segunda-feira, 30 de março de 2020

Os mortos querem os seus direitos


Os mortos querem os seus direitos


Por Adriano Siqueira e Wellington Purcino



Participação da (Lupina) Karmem karminna



Local: Igreja da Consolação. São Paulo 19hs. Época atual.

Dois homens usavam máscaras e luvas para se protegerem do corona vírus estavam roubando a igreja. Colocavam objetos de prata e outras relíquias dentro de uma mala esverdeada.
Um dos homens quebrou o vidro de uma caixa escondida no subsolo da igreja.

Dentro havia um pano meio amarelado pelo tempo, mas ainda assim branco, enrolado nesse pano haviam muitos ossos humanos. O ladrão pegou e levou para o lado de fora da igreja, quando foi entregar para o seu comparsa, ele recebeu um tapa na cabeça do parceiro. Seu parceiro lhe deu uma bronca dizendo que só queria prata e ouro, não um monte de ossos podres. E jogou os ossos e o pano amarelado pela Avenida Consolação.

Alguns dos ossos cairam dentro do boeiro e foram caindo até chegar bem fundo, pararam numa terra vermelha, após algum tempo começaram a brilhar e várias mãos saíram de baixo daquela terra e foram em direção aos ossos.

As caveiras começaram a sair pelo boeiro e invadir a avenida. Elas eram poderosas. Muitas começaram a levantar os carros e ônibus até chegarem do outro lado da rua e entrarem no cemitério.
Lá, outras caveiras começaram a sair dos túmulos.



Karmem estava em São Paulo e ouviu a policia indo em rumo a consolação. Ela seguiu os carros.
Quando chegou na consolação viu que tinham vários carros pegando fogo.

Olhando o retrovisor viu dois carros indo rápido em sua direção, não havia o que fazer, alguns segundos depois viu que os carros estavam muito próximos, ela abriu a porta e pulou. Os dois carros fizeram seu veículo capotar.
Com a força do impacto um dos pneus se soltou do carro e voou  em direção a Karmem, tentando se proteger coloca as mãos no rosto mas uma enorme caveira joga o pneu para longe.
Ela olha para a caveira tentando entender o que estava acontecendo.

A caveira diz que o seu nome é Padre Augusto e que por estar com uma cruz tatuada em seu crânio ele não perdeu a memória quando as caveiras ressussitaram.
Karmem pegou o celular e ligou para o Daniel Santini.
Santini atendeu. Ela tentou avisar sobre o que estava acontecendo e ele disse que estava bem do lado dela. Karmem olhou para tras e disse. – Hoje por acaso é dia da surpresa! – falou com um largo sorriso no rosto.
Daniel encostou o amuleto na testa de Karmem, era algo dela, algo que havia perdido a muito tempo.
Com o Amuleto preso em sua testa, começou a se transformar em uma loba.
A loba mais Linda que  Daniel já havia visto, Não era a primeira vez que via ela como Lupina, mas todas as vezes ficava maravilhado.
Os olhos de Daniel estavam com um leve brilho.
Ela segurou o Daniel pelo colarinho e irritada disse que esse amuleto era dela e que ele não tinha o direito de controlar o seu poder lupino. Ela parecia realmente brava. Após dizer isso ela levantou o focinho uivou alto, soltou o colarinho de Daniel, correu em direção as caveiras e começou a atacar todas que estavam na avenida.

Daniel pegou o celular e ligou para a Patricia.
Ela atendeu e com os dados passados, Patricia ficou sabendo de toda a história.

Antigamente a igreja da Consolação e o cemitério eram ligados. Com a construção da avenida, destruiram os túmulos e alguns ossos foram guardados na Igreja. Os padres sabiam que todos os túmulos arrancados seriam amaldiçoados e voltariam para terem os seus devidos descansos.
Mas tudo deu errado quando os assaltantes jogaram os ossos na avenida. Patricia estava vendo um vídeo que ela hackeou  em uma das câmeras de segurança.

A lenda das caveiras deveria ser combatida recuperando os ossos e colocando em um pano de yhaliah. Que tinha o poder de prender a maldição. Para saber quais os ossos estão amaldiçoados bastava ver os ossos brilhantes que cada caveira estava usando.

Daniel e a Karmem tinham que pegar todos os ossos e enrolar dentro desse pano.
Eles procuraram por toda a avenida e encontraram um catador de latas usando este pano como cinta.
Daniel foi até o seu carro pegou um envelope e ofereceu em troca pelo pano que ele tinha, o homem com roupas esfarrapadas olhou dentro do envelope, não podia acreditar na quantidade de dinheiro que havia ali dentro, seus olhos ficaram cheios de lágrimas e com um sorriso sincero no rosto entregou o Pano de Yhaliah a Daniel.
Com o pano em mãos, ele e a Karmem começaram a arrancar os ossos brilhantes de cada caveira.

Daniel não teve muita sorte. As caveiras eram poderosas e teve que ser ajudado várias vezes pela Karmem.

Com todos os ossos recuperados, karmem se aproximou do Daniel e disse para ele deixá-la em paz.

Daniel arrancou o amuleto da testa da karmem ela voltou ao seu estado humano.
Ela começou a se afastar rapidamente, irada com o que ele havia feito com ela, não tinha o direito de forçar sua transformação assim.
Estava irritada mas no fundo gostava de estar perto de Daniel.

Com os ossos enrolados no pano de Yhaliah, os mortos novamente podiam descansar em paz.
Por enquanto.



Por Wellington Porcino e Adriano Siqueira

domingo, 29 de março de 2020

A Lenda do cachorro invisível






A Lenda do cachorro invisível

Por: Maria Ferreira Dutra
Arte: Adriano Siqueira

        

Sebastião não gostava de animais todos que apareciam em sua porta ele afujentava com um balde d'água  ou ameaçava com uma vassoura. 

Certa vez, Sebastião chegou em seu estabelecimento e encontrou uma cadela preta com seis filhotes dentro de uma caixa em frente ao seu açougue. 
Muito irado ele pegou a caixa com a cachorra e os cachorrinhos botou no carro e levou o mais longe possível.  Ao voltar, abriu o estabelecimento e para a sua surpresa as carnes estavam todas espalhadas, reviradas e mordidas e destruídas.

Viu que o animal havia entrado pela janela onde tinha uma enorme lixeira encostada na parede facilitando a entrada do animal.

Muito irritado ele arrumou tudo, mas jurou se vingar de qualquer animal que aparecesse na porta dele.

Neste dia as vendas foram de vento e poupa, Sebastião até havia esquecido o ocorrido e como de costume, deu boa noite até o úlltimo cliente e ás dez horas em ponto fechou as portas. 

No dia seguinte quando Sebastião chegou para trabalhar sorriu ao ver  que não tinha nenhum animal na sua porta. 

Abriu o açougue normalmente  colocou a chave do carro pendurada na parede e quando se virou a cadela estava lá dentro com todos os filhotes. 

Irritado ele pega a cachorra com os filhotes e joga em um rio.  Já haviam se passado sete dias e o  Cachorro havia sumido.

No dia seguinte às dez horas quando Sebastião fechava o estabelecimento ouviu o latido de um cão, mas não o via.
Ele gritou e sentiu a mordida em sua perna, mãos e nadegas. 

E a partir desse dia, aquele que passasse em frente ás dez horas da noite e não deixasse um pedaço de carne era mordido pelo Espírito do cão. 
Sebastião foi mordido umas 5 vezes até entender a situação. 
Sebastião passou a deixar alguns animais deitarem durante à noite em sua calçada e pela manhã entregava uns potinhos de ração e água para eles. Recolhendo quando todos terminavam.

Em frente a o seu açougue foi colocado a estátua da cadela      Tany com seus seis filhotes  comendo um pedaço de carne.

Por: Maria Ferreira Dutra

A Lenda do homem com cara de cavalo






A LENDA DO HOMEM COM
CARA DE CAVALO
Texto e Arte: Maria Ferreira Dutra 
E Adriano Siqueira

Genivaldo era dono de uma pequena fazenda em Vila de Cava em Rio de Janeiro. 

Era um rapaz muito tímido a sua infância não foi nada fácil, sofria  de bullying.

Todos riam dele por conta dos seus dentes grande e da sua risada.  Diziam que ele mais relinchava do que ria e que com aqueles dentes, enormes e beiços  mais pareciam um cavalo.            
As meninas nem bom dia o  davam e Genivaldo já entrava na escola cabisbaixo. 

Passou seu período escolar deslocado da galera. Na faculdade até os meninos se afastavam dele, pois não queriam que as meninas os vissem em sua companhia. Nenhuma menina queria ficar com ele. 

Seu tio Sebastião onde ia , falava bem do seu sobrinho declarava  até que era um rapaz bonito e ele achava mesmo.     Falava para as meninas que Genivaldo tinha  uma fazenda  e que era um ótimo rapaz e muito trabalhador, determinado e com toda a inteligência ele ganharia muito dinheiro. As meninas da cidade ficavam bem animadas  e se  interessavam em conhecer Genivaldo, corriam para serem uma das primeiras da fila para visitá-lo.

Porém a realidade era bem diferente. Ao conhecerem Genivaldo, nem mesmo a mão dele, elas queriam apertar,  diziam que eram comprometidas ou inventarvam  milhão de desculpas

Genivaldo ficava triste, mas sempre as presenteavam com um amuleto, um pingente de cavalo , e ele dizia que era um amuleto para proteção.  As meninas  aceitavam por ser de prata e muito bonito, mas não se interessavam em mais nada com ele.  

Genivaldo esperou por 35 anos uma namorada e não conseguiu.     Certo dia ele pegou seu melhor cavalo e saiu para passear de madrugada pela estrada e lamentar pela sua vida cheia de pessoas que o humilhavam diariamente.       Ele viu um homem na encruzilhada e Genivaldo foi até ele.

O homem sorria e dizia que estava mesmo esperando ele passar por ali. Em uma rápida conversa de um provavél fechamento de acordo o Genivaldo corre com o seu cavalo e um carro aparece e joga ele e o cavalo ribanceira abaixo. 

Genivaldo morre e fica por lá durante muitos dias até ser encontrado pela polícia e seu tio.

Conta a lenda que Genivaldo aparecia todo sábado dia 11 de cada mês e usava o mesmo pingente que dava para as meninas e se transformava em um lindo homem. Aparecia nas festas , montado em seu belíssimo cavalo, as meninas olhavam encantada  para aquele homem l

Sorridente Genivaldo olhava ao seu redor e escolhia amasenias que o desdenhou  e as levava   em seu cavalo,  depois de se  amarem Genivaldo, mostrava a sua verdadeira forma, deixando-as apavoradas pois percebiam que tinham se relacionado com um espírito e do qual elas jamais queriam contato nem em vida. Para maior desespero  as meninas engravidaram e seus  filhos ou filhas nasciam com cara de cavalo.                      
Com medo de serem vítimas do Genivaldo, nunca mais ninguém rejeitou um rapaz menos bonito. 

Por: Maria Ferreira Dutra e
Adriano Siqueira.                       
Arte Adriano Siqueira






sábado, 28 de março de 2020

A Lenda de Cariska, A mulher onça



Arte acima é da Maria Ferreira Dutra


A LENDA DE CARISKA, 
A MULHER ONÇA

Por Maria Ferreira Dutra 
e Adriano Siqueira

No ano de 1821 na Vila da Cachoeira na Bahia, o Batalhão dos Periquitos tinha oito combatentes da Guerra da Independência do Brasil.

Algumas mulheres se passavam por homens e se alistaram como voluntárias do príncipe, se tornaram muito experientes no campo da artilharia.
Ondina Martins, Maria Quitéria e Lindalva Correia eram as mulheres do batalhão. Os homens as respeitavam. Elas eram especialistas nos campos de batalhas e já salvaram muitos soldados.

Em uma das suas averiguações pela mata da redondeza, Maria Quiteria e todo o batalhão, foram cercados por uma tribo indigena, muitos morreram nessa emboscada. Mesmo com as baionetas, os índios ganharam com suas flechas e lanças pois estavam em maior número. Maria Quiteria, Ondina Martins e mais dois soldados correram a procura de ajuda. Ondina tropessou e caiu em uma grande armadilha.

Quitéria chegou a voltar para procurá-la, mas Ondina desmaiou na queda.

Ondina acordou depois de três horas e já era noite. Ela gritou por ajuda, mas ouviu um rugido.

Ela estava em um grande buraco, quase nove metros abaixo do solo.
O local tinha uns 10 metros iluminado apenas pela luz da lua.

Assustada com um rugido que ouviu, tentou se armar, mas a baioneta estava quebrada e a espada enfiada na sua perna ajudou a estancar e a coagular o sangue. Se ela tirasse a espada perderia muito sangue e não teria forças para sair de lá.

Ondina estava preocupada com o som emitido pelo animal que parecia estar no mesmo local ou muito próximo  dela ficando assim em silêncio e atenta.

Com isso, percebeu dois olhos brilhantes em sua frente, respirou fundo e viu que era o olho de um animal selvagem e provavelmente faminto.
Ondina pegou a sua faca e olhando aquele olhar brilhante do animal pensou  "Não morrerei sem luta."
Viu que era uma onça andando vagarosamente até ela.

Ondina sabia que iria perder essa luta, mas a faca que ela segurava em suas mãos, mostrava que ela não morreria sozinha.

A onça se aproximou. Colocando as patas em suas pernas. A espada a tinha atravessado.
O animal cheirou a espada e olhou nos olhos dela que fitava o animal e suava muito,  mas a faca a faca estava ali bem segura em suas mãos que, com muita força, a apertava.

A fera deu um grande rugido e Ondina gritou de medo, mais não se abateu, fechou os seus olhos e quando ela abriu para atacar,  a onça havia sumido.
Ela olhou em todo o local e não encontrou mais o animal.
Olhou para a sua perna e achou uma pedra que brilhava era uma cor vermelha.

Ondina pegou a pedra e o seu braço começou a brilhar, uma luz alaranjada  tomou conta do seu cabelo que rapidamente passou para a cor  vermelha.
Passando a pedra na sua perna ferida, a espada derreteu e a sua perna ficou curada.
Ondina  conseguiu se levantar sem dificuldades.

Olhou para o alto e viu a lua e teve  uma ansiedade muito forte de sair daquele local.

Pulou para o alto foi subindo rapidamente até sair do buraco suas mãos e pernas estavam em carne viva, mais sair de lá, era o que mais imperava naquele momento e
quando Ondina chegou no solo, começou a sentir fome, muita fome,
cheirando ao seu redor, agiu como um animal. Devorou a primeira presa que apareceu, um animal pequeno.
Depois que estava satisfeita ela viu o que havia feito e chegou a passar mal.
Sentiu que precisava de ajuda, mas quando foi correr, tropeçou em algo que ela sentiu com se fizesse parte do seu corpo e caiu de cara na lama.
Ela viu que pisou no seu rabo. Um rabo de uma onça.

Assustada olhou todo o seu corpo, a  pele estava de cor alaranjada e com pintas. O seu nariz agora era um fucinho e as orelhas como a de um felino.
Ondina precisava entender o que estava acontecendo.
Olhou para a pedra.
Começou a ter visões sobre Deuses felinos: Leão, Leopardo, Tigre, Leoa e uma onça.

Eles viviam na terra e ajudavam os índios a viverem com a comida que esses deuses traziam.

Os deuses eram chamados de Felícius. Vieram em uma embarcação que saiu de Transvaal no continente da Africa.
Os Felícius eram pacificadores, cada um usava uma pedra poderosa forjada pelo Deus dos felinos, Jabohau.
A Onça que tinha um relacionamento amoroso com o Leopardo, era uma felina muito aflita e insegura.

O Leopardo não a deixava agir sozinha e o Tigre sempre a ajudava a sair de encrencas.

Essa atitude de proteção do Tigre, deixou o Leopardo incomodado e começou a ficar de olho nos dois.

O Tigre e a Onça foram passear no lago e lá mesmo se amaram. O Leopardo assistiu tudo e pegou a sua lança e atacou diretamente no coração do Tigre m. A onça assustada, correu para denunciar o Leopardo ao leão que determinou a sua morte.

Mas a ira do Leopardo era incontrolável e ele matou a leoa e o leão que era um felino pacifico e se transformou em uma fera insana ao ver a sua leoa ser assassinada e entraram em luta corporal até morrer.

A onça pegou todas as pedras dos felinos mortos e a levou onde ela havia amado o Tigre, em seguida a onça se jogou nas águas e somiu para o mundo.

Ondina acordou assustada, já era dia.
Ela se olha e vê que estava em seu corpo humano e pensa "teria eu sonhado?!"

Ondina pegou a pedra que estava no chão e escutou uma voz em sua mente que dizia: "Cariska! Venha até meu lar." E a imagem do Tigre sorrindo apareceu e depois sumiu.

Ondina guardou a pedra em seu bolso.
Se o seu sonho era real, então haveria mais quatro pedras.

Mas agora não era o momento para pensar sobre isso. Ela tinha que voltar para a sua Vila e contar como ela sobreviveu.


Por Maria Ferreira Dutra
e Adriano Siqueira






Arte: Adriano Siqueira




segunda-feira, 23 de março de 2020

Eternizado para o Mundo - Por: Maria Ferreira Dutra



Eternizado para o mundo

Por: Maria Ferreira Dutra


Era uma tarde de domingo, ele estava ali sentado em meio aos seus livros.
Tudo era muito azul e branco, flocos caíam sobre o seu rosto e ele, como se nada tivesse acontecendo parecia ler um bom livro.

Folhas voavam e subiam com o vento frio, que tomava conta do local.
E ele ali parado aguentando o tempo gélido. Me aproximei colocando a minha mão sobre a sua cabeça e levantando o seu rosto percebi que seus óculos encontravam-se embaçados; suas mãos firmes, seguravam o livro de uma forma a não querer soltar e perder. Era muito carinho e amor pelas obras.

Eu estendi a mão de forma a cumprimentá-lo, seu sorriso era um sorriso congelado, alegre, gostoso de se ver. Provavelmente ele lia um livro bom, tamanha era a sua alegria.
Eu o convidei a seguir viagem, pedi para que ele deixasse a sua casa, e parecia feliz em seguir comigo, percebi que já estava mesmo na hora dele ir.



Ancioso, a única coisa que me Perguntou foi se poderia continuar a ler, escrever e ensinar, pois era a coisa mais linda que ele sabia fazer. Eu respondi que sim, que em qualquer lugar que estivesse, ele seria lembrado, e ao chegar em minha casa, ele não acreditou, reconheceu ali vários escritores como: Machado de Assis, Mario de Andrade, Euclides da Cunha, Caio Fernando Abreu, Fernando Gular, Carlos Heitor Cony, Aurélio B. de Holanda Ferreira, Carlos Nascimento Silva, Rubens Fonseca, Ivan Rubino Fernandes, Nelson Rodrigues, Ana Lee, Sônia Rodrigues, Rosa Amanda Strauz, Euclides da Cunha, Edgar Allan Poe, Franz  Kafka, Graphic Novel e Monteiro Lobato.

Uma voz no fundo o cumprimentou perguntando se lembrava dele, e o nosso viajante respondeu que sim, que ele era o Graciliano Ramos, que o leu e indicou muitas obras dele como a "Vidas Secas", "Angustia" entre outras.

O nosso viajante sorriu achando que estava sonhando, pois como ele poderia ter encontrado com todos eles ali?

O nosso viajante é convidado a se sentar por Machado de Assis que estava na primeira carteira, e o recem chegado pergunta para todos, o que ele estava fazendo ali naquele belo domingo.
- Eu, seu condutor celestial e todos aqui, achamos que você já havia cumprido muito bem o seu papel na terra, por isso achamos que era hora de você se juntar a nós.

- Mas isso siguinifica que eu morri?
- Não mestre, nós escritores, nunca morremos. Somos imortalizados pelas nossas obras. Seu legado viverá para sempre. Hoje, a cadeira de número 3521 é sua. Pode se posicionar à frente que a lousa é toda sua.

- Obrigada Carolina Maria de Jesus.

Agora que todos conheceram espiritualmente o nosso novo membro, vou pedir que cada um se dirija a sua sala, pois a sala 326 será ocupada pelos novos alunos do nosso recém chegado.


"Lápide 1937 -18 -02 -20 
Estarei sempre vivo em suas mémorias e em qualquer plano"
 Joaquim da Silveira Mestre foi professor primário e secundário. 
Escritor do livro: "A leitura e seus ensinamentos", entre outros.


Escrito por Maria Ferreira Dutra

Obs: Onde se lê 3521 leia Céu  3 representa a letra 'C', "E" representa a letra 5  e  21 a letra U.







quinta-feira, 19 de março de 2020

Neculai enfrenta o Coronavirus







Neculai enfrenta o Coronavirus

Por Adriano Siqueira e
Maria Ferreira Dutra

Mayara Desade estava na floresta do Ibirapuera e caminhava tranquilamente até o local marcado para se encontrar com o seu namorado Fernando Wood. Eles sempre se encontravam por lá. Gostam daquele local e curtiam a tarde juntos.
Fernando tinha o poder de entrar e sair das árvores. Usava o poder do portal que unia todas as árvores acima de cinquenta anos.
Mayara forrava uma mesa de madeira com uma toalha toda florida e colocou uma cesta em cima que tinha muitos alimentos para passarem a tarde juntos.
Ela olhava atentamente a árvore esperando o Fernando chegar.
Ele aparece saindo da árvore mas ele não estava muito bem. Tossia muito e suava. Estava tonto. Ele pedia para ela se afastar dele e chamar ajuda.
Mayara usou os seus monitores virtuais. De longe ela conseguiu ampliar a energia tecnológia do seu corpo e com isso juntou varios monitores em um só. Direcionou para que ficasse bem em cima do Fernando e ela mandou os dados para o seu pai, o Neculai.

Ele pediu para que ela se afastasse e chamou a sua empresa para que eles viessem buscar o Fernando. Em poucos minutos dois carros aparecem e saem seis homens protegidos e o levam para o hospital particular.
Mayara fica aflita com o estado do Fernando e pede para o seu pai se ele a deixaria ir com a equipe, mas o Neculai não permite e pede para ela fazer exames em outro local.

Neculai se levanta da sua cadeira no escritório e olha para a janela. Pensa no que passou esses dias. Em todo o mundo existe indicios da infecção do coronavirus e entre seus amigos a Deise, a Laiza, Dona Helena e Danze Down estava contaminados e todos poderiam morrer a qualquer momento.
China Girl estava verificando o local de onde saiu a doença. Ela conhecia bem a China e poderia ser muito útil o seu conhecimento. Passava periodicamente as imagens e dados coletados no laboratório em que estava e os medicos e cientistas verificavam todos os detalhes do virus e da doença.
Neculai sabia que o mundo precisava urgente de uma cura e que poderia ter aparecido através de ratos ou morcegos. O que seria muita ironia o mundo ser castigado por animais ligados ao vampirismo.

Neculai sabia também que ele sobreviveria e todos os vampiros e criaturas fantásticas que o acompanhavam. Mas o mundo precisa da raça humana. Ele se sentiria muito solitário e sem forças para continuar. A China Girl tem poderes que ele ainda não conhece bem e ainda não sabem como usá-los para esse tipo de problema.

Eles chegaram a pensar que a cura poderia vir de algum deles. Mas o tempo era um fator fundamental. A pandemia era algo que exigia uma solução rápida e mesmo assim, muitos iriam perecer.
Chegou a  pensar em seus inimigos. Chygadcarius e a Bruxa Fefe poderiam ajudar, porém eles estavam morando no castelo do Mordov e seu exercito protegiam a região para qualquer caso de invasão. Mordov ameaçava em cadeia nacional que não ajudaria o mundo pois por ele tudo ja estava condenado e caso ele fosse ameaçado usaria mísseis termonucleares para acabar como mundo mais rapidamente.

Neculai esperava por dados que a China Girl coletava e enviava para o seu laboratório. Porém a espera era uma angústia. Tudo tornava-se lento e demorado. Os testes para a cura levariam dois dias e nesse tempo muitos morreriam.

Karina estava com a Laiza. Ela tinha sido autorizada a ficar com ela por ser imune ao virus e por não infectar ninguém.

Laiza estava com febre e tossia muito elas se abraçavam e ficavam juntas. Karina pensava se poderia morder a Laiza e transforma-la em vampira. Mas a Laiza se recusou. Ela tinha esperança que a cura viria e com a população sabendo da existência dos vampiros seria algo muito conflitante a debater. Seriam os vampiros os responsáveis para curar uma pandemia? A pergunta era simples e a resposta também, pois todos se tornariam vampiros e a raça humana estaria em extinção.

Neculai deixa o seu escritório e acaba enfrentando uma multidão querendo que ele os transformem em vampiros e com muita calma diz que não tem poderes para transformar ninguém em vampiro e que infelizmente todos deveriam ter calma e paciência pois ele também procurava a cura para a sua mãe e seus amigos.

Alguns na multidão xingaram a atitude do Neculai em recusar a salvar vidas e ele se defendeu dizendo que o vampirismo não salvaria a humanidade, mas sim a extinguiria.

Neculai consegue entrar no seu carro e falar com a China Girl. Ela o conforta e diz que estavam fazendo de tudo para encontrar logo a cura.

Sidoire e o cavalo alado Raio voaram pela cidade de São Paulo e foram até o local onde o Fernando estava internado. O estado dele era muito delicado e perigoso. Ele devia estar doente já fazia algum tempo. Seu corpo estava muito dolorido e os remédios já não tinham muitos efeitos.
Eles se aproximaram do leito onde ele estava e o Raio cheirou as folhas de árvore que o Fernando tinha amarrado com um pedaço de cipó.
Raio cheirou as folhas causando uma irritação no seu nariz espirrando de imediato no corpo do Fernando.
Os médicos rapidamente afastaram o Raio e o Sidoire do local.

Sidoire bronqueou com o Raio. Disse que ele nao deveria ter espirrado no Fernando, mas o Raio se defendeu dizendo que não sabia que era alérgico aquelas folhas.

De repente uma correria no local e vários medicos e cientistas entraram na sala onde estava o leito do Fernando.

Sidoire ficou preocupado e esperou pelo pior. Fernando estava muito debilitado e naquele momento ele achava que era o fim.

Porém não foi isso que aconteceu. De alguma forma ele estava melhorando e de forma muito rápida. Alguns médicos apontaram para o Raio, incluindo o Fernando que estava lúcido.

Neculai tinha acabado de chegar no local e os médicos disseram o que aconteceu.

Rapidamente a China Girl estava passando mais detalhes sobre o virus e a forma como ele passa pelo ar. Isso poderia ser usado quando o antidoto estivesse pronto.

Os médicos conseguiram mais folhas da árvore que o Fernando pegou e com isso o Raio espirrou várias vezes. Isso era esgichado no corpo de um humano e esse era o antídoto.

Com o antídoto preparado Neculai precisava agora de muitas criaturas voadoras para jogar esse antídoto para o mundo.

Ele pensou por algum momento e voltou com a resposta.

Podemos borrifar o antidoto pelo celular com a ajuda da China girl e seus poderes.

Com isso a China Girl recebe o antidoto trazido pelo Neculai e juntos eles ligam para muitos medicos de todo o mundo e assim eles apontam o celular para os pacientes e todos começam a melhorar.

Será um grande dia de trabalho, graças a alergia do cavalo alado chamado Raio mundo foi salvo.

Por Adriano Siqueira e
Maria Ferreira Dutra

terça-feira, 17 de março de 2020

Os Caminhos da lua - conto - lobos




Os caminhos da lua
Por Adriano Siqueira e Wellington Purcino

Dois meses depois.

Local: Rua Augusta, Casa Noturna -Wolfance

Daniel Santini entra na casa noturna com facilidade. Sua credencial permite que ele investigue qualquer lugar mesmo sem nenhum mandato de busca.
Ele passa por várias pessoas que estavam dançando, o cheiro de bebida, cigarros e cachorros tomavam completamente o ambiente. Lentamente e com muitos encontrões ele vai até o balcão de bebidas onde encontra a Patrícia, pede uma bebida e senta ao seu lado.



- Você está atrasado Daniel.
Daniel revira os olhos sem mexer a cabeça, perguntando-se quem era o chefe ali.
 Pegue este livro. Ele vai te proteger dos lupinos que estão aqui, Karmem fez exatamente o que pediu. Como isso ajudará a se proteger? – Perguntou Patricia tentando entender as loucuras de Daniel.
- Logo você entenderá.
Com o livro em mão, girou a cadeira em direção ao salão, nessa posição podia observar todo que ali estavam.
- Todos os Lupinos? – Daniel perguntou olhando em todas as direções.
- Só 3.
- Aqui tem mais de 40.
Patricia ainda precisava aprender muito, quase todos ali eram lupinos, uns deixavam bem a vista o que eram, já a maioria fazia o máximo para se esconder por segurança.
- E eles te odeiam pelo que fez com o Pedro.
- Pedro estava fora de controle. Ele se matou por amor, por amor a dona da Alcateia. Melina.
- Os lobos nunca vão acreditar nessa história pois você matou a Melina.
- É o ciclo da vida, e além do mais os caminhos da lua são carregados de morte. Melhor Irmos.
- Eles estão no escritório logo no primeiro andar. Lucian está no comando agora. Qualquer movimento suspeito proteja este livro.
- Tudo aqui é Suspeito Patrícia

 Passando novamente pelo salão, agora em direção ao local mais escuro onde há uma porta que praticamente ninguém conseguir ver. Daniel a via facilmente, Patricia demorou alguns segundos mas logo conseguiu vê-la também.
 A música que era em rítmo das discotecas dos anos 80 foi substituída por uma batida mais forte, Daniel a conhecia bem, gostava daquela música, sorriu quando começou a apreciar Yuve Yuve Yu mentalmente.

Os dois sobem as escadas para o primeiro andar. Alguns que estavam no caminho, provocavam Daniel com empurrões e provocações.
A batida daquela música o deixava tranquilo, sabia que era desnecessário gastar energia com Lupinos de segunda classe.
 Ao entrar no escritório, Daniel é agarrado com força e jogado na mesa. Já estavam sendo aguardados.
Com o rosto na mesa, pode ver de relance um quadro que conhecia de outras épocas, muitas estrelas que formavam vários caminhos em direção a Lua.  Os Caminhos da Lua.
 Patricia fica contra a parede tentando ficar o mais longe possível daqueles monstros.
 Nenhum deles se quer olhou para ela, queriam Daniel não ela.


 Lucian estava agarrando pelo colarinho mas o liberta rapidamente quando vê o livro nas mãos do Daniel.
Afastando-se vai em direção a Patricia, passa as mãos em cabelo, a cheira e argumenta.
- Precisamos de mais mulheres em nossa alcateia.
- Sou domadora de leões. Lobos eu domei quando tinha 10 anos.
Lucian sorriu. Gostava da audácia daquela mulher.
Olhou irritado para o Daniel, que pressentiu algo, instintivamente levantou o livro.
 Lucian pegou uma estaca de ferro saltou em direção a Daniel e enfiou-a no livro que soltou uma grande quantidade de um pó brilhante Prata.



 Lucian entrou em contato com o pó e assustado, gritou pelos guardas.
 Um lobisomem entrou no escritório mas recebeu tiros de balas de prata, Patricia havia sacado a arma que tinha ganho de Daniel um mês antes, nele haviam balas de prata, o Lobisomem gritou e queimou completamente.
Karmem como sempre havia feito perfeitamente uma arma contra os Lupinos, prata em pó em grande quantidade era venenoso e matava lentamente, diferente da bala que matava instantaneamente, o pó entrava no organismo mas tinha cura. Essa técnica ajudava em casos de tortura. Informações eram facilmente tiradas de suas vítimas. As Maquiagens de Karmem era algo que utilizava em suas investigações a muito tempo.
Lucian começou a gritar, seu corpo estava queimando por dentro, a dor era insuportável, aquele pó o estava matando lentamente de dentro para fora.
 Daniel se aproximou e tirou um vidro com um liquido vermelho e mostrou para ele.
- Deve tomar isso em um minuto ou o pó de prata que estava no livro vai comer todo o seu corpo.
- Me dê logo esse antídoto Daniel ou todos os lobos daqui vão te mastigar.
- primeiro eu quero a cura que vocês tem para o corona vírus, em segundo, não, não vão me mastigar, até por que antes disso você ira virar pó e eu estarei longe daqui. Como vai ser? – Falou Daniel calmamente.
- Vocês humanos estão condenados. Nossa alcateia teve um aumento significante por causa desse vírus. Vamos dominar a Terra.
- Um minuto Lucian, depois disso você não vai dominar mais nada.
- Depois caçaremos outras criaturas. Fadas, Sereias, Vampiros. Todos irão se curvar aos lobos.
- Trinta segundos, seu tempo está acabando.
- Eu prefiro morrer do que trair o meu povo.
- Que assim seja.
Daniel se afasta e vê Lucian gritar e queimar.
 Fora do escritório, Daniel escuta passos, agindo rapidamente pega uma cadeira e joga contra a  janela quebrando seus vidros e abrindo caminho.
Daniel olha para cima e logo em seguida pergunta para a Patricia.
- Onde estâ o helicóptero que fazia parte do plano para nos resgatar?
Patricia responde apontando para um carro modelo Brasília branca.
- Foi aquilo que enviaram para você.
Na lateral do carro havia um adesivo preto escrito Helicóptero.

Daniel escuta muitos lobisomens forçando a porta.
Ele pega a mão da patricia e eles pulam em cima dos carros até chegar na Brasilia. Ligam o carro e descem a rua Augusta até chegar da Avenida Nove de Julho.

Foi uma missão sem sucesso, mas agora Daniel sabe o que os lobisomens pretendem.

Por Adriano Siqueira e
Wellington Purcino

sexta-feira, 13 de março de 2020

Academia poetica brasileira

Novo site da Academia Poetica Brasileira

https://www.mhariolincoln.com






Família Neculai encontra os monstros na Sexta 13

Muitas ilustrações da Família Neculai junto com muitos monstros conhecudos em homenagem a sexta-feira 13

Ideia de Maria Ferreira Dutra
Arte: Adriano Siqueira













A Hora dos Gárgulas




A Hora dos Gárgulas

Por Wellington Purcino e Adriano Siqueira

- Tirem os carros da Avenida!

Daniel Santini era o caçador licenciado pelo governo para resolver casos sobrenaturais, dentre muitos era considerado o melhor ainda vivo.
  O MASP da Avenida Paulista, estava infestado de Gárgulas, de alguma forma essas criaturas da idade medieval estavam na avenida, atacando e destruindo carros e ônibus que por ali passavam. Era Algo completamente sem explicação para muitos, não para Daniel S.
  Todo o Trânsito estava sendo desviado para a Alameda Santos, porém como a rua era muito estreita, o pânico aumentava rapidamente, era um horário onde haviam muitos carros, ônibus e pedestres, isso as três da tarde de uma quarta-feira.
  Alguns carros estavam completamente destruídos, dificultando ainda mais a locomoção, deixando assim muitos outros sem opção para onde fugir.
  Daniel passou correndo pelo vão-livre e entrou no prédio, como tinha completa autoridade, mandou que todos saíssem o mais rápido possivel, sabia exatamente o que estava fazendo.
  Movendo-se rápido e sem parar, foi até  o centro do museu onde havia uma caixa antiga de madeira, de dentro da caixa arrancou um medalhão de ouro, todos os Gárgulas caíram no chão, restando somente grandes Mármores quebrados em centenas de pedaços.



Daniel guardou o medalhão no bolso e com muita calma levou a caixa antiga para fora do Museu, colocou álcool, disse algumas palavras em Francês e ateou fogo.
   
  Patricia Medina, uma garota que estava ali perto, filmou tudo afim de fazer mais um artigo em seu site. Não era a primeira vez que filmava algo e alertava as pessoas de como agir em casos estranhos e sobrenaturais.

  Daniel sorriu para ela, ele sabia o quanto Patricia ajudava indiretamente em seu trabalho, e claro muitas outras pessoas sobre o perigo do sobrenatural, mesmo que muitas ainda não acreditassem.
  Ele se aproximou e iniciou uma conversa.
 - Gostaria de ganhar um medalhão?
Tirando o objeto do bolso e estendendo a mão, entregou o medalhão para ela.
- O que é isso? - indagou Patricia.
- Foi parte do que fez os Gárgulas ganharem vida e causassem toda essa destruição - Falou Daniel.
 - Ele ainda é Perigoso? perguntou preocupada.
 - Em parte sim, usado de forma errada, mas agora é algo inofensivo, a caixa de madeira continha alguns manuscritos que faziam os gárgulas aparecerem e os controlavam. Como queimei a caixa e os manuscritos o medalhão é agora, apenas uma moeda que não trás perigo mas, em mãos erradas como o governo, pode trazer problemas como algum tipo de arma secreta. Não é algo que queremos não é? Já com você estará segura e inutil como qualquer outro talismã, sem os pergaminhos não há risco. Isso será bom para seu Blog, mais informação e mais histórias.
  - Colocarei uma matéria ainda hoje no ar, serei discreta como sempre, sei que não gosta de aparecer na mídia. Já sobre o medalhão, deixarei essa informação só para nós, ninguém sabe dele mesmo. - Falou Patricia com um leve Sorriso no rosto.
  - Ninguém precisa saber sobre o que faço ou quem sou, muito alarde, fantasmas? coisas estranhas? isso pode trazer pânico, e por pior que a situação esteja, pode piorar com muita agitação, por isso informações extremamente importantes divido com meus escolhidos em um canal direto.

Patricia ficou feliz em saber que ela é uma pessoa confiavel.

Daniel pede que ela vá embora logo, ele não gosta de estar junto de seus escolhidos, alguém ou alguma coisa pode estar vigiando seus passos.
  Patricia parte em seu carro. Vinte minutos depois dois carros pretos a fecham na rua, deles, saem alguns homem armados e ignorantemente altos...
  Eles estavam sendo vigiados desde o começo.

  Daniel chega em seu apartamento louco para descansar, seu dia foi cheio e estressante. Ao abrir a porta de seu quarto vê um Gárgula comendo seus travesseiros.
  - Como é possível? Queimei a caixa e os manuscritos...
  Lembrando que entregou o medalhão a Patricia, ele teve receio que ela estava em perigo.
  Quando a criatura viu Daniel, precipitou-se rapidamente em um bote para atacá-lo.
  Pegando o primeiro objeto em sua frente, abriu um pequeno guarda-chuva preto para se proteger.
 Sério? um guarda-chuvas - Pensou Daniel.


O monstro pareceu confuso, parecia ser algo perigoso aquele globo preto. Dessa forma o Gargula parou e recuou ate perto da janela.
  Daniel ainda segurando o temido guarda-chuva preto correu para perto da janela onde arrancou um pedaço de corda da cortina, baixou sua proteção e esperou a criatura ataca-lo novamente.

Quando a criatura foi em sua direção Daniel conseguiu laçar suas azas e pescoço em um movimento brusco e rápido, com as mãos segurando firme a corda, começou a girar jogando a criatura em direção a janela que quebrou facilmente, deixando o Gargula pendurado em direção a calçada.
Daniel morava no quinto andar, sera alto suficiente para matar a criatura.
O Gargula era forte e começou a puxar Daniel para junto dele, em direção a rua.
Segurando firme Daniel fez um movimento contrário. Esperto e arriscado afrouxou a força na corda e pulou em cima da criatura, fazendo com que ambos fossem em direção ao chão.
  O impacto foi forte o bastante para partir a criatura em um pó cinza escuro. Esse morreu de forma diferente das outras. Estrando pensou Daniel.
A Criatura não sobreviveu.
  Com o corpo todo coberto de pó cinza e sem nenhum arranhão, Daniel voltou a Pensar em Patricia. Pegou o telefone e ligou para ela, das oito tentativas Patricia não atendeu nenhuma.
  Não tinha como avisa-la que estava em perigo.
  Sabia que tinha queimado os manuscritos e aquela caixa que por sua experiencia eram originais, não havia outra forma de invocar os Gargulas, ou teria?

 Onde estava Patricia?
O que logo Daniel descobriria era que o medalhão havia sido roubado e Patricia desaparecida.
  
 Quem estaria por trás disso?

Adriano Siqueira
Wellington Purcino.



segunda-feira, 9 de março de 2020

Diamond






Asas de vidro.
Rita saiu do seu trabalho e passou no mercado para comprar uma bebida. Ela estava muito tensa pois tinha que pagar o seu aluguel ainda não tinha vendido todos os seus produtos.
Quando ela chegou em sua kitnet no centro de São Paulo. Rita ia abrir a garrafa e percebeu que tinha algo dentro. Um boneco pequeno com asas. Ela achou que deveria ser um brinde colecionável. Abriu a garrafa e colocou um pouco no seu copo. Antes de guardar a garrafa no armário, ela percebeu que o boneco havia crescido, mas ela deixou a garrafa fechada e foi até a janela. Ela escutou a garrafa quebrar e verificou a cozinha. Viu um homem sem roupa e com asas igual ao boneco que estava na garrafa.
Ela ia sair do local e ia chamar ajuda mas ele a segurou. Rita viu que o homem estava com medo e assustado.
Com o tempo ela começou a cuidar dele. Eles se apaixonaram. Ele fez amor com ela e em suas asas nasciam diamantes em cada vez que faziam amor.
Rita o chamou de Diamond e ele comentou que era um guerreiro de outro planeta, mas foi traído e preso.
Diamond agora trabalha para a Neculai Corps. Suas asas atiram arpões de vidro.

Por Adriano Siqueira e Maria Ferreira Dutra.
@mariafsdutra
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sábado, 7 de março de 2020

A aventura da pescaria - Maria Ferreira Dutra





A aventura da pescaria
Com os personagens
Amal - Hassain - Rubi - Sidoire - Raio

História de Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira



Dia de pescaria


—Papai, papai! Acorda papai! Hoje é sábado, o senhor prometeu nos levar para  pescar hoje.
— Que horas são?  — Não sei, sei que  já é sábado, pois ontem foi sexta eu dormi e já acordei. Então já esta na hora. — Deixa eu ver que horas são! —Rubi! Ainda são três horas da manhã, não está na hora de acordar ainda não, deita aqui com o papai que quando o despertador tocar eu te acordo e nos preparamos para sair.
— Desculpa papai achei que já estava na hora. 🌞⏰ trim   7:30   Cócóricó! Quiquiriquiqui!
—  Galo cantando, despertador  tocando e eu com uma preguiça danada de acordar. Não se pode prometer nada para crianças,  pois depois nos cobram. — Deixa eu levantar e acordar a Rubi.
— Bom dia papai!
— Rubi! , Mas você já está acordada!
— Sim papai e já estou arrumada! O que o senhor achou do meu biquíni?! — E esse óculos?
— Lindo minha filha, agora deixa papai levantar escovar os dentes e arrumar as outras coisa que faltam.
— Tá bom papai vou te esperar aqui na sua cama enquanto isso vou fazendo a pescaria aqui no meu celular.
— Prontinho Amal, dentes escovados agora vou arrumar a nossa mochila. — Ajuda o papai a lembrar das coisas.
— Certo papai! — Duas toalhas de banho, meu baudinho para pescaria, minha varinha de pescar, chapéu  de sol, frutas, água, suco, um sanduíche. — Certo papai!? Acho que não esqueci nada.
— Certo filha, só esqueceu do filtro solar, mas papai nunca esquece. A sua pelagem é linda e te protege bem, mais seu nariz e orelhas são  bem sensível,  tem que ser protegido. — E você, também escovou os dentes?
— Sim papai, olha o meu sorriso branco e sente o meu hálito. (Sorrisos)
— Muito bom! Agora pegue  suas coisas e vamos nos encontrar com os outros. Vamos lá no Raio.
— Tá bom papai, só estou  apagando as luzes, não devemos sair e deixar tudo aceso.
— Toc, toc!
— Quem  é?
— Sou eu, Sidoire, não acredito que você ainda está dormindo.
— Eu estava sim, mas já acordei. (Uaah!) Deixa eu colocar o meu calção de banho. 
— Estou indo tomar café na casa da China Girl,  me encontra lá.
— Tá bom! Em 5 minutos estou lá.
— Papai, papai! Será que a Amal vai gostar do meu biquíni? Espero que ela também vá de biquíni para ficar igual a mim.
— Vai sim, você está linda!                 Ring, ring.
—Amal vai atender a campainha! —Deve ser a Rubi com o Sidoire.
— Tá bom vovó!— São eles sim.
— Olá Rubi! Bom dia! 
— Bom dia Amal! Nossa! Adorei o seu biquíni eu também estou indo de biquíni, olha! O meu maiô está pequeno por isso estou de biquíni.  — O Hassan também já está pronto?
— Está sim, estão todos tomando café, vamos lá.
— Como mulher gosta de falar, até as menorezinhas. Nem consegui dar bom dia para você Amal.
— Bom dia Sidoire, você  sabe que te amo, mesmo você sendo esse rabugentinho ciumento.
— Vamos embora meninas, entrem, entrem, estou morrendo de fome, quero me alimentar bem. — Bom dia família! Todos em coro respondem bom dia!
— Sidoire, tome conta das nossas crianças direitinho, olho vivo neles.
— Ainda nem, tomei café e já estou sendo cobrado para tomar conta das crianças! Assim vou pedir aumento salarial na  Neculai TV, você sabe que eu sou um bom reporte  ancora um aumentozinho não seria nada significativo  para o seu o seu bolso. Hahaha. Mas pode ficar despreocupado Neculai, sou responsável,  sei tomar conta de crianças humanas também.  Não é China Girl?
—Claro Sidoire! E você já provou isso das outras vezes que saiu com eles. Cadê o Raio?  Não vem tomar café?
— O Raio ainda estava dormindo quando passei lá . Ele é mais lerdo  que aquela montanha em formato de tartaruga. É capaz da montanha chega aqui antes dele.
— Que café maravilho Dna Helena seu café é muito bom!
— Hoje não fui eu quem fiz o café,  foi a Mayara.
— Parabéns  Mayara, você aprendeu com a vovô? Esta tão  quanto o dela.       — Sim, aprendi com a vovô. Você sabe que tudo que ela faz fica muito bom, e eu sigo as receitinhas dela para também fazer sucesso.
— E ai Hassain, animado para a pescaria?
— Estou, eu falei para o papai e para o meu irmão Victorio que  vou pescar o maior peixe que tiver lá.
— Olha como estou forte! Meu muque está grandão , aperta aqui.                        — Nossa! Esta grandão e bem resistente mesmo, você esta se alimentando bem. —Neculai; me passa o pão de queijo, o bolo de laranja , a torrada e esse pote de mel.
— Papai, o senhor esta comendo de mais, quanta coisa no seu prato!              — Rubi fica na sua, se não eu pego o bolo do seu prato também.                     — Ah não! O bolo de laranja da dona Helena ninguém  pega do meu prato. Ninguém faz bolo melhor que o dela. Pode para papai.
— Obrigada Rubi! Sábado vou fazer um especial para você e levo lá na sua casa para vocês lancharem e levar para a escola.
— Oba! Obrigada, eu vou adorar.                      
— O papo esta muito bom, o café maravilhoso, mas temos que ir. — Rubi, coloca seu prato e seu copo na pia, eu estou levando os meus.  Amal, Hassan, vamos.   Tchau  pessoal, por volta das  quatorze horas estaremos de volta.        Todos se despedem
— Cadê  o Raio que não chegou ainda!?
— Deixa de ser falador, estou aqui na rede tirando uma soneca enquanto aguardo vocês.
— Nossa! Arrasou no visual! Que óculos maneiro! Mas agora esse calção azul de bolinhas branca está meio ridículo .Hahaha
— Está rindo do quê? Esta me tirando? Por acaso estou com cara de palhaço!?  —Eu estou arrasando não estou  criançada!
Todos respondem em coro que sim. 




   — Viu, seu... está se achando  fashiow  com essa sunguinha pequena e fora de moda. A moda agora é calção seu agarradinho no tempo da moda.
— E vamos embora,  a hora é essa.                         
— Quem vai nas minhas costas, e quem vai nas, costas do Raio?     
— Bem papai, eu voo, mas estou cansada, eu posso ir com o senhor e o Raio leva a Amal e o Hassan.             
 — Ô garotinha mimada, esta cansada de quê? Você acabou de acordar. Seu pai leva um e eu levo outro. Eu sou um Cavala alado e não um burro de carga. Não confunda os animais.             
 — É que eu queria um carinho do papai, quanto tempo não brincamos assim.     
— Ah vai, tudo bem, me convenceu com essa vozinha e esses olhinhos brilhantes. A para com esse biquinho, assim eu eu... saiu lágrimas dos meus olhos. Pronto meninos sobem aqui no burro, opa até eu me confundi, subam aqui em minhas costas.                                                                           
Horas depois chegaram ao rio Juquiá localizado  a 150 km de   São Paulo.                 
— Vamos descendo crianças!
Chegamos,  vamos ver o melhor ponto para colocarmos as nossas coisas.   
— Eu acho melhor ficar próximo aquelas bananeiras, tem um lugar aberto e o chão está bem limpo.             
— Certo Rubi, pode ser. Peguem as coisas de vocês  e organizem.  —Cadê o raio do Raio, que não está aqui, já esta com vontade de fazer as suas necessidades  fisiológicas?! —Raio que raio você está fazendo ai?   
— Não resisti, a esse monte de banana aqui , e resolvi fazer uma boquinha. Por que? Não posso não? — Vocês tomaram café e eu não. Tô, indo tô  indo.  — ui, ai ui! Essa banana não me fez bem não. Saiu algo por cima e por baixo. — fiquem um pouquinho longe de mim , o negoço não está cheirando muito bem aqui não.   
— Que coisa feia Raio, fazendo essas coisas próximo das crianças! Deixa China Girl saber disso!                   
—  Tá  bom! Até parece que  ela não faz essas coisas.                 
—  A minha mãe mãe não faz essas coisas na frente dos outros.  —Hahaha, Hassain , sua mãe   é uma humana educadinha,  eu sou um sem noção de etiquetas.                   
Se bem que  tem paises que isso é normal, soltam  seus gases em qualquer lugar até mesmo dentro do táxi ou outras conduções.  Vocês estão com sorte que estamos em área  livre.  Pronto já passou, podemos caminhar lado a lado.                   
—  E chegou a hora, todos com a  varinha na mão bora pescar. — Raioooo!  Está correndo por que?  Volta aqui. — Esse  Alado está me dando mais trabalho que vocês ! Com essa eu não contava! 
—  Que, que, que, que que foi! Não posso  da a minha corridinha? fazer umas flexões? Estou preparando os meus músculos, fazendo alongamentos  me preparando para ganhar todos na pescaria.           
— Há  vai plantar batata! Tenho mais o que fazer   — Mas não trouxe batata! Eu trouxe uns milhos cozidos  mas esses não germinam mas   né?                     
— Não amola seu, seu... deixa para lá. — Todos passando o filtro solar, colocando o chapéu ,  peguem os baldes , as varas e as iscas  e vamos que vamos. Cada um escolhe um ponto do rio para pescar. — Olha! Estão  vendo aquele monte de aves aquáticas!? Sabem o que isso significa?           

— Significa que elas estão se reunindo em bando para nos atacar, pois viemos pegar os alimentos deles.—Socorro me tirem daqui!                 

— Não Raio, significa que aqui tem muitos peixes   e as aves estão aqui para se alimentarem.       

—  Ufa! Que Bom saber isso!    Agora sei que não vou ser alimento de aves.                — Vamos, lá , vamos lá. Vamos colocar as iscas  nos anzois, baldinho do e vamos pescar.         

—Mas o que é tuvira?                 
— Tuvira e essa espécie de peixe que usamos como iscas para fisgar os peixes . No caso aqui, estou querendo pescar uns Dourados que são bem grandes, chegam atingir de 6 a 7 kg  seu comprimento pode chegar a  de 70, a 75 cm e eles vivem  em média 15 anos,  caso não sejam capturados. Em alguns lugares como o Rio São Francisco  , eles podem chegar a 20 kg , mas aqui também temos o robalo, traíra, pacu entre outros...  Entendeu ... filha...   

— Sim entendi . 
— Mas para vocês eu vou dar uma outra espécie de de isca, a isca de milho para atrair peixes menores, pois os peixes grandes são muito pesados e fortes para vcs puxaraem.           
— Se tivessem se exercitado como eu , esses bracinhos estariam fortes  e musculosos e conseguiriam até pescar uma baleia. Agora ficam ai só de moleza!  ....         



 — Todos preparados agora é só lançar o anzol e esperar o peixe  morder a isca . Prestem atenção na bolinha pois se ela balançar muito  vocês percebem melhor  quando o peixe pega a isca então  é só  puxar.     

— Não precisa nada disso! É só prestar atenção em mim que vocês, aprendem. — Quando eu era pequenino, lá pelos meus 10 anos de idade, um pouquinho mais velho que vcs né?! Meu pai me levava para a pescaria  e  teve uma vez que num só dia  pesquei dezoito peixes  sozinho e o menor tinha sete quilos.       — Conta essa para outro , as crianças não vão acreditar nesse absurdo. 
— Não deixam nem a gente contar vantagens! Deixa eu continuar aqui a pescaria. 
— Olha Sidoire peguei um peixe!       
— Puxa, puxa !Hassan  foi o primeiro a pescar! Parabéns
—Olha papai! Também  peguei um, tão bonitinho parece esse que o senhor usa como isca.                     
— E é o da mesma espécie sim minha garotinha! Parabéns para você também.  — Você Amal está indo bem?
— Não, o peixe fisgou o anzol  mas fugiu.           
— Não tem problema! Tenta de novo e tenho certeza que você  conseguirá.
— Olha, olha! Acho que consegui!     
— Puxa Amal, conseguiu sim. Vai puxando devagar e com paciência.  Muito bem garotinha você conseguiu.             
— Não vai perguntar se consegui pegar algum peixe também ?           
— Pra quem pescou 18 peixe com 10 anos de idade não tem o que perguntar. Já é um profissional.  Mas já que quer que eu pergunte , quantos pescou?        — Por enquanto nenhum, mas acho que vocês  que estão me atrapalhando.  Vou mudar de ponto.                   
— Vai, vai, muda mesmo! Depois fazemos as contagens com as crianças.                 
10 minutos depois  Sidoire pergunta.      — E ai Raio,  quantos  peixes você já pegou?                 
—  Espera ai,  um peixão fisgou a minha isca!
— Olha, olha Sidoire, como ele é grande! Hahaha acredito que você não  tenha pego um desse tamanho! Splash!  —Caramba o meu peixe comeu a isca e caiu no rio de novo!                                    — Não se preocupe Raio, uma hora você pega outro           
—  Tenho certeza disso.

— Olha Rubi o peixão que seu pai pegou!                   
— Gostou Hassain? Quando você ficar maior vai conseguir pegar uns assim também.
—Vocês estão vendo a cara do Raio? Duvido que ele tenha pego uns 8 oito. Hahaha!
— O que vocês estão falando de mim ai?! Hum, não tem graça não! Se continuarem zombando de mim vocês terão que voltar para casa andando. Seus engraçadinhos! — Vocês querem voltar a pé para casa?
Todos respondem que não.
— Então não entrem na pilha do Sidoire. Continuem pescando que eu vou continuar aqui na minha pescaria.
— Não vai não Raio, o horário da pescaria acabou, agora é a hora de juntarmos tudo que conseguimos pescar e ver quem foi o grande campeão da pescaria. — Vamos , venha se juntar a gente.
— Mas, mas... me dá só mais uns 5 minutinhos.
— Não, não, acabou. O tempo é igual para todos.
— Tudo bem estou indo. Ai, ai, aí!  Para que eu fui falar que eu era bom na pescaria!... espero que eles tenham pego menos do que eu.Tô indo, tô indo  "Ploft!"  Ai meu pai do céu! Sidoireee! Eu cai, Socorro! Eu não sei nadar, me ajudem! Joguem  a boia!  Meus peixinhos, meus peixinhos se foram! Eram tantos! Aposto que tinham uns 50. Socorro!
Todos riem do Raio.

— Raiooo!
— O que é Amal?
— É só você se levantar, o rio nessa parte não é tão fundo assim.
— E só agora vc me diz! Opa, opa levantando! Caramba não é que estou de pé! — Raio!                 
—  O que foi Hassain?               
— Seu calção!       
— O que tem o meu calção? Caramba meu calção se foi ,   cadê  o meu calção?
— Crianças não olhem, não olhem!
—  A maré está levando, vou  buscar. Não olhem para a minha bunda, não riam. Eu estou ouvindo, eu disse para vocês não rirem.                   
— Mas não tem como não rir. Você ficou vermelho igual a um camarão!
— Amal não me deixe com mais vergonha!... — Ai que bom! Meus peixinhos não caíram na água.  Quem poderá pegar o meu balde com os peixes? Eu estou cansado de tanto que me debati.
— Eu pego Raio, vou voando para ser mais rápido.
— Não vai me passar a perna não, viu Sidoire!
— Pronto voltei, agora vamos para a contagem. — primeiro Hassain por ser o caçula , Venha cá, traga o seu balde. Todos contando , 1, 2 , 3....... 8 ...10, 11,  — Esse não vale esse é muito pequeno tem que , devolver, devolve , devolve para o rio .
— Não senhor! Está no tamanho e peso ideal,  12, 13, 14....                — 13, 12, ..9           
— Quer parar de atrapalhar a contagem Raio! Você não sabe perder...
— E quem disse que eu perdi! Você por um acaso já  contou os peixes de todos?  Hum!  —  Muito bem Hassain você pegou 16 peixinhos. Agora vamos contar o da sua irmã.
— Eba! Até que peguei bastante!
—Sim, sim, pegou. — Agora vem Amal. 1, 2, 3 4....— Raio, o que  você está fazendo ai? Devolve  o peixe no balde da Amal eu vi você pegando.
— Ih! ih! ih! ih!, ri! ri! ri! Eu só estava conversando com ele, eu já  ia devolver. Ih! Ih,ih.
— Tentando dar um de espertinho! — Deixa eu voltar para as contagens. — 4 , 5...13, 14 , 15 16, 17, Muito bem Amal Pegou bastante também. — E você minha filha! Quando  será que pescou?  Vamos a contagem.
—  Sendo sua Filha deveria pegar pelo menos uns 30 né! Papai sabe tudo,  filhinha também  deveria saber.
 — E você uns 80 né? Com dez anos pescava ... agora  mais velho e mais experiente deveria pegar uns 80. — Não ligue para ele não. — 1, 2.... 17 ,18, 19, 20, 21. Muito bom filha. Parabéns bateu seu record.
— Sim, da última vez que pesquei, peguei 15.
— Agora é a sua vez Raio!
— Quem , eu!?
— Sim, por acaso tem outro raio por aqui?
— Tá para chegar daqui a pouquinho outro raio, está vendo aquelas nuvens escuras ali vindo em nossa direção? Não dá para esperar ele chegar não?      —Não! o único Raio que espero é você.
— Tá, bom. Tudo bem que hoje eu não tive muita sorte.  — Tá olhando o que aqui Hassain!? Por acaso você já  aprendeu a contar!?  Quase nem saiu das fraldas ainda! Vira esse olho para lá.  — Vamos a contagem. 1, 2 ,4  ... e meio . — quatro  e meio?!  E o restante do peixe?
— É que na verdade essa metade foi o que sobrou  da minha isca, a outra metade o peixe comeu. Hoje não era mesmo o meu dia de sorte.       
—Não riam crianças, não riam.
— Eba!  Agora só falta contar o do papai.
—Vou contar criançada! 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
— Oito, só oito?
— Sim Raio , oito dos bem grandes. Enquanto você pescava , eu parei para  me bronzear e tomar , liguei para casa para dizer que estava tudo bem com as crianças e que elas estavam se divertindo muito, entre outras coisas. — Agora vamos lavar as mãos, beber algo e comer o que trouxemos.

Todos sentados e cada um pega o seu lanche podendo fazer trocas entre si, se todos concordarem.
— Caramba meu! Que sanduíche bonito é esse Hassain! Pode me dar um pedaço?
— Eu não! Você tem uma boca muito  grande, não vai sobrar nada para mim.  Desculpa Raio! — Pensando bem você é meu amigão, vou marcar com o dedo até onde vc pode morder, mas não vai morder o meu dedo. E olha! Vou querer uma parte do seu milho também.  Tudo bem?
— Sim, certo, concordo.
— Toma! —Raio, fecha mais essa boca e abre mais os olhos assim vc vai engulir a minha mão. —  Assim, assim, está bom? Essa boquinha assim, bem pequenininha, que quase não consigo falar.  Assim não vai dar nem para tampa o buraco do meu dente.


— Gente, olha ali!  Vocês estão vendo aquilo?  É uma baleia? O que seria aquilo.           — Não! Essa eu não posso perder! Pega a vara de pescar para mim  Amal.  Obrigado, volto já!                             
Sidoire vai até o píer para tentar pescar aquele enorme peixe e grita para as crianças dizendo que ali tinha um peixe quase do tamanho de uma baleia, e repete que não. Que era quase do tamanho da China Girl. Todos correm para ver. Só que o peixe grande some e Sidoire fica a se perguntar para onde ele foi.
— Poxa perdi a minha grande pesca e nem uma foto eu tenho para mostrar ao pessoal de casa. — Ai! O que é isso no meu pé!? Será uma cobra?! Não quero  olhar. Não quero olhar! Ai, ai... vou olhar ! Deixa eu abrir mais os olhos! É isso mesmo que eu estou vendo? Crianças! Corram aqui! Olha o peixão apareceu de novo!
 — Papai que linda!
— Gente se não fosse  o Chygadcarius  disfarçado eu até daria um beijinho nessa criatura linda!

— Não Raio, ela é uma deusa, muito linda para ser o Chygadcarius. — Qual é o seu nome? Você fala? — Não vai embora de novo não!
— Papai! O senhor está com os olhos brilhando como eu nunca vi! —Papai está apaixonado por uma sereia!           — Estou Rubi, que coisinha mais linda e apaixonante! — Volta aqui.
 — Deixa disso Sidoire! Essa criatura está indo chamar reforço para nos combater e a família Neculai nem está aqui! Socorro! Vamos correr! Cadê o telefone, cadê o telefone? Mayara, China Girl, Neculai , Nessas horas chamo até o Victorio que não deixaria de vir  nos defender.
— Papai! Ela esta voltando e  esta olhando para a gente.
— Vem! Pode vir! Se aproxime mais.
— Você esta maluco Sidoire? Se aproximar de que e de quem? Só se for de você. Eu vou ficar uns dez metros de distância. Qualquer coisa, vocês gritem que eu saio correndo! Quer dizer, saio voando , fugindo.
—Vai Raio! Deixa eu aqui admirando a beleza dela. Oi lindeza! Você fala?
—Papai! Ela balançou a cabeça dizendo que sim. Isso significa que ela nos entende!
Qual o seu nome?
— Livemar!
— Que nome lindo! Livemar, me leva com você para o mar!
— Pede isso não Sidoire, você sabe que eu nâo sei nadar. Eu não vou entrar no mar para te salvar.
—  (sorrisos) Seu amigo é engraçado! E você é diferente lindo, charmoso, musculoso. — Me parece forte e corajoso!



— E você é linda, charmosa e me parece muito frágil precisa de alguém forte charmoso e apaixonado assim como eu, para tomar conta de você. — Como faço para beijar a sua mão?
— Se é que tem mão né Sidoire?
— Fica quieto que raio de cavalo mais chato!  — Princesa que o mar me trouxe , dê-me a sua mão e venha almoçar  conosco. Estamos a assar um belo Dourado pescado por mim.
— Eu não como a minha especie, só como outros frutos do mar.
— Não se preocupe minha deusa! Hoje eu vou até a lua só para te agradar.
 — Nossa! Estou vendo que tem alguém  bem apaixonado mesmo.
— Sim Alado. Estou apaixonado! Venha minha sereia, que eu te  levarei para areia             —Mas eu não posso, não consigo sai daqui.
— Não pode por quê?  Minha razão de viver.
—  Xiiii , Rubi! Já te arrumaram uma madrasta. Seu pai vai sair casado daqui.
— Eu já estou casado e apaixonado. Eu te ajudo a sair do rio.
— O Problema é que eu nunca sai daqui, não consigo  andar, tenho uma atrofia na perna o que me impede de andar de pé.
— Mas isso não é problema, eu estou aqui, tenho braços fortes. Venha que eu te pego. Suba nas minhas costas. Vamos crianças, vamos deixá-la bem a vontade.
— Vou agora no fundo do mar pegar algo para vc comer.  Enquanto isso crianças peguem lenha para acender a fogueira e o Raio tome conta dela.
— Tá doido que eu vou ficar perto disso! Vai que isso abre esse macacão de peixe e sai o Chygadcarius dai.       — Deixa disso alado frouxo, esta com medo duma belezura dessa!
— Tudo bem! Eu tomo conta dela a  muitos metros de distância.
— Volto já minha peixona.
— Oi, Raio! — Tô falando que vc é o Chygadcarius  disfarçado. Como sabe o meu nome?                   
— O Sidoire acabou de falar.
— Hum, verdade! Mas não puxa assunto comigo, pois não gosto de falar  com estranhos, estranha! Sei lá o que você  é.
— Eu sou uma sereia boa, eu só quero conhecer a terra. Pela primeira vez na minha vida eu estou tendo contato com  seres terrestres.
— E escolheu logo hoje para fazer esse contato!
—Sim, ouvi barulho de criança e vim conhecê-las.
—  É mas acho que quem ficou mais encantado nessa história foi o Sidoire! — Para ai.  Ai meu....que olhos lindo você tem! — O que está acontecendo comigo!?  Você é uma feiticeira, eu não vou cair nas suas graças. — Mas que gracinha que você é! Aceita uma bolacha, um café?...
Vinte minutos depois.
— Alado! Eu só sai tem vinte minutos e você já está se engraçando com ela!
— Deixe disso Sidoire! Quero distância  dessa sereia! Apesar que ela tentou me seduzir. Dizem que sereias encantam os homens com o seu canto, mas ela estava me encantando com o olhar...  no fundo do rio pega tem sinal de celular? Eu poderia te ligar?... eita, eita, não vou mais olhar em seus olhos, eles tem feitiço.  —Ainda bem que você  chegou Sidoire! Fica aí com a sua atual, futura namorada, toda sua. Até no mar você acha flor?
—  Claro querido! Toda mulher deveria ganhar pelo menos uma flor por dia. E essa eu trouxe para você, sereia do meu coração.
— Obrigada, Sidoire, pode por no meu cabelo?
— Claro pulsar do meu coração ! E essa é para a Amal,  e essa outra é  para minha garotinha Rubi , que esta chegando com as lenhas.
Sidoire acende a fogueira e começam a assar os peixes.

— Papai os camarões estão bem bonitos, estão com um cheirinho muito bom!
— É Amal! Mas esses camarões são da Livemar, seu pai foi lá no mar pescar, atravessou o rio e foi longe pois ela não come a própria espécie. Vai se acostumando que a partir de agora terás que dividir as coisas.
— Pode comer Amal, eu não vou comer isso tudo sozinha.
Sidoire assa todos os peixes e frutos do mar e todos tem um almoço agradável.  Amal pega o seu celular e registra esse momento em foto.
Todos têm que voltar para casa. Sidoire devolve  Livemar ao mar e promete visitá -la com mais frequência.

E foi assim que Sidoire e Livemar se conheceram e se tornaram namorados.

Quando chegaram em casa toda a família se reuniu para conversarem sobre esse passeio inesquecível. Cada um contou da sua maneira e até o Raio teve a sua visão da viagem muito heróica e contava muitas vantagens até que o Sidoire disse que o Raio quase se afogou em águas rasas e todos riram muito.


Texto: Maria Ferreira Dutra
Arte Adriano Siqueira