros homens fora do reino. Mas mesmo sendo do reinado ele estava condenado á morte pelo seu próprio irmão. Sua vida estava em risco e a da sua família também. Ela teria que tomar uma decisão.
Seu coração então falou mais alto, ela fugiu com ele. Correndo perigo de estar com um homem insano. Uma tempestade os seguiu e tomou conta do caminho, o que os forçou a parar, seu olhar era envolvente, seduziu minha mãe com toques e palavras doces, jamais ouvi falar de um demônio que amava. Meu pai tinha um porte atlético e um olhar selvagem por entre os buracos da máscara que ele usava, seu corpo era uma miragem para os olhos de minha mãe. O que chamava a atenção de meu pai em minha mãe era por ela ser uma mulher tão pura e ingênua. Era sua parte humana que seduzia meu pai, um grande demônio, cujo nome niguem sabia, nem mesmo ela. A única coisa que ela sabia sobre ele é a sua verdadeira origem, naquela mesma noite ele retirou a máscara e mostrou sua verdadeira face, ela de imediato se assustou, mas viu a beleza que havia em seu olhar triste e se entregou a ele de alma e coração. Por meses eles fugiram de diversas pessoas e seres sobrenaturais que queriam matar o que minha mãe carregava em seu ventre. Então, em uma caverna escura, ela deu a luz a uma menina de olhos castanhos brilhantes e lábios rubros. Meu pai viu que seu sangue corria em minhas veias, que o demônio que ele é habitava em meu ser também, disse a minha mãe que eu seria uma mulher forte e soberana, que reinaria um dia e vingaria a vida que eles perderam fugindo, minha mãe então, olhou para mim e sorriu, suas ultimas palavras foram “será uma boa menina” ela fechou os olhos e abraçou o sono eterno. Nada mais ele podia fazer apenas criar o fruto que surgiu de um amor incomum, de uma união de um demônio e uma humana. Mas como ele faria isso sem aquela bela moça que fez daqueles meses os mais felizes de sua vida.
Ele seria caçado e eu também, seriamos aberrações para o mundo. Então ele se prontificou em encontrar uma família que pudesse me amar como ele queria fazer ao lado de minha mãe.
Depois de alguns dias ele encontrou a família, em uma noite chuvosa ele me entregou aos braços de uma mulher que havia acabado de ter gêmeos, mas um morreu e apenas o outro sobreviveu, um menino de olhos verdes e lábios rubros iguais aos meus, seu nome era Walter Lêbroken. Ela pediu que ele fizesse um voto de sangue, que ele batizasse seu filho com seu sangue, ele relutou com a pedida, mas ela lhe deu a garantia que cuidaria de mim como se fosse sua filha de verdade, meu pai cego pela paixão que tinha por mim aceitou depressa, fez o pacto com ela e disse que assim que ela morresse, ele voltaria para ver a mulher que me tornei. Meu pai se foi e nem seu nome e nem o nome de minha mãe ele me deixou, deixou apenas o meu nome, um nome que muitos temem hoje, Lady Morticia Naghtshade.
Minha verdadeira história, esta que conto, apenas soube depois de 18 anos, meu irmão sabia sobre minha verdadeira identidade e só a revelou após uma batalha, uma batalha que nos custou a vida de muitos, principalmente a vida de nossos pais, ou melhor, os pais dele. Meu pai não cumpriu sua promessa, não apareceu após a morte da mãe de Walter e assim tive que acabar com o meu próprio irmão. Mas Walter não era como qualquer humano ele tinha sangue de demônio, uma parte da historia que só soube muitos anos mais tarde após achar que o tinha exterminado refiz minha vida em outro país e em outra cidade fora dos olhos dele ou de qualquer mal, mas o mal estava dentro de mim e eu nem pensava que ele pudesse atrair uma criatura tão longe dos meus olhos, um vampiro.Em uma noite chuvosa estava eu a passear em bosques escuros, meus olhos enxergavam mais que a capacidade humana poderia, ele se aproximou de mim com facilidade, seus olhos penetraram nos meus e um misto de medo e curiosidade tomou conta do meu ser. Neste momento mãos frias percorreram meu corpo, deslizando medos selvagens por minhas vestes, as rasgando com facilidade. Meus lábios tocaram os meus assim como sua pele fria, braços fortes me envolveram, não podia fugir e nem queria, jamais havia estado com um homem, jamais havia estado com um vampiro, ele dizia palavras doces ao mesmo tempo em que me beijava, ele, ao me beijar com força, acabou ferindo meus lábios, seu olhar mudou ao sentir meu sangue, avançando em mim com voracidade, seus lábios me em prendiam me impedindo que gritasse. Largou meus lábios e fixou seu olhar nos meus, sem entender meu corpo se movimentava conforme ele queria, ele rapidamente cravou seus dentes em meu pescoço, senti uma dor enorme, ao mesmo tempo em que ele sugava meu precioso sangue ele tirava minha inocência como um animal, não sentia vontade de dizer não e nem de relutar com seus toques e beijos. Aos poucos, minha visão ficou turva, ele me segurou em seu colo, levou seu pulso direito à boca e o mordeu, colocou em minha boca e derramou seu sangue em meus lábios, seu sangue um pouco doce com um final amargo me deu fome, e comecei a tomar mais e mais dele até que ele retirou o seu pulso, olhou em meus olhos e disse “És minha agora, mas a algo diferente em você. Vou usar para o seu próprio bem.” Desde então, me tornei uma vampira com sangue de demônio, meu mentor me ensinou tudo que um vampiro poderia saber, me mostrou uma maneira de usar meus poderes e o meu lado sombrio para o bem de todas as espécies. Levou-me até Roma e me apresentou o conselho dos vampiros, ele me indicou como uma assassina profissional. O conselho então fez um teste comigo me mandado para vários países para matar diversas criaturas, meu mentor sempre esteve comigo, em sua jornada ele me ensinava mais, mas havia algo que não sabia, seu nome, por que ele nunca mencionava e toda vez que tocava neste assunto ele dizia “a única coisa que você deve saber sobre mim é que sou seu mentor, me chame de Mestre” Mestre nunca falou muito sobre si e nem se quer me deu muita oportunidade de saber sobre ele, sempre estávamos em missões e mais missões e assim se passaram anos, um dia após uma luta contra um clã de lobisomens o líder estava bem perto de ser exterminado, mas havia algo nele que me chamou a atenção, seu jeito de lutar era muito parecido com o meu, sentia seu coração bater mais forte toda vez que nos encontrávamos. Nessa ultima batalha ele chegou muito perto de mim o suficiente para me beijar, seu beijo era selvagem, mas havia algo em mim que tinha mudado, não era mais apaixonada pelo meu mentor e acho que ele notou isso, ele ordenou que matasse o lobisomem e assim eu fui fazer a minha missão, mas ou chegar com a espada perto de seu pescoço senti uma forte dor em meu peito, não uma dor como qualquer outra, essa eu não sentia há muito tempo e sim uma paixão, um amor que não poderia matar. Então arrumei um jeito que ele pudesse fugir, pedi que fugisse e que não desse as caras por um bom tempo, marcamos nosso ultimo encontro. Em uma noite de lua cheia nos encontramos e nos amamos, ele era diferente do meu mentor ele me desejava. Naquela mesma noite ele se foi, mas com uma promessa de um dia ficarmos juntos ele me deu um colar, seu pingente era uma rosa negra, disse que deveria mostrar para o meu mentor e ele saberia que havia concluído minha missão, mas que era para ficar comigo, pois era uma lembrança. Ao chegar para o meu mentor ela ficou deveras satisfeito, mas tinha algo para me dizer. Ele iria para uma missão sozinho, ele nunca saiu para uma missão sozinho, ele disse que era importante e valia seu cargo no conselho. O deixei ir e fui para outra missão. Como qualquer outra era mais uma criatura sobrenatural. Ao chegar nesta missão encontrei um homem que me parecia familiar, tinha os olhos verdes, cabelos loiros e compridos. Ele olhou por um tempo até que comecei nossa luta, ele esquivava dos meus golpes. Então em um descuido meu ele me imobiliza. Sim, ele era familiar para mim, era Walter o irmão que achava ter exterminado. Então ele se manifestou, disse que estava feliz em me ver viva, pois só estava ali para concluir sua promessa.
Começamos uma luta sangrenta, mas antes que ele pudesse me matar, chamas surgiram ao nosso redor, e um homem de máscara negra, o jogou longe de mim, e me arrastou para algum outro local, desmaiei em um sono profundo, um sono que imaginava ser um sonho.
Ao abrir meus olhos, me encontrei em um quarto vazio da existência humana. O homem que me salvou ali não estava mais, deparei-me com o nada a minha espera. Por um momento a historia que meu irmão havia contado para mim, fez sentido. Poderia ser meu pai ali a me salvar.
Mas por que ele não estava comigo neste momento? Talvez eu não tenha sido a filha que ele desejava assim como ele que não foi o pai que eu desejava que fosse.
Não podia ficar ali e esperar o que não vai acontecer. Ele não iria voltar e eu sei disso. Estava bem perto do conselho, deveria voltar antes que meu Mestre voltasse e não me visse ali.
Ao chegar ao conselho fui presa de imediato, minha missão não foi concluída e meu mentor estava desaparecido. Sem muito entender relutei a prisão e cheguei ao líder do conselho.
Ele não se manifestou em me impedir, me disse que meu Mentor era um traidor que havia fugido com arquivos e planos do conselho, e que eu estaria envolvida. Mas tinha mais coisa por trás disso.
Como meu inicio a chuva novamente esteve comigo, fui presa e torturada por quatro anos, eles queriam saber o que eu era de verdade, algo que nem mesmo eu sei ao certo. Mas tinha uma coisa que eu sabia meu Mestre não era um traidor e se ele fugiu algo de errado tinha. Meu sangue jamais foi revelado ou provado por ninguém além de meu mentor. Ele me dizia que se outra pessoa o provasse poderia querer a minha morte. Talvez ele estivesse certo, mas por quê?
A resposta vem de imediato, o líder do conselho conhecido como Charles Bermu´t ordenou a retirada de uma amostra de sangue minha, pois desconfiava a minha origem. Mas antes que isso acontecesse, meu mentor me salvou me tirando da prisão. Meu mentor era um soldado de guerra, sabia várias artes marciais e lidava muito bem com armas brancas, seus ensinamentos me foram passados, mas mesmo assim o conselho conseguiu me capturar, usava seus poderes tão facilmente que me impressionava cada vez mais. Ao fugir pedi uma explicação por que ele fugiu e por que levou tantos anos para me tirar desse inferno. Ele em poucas palavras me disse que tudo fazia parte dos seus planos, um plano que me custou quatro anos, nas mãos de diversos seres sobrenaturais a me torturar. Ele simplesmente sumiu como fumaça em meio às matas. Corri até um riacho e desapareci por seis meses. O conselho procurou por mim várias vezes, mas eu sempre escapava. Tive que andar como os humanos, tinha que agir como eles. Até que em uma caçada na Suíça me levou novamente aquele lobisomem que havia se apaixonado por mim. Mas eu já havia mudado, mudado o suficiente para não confiar em ninguém.
O encontrei em um leilão de jóias, além do leilão, estava havendo um baile de máscaras. Ao ouvir a voz suave de um homem que jamais esqueci, me retrai em lembranças e em uma tentativa de fuga ele segurou meu braço, olhou em meus olhos e expressou um sorriso, “até que em fim te achei bela dama”.
E daqui por diante começa outra historia.

Bem vindos ao meu mundo!
Morticia

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fantástica Jornada Noite Adentro: “Noite de vampiros”


Neste dia 09 de novembro de 2012
na Biblioteca Viriato Correa
Rua Sena Madureira, 298
Vila Mariana - 04021-050
São Paulo, SP








Esquete
O escritor Adriano Siqueira apresenta esquete sobre um caçador de vampiros aposentado que destruiu todos os vampiros da terra. 

Mesa-redonda

Com as escritoras Giulia Moon e Martha Argel e Vivi Amaral, pesquisadora e organizadora do Cinefantasy.
Dia 9 de novembro (sex), às 22h.
Após a meia-noite, começam as sessões de cinema na Sala Luiz Sérgio Person. Paralelamente, tem início o jogo de RPG Live-Action no andar térreo da Biblioteca. 

RPG Live-Action
Com o grupo Confraria das Idéias. 
Para jogar é preciso se inscrever com antecedência pelo bibliotecavilamariana@hotmail.com
A partir da meia-noite

Filmes:

A dança dos vampiros
(EUA, 1967, 110 min, legendado, DVD)
Dir: Roman Polanski. Elenco: Roman Polanski, Alfie Bass, Sharon Tate.
Abronsius é um professor universitário especialista em vampiros que decide ir até a Transilvânia acompanhado de seu fiel discípulo, Alfred, que é bem medroso. Abronsius tem como objetivo aprender sobre vampiros e combatê-los, se possível, mas os fatos tomam um rumo inesperado. Para maiores de 12 anos.
Dia 9 de novembro (sex), 11h59

A Hora do espanto

(Fright Night, EUA, 1985, 106 min, legendado, DVD)    
Dir: Tom Holland. Elenco: Chris Sarandon, William Ragsdale, Amanda Bearse.
Para Charley nada poderia ser melhor que um velho filme de terror bem tarde da noite. Assim, quando novos moradores ocupam a casa vizinha, a experiência de Charley não deixa nenhuma dúvida de que o comportamento estranho dos novos vizinhos é explicado pelo fato de eles serem vampiros. Para maiores de 14 anos.
Dia 10 de novembro (sáb), 2h - Sala Luiz Sérgio Person

Filme surpresa

Dia 10 de novembro (sáb), 4h - Sala Luiz Sérgio Person
Às seis horas, o evento termina com um café-da-manhã.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Uma Fanfic sobre Minerva - personagem da história "Uma Vampira na Cidade"



Victório Anthony - http://www.facebook.com/victorio.anthony fez uma continuação fanfic para o que aconteceu com a Minerva depois do final da história "Uma vampira na Cidade" que escrito por Morticia Naghtshade e Adriano Siqueira - confiram -
http://victorioanthony.blogspot.com.br/2012/11/devils-drink-31-marcada.html?showComment=1352212988333#c9052636393195025714