quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cinco contos narrados por Conde Vortak



O Conde Vortak é um personagem criado por Adriano Siqueira - siqueira.adriano@gmail.com



Meu Nome é Conde Vortak. Sou um vampiro. Uma criatura noturna que vive de sangue. Tenho muitos amigos e alguns são humanos mas eles nunca aparecem quando estou com fome. Eu não os culpo. Afinal, eles poderiam ser meu prato principal.
Adoro viajar. Por isso, eu não tenho um endereço fixo. Eu já morei em castelos, hotéis, parques e até no metrô.
Estou há muito tempo neste mundo. Tempo suficiente para adquirir bastante informação sobre os humanos.
Conheci muitos que queriam dominar o mundo e às vezes, até destruí-lo. O ódio, a ganância e a vaidade, que eles possuíam aguçavam o meu paladar. Por muitas vezes. Estes tipos de humanos foram o meu prato principal. Estes eu os tenho no meu sangue. Foram jantares maravilhosos. Uma iguaria.
Sobre estes jantares... quer dizer... Humanos, são os que irei falar. As histórias que vou contar trarão muita diversão como poderão ver nas linhas que se seguem.

Você é meu convidado.


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O CD que você me deu - narrado por Conde Vortak
por adriano siqueira


- Não acredito que você fez isso Carlos!
- Fiz sim Cláudio! Eu gravei a conversa do Henrique com a amante dele e coloquei no CD junto com as músicas que a Cris, a namorada dele, me pediu. As músicas da Luisa Paloma.
- Luisá Paloma é uma cantora e tanto.
- A Cris é fã daquela mulher. Que mau gosto. Comprei os CDs dela e alguns pôsteres só para impressionar a Cris. Mandei até um e-mail para a Luisa só para dizer que tenho contato com ela.
- E você coloca a conversa deles no CD dela? Cara! Essa foi demais! Foi o pico da maldade.
- Eu consegui acabar com o relacionamento deles com a maior molesa... Amanha mesmo vou pedi-la em namoro.
Carlos queria acabar com o namoro do Henrique com a Cris, por causa do ciúmes que ele tinha. Um garoto com problemas sérios ao qual eu me interessei de imediato. Eu tinha que conhecer mais este humano. Ele tinha que ser meu jantar.
Quando Carlos voltou para a sua casa, a sua mãe deu um recado.
- Carlos! Uma mulher esta te esperando na sala.
- Mulher? Na minha casa?
Empolgado Carlos corre para ver quem era.
- Luisa Paloma! Minha Nossa! Eu sou seu fã. Tenho todas as suas músicas gravadas.
- Olá Carlos. Meu agente achou você e me contatou. Você tem todos os meus CDs e vários pôsteres. Você enviou um e-mail querendo me conhecer melhor e estou aqui.
- Nossa! Eu não posso acreditar. Me belisca que estou sonhando.
- Não é sonho bobinho.
Carlos e Luisa Paloma saem para ir jantar em um restaurante. No caminho ele vê a Cris chorando e ele começa a rir.
- Do que está rindo Carlos?
- Eu contei para aquela garota que o namorado a estava traindo.
- É mesmo? Então olha de novo.
Carlos perde a graça quando vê Henrique ir ao encontro da Cris e os dois se abraçam.
- Que droga!
- É Carlos. Pelo jeito, eles se amam mesmo.
- Eu vou acabar com eles. Eu prometo!
- Calma Carlos. Olha... Escuta meu novo CD tenho certeza que vai adorar.
- É... Claro!
Quando a Luisa coloca o CD para tocar não é bem a sua música que ela escuta. É uma gravação.
- “Luisá Paloma é uma cantora e tanto.”
- “A Cris é fã daquela mulher. Que mau gosto. Comprei os CDs dela e alguns pôsteres só para impressionar a Cris. Mandei até um e-mail para a Luisa só para dizer que tenho contato com ela.”
Luisa Breca o carro e grita para o Carlos.
- Sai do meu carro!
- Mas Luisa... não fui eu que disse isso!
- Agora!!!
Carlos sai do carro e a Luisa acelera sem se quer, olhar para o lado.
- Fui enganado. Vou matar o cara que fez isso comigo.
É nesta hora que apareço.
- É mesmo! Pois adivinhe quem foi!
Carlos tenta gritar mas sou mais rápido e garanto o jantar daquela noite.

Pessoas ciumentas como o Carlos usam a maldade para conquistar. Mas o que eles querem mesmo é prejudicar o relacionamento dos outros. Só tem uma maneira de conquistar um amor! Amando!


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Um rosto Inesquecível - - narrado por Conde Vortak
por adriano siqueira

- Rosana! Minha querida! Você vai adorar essa novidade!
- Mostra logo Vilma! É aquele produto para passar no rosto?
- Isso mesmo! Eu trouxe da França. A sua amiga que mora no andar de baixo também pediu!
- O que? A Patrícia quer um? Nada disso Vilma! Eu pago por todos os que tiverem com você...
- Não posso! Eu prometi que traria para ela também! Agora mesmo ela está me esperando!
- Por favor Vilma! Eu quero ser a única do Brasil a ter esse produto! Olha.. Eu pago em dobro para ter todos!
- Não seja tão egoísta! Eu sou uma vendedora e eu tenho compromissos com meus clientes! Agora cm licença que vou descer para o apartamento de Patrícia... Eu estou atrasada.
Vilma pega a maleta dos produtos e sai em direção ao apartamento da sua outra cliente, Patrícia.
Rosana estava desesperada. Ela tinha que dar um jeito para que Vilma nunca chegasse ao apartamento de Patrícia. Ela a seguiu e quando Vilma estava nas escadas, Rosana a empurrou mas a maleta abriu bem perto dela. Rosana foi vitima dos produtos que quebraram e atingiram diretamente a sua face.
- Não!! Meu rosto!!!
Vilma estava desacordada pela queda na escada. Aparentemente estava tudo terminado. Ela teve o que merecia mas, como eu sou um vampiro. Eu queria dar uma boa lição nesta humana.
Enquanto ela gritava. Dei uma mordida em seu pescoço. Ela desmaiou.
Enquanto alguns vizinhos socorriam Vilma, eu levei Rosana de volta ao seu apartamento. Ela acordou alguns minutos depois.
- Quem é você?
- Sou um vampiro que gosta de se divertir com pessoas como você!
- O que você fez comigo! Meu rosto!
Rosana corre para um espelho mas ela não consegue se ver.
- Vampiros não podem ser vistos no espelho Rosana.
- Não!!! Não pode ser!! Eu quero ver meu rosto! Eu tenho que ver!!
- Eu posso vê-la Rosana! Sinceramente! Nunca vi uma vampira mais feia em toda a minha vida! Mas não se preocupe! Você agora é uma vampira e será, agora, uma eterna vampira feia!
- Não!!! Não!!!

Deixei a Rosana em seu apartamento, ela gritando muito e depois começou a rir como uma louca.

Acredito que ela tenha aprendido que o egoísmo e a vaidade são defeitos mortais.


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Paixão Roubada - narrado por Conde Vortak
por adriano siqueira

Em uma das minhas aventuras, passei um tempo exilado perto de um reino chamado Duran. Eu tinha feito um pacto com o rei. Eu prometi que não iria atacar ninguém que morasse por lá.
Era um reino onde todos viviam pacificamente. Porém, sempre existia alguém dominado pelos males da inveja.
Acompanhem-me nesta história...

O soldado Ramirez e a sua amada Madalena Beijavam-se apaixonadamente perto do Castelo.
Sem que o casal percebesse, o príncipe Rhodes observava os seus movimentos.. Por muito tempo Madalena negou o amor do príncipe mas, ele sabia que um dia a teria em seus braços.
- Como pode uma mulher tão bela estar apaixonada por um simples soldado? Mas aquela plebéia vai pagar caro por recusar meu amor! Sou um príncipe! É meu direito ter tudo que quero!
Completamente dominado pela sua fúria e ciúmes o príncipe Rhodes coloca o seu plano em ação. Ele vai ate a minha casa que era fora do reino. Foi a primeira vez que nos vimos.
- É aqui que mora o vampiro. Tenho uma oferta que ele não poderá recusar.
- Príncipe Rhodes... É uma honra telo em minha morada! Por acaso não veio aqui para cobrar impostos, espero. Eu continuo sugando o sangue dos animais da floresta conforme combinado com seu pai, mas sempre estou disposto a mudanças de contrato.
- Sim, Vortak! Eu tenho um novo acordo. Quero que use seus poderes para matar o soldado Ramirez e fazer Madalena apaixonar-se por mim.
Eu estava rindo por dentro. Pobre tolo. Eu entrei no jogo. É claro.
- Isso é fácil para os meus poderes. Em troca, quero uma mulher por mês e seus soldados longe da minha morada.
- Aceito o acordo! Vá agora! Estarei esperando dentro da sua casa.
Não foi difícil imaginar o príncipe Rhodes rindo, esperando que eu obedecesse as suas regras absurdas. Mas madalena era uma mulher fascinante. Rhodes era um fraco. Até mesmo o rei não iria permitir que tal homem assumisse as obrigações do seu reinado.

Já havia passado um bom tempo até que finalmente Madalena chega na minha casa para encontrar o príncipe Rhodes.
- Finalmente a minha amada chegou. Venha meu amor. Venha abraçar o seu novo senhor.
Madalena abraça Rhodes e antes de perceber o que estava errado ela o segura com muita força e mostra para ele os seus caninos bem salientes.
- Não! Aquele vampiro traiçoeiro o transformou em uma vampira! Não!
Madalena não diz nada! Apenas morde o pescoço do príncipe Rhodes.

Tenha certeza, meu amigo! Não existe dinheiro que compre o amor. Ele deve ser conquistado apenas por uma forma. Amando.


Em minhas andanças encontrei uma garota chamada Lucilia. Ela tinha apenas 10 anos mas, Desde que a vi, sabia que ela era uma garota especial.

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A Eterna Arte de ser um Artista - narrado por Conde Vortak
por adriano siqueira

Lucilia era uma menina órfã e gostava muito de ficar na casa de um pintor chamado Lantis!
Ele era um pintor de quadros magníficos e só pintava animais. Suas pinturas eram tão perfeitas que pareciam vivas.
Esta menina gostava de vê-lo pintar e ficava sentada em uma cadeira olhando, curiosa... Até dizer, com certeza, que bicho ele estava fazendo.
Ele olhou para a menina e disse, bem baixinho:
— Esse vai ser meu último quadro... vai ser o melhor de todos!
Os olhos da menina ficaram arregalados:
— Como? — disse ela — O Senhor não pode me abandonar... Seus desenhos são os melhores do mundo!
— Não há outro jeito... Preciso partir.
E, pela primeira vez, ele não a deixou ver qual o desenho que estava fazendo. Cobriu o quadro, chegou perto dela e disse:
— Amanhã você virá aqui e pegará o quadro, porque vou fazê-lo para você! Mas você não me encontrara mais por aqui...
Deu-lhe um grande abraço e ela foi embora chorando.
Naquela mesma noite, alguns homens entraram na casa daquele senhor...
Revistaram tudo mas não acharam sinal dele. Apenas o quadro, coberto por um pano, endereçado àquela menina.
— Aquele bruxo de nome Lantis sumiu, e ainda caçoou da gente fazendo sua última obra de arte! Vamos queimar tudo!
Eles começaram a colocar fogo na casa. Fiquei impressionado com tanta arrogância, com tanto descaso com a arte daquele homem. Eu tinha que interferir.
Chamei alguns morcegos e lobos para entrarem na casa. Era muito engraçado ver os homens saindo correndo desesperados.
Por mais que eu tentei não consegui apagar o incêndio. Mas consegui salvar o quadro que estava endereçado a menina. Eu me escondi do povo daquela aldeia. Todos foram ver a casa se incendiar. Finalmente encontrei a menina na multidão. Eu consegui ter contato com ela.
—Não se preocupe minha jovem. Os homens que fizeram isso. Jamais voltarão. Posso garantir também que o pintor não estava em casa. Mas ele deixou este presente para você.
Ela pegou o quadro e saiu correndo. Eu fui atrás dela. Ela entrou na floresta e parou perto de uma arvore. Começou a rasgar o papel que embrulhava o quadro... Era uma águia!
Os olhos do pássaro brilhavam de tal maneira que assustou a menina, deixando o quadro cair no chão. Aos poucos, a águia ia saindo do quadro como se fosse de um ovo para o nascimento.
— Lantis, é você? — perguntava, em prantos, a garota...
— Sim! — respondeu-lhe a águia — Estas serão minhas últimas palavras. Obrigado por salvar a minha arte. Nunca me esquecerei de você.
Então, olhando para o alto, a águia partiu.

Devemos respeitar a arte. E devemos fazer de tudo para preservá-la . A arte é a única obra do homem que dura eternamente!




Estou a muito tempo neste planeta. Muito antes de existir o próprio Sol. Mas Como ele apareceu? Essa história é sobre ele.

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A Lenda do Sol - narrado por Conde Vortak
por adriano siqueira


Existia apenas escuridão na terra e só as estrelas pequenas é que brilhavam.
Havia também uma indiazinha que se chamava Lilandra. Ela gostava de dançar em homenagem àquela estrelinha que era muito fraquinha e rosada.
Muitos índios não entendiam porque ela fazia aquilo. Eles achavam que ela estava provocando a ira dos deuses que davam comida e abrigo para a aldeia. Afinal. Existiam muitas estrelas bem maiores do que ela. Era um sacrilégio ver que algo tão pequeno merecia adoração.
Uma reunião foi feita, e nela participava também os pais da Lilandra. A tribo decidiu que se ela dançasse de novo seria severamente punida, pois ela estava colocando em risco toda a aldeia por adorar algo inútil e sem valor.
De nada adiantou alertá-la, pois ela continuava dançando e ainda dizia:
— Sabe...? Um dia aquela estrelinha será muito forte e vai iluminar todo mundo!
Isso irritou muito o chefe da tribo e seus pais também. Decidiram puni-la afastando-a da aldeia.
Ela foi andando para a floresta, e ficou chorando muito.
No meio da floresta ela parou, perto de um riacho. Seus olhos ainda estavam lacrimejados. Olhou para a água e viu o reflexo da estrelinha.
Com uma tristeza enorme, ela pulou de encontro ao reflexo e nunca mais submergiu daquele riacho.
Então, a noite começou a virar dia.
Os índios, assustados, cantavam e dançavam para seus deuses, procurando a salvação.
Mas, o brilho e o calor eram tão fortes, que, aos poucos, caíam desidratados. Aquela estrelinha agora tinha um brilho tão forte que os índios que olhavam para ela ficavam cegos.
Meu corpo estava começando a queimar. Eu percebi que está nova luz era minha maior fraqueza. Por isso me escondi em uma cabana até a noite voltar.
Quando anoiteceu pude sair novamente. Os habitantes daquela tribo desapareceram completamente.
Lilandra ainda está com o sol ! Dizem que é só fechar os olhos quando o sol estiver bem forte e sentirá alguém passando por volta dele... Ela estará lá para proteger aquela estrela que agora dá luz e calor para os humanos!

Devemos respeitar a opinião dos outros.Geralmente são as pequenas coisas que fazem a diferença.
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