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sábado, 12 de dezembro de 2015

O Exorcista de Carros Assombrados - por Adriano Siqueira


3 histórias sobre o Exorcista de Carros Assombrados.

Sobre o personagem: 
Luney é um exorcista de carros assombrados, foi criado em 2004 pelo escritor Adriano Siqueira, o personagem nasceu em São Paulo e passa as suas noites caçando carros para exorcizar. Suas histórias já foram publicadas em vários livros e até hoje ainda faz muito sucesso.
"Luney - o exorcista de carros assombrados", Personagem que criei em 2004. O personagem participou dos livros: ADORÁVEL NOITE 2011 na história "O Carro maldito" e também participou do livro ESPECTRA HISTÓRIAS DE FANTASMAS 2011 nele escrevi a história "70 Km por hora". Luney também fez uma ponta superimportante no meu livro "A MALDIÇÃO DO CAVALEIRO 2012" no capítulo "Cale a boca e dirija".
As história "Fator Montese" tem também grande participação do Luney.

Leia as histórias neste link - 
https://www.wattpad.com/story/56510897-o-exorcista-de-carros-assombrados

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Conheça mais os personagens da história "Fator Montese"



Olá pessoal,
O Fator Montese é uma história que reúne muitos personagens meus em uma única aventura.
Segue abaixo um resumo sobre cada personagem que está participando desta história e também os capítulos produzidos.






Segue abaixo os capítulos produzidos da história Fator Montese.


Abraços e obrigado sempre pela leitura e apoio.
Adriano Siqueira

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fator Montese Parte 12



Fator Montese
Parte 12

Luney e o Cavaleiro Valente estavam (agora é para valer) a procura de um outro caminhão que carregava um programa com a outra metade do código para completar o Ritual Montese. Por causa do caso em que eles estavam o carro foi perdido e a Alicia Zoom foi buscá-los. O Cavaleiro Valente ainda estava pensando no caso anterior.

— Luney, Se eu tivesse um cachorrinho faria de tudo para ele viver.
— Você não tinha um cavalo?
— Sim! Ele era o valente da história. Gostava do meu cavalo. Sinto falta dele.
— Um dia você volta para o seu reino e recupera tudo que perdeu.
— O tempo. O tempo é tudo que a gente acaba perdendo Luney. Se eu voltasse para meu reino. Eu não seria mais o mesmo. Passei por tantas aventuras. Eu cresci muito.
— Talvez você poderia ser até um rei.
— Edgar. O rei. Eu ainda vou encontrá-lo. Ele vai pagar por tudo que fez. Por tudo que ele tirou de mim.
— Espera Valente. O celular está tocando.
— Deve ser o Neculai. o Vampirulito.
— Eu ouvi isso Valente... Ha Ha Ha. Seu humor me faz bem. Ha Ha Ha. Estou passando as coordenadas do caminhão para o GPS assim vocês podem localizar mais rápido. Tomem cuidado. quando acharem o caminhão desativem o sistema que impede o sinal do celular. Deixem um celular dentro do caminhão e eu cuido do resto.
Luney responde com rapidez.
— Tudo bem para mim.
— Por que desligou? Eu não...
Luney faz um sinal de silêncio para o Cavaleiro Valente e alerta que a Alicia confia no Neculai e ela pode contar tudo que eles falam.
— Alicia! Temos que pegar a arma do Valente. Ele amarrou os seguranças com ela e deixou lá.
— O celular tocando novamente.
— Ha Ha Ha. Adivinha quem pegou a arma do Valente? Ha Ha Ha; Alias é uma ótima arma. Nas mãos certas seria uma grande forma de ganhar uma guerra.
— Neculai. Eu não tenho como ganhar de um exército sem ela.
— Não se preocupe Valente. Eu estou na minha moto e estou perto do caminhão. Eu entrego para você quando desligar o sistema que me impede de entrar nele.
— Você é esperto Neculai.
— Sempre Valente. Faz parte do Sangue e Desespero. Ha Ha Ha.
— Parece que vamos ter que cumprir esta missão Luney.
— Mas... Onde será que está o Lord Dri?
Neculai estava na moto seguindo o caminhão. Assim que o Valente e o Luney conseguissem completar a missão Neculai conseguiria completar o programa digital do Ritual Montese. Neculai maginava como seria poderoso e assim ele poderia mandar um exército para qualquer lugar do mundo apenas uma ligação. Ele protegeria o seu país. Ee transformaria o seu país no primeiro mundo. Muitos se curvariam diante o Brasil. De repente ele é arrancado da moto e seu corpo bate várias vezes no chão. Neculai olha para a estrada e vê o Lord Dri na sua frente. Neculai pede calma enquanto tentava se levantar. O Lord continuava parado e quieto.
— Ha Ha Ha. O vampiro tradicional. Para quê tanta violência? Estavamos quase terminando.
Neculai pega a arma do cavaleiro valente. Com a força do pensamento a espada começa a se transformar em muitas armas diferentes. Lord Dri adverte.
— Nenhuma arma vai te salvar Neculai. Não dessa vez.
— Por quê Lord? Eu sou um bom vampiro. Você tem o seu mundo. Sempre foi o maior de todos. É o tradicional. Tem todos os poderes dos antigos vampiros.
— Pare de me bajular Neculai! Confessa que você matou Angelo Donnati!
— Eu não o matei. Estava ocupado fazendo download de uma parte digital do Ritual Montese. Eu não tinha como salvá-lo quando ele foi atacado e caiu do caminhão.
— Mentira! Sua ganância fez isso. sua ganância vai levar todos nós para o inferno.
— Minha ganância vai salvar este país! Eu não sou um vampiro que fica de braços cruzados vendo os humanos morrerem. Eu os protejo Lord Dri. Eles me querem.
— Você manipula os humanos Neculai. Você faz os seus jogos sórdidos para conquistar o seu maldito Desespero!
— Alguém tem que divertir no meio deste caos não é? Veja só você Lord. Todo este seu poder e ninguém quer a sua ajuda. É ingênuo demais. Muitos preferem não precisar de você. Esta velho. Ultrapassado. Eu! Eu sou o vampiro que este mundo precisa! Eu sou o messias, o arauto, o...
— O Assassino! O Ditador! E eu vou acabar com você Hoje e Agora Neculai.
Lord Dri se transforma em um lobo e corre na direção do Neculai que levanta a espada e espera para atacar o lobo.
O carro onde estava o Luney, Cavaleiro Valente e a Alicia Zoom, passam entre eles e o Cavaleiro Valente toma a espada do Neculai e continua a seguir em frente com apenas um grito do Valente.
— Obrigado por guardar minha espada.
Alicia tenta ajudar o Neculai mas o Luney adverte.
— Melhor seguir com nossa missão. Neculai sabe se cuidar.
Desarmado. Neculai é atacado pelo lobo. Ele tenta desviar das mordidas mas o lobo morde com muita força o seu ombro. Neculai chuta o lobo várias vezes até que o lobo solta por alguns segundos. Lord Dri se transforma em um urso e ataca com suas garras. Neculai é jogado em uma distância de dez metros. O Urso morde uma das pernas do Neculai e começa a arrastá-lo no asfalto por uns cem metros e depois o solta.
— Foi assim que o Angelo morreu Neculai. Arrastado no asfalto? Como se sente?
Neculai sorri e tenta se levantar. Ele pega o celular e desaparece.
— Não! Maldito!
Lord Dri se transforma em morcego e usa a sua visão especial tentando localizar alguma pista sobre o Neculai e ele acaba achando um pequeno rastro luminoso. Lord Dri voa o mais rápido possível até chegar em um posto de gasolina onde uma mulher que estava no carro tinha um celular que estava tocando. Lord Dri toma o celular das mãos da mulher e atende.
Neculai aparece atrás do Lord e prende o seu pescoço com o braço. O Lord se transforma em névoa. As pessoas começam a correr do posto de gasolina. Neculai pega um extintor de CO2 do carro e liga apontando para a névoa transformando-a em estado sólido. Neculai arranca a mangueira de onde sai a gasolina fazendo com que ela se espalhe pelo chão. Ele Liga o carro e vai até uma distância segura. Ele arranca a porta do carro e joga no posto de gasolina. O impacto da pancada da porta no chão causa uma faísca fazendo com que o posto de gasolina explodir completamente.
Neculai sorri e comemora.
— Adeus Lord Dri. A era dos vampiros tradicionais finalmente acabou. Ha Ha Ha. O mundo agora pertence ao Neculai Ha Ha Ha. Vou tirar uma selfie junto com o incêndio para mostrar para os meus fãs.




Continua...

por Adriano Siqueira




segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fator Montese - Parte 8 - Vampiras



Fator Montese
Parte 8

Quando alguém chama uma pessoa para conversar, geralmente é sobre algo sério que deve ser resolvido o mais rápido possível. E o assunto se torna mais sério ainda quando se trata de duas vampiras. a vampira Lumina chamou a vampira Karina para um diálogo. Lumina dá o primeiro passo.
— Karina.... Sei que sua transformação aconteceu de forma diferente dos outros vampiros. Ainda mais por ser mordida pelo Neculai.
— Eu estou me sentindo mãe. Sei que ajudou na transformação. Se não fosse você eu teria morrido. Sua ajuda e sua dedicação naquele momento, me transformou no que sou hoje e sou muito grata por isso.
— Sei que o Neculai ajudou você a entender os seus novos poderes Karina, mas ele esqueceu que antes de tudo você é uma mulher que precisa de uma instrução para compreender a natureza dos vampiros.
— Eu sei disso. Neculai é bom para mim. Meu noivo. Minha vida. Devo muito a ele. Me ensinou tudo que eu precisava...
— Nem tudo Karina. Seus sentidos foram ampliados. Suas vontades, modificadas por suas novas necessidades, suas metas alteradas por uma vida que é mais morte e mais obscura. Seus caminhos não serão mais como as mulheres da sua idade. Seus poderes de manipulação adquiridos por causa do Neculai devem ser usados com precaução. Existem muitos caçadores e eles conhecem uma vampira e sabem bem como destruí-los. Você é um perigo para muitos. Certamente será caçada pela eternidade.
— Eu me sinto bem mãe. Você e o Neculai mostram um caminho que eu aprecio. Os vampiros são seres que deveriam ser considerados superiores aos humanos.
— Não somos superiores. Não somos seres vivos. Somos uma espécie que pode colocar a humanidade em extinção. Devemos tomar cuidado pois somos considerados predadores perigosos.
— E-eu não sou perigosa mãe. Eu só ajudo o Neculai.
— Karina. Todos que ajudam o Neculai são inimigos de muita gente. Seremos caçados, devemos ser cuidadosos.
— Quero você sempre por perto mãe. Nunca me deixe sozinha.
— Farei de tudo para que você seja uma vampira poderosa Karina. Estarei do seu lado quando precisar.
As Duas vampiras se abraçam. Karina fecha os olhos e de repente olha para a porta e alerta:
— V-você está sentindo eles mãe?
— Sim querida... Todos eles. Estão perto das janelas e portas. Estão armados e querem nos matar.
— Posso falar com eles?
— Fique com os quatro que estão na porta Karina e eu fico com os dois que estão na janela.
— Tudo bem mãe.
Karina abre a porta do quarto e olha para os quatro homens armados que estavam prontos para atirar e começa a dialogar desesperadamente:
— Esperem! Por Favor! Antes de atirarem posso Tirar uma foto?
— Sério isso?
— Sim! Assim vocês podem mostrar que realmente me pegaram. O que acham?
— Para mim tudo bem. Fica até melhor do que levar sua cabeça.
— Que legal. Sabia que vocês iriam gostar. Quem tem uma câmera?
— Eu tenho um celular aqui. Espera juntem todo mundo. Vamos ver se dá para tirar uma Selfie. Aperta mais. Não fiquem tímidos.
— Eles vão gostar da foto.
— Vamos mesmo tira logo!
— Esperem! Esperem!
— O que foi vampira?
— Está apertado. Não vai dar para sair todo mundo. Um vai ter que sair para a foto ficar melhor.
— Tudo bem eu saio.
— Ah. Você é uma graça. Obrigada. Podem atirar nele pessoal.
Bang Bang Bang!
— Perfeito agora vai. Todo mundo sorrindo.
— Vou dar o meu melhor sorriso.
— Espera... Você está me espetando. O que tem aí?
— Ah. é minha faca que esta na calça. Desculpe.
— Me feriu. Estou sangrando.
— Me desculpe mesmo vou guardar a faca em outro lugar.
— Enfia a sua faca no peito do seu amigo que está do seu lado. Ele não vai se importar. Ele é corajoso e gosta de se exibir.
— Pode enfiar a faca bem aqui no meu peito. Não tenho medo. Vai logo.
— Você é um amor. Obrigada.
— Enfia logo a faca bem aq.... Uh..
— Isso. Bom trabalho. Agora é só nós três a foto vai fica legal. se bem que, Dois seria melhor. Daria a impressão que somos namorados.
— Eu tiro a foto com ela.
— Não! Eu vou mostrar pra todo mundo que namoro com ela.
— Meninos. Parem de brigar. Olha eu vou dar um beijo em você... e em você. Agora pegam as suas armas assim. Coloca o cano no peito um do outro assim. Agora quando eu disser já. Eu tiro a foto e vocês atiram.
— Ok! Estamos prontos. Pode tirar a foto.
— Tudo bem. Sorriam. e.... Já.
Bang Bang!
— Ficou perfeito! Vocês são poderosos mesmo. Já morreram? Ah. Bom. não se preocupem. Vocês vão ficar famosos.

Karina entra no quarto e encontra a Lumina no chão toda ensanguentada e com várias estacas enfiada no seu peito e três homens mortos. Karina fica sem reação. Seu sorriso começa a desaparecer da sua face e ela começa a ficar assustada e grita:
— Mãe! Mãe. O que fizeram.
— E-eles atiraram antes que eu pudesse abrir a janela. consegui destruí-los.
— Eu vou tirar as estacas mãe. Você vai ficar boa. Vamos poder passear. fazer compras...
— Não... Escute Karina. Você precisa... sobreviv...
— Mãe? Mãeeee?



Por Adriano Siqueira

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Fator Montese - parte 7 - vampiros e cavaleiros



Fator Montese
Parte 7


Enquanto Neculai, Lord Dri, Karina e Deise Day esperavam sentados na sala a troca de roupas do Cavaleiro Valente. Alicia Zoom tinha sido enviada para buscar de carro o Angelo Donnati, Lumina e o Luney.
Neculai levanta um copo vazio e saúda.  
— Ao novo convidado Cavaleiro Valente.
Valente desce as escadas com uma calça Jeans e uma camiseta com a cada do Neculai estampada e com a mensagem "Vote no Neculai". O cavaleiro comenta:
— Não gostei da camiseta. Não quero ser seu cabo eleitoral. Mas qualquer coisa é melhor do que ficar usando uma armadura o tempo todo.
A campainha toca e uma voz de mulher do lado de fora da casa fala que chegaram as pizzas. Os convidados ficam esperando que o Neculai atenda, mas ele sorri e diz para o Lord Dri:
— Poderia atender a porta Lord Dri.
O Lord fica desconfiado, mas entende rapidamente o plano do Neculai. Ele levanta e responde:
— Ah. Sim! Tenho certeza que pediu as pizzas Neculai.
— É que a minha roupa é muito cara.
— Protejam-se vou atender.
Enquanto todos se escondem o Lord Dri conversa com a entregadora.
— Se as pizzas estiverem misturadas vai ter que levar tudo de volta.
— Não se preocupe Senhor. Estão exatamente como pediu. Bem quentes. No ponto.
— Pode achar que eu estou demorando um pouco, mas a verdade é que é uma experiência nova para mim. Sabe! Não costumo...
— Abre logo essa porta... Ah. Senhor. Quero dizer... Elas podem esfriar e está frio aqui fora.
— Está bem! Eu vou abrir. É o suspense que me incomoda. Vamos na contagem de três. Um... Três!

Lord Dri se prepara para ser alvejado por um exército, mas quando ele abre os olhos só vê uma entregadora segurando cinco pizzas.

— Ah... Sim. Gente! As pizzas chegaram!

A mulher olha para o Lord e comenta:
— Nossa! Se todos demorarem assim para atender uma porta vou levar uma semana para entregar o resto dos pedidos. Espero que a gorjeta seja compensadora. Está frio demais aqui.

Lord Dri vê que todos da sala estavam rindo. Neculai levanta o copo e comenta algo para Deise Day. Ela vai até a porta e dá a gorjeta para a mulher, pega as cinco pizzas e leva para as mesas. Lord Dri foi enganado pelo Neculai. Ele sorri e comenta:

— Está muito tenso Lord. Deve ser a idade. Eu realmente pedi as pizzas. Temos humanos aqui.

Lord Dri vê o Cavaleiro Valente atacando as pizzas e comenta:
— Cuidado para não engasgar Valente. Isso não seria uma morte honrada.
— ASgers SFDD GHTDggss!
— Assim ele vai comer a caixa junto.
— Os Outros chegaram.
Luney, Angelo Donnati, Lumina e a Alicia Zoom entram na casa. karina corre para abraçar a Lumina.
— Mãe. Você voltou.
— Não sou a sua mãe Karina.
— É sim! Você me deu vida, me viu nascer. Graças a você, eu sou a noiva do Neculai.
Lumina olha para o Neculai e ele sorri.
— É bom vê-la novamente Lumina. Como vê, a Karina sente saudades.
— Neculai... Eu só ajudei você a transformar a Karina em vampira ou ela morreria. Mas agora ela parece...
— Acha que estou louca mãe?
— Não... não quis dizer isso Karina. Precisamos conversar. Vamos até o quarto.
— Karina está feliz como vampira, Lumina.
— Não Neculai. É você que está satisfeito. Como sempre está. Vamos Karina. você precisa aprender um pouco mais sobre os desejos dos vampiros.

Enquanto Lumina leva a Karina para o quarto o Luney comenta.

— Eu conheço este cara que está comendo pizza.
Valente olha para o Luney e sorri.
— Luney! Que bom encontrá-lo novamente.
— Sim! Nós já trabalhamos em outros tempos. Pensei que tinha morrido.
— Eu morri. Só que voltei. Por causa deste negócio de exército por celular. O Neculai pode explicar.
— O Valente veio junto com o exército que atacou o Palácio dos Bandeirantes. Lutou bravamente com eles.
Angelo avisa:
— Eu já estudei sobre este cavaleiro. Devemos ficar de olho. Se o Valente está aqui, logo vai aparecer alguém da "Ordem do Badwood" para caçá-lo.
Valente complementa:
— A Ordem de Badwood foi criada por pessoas que se achavam protetores e o seu legado está em todos os mundos e épocas que apareço. É uma ordem que tem o dever de me matar para que eu não interfira no futuro de ninguém. Sou como um vírus que coloca o mundo em risco a cada segundo que fico por aqui. A minha morte, para eles, é vista como uma maneira de purificar o mundo.

Angelo acrescenta:
— Deveria haver uma Ordem assim para os vampiros.

Neculai responde:
— Isso iria aposentar dos caçadores de vampiros e você ficaria sem emprego Angelo.

Lord Dri adverte:
— O tempo está passando. Devemos recuperar logo este Ritual. Pode aparecer mais exercitos vindos do celular. Tudo por aqui pode ser destruído. Além disso, se o Neculai conseguir usar o ritual para levar o Cavaleiro de volta ao tempo dele...

Angelo Interrompe:
— Não seja ingênuo Lord. Acha que o Neculai usaria o ritual só para isso? Neculai deixa muito claro que ele quer conquistar...

— ... É proteger Angelo... - Corrige o Neculai.

— Ditador maldito! Acha que vou permitir que o ritual chegue em suas mãos? Eu sou um caçador. Já estamos em perigo por você existir Neculai. Pessoal! Vocês sabiam que ele matou uma família inteira só para encher uma banheira de sangue? Presta atenção Neculai. Depois que tudo isso terminar. vou destruir o ritual e quem me impedir será destruído junto com ele.

Luney coloca a mão no ombro do Angelo e tenta acalmar o caçador:
— Precisamos do Neculai... Por enquanto.

Neculai levanta as mãos e começa a falar.
— Senhores. Sei que para muitos sou considerado um monstro. Talvez o que eu faço, por ser minha decisão, nem sempre será visto com bons olhos. Realmente eu não estou aqui para encher o caminho de ninguém com flores e nem prometer um paraíso. Estou aqui para dar a chance que muitos nunca tiveram. Estou aqui para mostrar que nosso povo merece respeito. Que temos o direito de sermos alguém nesta terra, que pode melhorar este país. Eu não vou obrigar ninguém a me seguir, mas eu vou mostrar o caminho que deve ser seguido. O povo vai seguir por si só. Pois eles sabem que a nação deve ser levantada conforme a vontade do povo. Saibam senhores que ainda não inventaram uma arma para combater a vontade de um povo. A renovação, é inevitável.

Evandro, o garoto de 11 anos que prevê o futuro, vai até a sala onde está o pessoal e faz um alerta:
— O Ritual está saindo da cidade. Ele vai para outro país. Aqui está o mapa que mostra o caminho que eles estão usando. Sejam rápidos.



Continua...



Adriano Siqueira 

domingo, 4 de outubro de 2015

Fator Montese - Parte 6 - Vampiros e Cavaleiros



Fator Montese
Parte 6


A visão estava embaçada. Algumas luzes apareciam rapidamente. Aos poucos, os ruídos aumentavam. O Cavaleiro sentiu o cheiro das árvores. Por algum momento ele achava que tinha finalmente voltado ao seu castelo. Ele queria se vingar do Edgar. Imaginava jogar o seu corpo do topo do castelo. As luzes. Homens lutando. O Cavaleiro levanta a sua espada para se defender enquanto se recupera. Tudo ainda era um mistério. Um dos homens o segura por trás. Ele pede para matá-lo. O cavaleiro sente a presença de muitos homens se aproximando. Com apenas um pensamento sua espada se transforma em uma lança de duas pontas. Perfurando os homens que estavam por perto. Alguns gritam e começam a atirar. O Cavaleiro vê um vulto passar por ele e absorver o impacto das balas. Eram armas de fogo. Ele não estava no seu tempo. Ele não estava em seu castelo. O Cavaleiro se irrita por estar em um mundo tão violento. Grita por ser amaldiçoado. Grita por não estar em seu castelo. Um vulto se aproxima. Seus olhos eram vermelhos. Ele pede calma, mas o cavaleiro transforma a sua lança em uma corrente e enrola no pescoço dele. 
— Onde estou? Que lugar é esse?
— Agora você está seguro. Não vamos atacá-lo. Podemos ajudá-lo. Tenha calma cavaleiro.
O Cavaleiro agora estava com os seus sentidos normais e podia ver que aconteceu. Muitos soldados no chão mortos. Havia ali, um homem de olhos vermelhos e mais duas mulheres. Ele solta o homem e ordena.
— Responda minha Minha pergunta homem dos olhos vermelhos. Aonde estou? 
— Você está no Palácio do Governo na cidade de são paulo. Alguns homens armados apareceram por causa de um aparelho e você apareceu com eles. Isso os confundiu e começaram a atirar. Eu matei alguns e você matou quase todos com sua arma impressionante. Mas relaxe cavaleiro. Eu sou amigo. Eu sou Neculai. 
— Eu sou o Cavaleiro Valente. Então eu não voltei para o meu reino. 
— Fique tranquilo Valente. Fique ao meu lado. Certamente eu poderei ajudá-lo. Você tem uma arma interessante. Não parece ser deste mundo. 
— Ela funciona muito bem. Por isso, fique distante dela. Entendeu. 
— Tudo bem! Ha Ha Ha. Somos Amigos. Quero apenas ajudá-lo. 
— Afaste-se. Você é um Vampiro. Não somos amigos. 
— Os vampiros mudaram um pouco. Não sou aquelas criaturas que só pensam em se alimentar. 
— Vampiros são vampiros. Invejam a humanidade e usam a sua eternidade para escravizá-la e dominá-la. 
— Neculai não é assim. 
— Quem é você?
— Meu nome é Alicia Zoom. Eu sou amiga dele. Tenho acompanhado tudo que ele esta fazendo. Ele será presidente deste país um dia. Tenho certeza, 
— Homens deixando-se dominar ao ponto de eleger um ser que se alimenta de sangue? Que mundo louco é esse que estou?    
— M-mas...
— Não diga mais nada! Neculai! Você já provou que seu poder em manipular este mundo é forte. Me dê agora um motivo para não acabar com sua existência. 
— Eu o invejo cavaleiro. Você veio com armadura enquanto eu apareço sem roupas. A sua maldição não foi tão terrível assim. Ha Ha Ha. Mas vamos aos detalhes. Eu venho através deste aparelho que chamo de celular. 
— Eu já visitei está época. Sei bem o que isso é. Então eu apareci por causa deste aparelho junto com estes soldados?
— Sim! De alguma forma você foi trazido junto com os saldados. Se eu conseguir recuperar o Ritual Montese. Talvez eu possa descobrir como você veio e com o meu conhecimento posso ajudá-lo a voltar para o seu reino. 
— Como disse? Então você pode me levar de volta para o meu mundo? Então você pode me ajudar?
— É claro Valente. Um homem mau pegou este ritual e quer destruir o mundo e nós como heróis devemos impedir que isso aconteça. Temos de derrotar o homem mau. 
Valente pega a espada e coloca a ponta no pescoço do Neculai e o ameaça.
— Tente falar comigo como se eu fosse uma criança novamente e eu corto a sua cabeça. Você sabe que a minha arma pode destruí-lo. 
— Foi só uma piada. Ha Ha Ha! Cadê o seu humor Valente? 
— Chega Neculai! Eu o acompanharei, mas se eu perceber que está tentando me manipular...
— Calma Valente. Ha Ha Ha. Você está tenso. Vamos relaxar. Vou levá-lo para casa. Alicia Zoom! leve o nosso cavaleiro para a minha casa. Vou mandar uma mensagem para os nossos amigos e todos podemos nos encontrar. 

Neste momento o Lord Dri chega ao local. 

— Todos os soldados mortos. Vocês fizeram um bom trabalho. Quem é este cavaleiro?
— Este é o Cavaleiro Valente ele veio por engano, junto com os soldados, pelo celular.
— Isso deve ter deixado você bem frustrado não é Neculai? Ele aparece de armadura e você pelado.
— Você também é um vampiro? 
— Me chame de Danny Ray. 
— Não mereço um mundo cheio de vampiros e soldados loucos. E o pior é que conforme a maldição, só posso sair daqui morto. 
Lord Dri sorri e responde:
— Eu posso resolver isso rapidinho.
Neculai levanta as mãos e fala calmamente: 
— Senhores. Vamos para casa. Temos muito o que conversar. 



Continua...



Adriano Siqueira

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fator Montese - Vampiros - Parte 5


Fator Montese
Parte 5

Luney leva Angelo Donnati e o Lord Dri para o local onde Angelo disse que conhecia o homem que estava com o Ritual Montese. Luney pergunta:
— Angelo. Conforme informou, já devemos estar perto da casa do suspeito.
— Esse cara está com o ritual faz um bom tempo. só agora ele conseguiu achar alguns cientístas para fazê-lo funcionar. O problema é que, conforme meus contatos. Ele pode atacar ainda hoje. Mas não sabemos onde. Tem alguma pista Lord Dri?
— Neculai disse que teria como saber através do Evandro. Um garoto de 11 anos que ele cuida e tem o dom de prever o futuro. Ele também disse que iria ligar para o Luney.
— Eu não atendo não. Sei lá do que ele é capaz.
— O Angelo atende então.
— Não fica dando ordem de quem vai atender esse cara Lord.
— Mas precisamos saber onde será o ataque... Tá bom! Eu atendo o desgraçado.
— Chegamos. Parece que não tem ninguém em casa, mas a porta está aberta... Tenham cuidado.

De repente o Lord Dri é puxado para dentro. Uma luta se inicia até que o caçador Angelo acende e luz e vê quem estava atacando o Lord.
— Lumina? Mas que diabos você está fazendo aqui.
— Eu estou caçado o garoto que tem o ritual.
— Você conhece ela Angelo?
— Sim Lord. A Lumina é uma vampira bem conhecida. Já trabalhamos juntos.
— O garoto não está aqui e o celular está tocando. É o Neculai.

Lumina interrompe irritada e pergunta.
— Vocês estão trabalhando para o Neculai?
— Não é bem assim. Ele só está ajudando.
— Ele só ajuda por interesse.
— Sei disso Lumina.
— Alô!
— Lord Dri. É o Neculai. Diga para Lumina que mando um abraço.
Lumina responde gritando:
— Vai se catar Neculai!
— Ha Ha Ha também estou com saudades Lumina. No entanto só liguei para dizer que o primeiro exercito com dez pessoas vão aparecer no Shopping Eldorado. Outro exercito estará no Palácio do Governo. Eu irei para o palácio junto com a vampira Karina e a Alicia Zoom.
— Quem disse que é você quem deve direcionar o grupo?
— Não precisa ficar assim Lord Dri. É que estamos mais perto do palácio do que vocês. Vamos ser rápidos. Quero o cabeça destes ataques.
— Desligou. Que droga. Onde fica este Shopping Eldorado, Luney?
— Eu sei. Eu me diverti muito la quando era adolescente. Entrem no carro eu levarei vocês.
— Tudo bem só não vai contar suas aventuras por lá.
— Mas o shopping era demais. Lembro que vi muitos shows bacanas no estacionamento do Shopping. Legião Urbana, RPM, Raul Seixas, Nossa. eram muitos shows legais. Lembro do Show Days Saloon que era uma danceteria dentro do shopping. Era a época do Country Music também e era muito legal.
— Você fala demais Luney.
— Eu adoro lá Lord. Lumina você acha que falo demais?
— Sim! Muito!
— Estes vampiros não tem muita conversa. Mas continuando. Eu apreciava a propaganda que anunciava este novo shopping. Uma novidade em São Paulo. Lembro da música da propaganda que era do Rick wakeman o nome da música era The Journey Overture, Era uma maravilha! Aquele shopping tem o teto todo de vidro. Era uma maravilha na época.
— Para Luney. Já deu!
— Espera Lord. Se o Teto é de vidro pode ser mais fácil da gente entrar lá.
— Sim. Tem razão Lumina. Então eu e a Lumina vamos por cima e vocês entram por baixo. assim vamos ver quem acha este exército primeiro.
— Chegamos. Mas está muito quieto por aqui.
— Eu acho Angelo, que alguém nos desviou do caminho.
— Neculai. o maldito queria ir para o palácio do governo sozinho Lord Dri.
— Vamos para lá então. Certamente ele soube de algo e queria a gente fora do caminho. Leva a gente para lá Luney!
— Tudo bem. Então continuando. além do Rick Wakeman eu também gostava do Jean Michael Jarre, Vangelis... Espera! Não entrem no carro. Recebi uma mensagem do Neculai.
— Que diz a mensagem Luney?
— Diz: "Cuidado com o Tanque".
— Como assim? Que tanque? Angelo o que foi? Por que está ai abaixado com a mão na cabeça?

O estrondo faz o chão tremer e alguns vidro do shopping se quebrarem. Luney é o primeiro a gritar.
— Mas... Meu carro! Não Não! Explodiram meu carro.
— O tanque agora está mirando na gente.
Angelo pergunta rapidamente para o Luney.
— Cadê a arma que dispara o pulso eletromagnético Luney?
— Estava no carro.
Lord Dri se transforma em uma nuvem de fumaça e entra no tanque antes dele disparar. Alguns ruídos são ouvidos até que o tanque para de funcionar. Lord abre a porta de cima e saí impressionado com o que viu.
— O humano que estava dirigindo o tanque morreu. Teve um ataque cardíaco. Parece que eles não vivem muito tempo.
— Então os cientistas não resolveram nada. estes soldados duram pouco tempo. São para missões suicidas.
— É isso mesmo Angelo. O que deixa as coisas mais perigosas pois eles não tem nada a perder.
— Sem carro, não temos como ir até o Palácio do Governo ajudar o Neculai. Mas você pode voar Lord Dri. Nos vemos por lá então.



Continua...


Adriano Siqueira



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fator Montese - Parte 4 - vampiros


Fator Montese
Parte 4

— Olá Senhores. Eu sou o Neculai. Vejo que não tiveram problemas para chegar. Alguns problemas, inclusive, já foram resolvidos pela Karina. Deise Day já voltará. Ela está com alguns presentes para selarmos este encontro. Enquanto isso vamos nos conhecer melhor. Afinal, o prazer melhora quando sabemos onde apertar. Ha Ha Ha.
— Acredito que será seguido todo o protocolo que estudou sobre grandes encontros diplomáticos não é Neculai.
— Lord Dri. Deve saber bem como gosto de amizades. A sua seria certamente muito bem-vinda. Sua história é carregada de muita experiência e conhecimento. Eu o saúdo.
— Vim para este encontro pois fui convidado pela Lucrétia, que por sinal tem interesse no seu ritual e quer você bem distante deste universo.
— Ah. A Lucrétia. A relações públicas do inferno. Me diga Lord. Ela ainda aprecia torturas? Deve ter sido um pouco desconfortante o seu encontro com ela. Depois me conte o segredo do seu charme para que ela tenha te procurado. ha Ha Ha.
— Ela odeia você Neculai. Sabe bem que ela o deixa vivo por causa da sua popularidade.
— Sim! Mas sempre existe um fator que nos deixa vivos. Por isso posso incomodar todo mundo.
— Confesso que matá-lo seria um prazer.
— Não seja tão radical Lord Dri. Conheço seu passado. Quando você chegou neste cidade viu um mar de oportunidades, mas perdeu o seu poder e desistiu da fama quando descobriu que fazer tudo sozinho só estava criando monstros que ansiavam por sua queda.
— Eu fiz o que era preciso.
— Só esqueceu que este mundo gira com parceria Lord Dri. Esqueceu que todos precisam mostrar o seu potencial. Eu não cometo erros assim. Todos tem um espaço importante no que faço. Eu não sou poderoso e imortal sem ter o apoio de muitos. Considero eles uma família.
— Sua família foi construída com destruição e morte Neculai. Os que me conheceram, continuam falando sobre minhas histórias e meus feitos. É assim que se torna realmente eterno. É assim que se torna uma lenda.
— Sua amizade comigo pode trazer mais confiança para os mais exigentes. Não vou negar que preciso do seu apoio. Ha Ha Ha Se você estiver do meu lado Lord, poderá continuar onde parou. E todos irão aplaudí-lo. Uma verdadeira união do tradicional com o inovador.
— Seu caminho é cheio de sangue...
— ...E desespero. Meus métodos são eficientes e chamam a atenção. Enquanto você ignorava seus inimigos, eu buscava aliados em todos os caminhos e isso me fez ser o que sou.
— Um Megalomaníaco?
— Ha Ha Ha. Não Lord. Sou um megafone desta nação. Sou a voz daquela pessoa que fica lá atrás tentando falar mas a sua voz é baixa e ninguém dá atenção. Eu vim para acabar com os acomodados que só assistem o mundo desabar. Eu só empurro eles para o abismo que eles mesmo criaram. Ha Ha Ha. Deixo eles mais em contato com sua própria arte. Ha Ha Ha.
— Você é tão "democrático".
— Com o tempo aprenderá a me aceitar melhor. Ah. A Deise Day chegou. Ela trouxe alguns presentes. Enquanto isso eu vou dizer um pouco sobre o Ritual Montese. Aposto que vocês estão bem curiosos em saber mais sobre ele.
— Agora sim o assunto que eu queria ouvir.
— Isso mesmo Luney. Você vai apreciar. Posso ver o celular que você achou? Isso pode ajudar a localizar de onde o sinal veio.
— Eu pensei que estava envolvido nisso mas pelo seu diálogo acho que você quer nos ajudar. Mas me diga. o ritual nunca ficou com você?
— Depois que eu usei o ritual eu fiquei perdido por um bom tempo tentando aprender mais sobre meus poderes Com isso certamente alguém achou o ritual e tentou estudá-lo. Neste video que mostro para vocês existem muitas tentativas de tentar levar um exercito inteiro para algum lugar do mundo. Muitos foram mortos nestas experiências. Soldados se mesclavam com roupas e armas e morriam em seguida. Outros ficaram loucos e atiravam nos próprios soldados. Como nada estava dando certo acabaram por abandonar o projeto. Entende-se. Passaram para mãos de pessoas que só pensavam no dinheiro desta arma. começaram a usar em pessoas inocentes. Até que alguém achou o ponto certo e começou a usar carros para atropelar as pessoas. Isso já é um perigo. Significa que ele está perto demais para começar a usar um exército. Por isso todo mundo está atrás dele. Por várias razões. Por isso vocês vão me ajudar.
— Já entreguei os presentes como pediu Neculai.
— Obrigado querida Deise.
— Pelo menos não vamos sair de mãos vazias.
— Isso mesmo Luney. Como podem ver são celulares. Cada qual com certos detalhes que podem ajudá-los muito. O seu Luney. Se colocar o seu celular no carro. Verá um GPS mais elaborado aparecendo no parabrisa do seu carro e com dados sobre o carro fantasma que está procurando. Ele detecta também os prováreis carros suspeitos quando o seu carro se aproxima de um. automaticamente o identificador do celular procura por todas notícias relacionadas sobre ele e também como deter uma determinada assombração baseada nos livros antigos sobre fantasmas.
— Que fantástico. Precisava mesmo de um celular assim.
— Sabia que iria gostar.
— Eu não sou muito fã de celular Neculai. Tecnologias só nos enganam e nos manipulam.
— Lord Dri. Sei que vai apreciar. este celular em especial. Sei que veio para este século através de um ráio. O que você não sabia é que este ráio não foi criado pela natureza. Foi a sua amada da época que antes de morrer o enviou com segurança para outro local e por isso você veio para cá.
— Como ficou sabendo disso?
— Pesquisas e uma conversa com alguns amigos do céu e do inferno. A questão é que este celular simula esta passagem. Claro. ão é o mesmo raio que o levará para vários séculos, mas ele pode levá-lo a um determinado ponto. Sua estrutura pode aguentar eta viagem de um ponto ao outro. Mas não poderá levar ninguém com você. A distância é pequena. cem quilômetros mas deve ajudar bastante já que não dirige.
— É bem melhor que ônibus.
— Esta caixa é para um convidado que está aqui já faz um tempo nos vigiando. Pode descer daí Angelo Donnati. Deve estar frio aí em cima neste teto úmido.

O caçador de vampiros Angelo Donnati desce do teto usando uma corda.
— Vocês vampiros são espertos mas se eu quisesse matá-los eu já o teria feito.
— Angelo. Sei que é um caçador respeitado e se esconde bem mas para um vampiro você faz muito barulho.
— Estou interessado nesta reunião. Concordo com o Lord Dri sobre você ser eliminado para sempre Neculai. Seus presentes não vão me comprar.
— Aproveite o seu presente sem compras, só uma lembrança que poderá ser bastante útil para sua vida de caçador.
— O que tem no meu celular. Ah Sim! Um detector de ditadores... Pi Pi Pi... Achei você Neculai.
— Ha Ha Ha; Adoro seu bom humor  Angelo. Não é tão complexo assim. Mas tem todos os dados sobre todos os vampiros existentes e que também incluem força, alimentação, locais onde podem morar e se esconder e também, é claro, as suas fraquezas. Tem também todas as músicas sobre vampiros. Para se divertir. Ha Ha Ha
— Por quê me daria tanta informação? Acha que eu deixaria de perseguir você?
— Um caçador informado é sempre um bom caçador.
— Você merece uma estaca no coração Neculai e o Lord Dri também. É só entrarem no meu caminho.
— Podemos deixar isso para outro encontro Angelo?
— Saibam que, enquanto vocês ficam batendo papo eu já localizei os detalhes sobre este Ritual Montese. O rapaz é um gênio. Ele mora aqui perto. Só que ele está sendo protegido. Vai ser difícil de chegar perto. Por isso preciso de vocês. Eu tenho um plano.


Continua...


Adriano Siqueira 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fator Montese - Parte 2 - Vampiros


Fator Montese 
Parte 2


Lord Dri espera como combinado, a chegada do carro enviado pela Deise Day. O carro aparece e a chofer abre a porta para ele entrar.

— Lord Danny Ray I. Meu nome é Alicia Zoom. Eu vou leva-lo para o encontro com a Deise Day.
— É sempre bom conhecer alguém que dirige carros. Eu não sou bom nisso.
— Não sabe dirigir Lord?
— Não. Eu costumo olhar a cidade do alto.
— Então você é um vampiro mesmo? Como o Neculai?
— Não! Neculai é um Megalomaníaco.
— Dentro do porta-luvas tem muitos panfletos sobre o Neculai. Ele não é tão nocivo assim. Ele me ajudou. Eu e as minhas irmãs somos uma equipe de carros. Costumamos. Ajudá-lo.
— Alicia. Neculai pode parecer um bom partido, mas o que ele quer é fama e poder. Esse cara pode acabar sendo um ditador. Tenho visto suas propagandas. Acredita mesmo que ele pode ser algum salvador?
— Neculai tem métodos diferentes, mas ele tem ajudado muita gente. Fique sabendo que uma montadora estava com muito prejuízo e ele cedeu um programa pelo celular que todos poderiam colocá-lo perto do motor e a atualização era automática. Sabe... empresas gastam milhões com Recall todo o ano. Ele resolveu o problema em pouco tempo. Para todos isso foi compensador. Ele é um gênio.
— Fico imaginando o quanto ele pediu em troca.
— Eu acho justo. Eles deveriam dar toda a assistência. Dia desses eu vi uma matéria em que Neculai diz que pode resolver o problema da poluição do Tiete usando apenas alguns celulares.
— Ele precisa ser detido. Sei bem o que ditadores podem fazer. Cegar a população com suas “descobertas” é motivo para ele ser banido deste país.... Espere...
Antes que o Lord Dri termine a frase um carro aparece no meio da rua em alta velocidade e segue em direção a eles. Alicia Zoom consegue desviar em segundos evitando um acidente fatal. Eles descem do carro mas ele desaparece.
— Que foi isso? Um carro apareceu do nada. Quase batemos.
— E desapareceu misteriosamente. Entre no carro Lord. Esse carro pode voltar.
— Veja. Tem outro carro parando. Acho que ele viu tudo.
Um carro para bem do lado deles e um homem abre a porta e grita:
— Entre no meu carro agora Lord. Aquele carro pode aparecer e desaparecer em segundos.
— Eu não sei quem é você, mas a moça não pode ficar sozinha.
— Ela sabe se virar. É você que eles querem.

Antes de terminar o carro misterioso aparece novamente em alta velocidade e vai em direção dos dois homens. Rapidamente Alicia Acelera o carro e o coloca bem na frente para protegê-los. O carro desaparece.

—  Quando isso vai acabar?
— Não vamos conseguir sair daqui.
— Esperem! Eu vou dar um jeito nisso.

O homem pega uma arma tecnológica e espera atencioso. O carro surge novamente. Ele atira. O estrondo faz o carro voar até cair destruído. Lord Dri olha e conclui:

— Impressionante. Tem mais uma arma dessas para viagem?
— Vamos. Essa arma era de pulso eletromagnético. O efeito vai durar apenas alguns minutos. Alicia. Seu carro não vai funcionar. Mas o meu é antigo e por isso vou tirar o Lord Dri daqui.
— Espere! Eu não sei quem você é.
— Me chame de Luney.
— V-você é o exorcista de carros assombrados? Você é uma lenda. Hoje eu só estou conhecendo celebridades.
— Espere até o efeito da arma passar. Quando o seu celular e seu carro voltar a ligar, saia daqui o mais rápido que puder.

Lord Dri entra no carro do Luney. Eles andam por algum tempo e depois freiam inesperadamente. Lord Dri comenta irritado:

— Avisa né! Eu não estou a fim de bater a cabeça nessa lata velha.
— Preciso ver uma coisa. Acho que foi aqui que o carro apareceu... Isso mesmo. Achei. Agora vamos.
— O que achou?
— Um celular meu amigo. Esse carro não era fantasma. Ele surgiu do celular. Logo saberemos quem inventou essa tecnologia.
— Carros aparecendo do nada. Com celular. Espera aí? Lucrétia tinha falado sobre exércitos aparecendo pelo celular. Seja lá quem for este cara tem o Ritual Montese.
— Do que está falando Lord?
— É confidencial.
— Sempre é. Esse não é o primeiro carro que aparece. Alguns bancos estão sendo assaltados e em segundos os carros somem da região. Eu suspeitava que teria algo para puxá-los para outro lugar. Procurei alguma pista, mas não achei nada. Só hoje que pude ver que um celular era o responsável por isso. E isso é uma pena.
— Pena? Por que?   
— Eu recebo muito quando exorcizo um carro. Esse não é o caso de um carro fantasma.
— Você só pensa em dinheiro?
— Olha Lord. Eu tenho contas para pagar. Meu aluguel está atrasado. Minha conta no banco está para ser cancelada. Trabalho como qualquer um. E já estou velho para arrumar um trabalho decente. Estamos em uma crise. Fica mais difícil ainda arrumar algo. Sabe... Talvez este Neculai possa mesmo ajudar. O povo está acreditando nele.
— Ele é um louco. Tem muitos que suspeitam dele. Neculai pode ser um perigo muito maior. Vi uma entrevista dele que diz que a guerra deixaria este país mais adulto. Você acredita? O lunático diz que a guerra pode resolver algo.
— Bom, a guerra une os cidadãos.
— Para morrerem juntos? Para com isso Luney.
— Deixe-me dizer Lord. Deter aquele vampiro do celular não vai resolver muito por aqui. Precisamos sim deter o cara que inventou essa tecnologia de transportar carros pelo celular. Se o Neculai está relacionado com isso, acho uma boa ideia fazer uma visita, só que antes eu preciso resolver algo e você vai comigo pois, pelo visto. Você é um alvo certo.
— Belo convite. Pelo jeito essa noite não vai terminar cedo.
— Olhe este jornal. Veja esta notícia aqui.
— “A nova religião promete arrancar seus pecados.” “As pessoas entram naquele carro e vultos arrancam seus pecados” Como é que é?
— Olhe o carro ao fundo Lord.
— Não conheço bem sobre carros Luney, mas sei que é antigo.
— É um antigo Chevrolet Veraneio da década de 70. Está meio destruído, mas ele deve andar. Eu quero este carro.
— Espera aí! Você vai roubar este carro?
— Ele é assombrado.
— E daí? O carro é do cara.
— Eu conheço a história deste carro. Três mulheres alugaram ele na década de setenta. Usaram para roubar uma igreja. Levaram uma boa quantia de dinheiro só que elas. Foram perseguidas. O carro bateu e elas morreram. A questão é que o dinheiro nunca foi encontrado. Elas precisam ver o dinheiro para a alma delas descansarem Lord.
— Eu só encontro gente doida. Luney. Como elas se livrariam do dinheiro?
— Eu anotei todo o caminho que elas fizeram naquele dia. Revirei todos os locais possíveis Pararam em um posto de gasolina no caminho para encher o tanque.
— Isso não deveria ser feito antes? Acho que elas já tinham a intensão de assaltar a igreja.
— Pois é. Por que então parariam em um posto de gasolina? Fui verificar. A sacola cheia de dinheiro estava lá. Sabe aonde?
— No banheiro feminino?
— Você sabe ser engraçado mesmo. Não Lord. O dinheiro estava dentro do teto do posto. Elas subiram no carro e com uma escada puderam fazer um buraco para colocar o dinheiro lá. 
— Como você achou o dinheiro? Certamente muita coisa mudou. Eles teriam feito uma reforma no posto. Bem certamente achariam o dinheiro.
— O dono sabia. Ele conhecia as mulheres. Ele confessou tudo para mim. Não gastou o dinheiro com medo delas se vingarem. Quando ele viu a matéria ele reconheceu o carro e me chamou. Ele me deu a mala de dinheiro para resolver o problema e vai me pagar muito caso eu consiga resolver este caso.
— É assim que você sobrevive? Nunca pensou que pode ser perigoso?
— Lord. Vivemos em um mundo onde tudo é perigoso. Não devemos deixar de arriscar por causa disso ou ninguém sairia de casa.
— É um homem de coragem Luney.
— Eu só adoro uma aventura. Estamos chegando. Fique no carro. Não quero que o pessoal veja que estou com um vampiro. Além disso eu vim aqui para descarregar meus pecados.
— Como é? Você vai entrar naquele carro sozinho?
— Vou e você me segue com o meu carro.

Luney pega um saco preto e coloca a sacola dentro dele e escuta a resposta do Lord Dri:

— Bem Luney. Eu não sei dirigir.
— Me siga voando então. Você é um vampiro.
— Farei isso. Tome cuidado. Leve a mala ou elas podem te destruir.

Luney vai até o homem que estava gritando para as pessoas que esperavam ansiosas por se livrarem dos seus pecados. Dentro do carro um homem estava sentado no banco da frente. Seus abraços descansavam no volante. Estava de cabeça baixa. O homem gritava. “Vejam como é simples.” “Os anjos estão arrancando os pecados das costas daquele homem.”  O homem dentro do carro estava suando muito. Luney pensava que certamente estas almas se alimentavam de Prana, a energia vital de todo o ser vivo. Ou poderia ser que elas estejam tentando arrancar a alma daquele pobre homem. Seja lá o que for. Luney precisava impedi-las.

— Eu quero ser o próximo.
— São oito mil reais meu amigo.
— Tudo isso? Aceita cartão de crédito parcelado em 30 vezes?
— São seus pecados meu amigo. Isso não tem preço. Se não tem dinheiro saia da fila.
— Isso aqui é a chave do carro?
— Hei! Me dê esta chave! Volte aqui! Aonde vai?
— Vou dar um passeio. Tenho um fetiche. Nunca saí com três mulheres fantasmas. Volto logo!

Luney entra no carro, tira o homem de dentro e começa a acelerar.

— Agora sim vamos conversar suas almas penadas.
— Você! Nós sabemos quem é você! Vamos arrancar a sua alma.

Luney tenta desviar, mas elas são rápidas e ele sente como se suas costas fossem arrancadas. Elas riam e comentavam.

— Vamos arrancar a sua alma do seu corpo. Vamos ter um grande jantar.
— Então vocês não tiram os pecados. Apenas se alimentam das pessoas que entram aqui.
— Sim. O gosto é maravilhoso. É como se tivéssemos vivas.
— Eu sei quem vocês são. Morreram neste carro. Roubaram uma igreja. Pegaram o dinheiro.
— Você não tem como saber. Nós vamos destruí-lo.

Lord Dri voa na forma de um morcego e entra pela janela tentando tirar a atenção as mulheres fantasmas.

— Um morcego!
— É um vampiro. Deve ser um aliado do motorista.

Luney pega a sacola, abre e mostra todo o dinheiro.

— Olha aqui mulheres. Esse é todo o dinheiro que vocês roubaram naquela noite. Se vocês não ficarem quietas eu jogo todo o dinheiro pela janela.
— Não faça isso!

As mulheres começaram a brigar entre si.

— Eu me lembro daquela noite. Era você que estava dirigindo. Foi você que matou a gente.
— Foi você que deu a ideia de roubar a igreja.
— Me dá esse dinheiro. Agora mesmo.

Luney começa a explicar.

— Vocês não podem gastar este dinheiro. Estão mortas. Esse dinheiro nem serve mais.
— Como pode dizer isso? É lógico que posso gastar. O dinheiro é nosso.
— Ele tem razão. Morremos no acidente.
— O que está dizendo? E-eu... O que está acontecendo?
— Estamos... acho que, estamos indo descansar.
— Por favor. Não quero ir. Não q...

Luney assiste o desespero daquelas mulheres. E as vê sumirem para sempre. Ele desce do carro e olha para o morcego que se transforma do Lord Dri que comenta:

— Tem razão Luney. Este é mesmo um trabalho difícil.
— Pois é Lord. E pelo jeito o chevrolet não funciona mais. Estamos a pé.

Logo à frente o carro da Alicia Zoom aparece e ela avisa:

— Eu sabia que estariam aqui. Neculai descobriu o celular do Luney e pelo GPS foi fácil localizá-los. É melhor você ir com a gente Luney. Neculai quer ver de perto o celular que achou.
— Tudo bem para mim. Vou gostar de conhecer este vampiro.

Lord Dri complementa.

— Parece que está noite será repleta de celebridades.  




Por Adriano Siqueira

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Carros Assombrados - Luney o exorcista de carros assombrados - 70Km/h



70 km/h
Por Adriano Siqueira

A rádio Zbt informa:
Mais de vinte carros foram jogados para fora da Rodovia Regis Bittencourt  Estamos seguindo com o helicóptero e ele esta indo para a Avenida Francisco Morato. O carro é um Galaxy preto. A policia tentou tirar o carro da pista, mas ele não esta reduzindo. Existe apenas um tripulante no carro... aguardem mais notícias em nosso plantão diário.

Ouço a sirene da polícia na porta da minha casa. Vejo o Babu no Carro.
— Vamos Luney!
— Babu nunca fala bom dia. Ele é meu amigo e tenente da polícia. Sempre me chama quando existem alguns problemas sobre carros que agem de forma estranha. Afinal, agora é minha especialidade que tenho como profissão. Especialista em carros assombrados.

— Eu vi o noticiário! Parece que o motorista quer atravessar a cidade de São Paulo sem brecar e já levou muitos com ele.
— Tentou uma barreira?
— Em Itapecerica eu fiz uma, mas ele nem reduziu a velocidade.
— E sobre o dono do carro?
— Falei com a esposa do dono do carro. Ela disse que perdeu contato com ele faz 1 hora. Seu último contato foi quando seu marido disse que estava fazendo o possível para chegar logo em casa, para levar os remédios que ela precisa tomar, mas a tempestade estava forte com muitos relâmpagos foi quando escutou um estrondo muito forte no celular e a linha caiu. Ela não conseguiu mais contato. Parece que a tempestade pode ter mexido com a cabeça dele. Estamos monitorando e o carro está a 70 km por hora e não existe variação da velocidade.
Finalmente encontramos o carro. Ele avançou o semáforo e estava indo em direção a cidade. Babu tenta chegar o mais perto possível do carro e vejo todos os detalhes. Em alguns lugares parecem estar saindo fumaça. O motorista não mexe nenhuma parte do corpo.
— Babu fique o mais próximo que puder. Vou tentar entrar no carro.
Quando toco no Galaxy recebo um choque que me joga novamente para o carro da policia. Rapidamente eu rasgo parte da minha jaqueta e tento tocar e desta vez não recebo choque algum. Eu salto com sucesso. Fico em cima do Galaxy.
Babu grita me dizendo que não tenho muito tempo e aponta para carros da tropa de choque prontas para destruir o carro.
— Vou abrir a porta.
O trinco estava emperrado. Pedi o cassetete para quebrar o vidro. O carro começa a virar para pegar outra rua. Eu quase não consegui ficar em cima do carro. A velocidade quase me joga para o meio da rua.
— Babu! Sabe onde diabos ele está indo?
Babu liga para a mulher do motorista e chorando desesperada diz que ele faz esse caminho para ir para casa.
— Ligue o GPS coloca no nome da rua onde ele mora assim vamos saber o percurso e me avisa quando ele fizer os desvios. E avise para tirar todos os carros da rua neste percurso.
A posição que eu estava não dava para quebrar o vidro na primeira tentativa e eu tinha que tomar cuidado para não ferir o motorista. Arrastei um pouco para ficar bem perto do lado do passageiro e dou umas cinco batidas até que consigo quebrar o vidro da janela direita. O carro começou a tremer e a fumaça estava aumentando, havia curto circuito no interior e achei isso estranho por isso fiquei em cima um pouco até a fumaça baixar. Mesmo com toda a fumaça o carro não diminuía a velocidade.
— Sai logo daí Luney! Acabei de receber pelo rádio que existe um novo bloqueio logo a frente.
— Mas que droga Babu! Não vou conseguir sair! Que se dane!
Eu entro no carro e sinto um arrepio.
Vejo o Motorista com as mãos derretidas e grudadas ao volante. O corpo todo estava mesclado com com o banco, direção e pedais.
Olho para frente e vejo um novo bloqueio. Dessa vez eles tem dois caminhões como barreira e estão prontos para atirar antes deste carro sair de vista. Eles vão fazer de tudo para evitar que o carro pegue a avenida principal.
— Babu! Fala para eles sairem do bloqueio! O carro não vai parar!
Coloco a mão no pescoço do motorista e contato que está morto embora estivesse olhando para a frente como um bom motorista.
Procuro um canivete e tenho sorte de encontrá-lo no porta luvas.
Fico cortando e puxando as mãos cheias de sangue do volante e puxo seus pés dos pedais, mas mesmo assim, a velocidade permanece a mesma.
— Não está adiantando Babu mesmo sem motorista o carro continua seguindo o percurso. Não vai dar tempo de voltar para o seu carro. Vai ser um desastre e tanto!
O carro do Babu mantinha a velocidade ao lado do carro onde estava.
— Vou manter a velocidade até o último minuto. Pensa Luney! Rapido!
Faltavam poucos minutos para o carro bater no bloqueio. Eu comecei a suar.
Então... lembrei do que a esposa do motorista disse... Os remédios. Ela precisava dos remédios.
Procurei a sacola de compras pelo carro. E achei no banco de tras.
— Babu segura a sacola de compras e leva urgente para a esposa do motorista. Ele precisa disso urgente! Alguém tem que sair vivo desta história!
Eu jogo a sacola para o outro carro e de repende o meu carro começa a baixar a velocidade e quanto chegou a poucos metros do bloqueio ele parou.
Pelo rádio o Babu me contactou.
— Como sabia que o carro só queria levar os remédios?
— Eu não sabia, mas alguém tinha que levar os remédios.
— Acha que o carro ainda está assombrado?

— Aparentemente não, mas é melhor arrumar um jeito da mulher sempre ter os remédios. Nunca é bom arriscar.


Musicas que escolhi para esta história

https://soundcloud.com/vertigem-c-smica/mr-jimmy

https://www.youtube.com/watch?v=6kkEjP_lOJ4

https://www.youtube.com/watch?v=bESibXv_gf8

https://www.youtube.com/watch?v=1zBEBUVGkZE


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Curiosidades sobre o personagem: - Luney - O exorcista de carros assombrados participou dos livros: ADORÁVEL NOITE 2011 na história "O Carro maldito" e também participou do livro ESPECTRA HISTÓRIAS DE FANTASMAS 2011 Organizado por Georgette Silen, e fiquei honrado por ser o autor convidado e nele escrevi a história. Luney também fez uma ponta superimportante no meu livro "A MALDIÇÃO DO CAVALEIRO 2012" no capítulo "Cale a boca e dirija".

Mais contos sobre Luney o exorcista de carros assombrados 

Carros Assombrados - O carro do Vampiro

Carros Assombrados - Relato sobre vampiros - O carro Vampiro





Abraços
Adriano Siqueira

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